Categoria: POLÍTICA

  • Datafolha: PT é partido preferido de 24% dos eleitores, e PL fica em segundo, com 12%

    Datafolha: PT é partido preferido de 24% dos eleitores, e PL fica em segundo, com 12%

    Mais citada desde final da década de 1990, sigla de esquerda se mantém estável durante o governo Lula; PL tem índice recorde e crescimento expressivo comparado a 2021, quando Bolsonaro se filiou à legenda

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua na dianteira como a sigla preferida dos brasileiros, agora acompanhado pelo PL, legenda alavancada na memória nacional pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mostra nova pesquisa Datafolha.

    O partido de esquerda segue como o mais lembrado, feito que mantém desde o final da década de 1990. Atualmente ele é citado por 24% dos brasileiros, contra 12% do PL, a segunda sigla preferida dos brasileiros.

    O cenário é de estabilidade para o PT no terceiro governo Lula, cujos índices variaram de 23% a 27%. Já a legenda de Bolsonaro alcançou índice recorde na série histórica, iniciada em 1989.

    Os dados vêm de pergunta que aceitou respostas espontâneas e únicas no Datafolha, feito com 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

    Considerando dados desde dezembro de 2021, quando o PL passou a ser citado de maneira consistente nas pesquisas, o ponto máximo do PT ocorreu em setembro de 2022, quando a sigla foi lembrada por 31% dos brasileiros.

    Na época, Jair Bolsonaro governava o país, fazendo oposição direta ao PT. Atualmente inelegível e preso, Bolsonaro já declarou querer reeditar a disputa com Lula pessoalmente ou por meio de um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Considerando toda a série histórica do Datafolha, com dados para esta pergunta desde 1989 (ano das primeiras eleições diretas para presidente após a ditadura militar), o PT só perdeu como a sigla mais lembrada para o PMDB. A legenda, que antes de 1980 tinha o nome MDB, recuperado em 2017, chegou a ter 19% das menções em 1992 e 1993. Hoje, registra 2%.

    A posição mudou no final da década de 1990, quando o PT entrou e nunca mais saiu da dianteira.

    Desde o início da série histórica, porém, o maior índice entre os brasileiros é daqueles que dizem não ter preferência de partido. A opção nunca teve índice menor que 40%.

    O PSDB, que já foi considerado um dos principais opositores do PT, começou a série histórica em 1989 com 1% e teve pico de 9% em junho de 2015, época de protestos contra o governo Dilma Rousseff (PT) que levaram ao impeachment da então presidente.

    Esse período, de fevereiro de 2015 a dezembro de 2016, também é um dos piores para o PT desde que ele ascendeu no final da década de 1990. Em março de 2015 e dezembro de 2016, a sigla, acostumada a dois dígitos, fez 9%.

    PSDB e PMDB/MDB disputaram o segundo lugar da preferência partidária na maior parte das duas primeiras décadas dos anos 2000, até que o PSL começou a ultrapassar as legendas em outubro de 2018.

    A época é antecedida pela facada levada, em 6 de setembro daquele ano, por Jair Bolsonaro durante campanha presidencial. O político era do PSL, que teve pico de menção de 7% em outubro de 2018 e depois caiu.

    Já o PL passou a ser lembrado com consistência a partir de dezembro de 2021, sendo citado por ao menos 1% dos brasileiros. Bolsonaro foi para a legenda em 30 de novembro daquele ano.

    Desde então, o partido foi subindo nas pesquisas, chegando a uma porcentagem com duas casas em outubro de 2022, quando Bolsonaro foi para o segundo turno com Lula, para quem perdeu.

    Embora chame a atenção para a legenda na qual se encontra, Bolsonaro tem também rejeição para seu nome e de familiares, como mostra o Datafolha.

    Na análise por segmento, o último levantamento sobre preferência partidária mostra que o PT tem taxas de menções mais altas entre aqueles com ensino fundamental (31%), entre os moradores do Nordeste (31%), católicos (30%), os que avaliam o STF como ótimo ou bom (48%) e os que votaram em Lula em 2022 (50%).

    Por sua vez, o PL se destaca entre os que têm renda familiar mensal de 5 a 10 salários mínimos (19%), com ensino médio e superior (14% cada), que avaliam o STF como ruim ou péssimo (30%) e votaram em Bolsonaro em 2022 (29%).

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  • Deputado vai à Justiça para derrubar “gratificação faroeste” no Rio

    Deputado vai à Justiça para derrubar “gratificação faroeste” no Rio

    Lei bonifica policial que “neutraliza criminosos”

    A validade da chamada “gratificação faroeste” no estado do Rio de Janeiro, que bonifica policiais que “neutralizam criminosos”, foi parar na Justiça.

