Categoria: POLÍTICA

  • Nikolas Ferreira afirma que prisão de Bolsonaro é sintoma de problema mais grave

    Nikolas Ferreira afirma que prisão de Bolsonaro é sintoma de problema mais grave

    Nikolas Ferreira afirmou que a prisão de Jair Bolsonaro simboliza um “regime de exceção” e não apenas um ato jurídico. O deputado disse que o ex-presidente é alvo de perseguição e prometeu viajar a Brasília para prestar apoio e participar de manifestações em defesa do aliado.

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou, em publicação na rede social X, que a prisão de Bolsonaro neste sábado “não é um ato jurídico, mas o sintoma de um problema muito mais grave\”. Para o deputado do PL, “o que está em jogo não é político, é a fronteira entre a civilização e a tirania”. “Não se trata de defender Bolsonaro, apenas.”

    “Não existiu uma pessoa que foi tão perseguida, não somente pela mídia, mas também pelo Judiciário”, afirmou Nikolas. Para ele, o objetivo é “calar esse cara, censurar, prender seus aliados, para fazer com que ele não esteja na corrida eleitoral de 2026”.

    O político também disse que, “quando o Estado passa a operar sob pretextos técnicos, você não está vendo justiça, mas uma instalação progressiva de um regime de exceção”.

    Em tom de ironia, Nikolas alegou que, “quando é uma manifestação, quando na verdade é uma vigília para orar, não pode, e é considerada uma manifestação criminosa”. “Finalmente vamos ter um País digno”, ironizou o político, “porque, afinal de contas, como é pintado, ele é o culpado de tudo”.

    O deputado federal por Minas Gerais também assegurou que estará em Brasília amanhã cedo, para “acompanhar Jair Bolsonaro de perto, prestar apoio, participar de manifestações e tudo que esteja ao nosso alcance. Que os senadores façam o mesmo”.

    Nikolas Ferreira afirma que prisão de Bolsonaro é sintoma de problema mais grave

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  • Flávio Bolsonaro: Isso tudo é medo? Querem enterrar todos os Bolsonaros vivos?

    Flávio Bolsonaro: Isso tudo é medo? Querem enterrar todos os Bolsonaros vivos?

    Em transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro afirmou que há perseguição contra o pai e criticou Alexandre de Moraes pela prisão preventiva. O senador disse que seguirá como candidato à reeleição ao Senado e defendeu apoio ao ex-presidente, rejeitando qualquer discussão sobre sucessão política neste momento

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse na tarde de hoje, 22, que é sua opinião parlamentar que há perseguição contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Afirmou também que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “tentou usar mais uma vez um filho para tentar culpar pela prisão do pai”.

    Em live, no seu canal no Youtube, o senador ressaltou que nunca disse que seria candidato à Presidência da República e que sempre afirmou que é candidato à reeleição ao Senado, se assim seu partido decidir. \”Isso tudo é medo? Querem enterrar todos os Bolsonaros vivos? Isso tudo é medo de quê?”, emendou.

    Na sequência, disse que o processo contra o pai está “cheio de simbologias”. “A decisão estava pronta desde ontem, dia 21. Por que ele quer prender no dia 22? Por que ele dá uma multa de R$ 22 milhões no partido quando Bolsonaro pede para que se investigue os indícios de problemas que possam ter havido nas eleições de 2022?”

    Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na transmissão que quem falar agora em sucessão “é um canalha”. “O momento não é de discutir isso. O momento é de dar suporte para um cara que está doente dentro do cárcere. O momento é de mostrar quem o povo está ao lado, que é o lado do Bolsonaro”, disse, em live no seu canal no Youtube.

    Flávio Bolsonaro: Isso tudo é medo? Querem enterrar todos os Bolsonaros vivos?

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  • Marçal diz que direita é refém de Bolsonaro e defende outsider em 2026

    Marçal diz que direita é refém de Bolsonaro e defende outsider em 2026

    Um ano após perder a eleição em São Paulo, Pablo Marçal tenta se afastar da política, mas ainda responde por processos ligados à campanha de 2024. O influenciador responsabiliza seu advogado pelo laudo falso contra Boulos, critica Lula e Bolsonaro e defende a ascensão de um outsider em 2026.

