Categoria: TECNOLOGIA

  • Instagram testa mudança que afeta forma de publicar na plataforma

    Instagram testa mudança que afeta forma de publicar na plataforma

    Alguns usuários relatam notificações ao tentar incluir mais de três hashtags em um post, indicando que a rede social pode estar avaliando uma nova limitação antes de decidir se irá adotá-la de forma definitiva.

    O Instagram parece ter começado a limitar o número de hashtags por publicação, com alguns usuários recebendo um aviso ao tentar postar conteúdo com mais de três hashtags.

    Segundo o site GSMArena, a plataforma não anunciou oficialmente a mudança, e a notificação não aparece para todos. A medida, portanto, pode estar em fase de testes ou sendo liberada gradualmente para parte dos usuários.

    Também é possível que a empresa queira observar como a restrição afeta o comportamento na plataforma antes de decidir se a mudança será ou não adotada de forma definitiva.

    Não há confirmação sobre a expansão da medida para todos os perfis. Caso seja implementada globalmente, a limitação pode representar mais um passo na direção de tornar o Instagram uma rede cada vez mais orientada a influenciadores, reduzindo a possibilidade de usuários descobrirem novas contas por meio de hashtags.

    Instagram testa mudança que afeta forma de publicar na plataforma

  • Nvidia reforça liderança em IA e data centers em meio à pressão crescente do Google

    Nvidia reforça liderança em IA e data centers em meio à pressão crescente do Google

    A empresa investirá US$ 2 bilhões na Synopsys, ampliará colaboração com a Hewlett Packard Enterprise e terá tecnologia integrada em robôs da Fanuc e modelos da Mistral. Segundo a diretora financeira, clientes seguem fiéis ao ecossistema da companhia e não há sinais de perda de participação.

    A Nvidia anunciou nesta terça-feira, 2, uma série de novas parcerias que reforçaram a percepção de avanço da companhia em meio à crescente competição do hardware de inteligência artificial (IA) do Google. Os anúncios ampliaram a atenção sobre a capacidade da empresa de sustentar sua liderança em data centers e aplicações industriais, mesmo diante da pressão por alternativas desenvolvidas por grandes concorrentes.

    Nos últimos meses, preocupações sobre possível perda de participação para os Tensor Processing Units do Google alimentaram dúvidas no mercado. Buscando afastar esse temor, a diretora financeira Colette Kress afirmou, durante a UBS Global Technology and AI Conference, que a Nvidia não vê sinais de enfraquecimento de sua posição. Segundo ela, os clientes seguem fiéis ao ecossistema da companhia e \”a maior parte dos novos chips de IA que estamos enviando está adicionando capacidade em data centers, não substituindo a base instalada\”. Kress ressaltou que os projetos mais recentes envolvem construções inteiramente novas, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países.

    O impulso adicional veio do anúncio de que a Nvidia investirá US$ 2 bilhões na Synopsys, maior fornecedora de software de automação de design eletrônico, iniciativa que pode ampliar o uso das GPUs da empresa em áreas como automotivo, aeroespacial e industrial. Analistas apontaram que, assim como a Nvidia transformou a computação científica ao substituir CPUs por GPUs na última década, a parceria pode desencadear uma mudança semelhante no design industrial em poucos anos.

    A companhia também ampliou sua colaboração com a Hewlett Packard Enterprise, que abrirá na França um laboratório para testes de cargas de trabalho em infraestrutura localizada na União Europeia. Além disso, a fabricante japonesa Fanuc informou que integrará tecnologia Nvidia em robôs capazes de responder a comandos de voz, enquanto a europeia Mistral apresentou sua nova geração de modelos de IA, todos treinados com chips Hopper.

