Categoria: TECNOLOGIA

  • Astronautas usam celular no espaço e registram imagens inéditas

    Astronautas usam celular no espaço e registram imagens inéditas

    Missão Artemis II autoriza uso de smartphones e permite fotos feitas dentro da cápsula Orion. Tripulação também deve presenciar eclipse solar ao sobrevoar o lado oculto da Lua, em um dos momentos mais raros e históricos da viagem

    A missão Artemis II marca um novo capítulo na exploração espacial ao permitir, pela primeira vez em uma missão desse tipo, que astronautas levem celulares para o espaço. A autorização da NASA possibilitou que os tripulantes da cápsula Orion registrassem imagens diretamente do interior da nave.

    Algumas das fotos foram feitas pelos astronautas Christina Koch e Reid Wiseman com um iPhone 17 Pro Max, utilizando a câmera frontal do aparelho. A expectativa é de que esse tipo de registro se torne mais comum ao longo da missão, ampliando a forma como o público acompanha o dia a dia dos astronautas no espaço.

    A agência espacial norte-americana aposta no uso desses dispositivos para aproximar ainda mais as missões do público, permitindo registros mais espontâneos e acessíveis.

    Nesta segunda-feira, 6 de abril, a tripulação deve alcançar um dos momentos mais marcantes da missão ao sobrevoar o lado oculto da Lua. A etapa representa um marco histórico, já que os astronautas atingirão a maior distância da Terra já percorrida por seres humanos em décadas.

    A NASA explicou que, durante o eclipse, “o Sol ficará oculto à vista ao passar por detrás da Lua”, a partir da perspectiva da cápsula Orion, criando um fenômeno que não pode ser observado da Terra.

    Segundo a agência, nesse momento os astronautas poderão observar a Lua praticamente escura, o que abre a possibilidade de identificar “flashes de luz provocados por meteoróides que impactam a superfície lunar”, além de partículas de poeira e objetos do espaço profundo, incluindo planetas.

    Enquanto o Sol passa por trás da Lua, os tripulantes também poderão observar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera da estrela.
     

     

    Astronautas usam celular no espaço e registram imagens inéditas

  • Como é a comida no espaço? A tripulação da Artemis II explica; veja

    Como é a comida no espaço? A tripulação da Artemis II explica; veja

    Tripulação da Artemis II mostrou detalhes das refeições dentro da cápsula Orion, que incluem alimentos desidratados e industrializados. Cardápio é planejado para garantir nutrição, segurança e praticidade durante os dias de viagem no espaço

    A missão da tripulação da Artemis II entrou no quarto dia de viagem e já percorreu cerca de dois terços do trajeto até a Lua. Ainda faltam seis dias para a chegada ao destino, e uma das curiosidades mais frequentes diz respeito à alimentação dos astronautas dentro da cápsula Orion.

    Em um vídeo divulgado na rede social X, astronautas da NASA mostraram como funcionam as refeições durante a missão. Jeremy Hansen e Christina Koch apresentaram alguns dos alimentos levados a bordo e explicaram como a comida é preparada no espaço.

    “Eu só estou comendo comida espacial há alguns dias, mas a Christina já passou quase um ano no espaço e já experimentou bastante esse tipo de alimentação. Temos alguns itens aqui para mostrar. Quer me ajudar, Christina?”, disse Hansen.

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    Veja o vídeo acima.

    Menu© NASA

    Christina Koch, que acumulou 328 dias em órbita antes da missão atual, explicou que toda a alimentação é armazenada em embalagens específicas. “Este é o jantar do Jeremy. No espaço, tudo é consumido dentro de algum tipo de embalagem, como sacos plásticos ou metálicos, porque grande parte dos alimentos precisa ser reidratada. Aqui temos um coquetel de camarão”, afirmou.

    Ela detalhou que muitos alimentos chegam desidratados e precisam de água para serem consumidos. “Esse aqui já foi reidratado. Adicionamos água, o camarão absorve e fica muito saboroso. Já este outro ainda está desidratado, são vagens”, explicou.

    Como não há cozinha nem geladeira dentro da cápsula Orion, os astronautas consomem alimentos industrializados, como refeições desidratadas, itens processados termicamente e opções prontas para consumo. A preparação é feita com a adição de água ou por meio de aquecimento em equipamentos compactos.

