Categoria: TECNOLOGIA

  • YouTube: Receita de anúncios supera Disney, Paramount e Warner Bros

    YouTube: Receita de anúncios supera Disney, Paramount e Warner Bros

    A receita proveniente de publicidade do YouTube superou o montante (combinado) da Disney, NBC, Paramount e Warner Bros. Discovery, colocando a plataforma de vídeos ao lado de gigantes do entretenimento.

    A receita obtida pelo YouTube com anúncios publicitários em 2025 teria superado o valor combinado de empresas como Disney, NBCUniversal, Paramount Global e Warner Bros. Discovery.

    A informação foi divulgada pela empresa de análise de mercado MoffettNathanson ao site The Hollywood Reporter, indicando que os anúncios exibidos no YouTube geraram 40,4 bilhões de dólares (cerca de 35,29 bilhões de euros) apenas no ano passado.

    Os dados mostram que o YouTube se consolida cada vez mais como um gigante do entretenimento, difícil de ignorar, o que explica por que muitos analistas já consideram a plataforma de vídeos uma rival direta de serviços de streaming como a Netflix, que registrou 45,2 bilhões de dólares (39,49 bilhões de euros) em receita total em 2025.

    Apesar de, em 2024, o YouTube ter gerado “apenas” 36,1 bilhões de dólares (31,56 bilhões de euros) em receita publicitária — ficando abaixo dos 41,8 bilhões de dólares (36,54 bilhões de euros) obtidos por Disney, NBC, Paramount e Warner Bros. Discovery —, tudo indica que a situação se inverteu em 2025.

    Ainda assim, o YouTube está longe de ser a empresa que mais fatura com publicidade. A Meta Platforms lidera com folga, tendo alcançado 196,2 bilhões de dólares (171,45 bilhões de euros) em receita proveniente de anúncios.

    YouTube: Receita de anúncios supera Disney, Paramount e Warner Bros

  • Líder da OpenAI admite que "IA não é muito popular nos EUA"

    Líder da OpenAI admite que "IA não é muito popular nos EUA"

    O cofundador e CEO da OpenAi, Sam Altman, acredita que é importante que o governo dos EUA elimine alguns dos problemas com a cadeia de abastecimento de forma a impulsionar a adoção de ferramentas de Inteligência Artificial.

    O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, reconhece que, como tecnologia, a Inteligência Artificial não está passando por um bom momento em relação à sua popularidade nos Estados Unidos.

    Altman participou da conferência US Infrastructure Summit, organizada pela BlackRock, realizada na terça-feira, dia 10, e afirmou que a baixa popularidade da Inteligência Artificial está relacionada ao fato de ela estar sendo responsabilizada por uma série de problemas.

    “Neste momento, a Inteligência Artificial não é muito popular nos EUA”, observou Altman, de acordo com o site Business Insider. “Os data centers estão sendo culpados pelos aumentos no preço da eletricidade. Quase todas as empresas que fazem demissões estão culpando a Inteligência Artificial, mesmo quando isso não está relacionado. Há um verdadeiro debate acontecendo sobre o poder relativo entre os governos e as empresas”.

    As tensões citadas por Altman entre governos e empresas podem estar relacionadas com o caso entre os EUA e a Anthropic, empresa que foi classificada pela administração do presidente Donald Trump como “um risco para a cadeia de abastecimento”. Por sua vez, a empresa liderada por Dario Amodei decidiu entrar com um processo contra o governo dos EUA, acusando-o de “retaliação ilegal” por ter recusado permitir que seus modelos de Inteligência Artificial fossem usados — sem restrições — para fins militares.

    Por outro lado, a OpenAI firmou um acordo com o Pentágono para a utilização dos modelos de Inteligência Artificial da empresa — que estão por trás de ferramentas como o ChatGPT — destacando no anúncio oficial que essa implementação ocorrerá com garantias de que acontecerá apenas “em redes na nuvem”.

    Mesmo assim, o fato de a OpenAI ter chegado a um acordo com o Pentágono levou algumas figuras importantes a deixarem a empresa. Entre elas está a diretora da divisão de Robótica da OpenAI, Caitlin Kalinowski, que citou esse acordo como o motivo de sua decisão.

