Categoria: TECNOLOGIA

  • Além de Grok, ChatGPT também tira roupa de pessoas sem consentimento

    Além de Grok, ChatGPT também tira roupa de pessoas sem consentimento

    No Brasil, é crime manipular, produzir ou divulgar conteúdo de nudez ou ato sexual falso gerado por inteligência artificial ou outros meios tecnológicos. O crime pode ser punido com reclusão de dois a seis anos, além de multa

    (CBS NEWS) – O ChatGPT atende a pedidos para editar fotos e retirar as roupas sem consentimento da pessoa fotografada, assim como faz o Grok, que passou a chamar a atenção de autoridades na Ásia e na Europa desde o início do ano por estar despindo mulheres e menores de idade.

    A plataforma da OpenAI trocou as roupas de pessoas por trajes de banho em testes feitos pela Folha. Foram usadas imagens do repórter e personagens feitos por IA no experimento, para evitar a exposição de terceiros. O ChatGPT só retirou as vestimentas, enquanto o Grok transformou o repórter em uma mulher e o exibiu em uma dança sensual, sem que houvesse instrução para isso.

    No Brasil, é crime manipular, produzir ou divulgar conteúdo de nudez ou ato sexual falso gerado por inteligência artificial ou outros meios tecnológicos. O crime pode ser punido com reclusão de dois a seis anos, além de multa. A pena é majorada se a vítima for mulher, criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência.

    A OpenAI diz que bloqueia solicitações de geração de imagem que possam violar suas regras e que infrações recorrentes podem levar a perda da conta. Porém, a empresa disse que atualizou seu algoritmo recentemente para lidar com “sistemas excessivamente restritivos”.

    “Por exemplo, havia bloqueios de representações de amamentação ou adultos usando trajes de banho em contextos não sexualizados”, diz a empresa em nota. Ela também afirmou que aplica proteções para o uso não consensual de imagens, sem comentar os exemplos enviados pela reportagem.

    A xAI, por outro lado, disse que implementou medidas para evitar a edição de imagens reais de pessoas, que envolvessem “roupas reveladoras como biquinis”, após ameaças de punições das autoridades.

    O ChatGPT, diferentemente do Grok, não divulga as imagens que gera em uma rede social, de forma que todos possam ver. Isso, de acordo com especialistas em segurança da informação, torna mais difícil medir a quantidade de imagens íntimas geradas pelo chatbot da OpenAI.

    Mesmo que não exista nudez completa, a geração de imagens em roupa de banho se enquadra no entendimento jurídico de divulgação de fotos íntimas, diz a diretora de pesquisa do InternetLab Clarice Tavares. “Além da violação do consentimento dessas pessoas, nos casos em que temos visto [no Grok], existe uma intencionalidade de sexualização.”

    Em decisão de 2020, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) julgou culpado um homem que divulgou fotos de sua ex-namorada em roupas de banho. “Mesmo que não fosse um caso de nudez total, houve uma intenção de vingança na divulgação daquelas fotos íntimas”, afirma Tavares.

    O cientista da computação argentino Marcelo Rinesi, que participou dos primeiros testes do Dall-E, o modelo predecessor ao ChatGPT Images, lembra que o risco de que o modelo gerasse pornografia não consentida era uma das principais preocupações da OpenAI.

    “Essa é uma das regras básicas de segurança e privacidade em qualquer tecnologia, desde a fotografia. O que é específico dessa tecnologia é a capacidade de gerar uma imagem erótica de uma pessoa qualquer apenas com uma foto e quase sem custo”, afirma Rinesi.

    De acordo com o CEO da OpenAI, Sam Altman, a empresa escolheu mudar suas diretrizes por causa de reclamações de usuários sobre a aplicação muito estrita das normas. As mudanças, disse ele dias antes da mudança, visaram “garantir liberdade intelectual”.

    A geração de imagens íntimas sem consentimento teve uma explosão neste ano, quando usuários do X perceberam que era possível usar o Grok com esse objetivo. Entre os dias 5 e 6 de janeiro, a IA de Musk, que publica na rede social por meio da conta @Grok, gerou 6.700 imagens por hora que foram identificadas como sexualmente sugestivas ou de nudez, de acordo com uma análise divulgada pela Bloomberg feita por Genevieve Oh, uma pesquisadora independente de redes sociais.