    O cardápio é definido antes do início da missão e conta com a participação dos próprios astronautas, garantindo variedade e equilíbrio nutricional. “Também precisamos comer vegetais, mesmo no espaço. Mas não se preocupe, também temos mac and cheese”, brincou Koch.

    Entre os itens disponíveis estão café, chá verde, limonada, granola, brócolis e quiche de vegetais. Segundo a NASA, toda a comida levada a bordo é planejada para garantir a saúde e o desempenho da tripulação, já que não há possibilidade de reabastecimento ou refrigeração durante a viagem. Por isso, os alimentos precisam ter longa validade, ser seguros e fáceis de preparar.

    Os astronautas seguem horários fixos para as refeições, com três momentos ao longo do dia: café da manhã, almoço e jantar. Cada integrante da missão também tem direito a uma bebida aromatizada diariamente, que pode incluir café.

    A missão segue sem intercorrências até o momento. A cápsula Orion deixou a órbita terrestre no dia 2 de março e iniciou a trajetória rumo à Lua, marcando a primeira missão tripulada a se aproximar do satélite natural em mais de 50 anos.

    No dia seguinte, a nave já estava a cerca de 160 mil quilômetros da Terra, tornando os quatro tripulantes da Artemis II os primeiros humanos a deixarem a órbita terrestre desde a missão Apollo 17, em 1972.

    A equipe é formada pelo comandante Reid Wiseman e pelos astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch. De acordo com a NASA, todos estão bem e com o moral elevado.

    A missão também é considerada histórica por reunir, pela primeira vez, uma mulher, um homem negro e um astronauta canadense em uma viagem tripulada à Lua.

    Ao se aproximarem do satélite, os astronautas irão orbitar a Lua e sobrevoar o lado oculto, com a expectativa de estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço.

    A trajetória escolhida é conhecida como “retorno livre”, um caminho que permite que a nave seja atraída pela gravidade lunar e, em seguida, retorne naturalmente à Terra.

    A viagem de volta deve durar entre três e quatro dias e inclui a reentrada na atmosfera, considerada uma das etapas mais críticas da missão. Após isso, a cápsula Orion deverá pousar no oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia.

    Como é a comida no espaço? A tripulação da Artemis II explica; veja

  • Banheiro da Artemis II dá problema novamente e tripulação precisa usar sacos de coleta de urina

    Banheiro da Artemis II dá problema novamente e tripulação precisa usar sacos de coleta de urina

    A equipe composta por três americanos e um canadense deve chegar ao destino nesta segunda-feira, 6. Eles vão fotografar o misterioso lado oculto da Lua enquanto voam em torno dela. É a primeira tripulação com destino à Lua em mais de 53 anos, retomando de onde o programa Apollo da Nasa parou.

    Já tendo percorrido mais da metade do caminho até a Lua, os astronautas da Artemis II se preparam para entrar na órbita lunar, trajeto que os levará mais longe no espaço do que até mesmo os astronautas da Apollo 13. Por outro lado, o banheiro da nave está com problemas novamente.

    A equipe composta por três americanos e um canadense deve chegar ao destino nesta segunda-feira, 6. Eles vão fotografar o misterioso lado oculto da Lua enquanto voam em torno dela. É a primeira tripulação com destino à Lua em mais de 53 anos, retomando de onde o programa Apollo da Nasa parou.

    \”A Terra está bem pequena, e a Lua está definitivamente ficando maior\”, relatou o piloto Victor Glover. Até que o banheiro da cápsula Orion seja consertado, o Controle da Missão instruiu os astronautas a usarem sacos de coleta de urina de reserva. O chamado banheiro lunar apresentou defeito após a decolagem na quarta-feira e tem funcionado de forma irregular desde então. Uma versão do banheiro da Artemis II foi testada na Estação Espacial Internacional há vários anos.

    Os engenheiros suspeitam que gelo possa estar bloqueando o cano do banheiro, impedindo que a urina seja totalmente descarregada para o espaço. O banheiro ainda está funcionando para o número 2.

    Debbie Korth, vice-gerente do programa Orion da Nasa, disse que os astronautas também relataram um odor vindo do banheiro, que fica embutido no piso da cápsula e tem uma porta e uma cortina para garantir a privacidade.

    John Honeycutt, presidente da equipe de gerenciamento da missão, disse que é da natureza humana se interessar pelo vaso sanitário espacial e, embora ele esteja \”em bom estado no momento\”, ele gostaria que estivesse funcionando a 100%.

