Categoria: POLÍTICA

  • Boulos acredita que fim da escala 6×1 pode ser aprovado neste semestre

    Boulos acredita que fim da escala 6×1 pode ser aprovado neste semestre

    Ministro reforça que governo trabalha por redução da jornada

    O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (27) ter a expectativa de que o fim da escala 6×1 seja aprovado ainda neste semestre. Segundo ele, o governo federal está empenhado na diminuição da carga de trabalho semanal e no aumento do tempo livre para os trabalhadores.

    “Eu espero que isso possa ser pautado [para votação no Congresso Nacional], aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”, disse o ministro.

    Boulos concedeu entrevista coletiva após participar de ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para a criação de Grupo de Trabalho Técnico da Maré que deverá formular políticas para o Complexo da Maré, na zona norte do Rio.

    “Nós vamos acabar com a escala 6×1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro”, afirmou.

    Boulos disse atuar, com o Ministério do Trabalho, em prol da mudança e que já se reuniu e manterá conversas “nas próximas semanas” com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para tratar do tema.

    226 assinaturasO fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025 apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado e assinada por 226 deputados – sendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, a autora da proposta e primeira signatária.

    Indagado por jornalistas sobre a eventual resistência entre grandes empresários à mudança na carga de trabalho, Boulos avaliou que “o grande empresário ser contra não é nenhuma surpresa”.

    “Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Nunca vi na história. Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país.”No fim do ano passado, o Palácio do Planalto “erradicou escala a 6×1” para os trabalhadores terceirizados na Presidência da República, como o pessoal que presta serviço na copa e na limpeza.

    “São centenas de trabalhadores no Palácio do Planalto e, em dezembro, a gente assinou o fim da escala 6×1. Todos esses trabalhadores estão no máximo na escala 5×2”, garantiu Boulos.

    Boulos acredita que fim da escala 6×1 pode ser aprovado neste semestre

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  • Direita cita Bíblia para responder a esquerda sobre raio em ato de Nikolas

    Direita cita Bíblia para responder a esquerda sobre raio em ato de Nikolas

    Deus é evocado pelos dois lados para explicar o que aconteceu em Brasília; especialista diz que discussão virou ‘um verdadeiro tilet teológico’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com uma coisa esquerda e direita até concordavam quando correram às redes sociais para trovejar sobre o raio que feriu dezenas de bolsonaristas em ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-SP) em Brasília, no domingo (25): é Deus no controle.

    Se Ele estava contra ou a favor os manifestantes, aí vai depender de que lado você está nesse cabo-de-guerra ideológico.

    Entre a turma que antipatiza com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobraram ironia e crítica. Um chiste que fez sucesso na internet, por exemplo, diz que é impossível um ateu não se converter após o que seria uma prova irrefutável de poder divino.

    Parlamentares do campo, em geral, adotaram tom de cobrança. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) disse que Nikolas ignorou “as condições do céu”, inclusive a presença de crianças num dia de tamanha adversidade meteorológica. “Entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais.”

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, também acusou o colega de irresponsabilidade.

    A tropa bolsonarista adotou estratégias diversas para comentar o acidente climático que rapidamente se tornou mais um capítulo da polarização no país.
    O esforço tem sido o de neutralizar qualquer leitura simbólica negativa. O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) estava no protesto no instante em que o raio caiu, quando “tremeu o chão, uma barulheira, um som incrível”, conforme descreveu.

    O episódio, em sua análise, foi uma prova de que Deus é bom o tempo todo se você está lutando pela causa certa. Para ilustrar seu ponto, ele pediu que todos dessem “uma olhadinha no que acontece” quando um raio atinge algo.

    Crivella então mostrou vídeo em que um homem lamenta a morte de 66 novilhas vítimas de uma dessas descargas elétricas. O deputado se antecipou à pergunta que julgava inevitável: “As pessoas dizem: ué, se vocês são de Deus, por que caiu um raio na manifestação?”.