    “A vigilância dos americanos sem supervisão judicial e a autonomia letal sem autorização humana são questões que mereciam mais debate do que receberam”, afirmou a engenheira, destacando que sua decisão foi baseada em uma questão de princípios.

    Com desafios claros pela frente, Altman afirmou na conferência da BlackRock que é importante que os EUA se mantenham à frente da China nessa corrida global pelo desenvolvimento da Inteligência Artificial. Ao mesmo tempo, destacou que é necessário eliminar desafios relacionados à cadeia de abastecimento para ampliar a adoção dessas ferramentas.

    “Se não avançarmos tão rapidamente quanto outros países na adoção [da Inteligência Artificial], acredito que perderemos a vantagem que temos por sermos a potência econômica que somos”, disse Altman. “E isso depende da rapidez com que as empresas a adotam. Depende da rapidez com que nossos cientistas a adotam e da rapidez com que o nosso governo a adota.”

    O CEO da OpenAI afirmou ainda que “esta é uma oportunidade única em muitas gerações para realmente melhorar a economia” e “reescrever algumas das regras da sociedade que não estão funcionando diante desta nova e incrível fonte de riqueza.”

    Líder da OpenAI admite que "IA não é muito popular nos EUA"

  • PlayStation 6 pode chegar em 2027, apontam novos rumores

    PlayStation 6 pode chegar em 2027, apontam novos rumores

    Especulações indicam que a Sony pode lançar a próxima geração do console no fim de 2027, possivelmente perto do Natal. Mesmo com aumento no custo de componentes, empresa não deve adiar o projeto para não perder espaço para a concorrência

    Rumores sobre a próxima geração de consoles da Sony voltaram a ganhar força nas últimas semanas. Entre as especulações, há quem acredite que o aumento no preço da memória RAM pode levar a empresa a adiar o lançamento do sucessor do PlayStation 5.

    Por outro lado, alguns analistas apontam que a Sony dificilmente atrasaria a chegada do PlayStation 6 por causa dos compromissos firmados com parceiros da cadeia de produção. Um adiamento poderia causar problemas logísticos e contratuais com fornecedores.

    Apesar das discussões, ainda não há consenso sobre os planos da empresa japonesa. De acordo com o site Android Headlines, o conhecido vazador de informações Kepler L2 afirma que o PlayStation 6 deve chegar ao mercado em 2027, possivelmente no final do ano, próximo ao período de Natal.

    Mesmo assim, especialistas ressaltam que ainda é cedo para ter certezas sobre a data de lançamento. A própria Sony pode ainda não ter um cronograma definitivo, especialmente diante das oscilações nos preços de componentes eletrônicos.

    Outro fator que pode influenciar os planos da empresa é a movimentação da concorrência. A Microsoft já confirmou que trabalha em uma nova geração de consoles, conhecida internamente pelo codinome “Project Helix”.

    Diante desse cenário, a expectativa é que a Sony também acelere o desenvolvimento de sua próxima plataforma para não perder espaço no mercado, mesmo que o novo console chegue às lojas com preço mais alto do que o esperado.
     
     

     

    PlayStation 6 pode chegar em 2027, apontam novos rumores

  • Atualização vai mudar a forma como conduz com ajuda do Google Maps

    Atualização vai mudar a forma como conduz com ajuda do Google Maps

    Nova função chamada “Navegação Imersiva” promete tornar trajetos mais intuitivos com visualização em 3D de pontes, túneis e edifícios. O aplicativo também passa a contar com o “Ask Maps”, ferramenta de IA que permite fazer perguntas sobre a viagem

    O Google anunciou nesta quinta-feira, dia 12, uma série de novidades para o Google Maps. Entre as principais atualizações está um novo design da interface que promete tornar a experiência de navegação mais imersiva para os usuários.

    Batizada de “Navegação Imersiva”, a novidade traz uma visualização em 3D durante a navegação. Com isso, os motoristas poderão ver com mais clareza elementos do trajeto, como edifícios, pontes, túneis e variações de relevo ao longo do caminho, em uma experiência semelhante à oferecida pelo Apple Maps.

