Categoria: TECNOLOGIA

  • Rockstar suspende venda direta de jogos no PC no Brasil após nova lei

    Rockstar suspende venda direta de jogos no PC no Brasil após nova lei

    Mudança ocorre após entrada em vigor do ECA Digital, que exige verificação mais rigorosa de idade. Jogos seguem disponíveis em outras plataformas, e usuários que já compraram títulos da empresa não serão afetados pela decisão

    A Rockstar Games, produtora de títulos como GTA V e Red Dead Redemption II, decidiu suspender a venda direta de seus jogos para PC no Brasil por meio de suas próprias plataformas, a Rockstar Games Store e o Rockstar Games Launcher.

    A medida ocorre após a entrada em vigor, nesta terça-feira (17), do chamado Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), conhecido como “Lei Felca”, que estabelece novas regras para o acesso de menores a conteúdos online.

    A legislação exige que plataformas e lojas digitais adotem sistemas mais rigorosos de verificação de idade, impedindo que crianças e adolescentes tenham acesso a jogos e conteúdos destinados ao público adulto. Apenas declarar ter mais de 18 anos não é mais suficiente, sendo necessário implementar mecanismos mais robustos de validação.

    A nova lei também traz restrições às chamadas loot boxes, que são recompensas aleatórias adquiridas dentro dos jogos com dinheiro real ou virtual. Esse tipo de recurso passa a ser proibido em conteúdos voltados a menores de idade.

    Diante dessas exigências, algumas empresas já começaram a adaptar suas operações no país. Jogos online como League of Legends, por exemplo, deixaram de estar disponíveis para menores de idade no Brasil.

    No caso da Rockstar, a suspensão vale apenas para a venda direta em suas próprias plataformas. Os jogos da empresa continuam disponíveis normalmente em lojas digitais como PlayStation, Xbox, Nintendo Switch, Steam e Epic Games Store.

    A mudança também não afeta usuários que já compraram os jogos anteriormente. Esses jogadores continuam com acesso garantido aos títulos por meio do launcher da empresa.

    Segundo comunicado oficial, quem adquiriu jogos antes de 16 de março de 2026 poderá continuar acessando normalmente. Além disso, as microtransações em jogos como GTA Online e Red Dead Online não foram impactadas pela nova legislação.

    A decisão levanta dúvidas sobre o lançamento de GTA VI no Brasil. No entanto, até o momento, o jogo foi anunciado apenas para PlayStation 5 e Xbox Series, sem confirmação de versão para PC.

    Com isso, a medida adotada pela Rockstar não deve afetar diretamente o lançamento do novo título no país. A expectativa é que plataformas como PlayStation e Xbox adotem sistemas próprios de verificação de idade para se adequar à legislação brasileira.
     
     

     

    Rockstar suspende venda direta de jogos no PC no Brasil após nova lei

  • WhatsApp muda visual no iPhone e cria atalho para troca de contas

    WhatsApp muda visual no iPhone e cria atalho para troca de contas

    Atualização altera barra inferior e transforma botão de configurações em perfil, exibindo a conta ativa. Mudança chega gradualmente e inclui testes com imagem de capa no perfil, ainda restrita a alguns usuários

    Após algumas semanas em fase de testes, o WhatsApp começou a liberar uma nova atualização para usuários de iPhone que traz mudanças na barra de navegação da tela inicial do aplicativo.

    De acordo com o site WABetaInfo, a principal novidade é a inclusão de um ícone no canto inferior direito que indica qual conta está em uso. A funcionalidade faz parte das melhorias voltadas para facilitar a troca rápida entre diferentes contas no mesmo aparelho.

    O novo ícone exibe a imagem de perfil do usuário, permitindo identificar imediatamente qual conta está ativa. Antes, esse espaço era ocupado pelo botão de configurações do aplicativo.

    Com a atualização, a aba de “Configurações” passa a ser chamada de “Perfil”. Nesse novo espaço, os usuários podem gerenciar a conta, ajustar informações pessoais e controlar a própria identidade dentro da plataforma.