    Ele respondeu lembrando de passagens bíblicas que relatam como Jesus acalmou uma tempestade enquanto atravessava o Mar da Galileia. Entre “ondas altas” e “vento forte”, quando seus discípulos “achavam que iam morrer”, o messias cristão sabia que tudo daria certo. “Deus nos protegeu como protegeu Jesus na tempestade”, afirmou o deputado, que é sobrinho do bispo Edir Macedo.

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) foi outra que recorreu à Bíblia para justificar o caos climático de domingo. “Como diz a palavra em Ezequiel: ‘Farei descer chuva; haverá chuvas de bênçãos’”, escreveu numa rede social. “Essa multidão é a resposta de que não aceitaremos mais o jugo daqueles que tentam roubar a inocência das nossas crianças e destruir os nossos valores.”

    Colega de Senado, Magno Malta (PL-ES) enveredou por outra linha discursiva. Compartilhou uma animação que reencenou, com alta carga dramática, o que aconteceu no evento de domingo. “O raio não foi o pior que aconteceu ali”, diz o narrador do filme.

    A certa altura, enquanto manifestantes ao fundo lutam por suas vidas, mesas com pessoas vestidas com uma camisa vermelha alusiva ao PT brindam com champanhe. A ideia é retratar a esquerda como insensível a um cenário potencialmente fatal. “A comemoração não é sobre ideologia, é sobre caráter.”

    O pastor batista Kenner Terra, doutor em ciências da religião, diz que usar a fé para fins políticos gera um importante capital simbólico. “Não é sem motivo que Nikolas, estrategicamente, afirmou ao longo de todo o percurso de sua marcha que se tratava de uma ação de Deus, expressão da vontade divina.”

    O incidente do raio, contudo, provocou o que Terra chama de “um verdadeiro tilt teológico”, já que acontecimentos afins costumam ser interpretados, no imaginário religioso, como punição divina. “Na Bíblia há narrativas em que Deus pune com chuva e raios.”

    Vide trecho do livro de Samuel, do Antigo Testamento, que fala como “o Senhor trovejou com grande trovoada sobre os filisteus, e os aterrou de tal modo que foram derrotados diante de Israel”.

    Para manter a coerência do discurso, segundo Terra, parte dos apoiadores ajustou a narrativa recorrendo à antiga ideia de batalha espiritual. “Ou seja, poderes malignos teriam usado a natureza para retaliar os servos de Deus que estariam em luta contra o mal.”

    Ao interpretar a tragédia como castigo de Deus, com seriedade ou deboche, a esquerda buscou questionar a ação dos opositores, diz o pastor.

    Para ele, ambos os lados se arriscam ao valer-se do nome de Deus para legitimar interesses. “Ultrapassa a linha do razoável afirmar que Deus tenha punido os manifestantes. Fazer esse tipo de associação superficial é abrir as portas do absurdo, pois permitiria tratar como juízo divino todas as tragédias que atinjam adversários políticos.”

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  • Lula define ex-secretário-executivo de Padilha como substituto de Gleisi na SRI

    Lula define ex-secretário-executivo de Padilha como substituto de Gleisi na SRI

    Gleisi disse em entrevista que a tendência era que Olavo Noleto assumisse em seu lugar; ministra deve deixar a Secretaria de Relações Institucionais em 20 de março

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o atual chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão), Olavo Noleto, para substituir a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, no cargo.

    Gleisi disse, em entrevista à CNN Brasil, na Costa Rica, que a tendência era que Noleto assumisse em seu lugar. O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, confirmou com fontes no Palácio do Planalto que o presidente definiu o chefe do Conselhão como sucessor de Gleisi.

    A ministra deve deixar a SRI em 20 de março, pouco antes do prazo limite da desincompatibilização (momento em que os políticos têm de sair do cargo para serem candidatos). O limite é no início de abril. Ela será candidata ao Senado pelo Paraná.