    “A nossa equipe se propôs a redesenhar a experiência de condução para eliminar dúvidas durante as viagens”, afirmou Miriam Daniel, vice-presidente do Google Maps, segundo o site TechCrunch. “A Navegação Imersiva é uma transformação completa da experiência de navegação. Ela inclui visuais redesenhados, informações atualizadas no momento certo e orientações mais intuitivas.”

    A atualização já começou a ser disponibilizada nos Estados Unidos. Usuários de outros países terão de aguardar um pouco mais, já que o lançamento será feito de forma gradual. Além de smartphones Android e iOS, a novidade também chegará aos sistemas Android Auto e Apple CarPlay.

    Outra novidade anunciada pelo Google é a integração de recursos de Inteligência Artificial ao Maps. Com a nova função, os usuários poderão fazer perguntas em linguagem natural sobre a viagem ou sobre locais próximos.

    A ferramenta recebeu o nome de “Ask Maps”. Com ela, será possível, por exemplo, perguntar onde encontrar um lugar para carregar o celular enquanto toma um café ou localizar quadras de tênis com iluminação para jogar à noite.

    Assim como a nova interface de navegação, o “Ask Maps” também será lançado inicialmente em poucos mercados. A funcionalidade começará a ser disponibilizada nos Estados Unidos e na Índia para dispositivos Android e iOS.
     

     
     

    Atualização vai mudar a forma como conduz com ajuda do Google Maps

  • NASA revela onde caiu satélite que fez reentrada descontrolada na Terra

    NASA revela onde caiu satélite que fez reentrada descontrolada na Terra

    Van Allen Probe A reentrou na atmosfera antes do previsto e caiu em área remota do oceano Pacífico, a mais de mil quilômetros das ilhas Galápagos. Segundo a NASA, o risco de causar danos era extremamente baixo

    O satélite Van Allen Probe A, da NASA, reentrou na atmosfera da Terra de forma descontrolada, mas não causou qualquer incidente. Antes da queda, estimava-se que o risco de alguma parte do equipamento atingir uma pessoa fosse de aproximadamente 1 em 4.200.

    Após monitorar o trajeto do satélite, a NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos confirmaram o local da queda. Segundo comunicado oficial da agência espacial, o equipamento caiu no oceano Pacífico, a mais de mil quilômetros a oeste do arquipélago de Galápagos.

    Por ter atingido uma área remota do oceano, o satélite não representou perigo para pessoas ou áreas habitadas.

    Antes da reentrada, a NASA havia alertado que alguns fragmentos poderiam sobreviver ao processo de passagem pela atmosfera. Mesmo assim, a agência reforçou que as chances de causar danos eram extremamente baixas.

    O Van Allen Probe A foi lançado em 2012 com a missão de estudar os cinturões de radiação da Terra, conhecidos como cinturões de Van Allen. A missão científica do satélite foi concluída em 2019.

    Inicialmente, a NASA estimava que o equipamento só reentraria na atmosfera por volta de 2034. No entanto, o atual ciclo solar tem apresentado atividade mais intensa do que o previsto, o que acelerou o processo de queda do satélite.

    O Van Allen Probe A foi lançado ao espaço junto com outro satélite idêntico, o Van Allen Probe B. A expectativa da NASA é que esse segundo equipamento também reentre na atmosfera terrestre nos próximos anos, possivelmente por volta de 2030.

    NASA revela onde caiu satélite que fez reentrada descontrolada na Terra

  • Google lança IA que prevê enchentes e desastres naturais com 24h

    Google lança IA que prevê enchentes e desastres naturais com 24h

    Nova tecnologia chamada Groundsource usa inteligência artificial Gemini para transformar milhões de relatórios públicos em dados estruturados. Sistema já identificou 2,6 milhões de enchentes históricas e ajuda a prever desastres em mais de 150 países

    O Google anunciou nesta sexta-feira o lançamento do Groundsource, uma nova metodologia baseada na inteligência artificial Gemini capaz de transformar milhões de relatórios públicos em dados estruturados para ajudar a prever desastres naturais, como enchentes e ondas de calor.

