Categoria: POLÍTICA

  • Flávio Bolsonaro ganha suporte da equipe econômica de Paulo Guedes

    Flávio Bolsonaro ganha suporte da equipe econômica de Paulo Guedes

    Alguns até avisaram que estão bem na iniciativa privada e não têm interesse em participar de um eventual governo, mas se declaram prontos para contribuir, mesmo que informalmente, com a campanha e na organização do programa, que inclui retomada das privatizações, redução do Estado e maior rigor fiscal.

    ALEXA SALOMÃO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Integrantes da equipe de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, já sinalizaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. Existe o entendimento de que, se eleito, Flávio vai dar continuidade à linha de trabalho iniciada por Guedes no governo do pai, Jair Bolsonaro (PL).

    Alguns até avisaram que estão bem na iniciativa privada e não têm interesse em participar de um eventual governo, mas se declaram prontos para contribuir, mesmo que informalmente, com a campanha e na organização do programa, que inclui retomada das privatizações, redução do Estado e maior rigor fiscal.

    O próprio Guedes já foi procurado por Flávio e se colocou à disposição. O ex-ministro tem dito a pessoas próximas que não quer voltar à vida pública.

    O movimento de apoio ainda pode ser chamado de orgânico e descentralizado, mas entre os que demonstram disposição de colaborarestão a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano.

    Segundo pessoas que acompanham a organização da candidatura, Flávio tem dedicado tempo a angariar apoios políticos para, depois, tomar decisões sobre a composição da equipe de trabalho na economia -até porque o xadrez político impacta o econômico.

    A cautela também leva em consideração lições do passado. Em retrospecto, a leitura é que o anúncio precoce, durante a campanha de 2018, de quem ocuparia a pasta da Economia expôs desnecessariamente Paulo Guedes na época.

    A economia será mais um tema sob o guarda-chuva do coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Marinho foi secretário especial da Previdência de 2019 a 2020 e ministro do Desenvolvimento Regional de 2020 a 2022.

    Não faz nem dois meses que Marinho anunciou a desistência de sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte para assumir a campanha de Flávio, e ele já deu início aos trabalhos.

    Marinho quer uma consultoria contribuindo na elaboração do plano de governo em diferentes áreas. À Folha ele confirmou que já fez contato com Gesner Oliveira, da GO Associados, para avaliar alternativas. Procurado, Oliveira não quis comentar.

    O interesse em apoiar o candidato que traga diretrizes mais liberais para economia é tão forte entre os ex-integrantes da equipe de Guedes que, correndo por fora, técnicos se organizaram para criar grupos de trabalho que possam estabelecer estratégias de ações governamentais. A iniciativa leva em consideração o aprendizado durante a passagem pelo governo federal.

    Sempre houve consenso na equipe de Guedes sobre o tipo de mudança a fazer, mas pouco conhecimento regulatório sobre os trâmites necessários para a implantação das mudanças e foi preciso gastar tempo nesse aprendizado. A proposta é entregar à campanha de Flávio planos de voo em 14 áreas, como fiscal, mineração e inteligência artificial, que possam agilizar a largada de seu eventual governo.

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  • Nikolas Ferreira viajou em jato de Vorcaro na campanha de 2022

    Nikolas Ferreira viajou em jato de Vorcaro na campanha de 2022

    Nikolas e o pastor viajaram na aeronave na caravana Juventude pelo Brasil, que apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante 10 dias no mês de outubro (20 a 28 de outubro) daquele ano, antes do segundo turno das eleições. 

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor e influencer Guilherme Batista, da Igreja Batista da Lagoinha, usaram, em outubro de 2022, um jato (prefixo PT-PVH) que pertenceria ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

    Nikolas e o pastor viajaram na aeronave na caravana Juventude pelo Brasil, que apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante 10 dias no mês de outubro (20 a 28 de outubro) daquele ano, antes do segundo turno das eleições. 

    Eles utilizaram a aeronave modelo Embraer 505 Phenom 300 com o objetivo de chegar a todas as capitais do Nordeste, além de Brasília e cidades mineiras. 

     

    A informação foi revelada pelo jornal O Globo, nesta terça (3). Além dos voos para o Nordeste, o avião pousou também em Brasília. 