    Os outros cinco principais sites dedicados à geração de imagens com IA tiveram uma média de 79 novas imagens de nudez por IA por hora em um período de 24 horas.

    Enquanto o Grok, por escolha de seus desenvolvedores, não impunha limites aos usuários, o ChatGPT apresenta algumas salvaguardas. Porém, é possível driblá-las com alterações no comando. A Folha não vai explicar como fez isso para evitar a reprodução da prática.

    Em sites de fórum, como o Reddit, pessoas compartilham informações de como gerar imagens sexualizadas em plataformas de IA como o Grok, o ChatGPT, e o Gemini do Google. A revista especializada Wired encontrou páginas com dicas de como usar os modelos para despir mulheres reais.

    Após o contato da revista, o Reddit retirou esses tópicos do ar, afirmando que eles infringiram suas regras.

    Outros concorrentes como Gemini, do Google, e Meta AI, da Meta, não geraram roupas de pessoas reais em biquinis.

    COMO PROTEGER SEUS DADOS

    A empresa de cibersegurança Eset afirma que é preciso redobrar o cuidado com quais imagens são tornadas públicas, por meio, por exemplo, de publicação em redes sociais. Desde que ferramentas como o Grok, o ChatGPT e o Gemini, do Google, receberam a habilidade de editar fotos, qualquer um com poucas instruções em português básico pode tirar uma imagem de contexto.

    Veja cuidados para evitar que suas fotos sejam manipuladas com IA: Verifique as fotos que você mantém online Evite publicar fotos de menores de idade Se possível, mantenha as suas páginas privadas

    Use a ferramenta do Google para checar se seus dados pessoais vazaram na internet Também é possível impedir, nas configurações, que a xAI use as imagens que você publicar no desenvolvimento das futuras versões do Grok

    Além de Grok, ChatGPT também tira roupa de pessoas sem consentimento

  • TikTok vai implementar sistema para manter crianças fora do aplicativo

    TikTok vai implementar sistema para manter crianças fora do aplicativo

    Nova ferramenta será aplicada na Europa, Reino Unido e Suíça, com análise automática de perfis, possibilidade de denúncias por usuários e revisão humana em casos suspeitos de contas pertencentes a menores de 13 anos.

    O TikTok anunciou que pretende implementar uma nova ferramenta de detecção de idade na plataforma. O recurso será adotado não apenas na União Europeia, mas também em mercados como Reino Unido e Suíça.

    O sistema terá como objetivo estimar a idade dos usuários e bloquear automaticamente conteúdos considerados inadequados para determinadas faixas etárias. Caso a tecnologia identifique indícios de que uma conta pertence a alguém com menos de 13 anos, idade mínima exigida para uso da rede social, o perfil será encaminhado para análise de um moderador, que decidirá se a conta deve ser removida.

    Além da verificação automática, qualquer usuário poderá denunciar perfis que suspeite pertencerem a menores de 13 anos. Essas denúncias também serão avaliadas por moderadores especializados.

    A empresa informou que usuários europeus receberão notificações explicando como funcionará o novo sistema. Se uma conta for bloqueada por engano, o titular poderá recorrer da decisão e apresentar um documento oficial para comprovar a idade.

    Em comunicado, o TikTok reconheceu os desafios envolvidos nesse tipo de verificação. “Apesar dos nossos esforços, ainda não existe um método globalmente consensual que permita confirmar a idade de uma pessoa de forma eficaz e, ao mesmo tempo, preservar sua privacidade”, afirmou a plataforma.

    A empresa reforçou que mantém o compromisso de impedir o acesso de crianças menores de 13 anos ao aplicativo, oferecer experiências adequadas para adolescentes e continuar avaliando diferentes soluções tecnológicas. Segundo o TikTok, uma abordagem multifacetada, que combine diversas técnicas de verificação, é essencial para garantir a segurança dos usuários mais jovens desde a concepção da plataforma.
     

