Categoria: POLÍTICA

  • Bolsonaro tem alta, deixa hospital e volta à prisão na PF após decisão de Moraes

    Bolsonaro tem alta, deixa hospital e volta à prisão na PF após decisão de Moraes

    Ex-presidente deixou o hospital DF Star, onde estava internado desde o último dia 24 para fazer uma cirurgia de hérnia

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º) e voltou a cumprir sua pena na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negar o pedido da defesa pela prisão domiciliar.

    No final da tarde, Bolsonaro deixou o hospital DF Star, onde estava internado desde o último dia 24 para fazer uma cirurgia de hérnia. Ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço -motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

    Com a previsão de que Bolsonaro teria alta nesta quinta, a defesa pediu que ele não voltasse para a superintendência da PF devido ao risco de agravamento do caso, o que foi negado por Moraes.

    Bolsonaro cumpre pena após ser condenado por liderar uma trama golpista depois da derrota nas eleições de 2022. Ele está preso na sede da PF desde o dia 22 de novembro, após ter violado a tornozeleira eletrônica. Antes disso, cumpria prisão domiciliar.

    Em sua decisão, Moraes disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    “Destaco, ainda, que todas as prescrições médicas indicadas como necessárias na petição da defesa podem ser integralmente realizadas na Superintendência da Polícia Federal, sem qualquer prejuízo à saúde do custodiado, uma vez que, desde o início do cumprimento de pena, foi determinado plantão médico 24 horas por dia; bem como autorizado acesso integral de seus médicos, com os medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de comida produzida por seus familiares”, afirmou o ministro.

    Segundo o último boletim médico sobre o estado de saúde de Bolsonaro, divulgado na quarta (31), o resultado da endoscopia revelou a “persistência de esofagite e gastrite”.

    “[Ele] segue em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno [aparelho que ajuda na respiração] e medidas preventivas para trombose”, diz o documento.

    Bolsonaro recebeu uma série de orientações de autocuidado que terá que seguir, por exemplo, comer de forma mais fracionada e não deitar depois de se alimentar para não ter refl uxo. Segundo os médicos, ele seguirá com curativos depois da alta e precisará dispensar atenção especial ao risco de queda em razão do uso do CPAP.

    Ainda conforme a equipe, Bolsonaro também pediu, nos dias de internação, para fazer uso de remédios antidepressivos, que passaram a ser administrados pelos médicos durante a permanência dele no hospital.

    Na cela da superintendência da PF em que Bolsonaro cumpre a pena não há convívio com outros detentos e há maior conforto do que num presídio. O espaço é um quarto de 12 m², com televisão, ar-condicionado, banheiro privado e uma escrivaninha.

    As visitas a Bolsonaro são restritas e precisam ser autorizadas por Moraes previamente, com exceção daquelas feitas pelos médicos e advogados do ex-presidente. Até o momento, Bolsonaro recebeu as visitas de sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan.

    Bolsonaro tem alta, deixa hospital e volta à prisão na PF após decisão de Moraes

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes rejeita prisão domiciliar para Bolsonaro

    Moraes rejeita prisão domiciliar para Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para…
    leia mais no Notícias ao Minuto Brasil aqui.

    Moraes rejeita prisão domiciliar para Bolsonaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro solicita remédio inusitado em internação: "piora considerável"

    Bolsonaro solicita remédio inusitado em internação: "piora considerável"

    Nesta quarta (31), ele passou por um novo exame de endoscopia na manhã, apresenta quadro estável e não teve intercorrências.

    JOÃO GABRIEL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por liderar a tentativa de golpe após as eleições de 2022, deve ter alta nesta quinta-feira (1º) caso seu quadro permaneça estável e, durante sua internação, pediu para fazer uso de remédios antidepressivos, segundo sua equipe médica.

    Nesta quarta (31), ele passou por um novo exame de endoscopia na manhã, apresenta quadro estável e não teve intercorrências.
    Nos últimos dias, ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço -motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

    O ex-presidente foi internado no hospital DF Star, em Brasília (DF), no último dia 24, para fazer uma cirurgia de hérnia.