    Olavo Noleto Alves é goiano e vai completar 52 anos em fevereiro. Ele é formado em marketing na Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Gestão Pública no Instituto de Ciência e Tecnologia de Goiás. Atualmente, ele é secretário-executivo do Conselhão, um órgão consultivo criado por Lula para receber demandas da sociedade civil.

    Ainda neste governo, Noleto foi secretário-executivo da SRI entre 2023 e 2024, quando o ministro era Alexandre Padilha, que atualmente comanda a Saúde. Quando Padilha saiu da SRI, Noleto foi deslocado para o Conselhão. Outra passagem na Esplanada foi durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando foi ministro interino da Secretaria de Comunicação Social (Secom) entre 2015 e 2026.

    Filiado ao PT, Noleto também fez parte do Diretório Nacional do PT quando Gleisi presidiu o partido, na época em que o partido enfrentava a crise proporcionada pelo escândalo da Lava Jato, a prisão de Lula e a derrota para o ex-presidente Jair Bolsonaro (então no PSL), nas eleições de 2018.

    Ele também teve cargos na prefeitura de Maricá (RJ) entre os anos de 2019 e 2022, e na prefeitura de Aparecida de Goiânia (GO), entre 2018 e 2019.

    Lula define ex-secretário-executivo de Padilha como substituto de Gleisi na SRI

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  • Caiado diz que deixará o União Brasil e negocia novo partido para disputar Presidência

    Caiado diz que deixará o União Brasil e negocia novo partido para disputar Presidência

    Governador de Goiás diz que não abrirá mão de disputar o Planalto e alerta para pulverização de candidaturas da direita contra Lula, único candidato da esquerda

    O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), afirmou nesta terça-feira, 27, que já comunicou ao União Brasil a intenção de deixar o partido e que negocia filiação a outras siglas para a disputa pela Presidência da República. Segundo ele, a decisão foi informada à cúpula da legenda e passou a ser tratada como irreversível.

    Em entrevista à rádio Nova Brasil, Caiado disse que comunicou a decisão ao presidente do partido, Antônio Rueda, e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto. “Eu já informei o presidente do partido, o Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo, irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, afirmou.

    De acordo com o governador, a discussão sobre uma eventual saída do União Brasil vem ocorrendo desde o fim do ano, mas chegou ao limite. “Essa é uma realidade que vem sendo discutida desde o período do Natal e do ano novo, e chegou o momento em que não se pode esperar mais”, disse.

    Sem revelar as siglas, Caiado afirmou ainda que mantém conversas com outras legendas e sinalizou que a definição deve ocorrer em breve. “Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias.”

    A movimentação de Caiado ocorre em um cenário em que ele ainda aparece atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações eleitorais. Segundo pesquisa AtlasIntel divulgada em 21 de janeiro, Lula tem 49% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o governador de Goiás, que registra 39%. Outros 13% afirmaram não saber ou preferiram não responder. O instituto entrevistou 5.418 pessoas, virtualmente, entre 15 e 20 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-02804/2026.

    Caiado defendeu a pulverização de candidaturas no campo da direita como estratégia para enfrentar o PT. Para ele, a concentração em um único nome favorece o governo. “Com o PT no poder, é um processo duro, que não tem limite e tenta ganhar a eleição a qualquer custo. Se houver apenas um candidato, ele terá dificuldade de chegar até outubro”, disse.

    Na avaliação do governador, não há garantias de que um nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha vantagem automática na disputa. Embora reconheça o prestígio político do ex-chefe do Executivo federal, Caiado afirmou que o apoio não se traduz integralmente em votos. “Uma coisa é ele ser candidato, outra é indicar alguém. Não existe transferência total”, disse, acrescentando que apoiaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.

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  • 'Lula é antissemita', afirma Flávio Bolsonaro em Israel

    'Lula é antissemita', afirma Flávio Bolsonaro em Israel

    “Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações”, declarou Flávio durante a “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”, em Israel

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, chamou, nesta terça-feira, 27, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de antissemita e classificou as ações dos Estados Unidos como um “novo modelo de cooperação internacional”.