    (CBS NEWS) – Quando perdeu as eleições de São Paulo, em outubro do ano passado, o influenciador Pablo Marçal (PRTB) rapidamente virou a página. Voltou a tocar os negócios, a viralizar na internet com conteúdos inusitados e a vender cursos para pessoas que sonham em enriquecer.

    Suas ações na corrida eleitoral de 2024, porém, não serão facilmente esquecidas. O empresário acusou -de maneira falsa e reiterada- o adversário, o atual ministro Guilherme Boulos (PSOL), de cheirar cocaína, inclusive com a publicação de um laudo falsificado.

    Em entrevista à reportagem no prédio de sua empresa em Alphaville, em Barueri (Grande SP), o influenciador fala sobre aquele período, ao qual se refere como “guerra” e “loucura”. Responsabiliza seu advogado, Tassio Renam Botelho, pela publicação do laudo (ambos foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral) e diz que também foi difamado pelos outros candidatos.

    Tassio foi procurado pela reportagem, mas não respondeu. A defesa deles chegou a argumentar na Justiça Eleitoral que estava amparada no “direito à livre manifestação do pensamento” e que o conteúdo veiculado não foi fabricado, apenas divulgado.

    No início do mês, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo reverteu uma das condenações de Marçal na primeira instância, que tratava da gravação remunerada de vídeos para candidatos, assim como a pena de inelegibilidade. 

    O tribunal ainda julgará outras duas decisões, e ele só será considerado inelegível se uma das sentenças for confirmada.

    O influenciador desconversa sobre uma possível candidatura à Presidência em 2026. Diz que está desconectado do assunto, mas não descarta concorrer. Afirma que nenhum dos presidenciáveis lhe agrada e que torce para a ascensão de um outsider. Para ele, falta protagonismo entre as lideranças de direita, que ficaram reféns do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Marçal diz que o presidente Lula (PT) foi “a maior decepção de todos os tempos”, mas também o reconhece como “o político mais influente da história”. 

    Apesar da postura agressiva que adotou na última eleição, incluindo ataques pessoais aos adversários, afirma que o Brasil precisa de pacificação: “Tinha que parar com esse auê, é muita confusão”.
    *
    PERGUNTA – O que mudou um ano após as eleições?
    PABLO MARÇAL – A eleição é uma loucura. Não tem uma diferença na minha vida, mas aqueles 90 dias direto da eleição são um pesadelo para qualquer ser humano. Fica numa privação de não estar com quem você ama, tem que ficar rodeado por seguranças num nível assustador.

    Ali [na eleição] alguém precisava chamar a atenção, alguém de propósito rodou arquétipo de rebelde, de bobo da corte. Se não, não consegue chegar no ouvido de ninguém.

    P – Do debate o sr. saiu até com cadeirada, né?
    PM – Graças a Deus, aquilo ali foi bom demais, tá louco. [José Luiz] Datena pediu desculpas, eu também já resolvi com ele. Ele parece ser um cara muito bom, mas, como vi que ele tinha um emocional mais abalado que todo mundo, acabei indo para cima dele.

    P – O sr. se arrepende de algo?
    PM – Como conheço o tempo, o Cronos não permite ficar voltando atrás, mas acho que não precisa [daqui para frente] fazer a maioria das coisas. Já foi sacramentado, conhecido, eu dei o recado.

    P – Queria saber se o sr. sente que passou do limite em algumas situações. O sr. repetia que Guilherme Boulos tinha sido preso por porte de drogas e depois publicou aquele laudo, que todo mundo viu que era falso.
    PM – Menos eu, eu estava num podcast quando a equipe postou. Até hoje eu não vi esse laudo. Acho que isso foi completamente desnecessário. Se eu soubesse que era uma situação adversa da realidade jamais aprovaria.

    P – O sr. não viu o laudo nas redes?
    PM – Não vi, derrubaram as minhas redes.

    P – Mas o sr. nunca pediu para ver o documento?
    PM – Nunca toquei. Nunca mais mexi com isso, é irrelevante para mim. O que tem de gente maluca em eleição mandando dossiê, é o dia inteiro. Agora acreditar em maluco Quem do time que bancou isso aí, postou, que responda e se resolva com isso.

    P – Quem foi?
    PM – O advogado.

    P – O Tassio [Renam Botelho]?
    PM – É. Vai dar tudo certo porque ele é um cara de boa fé, acho que alguém entrou na cabeça dele.

    P – O logo que está no laudo falso é da Mais Clínicas, e o sócio já tinha aparecido com o sr. no Instagram.

    PM – Imagina o tanto de gente que eu não tiro foto, tiro 500 fotos num dia.

    P – Mas não é muita coincidência, que o sr. foi na clínica do médico
    PM – Fui algumas vezes e todos os lugares que eu vou, como eu sou muito influente, todo mundo quer tirar foto. Foto não vai mudar nada.

    P – Mas a questão não é a foto, é que o sr. conhecia esse homem e a clínica dele foi usada no laudo falsificado.
    PM – Não é a mesma clínica.

    P – Não é a clínica na qual o sr. se consultou, mas ele é o dono dessa clínica [do laudo].
    PM – Eu lá vou saber quantas empresas alguém tem?

    P – O sr. repetia nos debates que Boulos tinha sido preso por porte de drogas. Nós descobrimos que a sua campanha tinha o número de um processo, sob sigilo, referente a um homônimo. O sr. não sabia que não se tratava do verdadeiro Boulos?
    PM – Eu lembro de uma reportagem disso daí, mas a gente não chegou a mostrar. Acho que vocês estavam futricando numa coisa que alguém estava ameaçando postar. Mas vocês anteciparam essa notícia sem eu ter dado esse processo. Nunca vinculei a ele e nunca foi postado.

    P – Mas o sr. dizia que ele tinha sido preso.
    PM – Dizer é uma coisa, mas não trouxe o processo, vocês foram lá e caçaram. Vocês pegaram uma ilação, do tipo “o processo é esse”. Eu não sabia. É o que eu te falei, muita gente fica em cima o tempo inteiro trazendo dossiê.

    P – Mas por que o sr. dizia com tanta certeza algo que não tinha certeza?
    PM – Eles falaram as mesmas coisas sobre mim. A Tabata [Amaral] falava atrocidades e nunca vi vocês questionando. Ele [Boulos] falava coisas que não faziam o mínimo sentido. Me difamaram, nunca vi vocês questionando nada.

    P – O sr. estaria pronto para entrar numa campanha de novo?
    PM – Agora não. Estou focado na família, nos negócios. Se eu sentir no meu coração, vai ser diferente, mas agora estou 100% desconectado disso. Para decepção de muita gente, inclusive a sua (sorri). No tempo certo, se meu coração falar vai, eu vou.

    P – Depois da eleição o seu engajamento
    PM – Tem um ano caindo. Teve muita gente frustrada de não ganhar. A pessoa quer que eu fique dentro da eleição.

    Tem gente doente emocionalmente até hoje por causa da eleição do [Jair] Bolsonaro em 2022. Cara, vai cuidar da sua vida. No mesmo minuto que eu vi o gráfico virando, eu virei e fui embora, vamos embora trabalhar.

    P – Quem o sr. vê como o maior líder da direita?
    PM – Naturalmente a pessoa que governa o estado de São Paulo, o Tarcísio [de Freitas]. Sem a bênção do Bolsonaro, ele vale a metade. Com a bênção do Bolsonaro, sem a simpatia que deveria ter, vale uns 70% de uma pessoa que deveria disputar com o Lula.

    Eu estou vendo pesquisas que algumas pessoas mandam para mim e acho que o povo está meio de saco cheio dessa história de Lula e Bolsonaro. Acho que, se sai uma pessoa diferente, que mostra um caminho que a gente ainda não seguiu e que não é apadrinhado de ninguém, tem chance de romper isso aí.

    P – E essa pessoa não vai ser o sr.
    PM – Hoje eu não consigo te responder isso. Mas tem que ser alguém com o perfil parecido, outsider, próspero.

    P – Uma coisa que surpreendeu na eleição de São Paulo foi que, pela primeira vez, uma figura política, o sr., conseguiu contornar a influência que Bolsonaro tinha sobre os eleitores. Bolsonaro está enfraquecido?
    PM – A direita e a esquerda não têm dono, falta protagonista. Bolsonaro até me apoiaria, não me apoiou porque precisava do MDB e do [Michel] Temer para resolver esses processos aí. Acabou que não resolveu. Mas sim, eu tenho que rezar a cartilha dele para ele apoiar. Eu fui conversar com ele, e ele falou que a eleição iria cair no meu colo.

    P – O sr. acha que ele se vendeu para o centrão?
    PM – Vendeu não, política é desse jeito. O cara começa prometendo que é puro, depois acaba fazendo algumas coisas que não fazem sentido e, para resolver, em vez de assumir, acaba tendo que negociar. O centrão manda no país, não tem esse negócio de esquerda e direita. Quem manda no país não são os caras que pregam princípio, são os caras que pregam dinheiro.

    P – Em 2026 Lula leva ou tem chance para a direita?
    PM – Do jeito que está hoje, Lula não perde para ninguém. Infelizmente o Lula é o político mais influente da história.

    [Mas] Cada ano do Lula agora representa 10 mil, pelo fato de ele estar senil. Se nesse ano ele tiver a queda que o [Joe] Biden teve, aí é uma probabilidade de dar 100% errado para ele. A parte boa é que, como Lula é a única esperança, ele não está formando ninguém.

    P – Há novas lideranças na direita? O Nikolas [Ferreira] seria um exemplo?
    PM – Nikolas precisa de presença de comando e de idade. A vida está tão ruim que a opção acaba sendo o menos pior. Para mim não tem que ser nenhum dos que estão aí. O problema da ansiedade da política é que todo mundo acha que as opções estão aí. Não estão. Você constrói quando não está feliz, quando não quer. Peço a Deus que pessoas novas se levantem. Fica todo mundo refém de Bolsonaro.

    P – O sr. está esperando a resolução dos seus processos na Justiça Eleitoral para falar sobre candidatura?
    PM – Não, zero. Ficam toda hora me ligando e eu [falo] “não enche meu saco, não”. Eu não sei nem por que eu aceitei essa entrevista. Começa a acionar desejo que não faz sentido em um monte de gente.
    Eu acredito na justiça de Deus e acredito muito em gente sensata no Judiciário. Tem muita gente que é insensata, como em todo lugar.

    P – A direita bateu no sr. no ano passado porque o sr. não levantou [a voz] contra o ministro Alexandre de Moraes.
    PM – Falei do Alexandre. O negócio é que não falo o que não quero. Não sou obrigado.

    P – O sr. colocaria Moraes na coluna dos juízes íntegros ou não íntegros?
    PM – Não conheço os processos. Bolsonaro puxou muito para uma radicalização e o Moraes puxou para o outro lado. O Brasil tem que voltar para a pacificação, se não a gente vai viver nessa guerra. A gente tinha que parar com esse auê, é muita confusão.
    *
    RAIO-X- PABLO MARÇAL, 38
    Influenciador, palestrante e empresário. Bacharel em direito pela Universidade Paulista, foi candidato a prefeito de São Paulo pelo PRTB nas eleições de 2024, com 28% dos votos no primeiro turno.

    Marçal diz que direita é refém de Bolsonaro e defende outsider em 2026

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  • Lula quer foco em aprovação de Messias e deixa sucessão na AGU para segundo momento

    Lula quer foco em aprovação de Messias e deixa sucessão na AGU para segundo momento

    Aliados de Lula afirmam que a escolha do sucessor de Jorge Messias na AGU só será discutida após a sabatina no Senado. A prioridade do presidente é garantir a aprovação do aliado ao STF, enquanto nomes internos da instituição surgem como possíveis opções para futura indicação.

    (CBS NEWS) – Aliados do presidente Lula (PT) afirmam que não está na ordem do dia do presidente a definição sobre quem deverá assumir o comando da AGU (Advocacia-Geral da União) no lugar de Jorge Messias, recém-indicado para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo auxiliares do petista, a prioridade número 1 do chefe do Executivo é garantir a aprovação do nome do aliado na sabatina no Senado.

    Lula oficializou nesta quinta-feira (20) a indicação de Messias para a vaga aberta na corte com a saída do ministro Luís Roberto Barroso, contrariando a cúpula do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), trabalhava pela indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu antecessor no cargo e um de seus aliados mais próximos.

    Desde quinta, Alcolumbre tem demonstrado incômodo com a escolha de Messias e afirmado a interlocutores que trabalhará contra a aprovação do chefe da AGU.

    De acordo com aliados de Lula, os nomes que circulam nos bastidores como potenciais substitutos de Messias na AGU ainda não foram discutidos pelo presidente e estariam, neste momento, sendo defendidos por apoiadores dos próprios candidatos. Eles ressaltam que, até a sabatina, Messias seguirá à frente do órgão e, portanto, esse tema só será tratado posteriormente.

    Esses auxiliares apostam em uma solução caseira, com a indicação de quadros da própria AGU. Entre os cotados, estão o advogado-geral substituto, Flavio Roman, a secretária-geral de Contencioso, Isadora Cartaxo, a procuradora da Fazenda, Anelize Almeida, a procuradora-geral Federal, Adriana Venturini, e a procuradora-geral da União, Clarice Calixto. Outro nome lembrado é o da procuradora federal Manuellita Hermes.

    A escolha por uma mulher seria uma maneira de atenuar cobranças após a indicação de mais um homem branco para o Supremo, dizem interlocutores do petista. A escolha de Lula ter sido oficializada na data em que é celebrado o Dia da Consciência Negra foi criticada até mesmo por aliados. Eles avaliam que o movimento deu margem para mais críticas junto à sua base.

    Um interlocutor frequente de Lula não descarta que ele opte pelo que classifica como continuidade na gestão da AGU e, nesse cenário, cita o nome de Roman, que seria uma opção segura nesse sentido. Ele diz que Lula deverá, caso reeleito em 2026, indicar mulheres para o STF e avalia que escolher uma advogada-geral não atenuaria essa pressão sobre o petista.

    Aliados do presidente afirmam ainda que esse debate também deverá ficar para um segundo momento para não gerar dificuldades no processo da análise do nome de Messias no Senado. Tratar disso agora, afirmam, seria sinalizar ao Congresso que já consideram o nome do advogado-geral aprovado na Casa, desconsiderando o diálogo com os parlamentares.

    Além disso, poderia gerar uma duplicidade de comando no próprio órgão, uma vez que Messias seguirá à frente da AGU enquanto sua indicação tramitar no Senado. Três aliados que estiveram recentemente com Lula dizem que ele não tratou de eventuais substitutos do advogado-geral nas conversas sobre a indicação do aliado ao STF.

    A indicação para vagas no Supremo são prerrogativas da Presidência da República, mas os nomes precisam ser chancelados por ao menos 41 dos 81 senadores, em votação secreta.

    Lula quer foco em aprovação de Messias e deixa sucessão na AGU para segundo momento

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  • Desumano: veja repercussão da prisão de Bolsonaro entre políticos

    Desumano: veja repercussão da prisão de Bolsonaro entre políticos

    A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro postou, pouco depois das 6:30, os versículos 1 a 8 do salmo 121, conhecidos como “Canto da Peregrinação”, no Instagram, onde tem 7,7 milhões de seguidores

    A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro repercutiu logo cedo no mundo político. O líder da oposição na Câmara, o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) afirmou ao Estadão/Broadcast que prender Bolsonaro “é um ataque direto à democracia” e que o grupo resistirá. “Colocar Bolsonaro em regime fechado é desumano e injustos e se algo acontecer a Bolsonaro sob custódia, a responsabilidade será direta”, disse.

    Nas redes sociais, os posts também começaram a pipocar logo cedo. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro postou, pouco depois das 6:30, os versículos 1 a 8 do salmo 121, conhecidos como “Canto da Peregrinação”, no Instagram, onde tem 7,7 milhões de seguidores. Ela tem liderado a preferência de bolsonaristas como candidata nas próximas eleições, com a prisão de Bolsonaro.

    Fabio Wajngarten, que foi secretário-executivo do Ministério das Comunicações e chefe da Secretaria de Comunicação Social durante o governo Bolsonaro, afirmou que a prisão terá efeitos na próxima eleição. “É INACREDITÁVEL. Num sábado. Com estado de saúde totalmente comprometido. VERGONHOSO. 26 é logo ali”, escreveu Wajngarten no X.

    A deputada federal Carol de Toni (PL-SC), conhecida pelas posições conservadoras e por ter levado o filho recém-nascido à Câmara como protesto, também criticou a prisão. “A prisão do Presidente Bolsonaro é um dos maiores absurdos já cometidos pela ‘justiça brasileira’. O maior líder que a direita já teve, homem que não cometeu crime algum, foi submetido a um processo absolutamente nulo, agora é levado a prisão! Lutaremos até o fim contra essa injustiça.”

    Seu colega de partido e líder do PL na Câmara dos Deputados, o deputado federal e pastor Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) foi na mesma toada e tuitou que “Bolsonaro não roubou ninguém”

    O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi na mesma linha. \”Toda solidariedade a ele e à família. Passou da hora de uma reação contundente do Congresso para frear os abusos e ilegalidades feitos contra a oposição a Lula e ao PT!\”, escreveu no X.

    Políticos à esquerda, evidentemente, foram na direção oposta. A ex-deputada federal Manuela D’Ávila, que foi filiada ao PC do B, comemorou a prisão. Obrigada ao meu relógio biológico que me permitiu assistir ao vivo a prisão (ainda preventiva) de Bolsonaro. Espero estar acordada quando a prisão pela tentativa de golpe acontecer. Quem viveu o Brasil sob seu comando, Quem temeu viver no Brasil sob seu comando, Quem perdeu alguém no Brasil sob seu comando, Sabe o que celebramos. Eu celebro estar viva, com minha família, feliz e na luta.”, escreveu ela no Instagram, com uma foto da transmissão pela TV.

    A ex-ministra dos Direitos Humanos e deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) fez um post no qual diz que “a lei é para todos”.

    A viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, hoje vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, também comemorou. “Hoje um novo capítulo da história da democracia brasileira foi construído. O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi preso preventivamente via medida cautelar. O golpe, que sempre livrou a cara das elites brasileiras, é punido pela primeira vez exemplarmente.”

    Sua colega de partido, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) foi na mesma linha: “Jair Bolsonaro acaba de ser preso preventivamente e levado para a superintendência da Polícia Federal. Um bom dia desses hein?!”, escreveu, seguindo com as hashtags #semanistia e #bolsonaronacadeia.

    Desumano: veja repercussão da prisão de Bolsonaro entre políticos

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  • Moraes cancela todas autorizações de visitas concedidas quando Bolsonaro estava em domiciliar

    Moraes cancela todas autorizações de visitas concedidas quando Bolsonaro estava em domiciliar

    Entre as visitas agora canceladas estavam a dos governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Também havia autorização para a visita à Bolsonaro do secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento de todas as autorizações de visitas concedidas quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava em prisão domiciliar. O ex-chefe do Executivo foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 22, por risco de fuga.

    Entre as visitas agora canceladas estavam a dos governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Também havia autorização para a visita à Bolsonaro do secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP).

    Eventuais visitas a Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde o ex-presidente ficará custodiado, terão de ser autorizadas por Moraes. As únicas visitas autorizadas desde já são a dos advogados do ex-chefe do Executivo e da equipe média que acompanha seu tratamento.