    Segundo seus médicos, seu quadro é do que se chama de “soluços persistentes”, algo extremamente raro. Ao mesmo tempo, ele sofre com uma situação de apneia do sono considerada severa pela equipe que o acompanha, com até 50 registros dentro de uma hora durante a noite.

    Esta segunda intercorrência tem causado hipertensão, e ele passou a dormir com auxílio do aparelho Cpap, que ajuda na respiração.
    Segundo sua equipe, o estado psicológico afeta o quadro de saúde de Bolsonaro, como de qualquer outro paciente, e como ele está abalado, passou-se a usar medicamento para depressão.

    “O próprio [ex-]presidente pediu para fazer uso de algum medicamento antidepressivo. Então foi introduzido [durante a internação] esse tratamento e a gente espera que passe a fazer algum efeito em alguns dias”, afirmou Claudio Birolini, médico que acompanha a saúde do ex-presidente.

    “Obviamente ele não está feliz, né? [Seu ânimo] oscila um pouco, a gente percebe uma piora considerável nos momentos de soluços prolongados”, completou.

    A ida ao hospital precisou ser autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), já que Bolsonaro atualmente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado na carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

    Após essa intervenção, seus médicos decidiram realizar um novo procedimento, desta vez para tentar controlar os seus soluços.

    O primeiro procedimento, para bloqueio do nervo frênico direito, foi realizado no último sábado e durou entre 45 minutos e 1 hora.

    Na última segunda, foi realizado uma intervenção para bloqueio do nervo frênico esquerdo, que teve a duração semelhante.

    Como os soluços retornaram na manhã de terça, ele passou por uma nova intervenção, para reforçar os dois bloqueios.

    Desde então, segundo sua equipe, seu quadro é estável e sem intercorrências. A endoscopia desta quarta foi realizada para “avaliação do refluxo gastroesofágico”.

    Seus médicos devem passar no hospital novamente na manhã desta quinta para avaliar a saúde do ex-presidente e, provavelmente, confirmar a alta. Sua ida para a Superintendência, porém, depende de acertos logísticos feitos com a Polícia Federal.
    Bolsonaro seguirá fazendo uso de medicamentos e também do Cpap, para controle da apneia do sono.

    Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que houve melhora, mas que ele precisará seguir fazendo tratamentos não invasivos para tentar controlar esse problema.

    Segundo o boletim médico divulgado nesta quarta, a endoscopia revelou a “persistência de esofagite e gastrite”.

    “[Ele] segue em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno e medidas preventivas para trombose”, completa o documento.

    “A endoscopia mostrou o quadro que ele já tinha, que é uma gastrite e uma esofagite erosiva. Provavelmente nós suspeitamos que essa esofagite é muito causadora dos soluços”, afirmou Brasil Caiado, cardiologista da equipe médica.

    Bolsonaro irá receber uma série de orientações de autocuidado que terá que seguir, por exemplo comer de forma mais fracionada e não deitar depois de se alimentar para não ter refluxo.

    Ainda de acordo com Birolini, ele seguirá com curativos depois da alta e precisará se atentar para em com especial atenção ao risco de queda em razão do uso do Cpap.

    Bolsonaro solicita remédio inusitado em internação: "piora considerável"

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Defesa pede que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar

    Defesa pede que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar

    A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-Presidente brasileiro seja autorizado a cumprir a sua pena em prisão domiciliar, alegando um “risco concreto de deterioração repentina” da sua saúde.

    Os advogados apresentaram um novo pedido para que o ex-líder brasileiro (2019–2022) permaneça em prisão domiciliar para cumprir a pena de 27 anos à qual foi condenado por seu papel na tentativa de golpe para afastar o sucessor, Lula da Silva.

    Jair Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro em uma clínica em Brasília.

    Após ter sido submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal, ele deve deixar a unidade hospitalar na quinta-feira e retornar à sua cela na sede da Polícia Federal, na capital brasileira.

