Categoria: TECNOLOGIA

  • As 7 dicas que vão ajudar a desconectar-se do celular na época festiva

    As 7 dicas que vão ajudar a desconectar-se do celular na época festiva

    Numa época em que muitos aproveitam o final do ano para tirar férias, damos dicas para o ajudar a desconectar-se do celular e aproveitar melhor a época festiva para passar o tempo em família ou amigos.

    Estamos em plena época de natal e ano novo e dependendo da sua área profissional, pode ter aproveitado esta época para tirar umas férias de final do ano para descansar, relaxar e desfrutar do tempo em família ou com os amigos.

    Para isso é fundamental aprender a desconectar-se mas, como sabemos que não é realista afastar-se totalmente do celular, decidimos dar algumas dicas que o vão ajudar a remover-se do ritmo de trabalho que impera durante o resto do ano.

    Abaixo pode encontrar algumas dicas que vão o ajudar a distrair-se e a entrar no modo de férias para lhe permitir aproveitar mais a família e os seus hobbies.

    • Ative o modo “Não Perturbar” no celular;
    • Silencie as apps relacionadas com o trabalho;
    • Deixe respostas automáticas no WhatsApp;
    • Limite o tempo de tela em algumas apps como redes sociais;
    • Silencie determinados termos nas redes sociais;
    • Mesmo que tire fotografias que queira publicar nas redes sociais, opte por fazê-lo posteriormente;
    • Ou seja mais radical e simplesmente deixe o celular numa gaveta;

    As 7 dicas que vão ajudar a desconectar-se do celular na época festiva

  • Decisão limitando Apple torna ambiente digital competitivo, afirma fundador da Epic Games

    Decisão limitando Apple torna ambiente digital competitivo, afirma fundador da Epic Games

    Em entrevista à Folha de S.Paulo, o fundador da empresa que desenvolve o “Fortnite” cita a disputa no Brasil como importante para a América Latina. Ele comemora a recente decisão do Judiciário americano declarando práticas anticompetitivas pela Apple e cita um movimento positivo pelo mundo contra condutas abusivas de grandes empresas de tecnologia.

    MATHEUS TUPINA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Diante da disputa regulatória com a Apple por todo o mundo, o chefe-executivo da Epic Games, Tim Sweeney, afirma que decisões limitando a empresa de incluir taxas em compras dentro de aplicativos tornam o ambiente digital mais competitivo.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo, o fundador da empresa que desenvolve o “Fortnite” cita a disputa no Brasil como importante para a América Latina. Ele comemora a recente decisão do Judiciário americano declarando práticas anticompetitivas pela Apple e cita um movimento positivo pelo mundo contra condutas abusivas de grandes empresas de tecnologia.

    Na terça-feira (23), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) formou maioria para validar acordo com a dona do iPhone, encerrando processo com origem em denúncia do Mercado Livre. A companhia se comprometeu a permitir o download de aplicativos fora da App Store e a autorizar o uso de pagamentos alternativos, como o Pix.

    “Em cada grande região, um país ou grupo de países tomou a iniciativa de liderar o caminho. E todos estão atolados em disputas com Apple e Google agora. Mas uma vez que tenham vencido e estabelecido uma regra, os outros países seguirão muito rapidamente com regras semelhantes”, afirma Sweeney.

    Ele cita a Ásia, com ações na Coreia do Sul e o Japão -neste último, Apple e Epic Games entraram em conflito, e o jogo “Fortnite” segue fora dos aparelhos da Apple no país. Também lembra da União Europeia, e espera que Rússia e Ucrânia, por exemplo, sigam os passos do bloco econômico.

    Para o chefe executivo, as decisões tomadas nestes países levarão a mudanças em seus vizinhos, catalisando a regulação regional do mercado digital. “Uma vez que o Brasil regule com sucesso a Apple, acho que o resto, toda a América do Sul seguirá rapidamente”, diz.

    O Termo de Compromisso de Cessação assinado pela Apple remove a vinculação obrigatória do sistema de pagamentos da companhia. Os desenvolvedores podem assumir a interface e oferecer métodos alternativos. A empresa americana também deixa de proibir links para compras em sites externos em aplicativos disponíveis na App Store.

    Ainda está prevista nova estrutura de comissões, com a Apple cobrando até 25% de grandes desenvolvedores e 10% de pequenas empresas. O acordo também prevê que a dona do iPhone pode avisar que uma determinada transação externa será gerenciada pelo desenvolvedor, mas com linguagem neutra e objetiva, sem criar fricções desnecessárias ou mecanismos que possam desencorajar o consumidor.

