Categoria: POLÍTICA

  • Alcolumbre marca sabatina de Messias para 10 de dezembro e dá pouco tempo para campanha

    Alcolumbre marca sabatina de Messias para 10 de dezembro e dá pouco tempo para campanha

    Indicado para STF terá pouco tempo para reverter resistência de senadores a seu nome; presidente do Senado queria que o indicado tivesse sido seu aliado Rodrigo Pacheco

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o STF (Supremo Tribunal Federal), deve ser sabatinado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado no dia 10 de dezembro.

    O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (25) pelo presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União -AP). A votação no plenário deve ocorrer no mesmo dia.

    Messias diz que vai ouvir ‘preocupações’ dos senadores

    Após ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, divulgou uma nota pública dirigida ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por pautar sua sabatina na Casa. Na nota, Messias afirma que mantém uma relação saudável, franca e amigável com Alcolumbre, por quem diz ter grande admiração e apreço.

    O AGU afirmou que buscará cada um dos senadores para ouvir atentamente suas preocupações com a Justiça do País e expor as perspectivas que pretende levar ao Supremo, caso seja aprovado, para então atuar em defesa da Constituição Federal.

    “Iniciada a primeira semana após a minha indicação, sinto-me no dever de me dirigir ao presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre, para oferecer-me ao seu escrutínio constitucional”, escreveu Messias. “O faço também por reconhecer e louvar o relevante papel que o presidente Alcolumbre tem cumprido como integrante da Casa, que agora preside pela segunda vez, atuando como autêntico líder do Congresso Nacional, atento a elevados processos decisórios em favor de nosso País.”

    Em mensagem aos senadores, Messias declarou ter aprendido a “dimensionar a atividade política como um espaço nobre de definição de rumos e administração de conflitos em nossa sociedade”. “Acredito que, juntos, poderemos sempre aprofundar o diálogo e encontrar soluções institucionais que promovam a valorização da política, por intermédio dos melhores princípios da institucionalidade democrática”, acrescentou.

    Alcolumbre marca sabatina de Messias para 10 de dezembro e dá pouco tempo para campanha

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  • Moraes decide manter Bolsonaro preso na superintendência da PF em Brasília

    Moraes decide manter Bolsonaro preso na superintendência da PF em Brasília

    Ex-presidente foi levado para a sede regional da PF em Brasília no sábado; Moraes determinou início do cumprimento da pena pela trama golpista

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Mores decidiu manter Jair Bolsonaro (PL) preso na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

    O magistrado oficializou nesta terça-feira (25) a condenação definitiva do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão. Ele também declarou o trânsito em julgado dos demais réus do núcleo crucial da trama golpista e determinou a prisão dos que ainda estavam em liberdade.

    Com isso, os ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, réus na mesma ação, foram presos e iniciaram cumprimento da pena à qual foram condenados na mesma ação.

    O ex-presidente ficará preso no mesmo local onde está detido desde o último dia 22: a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

    As decisões são um desfecho de um processo de ao menos oito meses contra o ex-presidente –ele foi tornado réu no caso em março deste ano e declarado culpado em 11 de setembro.

    “Certifico que os acórdãos publicados no dia 18 de novembro de 2025 transitaram em julgado em 25 de novembro de 2025 para os réus Alexandre Ramagem Rodrigues, Anderson Gustavo Torres e Jair Messias Bolsonaro”, aponta uma determinação do STF que certificou o chamado “trânsito em julgado” em relação a esses condenados.

    O trânsito em julgado é o encerramento do processo e a partir de quando a pena começa a ser efetivamente cumprida. Até aqui, Bolsonaro cumpria medidas cautelares e desde o fim da semana prisão preventiva.

    O ex-presidente estava em prisão domiciliar até o último sábado (22), quando foi levado para a sede regional da Polícia Federal em Brasília, por ordem de Moraes.

    A medida preventiva foi tomada sob o argumento de risco de fuga e não como parte da pena imposta a ele por tentativa de golpe de Estado, o que ocorrerá agora, após o trânsito em julgado da ação penal no Supremo sobre o caso.

    Antes da prisão preventiva, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda, como ele mesmo admitiu a agentes penitenciários. “Usei ferro quente, ferro quente aí… curiosidade”, disse o ex-presidente a uma agente que foi ao local verificar a situação do dispositivo.

    A equipe médica que acompanha Bolsonaro esteve na Superintendência da PF no DF no domingo (23) e, após examiná-lo, falou em um quadro de “confusão mental e alucinações” para descrever o episódio sobre a tornozeleira eletrônica e atribuiu isso à interação medicamentosa. Mais tarde, ao passar por audiência de custódia, o ex-presidente disse que tentou abrir o dispositivo porque teve uma “certa paranoia” devido ao uso de medicamentos e que só depois “caiu na razão”.