    \”Eles estão bem\”, disse ele sobre os astronautas. \”Eles foram treinados para lidar com a situação.\”

    Missão vai quebrar recorde de distância para seres humanos

    A Artemis II está prestes a estabelecer um recorde de distância para os seres humanos, viajando mais de 400 mil quilômetros da Terra antes de fazer uma curva em U atrás da Lua e voltar para casa sem parar ou entrar na órbita lunar. O recorde é atualmente detido pela Apollo 13.

    A Agência Espacial Canadense comemorou o papel do país na missão, falando de Quebec com o astronauta Jeremy Hansen enquanto ele se dirigia para seu encontro lunar. Hansen é o primeiro cidadão não americano a voar para a Lua.

    \”Hoje ele está fazendo história para o Canadá\”, disse a presidente da Agência Espacial Canadense, Lisa Campbell. \”Enquanto o observamos dar esse passo ousado rumo ao desconhecido, que sua jornada nos lembre que o futuro do Canadá é escrito por aqueles que ousam buscar mais.\”

    Hansen, Glover, Reid Wiseman e Christina Koch são os primeiros astronautas lunares do mundo desde a tripulação de três da Apollo 17 em 1972. Koch e Glover são a primeira mulher e o primeiro astronauta negro a ir à Lua, respectivamente.

    A missão de quase 10 dias – que terminará com um pouso no Pacífico em 10 de abril – é o primeiro passo nos planos ambiciosos da Nasa de uma base lunar sustentável. A agência espacial tem como meta a alunissagem de dois astronautas perto do polo sul lunar em 2028.

    Banheiro da Artemis II dá problema novamente e tripulação precisa usar sacos de coleta de urina

  • A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua

    A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua

    A missão Artemis II já está a dois terços do caminho para a Lua. Durante o quarto dia de viagem, os astronautas conseguiram captar uma imagem histórica do satélite, onde é possível ver toda a Bacia Orientale da Lua.

    A missão Artemis II já está a dois terços do caminho rumo à Lua. Durante a viagem, e pela primeira vez na história da humanidade, a tripulação conseguiu capturar uma imagem em que é possível ver toda a Bacia Oriental do satélite.

    A primeira missão tripulada à Lua continua avançando sem contratempos, com os quatro astronautas já bem adiantados na jornada que os levará ao satélite natural da Terra. Segundo uma publicação da NASA, a tripulação atingiu dois terços do percurso no quarto dia de voo.

    Na mesma publicação, a NASA informou que, ao longo desse dia, os astronautas a bordo da cápsula Orion analisaram os planos para estudar a Lua durante a próxima aproximação lunar e estão praticando o controle manual da nave espacial.

    Mais tarde, a NASA fez uma nova publicação divulgando a imagem mais recente da Lua. “Nesta nova fotografia, capturada pela nossa tripulação da Artemis II, é possível ver a Bacia Oriental, que é a mais jovem das grandes bacias lunares. Esta missão marca a primeira vez que a bacia inteira foi vista por olhos humanos”, destacou.

    “Nós tiramos algumas fotos hoje mais cedo e, depois de analisá-las no computador com mais atenção, encontramos uma característica: o ‘Grand Canyon’ da Lua, chamado de Bacia Oriental. E conseguimos ver tudo”, afirmou um dos astronautas, Victor Glover, em outra atualização citada pela Reuters.

    Astronautas decolaram em 2 de março

    Vale lembrar que a Orion deixou a órbita terrestre na quinta-feira, 2 de março, e iniciou a viagem rumo à Lua, tornando-se a primeira missão tripulada a alcançar a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

    Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilômetros) da Terra — um marco que faz dos quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a sair da órbita do “planeta azul” desde a missão Apollo 17, em 1972.

    Segundo a NASA, os tripulantes da Orion — o comandante Reid Wiseman e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch — estão bem e com o moral elevado.

    A missão é histórica por ser a primeira com uma tripulação que inclui uma mulher (Christina Koch), um homem negro (o piloto Victor Glover) e um canadense (Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense).

    Quando se aproximarem da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar seu lado oculto. A expectativa é que superem o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

    Após o voo de teste do foguete e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que tudo funcione corretamente durante a Artemis II antes de tentar um pouso na Lua em 2028, na missão Artemis IV.

    As observações feitas pela tripulação poderão ajudar a NASA a escolher o local de pouso da Artemis IV, que deve explorar o Polo Sul da Lua — uma região ainda nunca visitada por humanos.

