Categoria: POLÍTICA

  • Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

    Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

    Compõem a Primeira Turma, além de Moraes, que deliberou sobre a prisão, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, que participou do julgamento de Jair Bolsonaro pelo envolvimento na trama golpista não participará desta votação, já que migrou para a Segunda Turma

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve manter, por unanimidade, nesta segunda-feira, 24, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os ministros terão das 8h às 20h para depositarem seus votos, concordando ou não com o relator. Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde a manhã de sábado, 22, e sua prisão foi mantida em audiência de custódia neste domingo, 23.

    Compõem a Primeira Turma, além de Moraes, que deliberou sobre a prisão, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, que participou do julgamento de Jair Bolsonaro pelo envolvimento na trama golpista não participará desta votação, já que migrou para a Segunda Turma.

    Alexandre de Moraes determinou a prisão de Jair Bolsonaro no sábado, 22, alegando risco de fuga, após o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, convocar uma vigília de apoiadores na frente do condomínio onde o pai estava em prisão domiciliar. Além disso, na madrugada de sábado, o ex-presidente queimou a tornozeleira, conforme confissão do próprio Bolsonaro à agente da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal que foi verificar a ocorrência.

    Em audiência de custódia neste domingo, Bolsonaro culpou “paranoia” e “alucinação” pela tentativa de violar a tornozeleira. Mais tarde, em resposta a determinação do ministro Alexandre de Moraes, a defesa defendeu que, apesar de ter danificado a tornozeleira, Bolsonaro não retirou o equipamento e que não havia intenção de fuga. Os advogados pediram uma nova prisão domiciliar humanitária, apontando problemas de saúde. Moraes ainda não analisou o pedido.

    A defesa também protocolou um relatório dos médicos do ex-presidente, que apontaram que Bolsonaro passou a primeira noite na Superintendência da Polícia Federal sem intercorrências. Os médicos também apontaram que o ex-presidente sofreu quadro de “confusão mental” que, segundo eles, foi causado por um medicamento receitado por outra profissional de saúde.

    Decisão não muda prazos do trânsito em julgado

    A decisão da Primeira Turma sobre a prisão preventiva de Jair Bolsonaro não afeta o andamento do processo do ex-presidente, que está em fase final. Após a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão e a rejeição dos primeiros embargos de declaração das defesas de Bolsonaro e dos demais réus do núcleo 1 da trama golpista, um novo prazo vence no fim desta segunda-feira, 24.

    Considerando a jurisprudência da Corte, segundo juristas ouvidos pelo Estadão, a partir do fim do prazo dos chamados “embargos dos embargos”, o ministro Alexandre de Moraes já poderia decidir, de terça-feira, 25, em diante, se considera haver um caráter protelatório dos novos pedidos, determinando o trânsito em julgado da condenação. Isso levaria à transformação da prisão preventiva em definitiva, já para o cumprimento de pena.

    Há outros juristas, no entanto, que apontam que Moraes deveria esperar o término do prazo dos chamados \”embargos infringentes\”, que se encerraria apenas na sexta-feira, 28. O recurso é cabível, segundo jurisprudência da Corte, em caso de dois votos na Turma que condenou o réu. No caso de Bolsonaro, apenas um voto foi dado. Contudo, com base no regimento interno da Corte, que não explicita o número de votos, a defesa já apontou que tentará apresentar o recurso.

    Além de Bolsonaro, outro réu também está preso preventivamente: Walter Braga Netto foi detido em dezembro do ano passado e passaria também a cumprir pena com o trânsito em julgado. Os outros réus são Alexandre Ramagem (que conseguiu deixar o País e está na Flórida, nos EUA), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro). Este último não recorreu da decisão e já cumpre a pena.

    Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

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  • Moraes autoriza visitas dos filhos de Bolsonaro na Superintendência da PF

    Moraes autoriza visitas dos filhos de Bolsonaro na Superintendência da PF

    Carlos, Flávio e Jair Renan poderão visitar o ex-presidente em horários separados nesta semana, enquanto a defesa tenta reverter a prisão preventiva motivada pela tentativa de violar a tornozeleira eletrônica

    Após autorizar a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liberou também a entrada dos filhos de Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde o ex-presidente está preso preventivamente.

    No despacho deste domingo, Moraes permitiu que o vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro visitem o pai na próxima terça-feira, 25, entre 9h e 11h. Cada encontro deverá ocorrer de forma individual e terá duração máxima de 30 minutos.

    O vereador Jair Renan Bolsonaro também recebeu autorização para visitar o pai, com a visita marcada para quinta-feira, 27, no mesmo horário. O ministro manteve ainda liberada a entrada da equipe médica, com atendimento disponível em tempo integral, sem necessidade de autorização prévia.

