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  • Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo

    Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo

    A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei, por qualquer período durante o ano passado, mesmo que não tenham registrado faturamento ao longo deste mesmo período. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada. 

    Profissionais autônomos e donos de pequenos negócios cadastrados como microempreendedores individuais (MEIs) tem até este domingo (31) para entregar a Declaração Anual Simplificada do MEI (Dasn-Simei) referente ao ano calendário de 2025.

    A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei, por qualquer período durante o ano passado, mesmo que não tenham registrado faturamento ao longo deste mesmo período. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada. 

    Como fazer a declaração 

    A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor

    . O responsável deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.

     

    Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). o Objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime. 

    Multa

    A Receita Federal orienta os microempreendedores a entregarem suas declarações dentro do prazo a fim de evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ. 

    A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso. 

    Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo

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  • Lula teme ataque ao Pix após decisão dos EUA contra CV e PCC

    Lula teme ataque ao Pix após decisão dos EUA contra CV e PCC

    Nos bastidores do Palácio do Planalto, existe o receio de que autoridades americanas passem a argumentar que mecanismos de transferência instantânea podem facilitar a movimentação de recursos ligados ao crime organizado. Caso essa interpretação ganhe força, bancos e instituições financeiras que operam transações por meio do Pix poderiam acabar enfrentando questionamentos ou até eventuais sanções relacionadas ao trânsito desses recursos.

    A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas acendeu um sinal de alerta no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A preocupação envolve não apenas o combate ao crime organizado, mas também possíveis reflexos sobre o sistema financeiro brasileiro, incluindo o Pix.

    Nos bastidores do Palácio do Planalto, existe o receio de que autoridades americanas passem a argumentar que mecanismos de transferência instantânea podem facilitar a movimentação de recursos ligados ao crime organizado. Caso essa interpretação ganhe força, bancos e instituições financeiras que operam transações por meio do Pix poderiam acabar enfrentando questionamentos ou até eventuais sanções relacionadas ao trânsito desses recursos.

    A medida anunciada pelos Estados Unidos será implementada em duas etapas. O Departamento de Estado dos Estados Unidos definiu uma dupla classificação para as facções, com efeitos jurídicos distintos e complementares. As organizações serão enquadradas como Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT) e também como Organização Terrorista Estrangeira (FTO), sendo que uma das classificações já possui força legal imediata, enquanto a outra passa a valer em 5 de junho.

    A classificação SDGT é administrada pelo Departamento do Tesouro americano e tem foco principalmente financeiro. Entre seus efeitos estão o congelamento de ativos e a restrição ao acesso ao sistema financeiro baseado em dólar.

    Já a categoria FTO amplia significativamente as consequências jurídicas. Sob responsabilidade do secretário de Estado dos EUA, ela criminaliza qualquer forma de apoio às organizações listadas, levando o enfrentamento dessas facções para um campo jurídico mais amplo do que as tradicionais ações de segurança pública.

    O temor do governo brasileiro é que os desdobramentos da medida ultrapassem as investigações criminais e atinjam setores da economia. Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ser necessário “defender a infraestrutura do Pix” e “os empresários que eventualmente possam ser afetados com isso”.

     
     

    Lula teme ataque ao Pix após decisão dos EUA contra CV e PCC

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  • Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB

    Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB

    Em abril, o FMI revisou recentemente a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 1,6% para 1,9%. Consultoria Austin Ratings compilou projeções do FMI para 45 países

    O Brasil deve voltar a ocupar a posição de 10ª maior economia do mundo em 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) compiladas pela consultoria Austin Ratings a partir de dados de 45 países.

    A estimativa foi reforçada após o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer 1,1% no primeiro trimestre deste ano, desempenho acima do esperado pelo mercado.

    O levantamento mostra que o Brasil deve ultrapassar o Canadá no ranking global das maiores economias medido em dólares correntes. Em 2024 e 2025, o país havia caído para a 11ª posição, após ser superado pela Rússia e pelo Canadá. 

    Sexto maior avanço

    Entre os 45 países analisados pela Austin Ratings, o Brasil registrou o sexto maior crescimento econômico no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores.

    O desempenho brasileiro ficou atrás apenas de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China. O avanço também superou o de economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Itália.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o PIB brasileiro cresceu 1,1% de janeiro a março, impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela recuperação de investimentos.

