Categoria: TECNOLOGIA

  • Google Tradutor acaba de ganhar uma das funcionalidades mais úteis

    Google Tradutor acaba de ganhar uma das funcionalidades mais úteis

    A ferramenta de tradução da Google completou o seu 20.º aniversário e, para marcar a data, a empresa decidiu integrar no Translate uma funcionalidade que permite analisar a pronúncia dos utilizadores com recurso da Inteligência Artificial.

    A ferramenta de tradução do Google, o Google Translate, completou esta semana seu 20º aniversário e, para celebrar, a empresa decidiu lançar uma nova funcionalidade que, mais do que ajudar a traduzir um idioma desconhecido, vai ajudar você a se comunicar melhor.

    A mais recente funcionalidade do Google Translate permite praticar a pronúncia de um idioma estrangeiro. Sabe-se que o recurso começará a ser disponibilizado nos Estados Unidos e na Índia e será compatível com inglês, espanhol e hindi.

    Naturalmente, essa funcionalidade utiliza Inteligência Artificial para avaliar a fala do usuário e, após analisar a pronúncia, fornecer feedback com dicas para melhorar.

    Você pode ver acima uma pequena demonstração que dá uma ideia de como essa novidade vai funcionar.

    No que diz respeito ao Google Translate, a empresa de Mountain View lembra que a ferramenta foi lançada no final de abril de 2006 e que, atualmente, suporta mais de 250 idiomas.

    Além disso, essa ferramenta de tradução conta com mais de um bilhão de usuários mensais e traduz mais de um trilhão de palavras todos os meses.

    Google Tradutor acaba de ganhar uma das funcionalidades mais úteis

  • "Montanha-russa": Artemis II explica viagem à Lua a público curioso

    "Montanha-russa": Artemis II explica viagem à Lua a público curioso

    Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, que fizeram parte da missão Artemis II, estiveram no programa “CBS Mornings”, onde explicaram como foi a viagem à Lua e as emoções que viveram.

    Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, que participaram da missão Artemis II, estiveram no programa CBS Mornings, na última sexta-feira, onde contaram como foi a viagem à Lua e as emoções que viveram.

    Diante de uma plateia formada por crianças e jovens, Jeremy Hansen descreveu o retorno à Terra como “a melhor montanha-russa em que já esteve”.

    “A primeira coisa que você vê é como um plasma, as cores começam a aparecer. Uma bola de fogo se forma do lado de fora das janelas. Era vermelha e estava caindo. Depois ficou azul e verde. Era como se alguém estivesse soldando, soltando faíscas”, contou no especial “Artemis II: Uma Celebração de Heróis”.

    “É tudo muito emocionante”, completou.

    Já Christina Koch afirmou que a experiência foi “fenomenal”. “Fui tomada por uma euforia imensa”, disse.

    Os quatro astronautas partiram no dia 1º de abril, da Flórida, e viajaram mais longe no espaço do que qualquer outro ser humano antes deles. O retorno aconteceu em 10 de abril, após dez dias de missão.

    Durante o programa, eles conheceram Jack, um menino de cinco anos que sonha em ser astronauta e viralizou por sua empolgação ao assistir ao lançamento da cápsula Orion. Ele recebeu de presente um traje de astronauta semelhante ao usado na missão.

    Na conversa, os astronautas também compartilharam momentos curiosos, como o dia em que a cápsula pousou no Oceano Pacífico. Enquanto aguardavam o resgate, dividiram M&Ms.

    “Quando pousamos, caímos no Oceano Pacífico e, enquanto esperávamos a equipe de resgate abrir a cápsula, a Christina tirou M&Ms do bolso e perguntou: ‘Tenho alguns, vocês querem?’”, contou Wiseman.

    “E lá ficamos nós, encostados, recém-chegados, comendo M&Ms. Estávamos felizes”, completou.