     

    Nvidia reforça liderança em IA e data centers em meio à pressão crescente do Google

  • Austrália impõe bloqueio de redes sociais para menores de 16 anos

    Austrália impõe bloqueio de redes sociais para menores de 16 anos

    Nova política deve afetar milhões de jovens e alterar rotinas online

    A Austrália está prestes a implementar uma das medidas mais rígidas do mundo contra o uso de redes sociais por jovens. A partir de 10 de dezembro de 2025, plataformas com “restrição por idade” — como Instagram, TikTok, YouTube, Snapchat, X, Reddit, Twitch, Facebook e Threads — terão de provar que removem ou bloqueiam usuários com menos de 16 anos. As empresas que não cumprirem a regra poderão ser multadas em até 49,5 milhões de dólares australianos (aproximadamente R$ 173,7 milhões). As gigantes da tecnologia afirmam que já estão implantando sistemas de segurança: a Meta começará a desativar contas de menores em 4 de dezembro, e a Snap informou que usuários com menos de 16 anos poderão ter suas contas suspensas até completarem a idade mínima.

    A proibição chega em um momento sensível: o início das férias de verão na Austrália. Para milhões de adolescentes, pode ser o primeiro recesso escolar em anos sem rolar feeds infinitos, algoritmos consumindo atenção ou acesso fácil a amigos online. Mesmo pais que apoiam a medida reconhecem que um verão sem redes sociais pode parecer interminável.

    Enquanto isso, no Brasil, o uso de redes sociais entre crianças e adolescentes já é extremamente difundido. Pesquisa de 2024 realizada pela TIC Kids Online Brasil indica que 92% dos jovens de 9 a 17 anos acessam a internet. Desse total, grande parte tem perfil em redes sociais: estudos apontam que plataformas como WhatsApp, YouTube, Instagram e TikTok são as mais utilizadas e muitas vezes acessadas várias vezes ao dia.

    O contexto brasileiro reforça a importância da discussão. Com acesso massivo desde idades precoces, tais plataformas já fazem parte da rotina — social, escolar e pessoal — de milhões de jovens. A proposta australiana, portanto, serve como um provável sinal de alerta internacional sobre os limites e os riscos do convívio precoce com redes sociais.

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    Austrália impõe bloqueio de redes sociais para menores de 16 anos

  • Índia obriga marcas de celulares a instalarem app do governo

    Índia obriga marcas de celulares a instalarem app do governo

    A nova diretiva do governo indiano determina que todos os celulares, novos e já em circulação, incluam o aplicativo Sanchar Saathi de forma permanente. A medida, apresentada como ação de combate a fraudes e roubos, enfrenta forte contestação de grupos de direitos digitais e partidos de oposição.

    O governo da Índia aprovou uma medida que determina que todos os fabricantes instalem um aplicativo obrigatório de segurança digital em celulares vendidos no país. Os aparelhos que chegarem ao mercado já deverão trazer o app instalado, enquanto os que já estão em circulação receberão a ferramenta por meio de uma atualização de software.

    Segundo a agência Reuters, a ordem já foi enviada a empresas como Apple, Samsung, Xiaomi e outras fabricantes que atuam no país. O aplicativo, chamado Sanchar Saathi, terá de aparecer pré-instalado nos novos dispositivos e também deverá ser incorporado aos modelos atuais em até 90 dias.

    A justificativa apresentada pelo governo indiano é o combate a fraudes. A ferramenta inclui recursos para registrar celulares roubados e bloquear o aparelho de forma remota, impedindo seu uso por terceiros. Em entrevista à CNBC, o ministro das Comunicações, Jyotiraditya Scindia, afirmou que a proposta busca “proteger o consumidor” e que o app permite reagir rapidamente em caso de perda ou furto.

    A iniciativa, porém, provocou forte reação. O maior partido de oposição e entidades que defendem privacidade e liberdade digital criticaram a medida. A Internet Freedom Foundation publicou nas redes sociais que a determinação representa “uma expansão preocupante do poder do Executivo sobre dispositivos pessoais”.

    No comunicado, a organização reconhece que o combate à fraude é um objetivo legítimo, mas considera que a solução apresentada é desproporcional, juridicamente frágil e prejudicial à privacidade dos usuários. A entidade afirmou ainda que pretende contestar a determinação e trabalhar para que ela seja revogada.

