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  • Veja como evitar os principais erros que levam à malha fina do Imposto de Renda

    Veja como evitar os principais erros que levam à malha fina do Imposto de Renda

    Há duas novidades com relação à malha fina deste ano: o sistema vai fazer alertas enquanto o contribuinte faz a declaração sempre que identificar algo fora do padrão: “isso está estranho” ou “essa despesa médica está muito alta”, por exemplo

    (FOLHAPRESS) – A cada ano, a malha fina do Imposto de Renda se torna mais precisa e amplia a capacidade da Receita Federal de cruzar informações e identificar inconsistências. Com isso, erros comuns na declaração, como omitir rendimentos, informar valores diferentes dos declarados por empresas ou lançar deduções indevidas, continuam sendo os principais responsáveis por reter declarações.

    Há duas novidades com relação à malha fina deste ano: o sistema vai fazer alertas enquanto o contribuinte faz a declaração sempre que identificar algo fora do padrão: “isso está estranho” ou “essa despesa médica está muito alta”, por exemplo. O fisco também promete um filtro mais avançado no controle às despesas médicas, com o avanço do Receita Saúde, sistema que passou a exigir que profissionais de saúde emitam recibos eletrônicos das consultas, inclusive os que estão vinculados ao CPF e não ao CNPJ da clínica ou hospital.

    Na declaração do ano passado, quase 4 milhões de contribuintes caíram na malha fina, segundo a Receita. Ao todo, o fisco recebeu 45,6 milhões de documentos, dos quais 3,97 milhões ficaram retidos (8,7% do total).

    De acordo com a Receita, o principal motivo para a retenção foram as deduções com despesas médicas. Esse tipo de gasto já havia liderado o ranking em 2024, invertendo o posto com as omissões de rendimentos, que historicamente ocupavam a primeira posição.

    O prazo para declarar o Imposto de Renda 2026 começa nesta segunda-feira (23) e vai até 29 de maio. Quem é obrigado a prestar contas e atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do IR devido no ano.
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    QUAIS INFORMAÇÕES COSTUMAM APRESENTAR MAIS DIVERGÊNCIAS?

    Segundo Daniela Sato, consultora de tax compliance do Briganti Advogados, os principais pontos de inconsistência estão nos rendimentos tributáveis, como salários, pró-labore e aposentadorias – especialmente quando o contribuinte tem mais de uma fonte pagadora e deixa de declarar algum valor ou informa números diferentes dos que constam nos informes de rendimentos.

    Ela afirma que também são frequentes divergências nos valores de imposto retido na fonte, que precisam estar alinhados aos dados enviados pelas empresas.

    No caso das instituições financeiras, destacam-se inconsistências em saldos bancários, aplicações financeiras e rendimentos de investimentos, já que bancos e corretoras repassam essas informações de forma detalhada à Receita.

    “Como essas informações já chegam à Receita por meio de declarações como o eSocial e a e-Financeira, o contribuinte deve utilizá-las como principal referência no preenchimento da declaração, evitando estimativas ou preenchimentos manuais sem a devida conferência dos informes oficiais”, afirma Daniela.

    QUE CUIDADO DEVO TER AO DECLARAR DESPESAS DEDUTÍVEIS?

    Para a especialista, o principal cuidado é declarar apenas despesas que possam ser comprovadas documentalmente. No caso de despesas médicas, é essencial que os valores estejam baseados em recibos ou notas fiscais, contendo a identificação do prestador (CPF ou CNPJ) e a descrição do serviço.

    Ela ressalta que é fundamental preencher as informações exatamente, como constam nos documentos, evitando arredondamentos, estimativas ou divergências.

    O advogado tributário e contador Tárcio Queiroz Calixto, do Ronaldo Martins & Advogados, acrescenta que deduções com previdência privada do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e pensão alimentícia também costumam gerar inconsistências.

    No caso dos planos de saúde, ele destaca erros como a tentativa de deduzir despesas não permitidas -como medicamentos comprados em farmácia- e o esquecimento de informar reembolsos recebidos de planos de saúde, o que pode levar a deduções indevidas.

    Já nas despesas com educação, o contribuinte deve considerar apenas gastos permitidos, como mensalidades escolares regulares (excluindo cursos livres e atividades extracurriculares). “Ainda que seja informado um valor superior ao limite legal, a dedução ficará restrita ao teto estabelecido pela legislação, sem aproveitamento do excedente”, afirma Daniela.

    Despesas com educação que dão dedução:

    – educação infantil (creches e pré-escolas, para crianças até cinco anos)
    – ensino fundamental
    – ensino médio
    – educação superior: graduação e pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado)
    – educação profissional, compreendendo o ensino técnico e o tecnológico
    – cursos destinados à EJA (Educação para Jovens e Adultos), exceto os cursos preparatórios de exames supletivos
    – parcela paga a instituição de ensino com uso de crédito estudantil como o Fies (financiamento educacional)

    QUE ERROS COSTUMAM APARECER COM DEPENDENTES?