    A trajetória da Orion é do tipo “retorno livre”, o que significa que foi projetada para que a nave seja atraída pela Lua e depois retorne naturalmente à Terra.

    A viagem de volta deve durar entre três e quatro dias e incluirá a reentrada na atmosfera, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave pousará no oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia.

    A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua

  • Astronautas a caminho da Lua estão 'na metade do caminho', diz Nasa

    Astronautas a caminho da Lua estão 'na metade do caminho', diz Nasa

    O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas em missão Christina Koch e Jeremy Hansen decolaram rumo ao satélite natural da Terra na última quarta-feira.

    Os astronautas a bordo da nave Orion já estão \”na metade do caminho\” rumo à Lua, divulgou Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) no final da noite desta sexta-feira, 3.

    \”No momento da publicação deste texto (às 23h da sexta, 3, em Brasília), a missão Artemis II está aproximadamente na metade do caminho até a Lua\”, escreveu a agência em uma publicação no X.

    \”Quando os astronautas chegarem, irão realizar um sobrevoo lunar e coletar observações científicas da superfície da Lua\”, detalhou. A previsão da agência é de que o sobrevoo aconteça na próxima segunda, 6.

    O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas em missão Christina Koch e Jeremy Hansen decolaram rumo ao satélite natural da Terra na última quarta-feira, 1º. A Artemis II é a primeira missão tripulada da Nasa ao astro em mais de 50 anos.

    Astronautas a caminho da Lua estão 'na metade do caminho', diz Nasa

  • Dubai intercepta ataque contra sede da Oracle

    Dubai intercepta ataque contra sede da Oracle

    As autoridades do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, interceptaram hoje um ataque contra o edifício da Oracle, uma das 18 empresas norte-americanas que a Guarda Revolucionária do Irã tinha ameaçado no início da semana.

    As autoridades confirmaram que responderam a um incidente menor envolvendo a queda de destroços após um ataque aéreo à fachada do edifício da Oracle”, informou o gabinete de imprensa de Dubai nas redes sociais.

    O ataque, que não deixou feridos, teve como alvo a sede local da gigante de tecnologia Oracle, localizada na Internet City.

    Uma hora antes, as autoridades da cidade já haviam informado sobre outro ataque interceptado na Dubai Marina, muito próximo ao prédio da empresa norte-americana.

    As autoridades de Dubai não forneceram informações sobre quem teria realizado o ataque.

    Na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou realizar ataques contra instalações de grandes empresas norte-americanas no Oriente Médio, incluindo a Oracle.

    A Guarda Revolucionária já havia anunciado na quinta-feira um ataque contra o prédio da Oracle em Dubai, alegação que foi posteriormente negada pelo gabinete de imprensa da cidade.

    Estados Unidos (EUA) e Israel mantêm, desde 28 de fevereiro, uma ofensiva militar de grande escala contra Teerã, que já deixou mais de três mil mortos, principalmente no Irã e no Líbano.

    Em resposta, o Irã lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Os Emirados Árabes Unidos se tornaram o principal alvo dessas represálias regionais, com 11 mortos e 203 feridos em ataques iranianos, segundo os dados mais recentes das autoridades do país.

    Na sexta-feira, a Embaixada dos EUA em Beirute alertou para a possibilidade de o Irã ou grupos armados aliados atacarem universidades norte-americanas no Líbano, onde o conflito já deixou 1.300 mortos.

    Em comunicado, a missão diplomática afirmou que “o Irã e as milícias afiliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano” e destacou que Teerã “ameaçou especificamente universidades norte-americanas em todo o Oriente Médio”.

    O Departamento de Estado recomendou que cidadãos norte-americanos deixem o Líbano “enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis”, destacando a natureza “volátil e imprevisível” da situação de segurança no país.

    O alerta surgiu após ameaças de grupos ligados à milícia libanesa pró-Irã Hezbollah, que identificaram instituições como a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Americana Libanesa como possíveis alvos.

    Dubai intercepta ataque contra sede da Oracle

  • NASA divulga primeiras imagens da Terra captadas pela Artemis II

    NASA divulga primeiras imagens da Terra captadas pela Artemis II

    A NASA divulgou imagens da Terra captadas pela Artemis II, a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos. Veja-as na galeria abaixo.

