Categoria: TECNOLOGIA

  • Quanto custa uma viagem até a Lua? Entenda os valores da corrida espacia

    Quanto custa uma viagem até a Lua? Entenda os valores da corrida espacia

    Estimativa da Nasa para o projeto de exploração espacial supera R$ 530 bilhões e visa garantir hegemonia dos EUA frente à China na corrida por minerais raros e ida a Marte

    O Programa Artemis, que pretende levar seres humanos de volta à Lua depois de um intervalo de mais de 50 anos, deve alcançar um custo total de US$ 100 bilhões (algo em torno de R$ 530 bilhões). A estimativa é baseada em relatório da própria Nasa, com previsões de orçamento até 2025, e de orçamentos anunciados pela Casa Branca até 2030.

    O valor inclui o desenvolvimento do foguete Space Launch System (SLS), da cápsula Órion e de toda a infraestrutura dos lançamentos do programa. De acordo com as estimativas da Nasa, US$ 40 bilhões já haviam sido gastos até 2020 e outros US$ 53 bilhões estavam previstos para os cinco anos seguintes. Além disso, um pedido orçamentário da Casa Branca prevê para este ano um valor de US$ 8,3 bilhões para a área da exploração espacial relacionada à Lua e a Marte.

    Entre 1969 e 1972, a Nasa levou 12 astronautas à Lua como parte do Programa Apollo. Segundo um artigo publicado na Space Next 50, a agência espacial teria gastado US$ 20 bilhões ao longo do programa – um total que, reajustado para valores atuais, ficaria em algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões. O alto valor do programa, aliás, foi um dos motivos que levaram a sua extinção.

    Mas por que retomá-lo agora? Do ponto de vista científico, o objetivo é voltar à Lua para criar uma base espacial e, a partir de lá, enviar astronautas a Marte ainda na próxima década. Do ponto de vista econômico, entretanto, voltar à Lua agora faz mais sentido do que no passado, a partir da constatação da presença de muitos minerais raros no satélite terrestre e do desenvolvimento de tecnologia para minerá-los.

    É o caso, por exemplo do Hélio 3, um isótopo raro na Terra, mas abundante na Lua. A substância é vista como o combustível do futuro devido ao seu potencial para reatores de fusão nuclear limpa, segura e praticamente ilimitada. A rigor, a Lua não pertence a ninguém, mas quem conseguir chegar por lá primeiro, certamente terá a primazia na exploração. Não por acaso, a China entrou na corrida espacial, prometendo levar um taikonauta ao satélite em 2030.

    Mais do que levar o ser humano de volta ao satélite natural, as missões Artemis têm o objetivo de garantir a superioridade dos EUA na exploração espacial, em meio a uma disputa com a China.

    ‘Era de ouro para a ciência e as descobertas’

    Após o lançamento da missão Artemis II, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, destacou que o objetivo da agência é testar os sistemas da espaçonave Órion e do foguete SLS de olho em futuras missões. “Nenhum ser humano jamais voou nesta nave. Estamos realizando testes rigorosos para garantir que tudo esteja em ordem. Ela abrirá caminho para missões subsequentes e uma era de ouro para a ciência e as descobertas”, disse à Nasa TV.

    Quanto custa uma viagem até a Lua? Entenda os valores da corrida espacia

  • Falha em iPhones expõe dados e leva Apple a lançar atualização urgente

    Falha em iPhones expõe dados e leva Apple a lançar atualização urgente

    Vulnerabilidade ligada à técnica “DarkSword” poderia atingir milhões de aparelhos e permitir acesso a informações sensíveis sem deixar rastros. Atualização corrige o problema e reforça a segurança, inclusive em modelos mais antigos do sistema operacional.

    A Apple lançou uma nova atualização de segurança para o iOS 18 com o objetivo de corrigir uma falha que deixava iPhones vulneráveis a uma técnica de invasão conhecida como “DarkSword”.

    Os primeiros alertas sobre esse método surgiram em março, quando pesquisadores das empresas Lookout e iVerify, em parceria com a Google, identificaram que a vulnerabilidade poderia afetar “cerca de um quarto dos iPhones” em uso no mundo.