    Um ponto de atenção é a inclusão de pessoas que não são consideradas dependentes pela legislação Segundo Calixto, também há casos em que informa despesas que não são compatíveis com os dados declarados por terceiros, o que gera inconsistências.

    Outro erro comum, segundo Calixto, é a inclusão do mesmo dependente em mais de uma declaração, como a do pai e da mãe. Também é recorrente a omissão de rendimentos do dependente, como salários de estágio ou bolsas. O contribuinte declara o dependente para ter a dedução, mas não informa os valores de renda que ele obteve no ano.

    A DECLARAÇÃO PRÉ-PREENCHIDA PODE ME AJUDAR A REDUZIR ERROS?

    Sim. De acordo com Daniela, esse modelo tem contribuído para a redução de erros, principalmente aqueles relacionados à digitação e à omissão de informações já disponíveis na base de dados da Receita. No entanto, o uso da pré-preenchida não dispensa a revisão das informações por parte do contribuinte, que é o responsável pelos dados fornecidos ao leão.

    “É fundamental conferir especialmente os rendimentos, os valores de imposto retido, as informações de dependentes, despesas médicas e dados patrimoniais” diz.

    PERCEBI UM ERRO NA MINHA DECLARAÇÃO. COMO POSSO ARRUMAR?

    Será necessário realizar a entrega de uma declaração retificadora para ajustar ou complementar as informações incorretas. Daniela Sato diz que se o ajuste for realizado antes de qualquer intimação por parte da Receita, o contribuinte evita o risco de sofrer penalidades em razão de omissão de informações ou de entrega de declaração com informações incorretas.

    A retificação pode ser feita pelo programa da declaração ou sistema utilizado para a entrega da declaração original e, se realizada dentro do prazo legal, o contribuinte pode trocar o regime de tributação escolhido (modelo simplificado ou completo, que considera cada uma das deduções). Após o fim do prazo, não é mais possível fazer essa troca.

    QUE DOCUMENTOS PRECISO GUARDAR PARA COMPROVAR DESPESAS DEDUTÍVEIS?

    Tárcio Calixto diz que o contribuinte deve manter, por pelo menos cinco anos, toda a documentação que comprove as informações declaradas. Isso inclui recibos e notas fiscais de despesas médicas e educacionais, informes de rendimentos, comprovantes de pagamento, contratos e documentos relacionados à pensão alimentícia, além de documentos que comprovem o vínculo com dependentes.

    QUE CUIDADOS PRECISO TOMAR COM AS NOVAS REGRAS ANUNCIADAS PELA RECEITA?

    Segundo o contabilista Sandro Rodrigues, fundador da Attend Contabilidade, o principal ponto de atenção envolve as mudanças recentes nos limites de isenção para pessoas físicas.

    Para a declaração enviada neste ano, quem ganhou acima de R$ 35.584 em salários, aposentadoria e outras verbas tributáveis é obrigado a declarar. Essa conta considera o limite de isenção válido no ano passado para os brasileiros com renda de até dois salários mínimos.

    O governo zerou o imposto de brasileiros com renda de até R$ 5.000 por mês, além de ter reduzido o IR para rendas de até R$ 7.350. Esses valores já estão sendo aplicados nos salários e nas aposentadorias pagas desde 1º de janeiro deste ano, mas só valerão para a declaração que será enviada no ano que vem.

    QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS ERROS RELACIONADOS A INVESTIMENTOS?

    Segundo Rodrigues, as falhas mais comuns envolvem a omissão de rendimentos de aplicações financeiras, especialmente em contas pouco utilizadas, e a confusão entre rendimentos isentos, tributáveis e sujeitos à tributação exclusiva.

    Ele explica que os rendimentos tributáveis entram no cálculo do imposto; os isentos não são tributados, mas ainda assim precisam ser declarados; e os sujeitos à tributação exclusiva já tiveram o imposto recolhido na fonte, devendo apenas ser informados na declaração.

    Também são frequentes erros como informar apenas o saldo das aplicações, sem declarar os rendimentos, além de omitir operações em bolsa ou ganhos de capital. Nesses casos, é importante lembrar que, havendo lucro, o imposto deve ser pago até o mês seguinte ao do ganho.

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  • iFood diz ao Cade que 99 adota condutas questionáveis e faz menção a 'práticas de espionagem'

    iFood diz ao Cade que 99 adota condutas questionáveis e faz menção a 'práticas de espionagem'

    No ofício enviado ao iFood, o Cade cita acusações de ocultamento de bares recém-cadastrados no 99 e uma reportagem da Folha de S.Paulo que mostrou multas milionárias e inativação de restaurantes que romperam contratos de exclusividade com a plataforma

    (FOLHAPRESS) – Em ofício enviado ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o iFood acusa a chinesa 99Food de ter condutas questionáveis e fala em “práticas de espionagem corporativa”, ataques publicitários ilícitos e uso indevido de marcas ao citar a concorrente.

