Categoria: TECNOLOGIA

  • OpenAI compara novo GPT a 'modelo perigoso' de criadora do Claude e abre tecnologia ao público

    OpenAI compara novo GPT a 'modelo perigoso' de criadora do Claude e abre tecnologia ao público

    Novo modelo da OpenAI se aproxima do nível de sistemas restritos da concorrente, com foco em identificar falhas de segurança; empresa libera versão controlada ao público e mantém recursos avançados para parceiros, em meio a disputas com a Anthropic e preocupações globais sobre cibersegurança

    (CBS NEWS) – O novo modelo de inteligência artificial da OpenAI, o GPT-5.5, tem capacidade de encontrar falhas de segurança em nível equivalente ao modelo Mythos, que a concorrente Anthropic escolheu manter restrito ao público, segundo o presidente da criadora do ChatGPT, Greg Brockman.

    “Nós acreditamos em empoderar as pessoas com IA”, disse Brockman em entrevista coletiva nesta quinta-feira (23). O modelo já está disponível no ChatGPT e no Codex, a plataforma de programação e automação da empresa. A empresa deve acrescentá-lo à API (maneira de chamar a IA via código de programação) nos próximos dias.

    De acordo com o executivo, houve um trabalho gradual de dois anos que permitiu lançar a tecnologia com segurança.

    A empresa trabalha com especialistas independentes para identificar riscos e impor barreiras às inteligências artificiais em áreas sensíveis como armas biológicas e cibersegurança -uma habilidade útil para as empresas reforçarem seus sistemas e para criminosos encontrarem brechas.

    O público em geral terá acesso a uma versão com capacidades limitadas nas atividades ligadas à cibersegurança, enquanto empresas do setor podem pedir acesso a uma versão sem limites da tecnologia da OpenAI desde 8 de fevereiro.
    Enquanto Mythos alcançou 83,1% em um teste sobre habilidade em cibersegurança, o GPT-5.5 marcou 81,8% (a pontuação mais alta registrada por um modelo amplamente disponível).

    “O Mythos é um modelo permissivo em termos de cibersegurança. O modelo que estamos lançando tem mitigações, não é um modelo permissivo”, disse a OpenAI.

    CONCORRÊNCIA ANTHROPIC

    A criadora do Claude, Anthropic, anunciou no último dia 8 que desenvolveu um “sistema poderoso demais para ser liberado ao público”. Na ocasião, garantiu acesso à tecnologia a apenas um grupo seleto de 40 grandes empresas americanas, incluindo big techs e bancos.

    Logan Graham, chefe de uma equipe da Anthropic que testa novos modelos em busca de capacidades perigosas, chamou o novo modelo de “o ponto de partida para o que acreditamos ser uma virada na indústria”.

    O brasileiro Mike Krieger, executivo que lidera o laboratório de ponta da Anthropic, disse que a startup de inteligência artificial percebeu os riscos de um novo modelo avançado recém-anunciado e escolheu “dar um passo atrás para preparar o mundo para esse desafio”.

    Desde o anúncio da principal concorrente da OpenAI, formuladores de políticas públicas alertaram para o risco que uma IA avançada representa para a cibersegurança. De um lado, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, elogiou a parcimônia da Anthropic em manter a tecnologia afastada de criminosos. De outro, representantes da diplomacia chinesa criticaram o monopólio do avanço técnico nas mãos de empresas americanas.

    O programa da OpenAI também tem acesso limitado apenas aos parceiros liberados pela criadora do ChatGPT. Os termos de uso da empresa também limitam o acesso da tecnologia aos países sob restrições do governo americano, ampliadas durante a gestão de Trump. Negócios brasileiros interessados podem solicitar participação no programa neste link.