    Um estudante de 18 anos perguntou qual foi a coisa de que mais sentiram falta em relação à gravidade. Hansen respondeu que não sentiu falta de nada: “Se tiver a chance de experimentar a microgravidade, não perca. É muito divertido”, disse, embora tenha admitido que tarefas simples, como ir ao banheiro, ficam mais difíceis.

    Em outro momento, Christina Koch falou sobre a readaptação à gravidade. “O corpo precisa de tempo para se acostumar novamente. É preciso reaprender a andar e recuperar o equilíbrio”, explicou.

    Questionado sobre a decisão mais difícil da missão, Wiseman lembrou de um momento de tensão, quando a tripulação foi acordada por um alarme indicando possível vazamento de combustível.

    “Era a primeira vez que humanos pilotavam aquela nave. Estávamos testando tudo e não sabíamos que também estávamos testando o sistema de alerta. Estávamos dormindo, flutuando nos sacos de dormir, quando vi o monitor e pensei: ‘Acho que é um aviso grave’. Isso chamou a atenção de todos”, relatou.

    Sobre trabalho em equipe, Christina Koch destacou que os verdadeiros heróis não eram apenas os astronautas, mas também as equipes em terra que trabalharam por anos para tornar a missão possível.

    Os quatro fizeram história ao superar o recorde de distância da Apollo 13, que era de 400.171 quilômetros. A nova marca foi estabelecida a 406.777 quilômetros da Terra.

    A NASA prevê uma nova missão para 2027 que não chegará à Lua, antes de enviar astronautas à superfície lunar em 2028, na quarta missão Artemis — possivelmente antes da China, que planeja levar seus astronautas ao satélite natural em 2030.

    "Montanha-russa": Artemis II explica viagem à Lua a público curioso

  • Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

    Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

    John Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple no mês de setembro e terá, desde logo, de lidar com dois grandes desafios enquanto novo líder da empresa de forma a manter a boa “saúde” da empresa.

    Será em setembro deste ano que John Ternus assumirá o cargo de novo CEO da Apple e, de acordo com o Financial Times, o novo líder da “empresa da maçã” já terá dois grandes desafios pela frente.

    O primeiro desafio será o aumento no preço da memória RAM e de outros componentes, o que tem levado várias empresas a reajustar os preços de seus dispositivos eletrônicos.

    Segundo a publicação, até pouco tempo a memória RAM representava cerca de 10% do custo final de um iPhone, mas, com os aumentos recentes, esse valor pode chegar a até 45% do preço final. Diante disso, Ternus terá que decidir se a Apple absorve esse custo, reduzindo sua margem de lucro, ou se repassa o aumento aos consumidores, correndo o risco de afetar as vendas.

    O segundo desafio está na diversificação dos locais de produção dos produtos da Apple.

    Embora a maior parte dos dispositivos ainda seja fabricada na China e na Índia, nos últimos anos aumentou a pressão dos Estados Unidos para que a empresa também amplie sua produção em território americano.

    No passado, o atual CEO Tim Cook conseguiu equilibrar essa situação com boas relações políticas, inclusive durante o governo Trump. Agora, resta saber como Ternus conseguirá manter esse equilíbrio sem prejudicar a imagem da Apple nos EUA ou na China.

    Novo CEO quer superar antecessor

    O ano de 2026 marcará a chegada de um novo CEO à Apple. Após 15 anos sob a liderança de Tim Cook, a empresa passará a ser comandada por John Ternus, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware.

    Ternus já deverá assumir oficialmente durante o evento anual da Apple, em setembro, ocasião em que a empresa deve apresentar seu primeiro smartphone dobrável — provisoriamente chamado de iPhone Fold ou iPhone Ultra.

    Esse lançamento deve ser apenas o início de uma série de novidades. Segundo a Bloomberg, a Apple planeja entrar em cerca de dez novas categorias de produtos nos próximos anos.