    Na manhã de domingo, Bolsonaro participou por videoconferência da audiência de custódia realizada na sede da PF. Na ocasião, ele afirmou que tentou abrir a tampa da tornozeleira eletrônica porque estava sob “alucinação” e imaginou que havia uma escuta instalada no equipamento. A tentativa de violar a tornozeleira motivou a decretação da prisão preventiva.

    A audiência se restringiu à análise das condições da detenção, sem entrar no mérito das acusações que levaram à pena de 27 anos e 2 meses por participação na trama golpista.

    Durante a tarde, Michelle Bolsonaro visitou o ex-presidente entre 15h e 17h, conforme autorização concedida pelo ministro.

    Moraes autoriza visitas dos filhos de Bolsonaro na Superintendência da PF

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  • Defesa de Bolsonaro cita confusão mental e pede prisão domiciliar

    Defesa de Bolsonaro cita confusão mental e pede prisão domiciliar

    Advogados dizem que não houve tentativa de fuga e que o ex-presidente agiu confuso após efeitos da Pregabalina. Médicos confirmam episódio de alucinações, ajustes no tratamento e afirmam que Bolsonaro está estável sob monitoramento na PF em Brasília.

    Os advogados de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Tesser, afirmam que o episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica não configura tentativa de fuga. Segundo eles, os registros da Secretaria de Administração Penitenciária não apontam qualquer ação nesse sentido. A defesa sustenta que o comportamento do ex-presidente teria sido resultado de confusão mental associada ao uso de medicamentos, somada à idade e ao forte estresse ao qual estaria submetido.

    A manifestação foi apresentada após o ministro Alexandre de Moraes exigir, em 24 horas, esclarecimentos sobre o dano à tornozeleira. No sábado, o ministro determinou a prisão preventiva de Bolsonaro, ao considerar risco de fuga.

    Depois da explicação enviada ao STF, os advogados pediram que Moraes reavalie a decisão e volte a considerar o pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente.

    Na manhã deste domingo, 23, os médicos Leandro Echenique (cardiologista) e Claudio Birolini (cirurgião geral) visitaram Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em relatório enviado ao Supremo, afirmaram que ele passou a noite estável e relatou ter apresentado, na sexta-feira, 21, episódios de confusão mental e alucinações. Segundo os profissionais, esses sintomas podem ter sido provocados pelo uso de Pregabalina, medicamento prescrito por outra médica com a intenção de reforçar o tratamento.

    Os médicos afirmam que o remédio foi indicado sem o conhecimento da equipe que o acompanha regularmente e que apresenta interação significativa com outros fármacos que Bolsonaro já utiliza. A Pregabalina, segundo o documento, pode causar efeitos como desorientação, sonolência, perda de equilíbrio, alterações cognitivas e alucinações.

    Após identificarem a origem dos sintomas, os médicos suspenderam o medicamento e ajustaram o tratamento. Eles afirmam que Bolsonaro não apresentou novos episódios e que continuarão monitorando sua evolução clínica com reavaliações periódicas.
     
     

     

    Defesa de Bolsonaro cita confusão mental e pede prisão domiciliar

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  • Bolsonaro culpa remédios por ter mexido em tornozeleira, cita 'paranoia' e tem prisão mantida

    Bolsonaro culpa remédios por ter mexido em tornozeleira, cita 'paranoia' e tem prisão mantida

    Após a audiência, uma juíza auxiliar do STF (Supremo Tribunal Federal) validou e manteve a prisão preventiva de Bolsonaro. A ata da audiência diz que Bolsonaro afirmou que a paranoia aconteceu porque “tem tomado medicamentos receitados por médicos diferentes e que interagiram de forma inadequada (Pregabalina e Sertralina)”.

    (CBS NEWS) – Ao passar por audiência de custódia neste domingo (23) na superintendência da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que tentou abrir a tornozeleira eletrônica na sexta (21) porque teve uma “certa paranoia” devido ao uso de medicamentos e que só “caiu na razão” à meia-noite.

    Após a audiência, uma juíza auxiliar do STF (Supremo Tribunal Federal) validou e manteve a prisão preventiva de Bolsonaro.

    A ata da audiência diz que Bolsonaro afirmou que a paranoia aconteceu porque “tem tomado medicamentos receitados por médicos diferentes e que interagiram de forma inadequada (Pregabalina e Sertralina)”.

    Segundo o ex-presidente, ele tem “sono picado” e não dorme direito, e resolveu mexer na tornozeleira com um ferro de soldar, “pois tem curso de operação desse tipo de equipamento”.

    Ele disse que, ao voltar à razão, parou o uso da solda e comunicou aos agentes de custódia.

    “O depoente afirmou que estava acompanhado de sua filha, de seu irmão mais velho e um assessor na sua casa e nenhum deles viu a ação do depoente com a tornozeleira. Afirmou que começou a mexer com a tornozeleira tarde da noite e parou por volta de meia-noite”, diz a ata.

    “Informou que as demais pessoas que estavam na casa dormiam e que ninguém percebeu qualquer movimentação. O depoente afirmou que estava com ‘alucinação’ de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa. O depoente afirmou que não se lembra de surto dessa natureza em outra ocasião”, continua o documento.