    Quatro dos condenados no chamado núcleo central da trama golpista, todos militares, apresentaram recursos nesta segunda-feira (24) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Ao contrário deles, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preferiu não apresentar novas contestações.

    A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro, em 11 de setembro, por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é punido por esse crime.

    Relator do caso, Moraes apontou Bolsonaro como líder da trama golpista colocada em marcha ainda durante seu governo, o que incluiu pressão sobre comandantes militares para a adoção de medidas de exceção que evitassem a posse de Lula (PT) e o mantivessem no poder –cenário que não se vislumbrava no país havia 60 anos.

    Moraes decide manter Bolsonaro preso na superintendência da PF em Brasília

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  • Heleno e Paulo Sérgio, ex-ministros de Bolsonaro, são presos em Brasília

    Heleno e Paulo Sérgio, ex-ministros de Bolsonaro, são presos em Brasília

    Generais da reserva foram levados para o Comando Militar do Planalto; Anderson Torres vai cumprir pena no 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, a ‘Papudinha’

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL) Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram presos nesta terça-feira (25) para iniciar o cumprimento da pena à qual foram condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da trama golpista.

    Generais da reserva, eles foram levados para o Comando Militar do Planalto.

    Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto já cumprem prisão preventiva. Outro dos réus, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), fugiu para os Estados Unidos.

    Nesta terça, o STF certificou o chamado trânsito em julgado, ou seja, a conclusão do processo relativo a Bolsonaro, Ramagem e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

    Em setembro, eles foram condenados por por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

    O tenente-coronel Mauro Cid, por sua vez, foi o primeiro a começar a cumprir pena. Ele retirou a tornozeleira eletrônica durante audiência no Supremo no último dia 3. Ex-ajudante de Bolsonaro, o militar passou a cumprir sua pena definitiva de dois anos de reclusão por participação na trama golpista.

    Todos, segundo o Supremo, teriam participado de uma trama golpista para manter Bolsonaro no poder após a derrota para Lula (PT) nas eleições de 2022.

    O grupo foi considerado condenado pelos mesmos tipos penais, a penas de 2 a 27 anos, todos ex-ocupantes de altos cargos no governo do ex-presidente.

    Foi aplicada ainda a inelegibilidade de oito anos a todos os condenados, a partir do término da pena. Bolsonaro já estava impedido de disputar eleições até 2030 em razão de condenações por abuso de poder na Justiça Eleitoral. Com a condenação desta quinta, ele fica inelegível até 2060.

    O ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno foi acusado de ser um dos responsáveis pela construção da narrativa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas.

    A denúncia diz que Heleno, em conjunto com o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, preparou o discurso de Bolsonaro e anuiu com espionagens ilegais favoráveis ao ex-presidente.

    Já o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira enfrentou a acusação de ter “aderido subjetivamente” ao grupo liderado pelo ex-presidente. Segundo Paulo Gonet, as ações e omissões do general no comando da Defesa em meio às discussões golpistas configuram descumprimento de seu dever legal de proteger a democracia.

    Bolsonaro foi considerado culpado por liderar o grupo e foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Ele foi preso pela Polícia Federal na manhã do sábado (22) e levado para a sede regional da corporação em Brasília.

    Heleno e Paulo Sérgio, ex-ministros de Bolsonaro, são presos em Brasília

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  • Lula está à frente, e Tarcísio e Ratinho são os adversários mais competitivos no 2º turno

    Lula está à frente, e Tarcísio e Ratinho são os adversários mais competitivos no 2º turno

    Os dados fazem parte da 166ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA

    Pesquisa divulgada nesta terça-feira, 25, pela CNT/MDA mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está à frente em um primeiro turno e derrotaria todos os oito adversários testados em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.

    No primeiro turno, em um dos cenários testados, Lula tem 42%, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 21,7%. Na sequência, estão Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná, com 11,8%; e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, com 5,7%. Brancos e nulos são 14,7%, e indecisos, 4,1%.

    Quando o nome de Tarcísio é substituído pelo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula tem 42,7%; e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 17,4%. Ratinho Jr., 14%; e Zema, 9,6%. Brancos e nulos são 13,1% e indecisos, 3,2%.

    Já em um cenário em que está a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula aparece também com 42,7%, enquanto ela tem 23%. Depois, estão Ratinho Jr., com 11,4%; e Zema, 8,3%. Brancos e nulos são 11,7%, e indecisos, 2%.

    Os resultados fazem parte da 166ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA.

    Foram feitas 2.022 entrevistas entre 19 a 23 de novembro, de forma presencial e domiciliar, em 140 municípios de todas as 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

    Veja os cenários de 1º turno:

    Cenário 1:

    Lula: 38,8%;

    Jair Bolsonaro: 27%;

    Ciro Gomes: 9,6%;

    Ratinho Jr.: 6,4%;

    Ronaldo Caiado: 4%;

    Romeu Zema: 2,7%;

    Branco/nulo: 8,5%;

    Indecisos: 3%.