    Segundo o site TechCrunch, a técnica já havia sido utilizada em ataques reais contra usuários de iPhone e iPad em países como China, Malásia, Turquia, Arábia Saudita e Ucrânia. O problema se agravou quando ferramentas relacionadas ao DarkSword passaram a circular em fóruns online, abrindo caminho para que qualquer pessoa com conhecimento técnico pudesse explorar a falha em aparelhos com versões antigas do sistema.

    Para conter o risco, a Apple disponibilizou as atualizações iOS 18.7.7 e iPadOS 18.7.7, que incluem novas camadas de proteção contra esse tipo de ataque. A empresa também informou que versões mais recentes, como o iOS 26 e o iPadOS 26, já contam com essas defesas integradas. Além disso, dispositivos que não são compatíveis com os sistemas mais novos continuam protegidos por meio dessas atualizações intermediárias.

    Como funciona o DarkSword

    Diferentemente de outros ataques, o DarkSword não exige a instalação de arquivos maliciosos no aparelho. A técnica explora “processos legítimos do próprio sistema operacional do iPhone para roubar dados”, o que a torna especialmente difícil de detectar.

    Na prática, isso significa que o ataque pode ocorrer sem deixar rastros visíveis, mesmo quando consegue acessar informações sensíveis, como senhas e dados pessoais.

    Relatos indicam que o DarkSword teria origem em uma ferramenta desenvolvida pela empresa Trenchant para o governo dos Estados Unidos. Posteriormente, o código-fonte teria sido vazado e compartilhado por usuários russos, o que acabou ampliando o acesso à tecnologia e facilitando seu uso por terceiros.
     

     
     

    Falha em iPhones expõe dados e leva Apple a lançar atualização urgente

  • NASA corrige falha de comunicação no voo tripulado em torno da Lua

    NASA corrige falha de comunicação no voo tripulado em torno da Lua

    Problema de comunicação com a cápsula Orion foi corrigido ainda nos primeiros minutos de voo. Missão Artemis II marca retorno de astronautas ao entorno lunar e servirá como teste crucial antes de futuras tentativas de pouso na superfície

    A NASA informou que conseguiu resolver um problema de comunicação com a cápsula Orion após o lançamento do primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos.

    “Aproximadamente 51 minutos após o lançamento, durante uma transferência planejada de satélite, a cápsula Orion apresentou um problema de comunicação que resultou em uma perda parcial e temporária de contato”, explicou o administrador da agência.

    Em coletiva de imprensa, Jared Isaacman afirmou que a tripulação conseguia ouvir a equipe da NASA na Terra, mas não era possível estabelecer comunicação no sentido contrário.

    “Não houve problemas com a própria nave. As comunicações com a tripulação já foram restabelecidas”, disse.

    Segundo a NASA, a situação foi normalizada e a nave já está em órbita baixa da Terra.

    “Em breve, a tripulação executará a queima de apogeu, colocando a nave em uma órbita terrestre alta e estável”, acrescentou Isaacman.

    Antes do lançamento do foguete, a agência já havia solucionado outro problema relacionado ao sistema de terminação de voo, que poderia ter impedido a missão Artemis II.

    Com condições meteorológicas favoráveis, o foguete SLS, o mais potente já lançado pela NASA, decolou cerca de 11 minutos após o horário previsto, às 18h35 (horário local), com milhares de pessoas acompanhando o lançamento nos arredores do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

    A missão é considerada histórica por reunir uma tripulação diversa, incluindo a astronauta Christina Koch, o piloto Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

    Durante a fase em órbita, serão realizados testes e manobras para garantir a segurança e a confiabilidade da nave, que nunca transportou humanos até então.

    Se tudo correr conforme o planejado, a cápsula deixará a órbita da Terra rumo à Lua em uma viagem que deve durar entre três e quatro dias, período em que os astronautas continuarão realizando testes e experimentos.

    Ao se aproximarem da Lua, a tripulação fará uma órbita ao redor do satélite natural, incluindo o sobrevoo do lado oculto, com a expectativa de superar a distância percorrida pela missão Apollo 13.

    Após o voo de teste realizado em 2022, a NASA busca validar todos os sistemas da missão Artemis II antes de tentar um pouso tripulado em 2028, previsto para a missão Artemis IV.

    Os dados coletados nesta missão devem ajudar a definir o local de pouso futuro, que está planejado para a região do polo sul da Lua, uma área ainda não explorada por humanos.
     