    A decisão do Cade vem dias após a publicação de determinação judicial da Corte de Apelação da Califórnia, determinando que a cobrança de taxa de 27% a desenvolvedores do ecossistema da Apple tinham efeito proibitivo aos produtores.

    Cabe à empresa e ao tribunal americano decidir qual taxa pode ser cobrada, baseada em custos para garantir a segurança e a privacidade dos usuários. Para Sweeney, a sentença proferida torna o ambiente do iOS competitivo.

    “Por anos, a Apple tem adotado a posição de que, se permitir concorrência em lojas e pagamentos, então pode cobrar as taxas que quiser, incluindo taxas que tornam a concorrência impossível. E o tribunal argumentou que o poder de tributar é o poder de destruir.”

    “Acho que isso será rapidamente adotado como o precedente mundial de que a empresa não pode cobrar taxas significativas ou proporcionais à receita para pagamentos concorrentes ou para lojas concorrentes”, ressalta o fundador da Epic Games.

    A Apple afirma que baixar aplicativos fora da loja oficial cria riscos ao usuários. Ressalta ter processo rigoroso de revisão dos programas em sua vitrine para prevenir golpes, fraudes e conteúdos ilícitos. Apesar de discordar do acordo com o Cade, a companhia afirmou que a solução tomada oferece mais salvaguardas à privacidade e segurança do que as medidas implementadas na União Europeia.

    Sweeney entende que mais lojas de aplicativos levarão a uma maior competição no fornecimento de segurança aos usuários. “A segurança não vem da loja. Vem do sistema operacional. Os heróis da Apple que tornaram o iOS a plataforma de dispositivos mais segura são os engenheiros do sistema operacional. A equipe da loja adora aparecer e levar o crédito, mas eles não têm nada a ver com isso”, argumenta.

    O chefe-executivo entende que as decisões, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, vão criar um mercado efetivo de games nos dispositivos iOS. Para ele, o Windows, da Microsoft, é um exemplo de sucesso na competição de mercados digitais, por ser uma plataforma completamente aberta.

    “Finalmente haverá um mercado de jogos. Tivemos algo como o sistema de distribuição soviético, no qual a loja de aplicativos fornece todos os aplicativos e os usa para manipular tudo a seu favor. Agora, se um desenvolvedor não gostar dos termos do Google ou da Apple, eles poderão vir para a Epic Games Store ou criar sua própria loja, e o mundo será um lugar competitivo novamente. E como a Apple até agora não se mostrou disposta a fazer isso, temos que contar com os reguladores para que isso aconteça.”

    Decisão limitando Apple torna ambiente digital competitivo, afirma fundador da Epic Games

  • Governo Lula bloqueia 60 mil usuários de plataforma de vigilância que acessa câmeras e dados

    Governo Lula bloqueia 60 mil usuários de plataforma de vigilância que acessa câmeras e dados

    Cerca de 38 mil cadastros ainda estão liberados para acessar a plataforma, segundo resposta dada pelo ministério via LAI (Lei de Acesso à Informação). Os usuários podem acessar um site do ministério para realizar buscas por dados de pessoas, veículos e câmeras de segurança.

    MATEUS VARGAS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O Ministério da Justiça e Segurança Pública bloqueou neste ano o acesso de cerca de 60 mil usuários ao Córtex, plataforma que é pilar das ações de inteligência das polícias em todo o país. A pasta afirma que perfis inativos foram os principais alvos da medida.

    Cerca de 38 mil cadastros ainda estão liberados para acessar a plataforma, segundo resposta dada pelo ministério via LAI (Lei de Acesso à Informação). Os usuários podem acessar um site do ministério para realizar buscas por dados de pessoas, veículos e câmeras de segurança.

    Ainda há programas locais, como o Smart Sampa, do governo municipal de São Paulo, que puxam as informações para plataformas próprias.

    Como a Folha de S.Paulo revelou, o governo e a Polícia Federal apuram irregularidades no Córtex, como o caso em que 70 milhões de CPFs foram usados para realizar mais de 213 milhões consultas por meio de contas do governo do Rio de Janeiro.

    Em documentos internos, o ministério reconhece falhas e diz que a plataforma federal deve ser substituída no próximo ano. Desde 2024 foram realizadas cerca de 2.000 auditorias no sistema. O ministério afirma que as apurações “resultaram no bloqueio de perfis inativos, especialmente aqueles sem acesso ao sistema por período superior a 90 dias”.

