Categoria: POLÍTICA

  • PT vai processar vice de Tarcísio por ter chamado partido de 'narcoafetivo'

    PT vai processar vice de Tarcísio por ter chamado partido de 'narcoafetivo'

    Diversos políticos usam como estratégia associar o Partido dos Trabalhados ao tráfico, porém nunca conseguiram provar alguma relação; Felício Ramuth (PSD) terá de provar na justiça as declarações com o PT

    O Partido dos Trabalhadores (PT) vai processar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), por ter chamado o partido de “narcoafetivo”, apurou o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    A declaração de Ramuth foi dada durante um evento em São Paulo. Questionado por jornalistas sobre o fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA, o vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou o PT.

    “Eu acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente na fronteira, a retornar ao seu país, onde ele vai poder desfrutar de liberdade e vai deixar de ter aquele Estado ‘narcoafetivo’, como nosso PT, que temos aqui no nosso País”, declarou.

    Procurado, o vice-governador reafirmou que o PT é um partido “narcoafetivo”. “O termo foi usado em sentido político e retórico, para criticar uma postura pública de tolerância e relativização diante do crime organizado”, afirmou Ramuth à reportagem.

    O pedido à Justiça faz parte de uma estratégia do PT de se afastar o quanto puder da pecha de ser leniente com drogas ilícitas. No ano passado, uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre traficantes causou um mal-estar. Na oportunidade, ele disse que os traficantes seriam “vítimas” dos usuários.

    A declaração de Ramuth ocorreu após uma pergunta de um jornalista sobre o fluxo migratório de venezuelanos para a cidade de São Paulo, direcionada ao prefeito Ricardo Nunes (MDB). Na ocasião, o vice-governador disse que, quando há problemas nos países vizinhos, o Estado de São Paulo tem que se preparar para receber imigrantes, mas que acredita que a tendência será contrária: de que os venezuelanos tenham a possibilidade de retornar ao país de origem.

    Durante o evento, o prefeito Ricardo Nunes afirmou esperar que, com o afastamento do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado e preso pelos Estados Unidos, diminua a necessidade de que os venezuelanos fujam do país. No entanto, ele disse que se os refugiados migrarem para a capital paulista, a cidade vai recebê-los.

    Queda de Maduro

    Os Estados Unidos bombardearam Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado, 3. Desde março de 2020, Maduro enfrenta acusações criminais no Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

    Com a prisão do ditador, quem assumiu interinamente a presidência foi Delcy Rodríguez, vice de Maduro. Integrante de uma ala mais ideológica do chavismo, ela é, ao mesmo tempo, conhecida por manter interlocução com setores das elites econômicas do país.

    Apesar de a oposição não ter assumido o poder, María Corina Machado prometeu nesta segunda-feira, 5, retornar ao país sul-americano o mais rápido possível. A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 também criticou a presidente interina. Segundo ela, Delcy é uma das principais arquitetas de tortura, perseguição, corrupção e narcotráfico na Venezuela.

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  • Lewandowski deve deixar Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana

    Lewandowski deve deixar Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana

    Ministro informou a seus secretários no mês passado que deixaria a pasta em janeiro

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o cargo até a sexta-feira, 9. Ele informou a seus secretários no mês passado que deixaria a pasta em janeiro.

    Trata-se de mais uma entre várias baixas que o governo Lula deve ter em seu quarto ano de mandato, a meses das eleições.

    Aliados do ministro dizem que ele está cansado, com a sensação de ter feito tudo o que poderia fazer à frente do cargo, e que precisa ter mais tempo com a família, que sente a sua falta.

    Eles avaliam que o último ano de mandato, em que as atenções da classe política se voltam para as eleições, é mais político e tem menor oportunidades para aprovar e implementar novos projetos.

    O secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, deve assumir ao menos interinamente. Há previsão da saída de outros secretários até o fim do mês.

    Lewandowski deixa como legado iniciativas na área da segurança, mas que não chegaram a ser aprovadas por completo no Congresso Nacional.

    A mais importante delas, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que amplia atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para fortalecer o combate à criminalidade e constitucionaliza os fundos nacionais de fomento ao setor e o Sistema Único de Segurança Pública.

