Categoria: POLÍTICA

  • Master: PT relembra que fraudes aconteceu na gestão de Campos Neto no BC

    Master: PT relembra que fraudes aconteceu na gestão de Campos Neto no BC

    Foi na gestão de Campos Neto no Banco Central que o Banco Master acabou sendo criado e cresceu em meio a fraudes, durante governo de Jair Bolsonaro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Com a nova prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a estratégia do PT é mirar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para vincular o maior escândalo bancário do país ao governo Jair Bolsonaro (PL) e tentar desgastar também a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Campos Neto é sempre apontado como referência econômica entre os bolsonaristas e um possível nome para comandar um novo Ministério da Economia caso Flávio seja eleito. Atualmente, ele é vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. Também é colunista da Folha de S.Paulo.

    Foi na gestão dele no BC que o Banco Master acabou sendo criado e cresceu em meio a fraudes. O ex-presidente do BC tem se defendido dizendo que a autoridade monetária não ficou inerte e fez alertas ao banco de Vorcaro para que ajustasse suas condutas às regras vigentes.

    Campos Neto foi procurado nesta quarta (4) por meio de sua assessoria, mas não houve resposta.

    A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, que cumpriu a função entre 2019 e 2023, na gestão Campos Neto.

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça afirmou, ao autorizar os mandados, que Souza atuou como uma “espécie de empregado/consultor” de Vorcaro.

    De acordo com o ministro, há indícios de que o ex-diretor intermediava ou auxiliava o Banco Master em operações societárias e financeiras, chegando a indicar potenciais interessados na compra de uma instituição financeira vinculada ao grupo de Daniel Vorcaro. Ele também teria atuado como interlocutor informal entre o banqueiro e agentes do mercado.

    Outro servidor do BC alvo da operação desta terça é Belline Santana, que também foi acusado pela PF de atuar para Vorcaro dentro da autoridade monetária. Ele chegou a emitir opinião sobre um ofício que o Banco Master enviaria ao departamento até então chefiado por Belline, e manteve contato telefônico com Vorcaro em diversas ocasiões.

    Ambos foram afastados da função pública por determinação do STF e deverão usar tornozeleira eletrônica.

    A ministra da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann, afirmou nas redes sociais que o ex-diretor é acusado de receber dinheiro para não fiscalizar o Master. “Por que será que Campos Neto não agiu contra as fraudes de Vorcaro enquanto era presidente do BC?”, questionou.

    Ela também criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que usou um jatinho de uma empresa de Vorcaro na campanha eleitoral de 2022, para pedir votos para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “Essa ‘Turma’ dos amigos de Nikolas espionava autoridades, invadia bancos de dados do Ministério Público e da Polícia Federal, organizava ataques a desafetos de Vorcaro e até contra jornalistas. E a Turma da extrema direita, de Bolsonaro e Nikolas, ainda quer jogar esse escândalo no colo dos outros”, diz.

    O parlamentar tem alegado que não conhece Vorcaro, que o avião pertencia a uma empresa de táxi aéreo e que o banqueiro ainda não estava envolvido em irregularidades públicas na época. Nas redes, ele tem feito postagens sugerindo que Vorcaro faça uma delação premiada.

    Ex-líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (RJ) apresentou notícia-crime à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedindo que Campos Neto seja investigado por suposta omissão dolosa na fiscalização bancária.

    “O que falta para PF e PGR investigarem também o papel do Roberto Campos Neto na fraude do Banco Master?”, perguntou o petista, nas redes sociais.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o caso Master provocou abalos no mundo político tanto à direita quanto à esquerda.

    Um dos políticos mais próximos de Vorcaro era o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), aliado de Bolsonaro.

    O ex-ministro petista Guido Mantega (Fazenda) foi consultor do Master e, no ano passado, Lula foi informado sobre a relação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com um sócio do Master, mas recebeu a avaliação de que não haveria riscos de envolvimento no esquema.

    Master: PT relembra que fraudes aconteceu na gestão de Campos Neto no BC

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  • Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

    Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

    O pedido argumenta que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal. Ainda, cita o que o próprio relator afirmou na decisão pela manhã de que as quebras de sigilos foram definidas no atacado na comissão parlamentar.

    ANA POMPEU
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, apresentou nesta quarta-feira (4) um pedido de extensão da decisão de Flávio Dino de suspender a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger.