    “[John] Ternus está se preparando para uma verdadeira avalanche de produtos”, afirma a publicação, destacando que ele pode levar a Apple a explorar mais categorias do que Tim Cook ao longo de seus 15 anos no comando. “Com o iPhone dobrável e outros lançamentos, a empresa poderá entrar em aproximadamente dez novas categorias, o que permitiria a Ternus superar rapidamente seu antecessor nesse aspecto.”

    Vale lembrar que, sob a liderança de Cook, a Apple entrou em poucas novas categorias: relógios inteligentes, fones de ouvido sem fio e dispositivos de realidade virtual e aumentada, com o Apple Watch, os AirPods e o Vision Pro, respectivamente.

    Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

  • Meta planeja gastar 145 bilhões de dólares em IA durante 2026

    Meta planeja gastar 145 bilhões de dólares em IA durante 2026

    A Meta aproveitou a mais recente apresentação de resultados financeiros que, em 2026, planeja gastar 145 bilhões de dólares em IA. É um número significativamente maior do que os 72 bilhões de dólares gastos no ano passado.

    A Meta divulgou os resultados financeiros do último trimestre e também aproveitou para apresentar seus planos de continuar investindo no desenvolvimento de Inteligência Artificial.

    Segundo o site Gizmodo, a empresa pretende gastar um total de 145 bilhões de dólares ao longo de 2026, valor significativamente maior do que o registrado no ano anterior, quando as despesas chegaram a 72 bilhões de dólares.

    Mesmo com um aumento de 33% na receita no último trimestre, o anúncio sobre os investimentos em Inteligência Artificial impactou o valor das ações da companhia.

    Ainda assim, Mark Zuckerberg não demonstrou preocupação e reforçou sua “confiança neste investimento”. Além de destacar a importância da Inteligência Artificial para o futuro da Meta, ele explicou o aumento dos gastos em relação ao ano passado citando o “aumento nos custos dos componentes, particularmente nos preços de memória”.

    A cautela dos investidores está ligada principalmente à aposta anterior da empresa no metaverso, que, após consumir dezenas de bilhões de dólares, acabou sendo parcialmente abandonada. Em 2026, a Meta iniciou demissões na divisão Reality Labs e passou a direcionar seus esforços para a Inteligência Artificial, especialmente na área chamada Meta Superintelligence Labs.

    A Meta também informou que registrou lucro de 26,77 bilhões de dólares (22,93 bilhões de euros) no primeiro trimestre, um crescimento de 61% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pela publicidade em suas redes sociais.

    Dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, a empresa alcançou uma receita trimestral de 56,31 bilhões de dólares (48,24 bilhões de euros), representando alta de 33% na comparação anual, impulsionada pelo aumento no número de anúncios exibidos e nos preços cobrados.

    “Tivemos um trimestre recorde, com um forte impulso nas nossas aplicações e o lançamento do nosso primeiro modelo da Meta Superintelligence Labs”, afirmou Zuckerberg em comunicado, destacando os avanços em IA.

    O número de usuários ativos diários chegou a 3,56 bilhões em março, alta de 4% em relação ao ano anterior, apesar de uma leve queda frente ao trimestre anterior, causada por “interrupções na internet no Irã” e restrições ao WhatsApp na Rússia.

    Para o próximo trimestre, a Meta projeta receita de pelo menos 58 bilhões de dólares e manteve a previsão de custos anuais entre 126 bilhões e 169 bilhões de dólares, elevando, no entanto, a estimativa de investimentos em infraestrutura.

    Meta planeja gastar 145 bilhões de dólares em IA durante 2026

  • Opção do YouTube Premium será lançada para todos os utilizadores

    Opção do YouTube Premium será lançada para todos os utilizadores

    O modo “picture-in-picture” foi lançado como um exclusivo do YouTube Premium em 2018 e chegará agora a todos os utilizadores da plataforma de vídeos. Será disponibilizado gradualmente ao longo dos próximos meses.