    O deputado estadual Carlos Minc (PSB) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o artigo 21 da Lei Estadual nº 11.003/2025.

    A lei trata da restruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil e foi aprovada em 22 de outubro de 2025.Durante a tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), enquanto projeto de lei, ganhou uma emenda que determina a premiação com até 150% do salário policiais que tenham se destacado, entre outras ações, pela “neutralização de criminosos”.

    Neutralização é o termo que o governo do estado usa nos comunicados à imprensa para se referir à morte de suspeitos em operações policiais.

    A inclusão do artigo que criou a gratificação faroeste foi criticada por organizações ligadas à defesa dos direitos humanos, por ser considerada um incentivo à letalidade policial.

    A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) consideram o texto inconstitucional.Após a aprovação na Alerj, o governador Cláudio Castro chegou a vetar o artigo 21. Mas a justificativa foi orçamentária.

    Para Castro, o veto se fez necessário porque a medida criava despesas. “O veto busca garantir o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento das normas que asseguram a boa gestão dos recursos do estado”, defendeu o governador à época.

    Derrubada do veto

    No entanto, no último dia 18, os deputados da Alerj decidiram pela derrubada do veto do governador, ou seja, fazer valer a gratificação faroeste.

    A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi ingressada na noite de sexta-feira (26), dia em que a derrubada do veto constou no Diário Oficial do Estado. 

    O processo foi distribuído, por sorteio, ao desembargador Andre Emilio Ribeiro Von Melentovytch.

    O deputado Carlos Minc chama a gratificação de “insana” e “extermínio recompensado”. Além da questão orçamentária, o processo aponta um estudo que associa a gratificação a casos de execução.

    “Há 20 anos, eu derrubei, por lei, a gratificação faroeste, com base em um estudo coordenado pelo [sociólogo] Ignacio Cano, que mostrou que nos três anos de vigência, de 3,2 mil casos de mortes em confronto, 65% foram execuções”, disse à Agência Brasil.

    A prática esteve em vigor no Rio de Janeiro de 1995 a 1998 e foi suspensa pela própria Alerj por conta de denúncias de extermínio.

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  • Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

    Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

    Decisão ocorre após Silvinei Vasques ser capturado no Paraguai durante tentativa de fuga; ministro cita caso de Ramagem, foragido nos EUA, como exemplo de planejamento de fuga

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou o risco de fuga para o exterior como “modus operandi” para determinar a prisão domiciliar de dez condenados pela trama golpista.

    Como exemplo, ele citou os casos de Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro (PL), e de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

    A decisão de Moraes foi tomada um dia depois da tentativa de fuga de Silvinei.

    O bolsonarista foi detido no Paraguai na sexta-feira (26), quando tentava embarcar em um voo para El Salvador utilizando um passaporte falso. Ele levava uma carta, na qual dizia ter câncer no cérebro e não conseguir escutar ou falar e que viajaria para fazer um tratamento médico.

    O ex-diretor da PRF foi transferido para Brasília neste sábado para cumprir prisão preventiva, tendo desembarcado na capital federal no início da tarde. A expectativa é que fique preso na Papudinha, unidade da Polícia Militar no Distrito Federal.

    A defesa de Silvinei tinha solicitado que ele fosse levado para Papudinha, caso Moraes negasse o pedido para que o ex-diretor da PRF fosse mantido preso em Santa Catarina, preferencialmente em São José ou Florianópolis, onde possui “vínculos familiares, sociais e profissionais consolidados”.

    Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma doSTF como participante de um dos núcleos da trama golpista do governo Bolsonaro. Ele aguardava o fim da tramitação do seu caso em liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica.

    A Polícia Federal detectou uma falha no monitoramento da tornozeleira eletrônica de Silvinei às 3h do dia 25 de dezembro. Horas antes de romper o aparelho, ele organizou seus pertences. Vestindo calça de moletom, camiseta e um boné, o ex-diretor da PRF levou bolsas, tapetes higiênicos para cachorros e um pitbull até o veículo alugado, que seria usado para deixar Santa Catarina em direção ao Paraguai.

    No despacho, Moraes também citou o caso de Ramagem, ex-deputado federal que teve o mandato cassado após a condenação pela trama golpista. Ele está foragido nos Estados Unidos.

    “O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem, inclusive com a ajuda de terceiros”, escreveu no documento.