    O pedido argumenta que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal. Ainda, cita o que o próprio relator afirmou na decisão pela manhã de que as quebras de sigilos foram definidas no atacado na comissão parlamentar.

    “Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis à Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, diz Guilherme Suguimori, advogado de Lulinha.

    Mais cedo, Dino suspendeu a medida que tinha sido aprovada pela CPI mista do INSS.

    A decisão liminar afirma que a comissão aprovou 87 requerimentos de uma só vez, em votação “em globo”, sem apresentar fundamentação individualizada para cada medida -entre elas quebras de sigilo, convocações e pedidos ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Segundo o ministro, “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado”.

    Inicialmente, a avaliação entre advogados era a de que a decisão do ministro, por entender que havia ilegalidade na quebra de sigilo de uma envolvida pelo modo como a sessão da CPI ocorreu, todos os requerimentos deveriam ter sido suspensos ao mesmo tempo.

    Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

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  • 'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

    'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

    Ele foi socorrido e levado ao Hospital João XXIII, mas, segundo a PF, teria cometido suicídio na prisão, com morte encefálica confirmada na unidade de saúde.

    Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu nesta quarta-feira (4), após ser encontrado desacordado na cela onde estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele foi socorrido e levado ao Hospital João XXIII, mas, segundo a PF, teria cometido suicídio na prisão, com morte encefálica confirmada na unidade de saúde. A corporação informou que agentes iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Samu antes do encaminhamento ao hospital.

    Mourão havia sido preso na Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Na mesma ação foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma organização criminosa estruturada em diferentes núcleos. A PF abrirá investigação interna para esclarecer as circunstâncias da morte, e imagens que registram a dinâmica do ocorrido serão enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

    As apurações indicam que Mourão exercia papel central no grupo, executando ordens que incluíam monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados sigilosos e práticas de intimidação física e moral. Conversas obtidas pela investigação mostram Vorcaro determinando que ele levantasse informações sobre funcionários e terceiros, além de sugerir ações intimidatórias. Em um dos trechos, é mencionada a estratégia de pressionar um chefe de cozinha para intimidar outro funcionário.

    Há também diálogos em que Vorcaro relata estar sendo ameaçado por uma empregada e solicita a Mourão que obtenha endereço e dados pessoais dela. Outro ponto da investigação envolve o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Após reportagens consideradas negativas, surgem mensagens sobre monitoramento e até planejamento de agressão física contra o profissional. Em nota, O Globo repudiou as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista.

    O relatório aponta indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços ilícitos. A defesa de Vorcaro negou as acusações, afirmou que ele sempre colaborou com as autoridades e sustentou que nunca tentou interferir nas investigações.

    'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

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  • Alcolumbre diz que se Lula quer falar com ele, deve procurá-lo

    Alcolumbre diz que se Lula quer falar com ele, deve procurá-lo

    Um encontro entre eles estava previsto para esta semana para destravar a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas não ocorreu.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, nesta quarta-feira (4), que o presidente Lula (PT) deve procurá-lo se quiser falar com ele.

    Um encontro entre eles estava previsto para esta semana para destravar a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas não ocorreu.

    “A gente espera ser chamado por todas as pessoas que a gente tem respeito e consideração. E, naturalmente, da mesma maneira que quando eu desejei, em outras oportunidades, conversar pessoalmente com o presidente da República, eu procurei ele. E é legítimo, inclusive, que se ele desejar falar comigo, ele deve me procurar para a gente poder continuar numa relação de pacificação e de harmonia entre os Poderes. É isso que eu entendo da democracia”, disse Alcolumbre a jornalistas.

    O presidente do Senado havia sido questionado sobre uma agenda com Lula. A respeito de Messias, Alcolumbre respondeu que o governo ainda não enviou a mensagem com a indicação, primeiro passo para que a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) seja marcada.

    Messias foi anunciado o escolhido de Lula para vaga no STF em 20 de novembro, mas até agora ainda não passou por sabatina de senadores.

    Na terça-feira (3), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o encontro entre Lula e Alcolumbre aconteceria em breve.

    Alcolumbre diz que se Lula quer falar com ele, deve procurá-lo

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  • Vorcaro planejou agredir o jornalista Lauro Jardim, diz ministro

    Vorcaro planejou agredir o jornalista Lauro Jardim, diz ministro

    Em troca de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria solicitado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas e ao monitoramento de pessoas, que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo e da rádio CBN, fosse agredido em um assalto forjado.