    Segundo a empresa, o sistema já identificou cerca de 2,6 milhões de eventos históricos de inundação em mais de 150 países. A tecnologia também permite prever enchentes urbanas repentinas com até 24 horas de antecedência, o que pode ajudar autoridades e comunidades a se prepararem melhor para esse tipo de situação.

    De acordo com o Google, as previsões de enchentes urbanas já estão disponíveis no Flood Hub, plataforma da empresa que reúne dados e alertas sobre riscos de inundação. O serviço também inclui previsões para cheias de rios, que atualmente cobrem cerca de 2 bilhões de pessoas em mais de 150 países.

    A companhia afirma que a nova ferramenta representa uma ampliação significativa de sua capacidade de monitoramento e previsão de enchentes ao redor do mundo.

    Para comunidades e governos, a iniciativa pode ajudar a melhorar o planejamento e a resposta a desastres naturais. Já para pesquisadores e organizações parceiras, o Groundsource funciona como um grande banco de dados aberto, que pode servir de referência para estudos e novas soluções tecnológicas.

    Segundo o Google, essa base de dados é especialmente importante para regiões urbanas que historicamente possuem pouca informação sobre enchentes repentinas.

    O conjunto de dados do Groundsource e o modelo de previsão de enchentes urbanas passam agora a integrar o portfólio de ferramentas geoespaciais da Google Earth AI, plataforma voltada ao uso de inteligência artificial para análise ambiental e territorial.

    A empresa também destaca que a mesma tecnologia pode ser aplicada futuramente a outros tipos de desastres naturais, como deslizamentos de terra e ondas de calor, transformando relatórios verificados de diversas partes do mundo em bases de dados capazes de melhorar a prevenção e a resposta global a eventos extremos.

    Google lança IA que prevê enchentes e desastres naturais com 24h

  • Nasa tentará lançar em 1º de abril missão tripulada para contornar a Lua

    Nasa tentará lançar em 1º de abril missão tripulada para contornar a Lua

    Será a primeira viagem de humanos aos arredores da Lua desde a Apollo 17, em 1972; missão originalmente estava sendo trabalhada para decolagem em fevereiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Nasa concluiu nesta quinta-feira (12) o processo de revisão que antecede o lançamento da missão Artemis 2, dando luz verde para que os procedimentos sigam adiante, mirando um lançamento no começo da próxima janela, em 1º de abril. Será a primeira viagem de humanos aos arredores da Lua desde a Apollo 17, em 1972.

    “Acabamos de terminar, duas horas atrás, nossa revisão de prontidão para voo”, disse Lori Glaze, administradora associada interina do diretório dos sistemas de exploração da agência, em entrevista coletiva. “A tripulação se juntou a nós virtualmente de Houston, isso realmente reforçou discussões abertas, e todas as equipes sinalizaram ‘go’ [sinal verde] para a missão.”

    A missão originalmente estava sendo trabalhada para decolagem em fevereiro. Porém, problemas com vazamentos de propelente no foguete SLS durante um ensaio molhado (em que o foguete é abastecido, simulando a fase final da contagem regressiva), seguidos por um vazamento de hélio (usado para manter a pressurização dos tanques do segundo estágio), obrigaram o retorno do lançador ao VAB (prédio responsável pela integração do foguete e da cápsula para voo) e eliminaram qualquer chance de lançamento em março.

    Com o fim da revisão, e os problemas resolvidos, o plano agora é fazer o deslocamento do foguete de volta à plataforma 39B, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na próxima quinta (19) e então iniciar as preparações para um lançamento que pode acontecer já no dia 1º de abril. A janela terá seis dias, e tentativas podem ser realizadas em qualquer um desses dias. Se não for possível lançar até lá, será preciso esperar até a próxima janela, que se abre em 30 de abril.

    Nasa tentará lançar em 1º de abril missão tripulada para contornar a Lua

  • Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

    Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

    Grupo Handala Hack afirmou ter invadido sistemas da fabricante de equipamentos médicos Stryker e da empresa de pagamentos Verifone. A ação teria sido uma retaliação após ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã no fim de fevereiro.

    Um grupo de hackers ligado ao Irã afirmou ter realizado ataques cibernéticos contra duas empresas dos Estados Unidos: a fabricante de equipamentos médicos Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.