    “Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações”, declarou Flávio durante a “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”, em Israel.

    O parlamentar brasileiro afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo. Também citou Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente. “O principal responsável pela política internacional de Lula, seu maior conselheiro, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que aplaude o Hamas e o apresenta como um grupo político normal”, disse.

    Flávio, que se apresentou “não apenas como um senador, mas como candidato à Presidência”, afirmou que se alinhará a Israel caso seja eleito. “Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. Deixe-me dizer isso claramente: o Brasil deve estar com Israel, com os judeus, com as democracias que lutam contra o terror.”

    Em uma indireta a Lula, o senador declarou que “o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel” e que os dois países “compartilham uma longa e honrosa história”, com “valores compartilhados”, como liberdade, democracia e respeito pela vida.

    “O Brasil se uniu a Israel na luta contra o terrorismo, sem desculpas e sem duplo padrão. Infelizmente, esse legado foi quebrado. Hoje, o antissemitismo não é um problema menor, não é apenas parte do passado. É real e uma ameaça global”, afirmou.

    Acenos aos EUA e a Milei

    Flávio também defendeu a atuação dos Estados Unidos e do presidente argentino, Javier Milei, na política internacional. Segundo ele, os Estados Unidos “ajudaram a construir um novo modelo de cooperação internacional”. Afirmou ainda que, se for eleito, seguirá a mesma linha de acordos adotada por Milei.

    “Os acordos liderados pelo grande presidente argentino, Javier Milei, são um passo histórico. Eles fortaleceram as ligações diplomáticas, econômicas e institucionais entre Israel e as democracias latino-americanas. E deixe-me dizer isso claramente: se depender de mim, o Brasil assinará oficialmente esses acordos em janeiro de 2027”, declarou.

    'Lula é antissemita', afirma Flávio Bolsonaro em Israel

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  • Master pagou por consultoria de escritório de Lewandowski quando ele era ministro da Justiça

    Master pagou por consultoria de escritório de Lewandowski quando ele era ministro da Justiça

    O ex-ministro saiu do escritório em 17 de janeiro de 2024, pouco antes de assumir o cargo no governo.
    Desde então, a banca está a cargo de sua mulher, Yara de Abreu Lewandowski, e do filho do casal Enrique Lewandowski

    (CBS NEWS) – O escritório de advocacia da família do ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski foi contratado pelo Banco Master de 2023 a agosto de 2025. Em parte desse período, ele era ministro da Justiça do governo Lula.

    O ex-ministro saiu do escritório em 17 de janeiro de 2024, pouco antes de assumir o cargo no governo.

    Desde então, a banca está a cargo de sua mulher, Yara de Abreu Lewandowski, e do filho do casal Enrique Lewandowski. Mesmo com a saída do ministro, eles seguiram prestando serviços para o Master, que era um dos clientes do escritório.

    A informação foi revelada pela coluna da Andreza Matais, no portal Metrópoles, e confirmada pela Folha. O veículo também afirmou que o contrato para consultoria jurídica do banco tinha o valor de R$ 250 mil mensais.

    O portal Metrópoles também divulgou que a contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

    A assessoria do parlamentar respondeu à Folha que Wagner foi consultado sobre um bom jurista e que se lembrou de Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal.

    “Seguramente, o banco achou a sugestão adequada e o contratou”, informou.

    Lewandowski respondeu, por nota, que depois de deixar o STF, em abril de 2023, o ex-ministro retornou às atividades de advocacia. Acrescentou que, além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master.

    “Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”, respondeu.

    O Master também contratou o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes, do STF, por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição, como revelou a coluna de Malu Gaspar no Globo.

    De acordo com a publicação, a contratação do Barci de Moraes Sociedade de Advogados teria validade de 36 meses, a partir do início de 2024.

    Com isso, o acordo renderia, até o início de 2027, R$ 129 milhões ao escritório, caso o Master não tivesse sido liquidado pelo Banco Central. Integram o escritório Viviane Barci de Moraes, que é esposa do ministro, e dois filhos do casal.

    O contrato seria para representar o Master onde fosse necessário -sem uma causa ou um processo específico- perante órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional. Também teria como objeto a organização e a coordenação estratégica, consultiva e contenciosa perante o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal.

    O gabinete de Moraes foi procurado por meio da assessoria de imprensa do STF, mas não respondeu aos pedidos da reportagem. A defesa de Vorcaro e a assessoria também não comentaram, nem confirmaram o contrato. O escritório Barci de Moraes não se pronunciou.

    A PF prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro, em 17 de novembro, no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga fraudes cometidas pelo banco na emissão de títulos de crédito falsos. Ele foi solto no dia 28, e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

    Master pagou por consultoria de escritório de Lewandowski quando ele era ministro da Justiça

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  • Gilmar Mendes defende Toffoli e diz que ministro tem 'compromisso com a Constituição'

    Gilmar Mendes defende Toffoli e diz que ministro tem 'compromisso com a Constituição'

    Magistrado é alvo de questionamentos na condução do caso do banco de Daniel Vorcaro; texto faz referência a parecer da PGR que negou afastamento do magistrado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, usou as redes sociais nesta segunda-feira (26) para fazer uma defesa do colega Dias Toffoli, que é alvo de questionamentos por sua condução do caso do Banco Master e potenciais conflitos de interesse com investigados.

    “O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”, escreveu Gilmar Mendes no X.

    “No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso.” O texto faz referência ao parecer da PGR que negou afastamento de Toffoli do caso.

    “A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”, finalizou Gilmar.

    Gilmar sai em defesa do colega em momento no qual Toffoli sofre pressão para deixar a supervisão do caso do Banco Master. A interlocutores Toffoli disse que, neste momento, descarta abdicar do processo por não ver elementos que comprometam a sua imparcialidade.

    O ministro tomou medidas como a imposição do mais alto grau de sigilo ao caso, acareação de investigados com diretor do Banco Central e armazenamento das provas no seu gabinete -uma parte das decisões foi depois revertida.

    Também vieram à tona potenciais conflitos de interesse com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Dois irmãos e um primo do ministro foram sócios do cunhado de Toffoli no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

    Nesta segunda-feira, a Folha de S. Paulo mostrou que o presidente Lula (PT) está irritado com Toffoli, pelo que considera um desgaste institucional do Supremo. Ele tem dito a auxiliares que Toffoli deveria abrir mão da condução do inquérito ou renunciar à cadeira do tribunal.

    Na semana passada, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, também publicou nota em que defende a atuação de Toffoli. Nos bastidores, Fachin articula pela implementação de um Código de Ética para a corte.

    Gilmar Mendes defende Toffoli e diz que ministro tem 'compromisso com a Constituição'

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  • PGR defende manutenção da prisão de Filipe Martins por acesso a rede social

    PGR defende manutenção da prisão de Filipe Martins por acesso a rede social

    Paulo Gonet afirma que defesa não comprovou descumprimento de medida cautelar; advogados dizem que prisão se baseia em prova frágil e sem perícia

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da prisão de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os documentos apresentados pela defesa não comprovam que Martins não tenha acessado a rede social LinkedIn.

    A manifestação foi feita após pedido da defesa de Martins ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que a PGR se pronunciasse nos autos. Moraes concedeu prazo de 15 dias ao órgão, que apresentou seu parecer no último sábado, 24.

    “Verifica-se a existência de prova documental que atesta o acesso do réu à rede social LinkedIn no dia 28.12.2025, conduta que configura violação à medida cautelar fixada pelo juízo em 26.12.2025”, escreveu Gonet. Segundo ele, “diante do descumprimento da obrigação imposta, a liberdade do réu revela-se insuficiente para a garantia da ordem processual”.

    Ainda de acordo com o procurador-geral, “dada a permanência dos motivos que fundamentaram a decretação da prisão preventiva e a inexistência de fatos novos que alterem o quadro fático-probatório que embasou a medida, não há que se cogitar de sua revogação ou relaxamento”.