    Segundo o despacho, a manutenção de Ramagem em Miami tem sido possibilitada com apoio de parte dos investigados, que tem auxiliado “o foragido a ludibriar as autoridades americanas com documentos falsos a fim de obter a chamada driver license (carteira de motorista).”

    A decisão de Moraes atinge dez condenados pela trama golpista. Os mandados foram cumpridos na manhã deste sábado pela PF no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal.

    O objetivo era evitar tentativas semelhantes de fuga de condenados que ainda não cumprem prisão por não terem esgotado recursos. Em casos em que há envolvimento de militares, houve apoio do Exército.

    Em Ponta Grossa (PR), policiais estiveram na casa do ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins, para comunicar a decisão. Ele já usava tornozeleira eletrônica, mas sua autorização para sair de casa durante o dia foi revogada.

    O presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, um dos dez alvos de prisão domiciliar cumpridas pela Polícia Federal, não foi encontrado pelos agentes da PF e foi considerado foragido. Os agentes da PF estiveram no endereço dele em São Paulo, mas não o encontraram no local.

    Rocha foi um dos réus do chamado “núcleo 4” da trama golpista investigada pelo STF, relacionada a tentativas para questionar o resultado eleitoral e disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas de 2022.

    A lista envolve ainda ex-membros do Exército. Além de Rocha, os outros alvos são: Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército; Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército; Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército.

    Também são alvos Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército; Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército.

    Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

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  • Entenda o procedimento que deve ser feito nesta segunda para tratar crise de soluços de Bolsonaro

    Entenda o procedimento que deve ser feito nesta segunda para tratar crise de soluços de Bolsonaro

    Ex-presidente passou por bloqueio do nervo frênico direito no sábado (27); intervenção no lado esquerdo é próxima etapa. Método consiste em aplicação de anestésico para controlar os sintomas

    SÕ PAULO, SP (CBS NEWS) – Após uma forte crise de soluços na última semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a um procedimento médico para aplacar os sintomas. No sábado (27), foi realizado o bloqueio do nervo frênico direito e a intervenção no lado esquerdo deve ocorrer nesta segunda-feira (29).

    A previsão, segundo o hospital DF Star, em Brasília -onde Bolsonaro está internado desde a semana passada para operar uma hérnia-, é de que o bloqueio esquerdo seja realizado no início da tarde.

    O QUE É O NERVO FRÊNICO

    Há dois nervos frênicos, um de cada lado do corpo. Eles se originam na região cervical e descem até o diafragma, músculo localizado no tórax usado na respiração.

    O nervo frênico é o principal responsável por controlar o diafragma. Soluços são causados por contrações involuntárias e repetidas do diafragma, causando o fechamento da glote (a “tampa” da laringe, que regula a passagem de ar pelo pulmão) e gerando o som característico.

    COMO FUNCIONA O BLOQUEIO DO NERVO FRÊNICO

    O bloqueio médico desse nervo -feito com a aplicação local de anestésico e, opcionalmente, outras medicações- interrompe temporariamente os impulsos nervosos que estão provocando os espasmos do diafragma.

    O procedimento é usado em casos graves de soluços persistentes, que não melhoram com medicamentos. Segundo a equipe médica de Bolsonaro, a medida foi adotada após uma alta dose de medicação não ter amenizado os sintomas, que estariam ocorrendo diariamente há meses.

    O bloqueio não é uma cirurgia. Com o paciente sedado, o nervo é localizado por meio de um ultrassom. Então, é realizada uma punção, por onde é aplicado o anestésico -e, no caso do ex-presidente, também um medicamento corticóide, para prolongar os efeitos da intervenção.

    QUAIS OS RISCOS DO PROCEDIMENTO

    Como o diafragma está envolvido na respiração, tanto a frequência cardíaca como o nível de oxigenação do sangue do paciente são monitorados durante e após o procedimento. Também por esse motivo, o bloqueio é realizado em duas etapas, evitando um impacto indesejado.

    De acordo com o radiologista intervencionista Mateus Saldanha, que realizou o procedimento em Bolsonaro, a ocorrência de falta de ar pode ser um dos efeitos colaterais do procedimento.

    “Ao bloquear o diafragma, a pressão abdominal pode subir e comprimir a cavidade torácica”, explicou o médico em coletiva de imprensa no sábado.

    Além disso, há o risco de, inadvertidamente, em vez de bloquear o nervo frênico, a medicação atingir o plexo branquial, rede nervosa que controla os membros superiores, afetando os movimentos das mãos e braços.

    QUAL É O PRAZO PARA A ALTA MÉDICA

    Não é possível saber com certeza a data da alta médica antes da realização do procedimento. A previsão, no entanto, é que o paciente fique ao menos 48h em observação após a realização do bloqueio, segundo Claudio Birolini, cirurgião que integra a equipe médica do ex-presidente.

    Assim, se a evolução do quadro de saúde de Bolsonaro for satisfatória, ele deve deixar o hospital na quarta-feira (31).

    Na sequência, retornará à carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

    O ex-presidente passa por procedimentos médicos frequentemente devido à facada da qual foi vítima durante a campanha eleitoral de 2018. Em abril deste ano, por exemplo, o político foi submetido a uma operação de 12 horas para desobstrução intestinal.

    Entenda o procedimento que deve ser feito nesta segunda para tratar crise de soluços de Bolsonaro

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  • Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

    Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

    Em publicação nas redes sociais, ela detalhou que o ex-presidente enfrenta crises de soluço há cerca de nove meses e que a intervenção tem como objetivo aliviar o problema.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou neste sábado (27) que Jair Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico para a realização de um novo procedimento médico. Em publicação nas redes sociais, ela detalhou que o ex-presidente enfrenta crises de soluço há cerca de nove meses e que a intervenção tem como objetivo aliviar o problema.

    Segundo Michelle, o procedimento realizado é um bloqueio do nervo frênico, responsável por controlar o diafragma. A técnica reduz temporariamente a atividade do nervo e pode interromper os soluços. “Meu amor acabou de ir para o centro cirúrgico para realizar o bloqueio do nervo frênico. Peço que intercedam em oração por mais esse procedimento, para que seja exitoso e traga alívio definitivo. Já são nove meses de luta e de angústia com soluços diários”, escreveu.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução / Instagram  

    Jair Bolsonaro está internado desde a última quarta-feira (24) no Hospital DF Star, em Brasília. No dia de Natal (25), ele passou por uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral. O procedimento foi realizado após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, concedida com base em uma perícia feita pela Polícia Federal.

    Antes da internação, o ex-presidente estava detido na Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, determinada em decorrência da condenação pela trama golpista. A transferência para o hospital ocorreu em razão da necessidade de acompanhamento médico e da realização dos procedimentos cirúrgicos.

    Desde o início da internação, Michelle Bolsonaro tem utilizado as redes sociais para atualizar seguidores sobre o estado de saúde do marido e pedir orações. Na publicação deste sábado, ela destacou o impacto prolongado das crises de soluço, classificando o período como marcado por sofrimento e preocupação.

    O bloqueio do nervo frênico, segundo a ex-primeira-dama, é mais uma tentativa de resolver o problema que se arrasta há meses. Ainda não há informações oficiais divulgadas sobre o resultado do procedimento ou sobre a previsão de alta hospitalar.

    A equipe médica responsável pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro não divulgou novos boletins até o momento. O ex-presidente permanece sob cuidados no hospital, enquanto segue cumprindo a pena determinada pela Justiça.

    Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

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  • Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

    Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

    Depois de se lançar ao Palácio do Planalto sob críticas e desconfiança de partidos do centrão, Flávio tem tentado cacifar seu nome e apresentar argumentos para aplacar sua rejeição, o que inclui repetir que está dedicado a montar o melhor time.

    CAROLINA LINHARES E THAÍSA OLIVEIRA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – No primeiro mês em pré-campanha à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou apoio de ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL), dirigentes do PL e políticos de direita com trânsito no mercado financeiro, além do influenciador Pablo Marçal (PRTB).

    Depois de se lançar ao Palácio do Planalto sob críticas e desconfiança de partidos do centrão, Flávio tem tentado cacifar seu nome e apresentar argumentos para aplacar sua rejeição, o que inclui repetir que está dedicado a montar o melhor time.

    Aliados avaliam que o ex-presidente Jair Bolsonaro se cercou de auxiliares inexperientes e, em muitos casos, inábeis –erro que o senador precisaria evitar. Por isso, há uma preocupação de Flávio em reunir a seu redor nomes que poderiam demonstrar credibilidade.

    Interlocutores de Flávio afirmam que ele pretende ampliar sua agenda de viagens pelo país a partir de fevereiro e focar sua pré-campanha em São Paulo e Minas Gerais, em uma tentativa de reverter votos que em 2022 migraram para Lula (PT) nesses estados.

    Nesta reta inicial, porém, o principal esforço de Flávio tem sido o de buscar o endosso do mercado financeiro –que não esconde a preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Quem tem sido o braço-direito do senador nesse meio é Filipe Sabará, ex-secretário municipal de João Doria.