    Segundo o veículo, os percursos foram confirmados a partir da análise dos sinais emitidos pelo transponder da aeronave, monitorados por ferramentas específicas disponíveis online. O histórico de navegação coincidiria com o trajeto da campanha “Juventude pelo Brasil”.

    Outra evidência foi uma foto publicada no Instagram da influenciadora cristã Jey Reis, em que Nikolas Ferreira e o pastor estão em frente à aeronave.

    Em novembro de 2025, Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.  De acordo com as investigações preliminares, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

    Desconhecimento

    Em nota à imprensa, o deputado Nikolas Ferreira disse que utilizou a aeronave para o evento político sem saber que o proprietário do avião era Daniel Vorcaro. Ele afirma que tomou ciência apenas “posteriormente”. 

    “Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro”.

    Nikolas argumentou que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público “nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta”. 

    O parlamentar considerou que, mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, “não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”.

    Operadora nega que seja de Vorcaro

    Por outro lado, também em nota, a empresa Prime You, operadora da aeronave Embraer 505 Phenom 300, prefixo PT-PVH, contradisse a versão e garantiu que Daniel Vorcaro não era e não é proprietário do jatinho. 

    “A aeronave citada opera — e já operava em outubro de 2022 — sob o regime regular de táxi aéreo, com voos fretados realizados nos moldes tradicionais do mercado. Trata-se, portanto, de operação de fretamento, sem qualquer vínculo societário ou patrimonial entre usuários do serviço e a aeronave”.

    A assessoria de comunicação da Prime You explicou à Agência Brasil que não divulga informações relativas a clientes, passageiros ou destinos em vista das regras de confidencialidade para as operações de táxi aéreo. 

    A empresa acrescentou que Daniel Vorcaro deixou de ser sócio em setembro de 2025, e tinha participação minoritária.

    Segundo a assessoria, não procede a informação de que Daniel Vorcaro estaria vinculado à estrutura societária atual da companhia.

    A Agência Brasil não conseguiu contato com a assessoria da Igreja Lagoinha sobre a presença do pastor e influencer Guilherme Batista no voo. 

    Nikolas Ferreira viajou em jato de Vorcaro na campanha de 2022

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  • Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

    Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

    Questionado sobre consultar a Mesa Diretora para tomar sua decisão, Alcolumbre afirmou que vai consultar a Advocacia do Senado.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, nesta terça-feira (3), que quer decidir a respeito da quebra de sigilo bancário e fiscal de um dos filhos do presidente Lula (PT), Fábio Luís, conhecido no mundo político como Lulinha.

    Questionado sobre consultar a Mesa Diretora para tomar sua decisão, Alcolumbre afirmou que vai consultar a Advocacia do Senado.

    A quebra de sigilo foi autorizada pela CPI (Comissão Parlamentar do Inquérito) mista do INSS, mas membros governistas questionam a votação -e caberá a Alcolumbre decidir manter ou não a decisão do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    A votação, que ocorreu na quinta-feira (26), foi seguida de bate-boca e agressões e virou alvo de disputa regimental. Integrantes governistas da CPI apresentaram a Alcolumbre um recurso por escrito pedindo a anulação da votação por fraude.

    Lulinha é alvo da CPI pelo suposto envolvimento com o lobista Antônio Camilo, conhecido como Careca do INSS, acusado de ter facilitado os descontos indevidos nas aposentadorias de beneficiários do INSS. O lobista teria ordenado um pagamento de R$ 300 mil a uma empresária que é ligada ao filho do presidente.
    A defesa de Lulinha afirma que ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime.

    A celeuma na CPI envolve diferentes interpretações do regimento do Congresso, com divergências a respeito de quantidade de votos, quórum (quantidade mínima necessária de presentes) e método de votação.

    A sessão tinha 87 requerimentos em pauta, incluindo o de Lulinha. Antes da análise do mérito, os parlamentares decidiram por volta das 11h, em votação nominal, que os pedidos seriam apreciados em bloco. O painel registrou 31 presentes, incluindo o presidente. Nessa votação, participaram os titulares e também suplentes, quando o titular estava ausente.