    O projeto foi desidratado pelo relator Mendonça Filho (União-PE), que apresentou seu relatório em dezembro com mudanças drásticas em relação ao texto original e uma espécie de mistura do PL Antifacção em tramitação no Senado.

    O relatório do deputado prevê brecha para reduzir a maioridade penal, endurecimento penal contra faccionados e blindagem dos Estados contra a influência da União para direcionar políticas públicas – na contramão do proposto por Lewandowski.

    Outra iniciativa na área da segurança é o PL Antifacção. O texto endurece penas para organizações criminosas, cria novas fontes de financiamento para o combate ao crime, como até R$ 30 bilhões de bets, e fortalece ações contra a lavagem de dinheiro.

    Os senadores rejeitaram um destaque apresentado pelo Partido Liberal para equiparar algumas ações de facções criminosas a crimes de terrorismo.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em 11 de dezembro que o Ministério da Segurança Pública será recriado caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada no Congresso.

    “A Polícia Federal tem expertise, tem mais inteligência. Queremos redefinir o papel da Guarda Nacional. Se aprovada a PEC, nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública”, disse Lula.

    Lewandowski deve deixar Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana

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  • Bolsonaro deve fazer exames em hospital após bater a cabeça durante a madrugada

    Bolsonaro deve fazer exames em hospital após bater a cabeça durante a madrugada

    Ex-presidente teria supostamente sofrido uma queda durante crise de soluços; encaminhamento depende de autorização do STF

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Polícia Federal após condenação por tentativa de golpe de Estado, deve fazer exames no hospital nesta terça-feira (6), após bater a cabeça durante a madrugada.

    Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ele sofreu uma queda enquanto dormia.

    “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse em postagem. “Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita.”

    Em nota, a PF disse que Bolsonaro recebeu atendimento médico após ter relatado a queda à equipe de plantão.

    “O médico da Polícia Federal constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, disse a corporação, que posteriormente confirmou a ida ao hospital para exames.

    Bolsonaro voltou à Superintendência da PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

    Na mesma data, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

    Em sua decisão, Moraes disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    QUADRO DE SAÚDE

    Durante o período internado, Bolsonaro fez exames que constataram um quadro severo de apneia do sono, para o qual ele passou a utilizar o equipamento Cpap.

    Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que ele tem um caso raro, e que não será resolvido com as intervenções, mas precisará de tratamento constante, por exemplo, por meio de fisioterapia.

    O ex-presidente também solicitou a sua equipe para tomar remédios contra depressão, o que foi prescrito para ele.

    A defesa de Bolsonaro voltou a pedir que, após sua internação no hospital, ele fosse transferido para prisão domiciliar, para cuidar da saúde. Na última quinta-feira (1º), Moraes negou a solicitação.

    O ex-presidente foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte.

    Bolsonaro deve fazer exames em hospital após bater a cabeça durante a madrugada

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  • Líder do PT pede à PF investigação contra Nikolas e irmãos Bolsonaro por incitação golpista

    Líder do PT pede à PF investigação contra Nikolas e irmãos Bolsonaro por incitação golpista

    “Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”, declarou Lindbergh em vídeo publicado no Instagram

    O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), vai apresentar nesta terça-feira, 6, uma representação à Polícia Federal (PF) contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sob a acusação de incentivarem uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

    “Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”, declarou Lindbergh em vídeo publicado no Instagram.

    O principal post citado foi feito pelo deputado Nikolas Ferreira e alcançou 7,3 milhões de visualizações na rede social X. A publicação traz uma montagem que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo segurado por dois militares norte-americanos. A cena remete à imagem da prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

    “Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela. Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro e quem vai ser preso é você. Você deveria ter respeito, fedelho, com a democracia brasileira”, afirmou o petista.

    Lindbergh fundamentou a representação apresentada à Polícia Federal em comentários feitos pelos parlamentares sobre o tarifaço e sobre a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, mencionada nas publicações.

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, por suposta apologia ao crime de golpe de Estado.

    “Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito”, afirmou Lindbergh.

