Categoria: POLÍTICA

  • Tarcísio lidera isolado intenção de voto para Governo de SP, mostra Datafolha

    Tarcísio lidera isolado intenção de voto para Governo de SP, mostra Datafolha

    A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: BR-06798/2026 e SP-04136/2026

    (CBS NEWS) – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o líder isolado em todos os cenários testados pelo Datafolha, com taxas de intenção de voto superiores a 40% no primeiro turno para o Governo de São Paulo, mostra nova pesquisa do instituto.

    Em segundo lugar, aparece um dos possíveis candidatos ligados ao presidente Lula (PT) -o grupo político do petista ainda não bateu o martelo sobre quem disputará o governo no estado. O ministro Fernando Haddad (PT) pontua melhor do que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do que a ministra Simone Tebet (MDB).

    Tarcísio também vence os cenários de segundo turno testados pelo Datafolha, com taxas de intenção de voto que variam de 50% a 60%.

    O levantamento foi realizado entre os últimos dias 3 e 5 de março. Foram 1.608 entrevistas em todo o estado de São Paulo, distribuídas em 71 municípios, com a população de 16 anos ou mais.

    A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

    O resultado da pergunta espontânea, quando não é apresentado nenhum nome ao entrevistado, mostra que a eleição para governador ainda não mobilizou a população (59% responderam que não sabem em quem vão votar). Tarcísio é o que se sai melhor, com 22% das indicações (mais 3% que disseram “o atual governador”). Haddad, que não decidiu se sairá candidato, tem 2%, mesma marca de pesquisa de abril de 2025.
    Quando a pergunta é estimulada -o entrevistador apresenta os nomes- e sobre grau de conhecimento dos candidatos, o ministro da Fazenda está empatado, na margem de erro, com o atual governador. Exatamente a metade (50%) disse conhecer bem Haddad e 47% responderam o mesmo sobre Tarcísio.
    Alckmin, quatro vezes governador de São Paulo, é conhecido muito bem por 54% e a ministra Simone Tebet (MDB), que é do Mato Grosso do Sul, por 22%.
    No cenário estimulado com cinco nomes, Tarcísio lidera com 44% das intenções de voto. Ele é seguido por Haddad, com 31%, pelo ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), com 5%, pelo deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), com 5%, e pelo comentarista Felipe D’Avila (Novo), com 3%.
    O governador tem porcentagens de intenção de voto mais altas entre os homens do que entre as mulheres (49%, frente a 39%), entre os que têm 60 anos ou mais (52%, ante 30% entre os que têm entre 16 e 24 anos) e entre os evangélicos (54%, ante 44% entre os católicos).
    Já Haddad tem taxas de intenção de voto maiores entre as mulheres do que entre os homens (34%, frente a 27%), entre os católicos do que entre os evangélicos (32%, ante 21%) e entre os funcionários públicos (48%, ante 23% entre os empresários e 24% entre as donas de casa).
    Se a candidatura de Haddad for confirmada, a disputa com Tarcísio será mais acirrada na capital do que no interior, onde a diferença entre os dois é de 19 pontos percentuais, com vantagem para o atual governador, que recebe 47% das intenções de voto no interior contra 28%. Na região metropolitana, a diferença entre os dois cai, confirmando a natureza menos conservadora da capital. Na região, Tarcísio marca 40% ante 34% do petista.
    Em 2022, Haddad e Lula, candidato à Presidência, venceram na capital, mas no interior Tarcísio bateu o atual ministro da economia.
    No segundo cenário desenhado pelo Datafolha, há cinco nomes e Haddad é substituído por Alckmin. Tarcísio lidera com 46%, seguido pelo vice-presidente, com 26%, por Serra, com 6%, por Kataguiri, com 5%, e por D’Avila, com 3%. Brancos ou nulos são 13% e indecisos, 2%.
    No terceiro cenário, com a inclusão do ministro Márcio França (PSB), Tarcísio aparece à frente com 44% das intenções de voto. Na sequência vem Haddad, com 28%, França, com 5%, Kataguiri, com 4%, Serra, com 4%, e D’Avila, com 2%. Brancos ou nulos são 11% e indecisos, 1%.
    No quarto e último cenário, com cinco nomes, e a substituição de França, Haddad e Alckmin por Tebet, Tarcísio aparece com 49% das intenções de voto. Depois vem a ministra, com 19%, Serra, com 7%, Kataguiri, com 4%, e D’Avila, com 3%. Brancos ou nulos são 15% e indecisos, 2%.
    SEGUNDO TURNO
    No cenário de segundo turno entre Tarcísio e Haddad, o governador derrota o ministro por 52% a 37%. Brancos ou nulos são 10% e indecisos, 1%.
    O governador tem maior vantagem sobre o ministro entre os homens (57% a 34%), entre os que têm 60 anos ou mais (57% a 35%), entre os que têm renda familiar mensal superior a dez salários mínimos (64% a 27%), entre os moradores do interior (57% a 32%) e entre os evangélicos (64% a 26%).
    Mesmo em grupos em que Haddad pontua melhor, ele aparece empatado na margem de erro com Tarcísio. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, o petista tem 43% das intenções de voto, enquanto o governador tem 45%. Entre os moradores da Região Metropolitana de São Paulo, Haddad tem 42%, frente a 46% de Tarcísio. Entre os autodeclarados pretos, o ministro aparece com 43% e o governador, com 44%.
    No cenário com Tarcísio e Alckmin, o governador derrota o vice-presidente por 50% a 39%, com 10% de brancos ou nulos e 1% de indecisos. Na disputa entre Tarcísio e França, o primeiro vence o segundo por 60% a 22%, com 17% de brancos ou nulos e 1% de indecisos.
    No cenário com Márcio França (PSB), o governador marca 60% no segundo turno, contra 22%. Já 17% votariam branco, nulo ou em nenhum.
    Por último, no cenário entre o governador e Tebet, Tarcísio derrota a ministra por 58% a 28%. Brancos ou nulos são 12% e indecisos, 2%.
    REJEIÇÃO
    Haddad é o nome mais citado (38%) quando o Datafolha pergunta em qual dos possíveis candidatos o entrevistado não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição. Na sequência, aparecem Alckmin, com 29%, Tebet, com 27%, Kataguiri, com 25%, e Tarcísio, com 24%.
    Num patamar mais baixo, estão França, com 20%, Paulo Serra, com 19%, e D’Avila, com 18%. Uma parcela de 3% rejeita todos os candidatos, 3% votariam em qualquer um deles e outros 3% não opinaram.
    Haddad tem taxas de rejeição acima da média entre os homens (44%), entre os que têm renda familiar mensal de mais de 10 salários mínimos (59%), entre os evangélicos (45%), entre os que reprovam o governo Lula (60%) e entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente (65%).
    Já Tarcísio tem rejeição mais alta entre os mais instruídos (33%), entre os moradores da Região Metropolitana de São Paulo (29%), entre os funcionários públicos (52%), entre os que aprovam o governo Lula (44%) e entre os que pretendem votar no petista na eleição presidencial (50%).