    Na sequência, por volta das 11h30, o presidente da CPI, o senador Carlos Viana, anunciou votação simbólica para aprovar os requerimentos (que incluíam pedidos de informação, de quebras de sigilo e de convocações de uma série de pessoas). Nesse modelo, quem concorda permanece sentado e quem discorda se manifesta. Ele declarou haver sete votos contrários e proclamou a aprovação.
    Deputados aliados ao governo Lula contestaram a contagem e afirmam que 14 parlamentares estavam de pé. A reportagem identificou ao menos 12 na transmissão da TV Senado. Essa é a primeira divergência entre os dois lados.

    A segunda divergência diz respeito ao quórum. Os governistas afirmam que havia 21 parlamentares no momento da votação, portanto o resultado teria sido de 14 votos contrários a 7 favoráveis. Mas Viana considera 31 presentes, como foi registrado pelo painel na votação anterior. Se Viana estiver certo, eram necessários 16 votos -e não 14- para formar maioria e, portanto, os governistas perderam.

    Nesse ponto, os 14 parlamentares que votaram “não” dizem, no recurso apresentado a Alcolumbre, que não faz sentido considerar que havia 31 presentes, pois esse número diz respeito à votação nominal anterior, que teve a participação de suplentes, enquanto a segunda votação foi simbólica, em que se consideram apenas os presentes naquele instante e votam apenas titulares.

    Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

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  • Moraes nega de novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

    Moraes nega de novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

    De acordo com o magistrado, os problemas de saúde do ex-presidente podem ser monitorados e tratados no local onde ele está preso. A Papudinha dispõe de assistência médica 24 horas, unidade avançada do Samu e livre acesso para a equipe médica de Bolsonaro.

    LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que seguirá cumprindo pena no 19º Batalhão da Polícia Militar -a chamada Papudinha.

    De acordo com o magistrado, os problemas de saúde do ex-presidente podem ser monitorados e tratados no local onde ele está preso. A Papudinha dispõe de assistência médica 24 horas, unidade avançada do Samu e livre acesso para a equipe médica de Bolsonaro.

    Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra a concessão da domiciliar. De acordo ele, a jurisprudência da corte só prevê a domiciliar para ocasiões em que “o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia”, o que não seria o caso.

    Para Gonet, embora o laudo da perícia elaborado pela PF (Polícia Federal) tenha atestado uma “multiplicidade” de patologias, as doenças de Bolsonaro estão sob o devido controle clínico e medicamentoso.

    Segundo ele, o fato de a perícia ter considerado oportuna a otimização da estrutura da Papudinha (com grades de apoio, campainha de emergência e dispositivos de monitoramento em tempo real) “não implica, por si só, a inadequação do ambiente carcerário”.

    O pedido mais recente de prisão domiciliar foi feito pela defesa de Bolsonaro em 11 de fevereiro. Os advogados afirmaram que o ex-presidente estava “em situação de multimorbidade grave, permanente e progressiva, com risco concreto de descompensação súbita e de eventos potencialmente fatais”.

    Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha ainda era arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”.

    Até o início do mês, aliados de Bolsonaro apostavam que Moraes poderia ser convencido a conceder a domiciliar. Como a Folha de S. Paulo mostrou, uma ala do STF passou a defender essa hipótese, alegando que, se o presidente tiver alguma intercorrência grave na prisão, a culpa poderia recair sobre o Supremo.

    A perícia médica, no entanto, não apontou para a necessidade da domiciliar. O laudo apontou que Bolsonaro tem condições de continuar preso, desde que receba cuidados especiais. A PGR se manifestou nessa mesma linha, frustrando as expectativas da defesa.

    Bolsonaro ficou detido em casa, em Brasília, de agosto passado até novembro, quando foi preso preventivamente após danificar a tornozeleira eletrônica que era obrigado a usar. Em janeiro, ele deixou a superintendência da PF em Brasília e foi transferido para a Papudinha.

    Moraes nega de novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

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  • Moraes nega prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro

    Moraes nega prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro

    Decisão cita estabilidade clínica, assistência médica diária na Papudinha e tentativa anterior de fuga com rompimento de tornozeleira

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Na decisão, o Moraes disse que as instalações da Papudinha, em Brasília, onde o ex-presidente está preso, oferecem atendimento médico adequado. Além disso, o ministro afirmou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um óbice ao deferimento do pedido.