     

     

    NASA corrige falha de comunicação no voo tripulado em torno da Lua

  • Nasa diz que lançamento de missão à Lua não terá 'pegadinhas' do Dia da Mentira

    Nasa diz que lançamento de missão à Lua não terá 'pegadinhas' do Dia da Mentira

    A previsão é que a Artemis II seja lançada às 19h24 (no horário de Brasília), na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, localizado em Cabo Canaveral, na Flórida

    A Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço dos Estados Unidos (Nasa) afirmou na terça-feira, 31, que não deverão ocorrer “pegadinhas” de 1º de abril durante o lançamento da Artemis II, primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos.

    Em entrevista coletiva, o diretor sênior de testes da Artemis II, Jeff Spaulding, foi questionado por um repórter sobre a tradição da época do programa Apollo, na qual integrantes da equipe de lançamento e da tripulação faziam “pegadinhas” entre si no dia do lançamento, e se havia alguma previsão de que isso se repetisse nesta missão, já que ela será lançada nesta quarta-feira, 1º de abril, conhecido como Dia da Mentira.

    “Então, eu não tenho conhecimento de nenhuma pegadinha que alguém pretenda fazer com a tripulação de voo ou com a própria equipe de lançamento”, respondeu Spaulding.

    “Não estou ciente de nada assim e espero que a gente simplesmente mantenha o foco no lançamento de amanhã (hoje, quarta, dia 1º). Esse é o nosso plano”, acrescentou.

    A previsão é que a Artemis II seja lançada às 19h24 (no horário de Brasília), na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, localizado em Cabo Canaveral, na Flórida.

    A missão tem duração prevista de aproximadamente 10 dias e contará com uma equipe de quatro astronautas: o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista em missão da Nasa Christina Koch e o especialista em missão da Agência Espacial Canadense (CSA) Jeremy Hansen.

    A espaçonave Orion, responsável por transportar a tripulação e oferecer suporte durante a missão, será lançada pelo Space Launch System (SLS), novo foguete de grande porte da Nasa.

    Essa será a primeira vez que astronautas se aproximarão da Lua desde o encerramento da missão Apollo 17, em 1972.

    Mais do que levar o ser humano de volta ao satélite natural, as missões Artemis têm o objetivo de garantir a superioridade dos EUA na exploração espacial, em meio a uma disputa com a China.

    Nasa diz que lançamento de missão à Lua não terá 'pegadinhas' do Dia da Mentira

  • Artemis II será lançada: qual a importância científica? Acompanhe análise

    Artemis II será lançada: qual a importância científica? Acompanhe análise

    É o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos; lançamento pode ter novas tentativas e faz parte do plano que prevê presença humana na superfície lunar nos próximos anos

    Cinquenta e quatro anos depois do último pouso na Lua, os Estados Unidos ainda planejam repetir o passo que garantiu uma vitória política e militar sem precedentes na corrida espacial. Os planos agora são ainda mais ambiciosos do que os do passado: pousar no satélite terrestre até 2028 e, de lá, lançar-se para a conquista de outros mundos, a começar por Marte.

    O lançamento da missão Artemis II, da Nasa, está marcado para esta quarta-feira, 1, com previsão de decolagem às 19h24 (pelo horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA).

    A missão histórica, de dez dias, levará quatro astronautas a um sobrevoo ao redor da Lua. A tripulação é composta pelos astronautas americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e pelo canadense Jeremy Hansen.

    Será a primeira vez que uma mulher, um homem negro e um cidadão não americano vão participar de uma missão à Lua. O objetivo é testar os sistemas para um futuro pouso no satélite.

    Em entrevista à Rádio Eldorado direto do complexo da Nasa na Flórida, Pedro Pallotta, especialista em Astronáutica do Canal Space Orbit, destacou a importância dos objetivos científicos da missão, com custo de cerca de US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões).

    “Apenas estando lá, a gente vai poder entender a maioria dos detalhes do solo, da água, de como foi formada a nossa Lua e como a gente pode desenvolver tecnologia para viver no espaço. A corrida espacial durante a Guerra Fria foi fundamental, apesar de todas as tensões geopolíticas, para o desenvolvimento de tecnologias que nós utilizamos hoje a todo momento, como até o GPS, entre outras coisas. Então, toda vez que há disputa para chegar em algum lugar novo, principalmente no universo, que é a fronteira final, a gente vai ter a tecnologia avançando muito rápido e trazendo melhorias para as pessoas no nosso planeta”, afirmou.