    Tarcísio lidera isolado intenção de voto para Governo de SP, mostra Datafolha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lula sanciona lei que assegura a vulnerabilidade de crianças menores de 14 anos vítimas de estupro

    Lula sanciona lei que assegura a vulnerabilidade de crianças menores de 14 anos vítimas de estupro

    O projeto é de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Hoje, segundo a lei, trata-se de estupro de vulnerável “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”, independentemente de consentimento.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) sancionou neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, projeto que lei que assegura a presunção absoluta de vulnerabilidade de crianças menores de 14 anos que são vítimas de estupro. Ou seja, a mudança no Código Penal não deixa brecha para relativizações.

    O projeto é de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Hoje, segundo a lei, trata-se de estupro de vulnerável “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”, independentemente de consentimento.

    A decisão também estabelece que as penas serão aplicadas independentemente de consentimento da vítima, de sua experiência sexual, do fato de ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime ou que não resultou em gravidez. Isso será usado para evitar com que abusadores tentem se livrar das penas alegando, por exemplo, que a relação foi consentida.

    “O projeto garante uma redação legal clara e inequívoca para fortalecer a proteção da dignidade das nossas crianças, impedindo interpretações que reduzam a proteção às vítimas”, destaca publicação de Lula no X, antigo Twitter. “Em pleno século 21, não podemos mais aceitar esse tipo de violência contra nossas meninas”, continua.

    A mudança chega após caso em que o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, caracterizou como “dois jovens namorados” a ligação entre um adulto, hoje com 35 anos, acusado de estupro de vulnerável, e a vítima, à época com 12 anos.

    Lula sanciona lei que assegura a vulnerabilidade de crianças menores de 14 anos vítimas de estupro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Esposa de Alexandre de Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro

    Esposa de Alexandre de Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro

    Divulgada pela assessoria de imprensa da advogada neste sábado (7), a afirmação contradiz a de Moraes. As mensagens estão salvas como imagens em mais de uma pasta. Na maior parte dessas pastas, não há outros arquivos, nem contatos. Em três delas, há contatos salvos, mas não existem registros que demonstrem que os prints têm relação com aqueles contatos.

    LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, negou ter recebido mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no dia de sua primeira prisão, nas quais falava sobre o processo contra ele.

    Divulgada pela assessoria de imprensa da advogada neste sábado (7), a afirmação contradiz a de Moraes. As mensagens estão salvas como imagens em mais de uma pasta. Na maior parte dessas pastas, não há outros arquivos, nem contatos. Em três delas, há contatos salvos, mas não existem registros que demonstrem que os prints têm relação com aqueles contatos.

    “No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, disse o ministro em nota.

    Uma das imagens, com a pergunta “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” está na mesma pasta onde está o contato de “Vivi Moraes”.

    Uma outra está salva na mesma pasta onde aparece o contato do senador Irajá Abreu (PSD-TO).

    O parlamentar negou que tenha recebido a mensagem do dono do Master. “A informação que Daniel Vorcaro enviou qualquer mensagem ao senador Irajá é completamente inverídica”, afirmou a assessoria do parlamentar.

    Além disso, três técnicos e peritos criminais ouvidos pela Folha contradizeram a explicação apresentada pelo ministro. Segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, porém, a forma como arquivos aparecem organizados após a extração de dados de um celular não permite concluir automaticamente quem seria o destinatário de uma mensagem.

    São sete mensagens ao todo que foram enviadas no dia 17 de novembro de 2025. Para evitar monitoramentos, os textos eram escritos no bloco de notas do celular e um print da tela era enviado como mensagem de visualização única. Assim, não aparecem em quebras de sigilo telemático.

    A PF (Polícia Federal) recuperou os prints tirados por Vorcaro. De acordo com o jornal O Globo, o destinatário era o ministro Alexandre de Moraes. A Folha confirmou que a PF encontrou no celular de Vorcaro ligações e troca de mensagens com Moraes.

    Sua esposa, Viviane, tinha um contrato com o Master. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo em 9 de dezembro, o Banco Master contratou, no início de 2024, o escritório de familiares de Moraes, por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição. Os familiares do ministro que integram o escritório são a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e dois filhos do casal.

    Segundo o jornal O Globo, no dia 17, Vorcaro narrou a Moraes negociações para tentar salvar o Master, com o que parecem ser referências a tratativas com a financeira Fictor, cujo acordo seria anunciado na tarde daquele dia.

    “Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte”, disse Vorcaro em um dos textos enviados.

    O comunicado da oferta da Fictor pelo Master tinha a indicação de que o negócio teria a participação de consórcio dos Emirados Árabes, mas a identidade dos investidores nunca foi revelada.
    Duas vezes, Vorcaro cobra atualizações de Moraes, sem especificar a qual assunto se refere. “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, diz uma das mensagens, enviada às 17h26, segundo a reportagem.

    Investigadores da PF afirmam que, até o momento, os diálogos analisados não são razão para investigar ou incluir o ministro Moraes em relatórios da apuração.

    Esposa de Alexandre de Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo

    Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo

    Entre seus clientes estava Daniel Vorcaro, o controlador do Banco Master, preso pela segunda vez na quarta-feira (4) e investigado por fraudes financeiras e intimidação a pessoas. O ex-banqueiro, como mostrou a Folha, tinha nos luxuosos eventos um dos pilares de sua estratégia para estreitar relações com políticos e altas autoridades. Segundo duas pessoas próximas ao Master, Batista cuidou de várias dessas festas, regadas a bebidas e comidas caras, além da presença de mulheres jovens e bonitas.

    ALEXA SALOMÃO, JOANA CUNHA E DANI BRAGA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Superiates, DJs internacionais, praias paradisíacas na Europa, modelos estrangeiras e gente famosa, incluindo jogadores de futebol. É esse tipo de festa que o promotor de eventos Diogo Batista organiza. Conhecido como “concierge dos VIPs”, Batista cuida de viagens a destinos exclusivos e também prepara, sob medida, encontros reservados com atendimento sofisticado.

    Entre seus clientes estava Daniel Vorcaro, o controlador do Banco Master, preso pela segunda vez na quarta-feira (4) e investigado por fraudes financeiras e intimidação a pessoas. O ex-banqueiro, como mostrou a Folha, tinha nos luxuosos eventos um dos pilares de sua estratégia para estreitar relações com políticos e altas autoridades. Segundo duas pessoas próximas ao Master, Batista cuidou de várias dessas festas, regadas a bebidas e comidas caras, além da presença de mulheres jovens e bonitas.

    Um vídeo que circula na internet desde novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Master, mostra o tipo de serviço oferecido por Batista. O promotor de eventos se grava com a companheira de viagem, uma mulher que a Folha identificou como sendo uma modelo natural da Sérvia.

