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  • Entenda o que são os perfis de investidor e se é possível descobrir o seu

    Entenda o que são os perfis de investidor e se é possível descobrir o seu

    Especialistas afirmam que definição varia conforme objetivos, renda e momento da vida; embora obrigatório para instituições, testes não refletem toda a complexidade das decisões financeiras

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quem começa a dar os primeiros passos no mundo dos investimentos costuma se deparar rapidamente com rótulos como conservador, moderado e agressivo. Eles aparecem nos aplicativos dos bancos, em relatórios de corretoras e em grande parte das recomendações financeiras, mas nem sempre é claro o que eles significam ou por que existem.

    Essas classificações foram adotadas pelas instituições financeiras em resposta a uma exigência regulatória da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que determina que bancos, corretoras e demais intermediários só podem recomendar produtos adequados ao chamado “perfil do investidor”. Com isso, surgiram os testes de perfil que você provavelmente já teve que responder ao tentar começar a investir.

    A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) estabelece que as instituições adotem ao menos três categorias –conservador, moderado e agressivo– seguindo parâmetros definidos em seu código de distribuição.

    O planejador financeiro Carlos Castro, da Planejar, diz, que os perfis de investidor nascem da regulação. Como cada produto financeiro tem características distintas –como risco, volatilidade e prazos– e nem todos os investidores estão preparados para lidar com essas variações, a regra busca oferecer uma camada mínima de proteção.

    Essa avaliação é feita, então, por meio de um questionário que reúne informações sobre o prazo pretendido para o investimento, a tolerância a risco, os objetivos declarados, a situação financeira (incluindo receitas e patrimônio) e o conhecimento ou experiência do cliente com produtos do mercado.

    O assessor de investimentos Michael Viriato, colunista da Folha, afirma que os perfis usados pelas instituições funcionam também como uma proteção jurídica, pois podem ser utilizados para que bancos e corretoras se resguardem caso um cliente questione perdas posteriormente.

    QUAIS SÃO OS TIPOS DE INVESTIDOR?

    O conservador é o investidor com baixa tolerância a risco e que costuma priorizar liquidez. O moderado aceita oscilações médias e busca preservar o capital no longo prazo. Já o agressivo demonstra maior tolerância a risco e está disposto a enfrentar perdas potenciais em busca de retornos superiores.

    Pelas regras definidas pela Anbima, sempre que o cliente declarar aversão a risco e necessidade de liquidez, ele deve ser enquadrado no perfil mais conservador adotado pela instituição, independentemente das demais respostas.

    Com base nessa classificação, a CVM determina que intermediários (bancos e corretoras) não podem recomendar produtos incompatíveis com o perfil do cliente.

    Isso não significa, porém, que o investidor esteja proibido de assumir riscos maiores. Caso deseje realizar uma operação fora do seu perfil, ele pode fazê-lo, desde que a instituição o alerte formalmente e que o cliente assine uma declaração de ciência dos riscos envolvidos.

    Apesar das definições formais, os especialistas afirmam que a divisão rígida em três perfis é limitada e não reflete a dinâmica da vida financeira real. Carlos Castro diz que o investidor não “é” conservador, moderado ou agressivo, mas “está” em um desses estados, dependendo do contexto.

    Além disso, disposição para assumir risco não é o mesmo que capacidade. Uma pessoa pode ter predisposição para enfrentar oscilações maiores, mas não significa que deve fazer isso.

    Na avaliação de Castro, o momento de vida importa: filhos pequenos, casamento, alta dependência financeira ou compromissos relevantes são algumas das situações que podem reduzir a capacidade real de assumir perdas –mesmo quando a vontade de correr risco existe.

    Na aposentadoria, independentemente da predisposição ao risco, a margem para erros diminui muito, pois o investidor não tem novos recursos entrando para compensar eventuais perdas.

    O perfil muda, diz Viriato, porque os objetivos e as circunstâncias das pessoas não são estáticos. Metas financeiras se transformam e a renda também exerce influência sobre a tolerância a risco.

    É comum, por exemplo, que investidores com alto rendimento se sintam confortáveis para assumir mais oscilação, mas se tornem mais conservadores quando esse fluxo diminui. O mesmo ocorre em mudanças de carreira, como quando uma pessoa decide empreender e passa a rejeitar a volatilidade porque já enfrenta incertezas suficientes no próprio negócio.

    PERFIL DA CARTEIRA E DIFERENTES TIPOS DE INVESTIMENTO

    Para Castro, da Planejar, mais do que rotular a pessoa, o perfil deve ser atribuído à carteira. Um mesmo investidor pode assumir mais risco em determinados momentos, mas manter aplicações conservadoras para objetivos específicos, como a reserva de emergência.

    A diferença entre renda fixa e variável está principalmente na previsibilidade: a primeira oferece retornos mais estáveis e costuma formar a base de carteiras conservadoras, enquanto a segunda envolve oscilação e tende a ser mais adequada a metas de longo prazo ou fases da vida em que há preparo para lidar com volatilidade.

    Os especialistas destacam que, independentemente do momento, a diversificação ajuda a atravessar mudanças nos ciclos econômicos.

    Para Viriato, o conceito brasileiro de conservadorismo, muito associado à aversão à oscilação, deve ser revisto. Um investimento de longo prazo pode oscilar bastante no curto prazo e, ainda assim, ser a forma mais conservadora de garantir um objetivo. Para ele, conservador é quem atinge seu objetivo financeiro com mais certeza; já o agressivo é quem não tem essa segurança.