    A mudança aproxima o funcionamento do WhatsApp ao de outras redes sociais, como Instagram e Threads, que já utilizam esse tipo de ícone para facilitar a alternância entre contas.

    A atualização está sendo liberada de forma gradual, o que significa que nem todos os usuários terão acesso imediato às novidades. Algumas funções ainda permanecem restritas a um grupo limitado de pessoas.

    Além disso, o WhatsApp também começou a testar mudanças na página de perfil. Entre elas, está a inclusão de uma imagem de capa no topo da tela, que funciona como um cabeçalho maior para personalização do perfil.

    Por enquanto, essa nova opção está disponível apenas para alguns usuários e ainda não permite alterações. A imagem exibida é padrão, e a possibilidade de substituí-la por uma foto personalizada deve ser liberada em futuras atualizações.

    JORNAL DA TARDE© WABetaInfo  

    WhatsApp muda visual no iPhone e cria atalho para troca de contas

  • TikTok torna privadas todas as contas de menores de 16 anos

    TikTok torna privadas todas as contas de menores de 16 anos

    Mudança que limita acesso a publicações busca se adequar ao ECA Digital, que visa proteger crianças e adolescentes; configuração só poderá ser alterada com autorização dos responsáveis pelo menor

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O TikTok implementará a partir desta terça-feira (17) mudanças nas contas de adolescentes com menos de 16 anos para se adequar ao ECA Digital. A plataforma anunciou que os perfis desses usuários se tornarão privados, e essa configuração só poderá ser alterada com autorização dos responsáveis.

    Essa licença terá que ser feita por email ou SMS. Caso ela não seja concedida, os jovens terão suas publicações protegidas da rede.

    Ficam definidas as seguintes normas:

    • Privacidade da conta: as contas de usuários menores de 16 anos, que já eram privadas automaticamente, serão mantidas nessa configuração. Somente pessoas aprovadas pelo adolescente poderão segui-lo e visualizar o conteúdo.
    • Sugerir sua conta para outras pessoas: a conta não será sugerida para os contatos do telefone ou amigos do Facebook.
    • Quem pode ver suas publicações curtidas: configuração definida para Somente eu, o que significa que outras pessoas não poderão ver as publicações curtidas no perfil do adolescente.

    Segundo o TikTok, tais medidas complementam uma série de restrições já existentes para esse público: a exemplo das transmissões ao vivo, somente abertas a maiores de 18 anos, e das mensagens diretas, desativadas para a faixa de 13 a 15 anos.

    O aplicativo também anunciou nesta terça a expansão de suas ferramentas de pesquisa para acadêmicos e pesquisadores independentes vinculados a instituições sem fins lucrativos, permitindo o acesso a dados públicos sobre contas, vídeos e comentários de usuários menores de 18 anos.

    “O TikTok apoia a comunidade científica e, com essa atualização, pesquisadores qualificados no Brasil juntam-se aos dos Estados Unidos e à Europa no acesso a recursos de pesquisa. Até hoje, mais de mil projetos de pesquisa foram contemplados com o acesso às nossas ferramentas. Estamos em um processo de expansão contínua e gradual, e teremos mais novidades para compartilhar em breve”, diz.

    A lei do ECA Digital entrou em vigor nesta terça, mas ainda precisa regulamentação. A assinatura de um decreto com diretrizes para as empresas, prevista para a manhã desta terça-feira, foi adiado para esta quarta (18) pelo governo Lula (PT).

    O ECA Digital busca reduzir casos de violência, assédio e exploração de menores na internet. A lei prevê que empresas de tecnologia adotem mecanismos capazes de identificar a idade dos usuários, reforcem sistemas de moderação e implementem ferramentas capazes de detectar comportamentos de risco antes de denúncias formais.

    A implementação, no entanto, será escalonada e pode levar meses, já que a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) expedirá diretrizes após a publicação do decreto. Caberá à agência, por exemplo, definir quando a proibição da rolagem infinita e da reprodução automática de vídeos entra em vigor.