    “Manter este paciente em uma prisão logo após a alta hospitalar o exporia a um risco concreto de deterioração súbita de sua saúde”, argumentaram os advogados no pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), citado pela agência France Presse (AFP).

    Internado na clínica privada Estrela da Liberdade, em Brasília, o ex-presidente brasileiro foi operado de uma hérnia inguinal no dia de Natal.

    “Está tudo correndo bem no pós-operatório, por isso mantemos a previsão de alta para amanhã [quinta-feira]”, informou hoje o cirurgião Claudio Birolini em entrevista coletiva.

    Jair Bolsonaro, de 70 anos, sofre sequelas de um atentado ocorrido em 2018, quando foi esfaqueado no abdômen durante um comício da campanha presidencial.

    Desde então, ele passou por diversas cirurgias.

    Em setembro, o STF o considerou culpado de conspiração para se manter no poder “de forma autoritária” após a derrota nas eleições de 2022 para Lula da Silva.

    Bolsonaro também foi submetido a três procedimentos médicos nos últimos dias para tratar crises persistentes de soluços que o afligem há meses. Segundo Birolini, os episódios diminuíram de intensidade, mas não foram completamente eliminados.

    O cardiologista Brasil Caiado observou que o estado psicológico do ex-presidente “piora consideravelmente” quando ele sofre com soluços prolongados.

    “Dado o contexto — tudo o que está acontecendo com ele —, já chegou aqui em um estado emocional mais deprimido”, afirmou.

    Essa internação de nove dias foi a primeira aparição pública de Jair Bolsonaro desde que passou a cumprir pena, no fim de novembro, na sede da Polícia Federal. Apesar de alegar inocência, ele cumpre a condenação imposta pelos ministros do STF.

    Defesa pede que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    A tendência é de reconciliação nas próximas semanas, mas os estresses ainda aparecem em conversas reservadas. De acordo com aliados, a relação ainda está longe do patamar do início da gestão de Alcolumbre.

    CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – De volta ao comando do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) alternou momentos em 2025 como principal fiador do governo Lula (PT) no Legislativo e atritos causados pelas indicações do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e de dirigentes das agências reguladoras.

    A tendência é de reconciliação nas próximas semanas, mas os estresses ainda aparecem em conversas reservadas. De acordo com aliados, a relação ainda está longe do patamar do início da gestão de Alcolumbre.

    O senador do Amapá, que já havia sido presidente do Senado e do Congresso de 2019 a 2021, voltou ao comando da Casa neste ano com um apoio amplo que incluiu o governo e o PT, mas também da maioria da oposição. Nos meses seguintes, tornou-se o principal aliado do Planalto no Legislativo.

    Senadores influentes da base governista avaliam que Alcolumbre foi responsável por angariar o apoio aos projetos de interesse do Executivo no Senado e foi mais importante nessa função inclusive do que os líderes do governo no Legislativo, a quem tradicionalmente cabe esse papel.

    Lula enfrentou dificuldades na Câmara dos Deputados e teve no Senado sua principal fonte de governabilidade no Legislativo.

    Senadores lulistas reclamam de falta de mobilização de correligionários do presidente da República para defender os projetos do governo e cobram mudanças para a reta final do mandato, principalmente às vésperas do período eleitoral.

    As interações entre os dois presidentes de Poder ao longo do ano, relatam políticos à reportagem, costumavam ser em tom informal. Na última semana, Lula disse se considerar amigo tanto de Alcolumbre quanto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    O anúncio da aposentadoria do agora ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso, em outubro, deu início a um afastamento entre Alcolumbre e o governo que evoluiu para uma crise política, agora em fase de resolução.

    O presidente do Senado e integrantes influentes da Casa queriam que o presidente da República escolhesse Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga aberta na Suprema Corte. Quando Lula anunciou, no fim de novembro, que tinha optado por Jorge Messias, a relação com Alcolumbre estremeceu.