    Artemis II será lançada: qual a importância científica? Acompanhe análise

  • Microsoft planeja investir US$ 5,5 bilhões em IA em Singapura até 2029

    Microsoft planeja investir US$ 5,5 bilhões em IA em Singapura até 2029

    Investimento bilionário da Microsoft mira ampliar infraestrutura e capacitação em IA em Singapura. Estratégia inclui treinamento, fortalecimento de segurança digital e expansão de data centers, acompanhando a crescente demanda global por tecnologia e poder computacional.

    A Microsoft está a caminho de investir US$ 5,5 bilhões em infraestrutura de nuvem e inteligência artificial (IA) em Singapura até 2029, à medida que a demanda por habilidades em IA e por capacidade computacional continua a crescer na cidade-Estado.

    O presidente da gigante de tecnologia dos EUA, Brad Smith, disse nesta quarta-feira, 1, que o investimento também será direcionado para operações em andamento. “Nosso investimento contínuo em infraestrutura de nuvem e IA reflete a confiança de longo prazo da Microsoft em Singapura como líder digital global”, disse Smith. “Estamos focados em ajudar pessoas e organizações a usar IA ao fortalecer habilidades, aumentar a cibersegurança e a resiliência, e avançar em uma governança confiável.”

    A Microsoft também está fornecendo ferramentas e treinamento para estudantes do ensino superior, professores e organizações sem fins lucrativos. “À medida que a adoção de IA acelera, a prontidão permanece desigual”, disse a Microsoft. “Muitas instituições e comunidades carecem de habilidades, orientação ou capacidade para adotar IA de forma responsável e eficaz”, acrescentou.

    O anúncio vem um dia após a Microsoft dizer que planeja investir mais de US$ 1 bilhão na Tailândia. Nos últimos anos, a Microsoft tem comprometido bilhões para a região, incluindo na Indonésia, Malásia e Índia.

    Em outubro, a Microsoft disse que planejava dobrar sua capacidade de data centers nos próximos dois anos e gastar mais do que havia projetado anteriormente em infraestrutura de IA, incluindo data centers. .

    Microsoft planeja investir US$ 5,5 bilhões em IA em Singapura até 2029

  • NASA prepara missão histórica com astronautas rumo à Lua após 53 anos

    NASA prepara missão histórica com astronautas rumo à Lua após 53 anos

    Missão Artemis II levará tripulação para orbitar a Lua sem pouso, marcando retorno dos voos tripulados ao espaço profundo. Lançamento pode ter novas tentativas e faz parte do plano que prevê presença humana na superfície lunar nos próximos anos

    A NASA planeja lançar a missão Artemis II, que levará astronautas novamente em direção à Lua após mais de cinco décadas. Será a primeira vez desde a missão Apollo 17, em 1972, que humanos viajarão até o entorno lunar.

    Apesar da expectativa, a missão não prevê pouso na superfície. O objetivo é realizar uma órbita ao redor da Lua, com a tripulação permanecendo dentro da cápsula Orion durante toda a viagem.

    O lançamento será feito com o foguete Space Launch System (SLS), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos. A chegada à órbita lunar está prevista para poucos dias após a decolagem, com retorno à Terra ainda no mesmo mês.

    A tripulação será formada pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

    O lançamento está programado para as 23h24 e poderá ser acompanhado ao vivo pelas plataformas oficiais da NASA, incluindo YouTube, X, Facebook e Twitch. Caso as condições não sejam favoráveis, novas tentativas poderão ser realizadas nos dias seguintes.

    O retorno de astronautas à superfície da Lua ainda deve levar mais tempo. Inicialmente previsto para a missão Artemis III, o pouso foi adiado e agora é esperado apenas na Artemis IV, com previsão para 2028.
     