    Ainda nesta terça, o Google anunciou ter passado a usar inteligência artificial para estimar a idade dos usuários a partir do comportamento online -como buscas realizadas e vídeos assistidos.

    No YouTube, uma das principais plataformas da empresa, a mudança já aparece de forma prática: usuários com menos de 16 anos precisarão de supervisão dos responsáveis para criar ou manter canais, incluindo a publicação de vídeos e comentários. A empresa também mantém versões voltadas ao público infantil, como o YouTube Kids.

     

    TikTok torna privadas todas as contas de menores de 16 anos

  • ECA digital: pais de influencers mirins precisarão de aval da Justiça para lucrar com conteúdo

    ECA digital: pais de influencers mirins precisarão de aval da Justiça para lucrar com conteúdo

    Nova legislação para proteção de crianças e adolescentes na internet, conhecida como ECA Digital, foi aprovada em 2025 e entra em vigor nesta terça-feira, 17 de março

    Pais ou outros responsáveis de influenciadores mirins precisarão de autorização judicial para ganhar dinheiro com os conteúdos dos filhos em redes sociais. Essa é uma das exigências previstas em uma minuta do decreto que regulamenta o ECA Digital, ao qual o Estadão teve acesso.

    A nova legislação para proteção de crianças e adolescentes na internet foi aprovada em 2025 e entra em vigor em 17 de março.

    Alguns pontos da lei, no entanto, precisavam ser regulamentados pelo governo federal, ou seja, determinados de que forma serão aplicados. A minuta ainda está em revisão por vários ministérios e pode sofrer alterações.

    Conforme o texto, antes de monetizar e impulsionar um conteúdo produzido por crianças e adolescentes, os fornecedores de produtos e serviços digitais – ou seja, as plataformas, como YouTube e Instagram – deverão exigir comprovação de autorização judicial.

    A lógica é semelhante à que existe para atores e atrizes mirins que participam de propagandas ou novelas. Isso porque, segundo especialistas, os conteúdos nas redes seriam considerados como trabalho infantil artístico.

    O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe o trabalho para menores de 16 anos, mas permite quando se trata de ofício artístico, desde que tenha alvará judicial. Dessa forma, há fiscalização da Justiça para garantir que a criança tenha acesso à saúde, à educação, que não seja vítima de exploração.

    A minuta a qual o Estadão teve acesso afirma que a exigência será aplicada “ao conteúdo que exponha, de forma habitual, a imagem ou a rotina de criança ou adolescente, ainda que produzido por seus responsáveis legais”.

    Organizações de defesa dos direitos da criança e do adolescente têm defendido esse tipo de medida, mas acreditam que a Justiça terá de se adaptar ainda para julgar o trabalho infantil na internet. Muitas vezes há dificuldade de se identificar publicidade nas redes – a chamada \”publi\” – feita por uma criança.

    Caso não seja apresentada a autorização judicial, o texto diz que a plataforma deverá suspender imediatamente a monetização e o impulsionamento do conteúdo.

    A minuta também proíbe que se ganhe dinheiro com conteúdo \”vexatório\”. A lei classifica dessa forma conteúdos como exploração e abuso sexual, que retratem crianças e adolescentes de forma erotizada e sexualmente sugestiva, violência física, pornografia, entre outros.

    O texto está sob revisão dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública; Direitos Humanos e Cidadania; da Gestão e Inovação e da Secretaria de Comunicação da Presidência, e a versão final deve ser publicada nos próximos dias.

    Uma das críticas de empresas e entidades é a de que a regulamentação sairá muito próxima da entrada da lei em vigor, dificultando a implementação. O Estadão apurou que o decreto já teve diversas versões desde o ano passado.

    Os riscos que envolvem a monetização de conteúdos de crianças e adolescentes ganharam holofotes após um vídeo publicado pelo influenciador Felipe Bressanim, o Felca, em 2025.

    O youtuber falou a respeito da “adultização” de crianças nas redes: menores expostos de forma imprópria. Ele mostrou ainda como o algoritmo das plataformas funciona para entregar esse tipo de conteúdo a pedófilos, deixando crianças e adolescentes vulneráveis à ação de criminosos.

    O vídeo gerou amplo debate sobre o tema no País, que levou à rápida aprovação da lei com normas sobre o uso de redes por crianças e adolescentes, o “ECA digital”, agora alvo de regulamentação pelo governo federal.

    Verificação de idade

    Um dos principais pontos do ECA digital é a criação de barreiras para que crianças e adolescentes sejam impedidas de acessar determinados conteúdos. Para isso, crianças e adolescentes não poderão mais apenas fazer autodeclaração da idade sem comprovação oficial.

    A minuta não deixa claro ainda quais tecnologias serão usadas para a verificar a idade. O tema é delicado porque esbarra na proteção de dados das crianças. Em alguns países, plataformas já aplicam reconhecimento facial que checa tamanho dos olhos, de mãos, do rosto, para identificar o usuário.

    A minuta deixa claro que esses dados usados para verificação terão de ser protegidos e não compartilhados.

    A ideia é a de que, no cadastro na plataforma, os titulares da conta façam a declaração de idade. Em seguida, seria aplicado um “método confiável” de verificação. Além disso, lojas de venda de aplicativos deverão pedir autorização dos responsáveis quando crianças e adolescentes quiserem baixar algo.

    As ferramentas para fazer esse processo de forma confiável, segundo o texto, ainda serão propostas pelo Ministério da Gestão e pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). De acordo com a minuta, a ANPD “definirá as etapas de implantação para soluções de aferição de idade”.

    Em audiência no Senado no dia 2, o diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital do Ministério da Justiça, Ricardo Horta, afirmou que garantir que a aferição de idade não resulte em vigilância é “princípio inegociável” para o governo.

    “Existem tecnologias, hoje em dia, que permitem você identificar que é uma criança ou adolescente sem identificar a pessoa, sem que tenha sequer a data de nascimento dessa pessoa, você tenha só um sinal etário; um sinal etário é aquele que diz: é criança, é adolescente”, disse.

    O texto também deixa claro que as plataformas precisam criar formas de identificar contas falsas de menores que eventualmente se identifiquem como maiores. Elas precisam “adotar medidas para evitar a criação de múltiplas contas ou outros artifícios com o objetivo de burlar os mecanismos de aferição de idade.”

    Até que haja a regulação da ANPD sobre a verificação etária, a minuta cita que deve vir escrito na caixa de equipamentos eletrônicos com acesso à internet, como celulares e computadores destinados ao público infanto-juvenil, o seguinte alerta:

    “Este produto permite acesso à Internet. Conteúdos da internet podem apresentar riscos a crianças e adolescentes. O uso do produto requer supervisão parental.”

    Personificação para publicidade

    A proposta de minuta não permite que plataformas direcionem propagandas para crianças a partir da identificação de seus gostos. Diz o texto que as plataformas “devem impedir o uso de técnicas e ferramentas de perfilamento”. Cita ainda que também não deve ser usado o emprego de análise emocional, de realidade aumentada, de realidade estendida e de realidade virtual para essa finalidade.

    As redes se tornaram lucrativas porque conseguem direcionar melhor a publicidade do que os veículos convencionais, já que analisam dados de acesso, curtidas e tempo em que cada usuário permanece em posts ou vídeos. Elas então vendem às empresas anúncios personalizados, ou seja, que serão entregues para quem elas já sabem que se interessaria.

    Conteúdo nocivo

    O ECA Digital criou a obrigatoriedade de que as plataformas comuniquem às autoridades os conteúdos de aparente exploração, abuso sexual, sequestro e de aliciamento, que forem detectados.

    Para centralizar esses informes, a minuta do decreto traz a criação do Centro Nacional de Triagem de Notificações da Polícia Federal. O órgão ficaria responsável pela filtragem do conteúdo, tratar as informações e repassá-las à polícia para investigação. O centro também fará relatórios periódicos com estatísticas sobre os comunicados recebidos.

    Além do previsto em lei, devem ser considerados conteúdos de atos de violência contra escolas ou grupos vulneráveis. O texto menciona também “a razoável necessidade de divulgação imediata dos dados do usuário para reduzir ou evitar o risco”.

    Proteção contra o vício

    A minuta também diz que as plataformas precisam criar formas de impedir o vício de crianças e adolescentes em redes sociais. O texto afirma que elas devem “implementar mecanismos para evitar o uso excessivo, problemático ou compulsivo”. E ainda explica que entre esses mecanismos estão “a ocultação de pontos naturais de parada, acionamento de novos conteúdos sem solicitação, oferta de recompensas pelo tempo e notificações excessivas”.

    Diz ainda que são consideradas “práticas manipulativas” as que interferem na “autonomia decisória do usuário ou que explorem suas vulnerabilidades, em particular suas vulnerabilidades cognitivas e etárias”.

    ECA digital: pais de influencers mirins precisarão de aval da Justiça para lucrar com conteúdo

  • Três adolescentes processam IA de Musk por gerar imagens pornográficas

    Três adolescentes processam IA de Musk por gerar imagens pornográficas

    Ação nos EUA acusa chatbot Grok, da xAI, de criar montagens pornográficas a partir de fotos reais; processo pode envolver mais de mil vítimas e levanta debate sobre limites da inteligência artificial

    Três adolescentes do estado do Tennessee, nos Estados Unidos, entraram com uma ação judicial nesta segunda-feira contra a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk. Elas acusam o chatbot Grok de ter criado imagens pornográficas a partir de fotos reais.

    O processo coletivo pode incluir mais de mil vítimas menores de idade e está relacionado à disseminação, no período do Ano-Novo, de montagens hiper-realistas conhecidas como deepfakes, envolvendo mulheres e crianças nuas. O caso provocou repercussão internacional e levou à abertura de investigações em diferentes países e também no estado da Califórnia.

    A ação foi apresentada em um tribunal federal de San José e menciona o caso de um suspeito, já detido, que teria utilizado o Grok para transformar fotos comuns de adolescentes, retiradas de redes sociais ou de álbuns escolares, em imagens sexualizadas altamente realistas.

    Essas montagens foram compartilhadas em plataformas como X, Discord e Telegram e, posteriormente, passaram a circular na dark web, sendo utilizadas como moeda de troca para outros conteúdos ilegais, segundo a denúncia apresentada pelas advogadas das adolescentes.

    “Ver minha filha tendo um ataque de pânico ao perceber que essas imagens foram criadas e divulgadas sem qualquer possibilidade de remoção foi devastador”, afirmou a mãe de uma das jovens, em comunicado.

    As advogadas alegam que a xAI teria desenvolvido o Grok de forma a permitir a criação de conteúdo sexual explícito com fins lucrativos, sem adotar mecanismos de proteção semelhantes aos de outras empresas do setor para impedir esse tipo de uso.

    A ação se baseia em duas leis federais dos Estados Unidos: a Lei Masha, que prevê indenização a vítimas de exploração sexual, e a legislação de proteção às vítimas de tráfico humano.

    As adolescentes pedem indenização e também solicitam que a empresa seja impedida de permitir a criação desse tipo de conteúdo.

    Embora plataformas digitais tenham, em geral, proteção legal em relação ao conteúdo gerado por usuários, a acusação sustenta que a tecnologia da xAI teria sido essencial para a criação dessas imagens.

    Um estudo do Center for Countering Digital Hate aponta que o Grok teria gerado cerca de três milhões de imagens sexualizadas em apenas 11 dias no fim de 2025, sendo aproximadamente 23 mil envolvendo menores.

    Após a repercussão, a xAI restringiu, em janeiro, a geração de imagens pelo Grok apenas a usuários pagantes e afirmou que passou a bloquear conteúdos sexualizados em regiões onde esse tipo de material é ilegal.

    Elon Musk, que costuma se manifestar com frequência na rede X, tem criticado regulações governamentais, afirmando que elas tentam limitar a liberdade de expressão.
     
     

     

    Três adolescentes processam IA de Musk por gerar imagens pornográficas

  • iOS 27 deve trazer poucas mudanças visuais e focar em desempenho

    iOS 27 deve trazer poucas mudanças visuais e focar em desempenho

    Segundo rumores divulgados por Mark Gurman, da Bloomberg, a próxima atualização do sistema do iPhone deve priorizar estabilidade e melhorias internas. A Apple também estuda ampliar opções de personalização dentro do design Liquid Glass introduzido no iOS 26

    Os rumores mais recentes sobre a próxima grande atualização do sistema do iPhone, o iOS 27, indicam que a nova versão não deve trazer mudanças visuais tão marcantes quanto as vistas no iOS 26 com a introdução do design Liquid Glass. As expectativas apontam para uma atualização mais discreta.

    Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a nova versão do sistema deve priorizar melhorias internas, com foco em desempenho e estabilidade, em vez de grandes alterações estéticas. A informação foi divulgada na mais recente edição da newsletter Power On.

    O design Liquid Glass, lançado no iOS 26, não teve a recepção esperada pela Apple. Desde o lançamento, a empresa já precisou liberar diversas atualizações para ajustar o visual e oferecer mais opções de configuração aos usuários.

    De acordo com Gurman, as versões internas do iOS 27 e também do macOS 27 não indicam mudanças significativas no design. A tendência é que o estilo Liquid Glass continue sendo a base visual do sistema por vários anos, recebendo apenas aprimoramentos graduais.

    Mesmo sem grandes mudanças visuais, a Apple pode ampliar as opções de personalização dentro desse novo padrão de interface. Um dos recursos em desenvolvimento seria um controle deslizante que permitiria ajustar com mais precisão o efeito de transparência semelhante ao vidro presente na interface.

    Segundo o jornalista, a empresa já conseguiu aplicar essa funcionalidade ao relógio exibido na tela de bloqueio. No entanto, a expansão do recurso para outras partes do sistema, como pastas de aplicativos, tela inicial e barras de navegação, ainda enfrenta desafios técnicos.

    Caso a Apple consiga implementar esse controle de forma mais ampla no iOS 27, a expectativa é que mais usuários passem a aceitar melhor as mudanças visuais introduzidas nas versões mais recentes do sistema.
     
     

     
     
     
     
     
     

     
     
     

    iOS 27 deve trazer poucas mudanças visuais e focar em desempenho

  • Meta pode demitir até 16 mil funcionários em nova rodada de cortes

    Meta pode demitir até 16 mil funcionários em nova rodada de cortes

    Segundo a Reuters, empresa de Mark Zuckerberg avalia reduzir mais de 20% da força de trabalho enquanto amplia investimentos em inteligência artificial e aquisições para fortalecer sua presença no setor

    As grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos vêm promovendo cortes de pessoal nos últimos anos, e a Meta pode estar se preparando para mais uma rodada de demissões. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, a companhia avalia reduzir em mais de 20% o número de funcionários, o que poderia atingir entre 15 mil e 16 mil trabalhadores.

    A empresa já havia iniciado 2026 com cortes superiores a mil postos de trabalho. Agora, novas reduções podem ocorrer em meio ao forte investimento da companhia em projetos ligados à inteligência artificial.

    Dados citados pela Reuters indicam que a Meta encerrou 2025 com cerca de 79 mil funcionários. Caso a redução de cerca de 20% seja confirmada, milhares de pessoas poderão ser desligadas da empresa nos próximos meses.

    Ainda de acordo com a publicação, executivos da companhia teriam orientado líderes de diferentes áreas a começarem a planejar possíveis reduções nas equipes. O número final de demissões, no entanto, ainda não estaria definido.

    Procurada pela Reuters, a Meta afirmou que nenhuma decisão foi tomada até o momento e classificou as informações divulgadas como especulativas.

    “Trata-se de um artigo especulativo sobre abordagens teóricas”, afirmou um porta-voz da empresa em nota.

    A possível reestruturação ocorre em um momento em que a companhia liderada por Mark Zuckerberg amplia investimentos em inteligência artificial e realiza aquisições para fortalecer sua presença nesse setor.

