Categoria: POLÍTICA

  • Direita brasileira comemora captura de Maduro: 'Viva a liberdade', diz Eduardo

    Direita brasileira comemora captura de Maduro: 'Viva a liberdade', diz Eduardo

    “O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade”, escreveu Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    MARINA PINHONI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Políticos da direita brasileira comemoraram neste sábado (3) o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa foram capturados e levados para fora do país caribenho.

    “O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade”, escreveu Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu depois o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho de Bolsonaro.
    “O fim de Maduro, o tirano de Caracas. Melhor para Venezuela e para o mundo”, afirmou em suas redes sociais o senador Sergio Moro (União-PR).

    “Que todos os ditadores da América Latina, sejam presidentes ou juízes, tenham o mesmo destino”, escreveu no X o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

    Já o governador Eduardo Leite (PSD-RS) fez uma fala mais ponderada em suas redes sociais e condenou a ação dos EUA na Venezuela.

    “O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável.”

    A Venezuela afirmou que sofreu uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

    Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou ao estado de emergência nacional e à mobilização das forças de defesa.

    O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) também comemorou a ação. “O que a gente quer é que o Lula possa soltar uma nota dando total apoio a essa ação do Trump. Esse canalha do Maduro tem que ser preso para que a Venezuela possa ser libertada”, disse em vídeo publicado no X.

    “Acabou o regime ditatorial na Venezuela. A grande notícia do sábado é que, finalmente, o regime esquerdista da Venezuela caiu”, afirmou o vice-líder da oposição na Câmara, Mauricio Marcon (PL-RS).

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  • Lula diz que bombardeios dos EUA a Venezuela 'ultrapassam uma linha inaceitável'

    Lula diz que bombardeios dos EUA a Venezuela 'ultrapassam uma linha inaceitável'

    O presidente diz que atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência.

    MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) repudiou os ataques dos Estados Unidos a Venezuela e afirmou que ultrapassam uma linha “inaceitável”. O presidente diz que atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência.

    “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, escreveu a conta de Lula no X (antigo Twitter)

    “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”

    Antes da manifestação oficial, a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, já havia convocado uma reunião de emergência com ministros para discutir a situação internacional. A diplomacia brasileira vem reunindo informações sobre o ataque desde a madrugada.

    Além de ministros que estão em Brasília, a reunião deverá contar com a presença de representantes das Forças Armadas, do Ministério da Justiça, além do titular da Defesa, José Múcio Monteiro, já que uma das pautas deverá ser a situação das fronteiras brasileiras.

    No momento, Lula ainda não está em Brasília, mas em Marambaia (RJ), onde passou o Réveillon. O Palácio do Planalto ainda está deliberando sobre um retorno antecipado do presidente a Brasília e se haverá declaração à imprensa.

    No começo do mês, Lula conversou por telefone com Nicolás Maduro, sobre a escalada militar dos Estados Unidos contra o país vizinho.

    Foi a primeira conversa entre os dois desde a eleição na Venezuela no meio do ano passado, quando Maduro foi declarado vencedor apesar de denúncias de fraude por parte da oposição.

    Lula diz que bombardeios dos EUA a Venezuela 'ultrapassam uma linha inaceitável'

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  • Lula convoca reunião emergencial sobre ataque dos EUA à Venezuela, diz TV

    Lula convoca reunião emergencial sobre ataque dos EUA à Venezuela, diz TV

    Encontro acontece ainda pela manhã no Palácio do Itamaraty. Não há detalhes sobre se Lula, que está no Rio, e Mauro Vieira, que está de férias, participarão do encontro.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O governo Lula fará uma reunião de emergência neste sábado (3) para tratar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, informou o canal GloboNews.

    Encontro acontece ainda pela manhã no Palácio do Itamaraty. Não há detalhes sobre se Lula, que está no Rio, e Mauro Vieira, que está de férias, participarão do encontro.

    TRUMP DIZ QUE CAPTUROU MADURO

    Presidente dos EUA diz que Nicolas Maduro e sua esposa foram capturados da Venezuela. Ainda conforme o presidente dos EUA, eles foram “levados para fora do país”.