    Sabará diz ter organizado os dois eventos de aproximação de Flávio com banqueiros e investidores na capital paulista, o primeiro com integrantes do banco suíço UBS e o segundo com empresários na casa de Gabriel Rocha Kanner, sobrinho de Flávio Rocha, dono da Riachuelo.

    “Eu tenho proximidade com o mercado. Foi meio natural, o pessoal começou a me perguntar sobre o Flávio, e eu resolvi fazer essa ponte. Me coloquei à disposição do senador”, diz o ex-secretário de Desenvolvimento Social, que causou polêmica em 2017 ao sugerir o uso de farinata em merendas escolares.

    Também foi Sabará –que em 2024 coordenou a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo– quem articulou o apoio do influenciador a Flávio. Após a conversa, Marçal colocou à disposição do senador seu arsenal de comunicação digital.

    Um amigo de Flávio diz, sob reserva, que o senador sabe que a avenida Faria Lima representa uma parcela ínfima do eleitorado brasileiro, incapaz de eleger alguém. Apesar disso, a avaliação é que a desconfiança do mercado financeiro passa um sinal ruim ao restante do eleitorado.

    Flávio tem recorrido aos conselhos de pessoas que integraram a equipe econômica do governo Bolsonaro. Entusiastas da candidatura afirmam ser cedo para prospectar nomes de eventuais futuros ministros, mas dizem que a intenção de Flávio é anunciar possíveis auxiliares antes da eleição.

    O senador tem discutido propostas com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, com o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e com o ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) Gustavo Montezano.

    A empresários, ele se apresenta como “Bolsonaro moderado” e afirma seguir a “cartilha de Paulo Guedes”, com a promessa de diminuir impostos, controlar a taxa de juros e enxugar a máquina pública.

    Na avaliação de Sabará, alguns nomes do mercado já acreditam que o candidato anti-Lula será mesmo Flávio e não Tarcísio.

    “A rejeição imputada a ele não é dele, é do pai dele. O mercado não tem receio com ele, porque ele tem a pauta do Paulo Guedes. A única pergunta que me fazem é se ele vai até o fim”, afirma ele, que diz acreditar que Flávio é o único com chances de derrotar Lula e que vê nele disposição de levar a candidatura adiante.

    Segundo participantes do almoço na casa de Kanner, Flávio disse ser o Bolsonaro que sempre quiseram -respeitado no Senado, disposto a fazer composições políticas e a conversar com todos, até mesmo o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O senador teria ouvido perguntas duras, como a alta rejeição da família.

    O deputado estadual Lucas Bove (PL) se colocou à disposição de Flávio para atuar em sua pré-campanha em São Paulo. Além de contatos em associações comerciais e bancos, Bove também tem relação com os ruralistas no estado.

    “Nós vamos estar juntos, estamos trabalhando por ele aqui. Assim que a candidatura dele foi confirmada, já unificou toda a base bolsonarista. Estamos muito confiantes”, afirma.

    Sem o mesmo entusiasmo no PP, no União Brasil e no Republicanos, Flávio tem se apoiado politicamente no presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e no secretário-geral do partido e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (RN), que também foi ministro do governo Bolsonaro.

    Disposto a concorrer ao governo do Rio Grande do Norte no ano que vem, Marinho tem se engajado na pré-campanha de Flávio e tentado articular apoios ao filho mais velho de Bolsonaro junto a outros partidos.

    À Folha Flávio disse querer Marinho ao lado dele no ano que vem. “Ele vai estar comigo o tempo inteiro do meu lado, porque é uma pessoa competente, de confiança, inteligente e que adora desafios. Eu preciso de pessoas que não gostam de ficar na zona de conforto. É um amigo e também acredita nesse projeto”, afirma.

    A pré-campanha, por enquanto, não tem um marqueteiro designado. Nome do PL, Duda Lima já afirmou que não vai trabalhar em campanhas em 2026.

    “Minha decisão de não comandar mais campanhas eleitorais é pública, mas convivi com muitos profissionais competentes de marketing eleitoral e sei que Flávio fará boas escolhas na estruturação de um ótimo time de marketing”, diz.

    Em 2024, quando comandou a campanha de reeleição de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo, Duda teve uma série de atritos com os filhos de Bolsonaro e outros apoiadores do ex-presidente, que buscavam influenciar nas decisões internas ao mesmo tempo em que acenavam para o rival Marçal.

    Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

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  • Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

    Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

    O ex-diretor da PRF foi transferido para Brasília neste sábado para cumprir prisão preventiva, tendo desembarcado na capital federal no início da tarde. Ele está preso na Papudinha, unidade da Polícia Militar no Distrito Federal, desde pouco antes das 16h.