    A defesa contesta essa interpretação. Para o advogado Ricardo Scheiffer, a decisão se baseia em elementos frágeis. “Causa perplexidade que uma mera captura de tela não verificável e sem nenhuma cadeia de custódia seja considerada suficiente para sustentar a prisão preventiva, enquanto documentos oficiais apresentados pela defesa são sumariamente desqualificados sem perícia conclusiva. Estão transformando uma medida cautelar em antecipação de pena”, afirmou.

    A prisão preventiva de Martins foi decretada por Moraes após a identificação de um suposto acesso do investigado à rede social LinkedIn, conduta considerada incompatível com as medidas cautelares impostas pela Corte. A defesa, no entanto, sustenta que Martins não utilizava a plataforma desde 2024, antes da imposição da proibição de uso de redes sociais.

    O ex-assessor foi preso em 2 de dezembro, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar determinada pelo Supremo.

    Martins foi condenado pelo STF, em 16 de dezembro, a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A decisão ainda não transitou em julgado e, por isso, é passível de recurso.

    PGR defende manutenção da prisão de Filipe Martins por acesso a rede social

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  • Nikolas Ferreira compartilha vídeo que atribui queda de raio em ato político à 'vontade divina'

    Nikolas Ferreira compartilha vídeo que atribui queda de raio em ato político à 'vontade divina'

    O deputado compartilhou vídeo do religioso Lamartine Posella, que atribui a uma “vontade divina” o raio que atingiu participantes da “Caminhada pela Liberdade”

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou neste domingo, 25, um vídeo em que o coach religioso Lamartine Posella atribui a uma “vontade divina” o raio que atingiu participantes da “Caminhada pela Liberdade”, manifestação organizada pelo parlamentar, em Brasília.

    No vídeo compartilhado pelo deputado no Instagram, Posella afirma que o episódio não deve ser interpretado apenas como um fenômeno natural e sustenta que o ocorrido estaria ligado a “batalhas espirituais”, segundo ele perceptíveis apenas por quem teria “discernimento espiritual”.

    De acordo com boletim do Corpo de Bombeiros, algumas pessoas ficaram desacordadas durante o episódio. Ao menos 89 participantes precisaram ser socorridos, dos quais 47 foram encaminhados a unidades de saúde. Desse total, 11 demandaram atendimento médico de maior complexidade.

    O episódio ocorreu por volta das 13 horas na Praça do Cruzeiro, uma hora após o início da concentração final de uma caminhada que Nikolas promoveu com apoiadores, que durante a semana andaram de Paracatu (MG) até a capital federal.

    Para o coach religioso Lamartine Posella, o desfecho do ato foi positivo e indica que o evento político teria provocado uma reação do que chamou de “estruturas espirituais do mal”.

    Segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e da ONG More in Common, o ato reuniu 18 mil pessoas em Brasília neste domingo.

    Com margem de erro de 12%, o cálculo aponta um público, no momento de pico, entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes, segundo a análise. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.

    Nikolas Ferreira compartilha vídeo que atribui queda de raio em ato político à 'vontade divina'

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  • Nikolas encerra ato em Brasília com recado ao STF e sem citar vítimas de raio

    Nikolas encerra ato em Brasília com recado ao STF e sem citar vítimas de raio

    Após discurso, deputado foi a hospital, fez fotos com as vítimas e passou a ser criticado nas redes sociais; Cerca de 89 pessoas ficaram feridas; oposição fala em irresponsabilidade

    WASHINGTON, EUA, BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O deputado federal Nikolas Ferreira encerrou neste domingo (25) em Brasília a caminhada que iniciou na última segunda-feira (19) num protesto pela anistia de Jair Bolsonaro (PL). O ato que foi planejado para recepcionar o parlamentar, numa área central da capital federal, acabou ofuscado por um raio que atingiu o local e deixou pelo menos 72 feridos, sendo 30 encaminhados a hospitais.