    “A estratégia de entrada e expansão da 99Food tem sido extremamente agressiva e baseada em iniciativas e condutas muitas vezes questionáveis”, diz ofício assinado pelo escritório Mattos Filho e encaminhado no último dia 6 de março à Coordenação de Análise Antitruste do Cade.

    Na peça, o iFood se defende também de questionamentos por parte do Cade e cita a expansão da 99 para argumentar que não lança mão de práticas anticoncorrenciais.

    Procurada pela reportagem, a 99 preferiu não se manifestar. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a empresa também disse no passado ter sido vítima de espionagem, com furtos de equipamento e abordagem de funcionários em redes sociais.

    O iFood afirmou em nota que o ofício enviado ao Cade responde a questionamentos de rotina sobre o cumprimento do acordo assinado em 2023 com a autoridade antitruste.

    “No que se refere às menções à 99Food, a intenção era contextualizar para o Cade o atual cenário competitivo do setor de delivery, citando fatos noticiados pela imprensa e processos judiciais, incluindo práticas de espionagem corporativa contra o iFood que ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes, sem decisão final sobre os responsáveis”, disse.

    Em fevereiro, o Cade, órgão antitruste vinculado ao Ministério da Justiça, enumerou práticas do iFood que poderiam configurar violações de um acordo sobre contratos de exclusividade firmado em 2023. Pediu, então, que a empresa se explicasse.

    No ofício enviado ao iFood, o Cade cita acusações de ocultamento de bares recém-cadastrados no 99 e uma reportagem da Folha de S.Paulo que mostrou multas milionárias e inativação de restaurantes que romperam contratos de exclusividade com a plataforma.

    “Caso restem comprovadas, tais práticas podem configurar violação às obrigações assumidas no âmbito do TCC [Termo de Conduta]”, diz o documento assinado por Alden Caribé de Sousa, coordenador-geral de análise antitruste do Cade.

    O iFood respondeu argumentando que há má compreensão dos contratos firmados com restaurantes, e que as reclamações partem de uma minoria pouco representativa; também afirmou que as unidades que aderiram à 99 têm crescido, assim como os aplicativos concorrentes -o que demonstraria que a empresa não tenta monopolizar o mercado.

    “O iFood não impõe quaisquer barreiras, aplica punições ou cria empecilhos ou dificuldades de qualquer natureza a restaurantes que optam por operar em plataformas concorrente”, afirma a empresa no documento.

    Até meados de 2025, a iFood era virtualmente a única grande empresa no mercado de delivery no Brasil, com até 93% do mercado segundo algumas estimativas. A entrada da 99 e da Keeta, duas empresas de capital chinês, começou a ameaçar essa dominância.

    iFood diz ao Cade que 99 adota condutas questionáveis e faz menção a 'práticas de espionagem'

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  • INSS pode pagar valor triplo a beneficiários em abril de 2026; entenda

    INSS pode pagar valor triplo a beneficiários em abril de 2026; entenda

    Aposentados e pensionistas podem receber benefício mensal, primeira parcela do 13º salário e devolução de descontos indevidos no mesmo mês. Medida depende de confirmação do governo e pode elevar renda e impulsionar a economia

    Na prática, alguns beneficiários poderão ter um aumento expressivo no valor depositado no mês, resultado da soma desses três pagamentos. A medida envolve decisões do governo federal e ações administrativas do INSS, com potencial impacto direto no orçamento das famílias e na movimentação da economia.

    O chamado “pagamento triplo” não corresponde a um benefício específico, mas à combinação de três fontes de renda. A primeira é o valor mensal já pago regularmente aos segurados, seguindo o calendário oficial do instituto. A segunda é a antecipação do 13º salário, que ainda depende de confirmação por decreto, mas tem sido adotada nos últimos anos como forma de estimular a economia. Já a terceira envolve o ressarcimento de cobranças indevidas, geralmente relacionadas a associações ou entidades.

    Caso a antecipação do abono anual seja confirmada, o modelo deve repetir o padrão recente: a primeira parcela seria paga em abril e a segunda em maio, ambas correspondendo a 50% do valor do benefício. A primeira parte não sofre desconto de Imposto de Renda. Estimativas indicam que a medida pode injetar cerca de R$ 78 bilhões na economia brasileira, impulsionando o consumo.

    Têm direito ao 13º salário beneficiários que recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Já quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) não tem acesso ao abono, por se tratar de um benefício assistencial.