    Líder do PT pede à PF investigação contra Nikolas e irmãos Bolsonaro por incitação golpista

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  • Nikolas Ferreira sugere intervenção externa no Brasil após caso Maduro

    Nikolas Ferreira sugere intervenção externa no Brasil após caso Maduro

    Deputado do PL afirmou apoiar uma ação externa como forma de punir “criminosos”, publicou memes sugerindo cenário semelhante ao da Venezuela e disse que sua posição expressa o que “muita gente pensa, mas não tem coragem de dizer”.

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a ser questionado por especialistas e por integrantes do meio político após declarações e publicações que, na prática, endossam de forma implícita a ideia de uma intervenção estrangeira no Brasil, ainda que ele evite afirmá-la de maneira direta.

    Dois dias depois da operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, o parlamentar publicou memes nas redes sociais sugerindo que o Brasil poderia ser o “próximo” alvo. Em uma das imagens, escreveu “eu tentando avisar o Trump que ele tem mais um para levar”, acompanhada da bandeira brasileira. Em outra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece no lugar de Maduro sendo conduzido por forças estrangeiras.

    Questionado por jornalistas em Belo Horizonte, após a entrega de emendas parlamentares à Santa Casa, Nikolas tentou relativizar o conteúdo das postagens, mas não recuou da ideia central. “Não estou dizendo que desejo que capturem o presidente do Brasil. O que eu estou dizendo é que os criminosos precisam pagar pelos seus crimes”, afirmou.

     
     
     

     
     
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    Na sequência, ao ser confrontado sobre como esses crimes deveriam ser punidos, se pela Justiça brasileira ou por mecanismos externos, o deputado não descartou a segunda hipótese. “Pode ser por uma intervenção externa também. Hoje, o direito internacional penal praticamente não existe mais”, disse.

    A fala é considerada sensível porque rompe com o princípio constitucional da soberania nacional e relativiza o papel das instituições brasileiras. Embora Nikolas negue defender diretamente uma ação estrangeira contra o país, especialistas avaliam que o discurso normaliza e legitima a possibilidade de uma intervenção internacional, sobretudo ao comparar o Brasil com o caso venezuelano.

    O parlamentar também reiterou que suas declarações refletem, segundo ele, um sentimento popular reprimido. “O que eu falo é o que está entalado na garganta de muita gente, só que muita gente não tem coragem de dizer”, afirmou.

    Nikolas Ferreira sugere intervenção externa no Brasil após caso Maduro

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  • Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

    Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

    Condenado 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi para a Superintendência da PF em Brasília em novembro após danificar sua tornozeleira eletrônica

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu esclarecimentos à Polícia Federal após a defesa de Jair Bolsonaro (PL) reclamar do barulho do ar-condicionado da sala onde ele está preso.

    Moraes pediu que a PF se manifeste no prazo de cinco dias. Na última sexta, os advogados do ex-presidente pediram providências para reduzir os ruídos do equipamento, que comprometeriam o repouso do ex-presidente e afetariam sua saúde.

    A defesa afirma que a situação caracteriza “perturbação à saúde e integridade do preso” e que o barulho “gera ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário” para manutenção das condições físicas e psicológicas de Bolsonaro.

    Os advogados pediram que Moraes determine à PF medidas para corrigir o barulho e sugerem mudança do local do ar-condicionado ou isolamento acústico na cela.

    Condenado 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi para a Superintendência da PF em Brasília em novembro, quando danificou sua tornozeleira eletrônica e foi retirado do regime domiciliar.

    A sala que ele ocupa, no térreo da superintendência, tem cama, banheiro privativo e uma mesa de trabalho. Conta ainda com televisão e frigobar, além do ar-condicionado.

    O espaço é reservado a autoridades e outras figuras públicas, caso do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, preso em 2024 por posse ilegal de arma de fogo durante operação da PF sobre a trama golpista.

    Também já foram abrigados na superintendência o senador Delcídio do Amaral (MS), o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o ex-juiz João Carlos Rocha Mattos.

    Bolsonaro voltou à PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

    Na mesma data, o ministro negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

    Em sua decisão, Moraes disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que houve melhora de Bolsonaro, mas que ele precisará seguir fazendo tratamentos não invasivos para tentar controlar esse problema.

    Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

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  • Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição, e 4 sinalizam aposentadoria

    Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição, e 4 sinalizam aposentadoria

    Dois terços das vagas no Senado, 54 cadeiras, estarão em disputa nas eleições de 2026; Bolsonaristas querem aumentar bancada na Casa para pressionar ministros do STF

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição em outubro de 2026, quando 54 cadeiras do Senado, dois terços do total de 81, estarão em disputa.

    Entre os demais senadores em fim de mandato, 12 afirmam estar com o futuro indefinido, 6 dizem que não disputarão as próximas eleições, uma tentará ser deputada estadual, um busca ser governador e um, presidente da República -o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    A disputa por vagas no Senado, e, consequentemente, pelo controle da Casa, ganhou importância nos últimos anos por causa do plano bolsonarista de aumentar a pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal).

    A corte impôs derrotas importantes para esse grupo político nos últimos anos, como a condenação e prisão de Jair Bolsonaro (PL) e de diversos aliados do ex-presidente nos processos sobre a trama golpista.

    O bolsonarismo, porém, poderá promover processos de impeachment contra ministros do Supremo caso eleja senadores em número suficiente no ano que vem -o Senado é a Casa que tem o poder de destituir integrantes do STF. O principal alvo do grupo na corte é Alexandre de Moraes, responsável pelo processo que levou à condenação de Bolsonaro.

    A Casa também tem dez pré-candidatos a governador, e ao menos quatro integrantes que sinalizam estar próximos de se aposentar das disputas eleitorais. Os números são de levantamento feito pela Folha.

    Além disso, foram detectados movimentos de integrantes do Senado para concorrer a cargos menores. Dos 81 senadores, 22 dizem que não serão candidatos em 2026, 13 dizem que ainda estão indefinidos e Flávio lançou pré-candidatura a presidente da República.

    Um dos que não pretende se candidatar na próxima eleição é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele tem mandato como senador até 2031.

    Maioria, 9 dos 10 que pretendem disputar governos estaduais, está no meio de mandato. Os mandatos no Senado têm 8 anos, o que estimula candidaturas mais arriscadas: o senador que perde uma eleição para o Executivo nessa situação tem mais quatro anos na Casa independentemente do resultado.

    O único desses pré-candidatos a governador que está no fim do mandato como senador é Eduardo Girão (Novo-CE).

    Além desses 10 que se assumem pré-candidatos a governos estaduais, outros três afirmaram que poderão ser candidatos a governador, mas que ainda não descartaram a hipótese de concorrer a uma reeleição no Legislativo. Deram essa resposta Izalci Lucas (PL-DF), Jayme Campos (União Brasil-MT) e Marcos Rogério (PL-RO).

    Dos 16 senadores que disseram que não serão candidatos, 6 estão em final de mandato. Se mantiveram esses planos, ficarão sem cargo a partir de 2027.

    A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), por exemplo, decidiu não tentar reeleição para apoiar a provável candidatura de seu filho, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), ao governo da Paraíba.

    José Lacerda (PSD-MT) exerce mandato no Senado como suplente do ministro Carlos Fávaro. Lacerda não disputará a eleição para apoiar Fávaro, que busca se eleger como senador novamente.

    Os outros quatro em fim de mandato e que dizem não pretender disputar a próxima eleição indicaram que deverão se aposentar das corridas eleitorais. O grupo é composto por:

    – Cid Gomes (PSB-CE), de 62 anos, eleito senador uma vez;
    – Jader Barbalho (MDB-PA), de 81 anos, eleito senador três vezes;
    – Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), de 80 anos, eleito senador uma vez;
    – Paulo Paim (PT-RS), de 75 anos, eleito senador três vezes.

    A lista de aposentadorias pode aumentar. Confúcio Moura (MDB-RO) ainda não decidiu seu futuro, e um dos cenários cogitados por ele é se retirar da vida pública. Jorge Kajuru (PSB-GO) avalia voltar a trabalhar em programas de televisão.