    Sem comentar a suposta captura de Maduro, o governo venezuelano classificou os ataques como uma “grave agressão militar”. Em comunicado oficial, eles dizem que as explosões atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

    “Essa agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais e coloca em risco a vida de milhões de pessoas”, afirma o comunicado.

    Maduro declarou que o objetivo dos Estados Unidos seria “tomar os recursos estratégicos do país”: “especialmente petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação”.

    Lula convoca reunião emergencial sobre ataque dos EUA à Venezuela, diz TV

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  • Genial/Quaest: 52% acreditam que prisão de Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos

    Genial/Quaest: 52% acreditam que prisão de Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos

    Levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro; a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

    A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos e de familiares, na avaliação de 52% dos entrevistados de uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada hoje (1º).

    Quanto ao motivo que mais contribuiu para a prisão de Bolsonaro, 32% disseram que foi por causa dos danos à tornozeleira eletrônica e 16% consideram risco de fuga para o exterior, enquanto 4% acham que foi a vigília. Outros 21% consideram que o motivo que mais contribuiu para a prisão seria perseguição política do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes. Dos demais entrevistados, 5% apontaram outros motivos e 22% não souberam ou não responderam.

    Entre os entrevistados, 89% declararam ter conhecimento de que o ex-presidente está preso numa cela na Polícia Federal, em Brasília (DF). A pesquisa mostrou, ainda, que 51% dos respondentes acreditam que ele merece estar preso, enquanto 42% enxergam perseguição política. Outros 7% não souberam ou não responderam.

    Já em relação à condição de Bolsonaro após a prisão, 56% acreditam ele fica mais fraco, enquanto 36% acreditam que ele fica mais forte. Os que não souberam e não responderam somam 8%.

    Genial/Quaest: 52% acreditam que prisão de Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos

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  • Bolsonaro e irmão acertam a quadra da Mega da Virada em bolão; prêmio é de R$ 216,76

    Bolsonaro e irmão acertam a quadra da Mega da Virada em bolão; prêmio é de R$ 216,76

    Familiar afirmou que apostas são feitas todos os anos por um grupo de quatro pessoas, incluindo o ex-presidente, e brincou que o número 22 ‘vai ganhar nas urnas’

    Irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato a deputado federal Renato Bolsonaro (PL-SP) afirmou que os dois acertaram a quadra da Mega da Virada em um bolão da família. O valor da quadra é de R$ 216,76 e será dividido entre os participantes do bolão.

    “Esse ano fizemos o bolão em três, e não podia deixar meu irmão (Jair, que está preso) de fora”, escreveu no Instagram. No jogo, Renato apostou no 22, número do PL, partido do ex-presidente, mas a dezena não foi sorteada. Dessa vez não saiu 22, mas em 2026 pode anotar que o 22 vai ganhar.”

    Entre as dezenas sorteadas está o 13, número de urna do Partido dos Trabalhadores (PT) e, portanto, usado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário político de Bolsonaro.

    Em publicação no Instagram, Renato disse que sempre organiza a aposta com o irmão, o cunhado e um outro homem. Renato afirmou ainda que o grupo também havia acertado a quadra no ano passado.

    A Caixa Econômica Federal realizou nesta quinta-feira, 1.º, o sorteio da Mega da Virada 2025. O concurso 2955 teve prêmio total de R$ 1.091.357.286,52, o maior já anunciado pelas Loterias Caixa. As dezenas sorteadas foram 59, 21, 32, 13, 33 e 09. A quadra do bolão da família Bolsonaro foi composta pelos números 13, 21, 32 e 59. No total, 308.315 bilhetes marcaram a quadra.

    No mesmo dia do sorteio, Jair Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital DF Star. Em seguida, foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, para dar continuidade ao cumprimento da pena de 27 anos de prisão. Ele foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado articulada durante seu governo, em 2022.

    Quem é Renato Bolsonaro

    Irmão mais novo de Jair Bolsonaro, Renato recebeu do PL a tarefa de manter viva a força da legenda no Estado de São Paulo. Como mostrou o Estadão, o partido decidiu antecipar a pré-campanha dele e escalou um marqueteiro exclusivo para cuidar de sua imagem.

    Renato tem percorrido o interior paulista e herdou o número 2222, antes usado por um dos filhos do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O histórico dele, porém, joga contra: das oito eleições que disputou, Renato venceu apenas uma, para vereador em Praia Grande, há quase três décadas.

    A principal preocupação do bolsonarismo em São Paulo é encontrar alternativas para substituir os campeões de votos de 2022: Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles e Guilherme Derrite. Os quatro somaram mais de 2,5 milhões de eleitores, mas não devem concorrer à Câmara pelo PL em 2026.

    Bolsonaro e irmão acertam a quadra da Mega da Virada em bolão; prêmio é de R$ 216,76

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  • Flávio e Carlos atacam Moraes após ministro manter Bolsonaro preso na PF

    Flávio e Carlos atacam Moraes após ministro manter Bolsonaro preso na PF

    Filhos do ex-presidente dizem que ministro do Supremo pratica tortura e o chamam de ‘ser abjeto’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi atacado nas redes sociais pelos filhos Jair Bolsonaro (PL) após negar a prisão domiciliar ao ex-presidente nesta quinta-feira (1º). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou a decisão do ministro de tortura.

    “Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, escreveu o filho mais velho de Bolsonaro nesta quinta no X.

    O ex-presidente esteve internado no hospital DF Star, em Brasília, para fazer uma cirurgia de hérnia. Ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço -motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

    Moraes negou o pedido da defesa para que ele não voltasse para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal após a alta hospitalar, dada nesta quinta. O ex-presidente cumpre pena por liderar uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022.

    O senador afirma que a decisão é cheia de sarcasmo por dizer que a saúde de Bolsonaro melhorou, o que, segundo Flávio, não condiz com a avaliação dos médicos.

    “O laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão -existe até o risco de AVC em função das complicações em sua saúde”, diz, ofendendo o magistrado na sequência: “Leia o laudo, ser abjeto!”

    O ex-vereador Caros Bolsonaro (PL) também se manifestou na mesma rede social sugerindo que a decisão de Moraes faz parte de um complô contra o pai.
    “Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez”, escreveu.

    Carlos também compartilhou o post do senador Magno Malta (PL-ES), negando que exista descumprimento de cautelares, risco de fuga e ameaça à ordem pública. Segundo o aliado, negar a prisão domiciliar é “punição, exposição e crueldade, impostas por Alexandre de Moraes”.

    O ex-vereador publicou ainda um texto dizendo que as decisões do ministro “violam garantias constitucionais básicas, como expõem deliberadamente Jair Bolsonaro a riscos reais, físicos e humanos”. Ele continua, inflamando a militância ao dizer que “interromper imediatamente essa perseguição política não é favor, não é concessão e não é ideologia -é dever institucional”.

    “O Brasil não pode ser governado por decisões personalistas, sem contraditório efetivo, sem limites e sem responsabilidade. Ou se restaura agora o império da lei, com equilíbrio, garantias e freios reais ao poder, ou o país caminhará conscientemente para um ponto cujas consequências ninguém poderá fingir que não previu .”

    Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte. Segundo pesquisa Datafolha realizada em dezembro, 54% concordam que Bolsonaro tinha intenção de fugir.

    Flávio e Carlos atacam Moraes após ministro manter Bolsonaro preso na PF

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  • PF determina que Eduardo Bolsonaro reassuma cargo de escrivão da corporação

    PF determina que Eduardo Bolsonaro reassuma cargo de escrivão da corporação

    Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teve mandato de deputado cassado no final de dezembro; parlamentar viajou aos EUA em março para pressionar por punições de Donald Trump contra autoridades e economia brasileira

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Polícia Federal determinou que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reassuma as funções de escrivão da corporação. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu o cargo de parlamentar no final de dezembro por excesso de faltas na Câmara.

    O ato ordenando que Eduardo retome as atividades na delegação da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ) foi publicado no “Diário Oficial” da União desta sexta-feira (2), assinado pelo diretor de gestão de pessoas da PF substituto, Licinio Nunes de Moraes Netto.

    A publicação informa ainda que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.

    O filho de Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato de deputado federal em 2015. Eduardo foi cassado por decisão da Mesa Diretora da Câmara em 18 de dezembro, no mesmo dia em que o órgão decretou a perda do mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Repubilcanos-PB), Eduardo ultrapassou essa marca.

    Em setembro, Motta chegou a barrar uma manobra do PL para driblar as faltas de Eduardo. O deputado foi indicado líder da minoria, já que os líderes não precisam justificar suas ausências, mas a designação não foi aceita pelo presidente da Casa.

    Eduardo viajou para os EUA em março, de onde comandou uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determinasse punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar o pai da prisão.

    Ele diz que viajou ao exterior por sofrer perseguição no Brasil. Por causa da sua atuação no exterior, Eduardo se tornou réu no STF sob acusação de coação.

    Apesar do esforço do filho, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista e está preso na sede da PF em Brasília.

    Além do mais, os EUA retiraram as sanções da Lei Magnitsky aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, o que também enfraqueceu a posição política do deputado.

    PF determina que Eduardo Bolsonaro reassuma cargo de escrivão da corporação

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  • Emendas entram em 2026 como trunfo eleitoral do Congresso e novamente contestadas

    Emendas entram em 2026 como trunfo eleitoral do Congresso e novamente contestadas

    Indicações superaram R$ 50 bilhões em 2025 e drenaram Orçamento federal; previsão em 2026 é de mais de R$ 60 bi; ações no Supremo, principalmente relatadas por Flávio Dino, questionam transparência e mau uso de emendas

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Trunfo de deputados e senadores para as eleições, as emendas parlamentares terão pela primeira vez o pagamento obrigatório de parte delas antes do período eleitoral. Mas entrarão em 2026 novamente sob escrutínio, com acusações sobre falta de transparência, operações da Polícia Federal para investigá-las e uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que questiona sua impositividade.

    As indicações de deputados e senadores ocuparam mais de R$ 50 bilhões do Orçamento de 2025 e consumiram até 70% da verba discricionária dos ministérios, usada em investimentos e contratos. O Orçamento de 2026, aprovado no dia 19 de dezembro, prevê elevar o valor das emendas para mais de R$ 61 bilhões.

    Entre as principais frentes de questionamento das emendas estão as ações relatadas pelo ministro Flávio Dino no Supremo. Além de determinar mudanças em regras de transparência dos repasses, o ministro tem autorizado operações policiais, como a realizada no último dia 12 de dezembro, que teve como alvo Mariângela Fialek, a Tuca, assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

    O ministro disse no começo de dezembro que concluiu a instrução das ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) que questionam a existência das emendas parlamentares impositivas, e que pedirá que o presidente da corte, Edson Fachin, abra espaço na pauta para julgamento pelo plenário.

    No mesmo evento, Dino afirmou que a existência das emendas impositivas “é um debate fundamental em um país presidencialista”, que “diz respeito à separação de Poderes, freios e contrapesos, vértice do sistema político”. “É um debate essencial e de índole constitucional. É um debate jurídico, não é um debate político”, completou.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou no último dia de votações do Congresso em 2025 que o Judiciário cumpre o seu papel ao ordenar investigações, mas criticou o que considera exageros contra as emendas. Ele afirmou que é preciso “estabelecer uma linha” contra exageros e disse que não se pode generalizar os ataques às indicações parlamentares.

    “Nós não temos compromisso com quem não trabalha correto com emenda. Mas eu tenho também a plena certeza de que a larga maioria dos representantes que estão na Câmara dos Deputados, os senhores deputados e deputadas federais, trabalha corretamente com a emenda”, disse.

    A regra que tornou obrigatório o pagamento das emendas individuais de cada parlamentar ao Orçamento foi criada em 2015.