    Outro fator que pode elevar os valores pagos é a devolução de descontos indevidos. Essas cobranças, feitas por entidades sem autorização do segurado, aparecem diretamente no extrato do benefício. Dados recentes apontam que milhões de beneficiários já contestaram esses descontos, com bilhões de reais já devolvidos.

    Para solicitar o ressarcimento, o segurado pode utilizar canais como o aplicativo ou site Meu INSS, a central telefônica 135 ou agências dos Correios. Após a contestação, a entidade responsável tem prazo para apresentar justificativa. Caso não comprove a autorização, o valor pode ser devolvido, inclusive já na folha de pagamento, dependendo do andamento do processo.

    O calendário de pagamentos segue o padrão tradicional do INSS. Quem recebe até um salário mínimo começa a receber no fim de abril, com depósitos que se estendem até o início de maio. Já os segurados com benefícios acima do mínimo recebem nos primeiros dias de maio. As datas variam conforme o número final do benefício.

    Na prática, um aposentado que recebe R$ 1.500 mensais, por exemplo, poderia somar esse valor à metade do 13º salário e a uma eventual devolução de descontos, resultando em um total significativamente maior no mês.

    Para garantir o recebimento correto, é importante que o beneficiário acompanhe o extrato de pagamento, verifique possíveis descontos indevidos, mantenha os dados atualizados e fique atento ao calendário oficial divulgado pelo INSS.

    INSS pode pagar valor triplo a beneficiários em abril de 2026; entenda

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  • Tiros de Trump afetam o mundo e tem gente que se aproveita, diz Lula sobre alta nos combustíveis

    Tiros de Trump afetam o mundo e tem gente que se aproveita, diz Lula sobre alta nos combustíveis

    O conflito causado após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã culminaram na alta do barril de petróleo e dos combustíveis. A commodity saltou 5,85% nesta quarta, cotada a US$ 109,47

    (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (18) Donald Trump, dos Estados Unidos, pelos ataques ao Irã e a consequente alta no preço do petróleo no mundo.

    O estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte do petróleo, foi fechado com o conflito. Em suas falas, o presidente brasileiro citou a decisão dos EUA de liberar a compra de petróleo da Rússia, movimento de Trump para conter a inflação decorrente da guerra.

    “Vocês estão vendo o que está acontecendo no óleo diesel nesse país. Vocês já se deram conta que os tiros que o Trump deu no Irã estão fazendo o óleo diesel aumentar no mundo inteiro. Um barril de petróleo subiu de US$ 65 para US$ 120. Aqui no Brasil nós tomamos uma decisão de isentar PIS/Cofins “, disse.

    “Mas quando as pessoas não prestam, não tem jeito. Por que que o álcool aumentou se o álcool não é feito de petróleo? Por que a gasolina aumentou se somos autossuficientes? É porque está cheio de gente no nosso meio que gosta de tirar proveito da desgraça.”

    As declarações foram feitas pelo brasileiro durante a entrega do prêmio Mulheres das Águas, condecoração destinada a trabalhadoras da pesca no Brasil. Em seu discurso, Lula criticou a violência contra a mulher e citou um crescimento de “incivilidade” no mundo, abordando, em sequência, o conflito internacional.

    O conflito causado após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã culminaram na alta do barril de petróleo e dos combustíveis. A commodity saltou 5,85% nesta quarta, cotada a US$ 109,47. No Brasil, a alta do óleo diesel gerou protestos da categoria dos caminhoneiros, que ameaçam paralisar.

    Em reação, o governo Lula anunciou a suspensão dos impostos de PIS/Cofins sobre os combustíveis, para reduzir os impactos na economia brasileira.

    Essa foi a primeira vez que Washington suspendeu sanções contra a Rússia desde o início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022, quando Moscou invadiu o país vizinho. Desde março de 2022, os EUA proibiram a compra de petróleo russo por empresas americanas.

    Ainda ao falar sobre o conflito, o presidente afirmou que os países membros do Conselho de Segurança da ONU (Organizações das Nações Unidas) se consideram “os donos do mundo” e disse que demais países estão sofrendo as consequências da guerra por irresponsabilidade do grupo. Hoje, os membros permanentes são China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.

    “São os cinco países que produzem mais armas, os cinco que têm armas nucleares, bomba atômica, são os que mais têm poder bélico, que deveriam estar zelando pela paz porque são membros do Conselho de Segurança. Eles decidiram que são donos do mundo.”

    Tiros de Trump afetam o mundo e tem gente que se aproveita, diz Lula sobre alta nos combustíveis

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  • Governo aponta preços abusivos de diesel em 62 cidades e fará pente-fino

    Governo aponta preços abusivos de diesel em 62 cidades e fará pente-fino

    Lista reúne municípios de todas as regiões brasileiras, com casos de cidades como Ourinhos (SP) e Caldas Novas (GO), onde o diesel subiu 36%, e Itabuna (BA), com aumento de 32%

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo listou 62 cidades brasileiras como prioritárias para fazer um trabalho detalhado de fiscalização, por suspeita de aumento abusivo no preço do diesel. A relação de municípios foi consolidada em um relatório técnico concluído na terça-feira (17) pelo MME (Ministério de Minas e Energia).

