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  • INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 mi a aposentados

    INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 mi a aposentados

    Entre os achados, auditores entenderam que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan, que é acionista de pouco menos da metade do C6

    O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do banco C6 em razão de irregularidades nos contratos da instituição financeira com aposentados pela Previdência Social. O órgão quer que o banco devolva R$ 300 milhões a segurados.

    A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos, em uma espécie de venda casada.

    Auditores concluíram que a irregularidade é grave porque reduz o valor líquido disponibilizado pelo banco a aposentados. O INSS proíbe a inclusão de custos extras, como taxas, prêmios e seguros que não tenham a ver com os empréstimos.

    O banco só poderá voltar a fazer novos empréstimos consignados quando restituir os valores cobrados indevidamente.

    Para poder vender o produto e descontar as parcelas de consignados diretamente na conta dos aposentados pelo INSS, o banco mantinha um acordo de cooperação técnica com o órgão. Este foi o termo rescindido pelo órgão como parte da penalidade.

    A decisão do INSS foi tomada com base em uma apuração da CGU, que identificou irregularidades em milhares de contratos de empréstimos entre o C6 e aposentados.

    Entre os achados, auditores entenderam que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan, que é acionista de pouco menos da metade do C6.

    Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados. No primeiro ano, quando entrou para esse mercado criando o C6 Consig, tinha 514 clientes. Em 2025, já tinha uma carteira de 3,3 milhões de consignados.

    O banco chegou a ser condenado judicialmente a indenizar aposentados que afirmaram ter sofrido descontos sem terem contratado empréstimos consignados. Também já firmou acordo com o Ministério Público Federal para cessar fraudes nesses contratos.

    INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 mi a aposentados

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  • Receita vai pagar até R$ 1 mil a quem não declarou IR; veja quem recebe

    Receita vai pagar até R$ 1 mil a quem não declarou IR; veja quem recebe

    Novo modelo de restituição automática vai devolver valores a contribuintes que tiveram imposto retido na fonte, mesmo sem obrigatoriedade de declaração. Pagamento será feito por Pix e pode beneficiar cerca de 4 milhões de pessoas em 2026

    Uma nova medida da Receita Federal vai permitir a devolução automática de valores do Imposto de Renda para contribuintes que nem sequer entregaram a declaração. A partir de 2026, pessoas que não eram obrigadas a declarar, mas tiveram imposto retido na fonte, poderão receber esse dinheiro sem precisar solicitar.

    A iniciativa foi apelidada pelo governo de “cashback do Imposto de Renda” e tem como foco principalmente contribuintes de baixa renda que acabaram não recebendo valores a que tinham direito.

    Como funciona

    A restituição será feita por meio de uma declaração automática gerada pela própria Receita Federal, com base nas informações já disponíveis nos sistemas do Fisco, como dados do eSocial e de fontes pagadoras.

    O contribuinte não precisa enviar a declaração para participar. A partir de 15 de junho de 2026, será possível consultar se a declaração automática foi criada.

    Caso queira, o cidadão poderá revisar os dados, corrigir informações ou até cancelar o envio.

    O pagamento está previsto para 15 de julho de 2026 e será feito exclusivamente via Pix, usando a chave vinculada ao CPF.

    Quem tem direito

    Terão direito ao pagamento automático os contribuintes que não eram obrigados a declarar o Imposto de Renda em 2025 e, mesmo assim, tiveram valores retidos na fonte.

    Além disso, é necessário atender a alguns critérios:
    ter direito à restituição de até R$ 1.000
    estar com o CPF regular
    ter baixo risco fiscal
    possuir chave Pix vinculada ao CPF

    Esse tipo de situação pode ocorrer, por exemplo, quando a pessoa teve imposto descontado em parte do ano, mas depois deixou de atingir os critérios de obrigatoriedade de declaração.

    Valores e alcance

    A Receita Federal estima que cerca de 4 milhões de contribuintes serão beneficiados nessa primeira fase.

    O valor total do lote será de aproximadamente R$ 500 milhões.

    O limite individual de restituição é de R$ 1.000, mas a média prevista é de cerca de R$ 125 por pessoa.

    Por que a medida foi criada

    A iniciativa busca corrigir uma distorção do sistema. Muitos contribuintes deixam de receber restituições por falta de informação ou por não terem obrigação de declarar o Imposto de Renda.

    Com o avanço no cruzamento de dados, a Receita passou a identificar esses casos e decidiu devolver automaticamente os valores.

    Atenção

    A Receita reforça que quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda deve continuar enviando a declaração normalmente.

    O sistema automático vale apenas para quem não tinha obrigação de declarar.