    Recentemente, a Meta anunciou a compra da Moltbook, uma rede social semelhante ao Reddit, mas voltada exclusivamente para agentes de inteligência artificial. O valor da transação não foi divulgado.

    Segundo o site TechCrunch, os criadores da plataforma, Matt Schlicht e Ben Parr, passarão a integrar a divisão de inteligência artificial da empresa, chamada Meta Superintelligence Labs.

    A companhia afirmou que a integração da Moltbook pode abrir novas possibilidades para o uso de agentes de inteligência artificial por pessoas e empresas.

    De acordo com a Meta, a tecnologia desenvolvida pela plataforma permite conectar diferentes agentes de IA por meio de um diretório permanente, o que pode ampliar o uso dessas ferramentas em serviços digitais.

    Apesar da aquisição, a empresa informou que a Moltbook continuará funcionando normalmente, e os usuários da rede social poderão continuar utilizando a plataforma sem mudanças imediatas.

    Meta pode demitir até 16 mil funcionários em nova rodada de cortes

  • Como limpar os alto-falantes do celular sem danificar o aparelho

    Como limpar os alto-falantes do celular sem danificar o aparelho

    Resíduos e poeira podem se acumular com facilidade nas pequenas aberturas do smartphone, afetando a qualidade do som. Com alguns cuidados simples e os utensílios certos, é possível fazer a limpeza em casa com segurança

    Os celulares estão entre os dispositivos eletrônicos mais usados no dia a dia. Como passam boa parte do tempo nos bolsos, bolsas ou mochilas e estão constantemente em contato com as mãos, acabam acumulando sujeira com facilidade.

    Entre todas as partes do aparelho, poucas acumulam tantos resíduos quanto os alto-falantes, que normalmente ficam na parte inferior do celular, próximos à entrada de carregamento. Por serem pequenos e delicados, esses espaços podem ser mais difíceis de limpar.

    Por isso, o ideal é usar os utensílios e produtos adequados, evitando danificar o aparelho durante a limpeza.

    Comece desligando o celular. Em seguida, utilize uma escova de dentes limpa e de cerdas macias para esfregar suavemente a área dos alto-falantes, removendo as partículas maiores de sujeira.

    Depois de retirar a maior parte dos resíduos, use um palito interdental. Embora um palito comum possa parecer uma opção simples, dependendo do design do alto-falante ele pode quebrar ou deixar pequenas lascas presas no interior do aparelho. O palito interdental de plástico, geralmente usado na higiene bucal, é mais resistente e permite uma limpeza mais segura e precisa.

    Após remover os resíduos maiores, utilize um cotonete levemente umedecido com uma solução de álcool isopropílico entre 70% e 75%. É importante que o cotonete esteja apenas úmido, e não encharcado, para evitar que o líquido escorra para dentro do aparelho.

    Em seguida, use a outra ponta do cotonete, que está seca, para retirar o excesso e finalizar a limpeza.

    Depois disso, ligue o celular novamente e teste o áudio. Se o som estiver mais limpo e claro, significa que a limpeza foi feita corretamente.

    Como limpar os alto-falantes do celular sem danificar o aparelho

  • Instagram vai remover criptografia e conversas ficarão menos seguras

    Instagram vai remover criptografia e conversas ficarão menos seguras

    O Instagram anunciou que as mensagens privadas da sua rede social deixarão de contar com encriptação ponto a ponto a partir do começo de maio. A Meta justifica a decisão com o facto de a funcionalidade ter uma adoção baixa.

    O Instagram anunciou nesta segunda-feira que pretende remover a criptografia de ponta a ponta que estava disponível nas mensagens privadas da plataforma.

    “Mensagens com criptografia de ponta a ponta no Instagram deixarão de ser suportadas após 8 de maio de 2026”, informa um comunicado publicado no Centro de Ajuda da rede social.

    Em declaração enviada ao site Engadget, a Meta afirmou que a decisão foi tomada porque a ferramenta era pouco utilizada pelos usuários.