    O YouTube anunciou que o modo “picture-in-picture” ficará disponível para todos os usuários do aplicativo de vídeos. Vale lembrar que esse recurso era, até então, exclusivo para assinantes do plano Premium.

    O modo “picture-in-picture” do YouTube permite, na prática, continuar assistindo a um vídeo mesmo quando o aplicativo não está aberto em primeiro plano.

    Para ativar a funcionalidade, basta deslizar a tela de baixo para cima ou pressionar o botão Home do celular enquanto um vídeo está sendo reproduzido. Isso gera uma versão reduzida do vídeo, que fica “flutuando” na tela, permitindo que o usuário abra e utilize outros aplicativos ao mesmo tempo.

    Como destaca o site Engadget, esse modo foi lançado inicialmente no Premium para Android em 2018 e para iOS em 2021. Agora, será disponibilizado para todos os usuários nos próximos meses.

    É importante ressaltar que os usuários da versão gratuita do “picture-in-picture” não poderão utilizá-lo para assistir a vídeos de música — essa possibilidade continuará sendo exclusiva para assinantes do YouTube Premium.

    Opção do YouTube Premium será lançada para todos os utilizadores

  • Cansa experimentar roupa antes de sair? A Google pode te ajudar!

    Cansa experimentar roupa antes de sair? A Google pode te ajudar!

    A Google revelou uma nova funcionalidade de Inteligência Artificial para o aplicativo Photos que, na prática, registra as suas peças de roupa para lhe permitir combiná-las mais facilmente – diminuindo assim o tempo necessário para escolher as combinações adequadas

    A Google tem passado os últimos anos integrando ferramentas de Inteligência Artificial em grande parte dos seus serviços, com o Photos recebendo uma grande diversidade de opções de edição.

    Ainda que também conte com Inteligência Artificial, a mais recente novidade do Photos assume um objetivo levemente diferente. Chama-se Wardrobe (Guarda-roupa, em português) e, na prática, permite-lhe ter versões virtuais das suas roupas e peças de vestuário para que consiga combiná-las diretamente no app.

    O funcionamento é simples. Segundo o site Digital Trends, a partir das fotografias que tem armazenadas no Google Photos, o app registra automaticamente as roupas e acessórios que usa nestas imagens e organiza-as em categorias – que podem ser partes de cima, calças, sapatos, colares, etc.

    Estas categorias podem ser filtradas e, neste processo, poderá combiná-las diretamente no Google Photos de forma a criar conjuntos sem ter de passar muitos minutos experimentando cada uma das peças.

    A única limitação do Google Wardrobe está no fato de apenas serem registradas as roupas que use em fotografias já carregadas para o Google Photos. Significa isto que, caso já não tenha peças de vestuário que usou há alguns anos, poderá encontrar alguns problemas. Da mesma forma, terá de garantir que tira fotografias com novas roupas que venha a comprar de forma a garantir a eficácia desta funcionalidade.

    Não se sabe ainda ao certo quando é que a Google lançará esta funcionalidade, mas a empresa adiantou que estará disponível para experimentar durante o segundo semestre deste ano.

    Da mesma forma, também foi confirmado que os primeiros a terem a oportunidade de experimentar o Google Wardrobe serão os usuários de celulares Android, com os detentores de iPhone a terem de aguardar um pouco mais.

    JORNAL DA TARDE© Google  

    Cansa experimentar roupa antes de sair? A Google pode te ajudar!

  • "Muita gente vai dizer que está doente" para jogar o "GTA VI", diz CEO

    "Muita gente vai dizer que está doente" para jogar o "GTA VI", diz CEO

    O CEO da Take-Two, a editora responsável por “GTA VI”, acredita que muitas as pessoas deverão faltar ao trabalho no dia 19 de novembro, quando o jogo for lançado

    O lançamento de “GTA VI” continua marcado para o dia 19 de novembro e, apesar de ainda faltarem alguns meses, a ansiedade dos jogadores está cada vez mais alta. Contudo, parece que os jogadores não são os únicos a terem grandes expetativas.