    O ministério diz ainda que não há vinculação desses bloqueios a um único órgão, estado ou caso.

    Documentos internos do Ministério da Justiça apontam que o Córtex acessa cerca de 26 mil câmeras em todo o país, sendo que parte consegue ler a placa dos automóveis. Em nota, a pasta diz que “possui acesso ativo a aproximadamente 10 mil locais, permanecendo os demais inativos, conforme os parâmetros técnicos e operacionais vigentes”.

    A plataforma teve o uso regulamentado em 2021, no governo Jair Bolsonaro (PL). O sistema alimenta programas locais de monitoramento, sendo que alguns utilizam tecnologias de reconhecimento facial e integram câmeras do setor privado.

    Integrantes do ministério afirmam que adotar o reconhecimento facial e de voz na plataforma federal ainda requer debate público exaustivo e não deve ocorrer imediatamente no substituto do Córtex. Documentos internos, porém, citam o serviço.

    “A iniciativa permitirá um salto qualitativo e quantitativo na produção de conhecimento, ao incorporar tecnologias de ponta como análise em tempo real, vínculos avançados, inteligência artificial, machine learning, deep learning e reconhecimento facial e de voz”, afirma relatório da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência, obtido pela reportagem.

    O plano é substituir o Córtex por uma “plataforma integrada de segurança pública baseada em arquitetura de big data, capaz de processar grandes volumes de informações e gerar insumos estratégicos para ações de inteligência, fiscalização, auditoria, defesa nacional e soberania do Estado”, diz o mesmo documento da diretoria.

    A estratégia de reunir um imenso volume de informações em plataformas é alvo de questionamentos sobre a violação da privacidade e risco de vazamento de dados.

    Para o coordenador de Assimetrias e Poder na Data Privacy Brasil, Pedro Saliba, falta transparência sobre o desenvolvimento de novas soluções e sobre os resultados da auditoria do Córtex. Ele também afirma que portaria do próprio ministério “veda utilizar soluções de inteligência artificial que permitam a identificação biométrica à distância, em tempo real, em espaços acessíveis ao público, exceto em algumas situações”.

    A previsão do governo é investir cerca de R$ 31,5 milhões para implantar o novo sistema, chamado provisoriamente de “PIN” e “projeto Data Lake”. Os valores começaram a ser pagos em 2024, e o ministério deve repassar R$ 8,1 milhões em 2026 e o mesmo valor no próximo ano.

    No caso do Rio, integrantes da pasta suspeitam que os dados do Córtex tenham sido raspados em consultas robotizadas por meio de chaves originalmente concedidas à Polícia Militar e que estavam sendo usadas em programa da Secretaria de Governo. A forma de acesso indevida e o destino das informações obtidas ainda estão sob apuração.

    Em nota, o Ministério da Justiça afirma que o Córtex “não é um sistema de vigilância, tampouco um mecanismo de monitoramento ou rastreamento de cidadãos”.

    “A plataforma não acessa câmeras em tempo real, não processa imagens, não realiza reconhecimento facial e não utiliza inteligência artificial, atuando exclusivamente como ferramenta de integração de dados oficiais já existentes, com controle de acesso, rastreabilidade e trilhas completas de auditoria”, diz ainda a pasta.

    “Quanto às críticas relacionadas à concentração de dados, vulnerabilidade ou risco de uso indevido, o Ministério reafirma que o Sistema Córtex não realiza monitoramento nem vigilância de cidadãos, operando exclusivamente com dados alfanuméricos previamente autorizados, sob rigorosos controles de acesso, auditoria, governança e conformidade institucional”, diz ainda a pasta.

    Governo Lula bloqueia 60 mil usuários de plataforma de vigilância que acessa câmeras e dados

  • 'Stranger Things' é a série mais buscada nos últimos dez anos no Brasil

    'Stranger Things' é a série mais buscada nos últimos dez anos no Brasil

    Produção da Netflix supera até outros títulos do streaming; capítulo final será lançado em dia 31 de dezembro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A segunda parte da última temporada de “Stranger Things” estreia nesta quinta-feira (25), em pleno Natal, e desde a estreia da primeira parte já foi um alvoroço nas redes sociais, além de ser a maior estreia em língua inglesa da história da Netflix. A série também figura entre as dez mais populares da plataforma no mundo todo.

    Quando comparada a produções de outros streamings, como HBO Max e Prime Video, “Stranger Things” também se destaca. Dados do Google Trends mostram que a série supera títulos famosos dessas plataformas como “A Casa do Dragão”, “Euphoria” e “The Boys” em volume de interesse no Brasil.