    Ranking global

    Pelas projeções do FMI compiladas pela Austin Ratings, as dez maiores economias do mundo em 2026 devem ser:

    • Estados Unidos: US$ 32,399 trilhões
    • China: US$ 20,863 trilhões
    • Alemanha: US$ 5,455 trilhões
    • Japão: US$ 4,381 trilhões
    • Reino Unido: US$ 4,267 trilhões
    • Índia: US$ 4,158 trilhões
    • França: US$ 3,597 trilhões
    • Itália: US$ 2,739 trilhões
    • Rússia: US$ 2,655 trilhões
    • Brasil: US$ 2,637 trilhões

    A diferença entre Brasil e Rússia aparece bastante estreita nas estimativas do FMI.

    Peso do câmbio

    O ranking considera o PIB em dólares correntes. Por isso, além do crescimento econômico, a taxa de câmbio também influencia diretamente a posição de cada país.

    Quando o real se valoriza frente ao dólar, o tamanho da economia brasileira em moeda americana aumenta. O mesmo ocorreu com a Rússia nos últimos anos, impulsionada pela valorização do rublo e pela alta do petróleo.

    Em abril, o FMI revisou recentemente a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 1,6% para 1,9%. Caso esse ritmo seja mantido, a expectativa é de que o país alcance a nona posição mundial em 2027, ultrapassando a Rússia.

    PIB per capita

    Apesar da volta ao top 10 global, o Brasil segue distante das economias mais ricas quando o critério é renda por habitante.

    Segundo o FMI, o PIB per capita brasileiro foi estimado em cerca de US$ 10,685 mil em 2025, bem abaixo de países desenvolvidos e até de economias menores da Europa. No ranking do Fundo Monetário, o Brasil está logo abaixo da Albânia, com PIB per capita de US$ 11,234 no ano passado.

    Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB

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  • STF marca para 24 de junho retomada do julgamento sobre uberização

    STF marca para 24 de junho retomada do julgamento sobre uberização

    Ministros decidem validade do vínculo entre motoristas e plataformas

    O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar no dia 24 de junho o julgamento sobre a validade do vínculo de emprego entre motoristas de aplicativos e as plataformas.  A controvérsia é conhecida como “uberização” das relações de trabalho.

    O julgamento foi suspenso no dia 1° de outubro do ano passado, quando foram ouvidas as sustentações das partes envolvidas no julgamento. Ainda não foram proferidos votos dos ministros sobre a questão.

    Serão julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes e que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber.

    As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

    A decisão que será tomada pela Corte terá impacto em 10 mil processos que estão parados em todo o país à espera do posicionamento do plenário sobre a questão. 

    As plataformas sustentaram no Supremo que atuam como empresas de tecnologia e realizam a “intermediação tecnológica” entre passageiros e motoristas, que são responsáveis pelas corridas.

    Por outro lado, os representantes dos motoristas de aplicativos e entregadores afirmam que as categorias fazem parte de um grupo de “trabalhadores sem direitos”. Também foi citada a precarização da atividade.

    STF marca para 24 de junho retomada do julgamento sobre uberização

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  • Petróleo fecha em queda e despenca em maio com perspectiva de EUA-Irã

    Petróleo fecha em queda e despenca em maio com perspectiva de EUA-Irã

    Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 1,73% (US$ 1,54), a US$ 87,36

    O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 29, com o Brent chegando a operar abaixo de US$ 90 por barril pela primeira vez desde março, em meio a notícias de que Estados Unidos e Irã estariam nas etapas finais para anunciar um acordo que encerraria a guerra no Oriente Médio.

    Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 1,73% (US$ 1,54), a US$ 87,36.

    Já o Brent para agosto recuou 1,7% (US$ 1,58), a US$ 91,12 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

    Na semana WTI e Brent caíram 9,56% e 12%, respectivamente. No mês, a queda foi de 16,8% e 17,4%, respectivamente.

    O Brent cedeu cerca de US$ 19 em maio, a sua maior queda mensal em dólares desde março de 2020, segundo dados da Dow Jones Market Data. O WTI, com baixa de US$ 17, registrou sua maior queda em dólares desde novembro de 2021.

    Trump afirmou no início da tarde que se reuniria na Casa Branca para tomar uma decisão final em relação ao acordo com o Irã, o que levou o Brent a operar a US$ 89 logo após a informação. Para um acordo, o líder americano reiterou uma série de exigências que o Irã não demonstrou disposição para aceitar no passado.