    O CEO da editora responsável pelo lançamento do jogo, a Take-Two Interactive, fez algumas declarações em uma coletiva direcionada a executivos da indústria de videogames onde mostra confiança em relação ao lançamento de “GTA VI”.

    De acordo com o site IGN, Strauss Zelnick afirmou nesta coletiva que acredita que “muitas pessoas vão dizer que estão doentes no dia 19 de novembro”, faltando assim ao trabalho para conseguirem jogar a “GTA VI”.

    A grande expectativa em torno de “GTA VI” prende-se não só pelo histórico de qualidade dos jogos desenvolvidos pela produtora Rockstar Games, como também pelo fato de ser o primeiro novo jogo da franquia desde setembro de 2013 – quando “GTA V” foi lançado para o PlayStation 3 e Xbox 360.

    Tendo isto em conta, Zelnick admite que até será difícil de medir o sucesso de “GTA VI”, notando que é “assustador” pensar que o jogo terá de estar ao nível das expectativas.

    “Aquilo que ambicionamos é criar a peça de entretenimento mais impressionante da história – o que é um desafio bastante assustador”, afirmou Zelnick. “Se conseguirmos isso e se prestarmos um bom serviço aos nossos clientes, os benefícios aparecerão naturalmente”.

    Quanto custará “GTA VI”?

    Com o aumento de preços que se tem sentido no mundo dos videogames, muitos acreditam que “GTA VI” poderá vir a apresentar um valor acima do normal. Os que acreditam nesta hipótese apontam que a longevidade proporcionada pelo mundo online e o elevado investimento na produção da Rockstar Games e da Take-Two Interactive podem contribuir para que o jogo tenha um preço acima da média.

    Em maio de 2025 especulava-se que “GTA VI” poderia tornar-se o jogo mais caro da história, com os custos de desenvolvimento a ultrapassarem os mil milhões de dólares. Por outro lado, em março de 2025 circulou o rumor que “GTA VI” poderia chegar às lojas com um custo a rondar os R$ 600.

    Em agosto de 2025 foi a vez de Zelnick falar sobre o assunto, notando que o objetivo era “oferecer mais valor do que aquele que é cobrado”.

    Esta foi uma ideia repetida agora pelo CEO da Take-Two Interactive, que aproveitou a coletiva com outros executivos do mundo dos games para afirmar que a ideia passa por chegar a um preço justo.

    “Os consumidores pagam pelo valor que lhe dá e o nosso trabalho é cobrar muito, muito, muito menos pelo valor que é entregue”, explicou Zelnick. “A sensação que tem quando compra algo é a relação entre o produto em si e o preço que se paga. Os consumidores têm de sentir que o produto em si é incrível e que o preço cobrado foi justo pelo que se recebeu”.

     

    "Muita gente vai dizer que está doente" para jogar o "GTA VI", diz CEO

  • UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos a Facebook e Instagram

    UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos a Facebook e Instagram

    Meta afirma que discorda de conclusões e que adota medidas para controlar acesso. Bloco europeu diz que medidas adotadas pela empresa são ineficazes para comprovar idade

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A União Europeia acusou nesta quarta-feira (29) a Meta de infringir as regras do bloco europeu e as suas próprias condições ao permitir o acesso de menores de 13 anos ao Instagram e ao Facebook.

    A acusação está nas conclusões preliminares de uma investigação lançada há dois anos pela Comissão Europeia, braço executivo da UE, sobre a Meta, que pode resultar em uma multa equivalente a 6% do faturamento anual do grupo. A big tech afirmou que discorda da UE e que tem medidas para remover contas de menores de 13 anos.