    Na audiência, Bolsonaro disse que começou a tormar um dos remédios cerca de quatro dias antes da sua prisão.

    Bolsonaro culpa remédios por ter mexido em tornozeleira, cita 'paranoia' e tem prisão mantida

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  • Moraes autoriza que Michelle visite Bolsonaro na PF neste domingo

    Moraes autoriza que Michelle visite Bolsonaro na PF neste domingo

    Na decisão, Moraes afirma que a defesa não indicou quais filhos do ex-presidente também pretendem realizar a visita, providência necessária para o cadastramento. “Dessa maneira, deve completar o pedido. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”, afirmou o ministro.

    (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro visite o marido neste domingo (23). Ficou estabelecido horário entre 15h e 17h.
    Jair Bolsonaro (PL) está preso preventivamente desde sábado (22) por determinação de Moraes.

    Na decisão, Moraes afirma que a defesa não indicou quais filhos do ex-presidente também pretendem realizar a visita, providência necessária para o cadastramento. “Dessa maneira, deve completar o pedido. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”, afirmou o ministro.

    Moraes autoriza que Michelle visite Bolsonaro na PF neste domingo

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  • Lula diz que tudo mundo sabe o que Bolsonaro fez e minimiza fala de Trump

    Lula diz que tudo mundo sabe o que Bolsonaro fez e minimiza fala de Trump

    Após reunião do G20 na África do Sul, Lula afirmou que “todo mundo sabe o que Bolsonaro fez” e minimizou a fala de Donald Trump sobre a prisão do ex-presidente. O petista ressaltou que a decisão foi da Justiça brasileira e que o país é soberano em suas instituições.

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) afirmou neste domingo (23) que todo mundo sabe o que Jair Bolsonaro (PL) fez e minimizou a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que é uma pena a prisão do ex-presidente brasileiro.

    “A primeira coisa é que eu não faço comentário sobre decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão. Ele foi julgado. Ele teve todo direito à presunção de inocência. Foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento.”
    “Então, a justiça decidiu. Está decidido. Ele vai cumprir a pena que a justiça determinou. E todo mundo sabe o que ele fez”, completou. A declaração foi dada a jornalistas após encontro da Cúpula de Líderes do G20, realizada em Joanesburgo, na África do Sul.

    Bolsonaro foi preso preventivamente neste sábado (22) pela Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a justificativa de risco de fuga e ameaça à ordem pública.

    O ex-presidente está recolhido na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, no Distrito Federal, onde deve passar por audiência de custódia neste domingo.

    Lula também reagiu ao comentário feito pelo presidente americano no dia anterior. Após ser questionado sobre Bolsonaro, Trump disse que não tinha ficado sabendo da prisão e classificou o episódio como “uma pena”.

    Em resposta, Lula afirmou que: “Não tem nada a ver. O Trump tem que saber que nós somos um país soberano, que a nossa Justiça decide. E o que está decidido aqui está decidido.”

    Lula diz que tudo mundo sabe o que Bolsonaro fez e minimiza fala de Trump

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  • Bolsonaro foi preso 653 dias após início de investigação; veja cronologia

    Bolsonaro foi preso 653 dias após início de investigação; veja cronologia

    A prisão preventiva de Jair Bolsonaro marca o ponto mais dramático da investigação sobre a tentativa de golpe de 2022. Após condenação, violações de medidas cautelares e sucessivas tensões políticas, o ex-presidente foi levado pela PF em meio a suspeitas de fuga e risco à ordem pública.

    (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal neste sábado (22), 653 dias após ter sido deflagrada, em fevereiro de 2024, a Operação Tempus Veritatis, com o objetivo de apurar a existência de uma organização criminosa envolvida na tentativa de golpe de Estado de 2022.

    Bolsonaro já estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, em razão de descumprimento de cautelar que o proibia de usar as redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.

    Em setembro, ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão sob acusação de liderar a trama para permanecer no poder. Também foram condenados os outros sete réus do chamado núcleo crucial da trama golpista, todos ex-ocupantes de altos cargos no governo do ex-presidente.
    No período da investigação, Bolsonaro ficou impedido de sair do país, admitiu a possibilidade de pedir asilo e convocou manifestações a favor da anistia.

    Ele também disse achar que morreria na prisão, chamou de “malucos” apoiadores que estiveram em acampamentos golpistas incentivados por ele e foi alvo de medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica.

    Por fim, foi levado pela PF após a decretação da prisão preventiva, sob justificativa de garantia da ordem pública diante de risco de fuga, violação da tornozeleira eletrônica e uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho dele.

    Veja uma cronologia com vídeos e imagens de momentos que marcaram a investigação sobre a tentativa de golpe, desde a deflagração da Tempus Veritatis até a prisão preventiva.
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    8.fev.2024 -Operação Tempus Veritatis

    Bolsonaro e aliados são alvo de operação para investigar a tentativa de golpe. O ex-presidente fica impedido de sair do país e de manter contato com aliados.