    Na quarta-feira, o grupo, chamado Handala Hack, assumiu a responsabilidade pela invasão em uma publicação na rede social X. Segundo os hackers, a ação contra a Stryker teria sido motivada por supostos vínculos da empresa com Israel, já que a companhia adquiriu uma empresa israelense em 2019.

    Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), a Stryker informou que sofreu um “incidente de cibersegurança” que provocou uma interrupção global em aplicativos da Microsoft utilizados pela empresa.

    A companhia, com sede no estado de Michigan, afirmou que o problema já foi contido, mas ainda não há previsão para que todos os sistemas afetados sejam totalmente restabelecidos.

    O grupo Handala Hack afirmou que o ataque seria uma forma de retaliação após um bombardeio ocorrido em 28 de fevereiro contra uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. Segundo autoridades iranianas, o episódio teria causado mais de 150 mortes.

    De acordo com informações divulgadas pelo jornal The New York Times, uma investigação militar preliminar aponta que o ataque teria sido resultado de um erro de coordenação das forças armadas dos Estados Unidos, que atingiram uma base iraniana próxima à escola.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou repetidamente qualquer responsabilidade das forças militares americanas no incidente.

    O coletivo de hackers também afirmou ter realizado um ataque contra a empresa Verifone. A companhia, no entanto, informou à agência France-Presse que não encontrou evidências de invasão e que seus serviços continuam funcionando normalmente.

    O grupo Handala Hack ganhou notoriedade no final de 2023. O nome faz referência a um personagem simbólico da causa palestina. Especialistas em segurança digital apontam que o coletivo teria apoio do governo iraniano.

    As ações do grupo costumam ter como alvo organizações israelenses ou empresas que mantêm relações com Israel. Entre as táticas utilizadas estão roubo de dados, invasão e alteração de sites e ataques com ransomware.

    O ransomware é um tipo de programa malicioso que explora falhas de segurança em sistemas e ameaça bloquear ou destruir dados até que um resgate seja pago.

    A tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel aumentou após a ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro contra o território iraniano, que resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

    Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e realizou ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes envolvendo projéteis iranianos também foram registrados em países como Chipre e Turquia.
     

     

    Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

  • WhatsApp cria recurso para pais poderem controlar conta dos filhos menores de 13 anos

    WhatsApp cria recurso para pais poderem controlar conta dos filhos menores de 13 anos

    Responsáveis vão poder decidir quem pode entrar em contato e em quais grupos os filhos podem participar; mensagens de visualização única serão desativadas de contas de pré-adolescentes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O WhatsApp vai disponibilizar a opção de contas gerenciadas pelos pais e responsáveis para que possam controlar as conversas de menores de 13 anos. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (11) e o recurso estará disponível nos próximos meses.

    O ECA Digital determina que plataformas online adotem, por padrão, níveis elevados de proteção para crianças e adolescentes. Pela lei, no entanto, o aplicativo deveria oferecer configurações mais restritivas automaticamente para esse público. No caso das contas gerenciadas, elas são opcionais.

    O WhatsApp afirma, no entanto, que esse novo controle não tem a ver com o ECA. A empresa diz que tem trabalhado em um novo tipo de conta para pré-adolescentes há quase dois anos, com base no feedback que recebeu de pais e especialistas ao redor do mundo. E o recurso será lançado globalmente.

    Segundo a empresa, para ter acesso à ferramenta, os pais precisarão do próprio telefone e do filho para vincular as contas. Depois de configurada, a conta será controlada pelos pais, que poderão decidir quem pode entrar em contato e de quais grupos o filho poderá participar.

    Os pais não terão acesso ao conteúdo das mensagens que os filhos recebem ou enviam, mas vão ser notificados, por exemplo, quando receber algo de um número que não está salvo em seus contatos.

    Caso a criança queira enviar mensagem para um novo contato, ela deverá adicionar a pessoa aos contatos, o que enviará um alerta para o pai, mãe ou responsável.

    Os pais também vão ser informados quando os filhos receberem convite para entrar em um grupo. Somente a partir da autorização dos responsáveis, eles vão podem fazer parte do grupo. Quando novos contatos forem adicionados ao grupo, os pais também serão notificados.