    A comissão tenta nos últimos meses reforçar a proteção de menores na internet e avalia implementar uma idade mínima para o acesso às redes sociais em todo o bloco. Vários países da União Europeia estudam medidas semelhantes, seguindo o exemplo da Austrália, que proibiu o uso dessas plataformas por menores de 16 anos.

    No caso da Meta, o Executivo europeu ressalta que a própria empresa “fixa em 13 anos a idade mínima para acessar com total segurança o Instagram e o Facebook”.

    A comissão afirma que as medidas do grupo para aplicar essas restrições não são eficazes e que, por exemplo, não realiza nenhum controle eficaz “para verificar a data de nascimento autodeclarada” dos novos usuários.

    “Somos muito claros: o Instagram e o Facebook se destinam a pessoas de 13 anos ou mais, e implementamos medidas para detectar e remover contas de menores”, disse um porta-voz da Meta, consultado pela AFP.

    “Continuamos investindo em tecnologias que permitam identificar e remover contas de usuários menores”, acrescentou o porta-voz, que indicou que em breve anunciarão medidas suplementares.

    A Comissão Europeia menciona “um amplo conjunto de provas provenientes de toda a União Europeia que indicam que entre 10% e 12% das crianças menores de 13 anos acessam o Instagram e/ou o Facebook”.

    Também acusa a empresa de não cumprir suas obrigações de avaliar e minimizar os riscos para os menores impostas pelo regulamento europeu sobre serviços digitais, o DSA.

    “A Meta parece ter ignorado provas científicas amplamente acessíveis que indicam que os mais jovens são mais vulneráveis aos danos potenciais causados por esses serviços”, afirma a comissão.

    A Meta afirma que tem medidas em vigor para detectar e remover contas de crianças menores de 13 anos e que anunciará medidas adicionais na próxima semana.

    “A compreensão da idade é um desafio para todo o setor, que exige uma solução para todo o setor, e continuaremos a nos envolver de forma construtiva com a Comissão Europeia nessa importante questão”, disse um porta-voz da Meta.

    A UE lançou vários procedimentos para proteger crianças e adolescentes na internet. Há um mês, iniciou uma investigação sobre o Snapchat, uma das plataformas favoritas dos adolescentes, à qual também reprova por não verificar a idade de seus usuários.

    Também exigiu que o TikTok modificasse sua interface por considerá-la “viciante” e potencialmente prejudicial ao bem-estar dos usuários.

    Neste mesmo mês, Bruxelas apresentou um aplicativo de verificação de idade que colocou à disposição dos países-membros que queiram restringir o acesso de menores às redes sociais.

    UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos a Facebook e Instagram

  • Governo contraria Meta e mantém WhatsApp restrito a menores de 14 anos

    Governo contraria Meta e mantém WhatsApp restrito a menores de 14 anos

    Ministério da Justiça rejeita recurso da Meta e fixa idade mínima de 14 anos para WhatsApp e Messenger

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) -O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) negou recurso da Meta e manteve a recomendação para WhatsApp e Messenger como não recomendados para menores de 14 anos.
    A decisão saiu na segunda-feira (27) em despacho publicado no Diário Oficial da União. Segundo o documento, o recurso da Meta “não trouxe elementos suficientes” para a alteração da recomendação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

    Na prática, a classificação segue a mesma feita em 2025. Na ocasião, o governo revisou a recomendação de idade para várias plataformas. Messenger e WhatsApp foram de 12 para 14 anos como idade mínima.

    A questão etária reflete riscos como violência, sexo, drogas e interatividade.

    A ideia do ministério é oferecer algum critério para os responsáveis, porém não impede o acesso. A classificação funciona como em séries e filmes, em que há um aviso da classificação no início e cabe aos pais restringir ou não o acesso à obra. No caso dos apps, a indicação aparece nas lojas de aplicativo.