    A NASA divulgou, na sexta-feira, as primeiras imagens em alta resolução da Terra, captadas pela tripulação da Artemis II ao passar pelo ponto médio entre a Terra e a Lua. As imagens foram registradas pelo comandante da missão, Reid Wiseman.

    Vale lembrar que a Orion deixou, na quinta-feira, a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à Lua, tornando-se a primeira missão tripulada a alcançar a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

    Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilômetros) da Terra, um marco que faz dos quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do “planeta azul” desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

    Segundo a NASA, os tripulantes da Orion — o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch — estão bem e com o moral elevado.

    Essa missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadense, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

    Assim que chegarem próximos à Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto. A expectativa é que superem o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

    Após um voo de teste do foguete e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que ambos funcionem corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunissagem em 2028, na missão Artemis IV.

    As observações da tripulação poderão ajudar a NASA a escolher o local de pouso da Artemis IV, que deve explorar o Polo Sul da Lua, uma região onde nenhum ser humano esteve até hoje.

    A trajetória seguida pela Orion é chamada de “retorno livre”, o que significa que foi planejada para que a nave seja atraída pela gravidade da Lua e depois retorne naturalmente à Terra.

    A viagem de volta deve durar entre três e quatro dias e será marcada pela reentrada na atmosfera, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave fará um pouso no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

     

    NASA divulga primeiras imagens da Terra captadas pela Artemis II

  • Microsoft anuncia investimento de US$ 10 bilhões no Japão em IA e segurança cibernética

    Microsoft anuncia investimento de US$ 10 bilhões no Japão em IA e segurança cibernética

    No pilar de tecnologia, a Microsoft revelou uma colaboração estratégica com a SoftBank e a Sakura Internet para expandir as opções de infraestrutura de IA operando sob soberania de dados local

    A Microsoft anunciou nesta sexta-feira (3) um investimento de US$ 10 bilhões no Japão para o período de 2026 a 2029. O aporte, o maior da história da companhia no país, visa acelerar a economia digital e a segurança nacional japonesa em alinhamento com as prioridades da primeira-ministra Sanae Takaichi.

    No pilar de tecnologia, a Microsoft revelou uma colaboração estratégica com a SoftBank e a Sakura Internet para expandir as opções de infraestrutura de IA operando sob soberania de dados local. A iniciativa permitirá que provedores domésticos ofereçam serviços de computação de IA baseados em GPU através do Azure, garantindo que os dados permaneçam em território japonês. Além disso, a empresa expandiu o serviço Azure Local para apoiar organizações com requisitos rigorosos de governança, permitindo operações desconectadas da nuvem pública em setores críticos.

    No campo da capacitação, a Microsoft se comprometeu a treinar mais de um milhão de profissionais em ferramentas de IA até 2030, visando suprir a escassez de mão de obra qualificada em setores industriais estratégicos. Este movimento ocorre em um cenário de forte adoção da tecnologia no Japão, onde o Microsoft 365 Copilot já é utilizado por 94% das maiores empresas do índice Nikkei 225. O investimento também abrange o fomento à pesquisa científica por meio de subsídios e a oferta de soluções como o Azure Local, que permite a governança de dados em ambientes desconectados da nuvem pública, fortalecendo a resiliência econômica do país.

    Microsoft anuncia investimento de US$ 10 bilhões no Japão em IA e segurança cibernética

  • Passageiros flagram lançamento da missão Artemis II pela janela de avião

    Passageiros flagram lançamento da missão Artemis II pela janela de avião

    Voo comercial cruzou o céu da Flórida no momento exato da decolagem e registrou imagens raras. Missão da NASA marca retorno de humanos à órbita da Lua após mais de 50 anos e segue com sistemas funcionando normalmente

    Desde quarta-feira, o mundo acompanha a missão tripulada Artemis II rumo à Lua. Mas passageiros de um voo comercial tiveram um privilégio raro: assistir ao lançamento diretamente da janela do avião.

    O voo 1784 da Delta Air Lines, que partiu da Costa Rica e seguia para Atlanta, sobrevoava a Flórida exatamente no momento do lançamento, garantindo uma vista impressionante do foguete em ascensão. Um dos passageiros registrou o momento em vídeo.

    Diferentemente de outras ocasiões em que voos são fretados para observar fenômenos espaciais, neste caso tudo aconteceu por coincidência.

    A NASA confirmou que a manobra que colocou a missão em trajetória rumo à Lua foi concluída com sucesso, apesar de pequenos incidentes sem impacto no voo. Segundo a agência, a tripulação está bem e os sistemas da cápsula funcionam conforme o previsto.

    Durante o primeiro dia completo no espaço, os astronautas realizaram verificações e manobras para garantir a segurança da nave, que nunca havia transportado humanos até então. “Este ainda é um voo de teste (…) continuaremos coletando informações importantes diariamente para aprender a operar esta nave no ambiente espacial real”, afirmou Hu.

    O lançamento ocorreu a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com o foguete SLS, o mais potente já desenvolvido pela NASA, marcando o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos.

    A missão também é histórica por reunir uma tripulação diversa, com a astronauta Christina Koch, o piloto Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen.

    Ao se aproximarem da Lua, os astronautas irão orbitar o satélite e sobrevoar seu lado oculto, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, com expectativa de estabelecer um novo recorde de distância percorrida por humanos no espaço.

    A trajetória adotada, chamada de “retorno livre”, permite que a nave seja atraída pela gravidade lunar e retorne naturalmente à Terra. A viagem de volta deve durar entre três e quatro dias e incluirá a reentrada na atmosfera, considerada uma das etapas mais críticas, antes do pouso no oceano Pacífico.

    A missão faz parte do programa Artemis, que prepara o retorno de humanos à superfície lunar. A NASA trabalha em parceria com outros países e empresas privadas, como SpaceX e Blue Origin, responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos que serão usados em futuras missões de pouso na Lua.
     
     

     

    Passageiros flagram lançamento da missão Artemis II pela janela de avião

  • WhatsApp alerta usuários após app falso com spyware atingir celulares

    WhatsApp alerta usuários após app falso com spyware atingir celulares

    Empresa diz que versão maliciosa foi instalada por cerca de 200 pessoas e pode ter exposto dados pessoais. Plataforma acusa companhia de espionagem, desativa contas afetadas e promete medidas legais contra responsáveis

    O WhatsApp alertou cerca de 200 usuários após identificar que eles instalaram uma versão falsa do aplicativo contendo “spyware”, um tipo de software malicioso usado para espionar atividades e coletar dados pessoais.

    Segundo a empresa, a maioria dos casos foi registrada na Itália. Além de notificar os usuários afetados, o WhatsApp responsabilizou diretamente a empresa italiana SIO pela criação da versão fraudulenta do app.

    “A nossa equipe de segurança identificou proativamente cerca de 200 usuários, principalmente na Itália, que acreditamos terem baixado essa versão não oficial maliciosa”, informou o WhatsApp em comunicado enviado ao TechCrunch. “Desativamos essas contas, alertamos sobre os riscos de privacidade e segurança e incentivamos a remoção do aplicativo falso, além do download da versão oficial.”

    A empresa não detalhou se entre os atingidos há jornalistas ou integrantes do governo italiano, mas afirmou que pretende agir legalmente. “Nossa intenção é enviar uma notificação formal exigindo o fim de qualquer atividade maliciosa dessa empresa de spyware”, disse.

    A porta-voz do WhatsApp reforçou a prioridade da companhia. “Nossa principal preocupação é proteger os usuários que possam ter sido enganados a instalar esse aplicativo falso.”

    O caso não é isolado. Em 2025, o WhatsApp já havia denunciado uma operação de ciberespionagem que atingiu cerca de 90 pessoas, incluindo jornalistas e ativistas em mais de 20 países.

    Na ocasião, o ataque foi atribuído ao uso de um software da empresa israelense Paragon Solutions. “Nossas investigações indicam que você pode ter recebido um arquivo malicioso via WhatsApp e que o spyware pode ter permitido acesso aos seus dados, incluindo mensagens armazenadas no dispositivo”, dizia a notificação enviada às vítimas.

    O WhatsApp afirmou que a campanha utilizou um “vetor” de ataque — método de invasão que pode incluir o envio de arquivos maliciosos por meio de conversas —, mas não conseguiu identificar quem estava por trás da operação.

    A empresa também enviou uma notificação à Paragon exigindo o encerramento das atividades e não descartou medidas judiciais.

    A Paragon, responsável pelo software de espionagem Graphite, tem entre seus clientes agências governamentais e foi recentemente adquirida pelo grupo americano AE Industrial Partners. Segundo o próprio site, a companhia afirma oferecer soluções “éticas” para análise de dados digitais e mitigação de ameaças.

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