    No Brasil, dados do Trends confirmam o sucesso: entre as séries mais populares da Netflix lançadas na última década, “Stranger Things” é a mais procurada.

    Fica a frente de produções como “La Casa de Papel”, “Wandinha” e “Round 6”, que também foram febre por aqui. As estreias desta última temporada e da anterior registraram volumes de busca superiores as estreias dessas produções.

    Entre as concorrentes, “La Casa de Papel” foi a única que quase alcançou o mesmo nível de interesse. A série espanhola, encerrada em 2021 após cinco temporadas, foi um fenômeno no Brasil. Em fevereiro de 2018, por exemplo, houve um pico de buscas impulsionado pelo Carnaval, quando muitos procuravam fantasias inspiradas nas icônicas máscaras da produção.

    No ranking global de interesse por “Stranger Things”, o Brasil ocupa a 16ª posição entre os países que mais pesquisaram sobre a série desde seu lançamento.

    O atual volume de buscas se aproxima daquele registrado na estreia da quarta temporada, em 2022, quando a série atingiu seu primeiro grande pico de popularidade. Na época, até mesmo a música “Running Up That Hill”, de Kate Bush, voltou às paradas e se tornou viral. Segundo o Google Trends, nunca antes a canção havia sido tão buscada –impulsionada, claro, pela trilha sonora da série.

    'Stranger Things' é a série mais buscada nos últimos dez anos no Brasil

  • ChatGPT lançou a sua própria versão do Spotify Wrapped

    ChatGPT lançou a sua própria versão do Spotify Wrapped

    Esta nova funcionalidade do ChatGPT só está disponível para todos os usuários da ferramenta de Inteligência Artificial em alguns mercados, como os EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia

    O Spotify Wrapped já é uma tradição de final de ano para muitos dos usuários do serviço, com a popularidade desta ferramenta tendo levado a que mais empresas postasse nas suas próprias funcionalidades que sejam capazes de resumir a utilização do ano que passou.

    A OpenAI é a mais recente empresa a apostar neste tipo de funcionalidade e anunciou o “Your Year with ChatGPT” que, tal como o nome indica, procura mostrar ao utilizar como a ferramenta de Inteligência Artificial foi usada ao longo dos últimos meses.

    Com base na atividade do utilizador do ChatGPT, a ferramenta de Inteligência Artificial atribuirá prêmios, criará poemas e também gerará uma imagem baseando-se nos principais tópicos de interesse durante as interações com o bot de conversação.

    O “Your Year with ChatGPT” estará disponível para os usuários da versão gratuita, Plus e Pro do ChatGPT, tanto na versão web como nas apps para Android e iOS.

    No entanto, é importante destacar que esta funcionalidade está disponível em um número limitado de mercados onde o ChatGPT está presente, como nos EUA, no Canadá, no Reino Unido, na Austrália e na Nova Zelândia.

    ChatGPT lançou a sua própria versão do Spotify Wrapped

  • Próxima atualização do iPhone pode revolucionar como usa o celular

    Próxima atualização do iPhone pode revolucionar como usa o celular

    O iOS 26.3 tem lançamento previsto para o final de janeiro de 2023 e introduzirá a capacidade de emparelhar o iPhone por via de aproximação com acessórios de outras marcas; veja algumas mudanças!

    A Apple disponibilizou recentemente a versão beta do iOS 26.3 e, entre as novidades, está uma nova capacidade que permitirá aos usuários do iPhone emparelhar mais facilmente o celular com acessórios desenvolvidos por outras empresas.

    Segundo o site MacRumors, os iPhones vendidos na Europa que tenham instalada a versão iOS 26.3 do sistema operacional poderão ser emparelhados com uma simples aproximação a headphones e fones sem fios de outras marcas. 

    Esta não é a única novidade que os donos de iPhones com acessórios de outras marcas podem esperar da próxima atualização do iOS. O iOS 26.3 também prevê a capacidade de relógios inteligentes de outras marcas receberem notificações de apps presentes no iPhone. 

    Em comunicado enviado ao The Wall Street Journal, um porta-voz da Comissão Europeia atribuiu estas duas funcionalidades aos esforços que os reguladores europeus têm feito dentro da Lei dos Mercados Digitais.

    “A Lei dos Mercados Digitais cria novas oportunidades para os developers levarem produtos e serviços inovadores para o mercado na Europa”, pode ler-se no comunicado compartilhado com a publicação. “Este é mais um passo em direção a um ecossistema digital interconectado para benefício dos cidadãos europeus”.