    O Senado ainda não votou a indicação de Messias -ele só assumirá a cadeira no STF se for aprovado pela maioria da Casa. Um dos principais apoiadores do indicado de Lula, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), perdeu interlocução com Alcolumbre.

    No mesmo dia em que Lula anunciou seu escolhido para o STF, Alcolumbre informou à imprensa que colocaria em votação no Senado o projeto de aposentadoria especial de agentes de saúde, uma proposta com alto custo fiscal e que contrariava os interesses do Planalto.

    Aliados do petista entenderam o ato como uma retaliação. É comum se referir a projetos com impacto fiscal colocados em votação contra a vontade do governo como “pauta bomba”. Alcolumbre fez um forte discurso público rechaçando as críticas.

    O presidente do Senado disse que o governo teve seu apoio nos momentos mais difíceis e lembrou das vezes em que o Legislativo aumentou os gastos públicos a pedido do Executivo.

    “O [programa] Pé-de-Meia custa para o Estado brasileiro R$ 12 bilhões por ano, e nós votamos aqui para 4 milhões de estudantes, o que dá, nos próximos oito anos, quase R$ 100 bilhões”, disse Alcolumbre em 25 de novembro. “Não foi bomba”, afirmou ele. O senador disse que as acusações eram motivo de indignação.

    Alcolumbre repetiu os argumentos recentemente em conversas com o alto escalão do governo sobre corte de gastos públicos. O motivo foram declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrando responsabilidade fiscal do Congresso.

    Depois, no início de dezembro, o presidente do Senado reclamou com integrantes do governo por Lula ter dito que o Congresso havia sequestrado o Orçamento por meio das emendas -recursos que deputados e senadores podem enviar para obras em suas bases eleitorais.

    Os atritos começaram a esfriar nas últimas semanas. Lula teve conversas com senadores poderosos e próximos de Alcolumbre, como Weverton Rocha (PDT-MA), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).
    Ao mesmo tempo, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), aliado de Alcolumbre no Amapá, também trabalhou para reaproximar os chefes do Executivo e do Legislativo.
    Depois da última sessão do Congresso em 2025, Alcolumbre foi questionado se havia conversado ou se conversaria com Lula. “Se eu for convidado, eu vou”, respondeu. Os dois conversaram por telefone e, dias depois, encontraram-se pessoalmente.

    Lula agradeceu ao presidente do Senado pelos projetos de interesse do governo aprovados no Legislativo e voltou a defender que Pacheco concorra ao governo de Minas Gerais -mas ouviu que o mineiro não está com essa disposição.

    Também o sondou sobre o clima para a indicação de Messias, mas essa parte da conversa não teve conclusão e a resolução ficará para a retomada dos trabalhos, em fevereiro.

    Aliados do presidente do Senado avaliam que a relação entre ele e Lula ainda não voltou a ser o que foi durante a maior parte de 2025, mas que a tendência atual é de melhora.

    Antes da indicação de Messias, governo e Senado já tiveram outros atritos, como o impasse em torno dos nomes dos diretores escolhidos por Lula para agências reguladoras. Esses cargos também precisam do aval dos senadores, e divergências atrasaram por meses as nomeações.

    Parte das agências e autarquias continua acéfala ou com cargos vagos, como a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e, a partir de janeiro, duas diretorias do Banco Central.
    Outro ponto de estresse com o governo foi a campanha de Alcolumbre nos bastidores para derrubar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um dos mais próximos de Lula. Ele foi inicialmente indicado pela cúpula do Senado, mas perdeu apoio após desentendimentos sobre projetos e cargos do ministério, e medidas provisórias do setor foram quase rejeitadas em meio a esse embate.

    O petista, porém, se recusou a demitir o auxiliar.

    Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • PF adia depoimento de Bolsonaro sobre objetos encontrados em cofre no Alvorada

    PF adia depoimento de Bolsonaro sobre objetos encontrados em cofre no Alvorada

    Bolsonaro está internado e foi encaminhado ao centro cirúrgico na tarde desta terça para um novo procedimento

    A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para esta terça-feira, 30, no inquérito que apura a origem de objetos e documentos encontrados em um cofre no Palácio da Alvorada. Bolsonaro está internado e foi encaminhado ao centro cirúrgico na tarde desta terça para um novo procedimento destinado a amenizar um quadro recorrente de soluços.

    Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a PF a tomar o depoimento do ex-presidente sobre o caso. Procurado, o STF informou que não houve despacho do relator adiando a oitiva e que a decisão partiu da própria PF. A corporação ainda não respondeu à reportagem sobre a nova data do depoimento.

    A decisão divulgada na semana passada não detalha quais objetos foram encontrados. De acordo com o documento, a Polícia Federal abriu os cofres em 25 de junho de 2025, após ser acionada pela Presidência da República.

    Após o episódio, a PF solicitou o depoimento de Bolsonaro para que ele esclareça a origem dos bens. A oitiva estava marcada para as 9h desta terça-feira. O ex-presidente está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, por tentativa de golpe.

    PF adia depoimento de Bolsonaro sobre objetos encontrados em cofre no Alvorada

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro chega ao ano eleitoral enfraquecido, mas com esperança em Flávio

    Bolsonaro chega ao ano eleitoral enfraquecido, mas com esperança em Flávio

    Anúncio da candidatura do filho mais velho foi estratégia que deu certo para unificar a liderança da direita, dizem especialistas; Michelle passou a ter capital político autônomo em relação ao ex-mandatário e seus filhos, com o PL Mulher

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Preso por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) chega ao ano eleitoral mantendo a liderança da direita em seu sobrenome.

    Isolado em uma sala da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente, que acumula uma série de problemas de saúde, transfere o capital político ao seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciando-o candidato ao Planalto em 2026.

    Bolsonaro exaure, de maneira precoce, suas estratégias eleitorais, espantando a traição que sempre o atormentou.

    “Bolsonaro esquentou a militância quando indicou Flávio à presidência”, afirma a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), apoiadora do ex-mandatário na Câmara.

    “O nome do Flávio causou surpresa, porque ninguém esperava naquele momento. As pessoas diziam que um familiar seria o vice. Deu um gás muito grande na militância.”

    De fato, o anúncio ocorreu de supetão, no início do mês. Desde então, essa novidade foi interpretada com a desconfiança de quem apostava na desistência de Flávio -a candidatura seria tão somente para recuperar a relevância política depois do episódio da prisão- ou com seriedade.

    Afinal, a pesquisa Quaest mais recente mostra o senador, com 23% das intenções de voto, à frente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que tem 10%, contra o presidente Lula (PT), somando 41%.

    Na visão de Kicis, o fortalecimento da candidatura de Flávio se explica por ele estar sempre na mídia, em reuniões com empresários e representando o ideário bolsonarista. “Ele mostra que a disputa para 2026 vai ser por dois caminhos, um pela prosperidade e segurança pública e outro pelo caos”, diz a deputada.

    Em paralelo, Bolsonaro acumula uma série de problemas de saúde.

    Na véspera do Natal, ele operou uma hérnia inguinal (região da virilha). Ao mesmo tempo, continua a ter crises de soluço, em decorrência das diferentes cirurgias intestinais que fez por causa do episódio da facada, nas eleições de 2018. Ele segue internado em Brasília sem previsão de alta.

    Enquanto o ex-mandatário cumpre pena de 27 anos, outra pessoa de sua família, além de Flávio, mobiliza a militância: a presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro.

    Popular no segmento evangélico, a ex-primeira-dama é cotada para a chapa bolsonarista. Ela, porém, não foi indicada até aqui pelo seu marido. Kicis diz que Michelle nunca se posicionou como presidenciável, devendo se candidatar ao Senado.

    A conjuntura se completa, enfim, com o elenco de governadores que postula um mandato presidencial, o favorito deles, Tarcísio. Com Flávio no pleito, a candidatura seria de centro-direita, uma terceira via.