     

    Cenário 2:

    Lula: 42%;

    Tarcísio de Freitas: 21,7%;

    Ratinho Jr.: 11,8%;

    Romeu Zema: 5,7%

    Branco/nulo: 14,7%;

    Indecisos: 4,1%.

     

    Cenário 3:

    Lula: 42,7%;

    Eduardo Bolsonaro: 17,4%;

    Ratinho Jr.: 14%;

    Romeu Zema: 9,6%;

    Branco/nulo: 13,1%;

    Indecisos: 3,2%.

     

    Cenário 4: 

    Lula: 42,7%;

    Michelle Bolsonaro: 23%;

    Ratinho Jr.: 11,4%;

    Romeu Zema: 8,3%

    Branco/nulo: 11,7%;

    Indecisos: 2,0%.

    Nos cenários de segundo turno, Lula também aparece à frente, e os adversários mais bem colocados são Tarcísio de Freitas e Ratinho Jr.

    Em eventual disputa com o governador de São Paulo, Lula tem 45,7% e Tarcísio, 39,1%. Já com o governador do Paraná, o presidente tem 45,8%; e Ratinho Jr., 38,7%.

    Veja os cenários de segundo turno:

    Cenário 1: Lula x Jair Bolsonaro

    Lula: 49,2%;

    Jair Bolsonaro: 36,9%;

    Branco/nulo: 12,5%;

    Indeciso: 1,4%.

     

    Cenário 2: Lula x Tarcísio de Freitas

    Lula: 45,7%;

    Tarcísio de Freitas: 39,1%;

    Branco/nulo: 12,5%;

    Indeciso: 2,7%.

     

    Cenário 3: Lula x Ratinho Jr.

    Lula: 45,8%;

    Ratinho Jr.: 38,7%;

    Branco/nulo: 12,5%;

    Indeciso: 3%.

     

    Cenário 4: Lula x Romeu Zema

    Lula: 47,9%;

    Romeu Zema: 33,5%;

    Branco/nulo: 15,2%;

    Indeciso: 3,4%.

     

    Cenário 5: Lula x Ronaldo Caiado

    Lula: 46,9%;

    Ronaldo Caiado: 33,7%;

    Branco/nulo: 15,7%;

    Indeciso: 3,7%.

     

    Cenário 6: Lula x Ciro Gomes

    Lula: 44,1%;

    Ciro Gomes: 35,1%;

    Branco/nulo: 17,6%;

    Indeciso: 3,2%

     

    Cenário 7: Lula x Eduardo Bolsonaro

    Lula: 49,9%;

    Eduardo Bolsonaro: 33,3%;

    Branco/nulo: 14,6%;

    Indeciso: 2,2%.

     

    Cenário 8: Lula x Michelle Bolsonaro

    Lula: 49,1%;

    Michelle Bolsonaro: 35,6%;

    Branco/nulo: 13,7%;

    Indeciso: 1,6%.

    Bolsonaro tem maior rejeição; Lula tem maior potencial de votos

    A pesquisa CNT/MDA mostrou ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro se mantém com a maior rejeição para a eleição presidencial de 2026. Entre os entrevistados, 43% responderam que não votariam em Bolsonaro \”de jeito nenhum\”. São 3 pontos porcentuais a mais do que no último levantamento, quando 40% afirmaram que não votariam no ex-presidente.

    Em seguida, os mais rejeitados da pesquisa de novembro foram: Lula, com 40,8%; Tarcísio de Freitas, 2,2%; Eduardo Bolsonaro, 1,8%; Michelle Bolsonaro, 1,8%; e Ciro Gomes, 1,8%. Outros somam 6,6%; rejeita todos, 0,7%; rejeita nenhum, 3,8%; não sabem ou não responderam, 12%.

    A pesquisa foi feita de forma espontânea, ou seja, quando os entrevistados não recebem uma gama de opções para avaliar.

    A pesquisa também apontou que 35,3% preferem Lula ou um candidato apoiado pelo petista. Em seguida, vêm os 33,3% que preferem por alguém que não seja nem apoiado por Lula nem por Bolsonaro.

    Há ainda 27,3% com preferência em votar em Bolsonaro ou um candidato apoiado por ele.

    Lula também aparece na dianteira na pesquisa de potencial de voto, com 51,3% que votariam “com certeza” ou “poderiam votar”.

    É um potencial maior do que o de Jair Bolsonaro, que aparece com 28,6% nessas categorias. Os demais são Ciro Gomes, 44,3%; Tarcísio de Freitas, 39,7%; Ratinho Jr., 38,3%; Eduardo Bolsonaro, 30,4%.

    Eduardo (62,6%) e Jair Bolsonaro (60,1%) aparecem com o maior percentual que dizem que “não votariam”.