    O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta quarta-feira, 4, na terceira fase da Operação Compliance Zero, é suspeito de comandar uma estrutura privada de vigilância e coerção, denominada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos da instituição financeira.

    A defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. (leia a íntegra abaixo)

    Em troca de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria solicitado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas e ao monitoramento de pessoas, que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo e da rádio CBN, fosse agredido em um assalto forjado.

    “Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? Hrs hein. Lanço uma nova sua? Positiva”, enviou Mourão no WhatsApp.

    “Sim”, respondeu o banqueiro.

    “Cara escroto”.

    “Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele”, sugeriu Vorcaro.

    “Vou fazer isto.”

    “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, disse o banqueiro.

    Em seguida, Mourão reage com dois símbolos de sinal positivo à mensagem em que Vorcaro manifesta a intenção de “Quebrar todos os dentes” do jornalista. Na sequência, escreve “Estamos em cima de todos os links negativos vamos derrubar todos e vamos soltar positivas”.

    Ainda em referência à mensagem de Vorcaro “Quero dar um pau nele”, Mourão questiona. “Pode? Vou olhar isso…”. Em resposta, Vorcaro confirma “Sim”.

    Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, foi preso preventivamente na manhã desta quarta. O ministro André Mendonça argumentou que a prisão do “longamanus violento” de Daniel Vorcaro ocorre “para garantia da ordem pública, da ordem econômica, da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal”.

    Em nota, o jornal O Globo repudiou “veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia”.

    As investigações indicam que Vorcaro “manteve relação contratual com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável pela coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”.

    “Nesse contexto, foram identificadas tratativas relativas à execução dessas atividades e à mobilização de equipes responsáveis pela extração e coleta dos dados de interesse do grupo criminoso”, diz o relatório da Polícia Federal.

    Com a palavra, o jornal ‘O Globo’

    “O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.”

    Com a palavra, a defesa de Daniel Vorcaro

    A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

    A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

    Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.

    Vorcaro planejou agredir o jornalista Lauro Jardim, diz ministro

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  • Relator da CPI do INSS critica Dino e diz que decisão pode anular quebra de sigilo de Lulinha

    Relator da CPI do INSS critica Dino e diz que decisão pode anular quebra de sigilo de Lulinha

    Ele acredita que essa decisão deverá abrir procedentes que podem levar até mesmo à anulação da quebra de sigilos de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Luchsinger é amiga de Lulinha.

    O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), fez críticas nesta quarta-feira, 4, à anulação da quebra de sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

    Ele acredita que essa decisão deverá abrir procedentes que podem levar até mesmo à anulação da quebra de sigilos de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Luchsinger é amiga de Lulinha.

    \”A abrangência da decisão deixa margem para dúvida. De qualquer forma, é um precedente para todos\”, disse o relator.

    Esse é um entendimento também compartilhado pelo presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    Dino concordou com o argumento da defesa de Roberta e concluiu que houve violação do devido processo constitucional na votação da CPMI que aprovou, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de forma conjunta – entre eles, as quebras de sigilo.

    O ministro determinou que, se os dados já estiverem disponibilizados, eles sejam mantidos sob sigilo na presidência do Senado até o julgamento do mérito da ação pelo STF.

    Na decisão, Dino ressaltou que as CPIs têm poderes de autoridades judiciais, mas ponderou que é necessário fundamentar de forma individualizada medidas que violem dados sigilosos.

    Gaspar afirmou que o ministro do Supremo \”deu um tapa na cara do brasileiro de bem\” e \”salvou Lula de escândalos e afogou a transparência no combate à corrupção\”. \”Dino, você trabalhou contra o Brasil\”, disse.

    O relator disse estar \”revoltado e indignado\” com a decisão do magistrado. \”Lulinha tem culpa no cartório, os bancos precisam ser investigados. Você, como paladino da moralidade, impedindo a CPMI de trabalhar para passar este País a limpo. Estamos revoltados e indignados. Vamos derrubar essa sua decisão. Ninguém aguenta mais essa impunidade\”, afirmou.

    Dino entrou em campo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitar recurso da base do governo contra a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Luchsinger, Lulinha e outras oito dezenas de requerimentos.