    Segundo a engenheira responsável pelo GPT-5.5 e atual vice-presidente de pesquisa da empresa, Amelia Glaese, a OpenAI avalia que os riscos da IA avançam gradualmente. Por isso, a empresa tem feito repetidos testes nos últimos meses

    “Há três princípios pelos quais definimos nossa abordagem: desenvolvimento por tentativa e erro, ecossistema resiliente e acesso democrático”, afirmou Glaese na entrevista coletiva.

    AVANÇOS TÉCNICOS

    Conforme Brockman, o novo modelo da OpenAI não superou a barreira dos 10 trilhões de parâmetros, uma medida de potência associada aos modelos de IA. Vazamentos da Anthropic, que teve seu sistema invadido neste mês, indicam que o Mythos teria essa escala de grandeza.

    O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, afirma que o avanço da tecnologia, desde 2024, está mais lento em termos de escala -entre 2020 e 2025, os modelos saltaram de milhões de parâmetros para mais de 1 trilhão. As principais mudanças, diz ele, estão ligadas à cadeia de raciocínio, técnica em que a IA traça planos de ação e se corrige até encontrar uma resposta que considera adequada.

    Ainda segundo Pachocki, o GPT-5.5 é o primeiro modelo que apresentará seu plano de ação para uma tarefa antes de executá-la. Assim, o usuário pode orientar a abordagem antes de gastar tempo e recursos de forma equivocada.

    ATRITOS EM WASHINGTON

    Desde o início do ano, Anthropic e OpenAI estão no centro de uma disputa interna do Departamento de Defesa do governo Trump. A criadora do Claude se recusou a fornecer tecnologia que fosse usada no desenvolvimento de armas autônomas e na vigilância de cidadãos americanos. Por isso, foi punida com restrições e rompimento de contratos.

    A desenvolvedora do ChatGPT assumiu os contratos da concorrente, dizendo que o governo americano concordou com seus limites éticos de segurança e privacidade.

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  • Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

    Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

    A defesa do Facebook e do WhatsApp Brasil pediu anulação do auto de infração expedido pela Superintendência-Geral (SG) do Cade e o afastamento da multa diária, no valor de R$ 250 mil

    O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve, por unanimidade, o auto de infração e a aplicação da multa diária contra a Meta, no caso que aborda o uso de chatbots de inteligência artificial (IA) no WhastApp.

    Em janeiro deste ano, a SG do Cade adotou medida preventiva e instaurou um inquérito administrativo para apurar se a Meta estaria abusando de sua posição dominante para favorecer sua própria inteligência artificial (Meta AI) e excluir concorrentes. As decisões vieram após denúncia apresentada em setembro de 2025 pelas empresas de chatbot Luzia e Zapia, que alegaram supostas infrações à ordem econômica por parte da Meta.

    Em meados de março, a SG verificou o descumprimento da medida preventiva ao observar que a Meta editou nova versão do Whatsapp Business Solution Terms, com disposições capazes de, ainda que indiretamente, produzir total ou parcialmente efeitos exclusionários.

    A defesa do Facebook e do WhatsApp Brasil pediu anulação do auto de infração expedido pela Superintendência-Geral (SG) do Cade e o afastamento da multa diária, no valor de R$ 250 mil, para que essa discussão possa efetivamente ocorrer no âmbito do inquérito administrativo.

    “O Facebook Brasil e o WhatsApp de forma alguma contestam a obrigação de cumprir com a preventiva. O que se contesta é a caracterização feita pela SG de que a precificação é uma violação dessa medida”, disse a advogada Marcela Mattiuzzo. “Trata-se de um preço economicamente racional, comercialmente justificado, consistente com modelos de negócio que foi colocado para API, e com que outras empresas que fazem uso da API efetivamente pagam pelo serviço, e que além disso, se sustenta perante um benchmarking de mercado”, completou ela, colocando que o próprio tribunal já afirmou que a precificação deveria ser discutida em sede de inquérito.