     

     

    NASA prepara missão histórica com astronautas rumo à Lua após 53 anos

  • Apple, aos 50 anos, atravessa transição da IA apostando no que deu certo no passado

    Apple, aos 50 anos, atravessa transição da IA apostando no que deu certo no passado

    Empresa segue dominante entre consumidores e aposta em fidelidade e serviços, enquanto rivais avançam na inteligência artificial. Mudanças estratégicas e pressão competitiva levantam dúvidas sobre o futuro da companhia e sua capacidade de liderar a próxima grande revolução tecnológica

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Fundada no quarto de infância de Steve Jobs há 50 anos com o objetivo de criar um computador pessoal, a Apple mantém a liderança no mercado de celulares com o sucesso dos modelos mais recentes do iPhone, mas perdeu o posto de empresa mais valiosa do mundo.

    Essa posição agora pertence à Nvidia, empresa que mais lucrou com a corrida pela inteligência artificial até o momento. As semelhanças entre as duas big techs são poucas, para além do apelo diante dos acionistas: enquanto a Nvidia projeta hardware para outras corporações, a Apple atende ao consumidor final com smartphones, tablets, relógios inteligentes e o controle de um ecossistema de aplicativos sobre o qual arrecada comissões.

    Segundo analistas que acompanham a trajetória da marca nas últimas duas décadas, a Apple recorre à sua posição dominante, à fidelidade do público e a estratégias que funcionaram anteriormente. As vendas recordes do iPhone 17 -sucessor do produto sobre o qual a companhia fundou seu atual império tecnológico, com presença nos cinco continentes -sinalizam que a escolha tem sido eficaz.

    A falta de investimento direto e massivo em IA generativa, embora preserve o caixa, é vista como uma aposta arriscada por Thomas Monteiro, analista-chefe da plataforma Investing.com.

    “Google, Amazon e Microsoft fizeram a leitura de que quem tiver a infraestrutura por trás dos modelos de inteligência artificial terá controle da tecnologia. Se essa ideia se provar correta, a Apple vai ter que correr atrás e gastar muito dinheiro”, diz o analista.

    A empresa, contudo, não assiste à concorrência de braços cruzados. A companhia já fechou acordos com a OpenAI, criadora do ChatGPT, e, em fevereiro passado, com o Google, que terá prioridade nos sistemas da Apple -aos moldes do que já ocorre com os buscadores de internet. Além disso, a Apple concluiu a compra de dez empresas especializadas em infraestrutura para IA.

    A escalada de Jobs ao topo do setor com a Apple, já em uma segunda passagem iniciada em 1997, se baseou também na tomada de controle de negócios menores. Em 1999, a empresa comprou o tocador de música SoundJam, uma das fundações do iTunes e do iPod.

    Essa plataforma, acoplada ao iTunes Store, permitiu que a Apple rentabilizasse a crise da pirataria digital com a venda de faixas a US$ 0,99. A preocupação de Jobs em perder o mercado fonográfico para os celulares impulsionou a criação do iPhone em 2007, lançado logo após o LG Prada (2006), o primeiro com tela sensível ao toque.

    Em 2008, o iPhone 3G consolidou o tripé do smartphone contemporâneo: conexão à internet, loja de aplicativos e interface touchscreen. Até o surgimento dos aparelhos vestíveis, essa definição permaneceu inabalada -e o desempenho comercial de óculos com IA, como o Ray-Ban da Meta, ainda não atinge a popularidade dos iPhones.

    A Apple não foi a pioneira na interface gráfica ou no mouse (dispositivo cujo fio remetia à cauda de um rato). A Xerox lançara o primeiro computador com interface gráfica em 1975 -o Alto, desenvolvido no PARC, divisão de pesquisa da empresa. O mouse surgiu na mesma época, em Stanford. A ferramenta só se popularizou com o Lisa, computador da Apple de 1983.

    “A Apple nunca foi uma empresa pioneira. É uma empresa que aperfeiçoa a tecnologia, entende as vontades do mercado e entrega o que as pessoas esperam”, afirma Monteiro. “O capital agregado da Apple está, de maneira geral, no valor de seus produtos.”

    O jornalista Filipe Espósito, especialista na cobertura da empresa com passagens pelo 9to5Mac e Macworld, pondera que a Apple enfrenta desafios geopolíticos e regulatórios. No Brasil, o Cade determinou a flexibilização das regras para a oferta de apps fora da App Store. “Mais de 20% da receita da Apple vem de serviços, motivo pelo qual a empresa é tão relutante em abrir mão de certas amarras”, afirma Espósito.