    \”Não é caso de flagrante desrespeito ao regimento e à Constituição. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular deliberação da CPMI\”, disse o presidente do Senado na sessão plenária.

    Relator da CPI do INSS critica Dino e diz que decisão pode anular quebra de sigilo de Lulinha

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  • Prefeito e vice de Macapá são afastados e alvos da PF por ordem de Flávio Dino

    Prefeito e vice de Macapá são afastados e alvos da PF por ordem de Flávio Dino

    Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em operação sobre suspeitas de desvios na saúde; Dr. Furlan (PSD) sugere ser vítima de perseguição e diz ser pré-candidato ao Governo do Amapá

    BRASÍLIA, DF, E RECIFE, PE (CBS NEWS) – O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), e o vice-prefeito, Mario Neto (Podemos), foram alvos de uma ação da Polícia Federal nesta quarta-feira (4) por ordem do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Eles foram afastados do cargo por 60 dias, em uma investigação sobre suspeitas de um esquema de fraude a licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde da capital do Amapá.

    Também foram alvos da medida a secretária municipal de Saúde, Erica Aranha de Sousa Aymoré, e o presidente da Comissão Especial de Licitação, Walmiglisson Ribeiro da Silva.

    Procurada, a assessoria de Dr. Furlan enviou publicação das redes na qual ele sugere perseguição política, declara-se pré-candidato ao governo do Amapá e cita que o que acontece está dentro do esperado, especialmente “ataques, perseguições e atrasos”.

    “A gente sabia que isso ia acontecer. Mas eles não estão indo contra o Furlan. Estão indo contra a vontade do povo, contra a população de Macapá e de todo o estado do Amapá. Diante disso, quero aqui reafirmar que sou pré-candidato a governador do estado do Amapá para construir um futuro melhor, cheio de trabalho, de realizações, de felicidade e de alegria ao lado do nosso povo. Meu compromisso é com o povo e eu conto com vocês para a gente vencer tudo e todos”, afirmou.

    As defesas do vice-prefeito e dos servidores não foi localizada até a publicação deste texto.

    Houve busca em endereços ligados ao prefeito, aos servidores e sócios da empresa Santa Rita Engenharia.

    As investigações apontam, segundo a PF, suspeitas da existência de um esquema criminoso que envolveria agentes públicos e empresários que direcionaram licitações, desviaram recursos públicos e lavaram dinheiro.

    A apuração tem como foco projeto de engenharia e de execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. Os mandados são cumpridos em Macapá, Belém e Natal.

    A apuração envolve recursos federais provenientes de emendas parlamentares transferidos ao município entre 2020 e 2024. Segundo relatório da Controladoria-Geral da União citado na decisão do ministro, Macapá recebeu cerca de R$ 128,9 milhões por meio dessas transferências especiais, parte delas relacionadas à construção do Hospital Geral Municipal.

    De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a licitação para a obra do hospital, estimada em R$ 69,3 milhões, teria sido direcionada para beneficiar a empresa Santa Rita Engenharia Ltda. Perícias apontaram indícios de comprometimento da competitividade do processo licitatório, incluindo propostas incompatíveis com o mercado e coincidência entre o orçamento apresentado pela empresa e parâmetros internos da administração municipal.

    As investigações também identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas após a assinatura do contrato. Sócios da empresa teriam realizado saques em espécie que somam milhões de reais, com registros de transporte e possível redistribuição dos valores em Macapá. Parte das diligências aponta para possíveis vínculos entre essas movimentações e pessoas próximas ao prefeito.

    Além do afastamento, a decisão autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados, buscas e apreensões em endereços ligados ao caso e a suspensão da participação da Santa Rita Engenharia e de seus sócios em licitações no estado do Amapá enquanto durar a investigação.

    Prefeito e vice de Macapá são afastados e alvos da PF por ordem de Flávio Dino

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  • Alcolumbre mantém sessão da CPMI do INSS que quebrou sigilo de Lulinha

    Alcolumbre mantém sessão da CPMI do INSS que quebrou sigilo de Lulinha

    Presidente do Senado rejeitou recurso da base governista

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conhecido como Lulinha.