    Desde então, o Congresso também tornou impositivas as emendas de bancadas estaduais e criou outras modalidades, como as emendas de comissão e de relator, para ampliar o direcionamento de recursos para suas bases eleitorais, de prefeitos e governadores.

    O avanço do Congresso sobre o Orçamento se escancarou a partir de 2020, quando houve um salto de R$ 13,7 bilhões para R$ 46,2 bilhões previstos para indicações parlamentares. A alta foi puxada pela chamada emenda do relator, que o STF declarou inconstitucional em 2022.

    Durante a última campanha para presidente, Lula (PT) se referiu à distribuição de verba com baixa transparência como “o maior esquema de corrupção da atualidade”, “orçamento secreto” e “bolsolão”.

    No começo de dezembro, o presidente voltou a criticar o volume de verba definida pelo Congresso. “Eu acho que o fato de o Congresso Nacional sequestrar 50% do Orçamento da União é um grave erro histórico. Mas você só vai acabar com isso quando mudar as pessoas que governam e que aprovam isso”, declarou.

    Apesar das críticas, o petista manteve nomes do centrão no comando de pastas que servem como canais de escoamento das emendas, como a Codevasf e o Ministério dos Esportes.

    O cenário sobre as emendas se tornou mais cinzento com movimentos do governo federal para entregar ao Congresso parcelas do Orçamento que não estavam marcadas para indicações de deputados e senadores.

    No Ministério da Saúde, uma fatia de mais de R$ 7,65 bilhões é tratada nos bastidores como emendas informais. O governo nega a existência das indicações paralelas ou secretas, mas ofícios, publicações nas redes e falas dos próprios parlamentares confirmam o controle da verba.

    Em 2025, o governo deve empenhar cerca de R$ 50 bilhões, quase dez vezes mais do que em 2015. O principal destino da verba é o Ministério da Saúde, que tem mais de R$ 27 bilhões reservados ao Congresso.

    As emendas consomem até 70% dos recursos para custeio e investimento de pastas como a dos Esportes. Mesmo com travas impostas pelo STF, ainda há uma parcela das emendas em que é praticamente impossível localizar o padrinho político da verba.

    No caso das indicações feitas pelas comissões temáticas do Congresso, que somam R$ 11,5 bilhões em 2025, as listas com autores das emendas estão espalhadas nos sites dos colegiados, sem um padrão definido ou valores consolidados.

    Emendas entram em 2026 como trunfo eleitoral do Congresso e novamente contestadas

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  • PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após ordem de Moraes

    PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após ordem de Moraes

    Decisão de Moraes ocorre após defesa admitir ter acessado redes sociais do seu cliente

    A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira, 2, Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Martins foi preso em sua casa, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar, e levado a um presídio da região. A ordem foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Em 29 de dezembro, Moraes havia determinado que a defesa de Martins esclarecesse em até 24 horas uma possível violação das medidas cautelares impostas no âmbito da ação penal sobre a tentativa de golpe.

    O ministro alega que Martins acessou seu perfil no LinkedIn, naquele mesmo dia, para buscar perfis de terceiros. O ex-assessor de Bolsonaro estava proibido pelo STF de usar as redes sociais.

    Em explicação a Moraes, a defesa de Martins disse que ele não usou a rede social e nem fez publicações. Os advogados afirmaram que o perfil está sob controle deles com o objetivo de preservar provas, organizar informações relevantes ao processo e auditar os históricos digitais.

    “Frise-se, com a exatidão que o caso exige: o Defendente não utilizou a plataforma LinkedIn, nem realizou qualquer ato de manifestação pública ou comunicação por meio dela”, argumentou a defesa na manifestação enviada ao STF.

    No despacho da ordem de prisão, Moraes escreveu que “não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’”.

    O ministro afirmou que Martins demonstrou “total desrespeito” pelas normas impostas e pelas instituições democráticas, “em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico”.