    Professor de ciência política da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Paulo Henrique Cassimiro diz que, ao indicar o filho Zero Um, Bolsonaro esvazia outros nomes e mostra não querer perder o poder, mesmo em caso de derrota para Lula.

    Trata-se, segundo Cassimiro, de um último recurso do ex-presidente, evitando que um aliando surrupie a sua liderança.

    “A mobilização de Bolsonaro nas ruas diminuiu bastante, mas ele tem um capital eleitoral. O nome Bolsonaro vai ter um peso na eleição, mesmo que ele não tenha mais controle da agenda da direita”, diz.

    Também professor de ciência política, Leonardo Belinelli, da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), afirma que, até o momento, as condições não foram favoráveis para o ex-presidente capitalizar politicamente a sua prisão.

    Nesse contexto, corre o risco de perder a imagem viril que tanto lutou para construir. Belinelli admite, porém, que sua estratégia de anunciar Flávio para as eleições tem dado certo no atual momento político.

    Preterir Michelle, segundo o professor, tem a ver com uma das bases do projeto bolsonarista: a preferência pelo laço sanguíneo.

    “Michelle conseguiu construir mesmo um caminho próprio, relativamente desvinculado de Bolsonaro. O trabalho que ela faz com o PL Mulher, em diálogo com evangélicos, sinalizou uma diferenciação interna nesse grupo político”, diz Belinelli.

    Bolsonaro chega ao ano eleitoral enfraquecido, mas com esperança em Flávio

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Vereador protagoniza gafe ao convidar Brizola para sessão em Câmara no RS

    Vereador protagoniza gafe ao convidar Brizola para sessão em Câmara no RS

    Ex-governador (foto), que morreu em 2004, foi citado como se estivesse presente durante homenagem à Escola Técnica de Agricultura que leva seu nome; vereador diz que foi um ‘equívoco de natureza estritamente protocolar’

    O vereador Luisinho do Espigão (PSDB) cometeu uma gafe durante a penúltima sessão do ano da Câmara Municipal de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Na sessão realizada em 18 de dezembro, o parlamentar convidou o ex-governador do Estado Leonel de Moura Brizola, morto em 2004, para participar de uma homenagem.

    Luisinho do Espigão, que presidia a sessão, anunciou a entrega de uma moção à Escola Técnica de Agricultura Leonel de Moura Brizola, instituição que leva o nome do ex-governador. Ao mencionar a escola, no entanto, o vereador se confundiu e chamou Brizola para compor a Mesa Diretora.

    “Peço ao vereador Jonas Rodrigues (PL) que possa receber o senhor Leonel. O senhor Leonel de Moura Brizola se encontra na Casa? Convido o senhor a participar da Mesa”, disse durante a sessão.

    Quem subiu à Mesa Diretora, no entanto, foi um representante da escola técnica, recebido pelo vereador Jonas Rodrigues. Após a entrega da moção, o vereador Marcos Antonio Borrega (PDT), autor da homenagem, fez uso da palavra para enaltecer a instituição de ensino.

    À reportagem, Luisinho do Espigão afirmou que a sessão plenária ocorreu em um momento atípico, já que o então presidente da Câmara havia sido determinado pela Justiça a assumir interinamente a prefeitura de Viamão.

    \”Diante disso, assumi a presidência desta Casa Legislativa naquele momento, passando a conduzir os trabalhos da Mesa Diretora. Em razão da condução excepcional da sessão e do grande número de homenagens previstas na ordem do dia, acabei, por equívoco de natureza estritamente protocolar, mencionando apenas o nome do saudoso líder trabalhista, quando o correto seria chamar o representante da instituição de ensino homenageada”, afirmou.

    Quem foi Leonel Brizola

    Nascido em uma família humilde em Cruzinha, pequeno povoado próximo à cidade de Passo Fundo (RS), Leonel de Moura Brizola foi uma das figuras mais importantes da política brasileira no século XX. Foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual, deputado federal e governador de dois Estados – Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – além de ter disputado a Presidência da República em duas ocasiões.