    Parlamentares governistas haviam apresentado um recurso para que a votação fosse desconsiderada. No documento, 14 senadores e deputados sustentaram que a maioria da comissão teria rejeitado os requerimentos incluídos na pauta, mas que o resultado foi proclamado como aprovado pelo presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG). Conforme a votação, os favoráveis deveriam permanecer sentados, enquanto os contrários se levantariam.

    A base governista afirma que Viana proclamou a aprovação no momento em que apenas sete parlamentares estavam de pé. Segundo o recurso, 14 parlamentares teriam se manifestado contra os requerimentos. Davi Alcolumbre solicitou parecer da Advocacia do Senado e da Secretaria-Geral da Mesa sobre a votação. De acordo com Advocacia e a Secretaria, havia 31 parlamentares com presença registrada no momento da deliberação. Desta forma, seriam necessários 16 votos contrários.

    Ao rejeitar o recurso, Acolumbre afirmou que as decisões nas comissões parlamentares devem ser tomadas por maioria dos votos, com a presença da maioria absoluta dos membros. No caso da votação da CPMI do INSS, mesmo que o presidente Carlos Viana tenha cometido algum erro na contagem dos parlamentares contrários, o número apresentado pelo base governista no recurso não é suficiente para a rejeição, segundo o presidente do Senado.

    “No caso concreto, sustenta-se que 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos submetidos à apreciação. Ainda assim, esse número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Esta presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI não se mostra evidente e inequívoca. Não se faz necessária a intervenção do presidente da Mesa do Congresso Nacional”, disse Alcolumbre.

    VotaçãoOs integrantes da CPMI do INSS aprovaram no dia 26 de fevereiro as quebras de sigilos bancários e fiscais de Fábio Luís Lula da Silva. O pedido de elaboração de relatórios de inteligência financeira e de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha foi solicitado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL)

    Silva é citado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem, em 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas de todo o Brasil.

    Mensagens que a PF extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.

    Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que o cliente não tem nenhuma relação com as fraudes contra os beneficiários do INSS, não tendo participado de desvios nem recebido quaisquer valores de fontes criminosas.

    Alcolumbre mantém sessão da CPMI do INSS que quebrou sigilo de Lulinha

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  • Lula visita fábrica que fornece 19 milhões de produtos ao SUS

    Lula visita fábrica que fornece 19 milhões de produtos ao SUS

    Fundada em 2012 pela união dos laboratórios Aché, EMS, Hypera Pharma e União Química, a fábrica se dedica ao desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade, e fornece cerca de 19 milhões de seringas e frascos de produtos farmacêuticos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta terça-feira (3) a farmacêutica Bionovis, na cidade de Valinhos (SP).

    Fundada em 2012 pela união dos laboratórios Aché, EMS, Hypera Pharma e União Química, a fábrica se dedica ao desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade, e fornece cerca de 19 milhões de seringas e frascos de produtos farmacêuticos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Durante a visita, o Lula destacou que o papel do Estado não é ser produtor. “Ele não tem que ser a fábrica. Ele tem que ser o indutor, tem que ter política de crédito, de financiamento e ajudar na produção. Quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha”.

     

    O presidente da República estava acompanhado do presidente da Bionovis, Odinir Finotti, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Saúde) e Simone Tebet (Planejamento).

    Lula também destacou ser fundamental que os investimentos estratégicos do país sejam orientados a garantir qualidade de vida à população e fez uma crítica ao contexto internacional de conflitos armados.

    “Se você lugar a televisão de noite, está falando de guerra, de mísseis, de invasão. E aqui estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é nosso míssil, não um míssil para matar, mas para salvar”, disse o presidente, ao exibir caixas de medicamentos que custam até R$ 6 mil por seringa, mas que são oferecidos gratuitamente pelo SUS.. 

    “O paciente precisa tomar de 20 a 25 seringas dessa por ano para controlar uma doença como a artrite reumatoide”, destacou o presidente da Bionovis, Odinir Finotti. “Graças ao SUS, o Ministério da Saúde adquire esse produto pagando 80% menos do que ele custaria numa clínica. Esse produto é feito aqui na Bionovis e chega a todo o povo brasileiro”, acrescentou.