    A concorrência de fabricantes chinesas também se tornou mais agressiva. “O recente lançamento do MacBook Neo e do iPhone 17e, ambos considerados aparelhos de entrada e vendidos por cerca da metade do preço dos modelos médios, prova que a Apple quer atingir novos públicos”, diz o jornalista.

    “Tudo isso acontece em meio a discussões sobre uma possível passagem de bastão do CEO da Apple, Tim Cook, para outra pessoa, o que reacende as discussões sobre o que esperar da Apple no futuro e como uma nova liderança deve impactar o caminho que a empresa vem trilhando”, emenda Espósito.

    “Uma vez ou outra, surge um produto revolucionário que muda tudo”, declarou Jobs ao apresentar o primeiro iPhone. Cinquenta anos após sua fundação, a Apple parece ter trocado o risco da vanguarda pela segurança do balanço financeiro. Ao encerrar projetos de carros inteligentes e realidade aumentada para priorizar infraestrutura e modelos de entrada, a companhia sinaliza que, no momento, a manutenção do império é mais urgente do que a próxima revolução.

    VEJA AS COMPANHIAS PÚBLICAS MAIS VALIOSAS DO MUNDO

    1. Nvidia – US$ 4,238 trilhões
    2. Apple – US$ 3,730 trilhões
    3. Alphabet (Google) – US$ 3,470 trilhões
    4. Microsoft – US$ 2,751 trilhões
    5. Amazon – US$ 2,235 trilhões

    RELEMBRE A TRAJETÓRIA DA APPLE

    1971 – Steve Wozniak conhece Steve Jobs
    Março de 1975 – Wozniak apresenta o protótipo do Apple I no Homebrew Computer Club
    Dezembro de 1975 – Apple inicia vendas do Apple I em Mountain View, Califórnia
    1º de abril de 1976 – Apple Computer Company é oficialmente fundada
    Janeiro de 1977 – Mike Markkula faz o primeiro grande investimento na empresa
    Abril de 1977 – Lançamento do Apple II
    1980 – IPO (abertura de capital) da Apple
    1983 – Lançamento do Lisa; o preço de US$ 10 mil resulta em fracasso comercial
    1984 – Lançamento do Macintosh
    1985 – Jobs deixa a Apple após disputas internas e resultados baixos
    1991 – Macintosh PowerBook estabelece o formato moderno dos notebooks
    1993 – Lançamento do Newton MessagePad (PDA), que não ganha o mercado
    1997 – Retorno de Jobs e simplificação da linha de produtos
    1999 – Compra do SoundJam (origem do iTunes)
    2001 – Lançamento do iTunes e do iPod
    2003 – Lançamento da iTunes Music Store e do navegador Safari
    2007 – Lançamento do primeiro iPhone
    2008 – Lançamento da App Store no iOS
    2008 – Surgimento do sistema Android no aparelho HTC Dream
    2010 – Lançamento do Galaxy S, consolidando a concorrência ao iPhone. Apple lança iPad
    2011 – Lançamento da assistente virtual Siri. Jobs morre, e Cook assume
    2011 – Lançamento do Apple Watch
    2016 – Introdução dos AirPods
    2024 – Lançamento dos óculos de realidade mista Apple Vision Pro

    PRINCIPAIS PRODUTOS (2026)

    Smartphones:
    – iPhone 17 Pro e Pro Max: Topo de linha (a partir de R$ 11.499)
    – iPhone 17 e 17 Plus: Modelos padrão
    – iPhone 17e: Modelo de entrada, câmera única (a partir de R$ 5.799)

    Notebooks:
    – MacBook Neo: Modelo de entrada (a partir de R$ 7.299)
    – MacBook Air: (A partir de R$ 13.999)
    – MacBook Pro: (A partir de R$ 20.999).

    Apple, aos 50 anos, atravessa transição da IA apostando no que deu certo no passado

  • Astronauta mostra “batata alienígena” no espaço e viraliza

    Astronauta mostra “batata alienígena” no espaço e viraliza

    Imagem feita na Estação Espacial Internacional mostra alimento com aparência inusitada, que lembra criatura extraterrestre. Foto chamou atenção nas redes sociais e foi explicada por Don Pettit, que destacou o potencial das batatas em futuras missões espaciais

    O astronauta Don Pettit, da NASA, já acostumou seus seguidores no Instagram com imagens impressionantes feitas durante suas missões na Estação Espacial Internacional. Ainda assim, uma das fotos compartilhadas por ele neste mês de março chamou atenção pelo aspecto inusitado.