    Com forte influência na formação da identidade de parte da esquerda brasileira, Brizola desafiou o regime militar e liderou a Campanha da Legalidade, movimento que garantiu a posse de João Goulart na Presidência, em 1961. Herdeiro político de Getúlio Vargas, trabalhou como engraxate e ascensorista antes de ingressar definitivamente na política.

    Vereador protagoniza gafe ao convidar Brizola para sessão em Câmara no RS

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Com crise persistente de soluços, Bolsonaro faz nova cirurgia

    Com crise persistente de soluços, Bolsonaro faz nova cirurgia

    Ex-presidente Jair Bolsonaro passa pelo quarto procedimento desde o Natal

    O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico, na noite desta terça-feira (30), após apresentar um novo quadro de soluços. A intervenção ocorre um dia depois de o ex-presidente passar pelo mesmo procedimento para bloquear o nervo frênico – responsável pelo controle do diafragma, músculo que atua na respiração. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em postagem nas redes sociais.

    “Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h da manhã, que não cessaram até o momento. Diante disso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico”, escreveu a esposa do ex-presidente, em uma publicação postada por volta das 14h.

    Até o momento, não há atualizações médicas sobre o término da cirurgia nem sobre o estado de saúde de Bolsonaro. Um boletim médico deve ser emitido ainda nesta terça pelo Hospital DF Star, em Brasília, onde ele está internado. 

    Este é o terceiro procedimento cirúrgico de Bolsonaro para bloquear o nervo frênico e tentar conter as crises de soluços. Anteriormente, ele já havia passado pela operação no sábado (27), do lado direito, e ontem (29), no lado esquerdo.

    Na última manifestação dos médicos, a previsão era que o ex-presidente permanecesse internado pelo menos até quinta-feira (1º de janeiro), mas, com a nova intervenção, é provável que a hospitalização seja estendida.Jair Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde o dia 24 de dezembro. Ele foi submetido, no dia de Natal, a uma cirurgia de hérnia inguinal.

    O ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação pela trama golpista.

    Com crise persistente de soluços, Bolsonaro faz nova cirurgia

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes pede que Filipe Martins explique uso de rede social

    Moraes pede que Filipe Martins explique uso de rede social

    A decisão de Moraes foi publicada nesta segunda-feira (29), e o prazo fixado para a manifestação dos advogados de Filipe Martins, que foi condenado por participação na trama golpista, é de 24 horas

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, se manifeste sobre um possível descumprimento de medidas cautelares impostas ao réu, que foi condenado à pena de 21 anos de prisão por participação na trama golpista e, atualmente, está em prisão domiciliar. A decisão de Moraes foi publicada nesta segunda-feira (29), e o prazo fixado para a manifestação dos advogados é de 24 horas.

    Em seu despacho, o ministro informou que foi juntada aos autos a notícia de que Martins teria utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros, prática vedada pelo magistrado no regime de prisão domiciliar.

    Além de não poder usar redes sociais próprias ou de terceiros, outras medidas cautelares da prisão domiciliar incluem, por exemplo, proibição de comunicar-se com os demais investigados, entrega de todos os passaportes e suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do réu. Se descumpridas, as medidas podem levar à decretação de detenção preventiva em unidade prisional. 

    Apesar de já condenado, Martins ainda não está cumprindo a pena porque o acórdão condenatório emitido pela Primeira Turma do STF está pendente de publicação.Na semana passada, Moraes havia decretado a prisão domiciliar de Martins e mais nove condenados. As prisões domiciliares foram determinadas para evitar novas fugas. Isso porque, na sexta-feira (26), o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi detido por autoridades locais após fugir para o Paraguai e tentar embarcar para El Salvador com passaporte falso.

    No entendimento de Moraes, há uma estratégia dos condenados pelos atos golpistas para fugir do país.

    Moraes pede que Filipe Martins explique uso de rede social

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política