    Messenger e WhatsApp permitem comunicação sem proteção e compras online. O MJSP ressalta que entre os fatores para manter a classificação estão recursos de comunicação direta entre usuários, publicidade, oferta ou comercialização de produtos, recomendação de conteúdos e, no caso do WhatsApp, compartilhamento de localização.

    “Em resumo, a decisão, por si só, não impede o acesso ao WhatsApp nem ao Messenger por menores de 14 anos. O que ela afirma é que, nas condições atuais de funcionamento, esses aplicativos não são recomendados para essa faixa etária, segundo os critérios técnicos vigentes da classificação indicativa”, afirma nota do MJSP à reportagem.

    Em 2025, o governo mudou a recomendação etária mínima do Instagram para 16 anos. Na época, o argumento era de que o app poderia disponibilizar acesso a cenas de sexo, nudez, violência e uso de drogas.

    POR QUE IMPORTA?

    A Meta pediu revisão, pois discordou da classificação anterior. Ainda que a empresa não tenha se pronunciado oficialmente, ela tentou mudar a recomendação para os aplicativos -consultada, a Meta informou que não comentaria o caso.

    Especialista considera que reação da Meta provavelmente tem relação com “temor”. Segundo Maria Mello, gerente do eixo digital do Instituto Alana (entidade que luta para garantir direitos para crianças e adolescentes), ainda que a manutenção da indicação não mude nada, pais poderão verificar a classificação e limitar o uso do app, fazendo com que a empresa perca usuários.

    Ao mesmo tempo, a indicação do ministério diverge da feita pela Meta. Instagram e Messenger são recomendados para uso a partir dos 13 anos, enquanto o ministério diz ser inapropriado para menores de 14 anos. Recentemente, a Meta anunciou um sistema para pais gerenciarem contas de crianças menores de 13 anos no WhatsApp -além disso, a empresa tem uma versão do Messenger para menores chamada Messenger Kids, que tem controle parental.

    A classificação pode indicar uma movimentação maior por parte do governo. Maria, do Alana, menciona que o MJSP pode usar outros mecanismos -como o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) convencional ou o Código de Defesa do Consumidor- para exigir mais obrigações da empresa para crianças e adolescentes.

    Governo contraria Meta e mantém WhatsApp restrito a menores de 14 anos

  • Entenda porque a China proibiu a Meta de comprar a startup de IA Manus

    Entenda porque a China proibiu a Meta de comprar a startup de IA Manus

    Decisão de Pequim barra negócio bilionário com a Meta e sinaliza endurecimento no controle sobre tecnologias estratégicas; analistas apontam que medida vai além de regras comerciais e reforça disputa com os EUA por liderança em inteligência artificial.

    (CBS NEWS) – A China proibiu a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela gigante americana Meta com a justificativa de que a compra violava leis e regulamentos relativos à exportação de tecnologia e ao investimento estrangeiro. Mas, para especialistas, não se trata apenas disso.

    Analistas afirmam que Pequim quer mostrar que tecnologia chinesa sensível precisa de aprovação para receber aportes do exterior, e que uma empresa não deixa de ser chinesa só porque muda de sede, estrutura societária ou passa a operar fora do país.

    “A principal consideração, acredito, não é a Manus em si. É o fato de que, se a Manus pode ‘pegar seus brinquedos’ e se mudar para Singapura sem nem pedir licença, o que impediria outras empresas de tecnologias estratégicas de fazer o mesmo?”, diz Kendra Schaefer, consultora de políticas públicas da Trivium China.

    “Então, isso representa o início de esforços regulatórios de longo prazo para impor mais controles sobre a saída de tecnologias chinesas como uma questão de segurança nacional.”

    O anúncio da compra foi feito em dezembro, com a startup indicando que se uniria à Meta para o que chamou de “próxima era de inovação”. A resposta das autoridades chinesas, que começou com o anúncio de investigação, veio cerca de dez dias depois.

    A ação revela a disposição do país asiático de proteger alta tecnologia, uma vez que a negociação já estava concluída e a startup havia transferido sua operação para Singapura no ano anterior.