    O relator do caso, conselheiro Carlos Jacques, votou pela rejeição da impugnação apresentada, com a consequente manutenção integral do auto de infração, bem como pela continuidade da incidência da multa diária fixada até a efetiva comprovação do cumprimento integral da medida preventiva.

    O voto, acompanhado pelos demais conselheiros, recomendou ainda que a Superintendência Geral, junto com a Assessoria Internacional do Cade promova, promova a cooperação internacional com outras jurisdições que estejam investigando a mesma conduta, e informem sobre as decisões proferidas no Brasil.

    O relator frisou que o argumento da SG diz respeito à atuação da Meta como monopolista no mercado primário de mensageria, prejudicando a atuação de rivais no mercado secundário de ferramentas de IA pelos chatbots.

    “Dessa forma, a alteração dos termos de uso e, principalmente, a imposição de tarifas para o uso da API do WhatsApp Business para chatbots de IA, seria uma forma de recusa de contratação e de descumprimento da medida preventiva imposta”, sustentou o conselheiro Carlos Jacques.

    “Assim, a SG considerou que os termos atuais do WhatsApp Business, incluindo a precificação por mensagens enviadas por chatbots de IA, não estariam cumprindo, com o comando legal da medida preventiva estabelecida pelo tribunal, a qual previu o retorno ao status quo anterior, vigente antes da entrada em vigor dos novos termos e condições”, argumentou.

    Citando violações das regras concorrenciais da União Europeia pela Meta ao excluírem provedores de chatbot de IA, o relator identificou “convergência internacional no entendimento de que a imposição de acesso oneroso nos termos propostos pela Meta significa, na prática, aumento de barreiras à entrada ou manutenção não ofertada”.

    “Dessa forma, no caso brasileiro, há uma desnaturalização do espírito da preventiva confirmada pelo tribunal. Seu descumprimento pelas autuadas, portanto, é evidente”, pontuou o conselheiro.

    Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

  • Empresa de MrBeast é processada por assédio sexual e discriminação

    Empresa de MrBeast é processada por assédio sexual e discriminação

    Ex-executiva acusa CEO de assédio sexual e relata ambiente machista na Beast Industries; ação também cita demissão após licença-maternidade. Empresa nega as acusações e diz que processo foi criado para gerar manchetes.

    A produtora ligada a MrBeast, considerado o maior criador de conteúdo do mundo em número de seguidores, foi processada por uma ex-executiva que acusa a empresa de assédio sexual e discriminação por gravidez. Segundo a ação, ela teria sido demitida ao retornar da licença-maternidade.

    De acordo com a revista People, que teve acesso ao processo apresentado nesta quarta-feira em um tribunal da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a autora da denúncia, identificada como Lorrayne Mavromatis, afirma ter sofrido assédio sexual por parte do CEO da Beast Industries, James Warren. Ela também relata ter sido tratada de forma diferente em relação aos colegas homens, além de ter sido rebaixada e posteriormente demitida após formalizar uma queixa interna sobre comportamentos inadequados.

    Mavromatis descreve o ambiente de trabalho como um “clube do bolinha”, onde, segundo ela, várias mulheres teriam sido vítimas de assédio por superiores. O processo não cita diretamente MrBeast, cujo nome verdadeiro é Jimmy Donaldson.

    “Não se trata de um único episódio. Trata-se de tudo o que levou a isso e da cultura que permitiu que isso acontecesse”, afirmou Mavromatis em comunicado divulgado por seu advogado. “Existe uma expectativa de que as mulheres passem por esse tipo de situação, permaneçam em silêncio, aceitem e ainda assim apareçam sorrindo. Eu não vou mais fazer isso.”

    Segundo a denúncia, ela foi contratada pela empresa em agosto de 2022 como chefe do Instagram e chegou a ser promovida duas vezes no primeiro ano, mais do que dobrando seu salário.

    Ainda assim, durante o período em que trabalhou na empresa, afirma que James Warren a convocava para reuniões em um espaço “pouco iluminado” dentro da própria casa, em vez de utilizar o escritório, e que fazia “comentários inapropriados” sobre sua aparência.