    Lula está à frente, e Tarcísio e Ratinho são os adversários mais competitivos no 2º turno

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  • STF comunica trânsito em julgado de Bolsonaro, Torres e Ramagem

    STF comunica trânsito em julgado de Bolsonaro, Torres e Ramagem

    Penas de réus já podem começar a ser cumpridas

    Na tarde desta terça-feira (25),o  ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal pela tentativa de golpe de Estado, declarou que o caso, envolvendo três dois oitos réus, transitou em julgado, determinando não cabem mais recursos e abriu caminho para a execução das penas na prisão.

    O caso envolvendo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Anderson Torres foi encerrado. O STF, agora, irá ordenar as prisões, os condenados serão levados aos locais de cumprimento da pena, que serão definidos pelo ministro Alexandre de Moraes.

    Vale destacar que Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente Lula e subverter o Estado democrático de Direito.

    Prisão

    Nesta segunda (24), a Primeira Turma do tribunal validou, de forma unânime, a determinação de Moraes pela prisão preventiva de Bolsonaro. O prazo para as defesas dos condenados do chamado núcleo central da trama golpista apresentarem novos recursos também já tinha esgotado. Bolsonaro ficou em prisão domiciliar de 4 de agosto até o último sábado (22), quando foi preso na sede regional da Polícia Federal em Brasília.

    O prazo para a apresentação dos segundos embargos de declaração terminou nesta segunda-feira (24). A defesa de Bolsonaro optou por não apresentar os embargos de declaração. Os primeiros, apresentados por todos os réus, foram todos rejeitados pela Primeira Turma do STF.

    Outros réus apresentaram os segundos embargos, mas Moraes entendeu que não cabiam esses recursos.

    STF comunica trânsito em julgado de Bolsonaro, Torres e Ramagem

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  • Flávio visita Bolsonaro e diz que pai fez 'pedido direto' a Motta e Alcolumbre por anistia

    Flávio visita Bolsonaro e diz que pai fez 'pedido direto' a Motta e Alcolumbre por anistia

    Flávio Bolsonaro revelou que Jair Bolsonaro pediu pressão sobre Hugo Motta e Davi Alcolumbre para pautar a anistia. O senador relatou crise de soluço do pai na prisão e criticou possível restrição alimentar. Disse que o ex-presidente se sente perseguido, enquanto o PL prepara ofensiva no Congresso.

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o Jair Bolsonaro (PL) lhe pediu que insistisse com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que pautem o projeto da anistia, que pode beneficiar o ex-mandatário.

    “Foi um pedido direto dele (Bolsonaro) para Hugo Motta e Davi Alcolumbre”, disse.

    Ele afirmou ainda que o pai teve crise de soluço na noite desta segunda-feira (24) e precisou de ajuda de agentes.

    A declaração foi dada pelo parlamentar nesta terça-feira (25) ao sair da visita ao pai, que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

    A prisão preventiva foi decretada no sábado (22) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que afirmou haver risco de fuga de Bolsonaro. Vídeo mostra que o ex-presidente tentou abrir a tornozeleira com ferro de solda.

    Flávio disse que o pai está indignado e inconformado com o que chama de perseguição.

    “Ele diz ‘o que eu fiz para estar aqui, meu governo fez uma transição tranquila’. Estava fazendo a defesa dele como sempre, de que obviamente não ele não trabalhou para que pudesse motivar qualquer ato irresponsável. Ele fica ali a todo momento repetindo isso, se defendendo”, declarou.

    O senador também manifestou preocupação com afirmação de que alguém teria proibido que a família trouxesse a comida para o ex-presidente que, segundo o senador, é feita com base na prescrição médica.

    “Ele precisa de ter uma alimentação especial por causa do fluxo intestinal e das sequelas da cirurgia dele. Me soou muito estranho que alguém tivesse dado essa determinação para ir contra a medicação que é prescrita para evitar intercorrências, ele precisa ter uma disciplina com essa alimentação”, disse.

    Flávio acrescentou que o pai sempre teve preocupação com relação à origem da comida.

    “Ele sempre falou isso em público, sobre a preocupação de que pudessem fazer alguma coisa com ele aqui. Ele não está desconfiando de policiais federais, nada disso, mas não sabe da origem da comida até chegar na na mesa dele. Qual é o trajeto que faz, nas mãos de quem que passa”, afirmou.

    O parlamentar disse que tal ordem de proibição ainda não teria começado a ser executada e pediu para que a imprensa confirmasse a informação.

    “Se isso for verdade, foi um ato lamentável, mais um ato desumano de uma completa irresponsabilidade com relação à saúde dele”, afirmou.

    Flávio e Carlos Bolsonaro, também filho do ex-presidente, chegaram para visitá-lo por volta de 9h30.

    O senador estava com o livro “Metanoia, a chave está em sua mente”, “de JB Carvalho, que é descrito por editoras como um texto que propõe uma revolução do pensamento. Já Carlos estava com uma camiseta do desenho das tartarugas ninjas.

    O PL deverá fazer uma nova ofensiva no Congresso para destravar a tramitação do projeto de lei da anistia.