    A operação foi embasada em material coletado no inquérito das milícias digitais e na delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do político.

    12.fev.2024 -Estadia na embaixada da Hungria

    O ex-presidente fica dois dias na embaixada da Hungria em Brasília depois de operação da PF que apreendeu seu passaporte.

    Posteriormente, a defesa do político disse que a visita ocorreu apenas no contexto de conversa com autoridades, sem que houvesse tentativa de fuga.

    25.fev.2024 -Manifestação na Paulista

    Acuado com as investigações, Bolsonaro reúne milhares de apoiadores na avenida Paulista, em São Paulo, com críticas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e STF. Ele pede anistia aos ataques golpistas do 8 de Janeiro.

    Um projeto no Legislativo abordava o pedido. Depois dele, outros PLs se somaram com brechas que poderiam beneficiar o ex-presidente. O político faria mais atos ao longo do ano.

    15.mar.2024 -Ex-chefe da FAB fala que golpe poderia ter sido consumado

    O ex-comandante da Aeronáutica Baptista Júnior afirma em depoimento à Polícia Federal que o golpe teria sido consumado se o então comandante do Exército, general Freire Gomes, tivesse concordado.

    Baptista Júnior afirmou que Freire Gomes chegou a comunicar que prenderia Bolsonaro caso o político tentasse o golpe. Em junho do ano seguinte, Gomes negaria a ameaça de prisão.

    28.out.2024 -Discussão sobre anistia protelada

    O então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decide criar uma comissão especial para analisar o projeto de anistia a golpistas do 8 de Janeiro.
    Com a medida, a discussão sobre o projeto volta à estaca zero. A anistia com extensão do perdão a Bolsonaro é vista como projeto central para políticos do PL.

    13.nov.2024 -Explosão em Brasília

    Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, morre ao se explodir em frente ao STF.

    Dias depois, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, atrelam o episódio a investigações que envolvem Bolsonaro.

    19.nov.2024 -PF prende militares suspeitos de envolvimento com plano para matar autoridades

    São presos os suspeitos de participarem de um plano para matar o presidente Lula (PT), seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e Moraes.

    Entre os alvos da operação, batizada de Contragolpe, estava o general da reserva Mário Fernandes. Posteriormente, a PGR iria afirmar que Bolsonaro concordou com o plano. O político nega.

    21.nov.2024 -Indiciamento da PF

    A PF (Polícia Federal) indicia Bolsonaro e mais 36 pessoas pela trama golpista, que teria sido engendrada a partir de diferentes frentes, de ataques ao sistema eleitoral à incitação de militares.

    O indiciamento se deu com provas obtidas ao longo de quase dois anos, segundo a PF.

    28.nov.2024 -Bolsonaro admite possibilidade de asilo

    Bolsonaro admite a possibilidade de pedir refúgio em embaixada para evitar a prisão. “Embaixada, pelo que vejo na história do mundo, quem se vê perseguido, pode ir para lá”, disse.

    “Se eu devesse alguma coisa, estaria nos Estados Unidos, não teria voltado.” A defesa do político nega que ele tenha, com a frase, admitido a possibilidade de asilo.

    14.dez.2024 -Braga Netto é preso

    A PF prende o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa derrotada de 2022.

    Endereços ligados ao general também foram alvo de busca e apreensão. A preventiva se dá em razão de tentativa de obstrução de Justiça.

    7.fev.2025 -Bolsonaro defende revogar a Ficha Limpa

    O ex-presidente defende a revogação da Ficha Limpa para se beneficiar com a medida. Ele afirma em vídeo nas redes sociais que a lei serve para “perseguir a direita”.

    A fala conta com suporte na Câmara dos Deputados com proposta de Bibo Nunes (PL-RS) de alterar a legislação.

    18.fev.2025 -PGR faz denúncia

    A PGR denuncia Bolsonaro sob acusação de liderar a tentativa de golpe de Estado. Outras 33 pessoas são denunciadas, incluindo 23 militares, 7 deles oficiais-generais.

    O ex-presidente é acusado de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em uma organização criminosa.

    20.fev.2025 -Ex-presidente se pronuncia sobre denúncia

    Em primeira fala pública sobre a denúncia, o político tripudia sobre a possibilidade de ser preso. “O tempo todo [é] ‘vamos prender o Bolsonaro’. Caguei para a prisão”, diz durante seminário de comunicação do PL.

    18.mar.2025 -Eduardo Bolsonaro anuncia licenciamento

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anuncia que vai se licenciar do mandato para continuar uma ofensiva nos Estados Unidos contra Moraes.

    Ele já havia feito um périplo para conversar com autoridades americanas sobre o caso. A atuação do parlamentar se coaduna com falas públicas do pai, que já falou sobre a necessidade de “ajuda de fora” para alcançar seus objetivos políticos.

    26.mar.2025 -STF recebe denúncia contra Bolsonaro

    A Primeira Turma do STF recebe, por unanimidade, a denúncia da PGR e torna réus Jair Bolsonaro e outros acusados de integrar o núcleo central da trama golpista de 2022.

    No mesmo dia, na porta do Senado, o ex-presidente faz pronunciamento em que renova os ataques a Moraes e ao sistema eleitoral. A sessão no Supremo, com falas de ministros que retomam o golpe de 1964, é considerada histórica.

    28.mar.2025 -‘Débora do Batom’ vai para prisão domiciliar

    A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, transformada pelo bolsonarismo em símbolo a favor da anistia, é transferida para prisão domiciliar. Ela estava detida em razão de preventiva decretada em março de 2023.

    A decisão foi considerada por Bolsonaro um “recuo tático” em razão da crescente pressão por anistia. Débora foi condenada 3 dias antes a 14 anos de prisão em regime fechado pela participação no 8 de janeiro. O ministro Fux foi quem mais divergiu, com pedido de pena de 1 ano e 6 meses.

    29.mar.2025 – ‘É o fim da minha vida’, diz Bolsonaro

    O ex-presidente fala à Folha que conversou com auxiliares sobre estado de defesa e sítio. Ele afirma que uma prisão seria o “fim” da sua vida, posicionamento reiterado posteriormente em outras entrevistas.
    Pouco tempo depois, ele afirmaria “eu vou morrer na cadeia”.

    6.abr.2025 –Nova manifestação por anistia

    Bolsonaro faz nova pressão por anistia. A manifestação conta com a presença de sete governadores, dentre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo.

    O batom foi um dos símbolos da manifestação, em referência a Débora.

    9.jun.2025 -Cid diz que Bolsonaro ‘enxugou’ minuta golpista

    O delator Mauro Cid afirma em depoimento no STF que Bolsonaro recebeu e editou uma minuta de golpe no fim de 2022.

    Segundo o tenente-coronel, o ex-presidente retirou o nome de autoridades que iriam para a prisão, com a exceção de Alexandre de Moraes.

    10.jun.2025 -Interrogatório

    Durante interrogatório no STF, Bolsonaro pede desculpas a Moraes por insinuar que o ministro ganhou dinheiro com fraudes eleitorais.

    O ex-presidente admite ter estudado “possibilidades” sobre o resultado das eleições de 2022 e chama de “malucos” os apoiadores em acampamentos após o pleito.

    9.jul.2025 -Tarifaço

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impõe sobretaxa de 50% a produtos brasileiros e relaciona a medida ao julgamento de Bolsonaro no STF.
    A decisão ocorre dias depois de manifestações de Trump nas redes sociais a favor do político brasileiro.

    18.jul.2025 -STF impõe tornozeleira a Bolsonaro

    O ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de buscas da PF e de medidas cautelares, como uso de tornozeleira e proibição de usar as redes sociais mesmo por intermédio de terceiros.

    Ele passa a ser investigado por crimes como coação e obstrução de Justiça, imputados também a Eduardo Bolsonaro em inquérito sobre a atuação do parlamentar no exterior.

    21.jul.2025 -Eduardo Bolsonaro admite que sabia de possibilidade de tarifaço contra Brasil

    Eduardo Bolsonaro, que já vinha atrelando o tarifaço dos EUA a sua ofensiva no exterior, admite que sabia que a sanção poderia ser aplicada ao Brasil.

    Ele afirma que as medidas cautelares contra o pai eram previsíveis, haja vista tendência de Moraes de “dobrar a aposta” em momentos de tensão, na opinião do político.

    24.jul.2025 -Moraes nega pedido de prisão, mas diz que Bolsonaro descumpriu regras

    O ministro do STF chama de “irregularidade isolada” replicação por Eduardo Bolsonaro de fala do ex-presidente nas redes sociais.

    Segundo Moraes, o comportamento quebrou a proibição dada a Jair Bolsonaro de usar as redes sociais, explicada em despacho que gerou críticas por imprecisão.

    30.jul.2025 -EUA sancionam Moraes com Lei Magnitsky

    Os Estados Unidos sancionam Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, norma do país voltada a punir estrangeiros violadores dos direitos humanos e acusados de corrupção.

    O país diz que o magistrado persegue Jair Bolsonaro e age contra a liberdade de expressão. O uso da Magnitsky contra Moraes é contestado por especialistas como William Browder, incentivador global da lei.

    4.ago.2025 -Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro

    Moraes decreta a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, alegando que o político descumpriu, durante participação por intermédio de terceiros em manifestações do dia 3 de agosto, medida cautelar que proibia o uso de redes sociais.

    As manifestações pediam o impeachment de Moraes e falavam a favor da anistia. Depois da prisão do político, aumentou a pressão de bolsonaristas sobre os dois temas, e parlamentares chegaram a fazer motim na Câmara dos Deputados.

    20.ago.2025 – PF indicia Bolsonaro por obstrução de Justiça

    O ex-presidente é indiciado, junto a Eduardo Bolsonaro, por tentativa de obstruir o julgamento sobre a trama golpista. Mensagens com xingamento de Eduardo a Jair são vazadas, e o pastor Silas Malafaia é alvo de busca e apreensão.

    A PF afirma que o ex-presidente preparou pedido de asilo para a Argentina.

    26.ago.2025 – Bolsonaro monitorado por policiais

    Moraes manda a polícia monitorar 24 horas por dia a casa do ex-presidente. A medida foi considerada necessária para evitar fuga às vésperas do julgamento da tentativa de golpe, marcado para começar no dia 2 de setembro.

    2.set.2025 – Início do julgamento

    O ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, abrem o julgamento na Primeira Turma do STF de Bolsonaro e dos outros sete réus, defendendo punições pela trama golpista. Enquanto isso, fora da corte, partidos aceleraram as articulações por uma anistia.

    O ex-presidente não vai à sessão alegando crises de soluço. Ele recebe em casa, em clima de desânimo, seus filhos Carlos e Jair Renan.

    7.set.2025 – Bandeira dos EUA na Paulista

    Em nova manifestação organizada pelo pastor Silas Malafaia, um público estimado em 42 mil pessoas se reúne na Avenida Paulista pedindo a anistia do ex-presidente. Uma enorme bandeira dos Estados Unidos é aberta na via.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cobra anistia, ataca o STF e chama Moraes de ditador.

    11.set.2025 – Bolsonaro é condenado

    Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. Também foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa armada, abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

    Foram condenados pelos mesmos tipos penais, a penas de 2 a 26 anos, os outros sete réus do chamado núcleo crucial do caso.

    O resultado de 4 votos a 1 pela punição consolidou um dos mais importantes julgamentos da história do STF. O contraponto no julgamento coube a Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro e minimizou a gravidade da maior parte das acusações.

    14.set.2025 – Câncer de pele

    Bolsonaro deixa a prisão domiciliar no dia 14 de setembro, sob escolta policial, para fazer exames em um hospital de Brasília. Duas lesões retiradas durante procedimento apontam câncer de pele. Segundo médico, a retirada das lesões elimina a necessidade de tratamentos adicionais como quimioterapia.

    O ex-presidente volta ao hospital no dia 16, em decorrência de uma crise de vômito e soluços, e tem alta no dia seguinte. Aliados citam saúde debilitada para defender a permanência da prisão domiciliar após condenação.

    16.set.2025 – PEC da Blindagem aprovada na Câmara

    Em resposta ao STF, a Câmara dos Deputados aprova o texto principal da PEC da Blindagem, que previa ampliar o foro especial e proteger parlamentares não só em relação a investigações criminais, mas também abrir brecha na área cível.

    21.set.2025 – Protestos da esquerda

    Manifestantes vão às ruas em todas as capitais em atos convocados pela esquerda contra a PEC da Blindagem e a proposta de anistia a Bolsonaro e aos condenados pelo 8 de janeiro. A presença de artistas impulsionou as manifestações.

    24.set.2025 – PEC da Blindagem enterrada no Senado

    Senado decide arquivar a PEC da Blindagem após forte pressão da opinião pública. O fim da tramitação da proposta foi declarado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), depois de ela ser declarada inconstitucional por unanimidade pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

    21.out.2025 – STF condena núcleo de desinformação

    A Primeira Turma do STF condena, por 4 votos a 1, todos os sete réus do núcleo da desinformação da trama golpista. O núcleo é formado por ex-integrantes do governo Bolsonaro de escalões inferiores, militares do Exército e acusados de disseminar desinformação sobre as eleições.

    22.out.2025 – Acórdão é publicado

    O STF publica o acordão com a decisão que condenou Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Com a publicação, que formaliza o resultado do julgamento, passam a contar os prazos para que as defesas possam recorrer.

    30.out.2025 – Início da pena de Mauro Cid

    Moraes determina retirada de tornozeleira eletrônica e o início do cumprimento da pena do tenente-coronel Mauro Cid, condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto, pela participação na trama golpista.

    Cid foi o único que não recorreu da sentença da Primeira Turma do Supremo, satisfeito com a manutenção de seu acordo de colaboração premiada.

    7.nov.2025 – Recursos de condenados são negados

    A Primeira Turma do STF rejeita, por unanimidade, os recursos do ex-presidente e dos demais réus do núcleo central da trama golpista contra a condenação imposta a eles pelo colegiado. O julgamento ocorreu no plenário virtual.

    18.nov.2025 – General absolvido

    Pela primeira vez um dos réus no processo da trama golpista é absolvido. Os ministros da Primeira Turma livram o general da reserva Estevam Theophilo de todas as acusações por falta de provas. Os outros nove réus do chamado núcleo operacional da trama golpista são condenados. No total, 24 pessoas foram consideradas culpadas pelo STF até este momento.

    20.nov.2025 – Trump retira sanções

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assina decreto que retira as tarifas de 40% sobre alguns produtos agrícolas do Brasil.

    Em comunicado, Trump cita a conversa que teve por videoconferência com o presidente Lula e afirma que ouviu opiniões de outras autoridades no sentido de que as tarifas não são mais necessárias.

    21.nov.2025 – Defesa fala em ‘risco à vida’

    Defesa de Jair Bolsonaro pede ao STF, mais uma vez, que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, às vésperas do fim do processo da trama golpista na corte.

    Na petição, feita ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados enumeram os problemas de saúde de Bolsonaro e falam em “risco à vida”.

    22.nov.2025 – Bolsonaro é preso preventivamente

    O ex-presidente é levado para a Superintendência da PF após a decretação da prisão preventiva pelo ministro Alexandre de Moraes.

    Ao determinar a prisão, moraes citou a violação da tornozeleira eletrônica no início da madrugada, o risco de fuga para a embaixada dos EUA e uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente.

    Bolsonaro foi preso 653 dias após início de investigação; veja cronologia

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  • Bolsonaro disse a agente que tentou abrir tornozeleira com 'ferro quente'

    Bolsonaro disse a agente que tentou abrir tornozeleira com 'ferro quente'

    Na tarde deste sábado (22), Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro esclareça o motivo de ele ter tentado avariar a tornozeleira eletrônica. A informação inicial era de que Bolsonaro havia batido o dispositivo na escada.

    (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou a uma agente que fez uso de “ferro quente” para tentar abrir sua tornozeleira eletrônica. A declaração está registrada em vídeo e num relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.

    A tentativa de violação foi um dos pontos citados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao determinar a prisão do ex-presidente.

    Na tarde deste sábado (22), Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro esclareça o motivo de ele ter tentado avariar a tornozeleira eletrônica.

    “O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case. No momento da análise o monitorado foi questionado acerca do instrumento utilizado”, diz o documento da Seape, assinado por Rita Gaio, diretora adjunta do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica.

    De acordo com o documento, a informação inicial era de que Bolsonaro havia batido o dispositivo na escada.

    Mas, após a entrada da servidora da secretaria no local, “a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada”.

    Em vídeo, a servidora da administração penitenciárias do DF pergunta a Bolsonaro que hora ele teria começado a tentar violar a tornozeleira. O ex-presidente respondeu que no final da tarde.

    Bolsonaro disse a agente que tentou abrir tornozeleira com 'ferro quente'

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  • Aliados veem Flávio na mira de Moraes com prisão de Bolsonaro e ensaio de candidatura a presidente

    Aliados veem Flávio na mira de Moraes com prisão de Bolsonaro e ensaio de candidatura a presidente

    Flávio convocou a vigília em frente ao condomínio de Jair Bolsonaro (PL), um ponto central da decisão do ministro de prender o ex-presidente pelo risco de fuga, junto com a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada

    (CBS NEWS) – Congressistas de direita e aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmam que a prisão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (22) fez o senador entrar também na mira do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    O irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), respondeu a inquérito na corte e é réu por coação há uma semana.

    Flávio convocou a vigília em frente ao condomínio de Jair Bolsonaro (PL), um ponto central da decisão do ministro de prender o ex-presidente pelo risco de fuga, junto com a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada. Para a Polícia Federal, o ato dificultaria o cumprimento de uma ordem de prisão ao fim do processo da trama golpista no STF.

    A pressão sobre Flávio ocorre num momento em que cresciam as movimentações na direita para que ele desistisse da reeleição ao Senado pelo Rio de Janeiro e fosse o representante da família na disputa presidencial de 2026 contra Lula (PT). Congressistas próximos a ele dizem que o senador tinha passado a cogitar essa possibilidade mais seriamente nos últimos dias.

    Eduardo já demonstrou interesse em concorrer à Presidência da República, mas está nos Estados Unidos e não pretende voltar ao Brasil, temendo ser preso. Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disputaria vaga no Senado pelo Distrito Federal, enquanto o outro filho, Carlos, pretende concorrer a senador em Santa Catarina -o que abriu um racha na direita local, já que ele é vereador pelo Rio de Janeiro.

    Políticos dos partidos do centrão preferem lançar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por entenderem que ele teria menor rejeição e mais chances de vitória. Flávio, entretanto, se tornou a principal opção da família para encabeçar uma chapa presidencial, caso a estratégia seja manter o sobrenome em evidência e evitar a perda do espólio político do clã.

    Na avaliação de aliados e congressistas do PL, o senador agora deve virar um dos alvos preferenciais de Moraes após a convocação da vigília e a prisão preventiva do pai.