    A Folha de S.Paulo teve acesso ao documento elaborado a partir de recursos de inteligência de dados que compilaram as maiores variações de preços entre duas semanas específicas, a de 22 a 28 de fevereiro e de 8 a 14 de março, período que concentrou a instabilidade no mercado internacional de petróleo.

    A lista reúne municípios de todas as regiões brasileiras, com casos de cidades como Ourinhos (SP) e Caldas Novas (GO), onde o diesel subiu 36%, e Itabuna (BA), com aumento de 32%.

    Os dados apontam que a alta é resultado de um movimento nacional. Dos 60 municípios, 12 são do Sudeste, 11 do Sul, 12 do Centro-Oeste, 11 do Norte e 16 do Nordeste.

    Entre os casos mais relevantes aparecem ainda Araguaína (TO), Feira de Santana (BA), Guarapuava (PR) e Nova Friburgo (RJ), todos com variações acima da média no período analisado (veja lista completa abaixo).

    A partir desse levantamento, o governo pretende orientar a fiscalização imediata que será feita por órgãos de controle. A ideia é que este seja um ponto de partida operacional que direcione a atuação de instituições como Procons estaduais e municipais e outras entidades do sistema de defesa do consumidor.

    A tese do governo é a de que distribuidoras de combustíveis se anteciparam à crise internacional e fizeram aumentos abusivos e injustificados, antes mesmo da alta anunciada pela Petrobras no preço do diesel.

    Segundo o governo, também há sinais claros de que houve aumento nos preços não apenas nos postos de combustíveis, mas em etapas anteriores da cadeia, como nas refinarias e distribuidoras, o que levanta dúvidas sobre a origem dos preços na bomba.

    Na cadeia de combustíveis, o preço final ao consumidor é formado por várias etapas, desde a produção ou importação do combustível, até a distribuição e revenda. O foco está justamente em identificar em qual ponto dessa cadeia teria ocorrido o aumento e se ele foi justificado por custos reais.

    Nas cidades prioritárias, a fiscalização foi orientada a solicitar notas fiscais de aquisição de combustíveis desde fevereiro, verificar a origem do produto nas bombas e comparar preços de compra e venda. Caso sejam identificadas irregularidades, serão aplicadas sanções administrativas.

    A apuração se estende às distribuidoras e refinarias, com coleta de dados sobre preços de aquisição, volumes comercializados e cronologia dos reajustes. O plano é reconstruir a formação de preços em toda a cadeia para verificar se houve elevação sem justa causa, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

    Paralelamente, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), vinculada ao Ministério da Justiça, determinou a averiguação preliminar de dados de 11 distribuidoras de combustíveis. A medida, conforme informações obtidas pela Folha de S.Paulo, foi tomada após seu monitoramento de mercado identificar indícios de elevações de preços em patamares que não se explicariam por variações claras de custos.

    O Brasil possui cerca de 300 distribuidoras de combustíveis líquidos autorizadas, o que indica que a apuração está concentrada em um grupo pequeno de agentes. O início das fiscalizações é imediato.

    O governo também vai passar um pente-fino em 64 cidades que tiveram alta expressiva do preço da gasolina. Uma fiscalização específica vai se concentrar em dez postos de combustíveis de Brasília.

    A Polícia Federal instaurou, na terça-feira (17), um inquérito para apurar condutas graves e abusivas no mercado de combustíveis.

    A investigação se concentra em crimes de formação de cartel e contra a economia popular, além de irregularidades na ordem econômica que possuem repercussão nacional e exigem um tratamento uniforme em todo o país.

    O inquérito foi aberto após ofício enviado pelo Ministério da Justiça com análise preliminar que indica aumentos abruptos e generalizados, muitas vezes sem correspondência com variações identificáveis de custos.

    62 CIDADES TERÃO FISCALIZAÇÃO DETALHADA PELO ALTA DO DIESEL

    Sudeste
    1. Ourinhos (SP)
    2. Birigui (SP)
    3. Jaboticabal (SP)
    4. Araguari (MG)
    5. Ituiutaba (MG)
    6. Uberaba (MG)
    7. Araçatuba (SP)
    8. Itápolis (SP)
    9. Olímpia (SP)
    10. Franca (SP)
    11. Nova Friburgo (RJ)
    12. Colatina (ES)

    Sul
    13. Cianorte (PR)
    14. Arapongas (PR)
    15. Guarapuava (PR)
    16. Umuarama (PR)
    17. Paranavaí (PR)
    18. Cambé (PR)
    19. Gravataí (RS)
    20. Viamão (RS)
    21. São José dos Pinhais (PR)
    22. Osório (RS)
    23. Mafra (SC)

    Centro-Oeste
    24. Caldas Novas (GO)
    25. Formosa (GO)
    26. Catalão (GO)
    27. Itumbiara (GO)
    28. Trindade (GO)
    29. Várzea Grande (MT)
    30. Mineiros (GO)
    31. Valparaíso de Goiás (GO)
    32. Cáceres (MT)
    33. Sinop (MT)
    34. Brasília (DF)
    35. Dourados (MS)

    Norte
    36. Araguaína (TO)
    37. Paraíso do Tocantins (TO)
    38. Conceição do Araguaia (PA)
    39. Paragominas (PA)
    40. Ji-Paraná (RO)
    41. Belém (PA)
    42. Cruzeiro do Sul (AC)
    43. Gurupi (TO)
    44. Macapá (AP)
    45. Manaus (AM)
    46. Boa Vista (RR)

    Nordeste
    47. Livramento de Nossa Senhora (BA)
    48. Itabuna (BA)
    49. Feira de Santana (BA)
    50. Barreiras (BA)
    51. Brumado (BA)
    52. Canindé (CE)
    53. Presidente Dutra (MA)
    54. Araripina (PE)
    55. Serra Talhada (PE)
    56. Bacabal (MA)
    57. Lagarto (SE)
    58. Icó (CE)
    59. Parnaíba (PI)
    60. Patos (PB)
    61. Mossoró (RN)
    62. Rio Largo (AL)

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  • BC reduz Selic em 0,25 ponto, a 14,75% ao ano, no primeiro corte de juros da gestão Galípolo

    BC reduz Selic em 0,25 ponto, a 14,75% ao ano, no primeiro corte de juros da gestão Galípolo

    Copom confirma plano mesmo com guerra no Irã, mas evita sinalizar seus próximos passos; última queda da taxa básica de juros tinha sido registrada em maio de 2024, sob Campos Neto

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Copom (Comitê de Política Monetária) iniciou nesta quarta-feira (18) o ciclo de corte de juros e reduziu a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Essa foi a primeira queda sob a gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central.

    Apesar das incertezas provocadas pela guerra no Irã, o colegiado do BC confirmou o plano traçado no encontro anterior, em janeiro, quando sinalizou a intenção de iniciar a flexibilização da política de juros na reunião de março.

    O comitê evitou sinalizar qual será a intensidade dos próximos cortes, citando “forte aumento da incerteza”. A ideia é ter mais clareza da profundidade e da extensão dos conflitos no Oriente Médio antes de definir os próximos movimentos.

    Votaram sete dos nove membros em decisão unânime. Ainda não foram indicados os substitutos dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), cujos mandatos terminaram em 31 de dezembro de 2025.

    Às vésperas do encontro, cresceu no mercado financeiro a aposta de uma redução menor de juros no primeiro movimento, de 0,25 ponto percentual, diante da disparada dos preços do petróleo. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o consenso era de corte de 0,5 ponto percentual.

    Levantamento feito pela Bloomberg mostrava que, dentre 30 instituições consultadas, 19 previam queda da Selic para 14,75%, dez projetavam redução para 14,5% e uma acreditava na manutenção da taxa básica em 15% ao ano pela sexta vez seguida.

    Diante da incerteza no ambiente global, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) decidiu manter os juros entre 3,5% e 3,75%, pela segunda reunião consecutiva.

    A turbulência no cenário externo também colaborou para o BC dar um primeiro passo mais conservador, apesar da pressão crescente do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos setores produtivos pela queda dos juros.

    Esse foi o primeiro corte da Selic em quase dois anos. A última queda tinha sido registrada em maio de 2024, quando Roberto Campos Neto ainda era presidente do Banco Central.

    O alívio naquela época durou pouco e, na sequência, foi executado um ciclo de alta que alçou, em junho de 2025, a taxa básica de juros ao nível de 15% ao ano. Desde então, a Selic ficou estacionada nesse patamar -o mais alto desde julho de 2006.

    A manutenção dos juros elevados por um longo período ajudou o BC a levar a inflação em direção à meta. No acumulado de 12 meses até fevereiro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 3,81%.

    O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    Nas últimas semanas, cresceram os riscos sobre os preços no curto prazo. O barril do petróleo chegou a ficar próximo de US$ 105 na terça-feira (17) em mais um dia de preocupações com a continuidade do confronto dos EUA e de Israel contra o Irã.

    Para conter a alta de preços de combustíveis, o governo Lula zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel até o fim do ano, ao custo de R$ 20 bilhões. Também autorizou um subsídio de até R$ 10 bilhões para bancar parte do preço do diesel.