    Moraes cancela todas autorizações de visitas concedidas quando Bolsonaro estava em domiciliar

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  • Bolsonaro recebeu PF sem Michelle em casa e não ofereceu resistência à prisão; leia bastidores

    Bolsonaro recebeu PF sem Michelle em casa e não ofereceu resistência à prisão; leia bastidores

    A Polícia Federal prendeu Jair Bolsonaro em Brasília neste sábado (22), após decisão de Alexandre de Moraes que citou riscos à ordem pública e descumprimento de medidas cautelares. O ex-presidente recebeu os agentes sem resistência, enquanto Michelle Bolsonaro foi informada da ação durante viagem ao Ceará

    Uma equipe da Polícia Federal chegou por volta das 6h10 à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado, 22, e comunicou a ele a ordem de prisão preventiva expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    Bolsonaro recebeu os agentes da PF e não ofereceu resistência à ordem. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estava em casa. Ela havia viajado para participar de um evento do PL no Ceará e foi avisada por telefone sobre a ação.

    Em publicação em uma rede social, a deputada Rosana Valle (PL-SP) disse que estava com Michelle quando ela recebeu a notícia. “Hoje, às 6h, ao lado de Michelle Bolsonaro, recebi a notícia da prisão de Jair Bolsonaro enquanto estávamos em solo cearense. Viemos para mais um encontro de lideranças femininas do PL Mulher. Ele está bem, confirmou à Michelle. Essa covardia não nos abala. Michelle está voltando para Brasília”, escreveu.

    Os advogados do ex-presidente também foram pegos de surpresa, já que na véspera haviam solicitado ao STF o cumprimento de prisão domiciliar por razões de saúde.

    A ação policial foi planejada na sexta-feira, 21, pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP), depois que o ministro Alexandre de Moraes proferiu a decisão de prisão preventiva.

    Acolhendo a um pedido da Polícia Federal, que citou riscos à ordem pública pela convocação de uma vígilia na porta do condomínio de Bolsonaro, Moraes determinou expressamente que a ordem de prisão fosse cumprida na manhã deste sábado sem uso de algemas e sem “exposição midiática”. Esse cumprimento aos finais de semana é atípico mas pode ocorrer em casos de urgência – o ex-ministro Walter Braga Netto também foi preso em um sábado, por exemplo.

    A prisão preventiva de Bolsonaro já havia sido solicitada pela PF em julho deste ano, na investigação que apurava ações do ex-presidente e do seu filho Eduardo Bolsonaro para interferir no andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe. Na ocasião, porém, Moraes preferiu adotar uma solução intermediária e determinou a imposição de tornozeleira eletrônica. Depois, diante de descumprimentos de cautelares, Moraes decretou a prisão domiciliar. Só agora, com o novo pedido apresentado pela PF, foi que o ministro decidiu decretar sua preventiva.

    Ele foi levado para a carceragem da Superintendência da PF em Brasília, que havia reformado uma cela para receber o ex-presidente no caso de uma preventiva.

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  • Moraes cita risco de Bolsonaro fugir para embaixada dos EUA e violação de tornozeleira na madrugada

    Moraes cita risco de Bolsonaro fugir para embaixada dos EUA e violação de tornozeleira na madrugada

    A decisão de Alexandre de Moraes levou à prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado em Brasília. O ministro citou risco de fuga para embaixadas e violação da tornozeleira eletrônica, enquanto o ex-presidente aguarda o desfecho do processo sobre a trama golpista e a pena de 27 anos

    (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou o risco de fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao determinar sua prisão preventiva neste sábado (22).

    Segundo o ministro, a tornozeleira eletrônica que Bolsonaro usa desde julho deste ano foi violada no início da madrugada. Moraes afirma que este seria um indício de que o ex-presidente poderia fugir, aproveitando o que seria uma movimentação diante do condomínio em que ele vive, durante uma vigília convocada por um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    “O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025”, afirma Moraes na decisão que determinou a prisão preventiva.

    “A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, acrescenta o ministro.