    Ao questionar a ausência de Jimmy Donaldson nessas reuniões, ela afirma ter ouvido a seguinte resposta: “O Jimmy fica desconfortável perto de mulheres bonitas. Digamos que, quando você está por perto e ele vai ao banheiro, ele não está exatamente usando o banheiro.”

    Entre outras situações relatadas, Mavromatis afirma que foi instruída a se retirar de reuniões compostas apenas por homens com Donaldson, que precisava “buscar uma cerveja” para o criador de conteúdo antes das gravações e que chegou a ser mandada “calar a boca” e “parar de falar” por um colega homem ao fazer perguntas em reuniões de equipe.

    Em resposta, um porta-voz da Beast Industries negou todas as acusações em entrevista à People, classificando as alegações como “ridículas” e “uma história inventada com o único objetivo de gerar manchetes”.
     

     
     

    Empresa de MrBeast é processada por assédio sexual e discriminação

  • Amazon amplia aposta em IA e reforça parceria bilionária com Anthropic

    Amazon amplia aposta em IA e reforça parceria bilionária com Anthropic

    Gigante de tecnologia já investiu bilhões na startup e pode ampliar aportes, enquanto Anthropic promete direcionar mais de US$ 100 bilhões à infraestrutura da AWS para impulsionar o desenvolvimento de inteligência artificial.

    A Amazon e a Anthropic anunciaram que vão ampliar a parceria com novos acordos bilionários voltados ao desenvolvimento de inteligência artificial.

    De acordo com a imprensa internacional, a Amazon investiu mais US$ 5 bilhões na Anthropic, valor que se soma aos cerca de US$ 8 bilhões já aportados anteriormente. A empresa também informou que pode investir até mais US$ 20 bilhões na startup, desde que determinadas metas de desempenho sejam atingidas.

    Por outro lado, a Anthropic, sediada em São Francisco, afirmou que pretende investir mais de US$ 100 bilhões em tecnologia da Amazon Web Services (AWS) ao longo da próxima década, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de soluções em inteligência artificial.

    “Precisamos construir infraestrutura para acompanhar a demanda crescente”, afirmou o CEO da Anthropic, Dario Amodei, em comunicado. “Nossa colaboração com a Amazon vai permitir que continuemos avançando na pesquisa em IA, ao mesmo tempo em que entregamos o Claude aos nossos clientes.”

    O Claude é um assistente de inteligência artificial desenvolvido pela Anthropic, com funcionamento semelhante ao ChatGPT.

    Os novos acordos surgem após a divulgação, em janeiro, de que a Amazon também avaliava investir mais de € 40 bilhões na OpenAI, concorrente direta da Anthropic no setor.

    Amazon amplia aposta em IA e reforça parceria bilionária com Anthropic

  • Vídeo mostra astronauta com dificuldade para andar após voltar do espaço

    Vídeo mostra astronauta com dificuldade para andar após voltar do espaço

    Christina Koch publicou vídeo mostrando dificuldades de equilíbrio após dez dias em microgravidade na missão Artemis II. Astronauta explica que o corpo depende mais da visão ao voltar à Terra e que adaptação pode levar dias, com impactos também estudados na medicina

    A astronauta Christina Koch, que participou da missão Artemis II, compartilhou um vídeo em sua conta no Instagram mostrando como tem sido a recuperação do corpo após dez dias no espaço.

    Nas imagens, Koch aparece com dificuldade para caminhar de olhos fechados. Na legenda, a astronauta explica que “quando as pessoas vivem em microgravidade, os sistemas do nosso corpo que evoluíram para indicar ao cérebro como andar não funcionam corretamente”.

    “Os nossos cérebros aprendem a ignorar esses sinais e, assim, quando voltamos à gravidade, dependemos muito dos nossos olhos para nos orientarmos visualmente. Uma caminhada de olhos fechados pode ser um verdadeiro desafio”, escreveu.