    Os efeitos sobre a inflação no médio prazo são incertos, e as projeções para a economia brasileira ainda não sofreram deterioração significativa. Segundo os dados coletados pelo boletim Focus, divulgado na última segunda (16), os analistas projetam que o IPCA feche 2027 e 2028 em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

    Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o Copom já trabalha com a inflação do terceiro trimestre de 2027 na mira. O colegiado voltará a se reunir nos dias 28 e 29 de abril, no terceiro dos oito encontros previstos para o ano.

    BC reduz Selic em 0,25 ponto, a 14,75% ao ano, no primeiro corte de juros da gestão Galípolo

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  • Lagoinha fecha igreja comandada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro

    Lagoinha fecha igreja comandada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro

    Unidade, em bairro nobre de Belo Horizonte, encerrou suas atividades neste domingo (15); encerramento ocorre dias após segunda prisão de operador financeiro ligado ao Master

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A unidade Belvedere da Igreja Batista da Lagoinha, localizada numa região nobre de Belo Horizonte, encerrou suas atividades neste domingo (15). Era nela que o empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pastoreava.

    O fim das atividades no templo, confirmado à reportagem pela assessoria de comunicação da igreja, acontece menos de duas semanas após Zettel voltar a ser preso em operação da Polícia Federal que investiga “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

    Segundo as investigações, ele era operador financeiro de Vorcaro e virou figura central nas investigações que apuram fraudes bilionárias no Banco Master.

    A Lagoinha não explica o motivo do fechamento do templo, inaugurado com pompa meses antes da primeira prisão de Zettel, ainda em 2025. Natalia Vorcaro, irmã de Daniel e esposa de Zettel, também era pastora lá.

    A assessoria repassou o contato de Natalia para comentar as razões do fechamento, apontando-a como atual responsável pelo templo de Belvedere. Ela não respondeu até a publicação desta reportagem

    A própria igreja disse ao jornal, no começo do mês, que o pastoreio de Zettel era voluntário e restrito a essa unidade. Também frisou que a Lagoinha Global, selo da denominação, é composta por igrejas locais com uma liderança própria, “responsável pelas decisões administrativas e jurídicas” de seu templo.

    O CNPJ da Lagoinha Belvedere, aberto em setembro de 2024, ainda está ativo. Zettel consta como presidente da entidade jurídica.

    Ele foi afastado do cargo em novembro, “assim que surgiram as primeiras informações públicas relacionadas ao caso investigado”.

    No mesmo fim de semana em que a Belvedere fechava, emergiu nas redes um vídeo do pastor Luciano Barreto pedindo perdão. Dos principais líderes da Lagoinha, ele elencava motivos para tanto na unidade de Alphaville, em São Paulo.

    Um deles foi associado por fiéis às suspeitas de conexão entre a igreja e o escândalo do Master: “Nós queremos pedir perdão pelas vezes onde o dinheiro não foi administrado com sabedoria para investir no reino de Deus”.

    Vorcaro tinha relações próximas com os Valadão, família que comanda a Lagoinha -da valsa de 15 anos da filha do ex-banqueiro, dançada com o primogênito do pastor André Valadão, ao casamento entre Zettel e Natalia Vorcaro, celebrado por André.

    Lagoinha fecha igreja comandada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro

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  • Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

    Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

    A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz); União compensaria metade da perda de arrecadação

    A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

    A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).

    Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

    Impacto fiscal

    Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

    A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.

    Pressão externaA iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

    Segundo Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento.

    Negociação

    A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a cortes de ICMS sem compensação financeira.

    O governo federal afirmou que não pretende impor a medida, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para o atual governo compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. O número dois da Fazenda destacou a importância do diálogo federativo.

    “A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.

    “Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória.”

    Outras medidas

    A proposta complementa ações já anunciadas pelo governo, como a redução de tributos federais, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel e subsídios à produção interna.

    Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços.

    Segundo Durigan, seis estados – Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.

    Risco de greve

    O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, em meio à alta do diesel. O governo tenta evitar impactos no abastecimento e na inflação, cenário semelhante ao observado na greve de 2018.

    A equipe econômica afirma que as medidas buscam equilibrar responsabilidade fiscal com a necessidade de proteger consumidores e garantir oferta de combustível no país.

    Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

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  • Dólar sobe com petróleo e guerra no radar em meio à espera de Fed e Copom

    Dólar sobe com petróleo e guerra no radar em meio à espera de Fed e Copom

    Alta do petróleo impulsiona dólar, enquanto investidores monitoram guerra no Oriente Médio e decisões de juros nos EUA e no Brasil. Mercado também acompanha riscos de desabastecimento e medidas do governo sobre combustíveis e transporte.

    Com abertura volátil, o dólar inverteu o sinal e passou a subir na manhã desta quarta-feira (18), acompanhando a alta do petróleo após início em baixa. Na renda fixa, as taxas curtas avançam em linha com o dólar e os Treasuries de dois anos, enquanto os juros longos recuam, refletindo o movimento das T-Notes de 10 e 30 anos.