    ANDRÉ BORGES E LUANY GALDEANO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou o risco de fuga para o exterior como “modus operandi” para determinar neste sábado (27) a prisão domiciliar de dez condenados pela trama golpista.

    Como exemplo, ele citou os casos de Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro (PL), e de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

    A decisão de Moraes foi tomada um dia depois da tentativa de fuga de Silvinei.

    O bolsonarista foi detido no Paraguai na sexta-feira (26), quando tentava embarcar em um voo para El Salvador utilizando um passaporte falso. Ele levava uma carta, na qual dizia ter câncer no cérebro e não conseguir escutar ou falar e que viajaria para fazer um tratamento médico.

    O ex-diretor da PRF foi transferido para Brasília neste sábado para cumprir prisão preventiva, tendo desembarcado na capital federal no início da tarde. Ele está preso na Papudinha, unidade da Polícia Militar no Distrito Federal, desde pouco antes das 16h.

    A defesa de Silvinei tinha solicitado que ele fosse levado para Papudinha, caso Moraes negasse o pedido para que o ex-diretor da PRF fosse mantido preso em Santa Catarina, preferencialmente em São José ou Florianópolis, onde possui “vínculos familiares, sociais e profissionais consolidados”.

    Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do STF como participante de um dos núcleos da trama golpista do governo Bolsonaro. Ele aguardava o fim da tramitação do seu caso em liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica.

    A Polícia Federal detectou uma falha no monitoramento da tornozeleira eletrônica de Silvinei às 3h do dia 25 de dezembro. Horas antes de romper o aparelho, ele organizou seus pertences. Vestindo calça de moletom, camiseta e um boné, o ex-diretor da PRF levou bolsas, tapetes higiênicos para cachorros e um pitbull até o veículo alugado, que seria usado para deixar Santa Catarina em direção ao Paraguai.

    No despacho, Moraes também citou o caso de Ramagem, ex-deputado federal que teve o mandato cassado após a condenação pela trama golpista. Ele está foragido nos Estados Unidos.

    “O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem, inclusive com a ajuda de terceiros”, escreveu no documento.

    Segundo o despacho, a manutenção de Ramagem em Miami tem sido possibilitada com apoio de parte dos investigados, que tem auxiliado “o foragido a ludibriar as autoridades americanas com
    documentos falsos a fim de obter a chamada driver license (carteira de motorista).”

    A decisão de Moraes atinge dez condenados pela trama golpista. Os mandados foram cumpridos na manhã deste sábado pela PF no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal.

    O objetivo era evitar tentativas semelhantes de fuga de condenados que ainda não cumprem prisão por não terem esgotado recursos. Em casos em que há envolvimento de militares, houve apoio do Exército.

    Em Ponta Grossa (PR), policiais estiveram na casa do ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins, para comunicar a decisão. Ele já usava tornozeleira eletrônica, mas sua autorização para sair de casa durante o dia foi revogada.

    O presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, um dos dez alvos de prisão, não foi encontrado pelos agentes da PF e foi considerado foragido.

    Rocha foi um dos réus do chamado “núcleo 4” da trama golpista investigada pelo STF, relacionada a tentativas para questionar o resultado eleitoral e disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas de 2022.

    A lista envolve ainda ex-membros do Exército. Além de Rocha, os outros alvos são: Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército; Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército; Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército.

    Também são alvos Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército; Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército.

    Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

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  • Bolsonaro passa por novo procedimento para tratar crise de soluços

    Bolsonaro passa por novo procedimento para tratar crise de soluços

    O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, que cumpre 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, foi operado novamente, para tratar uma crise de soluços, dois dias depois de ter sido operado a uma hérnia.

    A informação foi divulgada nesta sexta-feira por sua esposa, Michelle, que afirmou, em uma publicação no Instagram, que o procedimento teve como objetivo “realizar um bloqueio do nervo frênico”, responsável pelo controle do diafragma, já que o marido sofria com soluços diários havia nove meses.

    No dia de Natal, Bolsonaro passou por uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal, ocasião em que os médicos ajustaram a medicação para controlar os soluços e o refluxo gastroesofágico.

    No entanto, na noite de sexta-feira, o ex-presidente brasileiro teve uma forte crise de soluços.

    O ex-chefe de Estado, de 70 anos, já passou por diversas cirurgias para tratar problemas abdominais, hérnias e obstruções intestinais desde que foi esfaqueado no abdômen em 2018, quando era candidato à Presidência da República.

    Jair Bolsonaro está preso em uma unidade prisional desde novembro, após danificar a tornozeleira eletrônica que o mantinha em prisão domiciliar desde agosto.

    Em setembro, o Supremo Tribunal Federal o considerou culpado pelo crime de conspiração para se manter no poder após perder as eleições de 2022 para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

    Bolsonaro alega inocência e afirma estar sendo perseguido pela Justiça.

    Assim que receber alta hospitalar, Bolsonaro deverá retornar ao quarto equipado com geladeira, ar-condicionado e televisão onde cumpre pena, em um prédio da Polícia Federal, em Brasília.

    Bolsonaro passa por novo procedimento para tratar crise de soluços

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  • Silvinei é transferido para Brasília após ser preso no Paraguai em tentativa de fuga

    Silvinei é transferido para Brasília após ser preso no Paraguai em tentativa de fuga

    O bolsonarista foi detido no Paraguai na sexta-feira (26), quando tentava embarcar em um voo para El Salvador utilizando um passaporte falso.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques foi transferido para Brasília neste sábado (27) para cumprir prisão preventiva. Ele passou a noite em Foz do Iguaçu (PR).

    O bolsonarista foi detido no Paraguai na sexta-feira (26), quando tentava embarcar em um voo para El Salvador utilizando um passaporte falso.

    Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) como participante de um dos núcleos da trama golpista do governo Jair Bolsonaro (PL). Ele aguardava o fim da tramitação do seu caso em liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica.

    A defesa de Silvinei solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ex-diretor da PRF seja mantido preso em Santa Catarina, preferencialmente em São José ou Florianópolis. Como justificativa, afirmaram que ele possui “vínculos familiares, sociais e profissionais consolidados” no local.

    “Circunstância que contribui para a estabilidade da custódia e para a preservação de sua integridade física e psíquica, além de facilitar o exercício pleno da ampla defesa, sem qualquer prejuízo à jurisdição deste Supremo Tribunal Federal”, acrescentaram.

    Caso o pedido seja negado por Moraes, a defesa pede então que Silvinei seja levado para a Papudinha, unidade da Polícia Militar no Distrito Federal. Os advogados afirmaram que a estrutura é “compatível com casos de elevada exposição institucional, reduzindo riscos objetivos à integridade do custodiado.”

    A Polícia Federal detectou uma falha no monitoramento da tornozeleira eletrônica de Vasques às 3h do dia 25 de dezembro. Segundo relatos dos agentes, naquele horário o equipamento parou de transmitir o sinal de GPS.

    A primeira equipe acionada para verificar a perda de sinal da tornozeleira foi a Polícia Penal de Santa Catarina, por volta das 20h desta quinta (25). Silvinei já não estava em seu apartamento, no município de São José.

    Por volta das 23h, uma equipe da Superintendência Regional da Polícia Federal em Santa Catarina esteve no local para apurar um possível descumprimento das medidas restritivas.

    Silvinei teria usado um carro alugado para sair do prédio em que morava, em Santa Catarina, em direção ao Paraguai. Horas antes de romper a tornozeleira, o ex-diretor da PRF organizou seus pertences. Vestindo calça de moletom, camiseta e um boné, ele levou até o veículo bolsas, tapetes higiênicos para cachorros e um pitbull.

    A PF informou os principais passos de uma tentativa de fuga de Silvinei ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que decretou sua prisão preventiva.

    Silvinei Vasques tentou embarcar para El Salvador utilizando um passaporte paraguaio emitido em nome de Julio Eduardo. Ele levava uma carta, na qual dizia ter câncer no cérebro e não conseguir escutar ou falar e que viajaria para fazer um tratamento médico.

    Após a tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, a Polícia Federal determinou prisão domiciliar para outros condenados pela trama golpista.

    Como mostrou a coluna Painel, a PF esteve na casa do ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins para comunicar a decisão. Ele usa tornozeleira eletrônica e tinha autorização para sair de casa durante o dia, agora revogada.

    Silvinei é transferido para Brasília após ser preso no Paraguai em tentativa de fuga

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  • 34% dos petistas se posicionam à direita, e 14% dos bolsonaristas, à esquerda, diz Datafolha

    34% dos petistas se posicionam à direita, e 14% dos bolsonaristas, à esquerda, diz Datafolha

    Segundo a pesquisa, 47% dos brasileiros se definem como de direita ou centro-direita, e outros 28%, como de esquerda ou centro-esquerda. Ao mesmo tempo, 40% declaram ser petistas, e 34%, bolsonaristas.

    ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pesquisa Datafolha mostra que 34% dos petistas se dizem de direita ou centro-direita, enquanto 14% dos bolsonaristas afirmam ser de esquerda ou de centro-esquerda.
    Para cientistas políticos ouvidos pela Folha, o fenômeno pode ser explicado pela falta de clareza sobre os conceitos, pela influência do carisma pessoal de Lula e Jair Bolsonaro (PL) e pela polarização política, entre outros fatores.

    Segundo a pesquisa, 47% dos brasileiros se definem como de direita ou centro-direita, e outros 28%, como de esquerda ou centro-esquerda. Ao mesmo tempo, 40% declaram ser petistas, e 34%, bolsonaristas.

    O instituto ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

    O Datafolha perguntou como o entrevistado se encaixa, considerando uma escala de 1 (bolsonarista) a 5 (petista). Foram classificados como petistas aqueles que se colocaram nas posições 4 e 5 e como bolsonaristas aqueles que se enquadraram nas posições 1 e 2. Quem se identificou na posição 3 foi considerado neutro.

    Na divisão por espectro ideológico, a pergunta foi “em qual posição política você se colocaria, sendo 1 o máximo à esquerda e 7 o máximo à direita?”. Quem se enquadrou nas posições 1 e 2 foi considerado de esquerda, na 3, de centro-esquerda, na 4, de centro, na 5, de centro-direita, e nas 6 e na 7, de direita.

    O cruzamento dos dados apontou que cerca de um terço dos petistas (34%) se diz de direita ou centro-direita, 9% afirmam ser de centro, 47%, de esquerda ou centro-esquerda, e 9% disseram não saber como se classificar.

    Os bolsonaristas se identificaram com mais consistência no espectro ideológico ao qual são associados (76% de direita ou centro-direita), mas 14% se disseram de esquerda ou centro-esquerda. Apenas 2% não souberam responder à pergunta, e 8% afirmaram ser de centro.

    Para Bruno Bolognesi, cientista político e professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), a explicação para a aparente incongruência está na sobreposição dos conceitos no eleitorado, influenciado pelo carismo de Lula e Bolsonaro. Ele também afirma que a classificação no espectro político é atualmente mais ligada a valores pessoais.

    “A pessoa que tem 60 anos e era petista desde a fundação do partido hoje em dia se identifica com o PT, mas é superconservadora. O petismo católico, por exemplo, que é superforte no Sul do Brasil, é um petismo absolutamente conservador”, exemplifica.

    “A mesma coisa acontece com o bolsonarismo. Há um pessoal evangélico que é altamente estatista, que apoia o Bolsa Família e o direito do trabalhador”.

    Para o cientista político Elias Tavares, os dados revelam como o eleitor brasileiro organiza suas identidades políticas. “Existe uma separação clara entre identidade ideológica formal, direita e esquerda, e identidade política concreta, como petismo e bolsonarismo”.

    Ele concorda que petistas que se dizem de direita, por exemplo, podem combinar o apoio ao PT com posições associadas à direita em temas como costumes e segurança pública.

    Também vê possível influência da falta de clareza sobre os conceitos e dos efeitos da polarização, que empurraria o eleitor para fazer escolhas binárias em alguns casos,mas usar outras categorias de maneira menos estrita.

    “O rótulo ‘petista’ ou ‘bolsonarista’ funciona muito mais como um marcador de lado na disputa do que como expressão ideológica. Muitas vezes, o eleitor se identifica com um desses campos principalmente para se diferenciar do outro, não porque compartilha integralmente suas ideias”.

    Para Luis Gustavo Teixeira, doutor em ciência política e professor da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), o eleitorado brasileiro tende a se encaixar menos na classificação ideológica e ter uma relação mais direta com seus líderes.

    “As influências políticas no Brasil e na América Latina tendem a se vincular muito mais a elementos que são próprios do pensamento político de líderes populistas do que propriamente de corpos de pensamentos mais à esquerda ou à direita”.

    Segundo Marcus Ianoni, professor de ciência política da UFF (Universidade Federal Fluminense), também pode influenciar o resultado da pesquisa a maneira como a pergunta foi feita ao entrevistado.

    “O Datafolha precisaria explicitar o que ele entende por esquerda e direita, pois esse entendimento impacta a metodologia e os resultados. Além disso, a sondagem deveria coletar o que os entrevistados entendem por esquerda e direita e o que, segundo eles, há de esquerda e de direita tanto no bolsonarismo como no petismo”.

    34% dos petistas se posicionam à direita, e 14% dos bolsonaristas, à esquerda, diz Datafolha

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