    A medida também é considerada um projeto piloto, e ainda não há garantia de continuidade nos próximos anos.

    Quem precisa declarar o IR 2026

    Devem entregar a declaração os contribuintes que, em 2025:
    receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584
    tiveram outros rendimentos acima de R$ 200 mil
    realizaram operações na Bolsa acima de R$ 40 mil ou com lucro tributável
    obtiveram ganho de capital
    tiveram atividade rural com receita relevante
    possuíam bens acima de R$ 800 mil

    Nesses casos, a declaração é obrigatória e o não envio pode gerar multa.

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  • Declaração de bets, superlote de restituição e alertas da malha fina estão entre as novidades do Imposto de Renda

    Declaração de bets, superlote de restituição e alertas da malha fina estão entre as novidades do Imposto de Renda

    Imposto de Renda 2026 começa dia 23 e terá prazo menor para entrega. Receita Federal espera 44 milhões de declarações e concentra restituições nos dois primeiros lotes; programa pré-preenchido estará disponível desde o primeiro dia de envio

    (FOLHAPRESS) – O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 começa às 8h da próxima segunda-feira (23) e vai até as 23h59 de 29 de maio. A Receita Federal espera receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano.

    O prazo será menor em comparação ao ano passado, mas, desta vez, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia de envio. O contribuinte poderá declarar pelo computador, internet ou celular. O programa tradicional ficará disponível para download a partir de sexta-feira (20).

    O limite de renda que obriga a declarar também foi atualizado. Deve prestar contas quem recebeu, em 2025, rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, como salários, aposentadorias e aluguéis.

    A nova isenção para quem ganha até R$ 5.000 por mês ainda não entra nesta declaração. Ela só será considerada no Imposto de Renda do próximo ano.

    RESTITUIÇÃO EM QUATRO LOTES

    A Receita pagará a restituição em quatro lotes, e não cinco. Os dois primeiros serão maiores, com previsão de pagamento para cerca de 80% dos contribuintes.

    1º lote: 29 de maio
    2º lote: 30 de junho
    3º lote: 31 de julho
    4º lote: 31 de agosto

    A ordem de prioridade segue a mesma:

    Idosos com 80 anos ou mais
    Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave
    Professores
    Quem usar declaração pré-preenchida e Pix
    Quem usar uma dessas opções
    Demais contribuintes

    Em caso de empate, vale a data de envio: quem declarar antes recebe primeiro.

    PAGAMENTO AUTOMÁTICO

    Uma novidade será o pagamento automático para quem não é obrigado a declarar, mas teve imposto retido. Um lote especial será pago em 15 de julho para cerca de 4 milhões de pessoas.

    O valor será depositado automaticamente, desde que o CPF esteja regular e haja chave Pix cadastrada. O limite para esse lote é de restituições de até R$ 1.000.

    DECLARAÇÃO DE APOSTAS

    A declaração passa a ter campos específicos para ganhos com apostas. Quem ganhou mais de R$ 28.467,20 em 2025 deverá pagar imposto de 15% sobre o valor.

    Será necessário informar os dados por meio de um formulário específico e apresentar comprovantes fornecidos pelas plataformas.

    ALERTAS PARA EVITAR ERROS

    O sistema Meu Imposto de Renda terá alertas para ajudar a identificar possíveis erros antes do envio. Avisos como inconsistências ou despesas fora do padrão poderão aparecer.

    Um erro comum é declarar dependentes e esquecer de informar a renda deles, o que pode levar à malha fina.

    Também haverá alerta para quem escolher receber por Pix, mas não tiver chave cadastrada no CPF. Nesse caso, o pagamento ficará retido até a regularização.

    CRUZAMENTO DE DADOS DE SAÚDE

    Com o uso obrigatório do sistema Receita Saúde, todos os recibos médicos passam a ser digitais. Isso permitirá um cruzamento mais preciso de informações.

    Cerca de 30,4 milhões de recibos já estarão automaticamente incluídos na declaração pré-preenchida.

    PRÉ-PREENCHIDA MAIS COMPLETA

    A declaração pré-preenchida terá mais dados neste ano, incluindo informações do eSocial. Será necessário ter conta gov.br nível prata ou ouro.

    O sistema indicará quando os dados vierem de terceiros, como empresas e bancos, e pedirá conferência.

    OUTRAS NOVIDADES

    O sistema agora inclui renda variável, permitindo declarar operações na Bolsa diretamente no Meu Imposto de Renda.

    Também será possível retificar declarações entre sistemas diferentes e acessar ajuda dentro da própria plataforma.

    Haverá ainda campo opcional para informar raça e cor, além de nome social.