    Mais cedo, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã “não tem confiança em garantias nem em palavras” e que apenas os comportamentos são “o critério”, em meio a dúvidas sobre o cessar-fogo acordado com os EUA após novos ataques trocados entre os lados no Oriente Médio.

    Para o analista do Price Futures Group, Phill Flynn, a queda dos preços do petróleo nesta sexta reflete a esperança dos investidores de que uma saída diplomática esteja ao alcance. “Isso é uma boa notícia para a estabilidade energética global e para os consumidores”, afirma.

    Enquanto isso, no fronte da guerra na Ucrânia, um ataque de drones na madrugada contra a região russa de Yaroslavl provocou um grande incêndio em uma instalação de armazenamento de combustível. A refinaria tem sido repetidamente alvo de drones, incluindo ataques nos dias 8 e 13 de maio.

    *Com informações da Dow Jones Newswires

    Petróleo fecha em queda e despenca em maio com perspectiva de EUA-Irã

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  • Etanol lidera queda em maio com recuo de 5,6%, mostra pesquisa; diesel cai 3,3% e gasolina, 1%

    Etanol lidera queda em maio com recuo de 5,6%, mostra pesquisa; diesel cai 3,3% e gasolina, 1%

    O Distrito Federal registrou a maior queda do etanol hidratado em maio (-10,0%), com preço médio de R$ 4,528 por litro

    O etanol hidratado teve a maior queda entre os combustíveis monitorados em maio pela Veloe/Fipe, em um movimento de acomodação após elevações expressivas registradas entre março e abril. Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra recuo de 5,6% no mês no preço do etanol, para média nacional de R$ 4,488 por litro.

    A retração foi disseminada entre os combustíveis e interrompeu a trajetória de alta observada em abril. Além do etanol, o diesel comum e o diesel S-10 caíram 3,3% no período. As gasolinas comum e aditivada recuaram 1%, enquanto o GNV foi o único a subir: 0,3%.

    Entre os Estados, o Distrito Federal registrou a maior queda do etanol hidratado em maio (-10,0%), com preço médio de R$ 4,528 por litro. Na sequência aparecem São Paulo (-7,2%; R$ 4,200), Minas Gerais (-6,0%; R$ 4,522), Paraná (-5,1%; R$ 4,534) e Mato Grosso (-4,9%; R$ 4,418).

    Na média nacional, os preços de maio ficaram em R$ 7,218 por litro para o diesel S-10, R$ 7,135 para o diesel comum, R$ 6,889 para a gasolina aditivada, R$ 6,752 para a gasolina comum, R$ 4,574 para o GNV e R$ 4,488 para o etanol hidratado.

    Apesar do alívio nos preços em maio, os combustíveis fósseis seguem acumulando aumentos relevantes em 2026 e em 12 meses, em um ambiente de volatilidade do petróleo, incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e dinâmica de repasse aos postos.

    De janeiro a maio, o diesel S-10 lidera a alta (+16,8%), seguido do diesel comum (+16,6%), gasolina comum (+7,5%), gasolina aditivada (+7,2%) e etanol (+0,3%); o GNV é o único em queda (-1,6%). Em 12 meses, o diesel S-10 sobe 16,1% e o diesel comum, 15,7%, enquanto a gasolina comum avança 6,1%, a aditivada 5,9% e o etanol 2,6%; o GNV recua 4,9%.

    A Fipe associa a queda mais intensa do etanol à entrada mais forte da safra no Centro-Sul, o que elevou a oferta e ampliou a competitividade do biocombustível frente à gasolina em parte dos mercados regionais.

    “Maio trouxe um movimento importante de acomodação dos preços, especialmente no etanol, impulsionado pelo avanço da safra e pela ampliação da oferta. Ainda assim, diesel e gasolina permanecem em patamares elevados no acumulado do ano, mostrando que os efeitos das pressões internacionais sobre energia continuam presentes no mercado brasileiro”, disse em nota o CEO da Veloe, André Turquetto.

    Na leitura semanal, o etanol renovou a mínima do ano na semana de 23 de maio, ao atingir R$ 4,40 por litro, após uma sequência de recuos iniciada na segunda quinzena de abril. Diesel S-10 e gasolina comum também mostraram acomodação gradual ao longo de maio, mas seguem acima do nível observado no começo do ano.