     
     
     
     
     
     
     

    TikTok vai implementar sistema para manter crianças fora do aplicativo

  • OpenAI vai começar a exibir anúncios no ChatGPT; enteda

    OpenAI vai começar a exibir anúncios no ChatGPT; enteda

    A empresa inicia testes de publicidade para usuários gratuitos nos EUA e apresenta o plano ChatGPT Go, mais barato que as versões Plus e Pro, como parte da estratégia para diversificar receitas e ampliar o acesso à ferramenta de inteligência artificial.

    A OpenAI anunciou que começará a exibir anúncios dentro do ChatGPT para parte dos usuários nos Estados Unidos. A iniciativa, segundo a empresa, está em fase de testes e tem como objetivo ampliar a base de clientes e diversificar as fontes de receita.

    De acordo com comunicado publicado no blog oficial da OpenAI, os anúncios aparecerão ao final das respostas sempre que houver um produto ou serviço patrocinado considerado relevante. A empresa afirma que o conteúdo publicitário será claramente identificado como anúncio.

    Assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise não verão anúncios durante o uso do ChatGPT.

    “Acreditamos em um modelo de receita diversificado, no qual os anúncios podem desempenhar um papel importante para tornar a informação mais acessível para todos”, afirmou Fidji Simo, CEO de aplicativos da OpenAI.

    Nova assinatura do ChatGPT

    Junto com a novidade, a OpenAI também lançou um novo plano de assinatura, chamado ChatGPT Go. O plano já está disponível globalmente, inclusive no Brasil, com mensalidade de R$ 39,99.

    Segundo a empresa, o ChatGPT Go oferece mais capacidade de uso do que a versão gratuita, permitindo explorar temas com maior profundidade, manter conversas mais longas, enviar mais conteúdos, gerar mais imagens e contar com mais memória para respostas personalizadas.

    No Brasil, os valores atuais das assinaturas do ChatGPT são:

    O plano gratuito segue disponível sem custo, com acesso limitado aos recursos da plataforma.

    O plano ChatGPT Go custa R$ 39,99 por mês.

    O ChatGPT Plus tem mensalidade de aproximadamente R$ 99,90.

    O ChatGPT Business varia entre R$ 134,99 e R$ 159,99 por mês, dependendo da forma de pagamento.

    Já o plano ChatGPT Pro custa cerca de R$ 999,90 mensais.

    A OpenAI reforça que os anúncios não afetarão a experiência dos usuários pagantes e que a exibição de publicidade será limitada apenas à versão gratuita do serviço.
     
     
     

    OpenAI vai começar a exibir anúncios no ChatGPT; enteda

  • EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030

    EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030

    O objetivo deste projeto – previsto para 2030 – passa por gerar energia no satélite natural da Terra de forma a ter missões espaciais mais prolongadas e sem dependência de combustível enviado do nosso planeta.

    A NASA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciaram planos para construir um reator nuclear na superfície da Lua, indicando que o projeto deve ser concluído até 2030.

    O objetivo da iniciativa é criar uma fonte de energia no satélite natural da Terra, que ajudará a sustentar missões mais longas na Lua, eliminando a necessidade de transportar combustível a partir do nosso planeta.

    “Este acordo permite uma colaboração mais próxima entre a NASA e o Departamento de Energia para fornecer as capacidades necessárias para uma nova Era Dourada da exploração e da descoberta espacial”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman, em comunicado.

    Ainda assim, será necessário realizar uma série de testes para avaliar a viabilidade da construção de um reator nuclear na Lua.

    Um dos principais desafios será a forma de resfriamento das torres nucleares. Considerando a baixa gravidade e a reduzida pressão atmosférica, será preciso adotar soluções mais criativas, podendo exigir, por exemplo, o uso de metal líquido como sistema de resfriamento.

    Outro obstáculo importante será a poeira lunar que, diferentemente do que ocorre em Marte, é carregada de radiação solar. Isso exigirá que os equipamentos desenvolvidos para a superfície da Lua sejam projetados para resistir a esse fator.

    EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030

  • Prime Video já escolheu o ator que interpretará Kratos em "God of War"

    Prime Video já escolheu o ator que interpretará Kratos em "God of War"

    O nome escolhido para interpretar o protagonista de “God of War” é Ryan Hurts, conhecido sobretudo por “Sons of Anarchy” e “The Walking Dead”. O ator também já interpretou um personagem dos jogos.