    Flávio visita Bolsonaro e diz que pai fez 'pedido direto' a Motta e Alcolumbre por anistia

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  • Rompimento entre Motta e Lindbergh não é crise com governo, diz líder

    Rompimento entre Motta e Lindbergh não é crise com governo, diz líder

    José Guimarães afirmou que o rompimento entre Hugo Motta e Lindbergh Farias não representa crise entre governo Lula e a Câmara. O líder do governo busca diálogo para aprovar pautas prioritárias, enquanto tensões políticas seguem após disputa acirrada envolvendo o projeto de lei antifacção.

    (CBS NEWS) – O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta segunda-feira (24) que o rompimento entre Hugo Motta (Republicanos-PB) e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), não é uma crise do presidente da Casa com o governo Lula (PT).

    “A crise que é propagada entre o presidente da Câmara dos Deputados e o líder do PT não pode ser caracterizada como uma crise do governo e o presidente Hugo Mota. Fizemos uma disputa acirrada na votação do PL Antifacçao. Agora é sentar e discutir as prioridades do fim do ano”, escreveu Guimarães, em publicação nas redes sociais.

    O líder do governo disse ainda que está empenhado em dialogar com Motta e buscar “o caminho do meio” para as votações de interesse do Palácio do Planalto até o fim do ano. Entre líderes do centrão, Guimarães é visto como uma figura que pode atuar para distensionar o clima entre a cúpula da Câmara e o Palácio do Planalto.

    Nesta segunda, a Folha de S.Paulo revelou que Motta havia rompido com o petista. O presidente da Câmara afirmou à reportagem que não tinha “mais interesse em ter nenhum tipo de relação” com Lindbergh.

    Em resposta, o líder do PT disse que considerou “imatura” a posição de Motta e que se há uma crise de confiança entre governo e o presidente da Câmara “tem mais a ver com as escolhas que o próprio Hugo Motta tem feito”.

    O rompimento de Motta e Lindbergh tem potencial de desgastar ainda mais a relação do Executivo com o Congresso, num momento de ruídos também do Senado com o Palácio do Planalto. Interlocutores de Lula afirmaram achar desproporcional a fala de Motta, dizendo que, apesar da tensão entre os políticos, avaliavam ser possível construir um diálogo e um entendimento.

    Além disso, afirmam que a postura de Lindbergh em defesa das pautas de interesse do governo tinha o aval do próprio presidente da República. Lula estimulou a disputa política na Câmara para evitar o avanço de matérias que o Executivo se colocou contra, a exemplo da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem e o projeto de lei antifacção relatado por Guilherme Derrite (PP-SP).

    De acordo com relatos feitos à reportagem, já foram escalados bombeiros para tentar distensionar o clima e evitar que pautas de interesse do governo não avancem na Casa. O recesso parlamentar começa em 23 de dezembro. Aliados do presidente da República também falam ser preciso “baixar a temperatura”, tentar buscar o diálogo e construir uma relação que não inviabilize os trabalhos na Câmara.

    Nos últimos meses, o grupo do presidente da Câmara se queixava da atuação de Lindbergh, acusando-o de se exaltar nas discussões e buscar desgastar a imagem da Casa junto à opinião pública. A cúpula da Câmara também critica o comportamento do deputado nas reuniões semanais com líderes e Motta, afirmando que ele atua como se fosse líder do governo, quando deveria responder só pela bancada do PT.

    A discussão do projeto de lei antifacção, aprovado na Câmara na semana passada, acentuou o desgaste na relação de Motta com Lindbergh, dizem aliados do parlamentar. Integrantes da cúpula da Câmara se queixam, sob reserva, da atuação do governo e de seus ministros na tramitação da matéria, acusando-os de incentivar ataques à Casa e do que consideram “narrativas” acerca do conteúdo do texto.

    Após a votação do projeto, Lindbergh afirmou a jornalistas que havia uma crise de confiança do Executivo com Motta.

    Rompimento entre Motta e Lindbergh não é crise com governo, diz líder

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  • Após defender Bolsonaro, Nunes diz que é 'difícil entender' rompimento da tornozeleira

    Após defender Bolsonaro, Nunes diz que é 'difícil entender' rompimento da tornozeleira

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, comentou a prisão de Jair Bolsonaro após o rompimento da tornozeleira eletrônica. Ele disse que o ex-presidente estaria sob forte tensão psicológica e uso de medicamentos, mas ressaltou que não justifica o ato. Nunes também reafirmou apoio político a Tarcísio de Freitas.

    (CBS NEWS) – Após dizer, no fim da manhã de sábado (22), que Jair Bolsonaro (PL) sempre cumpriu suas obrigações com a Justiça, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou na noite desta segunda-feira (24) que é “difícil entender” o que levou o ex-presidente a tentar romper sua tornozeleira eletrônica, o que o levou à sua prisão.

    “É difícil entender o que uma pessoa na idade dele está passando [Bolsonaro tem 70 anos, e Nunes, 58], os problemas de saúde. O que eu vi pela imprensa, o que vocês colocaram, que reproduziu a versão dele, é que estava sob efeito de medicamento”, disse. “É muito difícil a gente comentar algo se não estava lá, no momento, para acompanhar”, complementou.

    O prefeito disse ainda considerar que Bolsonaro estava sob “forte tensão psicológica e uso de medicamentos”. Nunes afirmou imaginar “que seria muito difícil, emocionalmente, você passar por uma situação dessa. Não que justifique. Mas é o que eu tenho de informação”, concluiu.

    O prefeito havia repercutido a prisão de Bolsonaro antes de as imagens da tornozeleira eletrônica do ex-presidente serem divulgadas e mostrarem os danos que Bolsonaro confessou ter provocado. Foi a primeira vez que Nunes falou após o surgimento do vídeo do equipamento.

    O alerta de rompimento do aparelho de monitoramento foi um dos fatores que levaram o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes a determinar a prisão de Bolsonaro na Polícia Federal, em Brasília, durante a madrugada de sábado.

    Nunes falou com jornalistas durante um evento que reuniu políticos e empresários no hotel Palácio Tangará, na zona sul da capital. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) era esperado no evento, que constava em sua agenda, mas não compareceu.

    O prefeito comentou os impactos da prisão de Bolsonaro para o cenário eleitoral do ano que vem dizendo que, em 2026, não será candidato e que irá apoiar Tarcísio seja em sua reeleição em São Paulo, seja na Presidência.

    “Eu acho que [Tarcísio] é o melhor quadro que o Brasil tem e que a gente não pode perder a capacidade que [ele] tem de gestão, como ser humano, como uma pessoa sensível, que sabe fazer gestão, que sabe respeitar as contas públicas e realizar obras e o trabalho social”, disse.

    Nunes era cotado para suceder o governador em São Paulo, mas seu nome foi descartado, conforme a Folha informou, diante de uma série de críticas que seu vice, coronel Mello Araújo (PL), aliado de Bolsonaro, vem fazendo ao governador.

    “[Em São Paulo], acho que a tendência natural é o Felício Ramuth. Evidentemente, você vai ter que sentar com outros partidos, a gente vai ter que dialogar com todo mundo”, disse.

    No evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), que também se coloca como pré-candidato à Presidência, afirmou que o rompimento da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro justifica, do ponto de vista legal, sua prisão.
    “Agora, do ponto de vista político-institucional, não posso deixar de lamentar mais uma vez que a gente viva um momento como esse, fruto da polarização”, afirmou.

    Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a se solidarizar com Bolsonaro e ressaltou que a direita deve lançar mais de um candidato à Presidência.

    “Mas nós, governadores de direita, continuamos acreditando em nosso projeto. Percebo que o caminho mais provável é que venhamos a ter alguns candidatos pela direita, o que é bom, porque somos governadores bem avaliados”, afirmou.

    Zema disse ainda que a divulgação do vídeo da tornozeleira não mudou sua avaliação sobre a prisão de Bolsonaro. Afirmou que, em seus estados, presos monitorados que rompem o equipamento demoram a ser presos por causa da demora para a emissão dos mandados de prisão. “Nesse caso, foi muito mais rápido. Mais um sinal de que há uma perseguição política”, afirmou.

    Após defender Bolsonaro, Nunes diz que é 'difícil entender' rompimento da tornozeleira

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  • Carlos elogia Nikolas e Michelle chora em reunião do PL após prisão de Bolsonaro

    Carlos elogia Nikolas e Michelle chora em reunião do PL após prisão de Bolsonaro

    A ex-primeira-dama falou que à noite, dormindo, Bolsonaro tem soluço e, às vezes, vomita e pode broncoaspirar. Ela disse que sabe a posição que tem de deixá-lo para evitar que isso aconteça, e agora teme que ele não tenha ninguém por perto para colocá-lo numa posição mais segura

    (CBS NEWS) – A reunião realizada no PL nesta segunda-feira (24) com a família Bolsonaro e as bancadas do partido no Congresso para discutir ações a respeito da prisão do ex-presidente teve uma cobrança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por unidade e um elogio de Carlos Bolsonaro ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

    Todos os integrantes da família fizeram falas emocionadas a respeito de Bolsonaro, que foi preso preventivamente no sábado (22) após tentar violar tornozeleira eletrônica. Mas coube à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro um relato mais pessoal, com muito choro, segundo relatos de participantes.

    A ex-primeira-dama falou que à noite, dormindo, Bolsonaro tem soluço e, às vezes, vomita e pode broncoaspirar. Ela disse que sabe a posição que tem de deixá-lo para evitar que isso aconteça, e agora teme que ele não tenha ninguém por perto para colocá-lo numa posição mais segura.