    Valinhos (SP), 03/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Fábrica de Medicamentos da Bionovis. Foto: Ricardo Stuckert/PRValinhos (SP), 03/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Fábrica de Medicamentos da Bionovis. Foto: Ricardo Stuckert/PR
    Lula mostra medicamentos da Bionovis ofertados pelo SUS- Ricardo Stuckert/PR

    Segundo o governo federal, a política de fortalecimento do complexo industrial da saúde e soberania nacional na produção de medicamentos e insumos para a população conta com investimentos que atualmente somam R$ 15 bilhões em inovação e desenvolvimento industrial.

    “Sem política de compras governamentais, isso aqui é impossível. Sem um BNDES, você também não tem condições de planejar uma empresa como essa, que é uma empresa privada, não é uma empresa pública. Mas, se não há uma parceria entre órgãos de Estado, a iniciativa privada, com ambiente de negócios favorável, para venda local e venda externa, esse projeto não se viabiliza”, enfatizou o ministro Fernando Haddad.

    No ano passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 650 milhões para a Bionovis instalar linha de produção industrial pioneira para o desenvolvimento e fabricação de insumos e medicamentos biotecnológicos de alta complexidade na fábrica de Valinhos. Alguns dos insumos atualmente produzidos pela indústria brasileira só eram fabricados em países como China, Estados Unidos, Índia e Coreia do Sul.

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  • Flávio Bolsonaro ganha suporte da equipe econômica de Paulo Guedes

    Flávio Bolsonaro ganha suporte da equipe econômica de Paulo Guedes

    Alguns até avisaram que estão bem na iniciativa privada e não têm interesse em participar de um eventual governo, mas se declaram prontos para contribuir, mesmo que informalmente, com a campanha e na organização do programa, que inclui retomada das privatizações, redução do Estado e maior rigor fiscal.

    ALEXA SALOMÃO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Integrantes da equipe de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, já sinalizaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. Existe o entendimento de que, se eleito, Flávio vai dar continuidade à linha de trabalho iniciada por Guedes no governo do pai, Jair Bolsonaro (PL).

    Alguns até avisaram que estão bem na iniciativa privada e não têm interesse em participar de um eventual governo, mas se declaram prontos para contribuir, mesmo que informalmente, com a campanha e na organização do programa, que inclui retomada das privatizações, redução do Estado e maior rigor fiscal.

    O próprio Guedes já foi procurado por Flávio e se colocou à disposição. O ex-ministro tem dito a pessoas próximas que não quer voltar à vida pública.

    O movimento de apoio ainda pode ser chamado de orgânico e descentralizado, mas entre os que demonstram disposição de colaborarestão a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano.

    Segundo pessoas que acompanham a organização da candidatura, Flávio tem dedicado tempo a angariar apoios políticos para, depois, tomar decisões sobre a composição da equipe de trabalho na economia -até porque o xadrez político impacta o econômico.

    A cautela também leva em consideração lições do passado. Em retrospecto, a leitura é que o anúncio precoce, durante a campanha de 2018, de quem ocuparia a pasta da Economia expôs desnecessariamente Paulo Guedes na época.

    A economia será mais um tema sob o guarda-chuva do coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Marinho foi secretário especial da Previdência de 2019 a 2020 e ministro do Desenvolvimento Regional de 2020 a 2022.

    Não faz nem dois meses que Marinho anunciou a desistência de sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte para assumir a campanha de Flávio, e ele já deu início aos trabalhos.

    Marinho quer uma consultoria contribuindo na elaboração do plano de governo em diferentes áreas. À Folha ele confirmou que já fez contato com Gesner Oliveira, da GO Associados, para avaliar alternativas. Procurado, Oliveira não quis comentar.

    O interesse em apoiar o candidato que traga diretrizes mais liberais para economia é tão forte entre os ex-integrantes da equipe de Guedes que, correndo por fora, técnicos se organizaram para criar grupos de trabalho que possam estabelecer estratégias de ações governamentais. A iniciativa leva em consideração o aprendizado durante a passagem pelo governo federal.

    Sempre houve consenso na equipe de Guedes sobre o tipo de mudança a fazer, mas pouco conhecimento regulatório sobre os trâmites necessários para a implantação das mudanças e foi preciso gastar tempo nesse aprendizado. A proposta é entregar à campanha de Flávio planos de voo em 14 áreas, como fiscal, mineração e inteligência artificial, que possam agilizar a largada de seu eventual governo.

    Flávio Bolsonaro ganha suporte da equipe econômica de Paulo Guedes

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