    Ela também destacou que o estudo desses efeitos pode ter aplicações na Terra. “Aprender sobre isso pode ajudar a orientar o tratamento de vertigem, concussões e neurite vestibular”, afirmou. “Felizmente, já estamos nos adaptando à gravidade após sete dias [desde o retorno]”, completou.

    A missão contou ainda com Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen, e estabeleceu um novo recorde de distância em relação à Terra, alcançando 406.777 quilômetros.

     

    Veja o vídeo acima. 

    Quem é Christina Koch?

    Christina Koch, de 47 anos, tornou-se a primeira mulher a orbitar a Lua, integrando a equipe da missão Artemis II. Desde jovem, sonhava em ser astronauta e cresceu acompanhando as imagens históricas do programa Apollo. Ela é formada em Engenharia Elétrica e Física.

    Antes de entrar para a NASA, trabalhou em centros de pesquisa na Antártida e na Groenlândia.

    A NASA prevê uma nova missão em 2027 que não chegará à Lua. Já o retorno de astronautas à superfície lunar está programado para 2028, na quarta missão do programa Artemis, com expectativa de ocorrer antes do plano da Administração Espacial Nacional da China de levar humanos ao satélite até 2030.
     
     

    Vídeo mostra astronauta com dificuldade para andar após voltar do espaço

  • Astronauta registra “pôr da Terra” atrás da Lua em vídeo impressionante

    Astronauta registra “pôr da Terra” atrás da Lua em vídeo impressionante

    Imagens feitas durante a missão Artemis II mostram a Terra desaparecendo no horizonte lunar. Registro raro foi captado com celular e revela uma das vistas mais impactantes já vistas do espaço

    O comandante da missão espacial Artemis II divulgou um vídeo impressionante mostrando a Terra vista do espaço, aparentemente “se pondo” atrás da Lua. As imagens foram registradas com um celular pessoal durante a viagem.

    “Uma oportunidade única na vida…”, escreveu Reid Wiseman em publicação na rede social X, ao compartilhar o registro na segunda-feira, 20 de abril.

    “Assim como assistir ao pôr do sol na praia, mas do ponto mais distante do cosmos, não resisti e gravei um vídeo do ‘Earthset’ com meu celular. Dá para ouvir o clique da câmera Nikon enquanto a Christina Koch fazia uma sequência de fotos e captava imagens incríveis com lente de 400 mm. Victor Glover observava pela janela, ao lado de Jeremy Hansen”, relatou.

    O vídeo foi feito com um iPhone 17 Pro Max. Segundo Wiseman, a imagem não foi cortada nem editada e utilizou zoom de 8x, aproximando-se da visão do olho humano. “Mal conseguia ver a Lua pela escotilha, mas o iPhone tinha o tamanho ideal para capturar a cena. Aproveitem”, completou.

    A missão partiu no dia 1º de abril, da Flórida, levando Wiseman, Koch, Glover e Hansen a uma viagem histórica ao redor da Lua, a mais distante já realizada por humanos. O objetivo foi completar uma órbita lunar e retornar à Terra. A jornada durou cerca de dez dias.

    A NASA prevê uma nova missão em 2027, ainda sem pouso na Lua. Já o retorno de astronautas à superfície lunar está planejado para 2028, na quarta missão do programa Artemis. A expectativa é que isso ocorra antes da Administração Espacial Nacional da China, que pretende enviar seus astronautas à Lua até 2030.
     