    As imagens retratam um roteiro de luxo, com passagens pelo superiate Mad Summer, e pelo suntuoso clube francês Verde Beach, em Saint-Tropez, na costa francesa do mar Mediterrâneo –e ilustram bem o padrão de vida e de gastos do ex-banqueiro.

    Vorcaro não aparece nas imagens, mas documentos de investigações da Polícia Federal sobre o Master, aos quais a Folha teve acesso, detalham que, para esta viagem à França, em agosto de 2022, ele pagou EUR 1,88 milhão – cerca de R$ 10,7 milhões com o câmbio do período. Apenas a locação do barco, entre os dias 21 e 25 daquele mês, custou cerca EUR 1,7 milhão –R$ 9,7 milhões.

    Para animar o cruzeiro, Vorcaro bancou uma infraestrutura de festas, incluindo equipamentos de iluminação e som, cachês e translado de artistas, ao custo de EUR 78 mil, quase R$ 480 mil. O grupo incluía o DJ e produtor musical francês Saint Lanvain, uma referência na cena internacional da música eletrônica.

    Um executivo que prefere não ter o nome citado repassou o vídeo da viagem à Folha. As imagens, segundo ele, estavam circulando nas redes sociais depois terem sido originalmente postadas no Market Live, serviço de assinatura de notícias e análises do mercado financeiro via WhatsApp, pelo sócio desse canal, Luiz Guilherme Atalla Camasmie. Procurado, esse empresário confirmou a postagem.

    “O vídeo é uma viagem de Vorcaro no verão europeu, e Batista está lá porque era o promoter oficial do Banco Master”, afirmou na entrevista à Folha.

    Camasmie disse ainda que extraiu o vídeo da página de Batista, no Instagram, e o divulgou no canal quando ocorreu a liquidação do Master, em novembro do ano passado, para mostrar como eram os eventos do banco. Na Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, republicou o vídeo. Depois, a pedidos de amigos de Batista, retirou.
    Camasmie e Master são opositores declarados. O empresário apresentou notícia-crime pedindo investigação de um ataque hacker que seu canal de notícias sofreu após publicar várias críticas ao banco de Vorcaro, como indício de gestão temerária. “Faz um ano que eu já falava que o banco era a maior fraude, e fui atacado via hacker. Destruíam o grupo. Derrubaram um monte de coisas”, diz ele.

    O Master, por sua vez, fez notícia-crime de difamação contra Camasmie por causa dessas divulgações. Com o avanço das investigações contra o banco, o empresário pediu o arquivamento desse inquérito.

    Na terceira fase da Operação Compliance Zero, na quarta (4), surgiu a indicação de que Vorcaro mantinha uma estrutura para hackear e derrubar atividades digitais.

    Vorcaro costumava passear pela Europa no verão. Em 2024 e 2025, trajetos de jatinho do banqueiro apontam passagens por Riviera Francesa, Sardenha, na Itália, e Ilhas Baleares Ibiza e Maiorca, na Espanha, todas regiões conhecidas pelas praias paradisíacas e a vida noturna badalada.

    Em julho do ano passado, ele foi flagrado em outro clube praiano de Saint-Tropez, o Casa Amor. Trechos do vídeo circularam pelos celulares de executivos do setor financeiro. A pergunta que todos se faziam era como Vorcaro mantinha aquele padrão de vida enquanto o banco vivia uma crise.

    Àquela altura, ativos do Master estavam à venda, e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) injetava recursos na instituição para prover liquidez. De maio a outubro de 2025, a assistência financeira ao Master somou R$ 4,3 bilhões.

    A Folha identificou que o vídeo de Batista não foi produzido por inteligência artificial. Procurou a sua publicação na rede social de Batista, que é aberta, mas não o localizou. No entanto, encontrou fotos em que Batista e a modelo loira aparecem juntos nas páginas das redes sociais de ambos, postadas em diferentes datas, no mesmo verão europeu de 2022.

    Procurada, a assessoria de imprensa de Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem.

    CELULAR NA AGENDA DE VORCARO

    Batista é sócio da Tdx Marketing Entertainment. Além de organizar vários eventos de Vorcaro, cuidou também do contato com modelos e influencers para as festas do Master até 2024, quando teve um desentendimento com Vorcaro e foi colocado em segundo plano.

    Pessoas próximas ao banco contam que parte de suas funções, então, foi assumida por uma “sugar baby”, termo para mulher que prefere relacionamento com homem mais velho provedor. Segundo pessoas próximas ao banco, seria Karolina Trainotti –a mesma que recebeu um apartamento de quase R$ 4,4 milhões em São Paulo. O imóvel foi doado a ela, em 2024, pela Super Empreendimentos, empresa investigada pela PF (Polícia Federal).

    A reportagem apurou que os números de telefone de Batista e seus sócios, bem como o de Trainotti, estão na agenda do celular de Vorcaro. Procurados pela reportagem, Batista e Trainotti não responderam aos pedidos de entrevista.
    Batista é conhecido no circuito de festas e festivais, como os de Tulum, no México, e Coachella, na Califórnia (EUA). Transita em pontos europeus como Riviera Francesa, litoral da Croácia e ilhas gregas.

    Ele também atua muito no Carnaval brasileiro. Esteve conectado ao Camarote Nº1, que se consolidou como ponto de encontro de celebridades durante os desfiles cariocas na Marquês de Sapucaí, no Rio. No ano passado, Batista e Trainotti estavam juntos, sambando animadamente, cercados de mulheres, no Café de la Musique Alma Rio, camarote financiado por Vorcaro.

    Um perfil publicado em junho de 2023, em uma coluna da seção Gente, do site IG, descrevia Batista como profissional com conexões capazes de abrir portas em destinos animados de alto padrão. Ele prospectava e oferecia opções de roteiros luxuosos, incluindo reservas de hotéis e restaurantes, fretamento de jatos e iates.

    No texto, destacava que seu papel era cuidar de cada detalhe para que o cliente não tivesse de se preocupar com nada, nem com os pagamentos dos diferentes serviços. “No final, ele paga apenas uma única conta, enquanto já negociei descontos e vantagens ao longo do processo”, Batista afirmou ao IG na época.

    PIANO DE CAUDA BRANCO E GLADIADORES COM BANDEIRA DO BRASIL

    O ponto de partida do vídeo é a chegada a uma festa noturna no superiate Mad Summer. A embarcação tem 95 metros, praticamente o comprimento de um campo de futebol oficial. Conta com dez suítes e áreas de lazer com piscina de 12 metros no convés, jacuzzi integrada, um spa completo, sauna e salas de massagem.

    Oferece ainda cinema, estúdio de dança, academia, equipamentos aquáticos, como jetskis e jetboards, além de um heliporto. Uma das marcas da decoração é um piano de cauda branco na sala principal. Na gravação, Batista percorre vários pontos do iate.