    A transação, avaliada em US$ 20 bilhões, acrescenta uma nova camada à disputa pela liderança em inteligência artificial entre Pequim e Washington e pode levar o assunto à mesa de negociação entre os dois países.

    O líder chinês, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem se encontrar na capital chinesa em maio para prolongar a trégua que sustenta a guerra comercial entre as nações.
    *
    POR QUE A META QUERIA COMPRAR A MANUS?

    A aquisição da startup pela gigante americana é vista como uma tentativa de equiparar a Meta a concorrentes com tecnologia mais avançada em inteligência artificial, como OpenAI e Google.

    No anúncio, a empresa americana afirmou que a negociação foi feita como forma de “desbloquear oportunidades de negócios” em seus próprios produtos. 

    Em outras palavras, a Meta integraria um agente de IA já desenvolvido e capaz de realizar tarefas de assistência, automação, produtividade e execução dentro de seu ecossistema -Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, por exemplo.

    QUAL O ARGUMENTO DA CHINA PARA BARRAR A AQUISIÇÃO?

    Quando a investigação foi anunciada, o Ministério do Comércio afirmou que seria avaliado se a compra estava em conformidade com as leis chinesas de exportação de tecnologia e investimentos no exterior.

    Na segunda-feira (27), ao proibir a transação, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, responsável pela avaliação, disse apenas que “decidiu proibir o investimento estrangeiro no projeto Manus, em conformidade com as leis e regulamentos, e exigiu que as partes envolvidas cancelassem a transação”.

    A medida é tratada como questão de segurança nacional. Uma regulamentação em vigor desde 2021 determina que investimentos estrangeiros que afetem o Estado passem por revisão rigorosa e estabelece que o investidor será obrigado a desfazer a operação caso ela já tenha sido concluída.

    Como garantia adicional, no fim de março as autoridades instruíram o CEO, Xiao Hong, e o cientista-chefe, Ji Yichao, a não deixar a China até novas instruções, segundo o Wall Street Journal.

    COMO PEQUIM PODE PROIBIR UMA NEGOCIAÇÃO TRANSFERIDA PARA

    OUTRO PAÍS?

    Segundo especialistas, Pequim tratou o caso como aquisição de tecnologia sensível, talentos e dados de origem chinesa e, por isso, aplicou a legislação à empresa já instalada em Singapura.

    Para Aynne Kokas, diretora do Centro de Estudos da Ásia Oriental da Universidade da Virgínia, a ação sugere que Pequim está ampliando o que entende por empresas chinesas no setor de tecnologia.

    “A revisão de segurança parece ter sido acionada por causa dos vínculos com a China. Essa é uma visão expansiva do que constitui uma empresa chinesa.”

    NEGÓCIO PODE SER DESFEITO?

    Em teoria, sim, conforme determina a decisão das autoridades. Um ponto sensível é que a ordem foi publicada meses após o anúncio da aquisição, sugerindo que houve compartilhamento de tecnologia, equipe e dados em algum nível, além de acesso da Meta a informações sensíveis.

    O Wall Street Journal relatou que a gigante americana está se preparando para reverter a negociação. Segundo o jornal, Pequim deu à empresa um prazo de algumas semanas para desfazer a transação e restaurar os ativos chineses da Manus ao estado original.

    Esse caso cria um precedente?

    Sim. Kokas afirma que Pequim sinaliza às empresas que tecnologias desenvolvidas na China, mesmo quando a companhia já não está domiciliada no país, estão sujeitas às regulamentações locais.

    Para Schaefer, a restrição cria o risco de que “fundadores simplesmente decidam criar empresas no exterior, em vez de incubá-las dentro das fronteiras chinesas e depois transferi-las para fora por meio de estruturas corporativas complexas”.

    Entenda porque a China proibiu a Meta de comprar a startup de IA Manus