    A Amazon anunciou oficialmente que Ryan Hurst foi o ator escolhido para interpretar Kratos na adaptação de God of War, que será lançada no Prime Video.

    Além de ser conhecido por séries como Sons of Anarchy e The Walking Dead, Hurst também é um nome familiar para os fãs de God of War, já que deu voz ao personagem Thor em God of War Ragnarök.

    Vale lembrar que essa adaptação de God of War já tem duas temporadas garantidas e irá adaptar os acontecimentos do jogo lançado em 2018. A narrativa acompanha a jornada de Kratos, ao lado de seu filho Atreus, para espalhar as cinzas da esposa, que faleceu.

    Além de God of War, a Amazon conta com uma ampla variedade de produções baseadas em videogames em seu catálogo.

    Além de Fallout, que já tem uma terceira temporada confirmada, o Prime Video também confirmou a produção de um reality show inspirado em Fallout Shelter e revelou como ficará a atriz Sophie Turner caracterizada como Lara Croft na adaptação de Tomb Raider.

    Prime Video já escolheu o ator que interpretará Kratos em "God of War"

  • Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

    Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

    A ação pede a suspensão das medidas contra o Google -que ainda estão sendo definidas. A apelação foi anunciada oficialmente ontem pela empresa, que emitiu comunicado.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Google recorreu contra uma decisão da Justiça dos Estados Unidos que concluiu que a empresa detém um monopólio ilegal entre os buscadores online.

    A ação pede a suspensão das medidas contra o Google -que ainda estão sendo definidas. A apelação foi anunciada oficialmente ontem pela empresa, que emitiu comunicado.

    Google diz que a Justiça “ignorou a realidade de que as pessoas usam o Google porque querem, e não porque são forçadas”. O comunicado, assinado pelo vice-presidente de assuntos regulatórios Lee-Anne Mulholland, diz ainda que a empresa enfrenta intensa concorrência por conta do ritmo acelerado de inovação de empresas consolidadas e startups ditas como bem financiadas.

    Google pediu a suspensão das medidas que obrigariam a empresa a compartilhar dados de busca e serviços de distribuição a concorrentes. O processo judicial em que a empresa recorre teve início em setembro de 2023, nos Estados Unidos, após acusações de monopólio e concorrência desleal contra a empresa líder no mercado de buscadores no mundo.

    A Justiça entendeu em 2024 que a empresa violou a Lei Sherman, que trata sobre posição dominante ilegal e de publicidade associada. No ano seguinte, em 2025, empresas como Apple, Mozila e OpenAi foram consultadas para a definição de medidas corretivas contra Google.

    Já em dezembro passado, o Juízo definiu as medidas, incluindo o compartilhamento de dados brutos. Apesar disso, a Justiça não obrigou a Alphabet, detentora do Google, de mostrar seus algoritmos e contratos de exclusividade com outras empresas.

    “[A decisão] desconsiderou depoimentos convincentes de fabricantes de navegadores como Apple e Mozilla, que afirmaram optar por destacar o Google por ele proporcionar a experiência de busca da mais alta qualidade para seus consumidores”, afirmou Lee-Anne.

    Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

  • Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

    Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

    Ashley St. Clair avançou com um processo contra uma das empresa de Elon Musk depois de a Inteligência Artificial do X, o Grok, ter sido usado para criar imagens suas sexualmente explícitas.

    A autora e influenciadora conservadora Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Elon Musk, entrou com uma ação judicial contra a xAI. O motivo é o fato de a inteligência artificial da empresa, o Grok, ter gerado imagens suas de conteúdo sexual explícito a pedido de usuários do chatbot.

    No processo, St. Clair afirma que usuários do Grok manipularam fotografias suas para criar imagens sexualmente explícitas, destacando que, em algumas dessas fotos, ela tinha apenas 14 anos de idade.

    Além disso, St. Clair, de 27 anos, alega que as imagens permaneceram online por mais de uma semana e que sua conta com assinatura premium foi cancelada após ela registrar a denúncia.

    Como lembra o site Business Insider, St. Clair trava atualmente uma batalha judicial contra Elon Musk, na qual busca garantir a guarda total do filho que teve com o bilionário.