    Ele foi construído para o bilionário americano do setor imobiliário Jeffrey Soffer, ao preço estimado de 250 milhões de euros, cerca de R$ 1,5 bilhão. Em 2023, foi comprado pelo também bilionário Terry Taylor, dono de uma das maiores redes de concessionárias de automóveis dos Estados Unidos, e teve seu nome mudado para CC-Summer. Está disponível para locação no Mediterrâneo e no Caribe.
    Na sequência, há vários registros no Verde Beach da França, um clube premium instalado na praia de Pampelonne, a poucos minutos de Saint-Tropez. O local é conhecido pela atmosfera elitista e festiva, onde dançar em cima da mesa é prática comum.
    Nas cenas gravadas, há a performance de homens fantasiados de gladiadores, carregando a bandeira do Brasil, e uma mulher segurando uma garrafa gigante de espumante, sinalizando que havia uma festa para brasileiros.

    Reservas são obrigatórias nesse clube, cujos preços não são públicos. Estima-se que uma refeição com frutos do mar, para uma pessoa, fique na casa de EUR 100 –ou seja, mais de R$ 600. O preço de um coquetel ou cerveja oscila de EUR 15 a EUR 25 –de R$ 90 a R$ 150.

    As cenas finais do vídeo mostram novamente um convés. Quem cuida do som lá é o DJ Saint Lanvain, que toca em locais prestigiados, como os festivais de cinema e música de Cannes, França. No Brasil, foi atração em festas de alto padrão, como o Réveillon Carneiros, em Pernambuco, uma das festas mais caras do Brasil. A reportagem identificou que Lanvain segue Vorcaro numa rede social cuja página é fechada.

    Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Vorcaro fez festa de R$ 220 milhões com Coldplay na Itália

    Vorcaro fez festa de R$ 220 milhões com Coldplay na Itália

    Vorcaro voltou a ser preso na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Nesta sexta-feira (6), ele foi transferido para a penitenciária federal de Brasília.

    Uma festa privada organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Taormina, na Sicília, em setembro de 2023, teve custo estimado em R$ 222 milhões (US$ 42,4 milhões), considerando valores atualizados. A informação consta em uma planilha de despesas obtida e divulgada pelo site g1.
    O evento ocorreu entre os dias 6 e 10 daquele mês e contou com apresentações de artistas internacionais e uma programação de luxo ao longo de cinco dias.

    Vorcaro voltou a ser preso na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Nesta sexta-feira (6), ele foi transferido para a penitenciária federal de Brasília.

    Segundo o documento, o evento reuniu apresentações de nomes conhecidos da música mundial, como Coldplay, Andrea Bocelli, Michael Bublé, David Guetta, Seal e Black Coffee, além de outras atrações.

    Parte da programação foi realizada em locais históricos de Taormina, como o Teatro Greco e o Castello degli Schiavi. Durante os dias de evento, sete helicópteros ficaram disponíveis para o transporte dos convidados.

    Entre os cachês listados na planilha, o show mais caro foi o da banda Coldplay, com custo estimado em R$ 59,7 milhões (US$ 11,4 milhões). Michael Bublé teria recebido R$ 10,5 milhões (US$ 2 milhões), enquanto a banda The Strokes aparece com cachê de R$ 10 milhões (US$ 1,9 milhão). O tenor Andrea Bocelli teria recebido R$ 5,1 milhões (US$ 981 mil).

    Também se apresentaram Seal e o DJ David Guetta, cada um com valor estimado em R$ 4,9 milhões (US$ 937 mil). A programação incluiu ainda o DJ sul-africano Black Coffee, com custo de R$ 1,9 milhão (US$ 362 mil), o duo Sofi Tukker, por R$ 1,3 milhão (US$ 240 mil), o DJ francês Martin Solveig, por R$ 633 mil (US$ 120 mil), e o brasileiro DJ Kung, com cachê de R$ 610 mil (US$ 116 mil).

    As despesas com hospedagem somaram cerca de R$ 19,9 milhões (US$ 3,8 milhões). Entre os hotéis reservados estavam o Four Seasons San Domenico Palace, o Belmond Villa Sant’Andrea e o Belmond Grand Hotel Timeo, considerados alguns dos mais luxuosos da região. O San Domenico Palace ganhou projeção internacional por servir de cenário para a segunda temporada da série “The White Lotus”.

    A maior parte do orçamento foi destinada à produção e à montagem das estruturas para os shows, com custo de R$ 76,5 milhões (US$ 14,6 milhões). A organização do evento, realizada por uma agência internacional, custou R$ 2 milhões (US$ 385 mil), enquanto inspeções técnicas e planejamento somaram cerca de R$ 970 mil (US$ 184 mil).

    O documento também detalha os valores pagos pela locação de espaços históricos da cidade. O Teatro Greco de Taormina foi alugado por R$ 3,3 milhões (US$ 630 mil), enquanto o Castello degli Schiavi, palácio do século XVIII conhecido por aparecer em cenas do filme “O Poderoso Chefão”, custou R$ 2,4 milhões (US$ 460 mil).

    Outras despesas incluem R$ 786 mil (US$ 150 mil) com hospedagem de parte da equipe, R$ 2,1 milhões (US$ 402 mil) em serviços de hospitalidade e cerca de R$ 9,5 milhões (US$ 1,8 milhão) relacionados a atrações musicais adicionais e custos técnicos durante os cinco dias de evento. 

    Vorcaro fez festa de R$ 220 milhões com Coldplay na Itália

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Avaliação negativa de Lula chega a 40%, contra 32% de positiva, mostra Datafolha

    Avaliação negativa de Lula chega a 40%, contra 32% de positiva, mostra Datafolha

    No levantamento anterior, de dezembro do ano passado, a avaliação negativa (respostas “ruim/péssimo”) marcava 37%. Ou seja, ela oscilou desde então para cima, mas dentro da margem de erro –que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A positiva registrava os mesmos 32% de agora, enquanto o índice de quem classifica o governo como regular era de 30%.

    ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A sete meses do primeiro turno das eleições, a avaliação negativa do governo Lula (PT) chegou a 40%, segundo nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7). Avaliam a gestão como ótima ou boa 32%, enquanto outros 26% a veem como regular e 1% não opinou.

    No levantamento anterior, de dezembro do ano passado, a avaliação negativa (respostas “ruim/péssimo”) marcava 37%. Ou seja, ela oscilou desde então para cima, mas dentro da margem de erro –que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A positiva registrava os mesmos 32% de agora, enquanto o índice de quem classifica o governo como regular era de 30%.

    O Datafolha entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais dos dias 3 a 5 deste mês. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03715/2026.

    A avaliação negativa no patamar de 40% vem mesmo após mobilização do governo no campo econômico, com a aprovação de iniciativas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000. Uma das bandeiras da campanha de 2022, a nova tabela do IR entrou em vigor neste ano.

    O Planalto tem tentado enfatizar dados econômicos positivos com vistas às eleições. Apesar disso, como mostrou a Folha de S. Paulo, uma sequência de pesquisas tem causado frustração a aliados do presidente, que apostavam em um desempenho melhor na popularidade.

    A aferição, por outro lado, sugere que a avaliação do governo Lula não foi muito afetada por episódios como o desfile em homenagem ao presidente da Acadêmicos de Niterói. Também não parece indicar, por ora, grande impacto do desenrolar das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

    A aprovação do trabalho de Lula como presidente vai no mesmo sentido: 49% desaprovam, ao passo que 47% pensam o contrário. Outros 4% não souberam responder. Em dezembro, a desaprovação era de 48%, e a aprovação, 49%. Naquele mês, 3% disseram não saber.

    Como as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, o resultado indica uma manutenção do quadro captado no fim do ano passado, sem uma mudança que seja significativa do ponto de vista estatístico na percepção dos entrevistados sobre a atuação do mandatário.

    Alguns dados realçam a relação com o voto no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Entre quem votou no petista, 86% aprovam seu trabalho, contra 11% que desaprovam. Já no grupo de quem votou em Jair Bolsonaro, 90% desaprovam a gestão e 9% aprovam.

    A desaprovação é maior entre homens do que entre mulheres: 54% contra 45%. Entre quem tem escolaridade média, 54% desaprovam e 42% aprovam. Na faixa do fundamental, 38% desaprovam e 57% aprovam. Entre os com ensino superior, são 52% contra 44%.

    A maior distância entre os índices de aprovação e desaprovação, no que tange aos principais segmentos da população, aparece entre os evangélicos. Nesse grupo, o saldo é negativo em 36 pontos: 66% desaprovam o presidente, enquanto 30% aprovam.
    Os números de avaliação presidencial depois de três anos e dois meses de governo mostram Lula entre os com maior avaliação negativa a esta altura do mandato.

    Com 40% de ruim ou péssimo, o atual presidente fica atrás apenas de José Sarney e Jair Bolsonaro, que registraram índices de avaliação negativa de 65% e 46%, respectivamente.

    No fim do primeiro mandato de Lula, em 2006, o petista tinha 23% de ruim ou péssimo. Com três anos e dois meses de segundo mandato, em 2010, Lula chegou a 4%.

    Outros presidentes também tiveram avaliação negativa mais favorável nesse momento de mandato: Fernando Henrique Cardoso tinha 21% em 1998 e 28% em 2002.

    Dilma Rousseff, por outro lado, aparecia com 21% de ruim ou péssimo em 2014, no fim de seu primeiro mandato.

    O cenário não muda de figura no que tange à avaliação positiva. Lula agora tem 32%. Os piores índices foram, de novo, de Sarney e Bolsonaro. O primeiro marcou 10% em 1988, e o segundo, 25% em 2022.

    Em 2006 e 2010, depois de três anos e dois meses de governo, o petista registrava taxas de ótimo e bom de 38% e 76% -patamar mais alto da série histórica.

    Entre os demais, FHC tinha 38% em 1998 e 29% em 2002. Já Dilma, apresentava 41% de avaliação positiva no início de 2014.

    Avaliação negativa de Lula chega a 40%, contra 32% de positiva, mostra Datafolha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno, diz Datafolha

    Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno, diz Datafolha

    Na centro-direita, o governador Ratinho Jr. (PR) é o nome mais bem colocado entre os três lançados pelo PSD de Gilberto Kassab, mas muito distante do pelotão da frente na corrida.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) se consolidou no campo oposto ao do presidente Lula (PT) na disputa presidencial deste ano, aponta o Datafolha. O senador fluminense se aproxima do petista nas simulações de primeiro turno e empata tecnicamente na de segundo, marcando 43% ante 46% do rival.

    Na centro-direita, o governador Ratinho Jr. (PR) é o nome mais bem colocado entre os três lançados pelo PSD de Gilberto Kassab, mas muito distante do pelotão da frente na corrida.
    A nova pesquisa é a primeira feita pelo instituto desde que Flávio foi lançado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a partir da cadeia. Recebida inicialmente com ceticismo, dada a preferência do centrão pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a pré-candidatura se firmou.

    O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios de terça-feira (3) a quinta-feira (5). Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

    A cristalização de Flávio é visível quando o instituto pergunta a intenção de voto espontânea do eleitor, sem apresentar nomes. Ele não era citado na rodada anterior, de dezembro passado, e agora surge com 12%. Lula oscilou de 24% para 25%, e o próximo candidato citado é o inelegível Bolsonaro, com 3%.

    O Datafolha testou cinco cenários para o pleito de primeiro turno e sete para o de segundo. Lula segue à frente em todos, mas sua vantagem está em queda.

    Na primeira rodada, ele marca 38% ou 39% sempre –há um improvável cenário com o ministro Fernando Haddad (Fazenda) como nome do PT, marcando aí 21% ante 33% de Flávio. O senador do PL-RJ, por sua vez, flutua de 32% a 34% nos embates com Lula. Tarcísio, ainda testado, já escorrega para 21%.

    No cenário hoje mais provável, Lula tem 38% ante 32% de Flávio. Ratinho Jr. vem a seguir com 7% e o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), com 4%. Depois vêm Renan Santos (Missão, 3%) e Aldo Rebelo (DC, 2%). Rejeitam todos os candidatos 11%, e 3% dizem não saber em quem votar.

    A jogada de Kassab de unir três postulantes do PSD e escolher um, por ora, não vingou para ameaçar Flávio. Ratinho Jr. vai melhor, de toda forma, que os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS).

    No cenário mais provável, com Flávio e Lula, o presidente mantém uma distribuição homogênea entre os estratos socioeconômicos, repetindo os destaques usuais: nordestinos, católicos, pessoas menos instruídas e que ganham menos –neste segmento, dos que ganham até 2 salários mínimos, tem 42% (margem de erro de três pontos).

    Já o filho de Bolsonaro se destaca entre evangélicos, sulistas e moradores do Norte/Centro-Oeste, redutos que foram do seu pai. Sua melhor pontuação, 48%, é entre os 28% de evangélicos da amostra, estrato com margem de erro de quatro pontos.

    Reforçando a polarização há a rejeição. Acumulando quase três mandatos completos, Lula marca 46% de pessoas que dizem que nunca votariam nele. Já Flávio, neófito em disputas nacionais, chega carregando o peso do sobrenome: 45% dizem rejeitá-lo liminarmente.

    Ambos também são amplamente conhecidos: só 1% nunca ouviu falar de Lula e 7%, do senador. Aqui há alguma boa notícia para Ratinho Jr., que só tem 19% de rejeição e 38% de desconhecimento.

    Concorrem para o cenário turvo para o petista hoje as nuvens que congestionam o céu da política brasileira. O escândalo do Banco Master por ora tem poupado o núcleo do governo, mas a percepção de corrupção acaba colocada na conta dele.

    Além disso, o foco no ministro do Supremo Alexandre de Moraes, visto como algoz do ex-presidente por seu papel na investigação e julgamento da trama golpista, favorece Flávio. Mas só até certo ponto, dado que até aqui o entorno de Bolsonaro é mais citado no caso –a começar pelo ex-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira (PP).

    Outro escândalo, o do INSS, atinge não só o governo em si, mas o presidente: seu filho Fábio Luís está cada vez mais enrolado devido à sua ligação a um personagem central do caso, e os pesquisadores do Datafolha estavam em seu último dia de coleta de dados quando emergiu a movimentação de sua conta bancária.

    Há incertezas econômicas também, a que se somam as dúvidas em torno do impacto da guerra no Oriente Médio. Ainda que, como se diz proverbialmente em Brasília, “o povo não come PIB”, a perda de fôlego do indicador em 2025 devido às altas taxas de juros pode aumentar o azedume com o governo, particularmente na classe média, cujo consumo das famílias tem caído.

    Também contribuem fatores mais intangíveis, como a celeuma em torno da homenagem feita pela rebaixada Acadêmicos de Niterói ao presidente no Carnaval.

    A gordura acumulada no segundo semestre de 2025, oriunda da bem-sucedida campanha pela soberania no embate com Donald Trump, da conquista da simpatia do americano e da prisão de Bolsonaro, secou por ora.

    Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno, diz Datafolha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Presidente da CPI do INSS rebate Moraes e diz que comissão não vazou conversas do ministro

    Presidente da CPI do INSS rebate Moraes e diz que comissão não vazou conversas do ministro

    A manifestação foi publicada nas redes sociais após a nota a pedido de Moraes afirmar que conversas encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia em que foi preso foram tornadas públicas pela CPI do INSS. No comunicado, Moraes nega que prints de mensagens atribuídos ao banqueiro tenham sido enviados a ele.

    Presidente da CPI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) rebateu nesta sexta-feira, 6, a nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que a comissão parlamentar não divulgou material sigiloso envolvendo integrantes da Corte.

    A manifestação foi publicada nas redes sociais após a nota a pedido de Moraes afirmar que conversas encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia em que foi preso foram tornadas públicas pela CPI do INSS. No comunicado, Moraes nega que prints de mensagens atribuídos ao banqueiro tenham sido enviados a ele.

    Segundo Viana, a comissão atuou dentro dos limites legais e não foi responsável pelo vazamento de qualquer conteúdo sigiloso. \”A CPMI sempre atuou dentro dos limites legais e regimentais\”, escreveu o senador. Ele acrescentou que é necessário identificar a origem das informações divulgadas antes de atribuir responsabilidade ao Parlamento.

    O texto, divulgado pela Secretaria de Comunicação do STF, afirma que uma análise técnica constatou que o diálogo divulgado foi travado com outra pessoa, e que \”as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes\”.

    Na nota, o ministro não nega, porém, que tenha conversado com Vorcaro em 17 de novembro do ano passado, dia no qual o banqueiro foi preso pela primeira vez – na primeira fase da Operação Compliance Zero. Pessoas ouvidas pelo Estadão confirmam que houve troca de mensagens entre ambos neste dia.

    A troca de mensagens se dava com prints no modo visualização única. Para manter o sigilo, tanto Vorcaro quanto Moraes escreviam textos em seus blocos de notas, capturavam a tela e enviavam as imagens com o recurso que só permite uma única visualização antes de apagar o arquivo.

    Como mostrou o Estadão, várias dúvidas pairam no ar depois que a nota veio a público:

    – Moraes afirma que não foi o destinatário das mensagens de Vorcaro vazadas, mas não nega, na nota, que tenha conversado com banqueiro no dia em que ele foi preso, em 17 de novembro do ano passado.

    – Se Moraes não era o destinatário das mensagens nas quais Vorcaro pede ajuda para tentar salvar o Master, sobre qual tema ambos conversaram no dia 17 de novembro, data da prisão do banqueiro?

    – Quem realizou a análise técnica dos dados telemáticos do banqueiro? A nota do STF não menciona o autor da perícia.

    – Como o ministro teve acesso ao material que estava sob sigilo para proceder à análise dos dados?

    – Os contatos dentro das mesmas pastas com os prints do bloco de notas de Vorcaro são dos destinatários das mensagens de Vorcaro, segundo a análise citada pelo ministro?

    – Na troca de mensagens, as respostas do ministro a Vorcaro não são conhecidas por se tratarem de prints de visualização única. No entanto, em resposta à última comunicação do banqueiro registrada, às 20h48, Moraes responde com um emoji de \”joinha\”, em suposta concordância. Sobre o que ele concordou ou deu uma resposta afirmativa?

    – O ministro avalia como coincidência o fato de o horário dos prints de blocos de notas de Vorcaro ser muito próximo ou até o mesmo do registrado no envio das mensagens do banqueiro a Moraes no dia 17 de novembro, segundo registros obtidos pelo jornal O Globo?

    – Se Moraes conversou com Vorcaro – o que ele não nega -, por que se comunicou com mensagem de visualização única, que some após o interlocutor abri-la?

    – Por que um ministro do STF tinha contato pelo WhatsApp com um banqueiro que, publicamente, já era investigado pela PF?

    Questionada sobre esses pontos pela reportagem, a Secretaria de Comunicação do STF afirmou que a manifestação se restringe à nota divulgada mais cedo a pedido de Moraes.

    O conteúdo das mensagens

    Segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, confirmadas pelo Estadão, Vorcaro e Moraes trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro de 2025, data em que o banqueiro foi preso pela Polícia Federal pela primeira vez.

    Dados extraídos do celular do executivo indicam que ele prestava contas ao ministro sobre negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito de um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

    A defesa do banqueiro apresentou ao STF um pedido para investigar o vazamento de informações do conteúdo de seu celular, incluindo \”conversas íntimas\” e \”supostos diálogos com autoridades e até com o ministro do STF Alexandre de Moraes\”. O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

    Nesta sexta-feira, Mendonça determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para apurar a origem do vazamento de dados sigilosos de Vorcaro. As informações estavam sob a custódia da PF e foram compartilhadas com a CPI do INSS.

    O Estadão confirmou com fontes ligadas ao caso que Vorcaro efetivamente trocou mensagens com Moraes naquele dia por meio de fotos de visualização única. Na extração de dados do celular do banqueiro, há sete imagens de rascunhos com mensagens sobre negociações do Master com o Banco Central. Em alguns desses arquivos, o horário de criação é próximo ao horário de envio das mensagens de Vorcaro ao ministro.

    Nos textos, o banqueiro relata ter antecipado o negócio com o grupo Fictor para tentar salvar o banco e menciona que um possível vazamento de informações seria prejudicial, mas poderia servir de gancho para entrar no circuito do processo. Vorcaro questionou o magistrado por duas vezes se havia alguma novidade e chegou a perguntar diretamente: \”Conseguiu bloquear?\”.

    Um dos prints do bloco de anotações do celular de Vorcaro, registrado às 18h32, traz a pergunta: \”Conseguiu ter notícia ou bloquear?\”.

    A cronologia dos fatos indica que, enquanto falava com o ministro, o banqueiro monitorava o avanço das investigações. Segundo a PF, Vorcaro teria obtido informações sigilosas por meio de um acesso ilegal aos sistemas da própria corporação e tentou peticionar na 10ª Vara Federal de Brasília apenas 18 minutos após a decretação de sua prisão, em uma tentativa de barrar medidas cautelares.

    Na última comunicação registrada, às 20h48, Vorcaro respondeu a uma possível dúvida sobre os negócios e afirmou que a movimentação poderia inibir algo não detalhado. Antes de encerrar, avisou que estava indo assinar com investidores estrangeiros, momento em que Moraes teria reagido apenas com um emoji de polegar levantado.

    O executivo acabou preso pela PF por volta das 22h, antes de decolar rumo a Malta, de onde seguiria para Dubai.

    Mendonça manda PF investigar vazamento

    Carlos Viana também reagiu à decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que determinou a abertura de investigação para apurar eventual vazamento de dados relacionados à CPI.

    O senador afirmou receber a medida \”com serenidade e respeito institucional\”, mas ressaltou que o Congresso possui prerrogativas constitucionais próprias para conduzir investigações.

    Presidente da CPI do INSS rebate Moraes e diz que comissão não vazou conversas do ministro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Caso da 'rachadinha' de Flávio Bolsonaro foi encerrado com perguntas não respondidas

    Caso da 'rachadinha' de Flávio Bolsonaro foi encerrado com perguntas não respondidas

    As investigações foram encerradas após o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anularem em 2021 as provas coletadas. O arquivamento deixou uma série de questões em aberto sobre a movimentação financeira de Flávio antes de chegar ao Senado.

    ITALO NOGUEIRA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Uma das principais preocupações de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a campanha à Presidência da República deste ano são os efeitos do caso da “rachadinha” sobre a imagem do pré-candidato.

    As investigações foram encerradas após o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anularem em 2021 as provas coletadas. O arquivamento deixou uma série de questões em aberto sobre a movimentação financeira de Flávio antes de chegar ao Senado.

    O senador foi denunciado em novembro de 2020 pela Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro sob acusação de liderar uma organização criminosa para recolher parte do salário de seus ex-funcionários em benefício próprio. A prática, conhecida como “rachadinha”, teria desviado R$ 6 milhões de recursos públicos da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

    O senador sempre negou as suspeitas. Afirmou, em nota, que ele e seus “colaboradores tiveram suas contas devassadas e a vida revirada”.

    “As investigações são prova irrefutável da honestidade de Flávio Bolsonaro. Ao contrário de Lula, que foi condenado por nove juízes diferentes. Atualmente, não existe qualquer inquérito que acuse ou investigue Flávio Bolsonaro por ilícito ou malversação”, afirmou sua assessoria, em nota.

    Abaixo, perguntas ainda não respondidas sobre o caso.

    QUAL ERA A FONTE DE DINHEIRO VIVO DE FLÁVIO BOLSONARO E SUA FAMÍLIA?

    A investigação do MP-RJ mostrou que boa parte das despesas do senador era paga com dinheiro vivo, apesar de ele não ter realizado saques em volume correspondente e, até 2014, não ter qualquer fonte de renda declarada fora da atividade parlamentar.
    A Procuradoria dividiu a apuração em três períodos.

    Entre 2007 e 2009, o então deputado comprou 12 salas comerciais na Barra (zona oeste do Rio de Janeiro). A investigação identificou que a transação, de R$ 297 mil, foi quase toda paga com dinheiro vivo.

    Nesse caso, não houve acusação de lavagem de dinheiro porque o senador declarou em seu Imposto de Renda empréstimos contraídos com seu irmão Carlos Bolsonaro e outros ex-assessores. Essas transações também ocorreram, segundo a Procuradoria, em dinheiro vivo.

    As acusações se referem ao período entre 2010 e 2014. Nesse intervalo, ele e a esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, exerceram apenas cargos públicos, sem fonte de renda em espécie declarada.
    Esse é o período mais intenso de transações imobiliárias do casal. Foi também quando a Procuradoria identificou ao menos R$ 977 mil em gastos sem origem comprovada.

    A quebra de sigilo bancário de Fernanda mostrou que o ex-assessor Fabrício Queiroz depositou R$ 25 mil em dinheiro vivo na conta da mulher do senador dias antes de quitar a entrada de um imóvel. Meses depois, às vésperas da segunda parcela, houve outro crédito em espécie, de R$ 20 mil.

    A Procuradoria também identificou uma série de depósitos em espécie na conta de Flávio em datas anteriores ao pagamento de parcelas na compra de imóveis da transação, que somaram R$ 281,5 mil.

    A investigação também apontou uso de dinheiro vivo para o pagamento de impostos, móveis, passagens aéreas, plano de saúde e escola das filhas do senador.

    Em relação aos anos 2015 a 2018, não foi apontado crime porque Flávio já havia se tornado sócio de uma loja de chocolates. O MP-RJ havia instaurado um procedimento a parte para aprofundar a investigação sobre o estabelecimento.

    O QUE EXPLICA O FATO DE A PESSOA QUE VENDEU DOIS APARTAMENTOS A FLÁVIO BOLSONARO TER DEPOSITADO EM SUA CONTA R$ 638 MIL EM DINHEIRO VIVO NO MESMO DIA DE TRANSAÇÃO, VALOR NÃO REGISTRADO OFICIALMENTE?

    Uma das transações que levantaram mais suspeitas foi a compra no mesmo dia de dois apartamentos em Copacabana (zona sul), em novembro de 2012.

    De acordo com as escrituras, os apartamentos haviam sido adquiridos por R$ 440 mil em 2011 pelos antigos proprietários. Em 2012, eles foram vendidos por R$ 310 mil ao senador. Em 2014, Flávio os revendeu por R$ 1,12 milhão.

    O lucro de 260% em dois anos chamou a atenção. Além disso, o vendedor fechou a transação com o senador por um valor 30% abaixo do que havia sido pago um ano antes pelos apartamentos.
    A Procuradoria afirma que a suspeita de “pagamento por fora” feita pelo senador foi confirmada.

    O MP-RJ identificou que o responsável pela venda dos imóveis, o corretor americano Glenn Dillard depositou R$ 638 mil em dinheiro vivo em sua conta no mesmo dia em que fez a transação foi oficializada.

    O QUE FLÁVIO BOLSONARO GUARDAVA NO COFRE, JUNTO COM O IRMÃO CARLOS BOLSONARO?

    O senador manteve por 12 anos um cofre junto com o ex-vereador no Banco do Brasil. A existência dele foi revelada pela Folha em 2020. A titularidade conjunta com Flávio foi identificada na investigação sobre a existência de um esquema de “rachadinha” no gabinete de Carlos.