    Nessa configuração, os adolescentes também não terão mais a opção de receber ou enviar mensagens de visualização única.

    A empresa disse que o recurso de controle foi criado a partir de uma demanda dos próprios pais, que relataram a necessidade de adaptações no aplicativo para o uso de menores de 13 anos.

    Os novos controles e configurações parentais são protegidos por um PIN no dispositivo gerenciado. Somente os pais podem acessar e alterar as configurações de privacidade, garantindo que eles tenham o poder de personalizar a experiência de sua família.

    O anúncio da nova ferramenta para o WhatsApp vai ao encontro do que outras redes sociais têm adotado após serem alvo de uma onda de processos judiciais e críticas da comunidade científica de terem criado um ambiente virtual potencialmente danoso para a saúde mental de jovens.

    Em fevereiro do ano passado, por exemplo, o Instagram passou a reconfigurar automaticamente as contas de adolescentes no Brasil e em outros países da América Latina. Os perfis dos usuários com menos de 18 anos passaram a ter uma série de restrições, as quais só poderão ser retiradas com a autorização dos pais.

    Thiago Tavares, presidente da Safernet Brasil, diz que a introdução de algum tipo de ferramenta de controle no WhatsApp é um avanço ainda mais tendo em vista que esta é a plataforma mais usada pelos brasileiros.

    “Sem sombra de dúvida é um avanço, já que 97% da população conectada à internet usa o WhatsApp e não havia nenhum tipo de controle parental até agora. Obviamente, não é uma ferramenta perfeita, mas é uma camada adicional de segurança.”

    Para ele, a mudança faz com que o WhatsApp se torne mais seguro para crianças do que seus concorrentes, como Telegram, Signal e Discord, onde não há esse tipo de ferramenta de controle.

    Tavares, no entanto, destaca que a efetividade da ferramenta depende de um passo anterior: a verificação etária.

    Já o psicólogo social e especialista em educação digital do Instituto Alana Rodrigo Nejm afirma que a criação de novas ferramentas ainda está longe de resolver o problema. “Essas ferramentas colocam uma nova camada [de proteção], mas o ponto principal é a idade mínima. Na própria loja dos aplicativos há uma idade mínima recomendada de 12 anos, e a classificação indicativa não é à toa”, diz.

    Segundo o ECA Digital, a partir do próximo dia 17 de março, as plataformas digitais passam a ser obrigadas a aferir a idade de seus usuários. As empresas, no entanto, defendem que a medida é complexa e precisam de mais tempo.

    “É um esforço que não é trivial, os órgãos de controle reconhecem a complexidade. Só que, sem a verificação etária, não é possível colocar em prática as ferramentas de controle e proteção que estão previstas no ECA Digital. Por isso, precisamos desse esforço para que os usuários tenham sua idade conferida”, destaca Tavares.

    Para ele, apenas as ferramentas de controle não são suficiente para tornar o ambiente digital seguro. Segundo ele, o foco excessivo nessas ferramentas jogam nos pais uma responsabilidade que deveria ser das big techs: a maior regulação nas plataformas. “O ambiente digital continua doente. Não adianta apenas criar um cercadinho para as crianças e achar que elas estão protegidas. As empresas precisam investir mais na moderação de conteúdo.”

    Nejm concorda e destaca que ainda há dúvidas sobre o tipo de conteúdo que continuará circulando entre menores, mesmo com contas gerenciadas. Os conteúdos impróprios muitas vezes não chegam por estranhos, mas por outras crianças, “o que mostra que estamos longe de ter ferramentas realmente adequadas”, afirma. Ele também aponta que algumas funções exigem autorização dos responsáveis, enquanto outras apenas enviam notificações, o que pode gerar sobrecarga e dificultar o acompanhamento pelas famílias.

    O especialista do Instituto Alana também rebate críticas de que esse tipo de recurso representaria vigilância excessiva. “O ECA digital veda a vigilância massiva, não é disso que se trata”, afirma.