    A direita apostava no ato para mobilizar os apoiadores a pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) pela libertação do ex-presidente, preso após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado.

    Apenas Nikolas discursou no ato. O Pastor Silas Malafaia, que estava previsto para ir, não compareceu. No seu discurso, o parlamentar mandou recados ao STF (Supremo Tribunal Federal) e à cúpula do Congresso, e ignorou as vítimas da descarga atmosférica no local.

    “Uma pessoa que tem sido omissa neste país, que chama Davi Alcolumbre. Nós queremos, Davi, a instalação da CPMI do INSS e da CPMI do Banco Master”, afirmou Nikolas.

    Nikolas saiu de Paracatu na segunda-feira (19) rumo a Brasília com o objetivo de fazer um ato pela anistia de Jair Bolsonaro (PL) e para pressionar para que ele ao menos seja transferido do regime fechado para o regime domiciliar.

    “Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você. Lula, o Brasil não tem medo de você”, gritou do alto de um carro de som para que os apoiadores repetissem.

    O deputado também mandou recado aos próprios apoiadores para que não descessem à Esplanada para evitar que houvesse tumulto. “Ninguém, absolutamente ninguém deve descer na Esplanada”, disse.

    A primeira-dama Michelle Bolsonaro não compareceu ao ato. No lugar, ela encontrou Nikolas cedo na manhã deste domingo (25) em um local onde eles pernoitaram, onde fez uma oração com os apoiadores. Depois, justificou que precisava fazer almoço ao marido.

    Flávio Bolsonaro também não foi, por estar em Jerusalém, mas declarou apoio ao ato nas redes sociais.

    O ato foi criticado pela esquerda. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que Nikolas foi irresponsável durante a caminhada e que vai pedir à PF que investigue a responsabilide do deputado e organizadores pelo incidente com o raio.

    “[Nikolas] Saiu caminhando pela BR-040 sem comunicar PRF, DNIT ou autoridades competentes, fechou pista, ocupou a via, teve até helicóptero pousando na borda da estrada. Brincou com a vida das pessoas”, reclamou.

    A caminhada reuniu pessoas de diferentes regiões, que iniciaram o trajeto em pontos distintos. A reportagem conversou com participantes que chegaram de bicicleta e também a pé, muitos deles carregando cartazes com frases como “Fora Lula!”, “Fora Moraes!” e “Acorda Brasil!”.

    À medida que o ato avançava, outros manifestantes aguardavam nas proximidades da praça do Cruzeiro, vestindo camisetas amarelas e verdes e exibindo faixas com pedidos pela saída do presidente e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

    O público era diverso, com a presença de adultos, crianças, idosos e pessoas com deficiência, incluindo cadeirantes.

    Com a chegada do deputado Nikolas Ferreira e de outros parlamentares, parte dos participantes subiu em árvores e cadeiras para tentar vê-los e acompanhar o discurso.

    No entorno, ambulantes vendiam camisetas com a frase “Acorda Brasil” e faixas com slogans do movimento.

    Durante o ato, os manifestantes fizeram orações, cantaram o Hino Nacional e entoaram palavras de ordem repetidas pelo deputado, como “Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você” e “Lula, o Brasil não tem medo de você, porque o Brasil acordou”.

    Por causa das fortes chuvas, muitos participantes levaram capas de chuva, sombrinhas e lonas para se proteger. Em alguns momentos, porém, manifestantes pediam que as lonas fossem retiradas e as sombrinhas fechadas, para não obstruir a visão de quem tentava acompanhar a fala do deputado.

    O empresário André Ricardo Gomes Natário afirmou ter percorrido cerca de 50 quilômetros, de Luziânia (GO) até a praça do Cruzeiro, para participar do ato. Segundo ele, está há aproximadamente 20 anos envolvido em mobilizações ligadas ao conservadorismo.

    “É uma questão de princípios de família e de religião. Desde que me casei, vejo a educação sendo manipulada, com pessoas sendo formadas de uma maneira diferente”, disse.

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