    Na abertura do cofre, em 2004, os funcionários do banco registraram que a situação merecia urgência, “pois nosso cliente necessita guarda de valores”. Eles não declararam à Justiça Eleitoral qualquer valor mantido ali quando registraram suas candidaturas naquela época.

    Ao comentar o tema, o senador afirmou que guardava “itens pessoais” no cofre “por razões de segurança”.

    HÁ RELAÇÃO ENTRE OS ACESSOS E AS AQUISIÇÕES DE IMÓVEIS?

    As datas de acesso ao cofre de Flávio e Carlos coincidem com operações imobiliárias da família Bolsonaro. Uma das transações foi justamente a compra dos dois imóveis em Copacabana, apontada como suspeita pelo MP-RJ.

    Eles também estiveram no banco nos dias em que o ex-presidente Jair Bolsonaro comprou as duas casas que mantém no Condomínio Vivendas da Barra. Como a Folha revelou em janeiro de 2018, uma das transações contém características suspeitas de lavagem de dinheiro pelos critérios do Coaf.

    POR QUE FLÁVIO OMITIU DA RECEITA FEDERAL INVESTIMENTO FEITO EM AÇÕES ENTRE 2007 E 2008?

    O MP-RJ afirma que Flávio não declarou à Receita Federal investimento em ações que afirmou à Justiça ter feito, por meio de uma corretora de São Paulo. O senador declarou ter feito aportes de R$ 90 mil.

    Ele processou a corretora em razão de prejuízos. Na ação, ele disse que quitou um débito de R$ 15,5 mil com dinheiro vivo.

    O QUE EXPLICA A DISPARIDADE ENTE A RECEITA DA LOJA DE CHOCOLATES E O VERIFICADO PELA ADMINISTRAÇÃO DO SHOPPING VIA PARQUE?

    O MP-RJ apontou que a receita da loja de chocolates da qual Flávio Bolsonaro se tornou sócio teve sua receita inflada para viabilizar a lavagem de dinheiro do esquema da “rachadinha” no montante de R$ 1,6 milhões.

    O valor se refere à diferença entre a receita apurada pelo Via Parque, onde ficava a loja, e os créditos na conta do estabelecimento. De acordo com a investigação, enquanto a administração do shopping apontou um faturamento de R$ 4,9 milhões entre 2015 e 2018, a empresa recebeu no banco R$ 6,5 milhões.

    Para os investigadores, a proporção de depósitos em dinheiro era maior do que em outras filiais da mesma marca. Além disso, enquanto os pagamentos feitos por cartão aumentavam na Páscoa -como era esperado para uma loja de chocolate-, o uso de recursos em espécie se mantinha no mesmo patamar.

    Caso da 'rachadinha' de Flávio Bolsonaro foi encerrado com perguntas não respondidas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes se pronuncia sobre suposta troca de mensagens com Vorcaro

    Moraes se pronuncia sobre suposta troca de mensagens com Vorcaro

    Em nota divulgada pela assessoria do Supremo na noite desta sexta-feira (6), o gabinete de Moraes afirmou que os prints dos textos enviados por Vorcaro “estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionados” a Moraes.

    ISADORA ALBERNAZ
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou que tenham sido enviadas a ele as mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, no dia de sua prisão, 17 de novembro, em que o dono do Banco Master faria referência a uma tentativa de evitar uma operação policial.

    Nos textos armazenados no telefone de Vorcaro e atribuídos a conversas com Moraes, o banqueiro narra negociações para tentar salvar o Master e pergunta “conseguiu bloquear?”, em possível alusão à sua prisão. Moraes não nega, contudo, que tenha travado outros diálogos com Vorcaro nessa data.

    Em nota divulgada pela assessoria do Supremo na noite desta sexta-feira (6), o gabinete de Moraes afirmou que os prints dos textos enviados por Vorcaro “estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionados” a Moraes.

    O gabinete afirmou ainda que uma análise técnica nos dados teria constatado “que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 [data da primeira prisão do ex-banqueiro] não conferem com os contatos” de Moraes. A nota não informa quem são os autores da análise técnica.

    “No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz a nota.

    “A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, acrescenta.

    As informações extraídas do celular de Vorcaro foram encaminhadas à CPI do INSS. O conteúdo das mensagens de Vorcaro atribuídas a conversas com Alexandre de Moraes aparecem em prints do bloco de notas do celular dele.

    As mensagens eram enviadas por meio de prints dessas anotações em imagem que desaparece automaticamente após ser vista (a chamada mensagem de visualização única). Os textos são escritos no bloco de notas, depois transformados em print e enviados no formato instantâneo.

    A jornalista Malu Gaspar, de O Globo, revelou que Vorcaro enviou mensagens a Moraes no mesmo horário em que as notas foram salvas no bloco de notas. A jornalista descreveu que houve nove mensagens trocadas entre os dois via WhatsApp entre as 7h19 e as 20h48 do dia 17 de novembro. A troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes no dia da prisão do ex-banqueiro foi confirmada pela reportagem.

    Os dados obtidos indicam que Moraes respondia às mensagens. Em uma das conversas, o então banqueiro aparentemente esclarece uma dúvida do ministro. “Foi. Seria melhor na sexta junto com os gringos, mas foi o que deu pra fazer dentro da situação”, escreveu.
    Moraes, no entanto, afirma que as pastas de arquivos enviadas à CPI com essas mensagens e contatos telefônicos não coincidem com o seu número de telefone.

    O argumento apresentado por Moraes se refere a 157 pastas que comportam pouco mais de 200 arquivos -entre imagens, planilhas, emails e contatos. Não há informações nesses arquivos sobre um vínculo direto entre os arquivos, como os prints, e contatos.

    As mensagens atribuídas a Moraes estão salvas como imagens em mais de uma pasta. Na maior parte dessas pastas, não há outros arquivos, nem contatos. Em três delas, há contatos salvos, mas não existem registros que demonstrem que os prints têm relação com aqueles contatos.

    Uma das imagens, com a pergunta “Alguma novidade?”, está armazenada na mesma pasta em que há o contato de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. Em outro caso, a pergunta “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” está na mesma pasta onde está o contato de “Vivi Moraes”, advogada contratada pelo Master e mulher de Alexandre de Moraes. Uma outra reprodução dessa segunda mensagem foi feita uma hora depois e está salva na mesma pasta onde aparece o contato do senador Irajá Abreu (PSD-TO).

    Irajá Abreu negou que tenha recebido a mensagem do dono do Master. “A informação que Daniel Vorcaro enviou qualquer mensagem ao senador Irajá é completamente inverídica”, afirmou a assessoria do parlamentar. A reportagem procurou o STF para obter mais explicações sobre os argumentos, mas o tribunal não quis se manifestar. Rueda não respondeu aos contatos para dizer se recebeu as referidas mensagens de Vorcaro.

    Moraes se pronuncia sobre suposta troca de mensagens com Vorcaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política