    Defesa

    A defesa alegou que as instalações da prisão não estão aptas para dar tratamento médico adequado a Bolsonaro, que passou recentemente por uma cirurgia de hérnia inguinal e tem diversas comorbidades em decorrência da facada desferida contra ele na campanha eleitoral de 2018. 

    Ao analisar o pedido, Moraes disse que as instalações da Papudinha são adequadas para atender Bolsonaro em caso de emergência.

    “As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana”, disse o ministro.Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses prisão na ação penal da trama golpista e cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.

    Moraes nega prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro

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  • Ciro Gomes tem 44,5% e Elmano, 35,3% na disputa pelo governo do Ceará, mostra pesquisa

    Ciro Gomes tem 44,5% e Elmano, 35,3% na disputa pelo governo do Ceará, mostra pesquisa

    Dados são de levantamento divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo Paraná Pesquisas; para o Senado, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) aparece como favorito na maioria dos cenários

    O ex-governador Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa pelo governo do Ceará com 44,5% das intenções de voto no Estado, seguido pelo atual governador, Elmano de Freitas (PT), que soma 35,3%. O senador Eduardo Girão (Novo) e o Professor Jarir Pereira (PSOL) aparecem em seguida, com 7% e 1,9%, respectivamente. Os dados são de levantamento divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo Paraná Pesquisas.

    Nesse cenário, outros 4,7% não souberam responder ou não opinaram e 6,5% afirmaram que vão votam nulo ou em branco.

    Em outro cenário, em que só aparecem os nomes de Ciro e Elmano, o ex-governador tem 51,5% das intenções de voto, ante 38,1% do petista. Outros 6,1% disseram que vão votar em branco ou nulo, e 4,3% não souberam ou não quiseram opinar.

    A pesquisa também avaliou a administração do governador Elmano de Freitas. Aprovam a gestão 56,5% dos eleitores, enquanto 40,2% a desaprovam. Outros 3,3% não souberam ou não quiseram opinar.

    Senado

    O levantamento também questionou os eleitores cearenses sobre suas preferências nas eleições para o Senado. Duas vagas estarão em disputa por cada Estado. Portanto, os entrevistados puderam escolher até dois candidatos apresentados pelo instituto.

    No primeiro cenário estimulado, ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) tem 46,9% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal Eunício Oliveira (MDB), com 33,2%. Em seguida, estão a deputada federal Luizianne Lins (PT), com 26,9%; o deputado federal Júnior Mano (PSB), com 13,9%; o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), com 13,6% e o ex-secretário de Segurança Pública, General Theophilo (Novo), com 7,1%. Outros 11,4% votaram em branco ou nulo e 6,2% não souberam ou não quiseram opinar.

    Já no segundo cenário estimulado, sem o Capitão Wagner, o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil) aparece na frente com 41% das intenções de voto. Na sequência, Eunício, com 34,4%; o deputado federal José Guimarães (PT), com 19,4%; Júnior Mano, com 14,6%; Alcides Fernandes, com 13,8%; General Theophilo, com 8,2% e o ex-senador Chiquinho Feitosa (PSDB), com 6,6%. Outros 12,1% optaram por votar em branco ou nulo, e 5,6% não souberam ou não quiseram opinar.

    No terceiro cenário estimulado, Capitão Wagner aparece com 42,3% das intenções de voto contra 28,6% de Roberto Cláudio. Em seguida estão Eunício, com 26,9%; Luizianne Lins, com 20,1%; José Nobre Guimarães, com 15,5%; Júnior Mano, com 10,9%; Alcides Fernandes, com 10,1%; General Theophilo, com 4,6% e Chiquinho Feitosa, com 4,1%. Outros 7,5% citaram que vão votar em branco ou nulo e 5,2% não souberam ou não quiseram opinar.

    Rejeição

    A pesquisa também questionou aos entrevistados em qual candidato os eleitores não votariam de jeito nenhum. José Guimarães foi o mais votado, com 23,8%. Em seguida, estão Capitão Wagner, com 21,8%; Luizianne Lins, com 15,2%; Eunício, com 13,9%; General Theophilo, com 10,7%; Roberto Cláudio, com 9,2%; Júnior Mano, com 8,7%; Chiquinho Feitosa, com 8,4% e Alcides Fernandes, com 8,3%. Outros 14,5% dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em todos e 15,1% não souberam ou não quiseram opinar.