    A imagem mostra um objeto arredondado com o que parecem ser tentáculos roxos saindo de um dos lados. À primeira vista, o formato curioso pode até lembrar uma criatura alienígena.

    Mas o objeto é bem mais simples do que parece: trata-se de uma batata, apelidada pelo astronauta de “Spudnik-1”, em referência ao primeiro satélite artificial, o Sputnik-1.

    Os “tentáculos” roxos são, na verdade, brotos da própria batata. Já a parte branca visível na superfície é velcro, usado para evitar que o alimento flutue descontroladamente em ambiente de microgravidade.

    “Na Expedição 72 levei batatas para a minha ‘hora espacial’, uma atividade que eu fazia no tempo livre”, explicou Pettit na publicação. “Esta é uma batata roxa precoce, com um pequeno pedaço de velcro para mantê-la fixa no meu terrário improvisado com luz artificial.”

    O astronauta, que esteve na estação entre setembro de 2024 e abril de 2025, destacou ainda a importância do alimento para futuras missões espaciais.

    “As batatas são uma das plantas mais eficientes em termos de valor nutricional em relação à massa total. Elas terão um papel importante na futura exploração do espaço”, afirmou.
     
     

     
     
     

     
     
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    Astronauta mostra “batata alienígena” no espaço e viraliza

  • Austrália ameaça TikTok, Instagram e YouTube por não protegerem menores

    Austrália ameaça TikTok, Instagram e YouTube por não protegerem menores

    Autoridade aponta possível descumprimento de lei que proíbe redes sociais para menores de 16 anos. Plataformas podem sofrer multas milionárias, enquanto medida gera debate global sobre segurança, privacidade e impacto no uso da internet

    O órgão regulador da internet na Austrália anunciou a abertura de uma investigação contra grandes plataformas digitais, como TikTok, Instagram e YouTube, por suspeita de descumprirem a proibição de uso de redes sociais por menores de 16 anos.

    O país se tornou, em dezembro, o primeiro do mundo a adotar essa medida, com o objetivo de proteger crianças e adolescentes dos impactos negativos das redes na saúde mental.

    Segundo a reguladora Julie Inman Grant, apesar de algumas ações iniciais por parte das empresas, há preocupação de que nem todas estejam cumprindo integralmente a legislação. “Existem sérias dúvidas sobre se plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e YouTube estão respeitando a proibição. Por isso, entramos agora em uma fase mais rigorosa de fiscalização”, afirmou.

    As empresas que descumprirem a lei podem ser multadas em valores que ultrapassam 25 milhões de euros.

    “Essas plataformas podem escolher cumprir as regras ou enfrentar consequências cada vez mais graves, incluindo danos à reputação perante governos e usuários em todo o mundo”, acrescentou a reguladora.

    A medida australiana vem sendo acompanhada de perto por outros países. Na última semana, a Indonésia também proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos. No Brasil, desde o início de março, contas de menores passaram a ser vinculadas às dos pais. Já na Europa, países como a França discutem propostas semelhantes.

    Na Austrália, cabe às próprias plataformas garantir que os usuários tenham mais de 16 anos. Algumas empresas afirmam utilizar inteligência artificial para estimar a idade com base em fotos, enquanto outras exigem envio de documentos.

    Embora a maioria das companhias tenha se comprometido a seguir a lei, há críticas. As empresas alertam que a proibição pode empurrar adolescentes para ambientes digitais menos regulados e potencialmente mais perigosos.

    A Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, afirmou que a medida pode não estar alcançando os resultados esperados e destacou preocupações de pais e especialistas sobre o possível isolamento dos jovens.

    Já o Reddit entrou com recurso contra a decisão, classificando-a como juridicamente equivocada. A empresa também aponta riscos à privacidade, já que a verificação de idade exige coleta de dados pessoais, o que pode aumentar a chance de vazamentos.
     
     
     

    Austrália ameaça TikTok, Instagram e YouTube por não protegerem menores