     

    Astronauta registra “pôr da Terra” atrás da Lua em vídeo impressionante

  • YouTube cria serviço para artistas identificarem versões suas feitas com IA

    YouTube cria serviço para artistas identificarem versões suas feitas com IA

    Os testes começaram há cerca de um ano e meio, com alguns dos principais youtubers do site. Neste ano, a empresa expandiu o serviço para alguns políticos, até enfim disponibilizá-lo para qualquer pessoa que atenda aos critérios, ela tendo um canal no YouTube ou não

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O YouTube anunciou, nesta terça-feira (21), que vai disponibilizar um novo serviço dentro de seu site para que artistas e outras pessoas públicas –atores, músicos, atletas e criadores de conteúdo– possam identificar versões suas criadas a partir de tecnologias de inteligência artificial, ou seja, deepfakes, e pedir a exclusão desse tipo de vídeo.

    Um deepfake é um vídeo em que o rosto de alguém é inserido digitalmente sobre o de outra pessoa, num registro pré-gravado. Graças à inteligência artificial, os movimentos de olhos e bocas são sincronizados e, muitas vezes, tecnologias de geração de voz também são usadas.

    Assim, cria-se conteúdo falso, usado para espalhar fake news, manipular discursos políticos ou até mesmo gerar pornografia. Recentemente, versões sintéticas de Brad Pitt e Tom Cruise protagonizaram uma cena de luta que nunca existiu no mundo real, por exemplo. Vídeos como esse acenderam o alerta de Hollywood em relação aos direitos de imagem de seus astros.

    Em entrevista à revista americana The Hollywood Reporter, Mary Ellen Coe, diretora de negócios do YouTube, diz que é responsabilidade da plataforma combater esse tipo de conteúdo.

    “Estamos trabalhando nisso há um tempo, desde que começamos a pensar nas implicações da IA na nossa plataforma. Francamente, ainda nem vimos todas as possibilidades que podem surgir [a partir dessa tecnologia], e estamos trabalhando com agências de atalentos e empresas de gestão para garantir que pessoas públicas possam se antecipar e impedir que coisas negativas aconteçam”, afirma a executiva.

    Os testes começaram há cerca de um ano e meio, com alguns dos principais youtubers do site. Neste ano, a empresa expandiu o serviço para alguns políticos, até enfim disponibilizá-lo para qualquer pessoa que atenda aos critérios, ela tendo um canal no YouTube ou não.

    YouTube cria serviço para artistas identificarem versões suas feitas com IA

  • Quase metade das músicas enviadas diariamente são geradas por IA, diz Deezer

    Quase metade das músicas enviadas diariamente são geradas por IA, diz Deezer

    Relatório aponta crescimento acelerado de faixas criadas por IA, que já representam quase metade dos envios diários. Plataforma diz limitar alcance e monetização desses conteúdos, enquanto maioria dos usuários não consegue distinguir músicas artificiais das produzidas por humanos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Deezer revelou que 44% das novas músicas enviadas diariamente para a plataforma são geradas por inteligência artificial. O dado foi divulgado em um relatório publicado pelo serviço nesta segunda, e o documento também mostra que cerca de 75 mil faixas geradas artificialmente são publicadas por dia.

    No ano passado, conforme a plataforma de streaming, apenas cerca de 20 mil canções criadas com IA eram publicadas diariamente, o que equivale a 18% do total apresentado atualmente. O Deezer diz que sinaliza as músicas identificadas e as remove das recomendações de usuários e impede a monetização das mesmas. Segundo o serviço, conteúdos do tipo estão apenas entre 1% e 3% das reproduções.

    No último mês de novembro, a plataforma também divulgou um estudo internacional que indicava que 97% dos usuários são incapazes de diferenciar músicas geradas por IA daquelas produzidas por humanos.

    Quase metade das músicas enviadas diariamente são geradas por IA, diz Deezer

  • Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

    Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

    Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook -que lidera a Apple desde 2011 e se tornará presidente executivo do conselho. Aos 50 anos, Ternus se tornará CEO com a mesma idade que Cook tinha quando assumiu o posto do cofundador Steve Jobs, em 2011

    PELOTAS, RS (CBS NEWS) – A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que o executivo John Ternus será o próximo CEO da companhia. O veterano chefe de hardware irá conduzir a empresa enquanto a fabricante do iPhone se prepara para mudanças em todo o setor impulsionadas pela IA (inteligência artificial).

    Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook -que lidera a Apple desde 2011 e se tornará presidente executivo do conselho. Aos 50 anos, Ternus se tornará CEO com a mesma idade que Cook tinha quando assumiu o posto do cofundador Steve Jobs, em 2011.

    Ele também passará a fazer parte do conselho de administração da empresa.
    Ternus é natural do estado da Califórnia e entrou na equipe de design de produtos da Apple em 2001 e se tornou vice-presidente de engenharia de hardware em 2013. Ele passou a integrar a equipe executiva da empresa em 2021, quando assumiu seu cargo atual de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, reportando-se a Cook.

    Antes da Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ele se formou em engenharia mecânica pela Universidade da Pensilvânia, onde fez parte da equipe de natação. Para seu projeto de conclusão de curso, ele projetou um dispositivo que permitia a tetraplégicos usar movimentos da cabeça para controlar um braço mecânico de alimentação.

    CUIDADOSO E DISCRETO

    Ternus supervisionou algumas das apostas mais importantes da Apple em hardware nos últimos anos, incluindo as equipes responsáveis por iPhone, iPad, Mac, Apple Watch e AirPods.

    Ele teve um papel fundamental na retomada das vendas de produtos como os computadores Mac da Apple, que ganharam participação de mercado nos últimos anos. Também apresentou mais recentemente o iPhone Air no ano passado, a maior reformulação do iPhone desde 2017.

    Por volta de 2018, a Apple considerou adicionar um pequeno laser aos seus iPhones. O componente permitiria aos consumidores tirar fotos melhores, mapear seus arredores com mais precisão e usar novos recursos de realidade aumentada. Mas também custaria à Apple cerca de US$ 40 por aparelho, reduzindo os lucros da empresa.

    Foi Ternus que sugeriu adicionar o componente apenas aos modelos mais caros do iPhone, disseram duas pessoas familiarizadas com as discussões ao New York Times. Esses dispositivos, argumentou Ternus à época, tendiam a ser comprados pelos clientes mais fiéis da Apple, que ficariam empolgados com a nova tecnologia. Os consumidores comuns, por outro lado, provavelmente não se importariam.

    Encontrar o equilíbrio entre adicionar novos recursos aos produtos da Apple enquanto cuida do resultado financeiro tem definido o estilo cuidadoso e discreto de Ternus, conhecido por sua atenção aos detalhes e seu conhecimento da vasta rede de fornecedores da Apple –características que também definiram o estilo de gestão de Cook.

    Ambos também são considerados colaboradores equilibrados, capazes de navegar pela burocracia de uma das empresas mais ricas do mundo sem criar atritos. “Se você quer fazer um iPhone todo ano, Ternus é o cara certo”, disse Cameron Rogers, que trabalhou em gestão de engenharia de produtos e software na Apple de 2005 a 2022.

    TRAJETÓRIA NA APPLE

    Ternus é o primeiro CEO da Apple em três décadas a ter passado sua carreira trabalhando com hardware. Diferentemente de alguns dos outros candidatos a substituir Cook, ele trabalhou em muitos dos dispositivos da Apple, bem como nas operações globais que fabricam esses produtos.

    No entanto, ele assume como um relativo desconhecido fora da empresa. Internamente, ele é mais conhecido por manter produtos do que por desenvolver novos, de acordo com seis ex-funcionários. E Ternus, que foi engenheiro no Vale do Silício durante toda a sua vida adulta, tem exposição limitada às questões políticas e responsabilidades associadas ao cargo máximo da Apple.

    Nos quatro anos após se formar em 1997, ele projetou headsets e outros produtos em uma startup de realidade virtual. Ele então entrou na Apple, trabalhando primeiro em telas para Macs enquanto a empresa fazia a transição dos coloridos iMacs do final dos anos 90.