    Duas das atuais integrantes do Senado planejam concorrer a cargos menores do que o que ocupam atualmente. Mara Gabrilli (PSD-SP) é pré-candidata a deputada estadual. Augusta Brito (PT-CE), suplente do ministro Camilo Santana, quer disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

    O levantamento que deu origem a essa reportagem foi feito pela Folha com base em informações oficiais de cada senador. As fontes são as assessorias de imprensa de cada gabinete, os próprios senadores ou declarações públicas proferidas por eles. Os dados coletados se referem a quem estava no exercício do mandato até 12 de dezembro.

    Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição, e 4 sinalizam aposentadoria

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  • Cotado para suceder Haddad, Dario Durigan é conhecido como 'CEO' do Ministério da Fazenda

    Cotado para suceder Haddad, Dario Durigan é conhecido como 'CEO' do Ministério da Fazenda

    Durigan está liderando interinamente o ministério durante as férias de Haddad, até o dia 11 de janeiro. O titular já disse que pretende deixar o cargo “até fevereiro” e deve ajudar na campanha de reeleição de Lula. Petistas, no entanto, desejam que Haddad tente um cargo eletivo em 2026

    (CBS NEWS) – O Ministério da Fazenda ainda enfrentava dificuldades para se organizar internamente quando o advogado Dario Durigan, 41, assumiu a secretaria-executiva da pasta, em junho de 2023.

    Embora alguns meses já tivessem se passado desde a cisão do superministério da Economia de Paulo Guedes e houvesse um plano de ação traçado pelo ministro Fernando Haddad, a sensação de secretários, assessores, técnicos e pessoas de fora do órgão era a de que os temas não tinham continuidade. As decisões eram tomadas, mas a estrutura interna sofria para extrair alguma consequência prática.

    A chegada de Durigan foi como encaixar a peça que faltava para a engrenagem funcionar, de acordo com. 11 pessoas ouvidas pela reportagem e que, ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidaram ou ainda atuam diretamente com o secretário. Todas elogiam o estilo de trabalho daquele que, agora, é o principal cotado para suceder Haddad no comando da Fazenda.

    Durigan está liderando interinamente o ministério durante as férias de Haddad, até o dia 11 de janeiro. O titular já disse que pretende deixar o cargo “até fevereiro” e deve ajudar na campanha de reeleição de Lula. Petistas, no entanto, desejam que Haddad tente um cargo eletivo em 2026.

    Batizado de “CEO” do ministério, em referência ao cargo máximo de grandes empresas, é Durigan quem organiza os fluxos, delega tarefas, faz cobranças e centraliza as informações dos diversos temas da pasta -um peso que, em momentos mais conturbados, se faz notar em seu próprio semblante.

    Para fechar as posições de governo, muitas vezes despacha diretamente com Lula, que confia em seu posicionamento. Segundo um interlocutor, o secretário “caiu no gosto do chefe”.

    Mais de uma pessoa diz que Durigan já é o “ministro de fato”, no sentido de dar andamento prático às agendas do órgão. Da disputa pelo cargo em si, ele busca manter distância regulamentar e demonstra lealdade a Haddad. Mesmo quando é o principal responsável por alguma negociação bem-sucedida, ele credita a vitória ao ministro e à equipe.

    CRÍTICAS

    Apesar dos elogios, há também críticas. Em um governo defensor de pautas progressistas e com maior representatividade de mulheres e minorias, Durigan se cercou de assessores homens. De 32 pessoas vinculadas diretamente a ele, entre subsecretários, assessores, gerentes e coordenadores, apenas nove são mulheres, e só uma é subsecretária -as demais ocupam cargos inferiores na hierarquia.

    Embora o estilo CEO seja exaltado na maioria absoluta dos relatos, ele também gera tensões, principalmente quando cobra manifestações céleres da burocracia para fundamentar atos de governo. Ainda assim, as mesmas pessoas que citam esse incômodo ressaltam que o secretário faz questão de ouvir os técnicos, ainda que a posição final contrarie áreas. A quem critica a cobrança, ele costuma dizer que exigir agilidade é a maneira de garantir que o rito formal seja cumprido.

    Durigan é natural de Bebedouro e cresceu em Jaboticabal, ambas no interior de São Paulo. Formou-se em Direito pela USP (Universidade de São Paulo) e tem mestrado pela UnB (Universidade de Brasília). Ingressou na AGU (Advocacia-Geral da União) em 2010 e, no governo Dilma Rousseff (PT), começou a trabalhar na SAJ (Subchefia de Assuntos Jurídicos) da Casa Civil, por onde passam todos os atos a serem assinados pelo presidente da República.

    Foi na SAJ que o atual secretário teve os primeiros contatos com Haddad, então à frente do Ministério da Educação. Durigan integrava um grupo de quatro técnicos que ganhou a admiração do ministro. Um deles, Felipe de Paula, foi o primeiro a ser convidado por Haddad para trabalhar na Prefeitura de São Paulo. Foi ele quem aproximou Durigan do então prefeito, que o chamou para embarcar na gestão.

    Na Prefeitura, Durigan estreitou a relação com Haddad, com quem despachava todos os dias. A sintonia foi tão grande que, poucos dias após Lula sair vitorioso das eleições de 2022, Haddad lhe telefonou. Queria que fosse seu número dois na Fazenda. Ao lado do futuro ministro, chegou a entrevistar possíveis nomes para compor a equipe, mas precisou declinar do convite por razões pessoais.

    Quem assumiu a secretaria-executiva em 1º de janeiro de 2023 foi Gabriel Galípolo, hoje presidente do Banco Central. Embora hábil nas negociações políticas, ele não conseguiu desenvolver o mesmo traquejo na gestão interna da Fazenda. Um integrante da pasta reconhece que o secretariado se ressentiu de não ter Galípolo mais presente na gestão do dia a dia, tarefa típica da função.

    Entre março e abril de 2023, Durigan avisou que seu impedimento pessoal havia sido superado. Na época, ele trabalhava como diretor de políticas públicas no WhatsApp. Pouco tempo depois, no início de maio, a ida de Galípolo para o BC (ainda como diretor de Política Monetária) deu a Haddad a oportunidade de acertar a engrenagem do ministério, e ele ligou para Durigan para refazer o convite.

    Os dois combinaram de jantar no sábado, 6 de maio, com suas respectivas esposas. Lá, fecharam os detalhes da transição. No dia seguinte, o executivo pediu ao WhatsApp que fosse desligado da empresa ainda na manhã de segunda-feira, 8 de maio -seu nome foi anunciado na tarde do mesmo dia.

    À frente da secretaria-executiva, Durigan conseguiu transitar bem entre o mundo técnico e o político, onde também virou referência para as lideranças do Congresso como alguém que resolve. Pragmático, costuma delimitar com clareza até onde os parlamentares podem ir em mudanças nos projetos da pasta, sobretudo aqueles com impacto nas contas públicas.

    Considero um dos melhores, se não for o melhor quadro do governo federal. Preparado, seguro, corretíssimo em todas as discussões com a Câmara, principalmente nas negociações dos projetos de lei e medidas provisórias, com uma capacidade administrativa e visão do país como poucas vezes vi em alguém no setor público”, afirma o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), líder da sigla na Câmara e um dos expoentes do centrão.

    Nem sempre, porém, o pragmatismo foi suficiente para afastar sobressaltos. Um dos momentos mais difíceis foi a devolução da MP que restringia o uso de créditos de PIS/Cofins pelas empresas para pagar menos tributos. O texto foi enviado em 4 de junho de 2024, e Durigan esperava uma negociação dura com o Congresso, mas a reação foi ainda pior. Uma semana depois, a MP foi devolvida sem nem sequer ser analisada.

    Outro momento delicado foi a edição do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), em maio de 2025. A medida gerou atritos com Congresso e Banco Central, já sob o comando de Galípolo, e acabou sendo enxugada.

    Mesmo diante dos reveses, a persistência de Durigan é citada por colegas como uma característica decisiva para o avanço das medidas econômicas do atual governo, inclusive as que lhe dão maior orgulho, como a reforma tributária do consumo e o imposto mínimo para a alta renda.