    Moraes cita Flávio explicitamente em decisão, ao dizer que a convocação de uma vigília e orações em frente ao condomínio eram, na verdade, um indicativo de “repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu [Jair Bolsonaro], no sentido da utilização de manifestações populares criminosas, com o objetivo de conseguir vantagens pessoais”.

    O magistrado afirma que o vídeo publicado pelo senador para convocar o ato “incita o desrespeito ao texto constitucional, à decisão judicial e às próprias instituições, demonstrando que não há limites da organização criminosa na tentativa de causar caos social e conflitos no país”.

    No material publicado no X (ex-Twitter), Flávio faz referências bíblicas e convoca apoiadores do ex-presidente para a vigília. Ele cita como objetivo “pedir a Deus que aplique a sua Justiça”. Você vai lutar pelo seu país ou assistir tudo aí do celular, da sua casa? Eu te convido a lutar com a gente”, disse.

    Moraes destaca a atuação dos filhos do ex-presidente ao decidir pela prisão preventiva neste sábado.

    “Primeiro, um dos filhos do líder da organização criminosa, Eduardo Bolsonaro, articula criminosamente e de maneira traiçoeira contra o próprio país, inclusive abandonando mandato parlamentar. Na sequência, o outro filho do líder da organização criminosa, Flávio Bolsonaro, insultando a Justiça de seu país, pretende reeditar acampamentos golpistas e causar caos social, ignorando responsabilidade como senador”, argumentou.

    O senador rebateu, em transmissão ao vivo nas redes sociais, as acusações de que teria convocado uma manifestação para distrair a polícia e permitir a fuga de Bolsonaro para uma embaixada. Segundo Flávio, seria “humanamente impossível” que ele deixasse a casa, mesmo ao violar a tornozeleira eletrônica, com “todo o aparato que Moraes colocou para cercar o cativeiro de Bolsonaro”.

    O congressista também rebateu as especulações sobre uma possível candidatura presidencial, afirmando não ser hora de tratar do substituto. “Nunca falei que sou candidato a presidente da República. Sempre falei que sou candidato à reeleição ao Senado no estado, se assim o partido decidir. Isso tudo aqui é medo? Querem enterrar todos os Bolsonaros vivos?”, questionou.

     

    Aliados veem Flávio na mira de Moraes com prisão de Bolsonaro e ensaio de candidatura a presidente

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  • Bolsonaro recebeu visita de deputado Nikolas Ferreira horas antes de tentar romper tornozeleira

    Bolsonaro recebeu visita de deputado Nikolas Ferreira horas antes de tentar romper tornozeleira

    Horas antes de ser preso, Jair Bolsonaro recebeu a visita de Nikolas Ferreira em sua casa em Brasília. Pouco depois, o ex-presidente admitiu ter usado ferro de solda para danificar a tornozeleira eletrônica, o que levou Alexandre de Moraes a decretar sua prisão preventiva por risco de fuga.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso neste sábado, 22, recebeu a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) horas antes de tentar romper a tornozeleira eletrônica usada para monitorá-lo, mostram imagens do Jornal Nacional, da TV Globo.

    Bolsonaro foi preso por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que apontou violação da tornozeleira eletrônica e “elevado risco de fuga”.

    A policiais penais que faziam a escolta de sua residência, em Brasília, o ex-presidente admitiu ter danificado o equipamento. “Meti ferro quente aí (no case da tornozeleira). Curiosidade. (…) Ferro de solda”, disse Bolsonaro a uma agente. “Não rompi a pulseira, não. Está tranquilo aí.”

    Conforme o Jornal Nacional, Bolsonaro recebeu Nikolas na sexta-feira, 21. Os dois foram vistos conversando na área externa da casa, enquanto o deputado federal usava o celular, medida proibida por Moraes em decisão de agosto, quando decretou a prisão domiciliar do ex-presidente.

    Relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal diz que uma violação na tornozeleira foi detectada às 00h07 deste sábado. O sistema de monitoramento da tornozeleira acionou imediatamente a equipe de policiais penais que fazia a escolta da residência do ex-presidente.

    “A informação inicial recebida pelos escoltantes era que o monitorado havia batido o dispositivo na escada”, diz o relatório subscrito pela policial penal Rita Gaio, diretora adjunta do centro de monitoramento.

    “Após autorizada a entrada no recinto buscamos um espaço com boa iluminação e energia elétrica, disponível já na sala principal da edificação. Diferente do que havia sido informado inicialmente, a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada”, acrescenta.

    Em seguida, ao analisar a tornozeleira, ela verificou a existência de queimaduras no dispositivo. “O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Haviam marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”, diz o documento.

    A equipe, então, questionou Bolsonaro sobre o rompimento do dispositivo. A resposta foi registrada no relatório. “Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, diz o documento. A equipe também gravou um vídeo da avaria e da resposta do ex-presidente. Depois disso, a tornozeleira danificada, que será periciada, foi substituída por outro equipamento.

     

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