    Índia obriga marcas de celulares a instalarem app do governo

  • Google anuncia cátedra de IA com a USP e bolsas para brasileiros

    Google anuncia cátedra de IA com a USP e bolsas para brasileiros

    Na América Latina, o programa contempla pesquisadores com até US$ 15 mil (R$ 80 mil) por ano para cobrir atividades relativas à pesquisa e viagens, além de designar para o beneficiado um mentor ligado ao Google. Os pagamentos podem ser feitos por até dois anos a cada selecionado

    (CBS NEWS) – O Google anunciou, na tarde desta segunda-feira (1º), um conjunto de iniciativas de apoio à pesquisa acadêmica com foco em tecnologia no Brasil. Entre elas, está uma cátedra em parceria com o Instituto de Estudos Avançados da USP e a expansão de um programa internacional de bolsas para pós-graduação, que passou a contemplar pesquisadores brasileiros.

    A Cátedra IA Responsável vai ser liderada pelo sociólogo e economista Carlos Américo Pacheco. O objetivo do projeto, que vai durar três anos, é oferecer bolsas para estudantes não só de engenharia e ciência da computação, mas também direito, sociologia e artes, entre outras áreas.

    Segundo o coordenador acadêmico da iniciativa, o sociólogo Glauco Arbix, a ideia é ter um laboratório de pesquisas sobre políticas públicas envolvendo a IA, além de questões éticas, legais e econômicas.

    Em nota, Pacheco diz que a cátedra vai estudar como evitar riscos ligados à nova tecnologia, como ameaças à segurança cibernética, impactos no trabalho ou o viés de algoritmos sem supervisão.

    Quanto ao programa Google PhD Fellowship, que oferece bolsas para pesquisadores de pós-graduação, a empresa anunciou que ele foi expandido e, hoje, contempla oito pesquisadores de seis universidades brasileiras -ao todo, são 255 estudantes no mundo que recebem um investimento total de US$ 10 milhões (R$ 53 milhões) da área filantrópica da empresa.

    Na América Latina, o programa contempla pesquisadores com até US$ 15 mil (R$ 80 mil) por ano para cobrir atividades relativas à pesquisa e viagens, além de designar para o beneficiado um mentor ligado ao Google. Os pagamentos podem ser feitos por até dois anos a cada selecionado.

    Não é a primeira parceria da empresa americana com a USP. Ano que vem, o Google vai inaugurar seu centro de engenharia dentro da Cidade Universitária. A companhia foi contemplada pelo programa IPT Open, que chama empresas para ocuparem o histórico prédio do instituto por dez anos em troca de contrapartidas financeiras e não financeiras.

    O Google também divulgou nesta quinta a assinatura de um memorando de entendimento com a Embraer, numa cooperação que tem o objetivo de avaliar aplicações futuras da IA na indústria aeronáutica. As duas empresas não deram detalhes de como essa parceria vai acontecer na prática, mas dizem que começam agora a mapear oportunidades de colaboração.

    Google anuncia cátedra de IA com a USP e bolsas para brasileiros

  • Cobertura do 5G chega a 64% da população, enquanto só 20% dos usuários têm aparelho compatível

    Cobertura do 5G chega a 64% da população, enquanto só 20% dos usuários têm aparelho compatível

    Ao fim de novembro, exatos quatro anos após os leilões do espectro de rede, o sinal até dez vezes mais rápido do que a tecnologia anterior chegava a 64% da população. A meta para 2027, já superada, era de disponibilidade para 57% da população.

    (CBS NEWS) – Mais de 2.000 municípios já têm cobertura da conexão 5G, mostram dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), mas só uma fração dos usuários está conectada a esta rede por não ter um aparelho de telefone mais moderno.

    Ao fim de novembro, exatos quatro anos após os leilões do espectro de rede, o sinal até dez vezes mais rápido do que a tecnologia anterior chegava a 64% da população. A meta para 2027, já superada, era de disponibilidade para 57% da população.

    A parcela de consumidores brasileiros conectados à internet rápida, porém, é bem inferior: Cerca de 20% das linhas de telefonia móvel têm acesso ao 5G -eram 55,1 milhões entre os 270,1 milhões de pontos de acesso.

    De acordo com o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, as pessoas continuam comprando aparelhos limitados ao 4G por causa do preço menor. “Esse é um tema que a gente tem conversado com o Ministério das Comunicações: como promover a redução dos custos do celular 5G no Brasil”, diz.

    A base de aparelhos celulares no Brasil inclui, ao mesmo tempo, dispositivos 2G, 3G, 4G e 5G.