    O monitor também aponta melhora do poder de compra no primeiro trimestre de 2026. Pelos cálculos da Fipe com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum consumiu 5,5% da renda domiciliar das famílias brasileiras, melhor marca para o período desde o início da série histórica, em 2017. O indicador, porém, revela diferenças regionais: o peso do abastecimento segue maior no Norte (8,5%) e no Nordeste (7,5%).

    Etanol lidera queda em maio com recuo de 5,6%, mostra pesquisa; diesel cai 3,3% e gasolina, 1%

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  • ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais e familiares

    ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais e familiares

    Índice é o menor definido pela agência na série histórica, se excluída a taxa negativa de 2021. Percentual poderá ser aplicado entre maio de 2026 e abril de 2027 e não vale para planos coletivos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou nesta sexta-feira (29) o reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares.

    O índice ficou abaixo do teto autorizado no ano passado, de 6,06%, e manteve a trajetória de desaceleração observada após os percentuais mais elevados registrados no pós-pandemia.

    Pela série histórica da ANS, trata-se do menor reajuste desde 2000, ano em que foi regulamentado o teto, desconsiderado o índice negativo excepcional de 2021, quando houve redução de -8,19%.

    Entre os maiores reajustes já autorizados estão os de 2015, 2016 e 2017, todos acima de 13%, além de 2022, com 15,5%.

    O percentual poderá ser aplicado pelas operadoras no período entre maio de 2026 e abril de 2027, sempre no mês de aniversário de cada contrato. A decisão foi tomada durante reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência nesta manhã.

    Segundo a ANS, o cálculo considera a variação das despesas assistenciais das operadoras, incluindo tanto o aumento dos custos médico-hospitalares quanto a frequência de uso dos serviços pelos beneficiários. Neste ano, a metodologia resultou em uma variação das despesas assistenciais (VDA) de 8,32%.

    O reajuste vale apenas para planos contratados diretamente por pessoas físicas, modalidade que reúne cerca de 7,7 milhões de beneficiários no país, ou 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil.

    Os contratos coletivos -empresariais ou por adesão, firmados via sindicatos e associações- seguem sem teto definido pela agência e têm os percentuais negociados entre operadoras e contratantes.

    Esses planos coletivos representam a maior parte do mercado de saúde suplementar no Brasil e frequentemente concentram reclamações de consumidores por reajustes considerados elevados.

    A ANS afirma que o modelo busca equilibrar a proteção dos usuários e a sustentabilidade financeira do setor. Operadoras, por outro lado, argumentam que os custos da assistência médica continuam pressionados pela incorporação de tecnologias, envelhecimento da população e aumento da demanda por atendimentos.

    Já entidades de defesa do consumidor costumam cobrar maior regulação dos contratos coletivos e criticam reajustes acima da inflação em parte do setor.

    Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança do novo percentual poderá ocorrer nos meses seguintes, com possibilidade de retroativos, conforme as regras definidas pela agência.

    Em nota à imprensa, a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) diz que o reajuste definido não acompanha a variação efetiva dos custos médico-hospitalares, e afirma que a defasagem tende a tornar cada vez mais desafiadora a sustentabilidade do sistema.

    “O cenário é especialmente sensível para operadoras de pequeno e médio porte, que possuem menor capacidade de absorver impactos regulatórios, administrativos e assistenciais. Em 2025, esse grupo registrou resultado operacional negativo de aproximadamente R$ 200 milhões, enquanto cerca de 45% das empresas do segmento encerraram o período no prejuízo”, diz Marcelo Dietrich, diretor da Abramge e liderança de pequenas e médias operadoras na entidade.

    A entidade também defende o debate sobre a metodologia aplicada aos reajustes pela ANS para promover previsibilidade regulatória e equilíbrio econômico-financeiro.

    ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais e familiares

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  • Imposto de Renda 2026: como corrigir uma declaração já enviada?

    Imposto de Renda 2026: como corrigir uma declaração já enviada?

    Especialistas explicam sobre a declaração retificadora e quais cuidados ajudam a evitar problemas com a Receita Federal

    Erros no preenchimento da Declaração do Imposto de Renda ainda estão entre as principais preocupações dos contribuintes. Dados incorretos, omissão de rendimentos e informações divergentes podem levar à malha fina, no entanto, a Receita Federal permite que os contribuintes corrijam erros por meio da chamada Declaração retificadora. 