    “O xAI não é um produto razoavelmente seguro e representa um incômodo público. Ninguém sofreu mais do que Ashley St. Clair. Ashley entrou com esta ação judicial porque o Grok estava assediando, criando e distribuindo imagens não consensuais, abusivas e degradantes dela, além de publicá-las no X”, diz o comunicado da advogada de St. Clair, Carrie Goldberg, enviado ao The Guardian.

    A advogada afirma ainda que o dano teve origem em “escolhas de design deliberadas”, que permitiram que o Grok, da xAI, fosse usado como uma “ferramenta de assédio e humilhação”.

    “As empresas não podem se eximir da responsabilidade quando os produtos que desenvolvem causam esse tipo de dano. Pretendemos responsabilizar o Grok e ajudar a estabelecer limites legais claros para o benefício de toda a sociedade, evitando que a inteligência artificial seja usada para abusos”, afirmou Goldberg.

     

    Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

  • Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

    Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

    Com compra, plataforma passa a ser dona de estúdios e da HBO; CEO, Ted Sarandos, , diz que aquisição é ‘a melhor notícia possível’ para o setor

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após anunciar compra, por US$83 bilhões, da Warner Bros., a Netflix agora afirma que pretende manter janelas de exibição de 45 dias nas salas de cinema nos Estados Unidos.

    Com a compra, a Netflix passaria a ser dona de estúdios de cinema e TV da Warner, além da HBO e HBO Max.

    Em entrevista ao New York Times, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que não se surpreendeu com a reação negativa ao acordo de aquisição da Warner Bros., anunciado há cerca de seis semanas. Segundo ele, a insatisfação partiu de grupos barulhentos, mas não necessariamente majoritários, e esteve ligada sobretudo à falta de comunicação inicial sobre o futuro dos lançamentos nos cinemas.

    De acordo com Sarandos, a Netflix manterá uma janela fixa de 45 dias de exibição exclusiva nos cinemas, afirmando que a empresa pretende competir de forma agressiva no box office e valorizar o desempenho de bilheteria.

    Sarandos defendeu o negócio como “a melhor notícia possível” para Hollywood, ao argumentar que a Netflix pretende ampliar o volume de produções e investimentos, em contraste com estúdios rivais que vêm reduzindo equipes, cortando custos e diminuindo a quantidade de filmes e séries produzidos.

    O executivo também disse que a Netflix passou a enxergar o cinema como um negócio mais saudável e lucrativo do que supunha anteriormente. Segundo ele, a empresa não ficou fora das salas por rejeição ao modelo, mas porque seu negócio de streaming crescia rapidamente sem essa necessidade.

    A transação consolida o domínio da Netflix sobre a indústria cinematográfica americana, ao adicionar ao portfólio da empresa as franquias Harry Potter e Batman, da Warner, e a programação premium da HBO, com títulos como Friends e Game of Thrones. Segundo anúncio aos acionistas, o negócio visa incluir títulos como esses no catálogo da Netflix.

    Em entrevista coletiva, a Netflix sinalizou que manterá a HBO Max como um serviço separado “no curto prazo”. Procurada, a HBO não comentou qual será o destino de sua plataforma de streaming.

    A Netflix já lidera o mercado, com mais de 300 milhões de assinantes no mundo. A HBO Max é o quarto serviço mais assinado, com cerca de 128 milhões de pagantes, de acordo com a plataforma Flix Patrol.

    Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

  • Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

    Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

    Filmes chegam à plataforma após janelas tradicionais; todo o catálogo do estúdio será disponibilizado até 2029

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Sony Pictures Entertainment firmou um novo acordo global com a Netflix que amplia a presença de seus filmes no streaming após a passagem pelos cinemas. Pelo contrato, a plataforma terá direito preferencial -o chamado “Pay-1”- de exibição das produções do estúdio em escala mundial, após o fim das tradicionais janelas de exibição teatral e de entretenimento doméstico.

    Com isso, foi expandida a parceria iniciada em 2021 nos Estados Unidos, quando a Sony passou a licenciar seus lançamentos para a Netflix. Esse acordo, avaliado em US$ 2,5 bilhões, vence no fim do ano. O novo contrato começa a valer em 2027 no mercado americano e será implementado gradualmente em outros países, conforme os direitos locais forem liberados.