    O mercado segue atento aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e aguarda as decisões de juros do Federal Reserve (Fed), a coletiva de Jerome Powell e o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa é de manutenção dos juros nos EUA e de um corte mais moderado da Selic, de 0,25 ponto percentual, diante das incertezas ligadas ao conflito com o Irã.

    Também permanecem no radar possíveis intervenções do Tesouro nos leilões de títulos públicos.

    O ministro dos Transportes, Renan Filho, deve anunciar às 10h medidas para garantir o piso mínimo do frete, em meio ao risco de paralisações de caminhoneiros no país.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo pretende propor aos estados a adaptação da Lei do Devedor Contumaz para reforçar a fiscalização, combater a especulação nos combustíveis e evitar alta do ICMS. Ele também defendeu atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis contra abusos e criticou cortes de ICMS adotados no governo Jair Bolsonaro. Haddad confirmou ainda que deixará o ministério na sexta-feira.

    Distribuidoras apontam risco de desabastecimento após a Petrobras suspender leilões de diesel e gasolina para reavaliar cenários.

    No cenário internacional, instalações do campo de gás South Pars, no Irã, foram atacadas em meio à guerra, ampliando os riscos à oferta global de energia. Israel afirma ter matado o ministro da Inteligência iraniano, Esmail Khatib, após a eliminação de Ali Larijani e do chefe da milícia Basij.

    Dólar sobe com petróleo e guerra no radar em meio à espera de Fed e Copom

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  • Petróleo chega a cair 3%, mas sobe após ataques aumentarem em todo o Oriente Médio

    Petróleo chega a cair 3%, mas sobe após ataques aumentarem em todo o Oriente Médio

    Petróleo dispara após nova escalada no Oriente Médio, com ataques entre Irã, EUA e Israel. Tensão sobre oferta global pressiona mercados e aumenta incertezas sobre juros, enquanto bolsas sobem e investidores acompanham decisões dos bancos centrais

    (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo chegou a cair quase 3% nesta quarta-feira, mas passou a subir durante a madrugada e agora registra alta de 3,15%, cotado a US$ 106,68 (R$ 554,66) às 9h40 (horário de Brasília).

    O barril Brent, referência mundial, começou a sessão em forte queda e chegou a US$ 100,35, recuo de 2,96% às 3h15, mas mudou de direção e atingiu a máxima do dia às 9h40, sendo a primeira vez que superou os US$ 105 nesta semana.

    Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, sobe 0,69%, a US$ 96,04 (R$ 499,34). Ao mesmo tempo, as bolsas asiáticas fecharam em alta e as europeias também operam no positivo, enquanto o ouro recua.

    Os preços caíram nas primeiras horas após Iraque e autoridades curdas concordarem em retomar exportações pelo porto de Ceyhan, na Turquia, mesmo com o estreito de Hormuz praticamente fechado pelo Irã.

    No entanto, a retomada de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que respondeu com bombardeios em países do Golfo, impulsionou novamente as cotações. A madrugada foi marcada por uma escalada de violência na região.

    O Irã realizou ataques em retaliação à morte de Ali Larijani, elevando a tensão. Houve bombardeios em países que abrigam bases americanas, além de registros de mísseis em Israel, que deixaram dois mortos em Tel Aviv.

    O aeroporto de Dubai voltou a ser alvo de ataques, e houve interceptações de mísseis e drones no Kuwait, Bahrein e Catar. Na Arábia Saudita, sistemas de defesa derrubaram drones perto de Riad, enquanto também foram registrados ataques pontuais na Jordânia e no Iraque.

    O conflito mantém elevada a preocupação com o fornecimento global de petróleo, já que o estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, segue comprometido.

    Analistas alertam que, se a rota não for reaberta, os preços tendem a subir ainda mais, com impacto direto nos estoques globais e na oferta de energia.

    A permanência do petróleo acima de US$ 100 também gera preocupação sobre os efeitos nas decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil, previstas para esta semana. A expectativa é de manutenção das taxas nos EUA e corte mais moderado da Selic no Brasil, de 0,25 ponto percentual.

    Os investidores acompanham especialmente a decisão do Federal Reserve e as projeções econômicas, diante do risco de inflação mais persistente com a alta do petróleo.

    As bolsas globais operam em alta nesta quarta-feira. Na Ásia, os principais índices subiram, com destaque para Seul e Tóquio. Na Europa, as bolsas também avançam, com exceção de Londres, que registra leve queda.

    Nos Estados Unidos, os índices futuros indicam abertura positiva. Já o ouro segue em queda, refletindo o movimento de ajuste nos mercados.

    Os títulos do Tesouro americano também avançaram após um leilão robusto, com queda nos rendimentos dos papéis de 10 anos, assim como nos títulos da zona do euro.

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