    “Em várias noites, a preocupação dela era o presidente Bolsonaro em função ali do soluço possa broncoaspirar, e isso todo mundo sabe que gera complicações inclusive podendo ser fatais, e ele tá lá agora sozinho”, disse Flávio a jornalistas, no final do encontro.
    “Ele está dentro de um local, fechado, sozinho. Se acontecer algo, pode ser tarde demais para acudi-lo.”
    Isso não tem impedido Michelle de viajar pelo país para eventos políticos. No último sábado, por exemplo, quando Bolsonaro foi preso, ela estava no Ceará, onde participou de um evento do PL no dia anterior.
    Flávio tornou-se o porta-voz oficial do pai, algo que já vem ocorrendo desde que foi determinada a prisão domiciliar do ex-presidente, em agosto. Na coletiva de imprensa, ele anunciou que o PL deverá fazer uma nova ofensiva no Congresso para destravar a tramitação do projeto de lei que dá anistia aos condenados pelos ataques golpistas do 8 de Janeiro, o que beneficiaria seu pai.
    A portas fechadas, Flávio deu recado político para frear lavação de roupa suja entre aliados, que dominou o noticiário envolvendo bolsonaristas nas últimas semanas.
    O filho do ex-presidente disse que, por orientação do pai, vai se reunir com cada liderança estadual para bater o martelo sobre as candidaturas majoritárias, e que isso vai acabar desagradando alguém, mas é preciso respeitar o comando e a decisão do ex-presidente, transmitidos por ele. Ele pede que a divergência seja comunicada internamente e que não haja crítica ou acusação feita por rede social.
    O senador tem uma visita ao pai prevista para esta terça-feira (25).
    Flávio não citou nenhum caso específico, mas o episódio mais recente ocorreu em Santa Catarina, onde a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado levou a críticas de integrantes do partido e troca de ofensas públicas.
    A jornalistas, Flávio negou que tenha pretensões de concorrer à Presidência no lugar do pai e disse que será Bolsonaro quem definirá o eventual candidato e quando isso será anunciado.
    “[A definição] só vai acontecer quando sair da boca do presidente Bolsonaro e no momento em que ele entender ser melhor. Não é hora. Meu nome não está na mesa, pretendo ser candidato ao Senado. Não vou fazer movimento para que isso aconteça. Nosso problema é maravilhoso, porque temos vários candidatos competitivos, preparados, caso não possa ser Bolsonaro”, afirmou.
    Ainda de acordo com relatos de participantes, Carlos fez um elogio a Nikolas Ferreira. Em sua fala, o vereador afirmou ao correligionário que ele é um político de altíssimo nível, preparado e com uma capacidade especial de se comunicar. Ainda de acordo com relatos, o filho do ex-presidente disse que a cada dia que passa, ele admira mais o aliado.
    O deputado de Minas Gerais vinha sendo alvo de críticas dos filhos de Bolsonaro, que acusavam o correligionário de abandonar o ex-presidente e cobravam maiores demonstrações de apoio.
    Prestes a acabar a reunião, Nikolas pediu a palavra, agradeceu a fala de Carlos e pediu unidade na comunicação da família. Esse também foi um pleito do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), segundo relatos. Neste momento, foi reforçado que o porta-voz da família é o senador Flávio Bolsonaro.

    Carlos elogia Nikolas e Michelle chora em reunião do PL após prisão de Bolsonaro

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  • STF referenda prisão de Bolsonaro, e decisão de Moraes para cumprimento da pena é iminente

    STF referenda prisão de Bolsonaro, e decisão de Moraes para cumprimento da pena é iminente

    Nesta segunda (24), a Primeira Turma do tribunal validou, de forma unânime, a determinação de Moraes pela prisão preventiva de Bolsonaro. No mesmo dia, foi encerrado o prazo para as defesas dos condenados do chamado núcleo central da trama golpista apresentarem novos recursos.

    (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pode, a partir desta terça-feira (25), determinar o cumprimento definitivo da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele foi condenado em setembro a 27 anos e 3 meses de prisão sob a acusação de liderar uma trama golpista em 2022.

    Nesta segunda (24), a Primeira Turma do tribunal validou, de forma unânime, a determinação de Moraes pela prisão preventiva de Bolsonaro. No mesmo dia, foi encerrado o prazo para as defesas dos condenados do chamado núcleo central da trama golpista apresentarem novos recursos.

    A partir de agora, segundo integrantes do Supremo, Moraes já pode determinar que o ex-presidente passe a responder definitivamente pela sua condenação.

    Bolsonaro ficou em prisão domiciliar de 4 de agosto até o último sábado (22), quando foi preso na sede regional da Polícia Federal em Brasília. No entanto, nenhuma das medidas foi tomada como parte da pena imposta a ele por tentativa de golpe de Estado, o que apenas ocorrerá após o trânsito em julgado da ação penal no Supremo sobre o caso.