    WhatsApp cria recurso para pais poderem controlar conta dos filhos menores de 13 anos

  • Spotify pagou R$ 57 bilhões à música em 2025 e ampliou renda de artistas autônomos

    Spotify pagou R$ 57 bilhões à música em 2025 e ampliou renda de artistas autônomos

    Funk brasileiro lidera expansão de gêneros no streaming; aplicativo de streaming musical tem cerca de 751 milhões de usuários, 151 milhões a mais do que o relatório de 2024 indicava

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Spotify pagou mais de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões) à indústria musical em 2025, segundo dados divulgados pela empresa. De acordo com a plataforma, trata-se do maior valor já pago por um único varejista de música em um ano, elevando o total acumulado de royalties distribuídos para cerca de US$ 70 bilhões desde a criação do serviço.

    A empresa afirma que mais da metade desses pagamentos foi destinada a artistas e selos independentes.

    Os números indicam ainda uma expansão do grupo de artistas que conseguem gerar renda significativa com streaming. Em 2025, mais de 13,8 mil artistas teriam recebido ao menos US$ 100 mil em royalties pelo Spotify, cerca de 1.400 a mais do que no ano anterior.

    Os dados fazem parte do relatório “Loud & Clear global”, que analisa anualmente milhões de dados para entender a economia do streaming de música

    Segundo a companhia, também aumentou o número de carreiras de alto rendimento na plataforma. Atualmente, mais de 80 artistas geram mais de US$ 10 milhões por ano apenas com royalties do Spotify – valor que, há cerca de uma década, era alcançado apenas pelo artista mais ouvido do serviço.

    A empresa afirma que o crescimento ocorre também entre músicos menos conhecidos. O artista na posição de número 100 mil no ranking recebeu mais de US$ 7.300 em 2025, ante cerca de US$ 350 dez anos antes.

    O Spotify também destacou o papel de suas playlists editoriais. Entre os artistas que hoje geram mais de US$ 100 mil anuais na plataforma, mais de um em cada dez teria sido inicialmente incluído na playlist “Fresh Finds”, dedicada a músicos emergentes.

    Outra informação é que mais de um terço dos artistas que faturam pelo menos US$ 10 mil anuais na plataforma começaram ou mantêm suas carreiras de forma independente, sem o suporte inicial de grandes selos.

    Pela primeira vez, a barreira linguística parece ser um obstáculo do passado. Segundo a plataforma, canções em 16 idiomas diferentes alcançaram o Top 50 Global em 2025, mais do que o dobro do registrado em 2020.

    Nesse cenário multilingue, o funk brasileiro lidera a expansão com um crescimento de 36% em receita gerada, superando gêneros já consolidados como o k-pop (+31%) e o trap latino (+29%).

    Os dados mostram que a carreira de um artista não está mais limitada ao seu país de origem. Em média, apenas dois anos após a estreia, artistas já veem mais da metade de seus royalties virem do exterior. Em 2025, artistas de 75 países diferentes geraram mais de US$ 500 mil em royalties anuais no Spotify. Há apenas um ano, esse número estava restrito a 66 países.

    Além disso, a plataforma direcionou mais de US$ 1,5 bilhão em vendas de ingressos para shows em 2025. Cerca de 40% dos artistas em turnê registraram um aumento de pelo menos 10% em sua receita total gerada via Spotify graças à venda direta de bilhetes.

    No topo da cadeia produtiva, os compositores também atingiram marcos históricos. Nos últimos dois anos, a empresa pagou cerca de US$ 5 bilhões para detentores de direitos de edição (publishers) e organizações de direitos autorais, um crescimento de 2,5 vezes em comparação aos últimos cinco anos. Somente nos últimos dois anos, o Spotify pagou aproximadamente US$ 5 bilhões para editoras e organizações que representam compositores.

    Sam Duboff, responsável pela área de marketing e políticas da divisão de música do Spotify, ainda reforçou em sessão que a empresa vem prestando atenção em artistas criados por inteligência artificial e em uma maior transparência com o ouvinte. Outros pontos ressaltados foram novas formatações para realçar os créditos de músicas, a criação de playlists com o algoritmo do streaming e um posicionamento certo contra a pirataria.

    Hoje, o aplicativo de streaming musical tem cerca de 751 milhões de usuários, 151 milhões a mais do que o relatório de 2024 indicava.

    Spotify pagou R$ 57 bilhões à música em 2025 e ampliou renda de artistas autônomos