    A expectativa das empresas é que a Netflix passe a ter acesso completo e global aos títulos da Sony no início de 2029. Em alguns mercados, como Alemanha e países do Sudeste Asiático, a plataforma já exibe produções do estúdio.

    Além dos lançamentos futuros, a Netflix também poderá licenciar filmes e séries do catálogo da Sony Pictures Entertainment.

    Paul Littmann, vice-presidente executivo de distribuição global da Sony Pictures Television, afirmou que o “novo acordo ‘Pay-1’ leva essa parceria a um novo patamar e reforça o apelo duradouro dos nossos lançamentos cinematográficos para o público global da Netflix”.

    Entre os títulos que devem chegar ao streaming globalmente estão produções de alto perfil, como a continuação animada “Homem-Aranha: Além do Aranhaverso” e o projeto de Sam Mendes que contará a história dos Beatles em quatro filmes distintos. O acordo anterior já havia levado à Netflix americana sucessos recentes do estúdio, incluindo “Todos Menos Você” e “Venom: A Última Dança”.

    O anúncio ocorre enquanto a Netflix avança na negociação para adquirir a Warner Bros. Discovery.

    Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

  • Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA

    Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA

    Fundação anuncia parcerias com Microsoft, Perplexity e Mistral, que juntam-se a Google e Meta; enciclopédia digital tem 65 milhões de artigos e está entre os 10 sites mais acessados do mundo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com uma base de dados utilizada à exaustão pelos robôs de inteligência artificial, a Wikipédia completou 25 anos nesta quinta-feira (15) ainda longe de ter um para chamar de seu.

    Mas o trabalho colaborativo de milhares de editores ao redor do mundo em 65 milhões de artigos já deixou, gostem ou não, uma marca nas plataformas que hoje transformam a internet e movimentam bilhões de dólares em diversos setores.

    A Wikimedia Foundation, entidade sem fins lucrativos que controla a enciclopédia digital, disse nesta quinta que no último ano estabeleceu parcerias com Microsoft, Mistral AI, Perplexity e outras startups menores para acessar o conteúdo de seus projetos. As empresas se juntam a nomes como Amazon, Google e Meta.

    “Elas podem acessar conteúdo de projetos Wikimedia num volume e velocidade elaborados especificamente para suas necessidades, ao mesmo tempo em que apoiam diretamente nossa missão sem fins lucrativos”, disse a fundação.

    A Wikipédia, que se denomina “a espinha dorsal do conhecimento na internet”, está hoje entre os 10 sites mais visitados no mundo, com 15 bilhões de acessos mensais.

    Em paralelo aos acordos comerciais, Wikimedia também reforçou em comunicado que a estratégia interna de IA divulgada no ano passado existe para apoiar o trabalho dos colaboradores humanos. Como a Folha mostrou, o direcionamento causou polêmica entre os voluntários.

    Uma das ideias da fundação é aplicar modelos de linguagem abertos para identificar o uso de adjetivos ou a falta de fontes em verbetes. Com isso, a Wikimedia espera que uma edição feita por um voluntário de primeira viagem seja mais facilmente aceita, o que faria com que ele eventualmente retornasse à função.

    No geral, essa estratégia de IA passa por frentes como automatizar tarefas tediosas para ajudar no fluxo de trabalho dos editores, automatizar tradução e ampliar a integração de novos voluntários.

    “A Wikipédia mostra que o conhecimento é humano, e o conhecimento precisa de humanos. Especialmente agora, na era da IA, precisamos do conhecimento abastecido por humanos da Wikipédia mais do que nunca”, disse em nota Selena Deckelmann, diretora executiva de produto e tecnologia da Wikimedia.

    Para celebrar a efeméride, a Wikimedia lançou um site interativo que conta a trajetória da enciclopédia ao longo do quarto de século e uma série de documentários mostrando os bastidores do trabalho de editores. Hoje, são mais de 250 mil voluntários.

    “Contra todas as chances, a Wikipédia cresceu e se tornou a espinha dorsal do conhecimento na internet hoje. A Wikipédia demonstra 25 anos da humanidade em seu melhor, provando que quando as pessoas se reúnem no espírito da construção de confiança e colaboração, elas podem tornar o impossível possível”, disse no comunicado Jimmy Wales, cofundador da Wikipédia e membro do conselho de administração da Wikimedia.

    Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA