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  • Correios reabrem inscrição para Plano de Desligamento Voluntário

    Correios reabrem inscrição para Plano de Desligamento Voluntário

    Em comunicado de dezembro, os Correios declaram que a expectativa é que o PDV tenha o potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada nas despesas de pessoal com as demissões é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028.

    Os Correios reabrirão, a partir da primeira semana de fevereiro, as inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos empregados da estatal. A participação no programa é pessoal e voluntária e ficará aberta até 31 de março. Os desligamentos serão concluídos até o fim de maio.

    Em comunicado de dezembro, os Correios declaram que a expectativa é que o PDV tenha o potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada nas despesas de pessoal com as demissões é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028.

    Os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e mais de 10 mil funcionários terceirizados.

     

    O PDV 2026 integra a Fase 1 do Plano de Reestruturação econômico-financeiro para o período de 2025–2027. O objetivo de reduzir os custos da empresa para garantir a sustentabilidade dos Correios e sua relevância social.

    O Plano de Desligamento Voluntário de 2025 teve a adesão de cerca de 3,5 mil empregados da estatal.

    Novidades do PDV 2026

    Em mensagem divulgada a todos os empregados, a empresa informou que o novo Plano de Desligamento Voluntário mantém o incentivo financeiro praticado no PDB anterior, em 2025, e apresenta algumas novidades.

    O PDV 2026 põe fim às restrições de idade máxima (antes destinado a quem tinha 55 anos e mais). Agora, qualquer empregado pode aderir ao plano, desde que tenha pelo menos dez anos de casa. Outra condição é que o empregado tenha recebido remuneração por, no mínimo, 36 meses, nos últimos 60 meses. O interessado não pode ter completado 75 anos até a data do desligamento.

    Pelas regras do PDV, os empregados e seus dependentes poderão optar pelo Plano de Saúde Família, com mensalidades mais acessíveis e cobertura regional.

    Sustentabilidade financeira

    Por fim, a comunicação interna reforça que o plano de reestruturação é necessário para reequilibrar a saúde financeira da estatal.

    Em dezembro, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para custear as ações do Plano de Reestruturação voltado à estabilização emergencial da empresa.

    A estatal projeta redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028.

    O plano de restruturação também prevê o fechamento de mil agências consideradas deficitárias. Ao todo, a infraestrutura da empresa em todo o país conta com mais de 10.350 unidades de atendimento (considerando agências próprias e outros pontos de atendimento de parceria). Há ainda 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, que são os centros logísticos onde as encomendas e cartas são processadas após a postagem e antes da entrega final.

    Ainda está prevista a venda de imóveis ociosos para gerar novos recursos e reduzir custos de manutenção.

    Crise

    Após diagnóstico, os Correios identificaram déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez. Os dados totais de 2025 ainda não foram consolidados.

     

    Correios reabrem inscrição para Plano de Desligamento Voluntário

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  • Dívida Bruta do Governo Geral cai a 78,7% do PIB em dezembro, mostra BC

    Dívida Bruta do Governo Geral cai a 78,7% do PIB em dezembro, mostra BC

    O pico da série da dívida bruta foi em dezembro de 2020 (87,6%), durante a gestão de Jair Bolsonaro

    A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 79,0% em novembro para 78,7% em dezembro, informou o Banco Central nesta sexta-feira, 30. Em valores nominais, passou de R$ 9,991 trilhões para R$ 10,018 trilhões.

    O pico da série da dívida bruta foi em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais do início da pandemia de covid-19. No nível mais baixo, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

    Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 92,3% do PIB em novembro para 93,4% no mês passado. O BC começou a divulgar a estatística em 2025.

    A DBGG que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

    Dívida Líquida

    A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) que leva em conta as reservas internacionais do Brasil aumentou de 65,2% do PIB em novembro para 65,3% em dezembro, o maior valor da série histórica da autoridade monetária.

    Em reais, atingiu R$ 8,311 trilhões.

    Dívida Bruta do Governo Geral cai a 78,7% do PIB em dezembro, mostra BC

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  • Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

    Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

    Ano de 2025 termina com recorde de carteira assinada e renda

    O Brasil registrou, no trimestre encerrado em dezembro, taxa de desocupação de 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

    Observando os dados consolidados de 2025, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6%, também a menor já registrada. O número de ocupados chegou a 103 milhões.

    O ano passado também registrou recorde na renda média mensal do trabalhador, que atingiu R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. 

    O número de carteira assinada no ano também foi o mais alto já registrado: 38,9 milhões de pessoas, expansão de 1 milhão na comparação com o ano anterior.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

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  • Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

    Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

    Estudo do Sindifisco aponta que valor corrigido pela inflação alcançaria R$ 6.694,37; veja a diferença entre a tabela de 2026 e os valores corrigidos pelo IPCA

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A defasagem da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) chegou a 157,22% em 2025, segundo cálculo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) com base no IPCA, índice oficial da inflação no país.

    Isso significa que milhões de brasileiros estão recolhendo mais imposto, ano após ano, mesmo sem elevação das alíquotas ou aumento real de renda -apenas pela não atualização da tabela.

    Apesar da sanção da lei que estabeleceu a isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais e a redução gradual do imposto até R$ 7.350 por mês, em novembro de 2025, essas medidas não recompõem a perda inflacionária acumulada ao longo dos anos.

    “O desconto que garantiu a isenção de IR para pessoas com ganhos até R$ 5.000 foi um grande avanço na direção da justiça tributária, especialmente ao ser alinhado com a cobrança de alíquota efetiva mínima de 10% para os contribuintes com rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Porém, ainda existe uma diferença de R$ 1.694,37 comparando-se a tabela corrigida pela inflação e a isenção concedida”, afirma Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional.

    De acordo com o estudo do sindicato, se a tabela estivesse integralmente corrigida pela inflação acumulada desde 1996, ano em que os reajustes automáticos foram suspensos, estariam isentos os brasileiros com renda mensal bruta de até R$ 6.694,37. Nesse cenário, apenas a parcela dos salários acima de R$ 12.374,74 por mês estaria sujeita à alíquota máxima de 27,5%, atualmente aplicada a partir de R$ 7.350.

    Para o Sindifisco, a nova lei, ao não corrigir as demais faixas da tabela, manteve a estrutura regressiva do IRPF, em que os que ganham menos acabam, proporcionalmente, pagando mais.

    Segundo ele, a manutenção das demais faixas defasadas sustenta o chamado “efeito arrasto”, quando reajustes salariais apenas para repor a inflação fazem o contribuinte subir de faixa e pagar mais imposto, mesmo sem ganho real. Isso amplia a carga tributária de forma implícita e recai de forma desproporcional sobre os contribuintes de rendas mais baixas e especialmente a classe média assalariada.

    Simulações presentes no estudo evidenciam o peso da defasagem: um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6.500 paga atualmente R$ 535,04 a mais por mês do que pagaria com a tabela corrigida integralmente. Quem ganha R$ 10 mil por mês paga R$ 1.186,87 a mais, o que corresponde a um aumento de 371,80% em relação ao valor que deveria ser devido. Já entre os que ganham acima de R$ 100 mil mensais, o impacto relativo da defasagem é de apenas 7,86%.
    Diferença entre a tabela de 2026 e valores corrigidos pela inflação
    Em R$

    Rendimento Mensal Bruto – Imposto a mais
    1.518 – 0
    2.000 – 0
    2.500 – 0
    3.000 – 0
    3.036 – 0
    3.434 – 0
    4.000 – 0
    4.358 – 0
    5.000 – 0
    5.010 – 3,58
    5.158 – 56,58
    5.272 – 97,36
    5.500 – 190,47
    5.600 – 231,28
    5.698 – 271,25
    6.000 – 382,88
    6.500 – 535,84
    6.800 – 627,38
    7.000 – 688,41
    7.100 – 718,92
    7.200 – 749,44
    7.350 – 795,21
    7.360 – 796,93
    7.400 – 803,81
    7.500 – 821,01
    7.800 – 872,61
    8.000 – 907,01
    8.500 – 992,67
    9.000 – 1.078,17
    10.000 – 1.186,87
    20.000 – 1.553,42
    45.000 – 1.553,42
    100.000 – 1.553,42
    Fonte: Sindifisco
    Para o Sindifisco Nacional, a correção integral da tabela pela inflação oficial não representa renúncia fiscal, mas sim uma obrigação do Estado de preservar o valor real da renda do trabalho, respeitando os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da progressividade.

    O sindicato defende ainda medidas estruturais, como a ampliação do número de faixas, o aumento da alíquota efetiva nos estratos superiores de renda e a tributação adequada de lucros e dividendos, como forma de corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro.

    VEJA A TABELA DE ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IR 2026

    Rendimentos tributáveis – Redução do imposto

    • até R$ 5.000 – até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
    • de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 – R$ 978,62 – (0,133145 x rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)
    • de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar o benefício para rendimentos a partir de R$ 7.350

    VEJA A TABELA DO IR A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 2.428,80 – – – –
    De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 182,16
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 394,16
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 675,49
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 908,73

    Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

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  • Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

    Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

    Cerca de 183 mil contribuintes receberão R$ 403,65 milhões

    Cerca de 183 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta sexta-feira (30), o lote da malha fina de janeiro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    Ao todo, 182.959 contribuintes receberão R$ 403,65 milhões, entre contribuintes prioritários e não-prioritários.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

    • 124.065 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
    • 27.295 contribuintes de 60 a 79 anos;
    • 15.951 contribuintes sem prioridade;
    • 7.868 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
    • 4.692 contribuintes acima de 80 anos;
    • 3.088 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.Aberta desde o último dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Pagamento

    O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.”

    Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

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  • Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

    Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

    Ao longo de 2025, houve 26,59 milhões contratações e 25,3 milhões de desligamentos; Ministro do Trabalho atribui resultado à taxa de juros; desemprego está na mínima histórica

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em 2025, o Brasil teve o pior resultado na geração de empregos formais desde de 2020, com a criação de 1,27 milhão de novos postos entre janeiro e dezembro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (29).

    Ao longo de 2025, houve 26,59 milhões contratações e 25,3 milhões de desligamentos, com número de celetistas indo de 47,1 milhões para 48,4 milhões. O aumento no total de vagas formais é de 2,71%, percentual menor do que os registrados em 2023 (3,3%) e 2024 (3,69%).

    O resultado de dezembro também mostrou uma piora na comparação com 2024, com saldo negativo de 618 mil postos de trabalho formais. O número representa uma queda de 1,26% na comparação com o último ano.

    No acumulado do ano, todos os principais agrupamentos de atividades econômicas tiveram aumento nas contratações. O maior crescimento foi de serviços, com 758 mil postos formais, um aumento de 3,29%. O segundo setor com maior saldo foi de comércio, com 247 mil novos postos formais.

    Por estado, no acumulado de janeiro a dezembro, as maiores altas foram no Amapá, onde houve aumento de 8,4% no total de postos de trabalho formais, na Paraíba, onde houve aumento de 6%, e em Piauí, com 5,81%. O pior resultado foi no Espírito Santo, onde houve um aumento de apenas 1,52%.

    O ministro Luiz Marinho, de Trabalho e Emprego, atribuiu o resultado menor em dezembro à alta da taxa de juros. Nesta quarta (28), o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa Selic em 15%, percentual que permanece inalterado desde a metade de 2025.

    Segundo o ministro, a política monetária tem afetado investimentos e a desaceleração do ritmo de crescimento da economia. Ele afirma que, se houver demora na redução dos juros, ainda haverá um tempo para que isso seja sentido pelo mercado, o que comprometeria o resultado do restante do ano.

    “Procurei dialogar com Banco Central, mostrando o que a gente conseguia interpretar das atas e que poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo [da economia]. Enxergava, institia que iríamos ter processo de diminuição de velocidade. É o que o BC esperava e trabalhou para diminuir, dada a sua responsabilidade de cumprimento nas metas. Mas isso reflete em queimar orçamento para pagar juros.”

    O ministro disse ainda que o tarifaço do presidente americano Donald Trump, que chegou a sobretaxar importações brasileiras em 50%, gerou impactos menores do que a Selic elevada, devido à abertura de mercado do Brasil para outros países. O setor de indústria, que foi um dos mais afetados pela política de Trump, teve a criação de 144 mil empregos formais.

    “O impacto do tarifaço foi amenizado pela política do governo para abrir novos mercados. Isso deu uma minimizada muito grande”, disse Marinho.

    O resultado negativo na formalidade surge apesar de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrar que o Brasil vem seguindo uma tendência de renovar a mínima histórica de desemprego. No trimestre até novembro do ano passado, a taxa de desocupação foi a 5,2%, menor percentual desde 2012, início da série histórica.

    Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

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  • Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

    Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

    A PGR irá opinar se as apurações devem continuar sob supervisão do Supremo ou se elas devem ser enviadas para a primeira instância do Judiciário. Depois dessa manifestação, Toffoli decidirá sobre o prosseguimento da investigação

    (FOLHAPRESS) – O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu encaminhar para manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) a investigação sobre a rede de influenciadores que teria sido usada pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para descredibilizar o Banco Central.

    A PGR irá opinar se as apurações devem continuar sob supervisão do Supremo ou se elas devem ser enviadas para a primeira instância do Judiciário. Depois dessa manifestação, Toffoli decidirá sobre o prosseguimento da investigação.

    A Polícia Federal identificou aproximadamente 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o “Projeto DV”, referência às iniciais do empresário.

    O recrutamento dos perfis em redes sociais que fizeram um bombardeio digital contra Banco Central e investigadores no caso Master envolveu um contrato de confidencialidade de R$ 800 mil.

    A equipe responsável pela articulação das publicações enviou mensagens a influenciadores em meados de dezembro.

    Internamente, agentes da PF que acompanham o caso já chamam o esquema de “gabinete do ódio” de Vorcaro, em alusão à rede de influenciadores digitais de direita que era utilizada pelo governo de Jair Bolsonaro para espalhar fake news sobre o sistema eleitoral e sobre adversários políticos do ex-presidente.

    Ao Supremo, a defesa de Vorcaro rejeitou qualquer envolvimento com os perfis. 

    Os advogados disseram que o ex-banqueiro “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central”.

    “[Vorcaro] cumpre rigorosamente as medidas cautelares que lhe foram impostas -embora entenda sua defesa que são desnecessárias e injustas- inclusive colaborando ativamente com as investigações em andamento, tendo respondido todas as indagações que lhe foram dirigidas em oitiva e acareação realizadas perante esta Suprema Corte no dia 30 de dezembro de 2025”, disseram.

    A informação sobre os contratos de influenciadores foi antecipada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. “Ofereceram valores expressivos”, disse o influenciador Rony de Assis Gabriel (PL-RS), que também é vereador por Erechim, a 370 quilômetros da capital gaúcha. Ele foi procurado, em 20 de dezembro, pelo marketeiro André Salvador, que disse estar com um trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise de um executivo grande”.

    Salvador contatou, em 21 de dezembro, o deputado estadual Léo Siqueira (Novo-SP). Na ocasião, o profissional de comunicação se apresentou como funcionário da agência Mithi, de Thiago Miranda, um dos sócios do Grupo Léo Dias. Ambos os parlamentares recusaram as propostas, de acordo com gravações de tela vistas pela reportagem.

    Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

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  • Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos

    Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos

    Expectativa de corte da Selic em março, alta das commodities e fluxo estrangeiro sustentam o otimismo no mercado. Ibovespa renova máximas históricas, com apoio de ações de peso como Petrobras e Vale, enquanto juros futuros e dólar recuam no início do pregão

    Um iminente corte de juros no Brasil pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em março estimula o Ibovespa no começo do pregão desta quinta-feira, 29, a despeito de o índice ter fechado ontem com mais uma marca inédita, aos 184.691,05 pontos, em alta de 1,52%. Apesar da indicação de recuo à frente da Selic, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos seguirá elevado, o que aumenta a expectativa de que investidores estrangeiros continuem aportando na B3, ao menos por enquanto.

    A valorização de 1,78% do minério de ferro em Dalian, na China, e o avanço de cerca de 3,50% do petróleo no exterior também dão suporte ao mercado. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao afirmar que o tempo para a realização de um acordo nuclear estaria se esgotando.

    No pré-mercado de ações em Nova York, os índices avançam moderadamente, após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manter a taxa de juros estável nos Estados Unidos pela primeira vez desde julho do ano passado e evitar sinalizações sobre quando poderá voltar a flexibilizá-la.

    Segundo Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, uma combinação de fatores sustenta o principal indicador da B3, como dados e balanços positivos nos EUA e o sinal de queda da Selic pelo Copom. “A alta das commodities e a sinalização de corte dos juros pelo Banco Central em março permitem o Ibovespa andar um pouco mais, em uma manhã ainda de queda dos juros futuros e do dólar, estimulando fluxo”, afirma.

    Também na véspera, após o fechamento da B3, o Copom manteve a taxa Selic em 15,00% ao ano, como esperado, e deixou claro que o próximo movimento será de queda. Muitos departamentos econômicos já previam o início dos cortes no encontro seguinte, em março, conforme mostrou a pesquisa Projeções Broadcast. Agora, diante do tom mais assertivo do comunicado, as apostas em um ritmo maior de redução do que 0,25 ponto porcentual não podem ser descartadas.

    “Há propensão ao risco, e isso se espalha para outros ativos brasileiros. Especialmente os juros futuros curtos caem. O dólar continua recuando, pois há muita gordura no carry trade. Mesmo se os Estados Unidos voltarem a cortar juros, a tendência é que investidores estrangeiros continuem surfando esse movimento. Ou seja, mesmo com queda da Selic, ainda falamos de uma taxa em torno de 12% ao final do ciclo, o que segue elevado”, avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

    Para Lucca Macieira, analista de mercado da Victrix Capital, o Ibovespa reage de forma positiva após a decisão do Copom, principalmente por causa da comunicação do Banco Central. “Foi relativamente mais dovish do que o mercado esperava. Esse fator deve sustentar o otimismo para a bolsa brasileira”, estima.

    No comunicado, o Copom indicou que, caso o cenário esperado se confirme, antevê iniciar a flexibilização da política monetária já na próxima reunião, ao mesmo tempo em que reforçou que manterá o grau de restrição necessário para assegurar a convergência da inflação à meta. “A mensagem reforça que o processo de cortes será gradual e dependente de dados”, destaca Macieira.

    Entre os destaques da agenda desta quinta-feira estão os dados fiscais e o Caged, ambos referentes a dezembro de 2025. O Caged será divulgado às 14h30. Em relação às contas do governo central — Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — houve superávit primário de R$ 22,107 bilhões em dezembro, após um período de déficit. O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava superávit de R$ 16,850 bilhões. No acumulado do ano, o resultado foi um déficit primário de R$ 61,691 bilhões.

    Mais cedo, foi divulgado o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que subiu 0,41% em janeiro, após queda de 0,01% em dezembro. A variação mensal ficou levemente abaixo da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, de 0,42%.

    No exterior, permanecem no radar a balança comercial, os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o custo unitário da mão de obra nos Estados Unidos. Após o fechamento dos mercados, Apple e Visa divulgam seus balanços.

    Às 11h12, o Ibovespa subia 0,66%, aos 185.908,94 pontos, acumulando alta de 15,38% em janeiro. Na máxima, avançou 0,95%, alcançando 186.449,75 pontos, um ganho de quase 1.760 pontos em relação à mínima de abertura, aos 184.691,70 pontos.

    Entre as blue chips, Petrobras liderava os ganhos, com alta de até 2,80%, ainda refletindo a valorização superior a 3% do petróleo. Vale avançava 1,98%. No setor bancário, Bradesco operava estável, enquanto Banco do Brasil subia 1,65%, a maior alta do segmento. Papéis mais sensíveis aos juros também se destacavam, como Magazine Luiza, com avanço de 1,98%.
     

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    Banco Central faz investigação interna sobre caso Master

    Havia expectativa de que um relatório preliminar fosse elaborado até o fim de fevereiro, mas a área tem autonomia total, e a análise pode se estender em caso de novos desdobramentos ou abertura de sindicâncias adicionais

    (FOLHAPRESS) – O Banco Central conduz, desde o fim do ano passado, uma investigação interna para analisar a atuação da autarquia no processo de fiscalização do Banco Master, desde a expansão do conglomerado controlado por Daniel Vorcaro até a liquidação da instituição, em novembro de 2025.

    A apuração foi aberta a pedido do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e é conduzida sob sigilo pela corregedoria do órgão. Não há prazo definido para a conclusão. Havia expectativa de que um relatório preliminar fosse elaborado até o fim de fevereiro, mas a área tem autonomia total, e a análise pode se estender em caso de novos desdobramentos ou abertura de sindicâncias adicionais.

    A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

    Uma semana após a liquidação do Banco Master, o então diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza, que ocupava o cargo de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, foi afastado da função. Há pouco mais de uma semana, já fora do posto havia cerca de dois meses, Souza pediu desligamento da função comissionada, equivalente a um cargo de confiança. A saída foi oficializada nesta quinta-feira (29), por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.

    Relatos internos indicam que lançamentos do balanço do Master foram motivo de divergência entre Souza e Galípolo, com discussões acaloradas sobre o tema. Souza atuou como diretor de Fiscalização entre 2019 e 2023, durante a gestão de Roberto Campos Neto, e seguiu no BC como supervisor de dezenas de instituições financeiras, incluindo o Master, mesmo após receber propostas da iniciativa privada.

    Segundo pessoas próximas, ele já manifestava, havia cerca de um ano, o desejo de deixar o cargo comissionado, mas permaneceu enquanto se estendia o processo envolvendo o banco de Vorcaro.

    Trajetória semelhante foi a do então chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana. Até a véspera da formalização de sua saída da função comissionada, também a pedido, a agenda pública indicava que ele estava “ausente”. Até o momento, não há acusações formais contra nenhum dos dois servidores.

    Em depoimento à Polícia Federal, o atual diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, mencionou o nome de Santana ao comentar um ofício recebido em junho de 2025. No documento, o então presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, sinalizava o início da busca de ativos no balanço do Master. O banco do Distrito Federal adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito que, segundo investigadores, eram fraudulentas.

    Com a investigação interna, o Banco Central busca dar mais transparência à própria atuação no caso Master, prestar contas à sociedade e utilizar o episódio para aprimorar procedimentos de fiscalização e supervisão em situações semelhantes no futuro.

    O presidente do BC, no entanto, mapeou riscos associados ao processo, como o desgaste interno, já que a apuração envolve servidores com quase três décadas de atuação e ampla reputação entre os colegas. Esse fator pesou para que a iniciativa partisse do próprio comando da autarquia. Segundo funcionários ouvidos sob anonimato, o ambiente interno é de apreensão e estranhamento.

    Também foi considerada a possibilidade de a defesa de Daniel Vorcaro usar conclusões da sindicância para contestar decisões tomadas ao longo do processo. Ainda assim, Galípolo decidiu não se omitir e solicitou uma espécie de “autópsia” do caso Master.

    Essa análise pós-evento, voltada à verificação de governança, é mais comum no setor privado. A investigação não foi iniciada antes da liquidação para evitar especulações sobre interferência no trabalho técnico durante o andamento do processo.

    Em nota, a ANBCB (Associação Nacional dos Auditores do Banco Central) informou acompanhar com atenção as investigações relacionadas ao caso e disse confiar no trabalho “técnico, colegiado e responsável” da instituição. Segundo a entidade, os servidores atuam com base em processos formais, documentados e colegiados, especialmente em áreas sensíveis como fiscalização, supervisão e resolução de instituições financeiras.

    “Esses procedimentos incluem mecanismos permanentes de controle interno, rastreabilidade decisória, auditoria e prestação de contas, que amparam a correção técnica das decisões e permitem seu contínuo aperfeiçoamento institucional”, afirmou. A associação acrescentou que eventuais responsabilizações devem ocorrer nos foros competentes, com base em fatos apurados, provas documentadas e respeito ao devido processo.

    A atuação do Banco Central no caso também é analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo pessoas que acompanham a investigação, a tendência é que o ministro Jhonatan de Jesus dê parecer favorável à conduta do regulador.

    A expectativa no TCU é que o plenário confirme esse entendimento, encerrando um episódio que dividiu a corte e gerou desgaste na relação entre as instituições. Análise preliminar da auditoria indicou que não houve inação nem falhas de monitoramento contínuo do Banco Master em atos realizados desde meados de 2024. Caso não surjam novos elementos, o relator deve seguir o parecer técnico.
     
     

     

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  • Ainda não combinei com Lula data para deixar governo, mas deve ser em fevereiro, diz Haddad

    Ainda não combinei com Lula data para deixar governo, mas deve ser em fevereiro, diz Haddad

    A mudança na equipe econômica ainda depende da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Haddad reiterou que a decisão é de Lula e reconheceu que outros nomes podem ser considerados para comandar a Fazenda

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a comentar nesta quinta-feira, 29, que sua saída do ministério deve ocorrer em fevereiro e evitou cravar o nome do secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, como seu sucessor. Segundo Haddad, a definição cabe ao presidente. “O mês de fevereiro, com certeza”, declarou o ministro em entrevista ao portal Metrópoles.

    “Dario sempre serviu a governos progressistas. Ele ter passado pelo mercado é ponto para ele, significa que traz para o setor público o conhecimento de como funcionam setores relevantes. Ele tem um conhecimento realmente abrangente, uma pessoa de formação muito sólida”, afirmou.

    A mudança na equipe econômica ainda depende da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Haddad reiterou que a decisão é de Lula e reconheceu que outros nomes podem ser considerados para comandar a Fazenda. “Dentro do PT tem muita gente que pode se colocar”, disse. O ministro também negou que haja resistência ao nome de Durigan dentro do Partido dos Trabalhadores.

    Haddad já havia sinalizado anteriormente que pretende deixar o cargo em fevereiro para se dedicar à campanha de reeleição de Lula. A expectativa é de que outros ministros também anunciem suas saídas nos próximos meses para disputar as eleições.

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