    Ricardo Scheiffer, um dos advogados de Martins, afirmou ao Estadão não saber a razão da prisão, uma vez que “foi entregue apenas um mandado de prisão, sem qualquer justificativa”, segundo ele.

    “Eu acompanhei a prisão. Eu estava indo para a academia quando vi uma movimentação (em frente à casa de Martins) e cheguei. Foi uma coincidência. O Filipe está tranquilo, consciente da injustiça que ele vem sofrendo, e preparado para poder enfrentar isso aí de frente”, declarou Scheiffer.

    No último dia 26, Moraes tinha ordenado a prisão domiciliar de Martins e de outros nove réus no processo sob a justificativa de que havia risco de fuga.

    A decisão foi tomada para evitar o risco de novas tentativas de fuga de outros condenados pela trama golpista, como acontecera com Silvinei Vasques, diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal no governo Bolsonaro, preso naquele mesmo dia ao tentar entrar clandestinamente no Paraguai.

    O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), também condenado pela tentativa de golpe, foi outro a fugir para o exterior para evitar a prisão. 

    Réu do “núcleo 2” da trama golpista, Martins foi condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão. Ele ainda estava em liberdade, já que a condenação não transitou em julgado – isto é, ainda há espaço para recurso da defesa.

    Quem é Filipe Martins

    O ex-assessor de Bolsonaro tem 38 anos e é natural de Sorocaba (SP). Em seu perfil no LinkedIn, ele afirma ser formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e ter cursado Diplomacia e Defesa na Escola Superior de Guerra, que integra a estrutura do Ministério da Defesa.

    O paulista assumiu o cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República em 2019, no início do governo Bolsonaro, após ter trabalhado com o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante o governo de transição.

    Martins diz ter atuado como intérprete e tradutor antes de se tornar assessor internacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também afirma ter sido assessor econômico na Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e professor em um curso preparatório para concursos públicos.

    Ele se aproximou da família Bolsonaro em 2014, ao conhecer o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela internet. O “03” do ex-presidente se tornou seu padrinho político. Martins também se declara entusiasta de Olavo de Carvalho, mentor intelectual do bolsonarismo.

    O ex-assessor de Bolsonaro foi apontado como integrante do chamado “gabinete do ódio”, grupo acusado de usar redes sociais para difundir desinformação contra adversários de Bolsonaro. Desde 2022, ele não atualiza seu perfil no Instagram, onde ainda se apresenta como assessor especial.

     

    PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após ordem de Moraes

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  • Flávio chama Moraes de "ser abjeto" e diz que Bolsonaro precisa de cuidados fora da prisão

    Flávio chama Moraes de "ser abjeto" e diz que Bolsonaro precisa de cuidados fora da prisão

    A família Bolsonaro passou os últimos seis anos debochando, atacando e ameaçando rivais, agora, com Jair condenado e preso, buscam e pedem empatia da sociedade de forma bastante contradiória

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu hoje, 1º, à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na sede da Polícia Federal em Brasília (DF), sustentando que o ex-chefe do Executivo precisa de cuidados que não podem ser garantidos em uma prisão.

    Em seu perfil no X, o parlamentar, que anunciou sua pré-candidatura ao Planalto no ano que vem, alegou que seu pai tem até o risco de um AVC “em função das complicações em sua saúde”.

    Mais cedo, Moraes negou um pedido da defesa de Bolsonaro para concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-chefe do Executivo. O ministro determinou que, assim que o ex-presidente tenha alta do Hospital DF Star, ele seja encaminhado para a superintendência da Polícia em Brasília, para voltar a cumprir sua pena de 27 anos de prisão.

    No despacho, Moraes apontou que, “diferente do que alegou a defesa”, o quadro de saúde de Bolsonaro melhorou. Flávio sustentou que a decisão está “cheia de sarcasmo”. “Até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”, escreveu. “Leia o laudo, ser abjeto”, completou, em referência ao documento que, segundo o senador, é “claro” em apontar que o ex-presidente “precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos em uma prisão”.

    Flávio chama Moraes de "ser abjeto" e diz que Bolsonaro precisa de cuidados fora da prisão

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