    Isso pode acontecer se Moraes, relator do processo, entender que os embargos das defesas são apenas protelatórios e não podem alterar o resultado do julgamento.

    Ele pode negar esses recursos de forma individual, determinar o início do cumprimento da pena e enviar o caso para confirmação na Primeira Turma do STF, assim como ele fez com a decisão que determinou a prisão preventiva.

    A prisão do ex-presidente Fernando Collor de Mello, por decisão do Supremo, é tratada por ministros da corte como um precedente para o caso de Bolsonaro.

    O primeiro recurso apresentado por Collor foi negado por 6 votos a 4, em novembro de 2024. Mesmo com a rejeição, a defesa apresentou novos embargos ao Supremo sobre o mesmo tema. Moraes considerou o novo pedido como protelatório e decidiu encerrar a ação penal contra o ex-presidente, com o início da execução da pena.

    Até às 20h desta segunda, apenas as defesas de Anderson Torres (ex-ministro da Justiça) e de Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) se manifestaram nos autos. O prazo se encerra às 23h59.

    O primeiro fez pedidos sobre o local de prisão caso o Supremo decida pela antecipação do cumprimento de pena e o segundo recorreu da condenação. Os advogados de Bolsonaro ainda não haviam peticionado no processo.

    Nesta segunda, a decisão de Moraes de prender preventivamente Bolsonaro foi confirmada por Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

    Os ministros se manifestaram sobre a medida em sessão aberta às 8h no plenário virtual -sistema no qual os magistrados votam sem a realização de debates. A Primeira Turma do STF está temporariamente com apenas quatro ministros, desde que Luiz Fux migrou para a Segunda Turma.

    “Não há dúvidas sobre a necessidade da conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, em virtude da necessidade da garantia da ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal e do desrespeito às medidas cautelares anteriormente aplicadas”, disse Moraes. “Jair Messias Bolsonaro é reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas” completou.

    Na mesma decisão, Moraes disse que Bolsonaro violou medidas cautelares em outros momentos, em julho e agosto, a proibição de uso de redes sociais.

    “Em decisão de 4.ago.2025, em face do reiterado descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente, decretei a prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro, ressaltando expressamente que o descumprimento de suas regras ou de qualquer uma das medidas cautelares implicaria na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva”, escreveu o ministro.

    À época da prisão domiciliar, Moraes afirmou que o ex-presidente descumpriu determinação ao aparecer em vídeos exibidos por apoiadores durante manifestações. Bolsonaro estava proibido de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de outras pessoas.

    “A continuidade no desrespeito às medidas cautelares, entretanto, não cessou. Pelo contrário, ampliou-se na última sexta-feira, dia 21.nov, quando Jair Messias Bolsonaro violou dolosa e conscientemente o equipamento de monitoramento eletrônico.”

    O ministro afirmou que o ex-presidente admitiu que violou a tornozeleira tanto ao ser abordado por equipes da Seape-DF (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal), na madrugada do sábado, quanto na audiência de custódia, no domingo (23).

    Ao votar com Moraes, Dino citou as idas de deputados bolsonaristas para os Estados Unidos, como Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente.

    “As fugas para outros países de deputados federais perpetradores de crimes similares e conexos, com uso de ardis diversos, demonstram a ambiência vulneradora da ordem pública em que atua a organização criminosa chefiada pelo condenado, compondo um quadro que, lamentavelmente, guarda coerência com o conjunto de ilegalidades já reprovadas pelo Poder Judiciário”, disse o ministro.

    “As fugas citadas mostram profunda deslealdade com as instituições pátrias, compondo um deplorável ecossistema criminoso.”

    Ele também citou riscos à ordem pública na vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar.

    Dino afirmou que a região onde fica a casa, o bairro Jardim Botânico, é densamente povoada e que o evento “configuraria risco evidente à ordem pública, expondo moradores e propriedades privadas a potenciais danos e situações de perigo iminente”.

    Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal na manhã do sábado e levado para a sede regional da corporação em Brasília.

    Ao determinar a prisão, Moraes citou a violação da tornozeleira eletrônica, o risco de fuga dele para a embaixada dos EUA e uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente mora convocada por Flávio.

    Na madrugada daquele dia, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda, como ele mesmo admitiu a agentes penitenciários.

    “Usei ferro quente, ferro quente aí… curiosidade”, disse o ex-presidente a uma servidora da Secretaria de Administração Penitenciária do DF que foi ao local verificar a situação do dispositivo. Ferro de solda é uma ferramenta pontiaguda que atinge alta temperatura e permite derreter metais.

    A equipe médica que acompanha Bolsonaro esteve na Superintendência da PF no DF na manhã deste domingo e, após examiná-lo, falou em um quadro de “confusão mental e alucinações” para descrever o episódio sobre a tornozeleira eletrônica e atribuiu isso à interação medicamentosa.

    STF referenda prisão de Bolsonaro, e decisão de Moraes para cumprimento da pena é iminente

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