    “A rede está aí, construída, é a mais rápida do mundo”, diz o presidente da Anatel.

    As três principais operadoras do Brasil -as multinacionais Vivo, Claro e TIM- têm as conexões móveis com maiores velocidades de download do planeta, de acordo com a consultoria internacional Opensignal. Há outros rankings, como desempenho em jogos onlines e qualidade de cobertura, nos quais essas empresas não figuram.

    Para Baigorri, o desenho do leilão de radiofrequências foi essencial para a construção célere de infraestrutura. A Anatel escolheu um modelo não-arrecadatório. “Em vez de pagar com dinheiro que vai para o Tesouro, a empresa paga com construção de rede.”

    A estratégia permitiu que o regulador impusesse “obrigações muito agressivas” de investimento em infraestrutura, diz Baigorri.

    A competitividade crescente no serviço de telefonia também impulsionou o 5G, afirma o presidente da Anatel. “Isso fez que as grandes empresas começassem uma corrida para ver quem tem mais 5G, mais cobertura 5G, mais cidades com 5G, mais ofertas 5G.”

    O leilão do 5G abriu caminho para a entrada de novas operadoras no serviço de telefonia móvel com a venda de lotes regionais. Foi o caso dos provedores de fibra ótica Brisanet, Unifique e Copel Telecom. Nesse modelo, o ganhador firmou o compromisso de levar infraestrutura a apenas uma região.

    As companhias regionais ainda receberam um impulso da Anatel. O regulador estabeleceu um esquema de transição no qual as grandes operadoras deveriam compartilhar suas torres com as novas empresas até 2030, para que estas tivessem tempo de se estabelecer.

    Outro fator que acelerou o avanço da cobertura 5G foi a liberação antecipada da faixa de 3,5 gigahertz, diz o diretor de engenharia da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), Eduardo Grizendi. Esse pedaço do espectro de onda brasileiro era ocupado pela transmissão de TV via satélite. Hoje, é por onde passa o sinal do 5G standalone, uma versão ainda mais rápida do 5G.

    “O aumento da diversidade das aplicações também contribuiu para a expansão do 5G, em especial, o uso no agronegócio e a implantação de redes privativas pela indústria”, afirma Grizendi.

    De acordo com o Ministério das Comunicações, a implementação do 5G no país, que começou em 2022 (três anos depois do início da operação comercial da tecnologia na Coreia do Sul), é um dos mais rápidos do mundo.

    Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, diz que o avanço do 5G é resultado de uma política pública planejada e comprometida com o desenvolvimento econômico.

    “As empresas entendem que o Brasil é um país atrativo para investimentos e com uma economia digital crescente”, afirmou.

    Cobertura do 5G chega a 64% da população, enquanto só 20% dos usuários têm aparelho compatível

  • Samsung anuncia o Z TriFold, o primeiro dobrável triplo da marca

    Samsung anuncia o Z TriFold, o primeiro dobrável triplo da marca

    A Samsung confirmou que planeja lançar o Galaxy Z TriFold fora da Coreia do Sul em breve, com mercados como China, Taiwan, Singapura, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos já previstos, a chegada a esses países pode ocorrer no início de 2026.

    Depois de muitos rumores, vazamentos e indícios por parte de seguidores da Samsung, a empresa sul-coreana anunciou oficialmente seu primeiro smartphone dobrável triplo. O modelo se chama Galaxy Z TriFold e estreia na Coreia do Sul no dia 12 de dezembro.

    O Galaxy Z TriFold traz uma tela principal de 10 polegadas com resolução 2.160 × 1.584 e taxa de atualização de até 120 Hz. Na face externa há uma tela secundária de 6,5 polegadas, 2.520 × 1.080 de resolução e também taxa de até 120 Hz. Quando totalmente dobrado, o aparelho tem 12,9 mm de espessura; aberto, o painel central atinge apenas 4,2 mm.

    No interior do aparelho há um processador Snapdragon 8 Elite, 16 GB de RAM, opções de 512 GB ou 1 TB de armazenamento, bateria de 5.600 mAh com carregamento rápido com fio de 45 W e carregamento sem fio de 15 W. A câmera traseira é tripla: sensor principal de 200 MP, teleobjetiva de 10 MP e ultra grande angular de 12 MP. A câmera frontal de selfies tem 10 MP.

    A Samsung confirmou que planeja lançar o Galaxy Z TriFold fora da Coreia do Sul em breve, com mercados como China, Taiwan, Singapura, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos já previstos, a chegada a esses países pode ocorrer no início de 2026.

    Samsung anuncia o Z TriFold, o primeiro dobrável triplo da marca

  • OpenAI trabalha em plataforma de publicidade no ChatGPT, mostra versão de teste de app

    OpenAI trabalha em plataforma de publicidade no ChatGPT, mostra versão de teste de app

    A OpenAI trabalha em uma ferramenta de propaganda para o ChatGPT, segundo vazamento do app beta para Android. O código inclui referências a anúncios e busca, sinalizando modelo similar ao Google. A empresa busca novas receitas diante de altos custos de nuvem, enquanto Sam Altman admite não descartar publicidade.

    (CBS NEWS) – A OpenAI já trabalha em uma ferramenta de propaganda para o ChatGPT, mostra um vazamento do último sábado (28). Mecanismo é o primeiro passo para a venda de anúncios publicitários.

    Trechos do código da versão de testes do aplicativo do chatbot para Android incluem referências a “ads”, uma sigla para publicidade em inglês (advertising). O script é a estrutura básica para implementar direcionamento de anúncios. O foco parece ser o mecanismo de busca, em um modelo de negócios similar ao do Google.

    Os indícios foram encontrados por Tibor Blaho, o engenheiro-chefe de um programa feito para otimizar o uso do ChatGPT e do concorrente Claude. “Na versão beta mais recente do app do ChatGPT para Android, ao comparar com a versão anterior, vi novas linhas como ‘recurso de anúncios’, ‘conteúdo do bazar’, ‘anúncio de pesquisa’ e ‘carrossel de anúncios para busca’ que não estavam lá antes”, escreveu Blaho no X (ex-Twitter).

    A startup de inteligência artificial, hoje a mais valiosa do mundo (valor de mercado estimado em US$ 500 bilhões), busca novas fontes de receita para suprir seu alto investimento na contratação de serviços de nuvem.

    O banco britânico HSBC estima que a OpenAI, mesmo se multiplicar sua base de assinantes do serviço premium e tiver sucesso na venda de anúncios, precisará de US$ 207 bilhões em 2030 para bancar seus atuais contratos com provedores de computação avançada. É esse o serviço que permite o desenvolvimento e funcionamento das IAs contemporâneas.

    Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a startup respondeu.

    Desde o lançamento da rede social baseada em vídeos de IA Sora em setembro, a OpenAI fez uma série de anúncios de produtos: o navegador Atlas, os bate-papos em grupo no ChatGPT e, agora, a possível ferramenta de propaganda.

    A criadora do ChatGPT tem um braço dedicado a desenvolver produtos lucrativos desde 2022, quando o executivo Nick Turley foi contratado do serviço de armazenamento na nuvem Dropbox. Além dos produtos citados, foi esse o departamento responsável por deixar o ChatGPT mais popular e bajulador, mostra reportagem do New York Times.

    Desde então, equipe de Turley recebeu reforços de ex-funcionários da Meta, a dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, e um império da publicidade digital. 

    Hoje, 30% da equipe de 3.000 pessoas da OpenAI veio do conglomerado de redes sociais, mostra levantamento do site especializado The Information -são 630 egressos da Meta.

    Ainda de acordo com o The Information, a empresa discute se pode usar o mecanismo de personalização do ChatGPT para direcionar as propagandas. É essa a ferramenta que faz o chatbot lembrar conversas anteriores e ajustar seu tom a depender do interlocutor.

    A ativação de recursos de privacidade no ChatGPT, hoje, já compromete o funcionamento desse mecanismo de memória.

    Enquanto os funcionários discutem como acrescentar publicidade nas plataformas de IA, o CEO da OpenAI, Sam Altman, já vem ajustando seu discurso sobre propaganda nos últimos meses.

    No início do ano, ele dizia que anúncios seriam um “último recurso” -“algo singularmente pertubador”. No mês passado, Altman afirmou, em entrevista a um podcast especializado, que os considera “um pouco desagradáveis”, mas que não são descartáveis.