    Na ficha de bens, será possível indicar imóveis com usufruto em campo específico.

    QUEM DEVE DECLARAR

    Devem declarar quem, em 2025:

    • Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584
    • Teve rendimentos isentos acima de R$ 200 mil
    • Teve ganho de capital na venda de bens
    • Operou na Bolsa acima de R$ 40 mil ou com lucro tributável
    • Teve receita rural acima de R$ 177.920
    • Possuía bens acima de R$ 800 mil
    • Passou a residir no Brasil em 2025
    • Possui investimentos no exterior ou estruturas como trust
    • Teve lucros ou dividendos no exterior

    Quem é obrigado a declarar e não entrega dentro do prazo paga multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.
     
     
     

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  • Dólar fecha em forte queda, a R$ 5,23, com guerra em foco; Bolsa sobe mais de 1%

    Dólar fecha em forte queda, a R$ 5,23, com guerra em foco; Bolsa sobe mais de 1%

    Dólar recua 1,62% a R$ 5,23 e Ibovespa sobe 1,24% com a guerra no Oriente Médio e trajetória dos juros brasileiros no radar dos investidores; no centro do conflito com o Irã estão os temores de gargalos no mercado de energia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em forte queda de 1,62 %, cotado a R$ 5,230, nesta segunda-feira (16), com a guerra do Irã e trajetória dos juros brasileiros no radar dos investidores. O pregão foi marcado por um maior interesse por ativos de risco.

    A desvalorização da moeda acompanhou o recuo no exterior (na mínima, o dólar chegou a R$ 5,226, uma queda de 1,69%). O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis outras moedas, recuou 0,58% durante o dia.

    O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, por outro lado, avançou 1,24%, a 179.875 pontos, com grande parte das ações do índice no campo positivo.

    O movimento devolveu os ganhos da moeda norte-americana e as perdas da Bolsa, que haviam registrado alta de 1,35% e queda de 0,9%, respectivamente, na sexta-feira (13).

    “Encerramos a sexta-feira com o dólar em R$ 5,32. Agora, porém, vemos uma correção desses movimentos: enquanto o dólar se enfraquece no exterior, o real acaba se beneficiando”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Naquele dia, o receio do mercado financeiro foi influenciado por declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, ao canal Fox News, afirmando que iria “atacar o Irã com muita força” nesta semana.

    Nesta segunda, o movimento é foi de revisão, apesar de não haver uma mudança do ponto de vista diplomático no Oriente Médio para tal. “A gente vê uma desvalorização do dólar diante de um cenário de um pouco mais de apetite por risco e isso favorece moedas emergentes”, diz Bezzon.

    O conflito tem ganhado status de uma guerra regional. Nesta segunda-feira, Israel invadiu novas áreas do sul do Líbano, em uma ofensiva terrestre contra Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã.

    No centro do conflito estão os temores de gargalos no mercado de energia -o estreito de Hormuz, na costa iraniana, é responsável por 20% de todo petróleo e gás global-, que podem causar um repique inflacionário global.

    “A persistência da guerra no Oriente Médio mantém volatilidade no preço do petróleo, com o Brent orbitando novamente a faixa de US$ 100 por barril, o que reforça temores de pressões inflacionárias a nível global e sustenta a busca por ativos considerados mais seguros, como a moeda americana”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou outros países a enviarem navios de guerra para manter o estreito de Hormuz aberto à navegação. O pedido ainda não surtiu efeito.

    “Os países do mundo que recebem petróleo pelo estreito de Hormuz precisam zelar por essa passagem, e nós vamos ajudar -E MUITO!”, escreveu Trump em publicação no Truth Social. “Os EUA também vão se coordenar com esses países para que tudo ocorra de forma rápida, tranquila e satisfatória.”

    No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que a via está aberta para todos, menos para aliados dos Estados Unidos.

    A travessia estaria bloqueada “apenas para petroleiros e navios de inimigos e os aliados deles”, afirmou Araghchi para a mídia estatal iraniana. “Ainda há muitos petroleiros e navios que estão passando pelo estreito”, disse o chanceler.

    O Irã também advertiu que a guerra se ampliará se houver intervenção de outros países.

    Além disso, na última quarta, a AIE (Agência Internacional de Energia) aprovou a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas, o maior movimento desse tipo na história da organização que reúne 32 países, incluindo os Estados Unidos.

    As tensões no Oriente Médio têm afetado as previsões de política monetária dos bancos centrais. O mercado já estima que o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) mantenha o patamar atual de juros até julho.

    Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, os investidores veem uma chance de 99,2% de que o Fed mantenha o patamar atual de juros, entre 3,5% e 3,75%, na reunião desta quarta-feira (18).

    As previsões também apontam maior probabilidade de manutenção da taxa nas reuniões subsequentes: 93% na reunião de abril e 71,7% na de junho. O quadro começa a mudar na reunião de julho, com 59,5% prevendo manutenção, mas 34,3% projetando redução para a faixa entre 3,25% e 3,5%.

    Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, vê uma pressão global com o conflito. “O petróleo mais caro tende a pressionar as expectativas de inflação global, principalmente em economias desenvolvidas, o que pode reduzir o espaço para cortes de juros mais rápidos pelo Fed”.

    No exterior, a política monetária e a correção do mercado acionário com a guerra do Oriente Médio também acontece. Os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq avançaram 1,02%, 0,83% e 1,22%, respectivamente.

    Dólar fecha em forte queda, a R$ 5,23, com guerra em foco; Bolsa sobe mais de 1%

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  • CNU 2 divulga resultado final com classificações e lista de espera

    CNU 2 divulga resultado final com classificações e lista de espera

    Candidatos serão convocados para nomeações ou cursos de formação; Confira o calendário com as próximas etapas, após o início das convocações para nomeação!

    O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) divulgaram nesta segunda-feira (16) o resultado final da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU).

    O resultado final, com as classificações gerais do certame, e as convocações para as demais etapas do processo seletivo podem ser consultados no Diário Oficial da União (DOU).

    As listas com as classificações finais dos candidatos para vagas imediatas e para a lista de espera foram consolidadas após a terceira rodada de confirmação de interesse pelos candidatos convocados. Desde as 16h desta segunda-feira, no horário de Brasília, está disponível, também, a consulta individual ao resultado final, na Página de Acompanhamento, dentro do portal da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso.

    O resultado reúne as classificações para vagas em cargos de nível superior e intermediário, distribuídas em 32 órgãos e entidades federais.

    Próximas etapas

    Para alguns cargos, o resultado divulgado corresponde ao encerramento de uma fase do concurso.

    Cada órgão e entidade federal participante iniciará os procedimentos administrativos para nomear os aprovados dentro do número de vagas imediatas, com respeito à ordem de classificação e os trâmites específicos de cada carreira.

    Porém, pode haver etapas complementares, como cursos ou programas de formação, procedimentos de investigação social e funcional, além de defesa de memorial e prova oral, dependendo das atribuições e exigências legais de cada cargo ou especialidade.

    Curso ou formação

    A etapa dos cursos ou programa de formação corresponde à segunda fase do certame, com caráter eliminatório e classificatório e será conduzida pelo órgão responsável pelo cargo.

    Já para cargos que exigem investigação social e funcional, o procedimento tem caráter eliminatório e busca verificar a idoneidade e a vida pregressa das pessoas candidatas para o exercício das funções públicas.

    Confira o calendário com as próximas etapas, após o início das convocações para nomeação:

    • Após 16 de março: início das convocações para nomeação, e, quando couber, para o procedimento de investigação social e funcional, a realização da defesa de memorial; prova oral e o curso ou programa de formação
    • 17 a 24 de março: prazo para preenchimento da Ficha de Informações Pessoais, referente à fase de investigação social e funcional para o cargo de analista técnico de justiça e defesa6 a 10 de abril: prazo para envio da documentação referente à defesa de memorial e prova oral.

    CNU 2025

    A segunda edição do CNU oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.

    Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

    Do total de vagas, 3.144 são de nível superior e 508 de nível intermediário.

    Em relação ao preenchimento das 3.652 vagas, o MGI planeja chamar 2,4 mil aprovados imediatamente após a homologação do certame. As outras 1,1 mil vagas serão preenchidas no curto prazo.

    CNU 2 divulga resultado final com classificações e lista de espera

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  • Aliados de Flávio Bolsonaro rechaçam liberais para ministro da Economia

    Aliados de Flávio Bolsonaro rechaçam liberais para ministro da Economia

    Parte dos integrantes do PL defende nome que agrade à Faria Lima, enquanto radicais querem perfil anti-Lula; interlocutores do senador dizem que sua decisão será respeitada e minimizam a divergência

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que anunciaria em breve seu ministro da Economia para um possível governo, mas enfrenta divergência entre seus aliados que questionam nomes ligados ao mercado.

    Até agora, são cogitadas pessoas que têm mantido contato com Flávio ou com seus auxiliares e têm ajudado com ideias e orientações para o programa de governo. Entre eles, estão Roberto Campos Neto, Mansueto Almeida, Gustavo Montezano, Daniella Marques e o próprio ex-ministro Paulo Guedes, “posto Ipiranga” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Bolsonaristas próximos ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestaram contrariedade com a escolha de um nome liberal, ligado ao sistema financeiro e, portanto, mais palatável ao centrão.

    Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, é vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, além de colunista da Folha de S.Paulo. Daniella é ex-presidente da Caixa e foi braço-direito de Guedes na pasta da Economia. Montezano foi presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), enquanto Mansueto, hoje economista-chefe do BTG Pactual, foi secretário do Tesouro Nacional.

    Segundo interlocutores de Eduardo disseram à reportagem, a chamada Faria Lima tem interesses próprios e vai agir para emplacar um dos seus no ministério da Economia.

    A leitura é de que os liberais são pragmáticos, abraçam qualquer governo, enquanto os ministros de Flávio deveriam ter uma agenda anti-Lula (PT).

    Para essa ala mais ideológica, seria preferível escolher para esse posto chave um político do grupo, com lealdade a Flávio, enquanto a área técnica ocuparia o segundo escalão.

    Eles mencionam, por exemplo, Adolfo Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia no governo Bolsonaro. Pelas redes sociais, Sachsida critica o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, demonstra indignação com a prisão do ex-presidente, contesta o governo Lula e defende a anistia aos condenados por golpismo.

    Sachsida é um dos nomes com quem Flávio tem conversado a respeito de políticas econômicas, segundo integrantes da pré-campanha.

    Parte dos interlocutores de Flávio vai na direção oposta -afirma preferir um nome já conhecido e com credibilidade, justamente para dar segurança à Faria Lima e à classe política. Essa opinião é compartilhada por integrantes da cúpula do PL.

    O argumento é o de que tanto Bolsonaro como Lula governaram para suas respectivas bolhas, enquanto Flávio deve buscar conquistar outros públicos. Nesse sentido definir um nome no perfil de Paulo Guedes poderia ser o diferencial para fazê-lo ganhar a disputa contra o petista.

    No fim de fevereiro, Flávio disse a correligionários que pretende apresentar um nome que agrade ao mercado financeiro. Ele mencionou o desejo de um quadro com capacidade para equilibrar as contas públicas.

    Segundo políticos ouvidos pela reportagem, de um lado ou do outro, a ideia é minimizar a desavença interna e não deixar que isso se torne uma crise para o senador. Eles afirmam que a escolha de Flávio será respeitada e que ele tem a qualidade de ouvir todas as opiniões.

    Membros do PL dizem que Flávio tem boa relação com a ala mais ideológica, que confia e respeita esses bolsonaristas mais radicais. Mas ressaltam que ele tende a adotar outra linha, já que o esforço da sua campanha será de moderar o discurso para avançar sobre o eleitorado de centro. A atitude também envolve um aceno ao mercado financeiro, que a princípio deu sinais de resistência ao seu nome.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), diz que, em caso de vitória nas eleições, o novo governo pretende revisitar as reformas da Previdência e trabalhista.

    O plano de governo do pré-candidato será lançado no próximo dia 30 de março, com diretrizes para economia (sobretudo a área fiscal), educação, segurança hídrica e terras indígenas, entre outros temas.

    Em entrevista à reportagem, Marinho elogiou Campos Neto. O economista, porém, disse a interlocutores que não pretende voltar para cargos públicos.

    De acordo com integrantes da pré-campanha, o foco de Flávio na questão fiscal favorece o nome de Mansueto, por exemplo. Segundo Marinho, um eventual governo Flávio deve propor uma nova regra fiscal.

    “É evidente que nós temos que redefinir parâmetros fiscais, porque o que existe não é mais um arcabouço, é uma peneira. A forma como a política fiscal expansionista acontece no Brasil é uma das principais causas dessa taxa de juros de 15% ao ano”, disse, sem detalhar o possível desenho.

    Aliados de Flávio Bolsonaro rechaçam liberais para ministro da Economia

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  • Após abrir em alta, preço do petróleo cai, mas ainda segue acima de US$ 100

    Após abrir em alta, preço do petróleo cai, mas ainda segue acima de US$ 100

    Barril Brent chegou a atingir US$ 106, mas reverteu tendência e está em queda nesta segunda. Bolsas da Europa estão em alta, enquanto o ouro enfrenta desvalorização

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo começou a semana em alta, chegou a bater em US$ 106, mas passou a cair nesta segunda-feira (16) na comparação com o fechamento de sexta-feira (13).

    O barril Brent abriu as negociações em forte alta e alcançou US$ 106,50 (R$ 560,38) às 19h30 de domingo (horário de Brasília), quando era manhã na Ásia. Após a disparada na abertura, o preço passou a cair e estava em queda de 0,82%, a US$ 102,27 (R$ 538,24), às 14h desta segunda. Na sexta, o contrato de maio custava US$ 103,14.

    A queda era maior no barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, que caía 3,16%, a US$ 94,21 (R$ 502,98). Já as Bolsas da Europa registravam alta, enquanto parte da Ásia subiu e outras caíram nesta segunda.

    A situação no estreito de Hormuz permaneceu como foco principal dos investidores, e as exigências do presidente dos EUA, Donald Trump, por uma coalizão para ajudar a reabrir a via marítima foram descartadas por aliados históricos como Japão e Austrália, que disseram não planejar enviar embarcações para escoltar navios através do estreito.

    Complicando ainda mais a situação, Trump disse ao Financial Times no domingo que esperava que a China ajudasse a desbloquear o estreito antes de sua reunião programada com o presidente Xi Jinping em Pequim no final deste mês. Ele ameaçou adiar sua viagem caso os chineses não fornecessem assistência.

    Em resposta ao pedido de Trump, o regime do Irã alertou outros países que, caso intervenham, haverá “uma escalada” na guerra no Oriente Médio.

    A alta do petróleo desde o começo da guerra no Oriente Médio também está no centro das discussões dos principais bancos centrais. Nesta semana, o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA), o BCE (Banco Central Europeu) e os bancos centrais do Brasil, da Austrália, do Japão, da Suíça e da Suécia se reúnem para definir as novas taxas de juros.

    A expectativa é que a taxa seja cortada em 0,25 ponto percentual no Brasil, e que europeus e norte-americanos mantenham o patamar atual.

    A grande questão para as autoridades é “quanto tempo dura o conflito, (e) se o choque nos preços da energia -compensado pelo apoio fiscal- causa efeitos inflacionários de segunda ordem e, portanto, requer política monetária restritiva”, afirmou Kenneth Broux, chefe de pesquisa corporativa de câmbio e taxas do Societe Generale.

    Ativos de risco como ações caíram acentuadamente desde o início da guerra, mas estavam um pouco mais estáveis na segunda-feira, enquanto os investidores tentavam processar o que pode acontecer em seguida.

    O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, registrava alta de 0,39%, às 14h. Outras Bolsas no continente que estavam em valorização eram Frankfurt (0,51%), Londres (0,55%), Paris (0,31%) e Madri (0,18%).

    Na Ásia, o índice CSI300, que reúne as principais companhias em Xangai e Shenzhen, fechou em alta de 0,05%, assim como as Bolsas de Seul (1,14%), Singapura (0,55%) e Hong Kong (1,45%). Mas outros mercados caíram como Tóquio (-0,1%), Xangai (-0,26%) e Taiwan (-0,17%).

    Já o ouro estava em desvalorização de 0,79%, cotado a US$ 5.021,80 (R$ 26,42 mil), e o bitcoin saltava 3,91%, vendido a US$ 74,09 mil (R$ 389,85 mil).

    Após abrir em alta, preço do petróleo cai, mas ainda segue acima de US$ 100

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  • IR 2026: confira o passo a passo para quem vai declarar pela primeira vez

    IR 2026: confira o passo a passo para quem vai declarar pela primeira vez

    Especialista orienta sobre regras, documentos e cuidados para evitar erros na Declaração do Imposto de Renda; vale lembrar que a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, só vale para declaração do ano que vem

    Entre os dias 23 de março e 29 de maio, contribuintes de todo o país poderão enviar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF 2026) à Receita Federal. Há situações em que existe a obrigatoriedade de entrega, mas há também a entrega espontânea da Declaração.

    Para quem vai prestar contas ao Leão pela primeira vez, o processo pode parecer complexo, mas, com organização e informação, é possível entregar a Declaração sem contratempos.

    É importante lembrar que a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, só vale para declaração do ano que vem, referente ao ano calendário 2026. A Declaração desse ano contempla apenas os rendimentos obtidos em 2025, antes da mudança.
     

    De acordo com Daniel de Paula, coordenador da área de Imposto de Renda da IOB, que une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada para resolver os desafios de contadores e empresas, o primeiro passo é entender a finalidade da declaração. “O Imposto de Renda é um tributo federal que incide sobre a renda da pessoa física. Ao longo do ano, ele é recolhido de forma antecipada e, na declaração anual, é feito o acerto de contas com o Fisco”, explica. O especialista também diferencia dois conceitos que costumam gerar dúvidas na hora de declarar:

    • Ano-Calendário: é o ano em que os fatos a serem declarados aconteceram;
    • Ano-Base: é o ano em que você entrega a Declaração à Receita Federal, informando os fatos do ano-calendário anterior.

    Ou seja, em 2026, a declaração será realizada com base nos fatos ocorridos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

    Quem precisa declarar em 2026? 

    Para o ano-base de 2026, deve declarar quem:

    • Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 no ano-calendário;
    • Teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
    • Possuía, em 31 de dezembro de 2025, bens e direitos cuja soma ultrapasse R$ 800 mil;
    • Realizou operações em bolsa de valores ou obteve ganho de capital na venda de bens.

    Passo a passo para declarar pela primeira vez 

    1. Entenda se você está obrigado a declarar
    Antes de qualquer coisa, o contribuinte deve conferir se se enquadra em algum dos critérios de obrigatoriedade.
     

    2. Documentação necessária
    O contribuinte deve ter em mãos:

    • RG, CPF e comprovante de residência;
    • Informes de rendimentos fornecidos por empregadores, instituições financeiras e, se aposentado, o informe da previdência social;
    • Extratos bancários específicos para fins de Imposto de Renda;
    • Comprovantes de despesas médicas e gastos com instrução do titular e dos dependentes (com CPF ou CNPJ do prestador e nome do beneficiário);
    • Documentos de compra e venda de bens, e contratos de aluguel;
    • Dados bancários atualizados para restituição ou débito automático;
    • Informações completas de dependentes (nome, CPF, data de nascimento e grau de parentesco); e
    • Declaração e Recibo de Entrega do ano anterior.

    “Organizar os documentos com antecedência é metade do caminho. Isso reduz erros e torna o preenchimento muito mais rápido”, orienta Daniel. 

    3. Bens e rendimentos

    Devem ser declarados salários e 13º salário, férias, ajuda de custo, aposentadoria, aluguéis, prêmios, investimentos no Brasil e no exterior, além de bens imóveis, veículos e outros direitos existentes até 31 de dezembro de 2025.

    A omissão de rendimentos é um dos principais motivos de retenção em malha fina. Segundo o especialista da IOB, “hoje a Receita Federal cruza dados de diversas fontes. A declaração do contribuinte precisa estar em total conformidade com as informações prestadas pelas empresas e instituições financeiras”.
     

    4. Declaração pré-preenchida

    Disponível para quem possui conta nível prata ou ouro no portal Gov.br, a modalidade pré-preenchida importa automaticamente diversas informações e pode facilitar a vida de quem está declarando pela primeira vez, mas não dispensa a conferência manual. É fundamental revisar os dados apresentados na base da Receita Federal antes do envio final. A responsabilidade é do declarante.

    5. Declaração de dependentes

    O dependente pode declarar sozinho ou em conjunto com os pais. Porém, se declarar em conjunto, o titular deve informar o CPF de todos os dependentes, independentemente da idade. Caso o dependente tenha renda própria, também deverá ser incluída na declaração. “Nem sempre incluir dependente é vantajoso”, comenta Daniel. É importante simular a declaração com e sem dependentes e analisar o que melhor se aplica ao contribuinte.

    6. Não deixar para a última hora!

    O envio da Declaração fora do prazo gera multa mínima de R$ 165,74, podendo aumentar conforme o imposto devido. Além disso, “quem entrega mais cedo costuma receber a restituição nos primeiros lotes, se tiver direito”, lembra Daniel de Paula.

    Os lotes de restituição seguem o critério de prioridade:

    • Contribuintes acima de 80 anos;
    • Contribuintes acima de 60 anos, com deficiência ou moléstia grave;
    • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
    • Contribuintes que fizeram a declaração pré-preenchida e indicaram o Pix para restituição;
    • Contribuintes que fizeram a declaração pré-preenchida ou indicaram Pix para restituição;
    • Demais contribuintes.
       

    Informação e planejamento são aliados 

    Declarar o Imposto de Renda pela primeira vez pode parecer desafiador, mas o processo se torna mais simples com preparo. Entender as regras, reunir os documentos com antecedência e revisar tudo antes de enviar são atitudes que garantem a tranquilidade do contribuinte que irá declarar IR pela primeira vez.

    IR 2026: confira o passo a passo para quem vai declarar pela primeira vez

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  • Dólar recua com alívio em petróleo e esforços para liberar Estreito de Ormuz

    Dólar recua com alívio em petróleo e esforços para liberar Estreito de Ormuz

    Queda da moeda americana acompanha recuo do petróleo e dos juros dos Treasuries, em meio às tensões no Oriente Médio e às negociações internacionais sobre o Estreito de Ormuz. Dados de atividade e inflação no Brasil também influenciam as expectativas do mercado

    O dólar recua quase 1% frente ao real na manhã desta segunda-feira (16), movimento que contribui para aliviar a curva de juros futuros. O cenário externo também favorece a queda dos rendimentos dos Treasuries, em meio à mobilização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em busca de apoio internacional para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após ataques de EUA e Israel.

    O petróleo registra queda superior a 2% no barril do WTI e viés de baixa no Brent, que ainda se mantém acima de US$ 102 por volta das 9h30. Já o IBC-Br de janeiro, divulgado nesta manhã, ficou praticamente em linha com as expectativas do mercado e teve impacto limitado nos negócios.

    O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, avançou 0,78% em janeiro na comparação com dezembro, próximo da projeção de 0,80% do mercado, após recuo de 0,15% no mês anterior. O crescimento foi puxado pelos setores de serviços, que subiram 0,81%, e da indústria, com alta de 0,37%. A agropecuária, por outro lado, registrou queda de 1,49%. No acumulado de 12 meses, o indicador apresenta alta de 2,26%, sinalizando desaceleração em relação ao ritmo observado em 2025.

    No relatório Focus, a mediana das projeções para a inflação suavizada nos próximos 12 meses passou de 3,94% para 3,99%, ante 3,95% há um mês. Já a estimativa para o IPCA de 2026 subiu de 3,91% para 4,10%, ainda 0,40 ponto percentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Para 2027, a projeção permaneceu estável em 3,80%.

    Os economistas também revisaram as expectativas para a próxima decisão de política monetária. Segundo o Focus, o mercado agora projeta que o Banco Central reduza a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, para 14,75%, na reunião desta quarta-feira. É a primeira vez, desde dezembro de 2025, que a mediana das projeções deixa de indicar corte de 0,50 ponto.

    Outro dado divulgado nesta segunda-feira mostra aceleração da inflação de curto prazo. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da FGV, avançou 0,26% na segunda quadrissemana de março, após alta de 0,04% na primeira leitura do mês. Em 12 meses, o índice acumula elevação de 3,04%.

    No cenário internacional, a União Europeia discute o envio de navios para garantir a circulação de embarcações no Estreito de Ormuz, diante do agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que já levou o petróleo Brent a subir mais de 40% ao longo de março.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, minimizou os impactos do conflito e afirmou que a imprensa tenta transformar a ofensiva liderada por Washington e Tel Aviv “em uma crise que não existe”.

    Dados divulgados pela OCDE indicam que o PIB do G20 cresceu 0,7% no quarto trimestre de 2025, desacelerando em relação à expansão de 0,9% registrada no trimestre anterior, com perda de ritmo especialmente na economia dos Estados Unidos.

    Relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS) também aponta aumento da dívida global corporativa. Segundo a instituição, a dívida internacional emitida por empresas afiliadas fora de seus países de origem alcançou US$ 11 trilhões no terceiro trimestre de 2025, avanço de 40%. Nos mercados emergentes, o crescimento foi impulsionado principalmente por Brasil, Rússia e China.

     

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  • Receita priorizará restituição nos 2 primeiros lotes, abrangendo quase todos que têm direito

    Receita priorizará restituição nos 2 primeiros lotes, abrangendo quase todos que têm direito

    Receita Federal terá quatro lotes de restituição em 2026 e quer concentrar pagamentos já em maio e junho. Expectativa é atender a maior parte dos contribuintes nessas duas primeiras datas

    O subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento da Receita Federal, Gustavo Manrique, afirmou nesta segunda-feira (16) que o órgão pretende concentrar o pagamento das restituições do Imposto de Renda nos dois primeiros lotes deste ano, previstos para maio e junho de 2026. Segundo ele, a expectativa é atender quase todos os contribuintes com direito ao valor já nessas primeiras datas.

    “No ano passado foram cinco lotes. Este ano, a novidade são quatro lotes, com priorização nos dois primeiros, pagos em maio e junho. Nosso objetivo é conseguir realizar uma entrega prioritária da restituição nesses dois primeiros lotes, abrangendo quase a totalidade das pessoas que têm direito ao Imposto de Renda”, afirmou Manrique em entrevista à imprensa no Ministério da Fazenda.

    A Receita Federal também confirmou o calendário de pagamentos das restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referentes ao ano-calendário de 2025.

    O primeiro lote será pago em 29 de maio. Os demais depósitos estão programados para 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto. As datas foram publicadas no Diário Oficial da União.

    Além disso, a Receita anunciou o retorno das transmissões ao vivo pela internet para esclarecer dúvidas sobre a declaração do Imposto de Renda. A primeira live está marcada para esta segunda-feira, às 15h.

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