    No caso mais recente, ele se empenhou na aprovação do projeto que corta benefícios fiscais de empresas e aumenta tributos sobre setores como as bets (casas de apostas). A liberação de emendas parlamentares foi um ingrediente relevante na votação, mas o protagonismo do secretário nas negociações foi percebido por lideranças como uma espécie de passagem de bastão de Haddad.

    Cotado para suceder Haddad, Dario Durigan é conhecido como 'CEO' do Ministério da Fazenda

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  • Tarcísio busca espaço na crise da Venezuela, reforça tom eleitoral e recalibra relação com Trump

    Tarcísio busca espaço na crise da Venezuela, reforça tom eleitoral e recalibra relação com Trump

    O vídeo de Tarcísio de Freitas celebrando a captura de Maduro repercutiu entre bolsonaristas e foi interpretado como gesto presidencial. Ele criticou Lula, evitou citar Trump e reforçou discurso contra a esquerda, enquanto aliados consideraram a manifestação estratégica e com tom eleitoral.

    (CBS NEWS) – O vídeo em tom eleitoral do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para comemorar a captura pelos Estados Unidos do ditador Nicolás Maduro (Venezuela) foi bem recebido na militância bolsonarista, teve resposta da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e foi visto por aliados como um recado presidenciável.

    Tarcísio está de férias e afastado do Governo de São Paulo até 11 de janeiro, mas escreveu pessoalmente o texto que gravou para suas redes sociais. Nele, fala das mazelas da ditadura no país vizinho e acusa o presidente Lula (PT) de apoiar o regime de Maduro -ele não menciona Donald Trump, porém.

    “A Venezuela agora está vencendo a esquerda e que, no final do ano, o Brasil também vença”, encerra o governador, em referência à eleição presidencial de outubro deste ano.

    A primeira-dama paulista, Cristiane Freitas, comentou a publicação na mesma linha: “Uma grande vitória para o povo venezuelano. Que, ao fim das eleições de 2026, nós, brasileiros, também possamos comemorar!”.

    Apesar de ser o candidato preferido do centrão e do mercado para a Presidência da República, o governador tem dito que vai concorrer à reeleição no estado.

    No início de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro (Pl-RJ) atropelou o movimento pró-Tarcísio ao se lançar candidato representando o bolsonarismo e com o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Flávio também comemorou a ação militar americana na Venezuela e usou o episódio como munição para fustigar Lula a partir de sua proximidade com Maduro -mas não houve referência explícita à eleição brasileira como no caso de Tarcísio.

    Outros governadores da direita cotados como presidenciáveis exaltaram a queda de Maduro também sem fazer relação com o futuro do Brasil. É o caso de Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Jr (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG). Tarcísio foi o último a se pronunciar publicamente.

    O governador de São Paulo destoou ainda em relação a Trump, demarcando uma mudança na posição vista no tarifaço. O alinhamento de Tarcísio ao presidente dos EUA, inclusive com o uso do boné com o slogan de Trump, rendeu ao governador uma crise quando o americano anunciou a sobretaxa aos produtos brasileiros.

    Em julho do ano passado, a primeira reação de Tarcísio foi de culpar Lula e eximir Bolsonaro na articulação que resultou no aumento das tarifas. Depois, mudou de tom e admitiu o impacto negativo para o estado de São Paulo. Ele também abrandou o discurso de defesa da anistia como solução para o tarifaço.

    Desta vez, Tarcísio evitou endossar Trump e nem sequer mencionou o presidente americano em seu vídeo. Na opinião de aliados, a exclusão não foi proposital.

    O desgaste anterior foi lembrado pela ministra Gleisi ao responder ao governador nas redes.

    “Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito cinismo para um bolsonarista só”, disse neste domingo (4).

    Ao comentar a queda de Maduro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Tarcísio atribui a ação americana ao que considera omissão do Brasil em liderar o processo de transição democrática na Venezuela devido ao alinhamento entre o PT e o ditador.

    “O Brasil nunca fez isso, nunca cumpriu esse papel. A gente pode criticar os meios que foram usados agora, a legitimidade ou não. Mas o fato é que algo precisava ser feito e foi feito”, disse.

    Um interlocutor do governador afirma que vencer a esquerda é algo que já está incorporado no discurso de Tarcísio.

    Em outro aceno recente ao bolsonarismo, ele divulgou um vídeo no último dia 1º em que, vestido com a camisa do Brasil, deseja feliz 2026 e prega a derrota do PT. Em uma lousa, Tarcísio resolve uma equação que termina com os dizeres feliz Ano-Novo em inglês e escreve abaixo “Feliz 2026” e “Fora PT”. “A fórmula é simples! Feliz 2026 = Fora PT”, publicou na legenda.

    Auxiliares e aliados de Tarcísio não fizeram reparos em relação ao vídeo divulgado por ele sobre a Venezuela.

    Procurados pela reportagem, disseram que a manifestação, que teve sucesso do ponto de vista do engajamento, foi presidenciável, bem executada, estratégica e mais ponderada em relação a outros bolsonaristas, que passaram a vislumbrar uma deposição de Lula nos moldes da de Maduro.

    Um interlocutor diz ainda que o governador planeja a reeleição, mas vai trabalhar pela união da direita seja quem for o candidato do campo ao Planalto.

    O ataque feito pelos EUA a Venezuela neste sábado (3) é considerado como a maior intervenção contra a América Latina em décadas. O governo Trump bombardeou a capital, Caracas, e capturou Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O ditador venezuelano já desembarcou nos EUA para julgamento por narcoterrorismo e crimes relacionados a tráfico de drogas.

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  • Políticos da esquerda brasileira condenam ataque dos EUA à Venezuela

    Políticos da esquerda brasileira condenam ataque dos EUA à Venezuela

    O presidente Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país caribenho, mas ainda não há informações oficiais sobre o paradeiro do ditador venezuelano.

    MARINA PINHONI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Políticos da esquerda brasileira condenaram neste sábado (3) os ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela.

    O presidente Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país caribenho, mas ainda não há informações oficiais sobre o paradeiro do ditador venezuelano.

    Em publicações nas redes sociais, parlamentares brasileiros afirmaram que a ofensiva fere direitos internacionais e se solidarizaram com a população civil do país.

    Em nota, o PT condenou o que chamou de agressão militar por parte dos EUA e de sequestro de Maduro. “O bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século 21”, diz a nota.

    “Reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina”, completa.

    A Bancada do PT na Câmara dos Deputados também repudiou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. “O respeito à independência, à autodeterminação dos povos e à não-intervenção são preceitos básicos de soberania de todas as nações.”

    “O imperialismo exporta guerra e destruição, da Palestina à América Latina. Ataque merece repúdio e condenação rápida. É um ataque à América do Sul que viola todas as regras do direito internacional”, afirmou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula.
    A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) também defendeu a soberania da América do Sul.

    “A escalada de guerra do governo Trump chega ao nosso continente em busca do controle político regional e do petróleo -a Venezuela detém cerca de 17% das reservas globais. A América do Sul deve se unir pela justiça, paz e princípio da não intervenção”, escreveu.

    Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, classificou o ataque como “inaceitável”. “Trump já deixou claro: quer as reservas de petróleo da Venezuela, não tem interesse em aprofundar a democracia naquele país, tampouco em combater o narcotráfico”, afirmou ainda.

    Já o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) cobrou uma manifestação do presidente Lula.

    “Isso é terrorismo de Estado pra controlar as reservas de petróleo. É fundamental a condenação de toda comunidade internacional a esse a crime gravíssimo e sem precedentes. A manifestação do presidente Lula nesse sentido é imprescindível e urgente”, escreveu.

    O deputado federal Orlando Silva (PC do B) chamou de “absurda e ilegal agressão bélica dos EUA à Venezuela”. Disse ainda que “Trump rasga o direito internacional para roubar petróleo e impor regimes na América Latina”.

    Em nota, o PSB repudiou a ação e disse que ela desrespeita “completamente o direito internacional”. Ao mesmo tempo, reiterou sua posição de crítica ao regime de Maduro. “Nenhuma agressão externa pode ser justificada por erros internos de um regime.”

    A Venezuela afirmou que sofreu uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

    Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou ao estado de emergência nacional e à mobilização das forças de defesa.

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