    Para a realização desta pesquisa, o instituto utilizou uma amostra de 1500 eleitores, em 67 municípios cearenses. Tal amostra representativa do Estado do Ceará atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos porcentuais para os resultados gerais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número CE-08478/2026.

    Ciro Gomes tem 44,5% e Elmano, 35,3% na disputa pelo governo do Ceará, mostra pesquisa

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  • Em carta da prisão, Bolsonaro declara apoio a Marcos Pollon ao Senado por MS

    Em carta da prisão, Bolsonaro declara apoio a Marcos Pollon ao Senado por MS

    O texto assinado por Bolsonaro foi publicado nas redes sociais da ex-primeira-dama neste sábado, 28, após visita ao marido na prisão

    Em uma carta divulgada por Michelle Bolsonaro (PL), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou seu apoio à candidatura do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) na disputa ao Senado pelo Mato Grosso do Sul. O texto assinado por Bolsonaro foi publicado nas redes sociais da ex-primeira-dama neste sábado, 28, após visita ao marido na prisão.

    Na carta, Jair Bolsonaro afirma que “brevemente” publicará uma lista dos pré-candidatos do Partido Liberal (PL) ao Senado pelo Brasil. O ex-presidente também diz que o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, delegou a ele a responsabilidade de elaborar a lista.

    “Adianto que, por Mato Grosso do Sul, pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon”, escreveu Bolsonaro.

    O anúncio do ex-presidente ocorre após a divulgação, na última semana, de anotações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, indicando que Marcos Pollon pediu R$ 15 milhões para não ser candidato no Mato Grosso do Sul. O documento, intitulado “situação nos Estados” e obtido pelo Estadão, tem anotações do próprio Flávio, como foi confirmado por ele na última quarta-feira, 25.

    Ao tratar do palanque do Mato Grosso do Sul, além de Eduardo Riedel (PP) como candidato à reeleição ao governo e Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) como nomes ao Senado, Flávio deixou um comentário no pé da página: “Pollon pediu 15 mi p/ não ser candidato”, escreveu.

    Na manhã da última quarta-feira, após visita ao pai no presídio da Papudinha, Flávio negou que tenha anotado que Pollon pediu dinheiro para abrir mão de sua candidatura. Ele confirmou que fez anotações sobre o tema, mas que era para se lembrar de avisar ao deputado de que essa acusação estaria circulando.

    “Em uma das anotações no Estado do Mato Grosso do Sul, o deputado Pollon… fiz uma anotação que já está sendo distorcida pela imprensa como se ele tivesse pedido alguma coisa para deixar de ser candidato a governo ou candidato ao Senado. Estava escrito ‘Pollon pediu R$ 15 milhões’ para não ser candidato. Aquilo nunca aconteceu”, disse.

    “O que aconteceu foi uma pessoa que conversou comigo que estavam dizendo isso do Pollon. Anotei para não esquecer de avisar a ele que estavam vinculando essa mentira criminosa contra ele”, complementou Flávio.

    Em rede social, Pollon afirmou que não negocia e agradeceu Flávio “por colocar os fatos nos seus devidos lugares”. “Plantaram algo que nunca existiu para tentar manchar meu nome. Eu nunca pedi dinheiro para não ser candidato, e isso não vai acontecer”, escreveu no X.

    Bolsonaro defende Michelle

    Na publicação deste sábado, Michelle afirma que divulgou a carta a pedido de Bolsonaro e reforça seu apoio à pré-candidatura de Marcos Pollon.

    “Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa, Nay, é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado. Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores”, escreveu Michelle no Instagram.

    A carta foi divulgada pela ex-primeira-dama após sua visita a Bolsonaro no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha. O ex-presidente cumpre pena após ser condenado em setembro do ano passado a 27 anos e três meses de prisão por comandar uma tentativa de golpe. Ele foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Em outra carta de Bolsonaro na prisão, divulgada por Nikolas Ferreira (PL-MG) no domingo, 1º, o ex-presidente afirma lamentar críticas feitas por integrantes da própria direita a aliados e Michelle, além de defender união no campo conservador.

    Na carta, Bolsonaro afirma que pediu à sua mulher para que se envolva na política apenas após este mês de março, pois ela estaria “por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados da minha pessoa”.