    O iOS 26.3 ainda se encontra em fase mas, a julgar por anos anteriores, a atualização deverá ser lançada oficialmente no final de janeiro de 2026.

    Próxima atualização do iPhone pode revolucionar como usa o celular

  • Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

    Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

    Relator diz que decisão é inédita no mundo ao abrir sistema operacional com base apenas na lei antitruste; empresa cita riscos à segurança de usuários, mas diz trabalhar por proteções contra parte das ameaças

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) formou maioria para validar um acordo com a Apple para encerrar um processo que investigava práticas anticompetitivas no sistema operacional oferecido pela empresa. A companhia se comprometeu a permitir o download de aplicativos fora da App Store e a autorizar pagamentos alternativos durante o uso dos programas, inclusive o Pix.

    A investigação teve origem em uma denúncia do Mercado Livre, que questionava a obrigatoriedade do uso do sistema de pagamentos da Apple e o impedimento a desenvolvedores de informar usuários sobre opções de compra fora da App Store, potencialmente mais baratas.

    O TCC (Termo de Compromisso de Cessação) remove a vinculação obrigatória do sistema de pagamentos da Apple. Com a implementação das novas regras, os desenvolvedores poderão até mesmo assumir a interface de pagamentos e oferecer métodos alternativos ao lado daquele da empresa americana.

    O texto do compromisso cita explicitamente o Pix como um desses possíveis meios, mencionando a significativa adoção no país e a supervisão exercida pelo Banco Central. A Apple também deixa de proibir que aplicativos exibam links ou botões direcionando o usuário para compras em sites externos.

    O TCC estabelece ainda uma nova estrutura de comissões no Brasil. No modelo tradicional, a empresa cobrava 30% sobre as transações realizadas na App Store. A partir do acordo, essa cobrança passa a ser desagregada por tipos. A comissão da App Store será de 25% para grandes desenvolvedores e de 10% para pequenas empresas enquadradas em um programa da Apple.

    No campo da segurança e da transparência, o acordo autoriza a Apple a exibir telas de aviso informando que determinada transação será gerenciada pelo desenvolvedor, e não pela empresa. O Cade, no entanto, determinou que esses avisos utilizem linguagem neutra e objetiva, sem criar fricções desnecessárias ou mecanismos que possam desencorajar o consumidor.

    De acordo com o conselheiro Victor Oliveira Fernandes, relator do caso do Cade, a medida é pioneira no mundo. “A partir da presente decisão, o Brasil passará a ocupar posição inédita no panorama global, figurando como a única jurisdição em que a Apple será instada a promover a abertura de seu ecossistema móvel com fundamento exclusivo na aplicação da legislação antitruste”, disse.

    O acordo terá vigência de três anos e permite uma fase de transição de 120 dias. O cumprimento das obrigações será acompanhado por um interventor independente, e o descumprimento integral das medidas pode resultar em multa de até R$ 150 milhões.

    Procurada, a Apple afirmou que baixar aplicativos fora da loja oficial da empresa cria novos riscos aos usuários e que, para cumprir as exigências, está fazendo mudanças que impactarão os aplicativos do iOS no Brasil.

    “Embora essas mudanças abram novos riscos à privacidade e à segurança dos usuários, trabalhamos para manter proteções contra algumas ameaças, incluindo a preservação de salvaguardas importantes para usuários mais jovens”, afirmou.

    “Essas salvaguardas não eliminarão todos os riscos, mas ajudarão a garantir que o iOS continue sendo a melhor e mais segura plataforma móvel disponível no Brasil, e continuaremos a defender os interesses de usuários e desenvolvedores”, disse a empresa, em nota.

    A Apple afirma que a empresa tem um processo rigoroso de revisão dos programas oferecidos em sua vitrine para prevenir golpes, fraudes e exposição a conteúdos ilícitos. De acordo com eles, embora o acordo introduza novos riscos, ele oferece mais salvaguardas à privacidade, à segurança e à proteção dos usuários do que as medidas que a empresa foi obrigada a implementar na Europa.

    A companhia acredita que, diferentemente do que ocorre no continente europeu, onde foi estabelecido o Digital Markets Act (legislação da União Europeia voltada a práticas concorrenciais de big techs implementada, na prática, em 2024), a Apple poderá adotar ações para proteger os usuários, com ênfase especial na segurança de crianças e de dados sensíveis. Os usuários poderão continuar escolhendo o sistema da Apple para pagamentos em aplicativos, e os apps só poderão ser baixados de lojas alternativas autorizadas.

    Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

  • Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

    Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

    Vince Zampella, cocriador de jogos icônicos como “Call of Duty” e “Battlefield”, morreu em um acidente de carro na Califórnia; Zampella, que tinha 55 anos, era uma figura influente na indústria de games

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Vince Zampella, um dos executivos mais influentes da indústria de jogos eletrônicos global, morreu aos 55 anos em um acidente de carro neste domingo (21). Ele era conhecido por cocriar a franquia “Call of Duty”, uma das mais bem-sucedidas da história dos videogames.

    Segundo a emissora NBC Los Angeles, Zampella dirigia uma Ferrari que saiu da pista e chocou com uma barreira de concreto, em uma rodovia no sul da Califórnia. O veículo chegou a pegar fogo após a colisão. Zampella morreu no local, mas seu passageiro (não identificado) foi levado a um hospital, onde não resistiu aos ferimentos.

    Zampella foi cofundador da desenvolvedora Infinity Ward ao lado de Jason West, estúdio responsável pela criação da bem-sucedida série “Call of Duty”, lançada em 2003. Após ser demitido pela empresa controladora Activision, ele cofundou a Respawn Entertainment em 2010, que foi adquirida posteriormente pela EA (Electronic Arts). Desde 2021, estava à frente da franquia “Battlefield”, dentro da própria EA.

    “Esta é uma perda inimaginável e nossos corações estão com a família de Vince, seus entes queridos e todos aqueles que foram tocados por seu trabalho”, disse a EA em um comunicado. “A influência de Vince na indústria de videogames foi profunda e abrangente. Amigo, colega, líder e criador visionário, seu trabalho ajudou a moldar o entretenimento interativo moderno e inspirou milhões de jogadores e desenvolvedores em todo o mundo. Seu legado continuará a moldar a forma como os jogos são feitos e como os jogadores se conectam por gerações.”

    Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

  • Xiaomi 17 Ultra: veja algumas fotografias captadas com o top de linha

    Xiaomi 17 Ultra: veja algumas fotografias captadas com o top de linha

    O novo top de linha da empresa chinesa, o Xiaomi 17 Ultra, contará com uma câmera traseira certificada pela Leica. O anúncio oficial do celular está marcado para esta semana

    A Xiaomi já anunciou que vai apresentar oficialmente o seu novo top de linha, o Xiaomi 17 Ultra, no dia 25 de dezembro. A empresa até revelou as primeiras imagens oficiais do celular, desvendando também as três cores que estarão disponíveis nas lojas.

    Entretanto, parece que a Xiaomi está confortável em compartilhar mais informações sobre o Xiaomi 17 Ultra e também revelar um pouco das capacidades – sobretudo da câmera traseira, que deverá estar equipada com um sensor principal de 1 polegada.

    Vale lembrar que, tal como tem acontecido nos últimos anos, a câmera traseira do Xiaomi 17 Ultra voltará a contar com certificação da conhecida marca de lentes Leica.

    Xiaomi 17 Ultra: veja algumas fotografias captadas com o top de linha

  • Instagram pode vir a ter vídeos longos como o YouTube

    Instagram pode vir a ter vídeos longos como o YouTube

    A maior popularidade do TikTok levou o Instagram a alterar a estratégia e apostar em vídeos de curta duração mas, em um momento em que os vídeos longos estão entre os mais consumidos e populares no YouTube, a empresa admite permitir este tipo de conteúdo

    O responsável pelo Instagram, Adam Mosseri, afirmou em entrevista com o site Semafor que a empresa poderá vir a permitir vídeos de longa duração na rede social – sinalizando assim uma mudança de estratégia na plataforma diferente dos últimos anos.

    Vale lembrar que, com a maior popularidade do TikTok, o Instagram decidiu apostar forte nos vídeos de curta duração Reels mas, em um momento em que os criadores de conteúdos têm encontrado sucesso no YouTube com vídeos mais longos

    “Pode acontecer que talvez precisemos que o conteúdo premium funcione”, afirmou Mosseri. “Pode ser que precisemos de vídeos de longa-duração”.

    O que parece certo é a decisão do Instagram de dar aos usuários um maior controle em relação ao que é sugerido pelos respectivos algoritmos, com Mosseri afirmando que, nos próximos meses, os usuários teriam mais ferramentas para indicar o que querem ver mais nos seus feeds.

    Instagram pode vir a ter vídeos longos como o YouTube