    Moraes diz também que Bolsonaro poderia buscar abrigo na embaixada dos EUA para evitar sua prisão, dias antes do fim do processo da trama golpista e início do cumprimento de sua pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

    “Importante destacar, ainda, que o condomínio do réu está localizado a cerca de 13 km (treze quilômetros) do Setor de Embaixadas Sul de Brasília/DF, onde fica localizada a embaixada dos Estados Unidos da América, em uma distância que pode ser percorrida em cerca de 15 (quinze) minutos de carro”, diz Moraes.

    O ministro afirma ainda que Bolsonaro teria planejado uma “fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país”.
    A Polícia Federal prendeu Bolsonaro preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, na reta final do processo da trama golpista.

    O ex-presidente estava em regime domiciliar desde 4 de agosto e foi levado pela PF após a decretação da prisão preventiva, sob justificativa de garantia da ordem pública. Uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho dele, para a noite deste sábado, motivou a decisão.

    Em nota, a PF disse que cumpriu mandado de prisão preventiva por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), que tem Alexandre de Moraes como relator do processo.

    A PF chegou à casa de Bolsonaro por volta das 6h, em comboio com ao menos cinco carros. O ex-presidente foi levado cerca de 20 minutos depois para a Superintendência da PF, onde ficará preso.

    A defesa do ex-presidente foi procurada, mas ainda não comentou. Segundo aliados, Bolsonaro estava soluçando, mas sereno quando foi preso.

    Moraes cita risco de Bolsonaro fugir para embaixada dos EUA e violação de tornozeleira na madrugada

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  • Michelle reage à prisão de Bolsonaro com versos bíblicos e desabafo

    Michelle reage à prisão de Bolsonaro com versos bíblicos e desabafo

    A ex-primeira-dama publicou o Salmo 121 e depois voltou às redes para criticar a justiça brasileira, relembrar o atentado de 2018 e afirmar que seguirá apoiando o marido. Michelle estava no Ceará e disse que retorna a Brasília ainda hoje

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recorreu às redes sociais para divulgar um versículo bíblico momentos após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, ocorrida na manhã deste sábado (22). Ela publicou o Salmo 121, conhecido por transmitir confiança na proteção divina.

    Logo depois, Michelle fez uma nova postagem afirmando que “não vamos desistir da nossa nação” e declarou apoio ao marido. Ela afirmou confiar na justiça divina, criticou decisões da justiça brasileira e relembrou o atentado de 2018, dizendo que as sequelas daquele episódio ainda acompanham o ex-presidente.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Instagram  

    Michelle mencionou ainda um trecho do Salmo 18 e disse acreditar que Bolsonaro não deve abandonar o propósito que, segundo ela, Deus teria designado. A ex-primeira-dama informou estar no Ceará e afirmou que retornaria a Brasília, agradecendo o apoio de apoiadores e pedindo que todos continuem em oração.

    Bolsonaro foi preso por volta das 6h e, segundo relatos, manteve a calma durante a ação. Michelle não estava na residência no momento da detenção. Após ser conduzido pela Polícia Federal, o ex-presidente chegou à sede da corporação às 6h35 e, depois dos procedimentos iniciais, foi transferido para uma Sala de Estado na Superintendência da PF, local reservado para autoridades.

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  • Urgente: Bolsonaro é preso pela Polícia Federal em Brasília

    Urgente: Bolsonaro é preso pela Polícia Federal em Brasília

    A Polícia Federal prendeu o ex-presidente na manhã deste sábado, em Brasília, durante a etapa final do processo sobre a trama golpista. A Justiça o condenou a 27 anos e três meses de prisão, marcando um dos capítulos mais duros da política recente.

    A Polícia Federal esteve na casa de Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22), em Brasília, e efetuou a prisão do ex-presidente na etapa final do processo sobre a trama golpista. 

    O ex-presidente cumpria prisão domiciliar quando a Polícia Federal o levou após a Justiça decretar a prisão preventiva, sob argumento de necessidade para garantir a ordem pública. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

    Na sexta-feira (21), a defesa apresentou ao STF um pedido para que ele permanecesse em casa. Na petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados citaram problemas de saúde e alegaram risco à vida do ex-presidente. Eles solicitaram que Bolsonaro continuasse em prisão domiciliar, regime em que estava desde 4 de agosto.

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