    OpenAI trabalha em plataforma de publicidade no ChatGPT, mostra versão de teste de app

  • Google reduz limite diário de criação de imagens no Nano Banana Pro

    Google reduz limite diário de criação de imagens no Nano Banana Pro

    Com a alta demanda pelo novo modelo de geração de imagens do Gemini, usuários do plano gratuito agora podem criar apenas duas imagens por dia. O Nano Banana Pro oferece recursos avançados, como produção de infográficos e imagens com texto em vários idiomas.

    O Google passou a impor limites mais rígidos para o uso do Nano Banana Pro, o novo modelo de geração de imagens por Inteligência Artificial disponível no Gemini, seu assistente conversacional. O recurso se tornou tão popular que a empresa decidiu reduzir o número de imagens que cada usuário pode criar gratuitamente por dia.

    Segundo o site 9to5Google, a empresa atualizou sua página de suporte informando que usuários do plano gratuito do Gemini agora só podem gerar duas imagens diárias com o Nano Banana Pro. Antes, o limite era de três. Em nota, o Google afirma que “a criação e edição de imagens está com uma procura elevada” e que os limites podem mudar com frequência, sendo renovados diariamente.

    O que é o Nano Banana Pro

    O Nano Banana Pro é a nova geração da ferramenta de criação e edição de imagens do Google, integrada ao Gemini. A atualização tornou o modelo mais rápido, mais poderoso e capaz de produzir imagens com texto em vários idiomas, além de infográficos e esquemas baseados em dados reais disponíveis na busca do Google.

    O modelo foi lançado junto à versão mais recente do bot de IA da empresa e se tornou rapidamente um dos recursos mais utilizados no sistema. A ferramenta também se destaca por combinar criação visual e compreensão contextual, permitindo resultados mais detalhados e precisos.

    Como usar o Nano Banana Pro

    Para acessar o recurso, basta abrir o Gemini e selecionar a opção Criar imagem, indicada por um ícone de banana logo abaixo do campo de texto. É necessário escolher o modelo Thinking com o selo 3 Pro no canto inferior direito da caixa de entrada e, em seguida, descrever a imagem desejada.

    Mesmo com as restrições na versão gratuita, o Nano Banana Pro segue acessível para quem deseja criar imagens rapidamente dentro da própria plataforma do Google, enquanto a empresa tenta equilibrar o alto volume de solicitações e a demanda crescente pelo modelo visual.
     
     

     

    Google reduz limite diário de criação de imagens no Nano Banana Pro

  • Líder do Google quer enviar data centers para o Espaço

    Líder do Google quer enviar data centers para o Espaço

    Sundar Pichai revelou o Project Suncatcher, iniciativa que prevê instalar unidades de processamento em órbita para ampliar a capacidade computacional do Google. A proposta, tratada como ousada até pelo próprio CEO, reflete a corrida por infraestrutura para sustentar modelos avançados de Inteligência Artificial

    O Google está entre as empresas que mais investem no desenvolvimento de modelos de Inteligência Artificial, um avanço que depende diretamente da ampliação de sua capacidade de computação para suportar sistemas cada vez maiores e mais complexos.

    Para enfrentar esse desafio, o CEO Sundar Pichai apresentou uma ideia que ele próprio admite soar ousada: levar data centers para o espaço. A iniciativa, batizada de Project Suncatcher, foi detalhada no novo episódio do podcast “Google AI: Release Notes” e já havia sido anunciada no início de novembro.

    De acordo com o Business Insider, a proposta envolve colocar unidades de processamento em órbita para expandir o poder computacional global do Google. Pichai afirmou que, apesar de parecer futurista, a ideia ganha lógica diante da demanda crescente por processamento de IA. “Quando você dá um passo atrás e entende o volume de computação que será necessário, começa a fazer sentido e é apenas uma questão de tempo”, disse.

    O CEO não apresentou um cronograma oficial, mas indicou que pretende avançar rapidamente. “Espero que em 2027 tenhamos uma Unidade de Processamento de Tensor no espaço”, afirmou, fazendo referência ao TPU, o chip de Inteligência Artificial desenvolvido pelo Google.

    Líder do Google quer enviar data centers para o Espaço