    “Muito poucas pessoas optaram por usar mensagens com criptografia de ponta a ponta nas Mensagens Diretas, por isso vamos remover essa opção nos próximos meses”, afirmou um porta-voz da empresa. A tecnologia era responsável por aumentar a privacidade das conversas entre usuários.

    Segundo a Meta, o recurso funcionava garantindo que apenas os participantes da conversa pudessem acessar o conteúdo das mensagens.

    “Quando você envia uma mensagem em uma conversa com criptografia de ponta a ponta, o seu dispositivo bloqueia a mensagem durante o envio”, explica a empresa. “Essa mensagem só pode ser desbloqueada por um dispositivo que tenha uma das chaves especiais da conversa. O mesmo vale para chamadas de vídeo e áudio.”

    A empresa também ressaltava que nem mesmo a própria Meta poderia acessar o conteúdo dessas conversas.

    “Ninguém, nem mesmo a Meta, pode ler suas mensagens ou ouvir suas chamadas, exceto as pessoas que possuem essas chaves especiais. Mesmo que quiséssemos, não poderíamos fazer isso”, informou a companhia.

    Com a mudança, a partir de 9 de maio nenhuma conversa nas mensagens diretas do Instagram contará com criptografia de ponta a ponta.

    A plataforma afirmou ainda que usuários afetados pela alteração receberão orientações para baixar mensagens ou arquivos que desejarem salvar.

    “Se você tiver conversas afetadas por essa mudança, verá instruções sobre como baixar qualquer conteúdo multimídia ou mensagens que queira manter”, informou o Instagram. “Caso esteja usando uma versão antiga do aplicativo, pode ser necessário atualizar o app antes de fazer o download das conversas.”

    Enquanto isso, o TikTok afirmou que também não pretende implementar criptografia em suas mensagens.

    Em declaração à BBC, a empresa disse que a adoção da tecnologia poderia dificultar o trabalho de equipes de segurança e autoridades caso fosse necessário acessar mensagens em investigações. Segundo a companhia, isso poderia fazer com que usuários se sentissem menos seguros.

    Atualmente, a criptografia de ponta a ponta está presente em diversos serviços de comunicação, como WhatsApp, Telegram, iMessage, Facebook Messenger, Google Messages e Signal.

    Nessas plataformas, apenas o remetente e o destinatário conseguem acessar o conteúdo das mensagens.

    De acordo com o Engadget, a criptografia não é amplamente utilizada em serviços digitais na China. Ainda não se sabe, porém, se a ByteDance, empresa-mãe do TikTok, teve influência na decisão de não adotar essa camada adicional de privacidade.
     
     

     

    Instagram vai remover criptografia e conversas ficarão menos seguras

  • Hacker usou jogos na Steam para infectar computadores

    Hacker usou jogos na Steam para infectar computadores

    O FBI diz que está investigando um hacker que, para instalar software malicioso em computadores alheios, disponibilizou uma série de jogos na Steam para PC. A Valve, responsável pela plataforma, já removeu os títulos citados pela agência norte-americana.

    O FBI está investigando um hacker que teria utilizado a plataforma Steam para disponibilizar jogos contendo softwares maliciosos. A agência também busca identificar possíveis vítimas que possam ter sido infectadas.

    De acordo com um comunicado divulgado pelas autoridades norte-americanas, os jogos teriam sido desenvolvidos pelo suspeito ao longo dos últimos dois anos. Entre os títulos citados estão “BlockBlasters”, “Chemia”, “Dashverse/DashFPS”, “Lampy”, “Lunara”, “PirateFi” e “Tokenova”.

    Segundo as investigações, o objetivo do hacker ao publicar esses jogos na Steam era fazer com que eles funcionassem como “Cavalos de Troia”. Assim, ao baixar e instalar os títulos em seus computadores, os usuários também instalariam, sem saber, os programas maliciosos incluídos nos arquivos.

    A Valve, empresa responsável pela Steam, já removeu todos os jogos citados da plataforma. No entanto, ainda não há informações sobre quantas pessoas fizeram o download dos títulos ou chegaram a instalá-los em seus computadores.

    Hacker usou jogos na Steam para infectar computadores