    O ex-presidente também faz um apelo por unidade nas articulações eleitorais. “Numa campanha majoritária, bem como às cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”, escreveu.

    Em carta da prisão, Bolsonaro declara apoio a Marcos Pollon ao Senado por MS

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  • Acordo entre Marçal e Datena encerra processo por cadeirada em debate

    Acordo entre Marçal e Datena encerra processo por cadeirada em debate

    Tibunal de Justiça de São Paulo homologou acordo entre o apresentador e o empresário para encerrar processos referentes à agressão durante campanha eleitoral

    Um acordo entre as partes encerrou o processo na Justiça movido pelo influenciador Pablo Marçal contra o apresentador José Luiz Datena pela agressão no debate da TV Cultura entre candidatos à Prefeitura de São Paulo em setembro de 2024. O apresentador, que concorria ao cargo pelo PSDB, usou uma cadeira para agredir o candidato do PRTB. O influenciador pedia R$ 100 mil em indenização por danos morais.

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) homologou o termo nesta sexta-feira, 27 de fevereiro. O acordo também encerra outros processos na Justiça entre Datena e Marçal e tem cláusulas confidenciais.

    No processo, Marçal alegou que Datena “cometeu uma grave violação aos seus direitos de personalidade, atingindo sua honra, sua imagem e sua integridade física e moral”. Segundo o influenciador, a postura do candidato do PSDB foi “uma afronta direta ao processo democrático, colocando em risco a integridade do debate público”.

    O processo permaneceu parado por meses por entraves na citação a José Luiz Datena. Em outubro do ano passado, as defesas de Marçal e Datena se reuniram e selaram um acordo para encerrar outros processos na Justiça envolvendo as partes. Em outras ações, Datena é quem processava Marçal por ofensas como “comedor de açúcar” e insinuações de que o apresentador havia sido condenado por abuso sexual.

    “Tanto José Luiz Datena quanto Pablo Marçal consignam que o presente instrumento não importa confissão de culpa, reconhecimento de ilícito ou assunção de responsabilidade, representando tão somente a irrestrita e ampla declaração de retratação e perdão”, diz um extrato do acordo homologado.

    Marçal vinha provocando Datena nos dias anteriores ao debate da TV Cultura. Duas semanas antes, em um encontro organizado pela TV Gazeta, o então candidato pelo PRTB insinuou que o apresentador havia vendido sua desistência em corridas eleitorais anteriores. A declaração levou Datena a sair de seu púlpito e se aproximar do influenciador, empunhando o dedo em riste.

    A troca de farpas continuou nos dias seguintes. No primeiro bloco do debate da TV Cultura, Marçal chamou o candidato do PSDB de “jack”, gíria para se referir a abusadores sexuais. No penúltimo bloco do evento, o influenciador voltou a provocar Datena citando suas desistências em outras disputas pela Prefeitura paulistana. “Que hora você vai parar?”, perguntou Marçal. “Você não é homem nem para fazer isso”, seguiu o ex-coach, sofrendo a agressão em seguida.

    A cadeirada levou à interrupção da transmissão do debate. Na volta do intervalo forçado, o apresentador Leão Serva anunciou a expulsão de Datena e chamou o ato de “um dos eventos mais absurdos da história da televisão brasileira”.

    Pablo Marçal foi condenado à inelegibilidade pela Justiça Eleitoral pelo caso do “concurso de cortes”, em que propunha remuneração a quem divulgasse vídeos que o promovessem. O ex-candidato pelo PRTB busca reverter a proibição de concorrer a cargos eletivos recorrendo desta e de outras condenações.

    No mês passado, a ação movida por Guilherme Boulos (PSOL) contra Marçal pela divulgação de um laudo falso às vésperas das eleições foi suspensa por dois anos em um acordo com a promotoria.

    Acordo entre Marçal e Datena encerra processo por cadeirada em debate

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  • Manifestações bolsonaristas foram marcadas por 'flopada histórica', diz líder do governo

    Manifestações bolsonaristas foram marcadas por 'flopada histórica', diz líder do governo

    De acordo com um relatório da USP, a manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, teve a participação de aproximadamente 20,4 mil pessoas; n Rio de Janeiro, foram 4,7 mil pessoas estimadas

    O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o ato “Acorda Brasil”, realizado neste domingo, 1, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), \”foi marcado por uma flopada histórica\”. A declaração foi publicada na rede social X.

    “As manifestações bolsonaristas foram marcadas por uma flopada histórica e vergonhosa. O povo cansou de discursos vazios, de ódio e de manipulações que não resolvem os problemas reais do Brasil”, escreveu o parlamentar.

    Guimarães acrescentou: “A verdade é que a maioria quer trabalho, comida na mesa e respeito à democracia. O Brasil acordou e não aceita mais ser enganado por essa gente.”

    De acordo com um relatório de especialistas da Universidade de São Paulo (USP), a manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, teve a participação de aproximadamente 20,4 mil pessoas.

    No Rio de Janeiro, foram 4,7 mil pessoas estimadas.

    Manifestações bolsonaristas foram marcadas por 'flopada histórica', diz líder do governo

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  • Nikolas diz que futuro de Moraes é na cadeia, e Malafaia chama ministro de ditador em ato

    Nikolas diz que futuro de Moraes é na cadeia, e Malafaia chama ministro de ditador em ato

    Manifestantes bolsonaristas miram o STF, pedem prisão de Moraes e impeachment de Toffoli; em tom eleitoral, Flávio lembra ser preciso formar maioria no Senado para haver impeachment dos ministros

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que o futuro do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é a cadeia durante manifestação na avenida Paulista realizada neste domingo (1º). “O destino do Alexandre de Moraes não é impeachment, não. O destino do Alexandre de Moraes é cadeia”, afirmou Nikolas, que convocou o ato com o mote “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.

    Ele também chamou o ministro de “pateta”, disse “como sou crente, não posso xingar”, mas, em seguida, chamou o ministro de panaca. Por fim, puxou um coro de “fora, Toffoli”.

    Em um discurso inflamado contra Moraes, o pastor Silas Malafaia chamou o ministro de ditador e o acusou de corrupção no caso do Banco Master, afirmando que a mulher do magistrado teve um contrato com o banco.

    Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram, neste domingo (1º), na avenida Paulista, em São Paulo, em uma manifestação que teve, entre os alvos de críticas, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em especial Moraes e Toffoli. O motivo é a ligação de ambos os ministros com o caso Master, que provocou uma crise na corte.

    Uma faixa foi disposta na entrada do parque Trianon chamando o STF de “Supremo Tirano Federal”. Em frente ao Masp, foi posicionado um boneco inflável de Bolsonaro com uma mordaça na boca, na qual aparece escrito “falem por mim”. O ex-mandatário está preso na Papudinha, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado.

    A manifestação, porém, teve forte tom eleitoral em apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Ele também esteve na avenida Paulista e fez críticas ao STF. Sem citar nominalmente nenhum ministro, Flávio disse ser favorável ao impeachment “de qualquer ministro do Supremo que descumprir a lei”.

    “Nosso alvo nunca foi o Supremo, que é fundamental para a democracia, mas estão destruindo a democracia”, disse ele, acrescentando ser necessário formar maioria no Senado para conseguir o impeachment de ministros do STF.

    Ex-dono do Master, Daniel Vorcaro é suspeito de fraudar o sistema financeiro nacional. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria da investigação sobre o caso neste mês. Toffoli foi citado no relatório da Polícia Federal, no contexto de uma troca de mensagens entre o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

    Eles discutiam pagamentos para a empresa Maridt, que tinha Toffoli como um dos sócios. Em 2021, essa empresa vendeu cotas de um resort para um fundo de investimentos ligado a Zettel.

    Em paralelo, o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato com o Master, prevendo o pagamento de R$ 3,6 milhões por mês, durante três anos.

    O Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common estimaram a presença de 20,4 mil pessoas na manifestação em seu horário de pico, por volta das 15h53. A margem de erro é de 12%, o que significa que o público foi de 18 mil a 22,9 mil pessoas.

    Segundo a contagem, feita a partir de fotos aéreas analisadas com um software de inteligência artificial, a manifestação teve menos da metade do público do ato pró-anistia de 7 de setembro de 2025 –na ocasião, foram contabilizadas 42,4 mil pessoas no momento de pico.

    Nikolas diz que futuro de Moraes é na cadeia, e Malafaia chama ministro de ditador em ato

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