    Em cerca de três anos, se tornou gerente, disse Steve Siefert, o primeiro chefe de Ternus na Apple. Durante esse período, a equipe mudou de andar, passando de um escritório fechado para um layout majoritariamente aberto com alguns escritórios. Quando foi promovido, Ternus teve a opção de se mudar para um desses escritórios, mas recusou.

    Ternus era “um homem do povo”, disse Siefert, acrescentando que a decisão de sentar com sua equipe provavelmente ajudou Ternus a gerenciar e motivar sua equipe. Quando Siefert se aposentou em 2011, liberando seu escritório, Ternus mais uma vez disse que queria permanecer no espaço aberto.

    Em 2005, Ternus havia sido promovido para liderar a equipe de engenharia de hardware da Apple para iMacs enquanto ela desenvolvia a série G5, disse Michael D. Hillman, que ajudou a contratar Ternus e trabalhou com ele na Apple por mais de uma década.

    Ternus passou longos períodos trabalhando com fabricantes na Ásia, disse Hillman. O executivo viajava entre o continente e o Vale do Silício e aprendeu como podia ser difícil fazer um fornecedor de manufatura entregar conforme as expectativas de design da Apple. A Apple também colocou Ternus com um consultor externo para aconselhá-lo sobre liderança.

    Ternus se tornou um tenente-chave de Dan Riccio, seu antecessor como chefe de hardware da Apple. Em 2013, o papel de Ternus havia se expandido para incluir a supervisão das equipes de Mac e iPad.

    Nos últimos anos, ele assumiu mais responsabilidade por atualizações nos produtos da Apple. Ele liderou o iPhone Air, lançado no ano passado com um novo design fino, e foi um líder-chave na transição da Apple do uso de chips da Intel em Macs para o uso dos próprios chips da empresa em 2020. Ternus também esteve envolvido nas experimentações da Apple com telefones dobráveis, de acordo com uma das pessoas próximas à empresa.

    “A promoção de Ternus indica que a empresa vai focar em novos dispositivos de hardware, como celulares dobráveis, óculos, dispositivos de realidade virtual e AI pins”, disse Gil Luria, diretor-geral da D.A. Davidson & Co.

    Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

  • O iPhone 18 Pro terá uma novidade que vai melhorar as fotografias

    O iPhone 18 Pro terá uma novidade que vai melhorar as fotografias

    Rumores indicam que modelos premium da Apple terão tecnologia que ajusta a lente conforme a luz. Produção deve começar no meio do ano, com lançamento esperado para setembro, seguindo o calendário tradicional da empresa

    O iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max devem ser os próximos modelos topo de linha da Apple e, ao que tudo indica, podem trazer uma novidade inédita nos smartphones da marca: uma câmera com abertura variável.

    Segundo o site ET News, com base em informações de fontes da indústria, a empresa chinesa Sunny Optical foi escolhida para fornecer um dos componentes essenciais desse sistema. Na prática, a tecnologia permite que a lente da câmera se ajuste automaticamente, abrindo ou fechando conforme a cena capturada, o que pode melhorar o desempenho em diferentes condições de luz.

    Esse não é o primeiro indício de que a Apple pretende apostar nesse recurso. Em dezembro de 2024, o analista Ming-Chi Kuo já havia apontado que os modelos Pro da linha iPhone 18 poderiam contar com câmeras com abertura variável.

    De acordo com informações que circulam na cadeia de fornecimento da Apple, a LG Innotek, responsável pela produção dos módulos de câmera, deve iniciar a fabricação entre junho e julho.

    A expectativa é que o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max sejam apresentados em setembro. A Apple costuma realizar seus principais lançamentos nesse período, mantendo a tradição de anunciar seus novos dispositivos no mesmo mês todos os anos.

    O iPhone 18 Pro terá uma novidade que vai melhorar as fotografias