    O procedimento pode ser realizado após o envio da Declaração original e serve para ajustar informações como rendimentos, despesas médicas, dependentes, bens patrimoniais e investimentos. É um recurso importante para sanar erros e reduzir riscos fiscais e manter a situação regular perante a Receita.
     

    “Hoje, o cruzamento de dados da Receita Federal é extremamente sofisticado. Qualquer inconsistência pode ser identificada rapidamente”, afirma Valdir Amorim, especialista da área de imposto de renda da IOB, une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada para resolver os desafios de contadores e empresas. Valdir explica que muitos contribuintes percebem erros apenas depois do envio da declaração.

    “É comum esquecer de lançar determinado rendimento ou lançar um valor incorreto, até mesmo com inversão de valores. Nesses casos, a recomendação é corrigir a informação o quanto antes por meio da declaração retificadora”, diz.

    Entre os problemas mais frequentes estão:

    • Omissão de rendimentos recebidos de trabalhos temporários;
    • Erros em despesas dedutíveis; e
    • Inclusão indevida de dependentes, dentre outras.

    A retificação pode ser feita pelo mesmo programa da Declaração original ou pelas plataformas digitais da Receita Federal. O contribuinte precisa informar o número do Recibo da Declaração enviada anteriormente. A Declaração retificadora substitui integralmente a versão original.

    No entanto, Valdir Amorim alerta para um detalhe importante: a troca entre o Modelo Simplificado e o Modelo Completo só pode ser feita dentro do prazo oficial de entrega do Imposto de Renda, que termina em 29 de maio, tantas quantas vezes for necessária. Após o fim do prazo, ainda é possível corrigir informações normalmente, mas não pode alterar o modelo de tributação escolhido inicialmente.

    Além da correção espontânea, acompanhar regularmente o processamento da Declaração é considerado essencial. Muitos contribuintes só descobrem inconsistências quando recebem notificações da Receita Federal. Monitorar o status da Declaração ajuda a identificar pendências antes que o problema se agrave.

    Para evitar erros futuros, Valdir recomenda manter documentos organizados ao longo do ano, incluindo informes bancários, recibos médicos e comprovantes patrimoniais.

    Por fim, a partir da Declaração Pré-preenchida, faça a conferência e valide o conteúdo que ela apresenta ao contribuinte. Se faltar informação, complete; se tiver informação demais que não lhe pertence, exclua. Declare sempre com os comprovantes em mãos.

    Imposto de Renda 2026: como corrigir uma declaração já enviada?

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  • Senado aprova projeto de incentivo ao primeiro emprego para jovens

    Senado aprova projeto de incentivo ao primeiro emprego para jovens

    O projeto determina a criação de incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência profissional formal, entre elas a redução da alíquota do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da contribuição à Previdência Social

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei (PL) 5228/19, que cria o contrato de primeiro emprego. Pela proposta, as pessoas entre 18 e 29 anos de idade que nunca tiveram carteira assinada terão acesso facilitado ao mercado de trabalho. O texto segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O projeto determina a criação de incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência profissional formal, entre elas a redução da alíquota do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da contribuição à Previdência Social.

    No caso do FGTS, a alíquota incidente cairá de 8% para 2% no caso das microempresas; 4% para empresas de pequeno porte, entidades sem fins lucrativos, entidades filantrópicas, associações e sindicatos; e 6% para as demais empresas.

    Além disso, o texto prevê que a contribuição patronal à Seguridade Social será reduzida de 20% para 10% do salário.

    QUEM PODE PARTICIPAR

    Estão aptos a participar do programa os jovens que estiverem matriculados na educação superior, educação profissional e tecnológica ou educação de jovens e adultos. Também poderão ser contratados aqueles que já concluíram o ensino superior ou a educação profissional e tecnológica.

    Os contratos terão prazo mínimo de seis meses, com possibilidade de até três prorrogações, respeitado o limite máximo de 24 meses. O projeto prevê a possibilidade de tornar a contratação permanente a qualquer momento.

    O relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou do texto encaminhado da Câmara dos Deputados dispositivos que previam incentivos à contratação de trabalhadores com mais de 50 anos que estão desempregados há mais de 12 meses. Para eles, estava prevista a modalidade de contrato de recolocação profissional.

    O senador argumentou que a matéria foi incluída durante a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados e desviava o foco do projeto original.

    “Essa disposição não diz respeito ao mérito da criação de tal contrato ou à sua necessidade e adequação constitucional e jurídica. Outrossim, trata-se da percepção de que é matéria alheia ao projeto original e que não passou pela adequada discussão no âmbito do Senado Federal”, afirmou.

    Senado aprova projeto de incentivo ao primeiro emprego para jovens

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  • Brasil está entre economias que mais cresceram no 1º trimestre; veja lista

    Brasil está entre economias que mais cresceram no 1º trimestre; veja lista

    O crescimento do PIB entre os países que fazem parte da OCDE foi de 0,4% no primeiro trimestre de 2026, acima do 0,2% no trimestre anterior, segundo a entidade. O dado considera uma amostra de cerca de 30 países que já divulgaram seus dados

    (FOLHAPRESS) – O Brasil está entre as economias que mais cresceram no primeiro trimestre de 2026, quando se compara o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) nacional com o desempenho dos países que fazem parte da OCDE, grupo que reúne as economias mais avançadas.

    O país cresceu 1,1% no primeiro período, em relação ao 4º trimestre de 2025.

    O crescimento do PIB entre os países que fazem parte da OCDE foi de 0,4% no primeiro trimestre de 2026, acima do 0,2% no trimestre anterior, segundo a entidade. O dado considera uma amostra de cerca de 30 países que já divulgaram seus dados.

    Nesse período, 20 países registraram crescimento. Duas economias ficaram estáveis (França e Portugal). Seis sofreram contração (Suécia, Chile, Lituânia, Israel, México e Irlanda).

    Entre os países do G7, o crescimento acelerou no Reino Unido e nos Estados Unidos, passando de 0,2% e 0,1% no quarto trimestre para 0,6% e 0,5% no primeiro trimestre, respectivamente.

    Segundo a OCDE, os dados dos Estados Unidos (taxa anualizada de 2%) refletem o avanço das exportações e o aumento do investimento. O dado também está influenciado pela recuperação nos gastos federais após a paralisação do governo.

    Analistas avaliam que os dados posteriores podem ser afetados pela guerra envolvendo os EUA, Israel e o Irã, que aumentou os preços e pressiona os orçamentos familiares.

    O PIB da China cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025. Na comparação anual, o avanço foi de 5%, acima dos 4,5% do trimestre anterior. O país asiático, assim como o Brasil, não faz parte da OCDE.

    A instituição também destacou que o crescimento acelerou no Japão, de 0,2% no quarto trimestre para 0,5% no primeiro trimestre, e, de forma mais marginal, na Alemanha, de 0,2% para 0,3%.

    Entre os países da OCDE para os quais há dados disponíveis, a Coreia do Sul registrou a maior taxa de crescimento trimestral no primeiro trimestre (1,7%), seguida por Finlândia (0,9%) e por Hungria e Suíça (0,8% em ambos os países).

    A Irlanda continuou apresentando a maior contração (-2%), seguida por Israel e México (-0,8% em ambos os países).

    A economia da zona do euro registrou crescimento de 0,1% no primeiro trimestre, segundo uma estimativa preliminar.

    A guerra no Irã, que começou no final de fevereiro, é apontada como um fator que pode provocar uma piora nos dados do PIB e levar a uma desaceleração do crescimento global neste segundo trimestre.]
    *
    Variação do PIB de diversos países no 1º trimestre de 2026

    Em relação ao ano anterior, em %
    Coreia do Sul – 1,7
    China – 1,6
    Brasil – 1,1
    Finlândia – 0,9
    Hungria – 0,8
    Suíça – 0,8
    Eslovênia – 0,7
    Colômbia – 0,6
    Estônia – 0,6
    Espanha – 0,6
    Reino Unido – 0,6
    Japão – 0,5
    Polônia – 0,5
    Estados Unidos – 0,4
    Canadá – 0,4
    Costa Rica – 0,3
    Alemanha – 0,3
    Áustria – 0,2
    Bélgica – 0,2
    República Tcheca – 0,2
    Itália – 0,2
    República Eslovaca – 0,2
    Países Baixos – 0,1
    França – 0,0
    Portugal – 0,0
    Suécia – -0,2
    Chile – -0,3
    Lituânia – -0,4
    Israel – -0,8
    México – -0,8
    Irlanda – -2,0

    Fontes: OCDE e IBGE

    Brasil está entre economias que mais cresceram no 1º trimestre; veja lista

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