    Na prática, investidores que priorizam previsibilidade tendem a concentrar a carteira em aplicações como caderneta de poupança, títulos de grandes bancos, Tesouro Selic e fundos de renda fixa.

    Quem aceita alguma oscilação em busca de retornos maiores (perfil moderado) equilibra renda fixa e renda variável, enquanto aqueles com maior tolerância a risco costumam ter participação mais significativa em ativos sujeitos a variações de mercado, como ações.

    EDUCAÇÃO FINANCEIRA E COMO COMEÇAR A INVESTIR

    Quem está dando os primeiros passos deve começar investindo no que conhece e, com o tempo, buscar informação para ampliar gradualmente o repertório. Castro recomenda priorizar conteúdos produzidos por instituições independentes, como CVM e Anbima, antes de seguir influenciadores ou orientações de instituições financeiras.

    Viriato diz que o aprendizado no mercado financeiro se constrói pela combinação entre estudo e prática. Segundo ele, é ao vivenciar a oscilação do mercado que o investidor realmente aprende a lidar com o próprio perfil.

    Entenda o que são os perfis de investidor e se é possível descobrir o seu

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  • Oito investigados prestam depoimentos à PF no inquérito do Banco Master nesta semana

    Oito investigados prestam depoimentos à PF no inquérito do Banco Master nesta semana

    Saiba quem são os investigados que concederão depoimento à PF nesta semana!

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Oito investigados nas apurações que envolvem suspeitas de fraude no Banco Master serão ouvidos pela Polícia Federal nesta segunda-feira (26) e na terça (27), em mais uma etapa do inquérito que tramita sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, no STF (Supremo Tribunal Federal).

    A expectativa era a de que mais pessoas fossem ouvidas pela PF, que havia intimado, inclusive, o dono do banco, Daniel Vorcaro, para novo depoimento. Porém, Toffoli determinou a redução do prazo para oitivas, de seis dias para dois dias, e a PF apresentou um novo cronograma sem o ex-banqueiro.

    Os depoimentos acontecerão por videoconferência ou no Supremo, no prédio onde são realizadas as sessões das duas Turmas do tribunal. Apenas três dos oito investigados (Roberto Bonfim Mangueira, Luiz Antonio Bull e Augusto Ferreira Lima) irão presencialmente.

    Em 30 de dezembro, Vorcaro foi ouvido no mesmo no STF, além do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

    Em seguida, Vorcaro e Costa, do BRB, participaram de uma acareação, que tratou de divergências sobre a venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes, segundo os investigadores, do Master para o BRB.

    A Folha tenta contato com as defesas. Em declarações públicas, defensores de Vorcaro e de outros investigados têm negado que cometeram irregularidades.

    As pessoas que serão ouvidas nesta semana têm relação com a primeira fase da operação Compliance Zero, que levou Vorcaro à prisão em 17 de novembro do ano passado. Ele foi solto no dia 28, e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A investigação inicial trata de suspeitas relacionadas à tentativa de venda do Master para o BRB.

    Saiba quem são os investigados que concederão depoimento à PF nesta semana:

    Augusto Ferreira Lima
    Ex-sócio do Master. Responsável direto pelas decisões da instituição junto com Daniel Vorcaro, e também responsável por relações públicas do banco. Ele é apontado como um dos principais interlocutores junto ao BRB para viabilizar operações bilionárias de cessões de crédito. Também é apontado como controlador de associações usadas pelo Master para justificar ao BC, de forma falsa, a origem de créditos cedidos ao BRB. Sua defesa diz que as operações são posteriores à sua saída do Master e não têm relação com sua atuação na instituição.

    Henrique Souza e Silva Peretto
    Proprietário formal da Tirreno. Foi responsável por aumentar o capital social da empresa, que saiu de R$ 100 para R$ 30 milhões. Para a PF, esse aumento é incompatível com a operação regular da Tirreno e foi feito para dar uma falsa aparência de capacidade econômica e ocultar sua finalidade como empresa de fachada. Também é investigado por suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional e participação em organização criminosa.

    André Felipe de Oliveira Seixas Maia
    Ex-funcionário do Master, tornou-se diretor da Tirreno, empresa que as investigações apontam ser de fachada. O Master adquiriu créditos de dívidas da Tirreno “sem realizar qualquer pagamento” e os revendeu ao BRB. Ele é investigado por suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional e participação em organização criminosa.

    Luiz Antonio Bull
    Diretor do Banco Master. As investigações apontam que ele assinou diversos instrumentos entre o banco e a Tirreno, assim como ofícios encaminhados aos órgãos de controle sobre as operações. É suspeito de participar de fraudes na emissão de CCBs (cédulas de crédito bancário) consideradas inexistentes ou podres. É investigado sob suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional e participação em organização criminosa.

    Alberto Felix de Oliveira Neto
    Atuava como diretor do Master. Ele foi signatário do contrato de parceria entre o banco e a Tirreno, além de outros contratos sob investigação. Ele é investigado sob suspeita de diversos crimes contra o sistema financeiro nacional.

    Angelo Antonio Ribeiro da Silva
    Ex-diretor do Banco Master. Também é apontado como signatário de diversos instrumentos entre o banco e a Tirreno e de participação em fraude na emissão de CCBs que foram posteriormente revendidas ao BRB para gerar liquidez artificial ao Master.

    Dario Oswaldo Garcia Júnior
    Ex-diretor financeiro do BRB, investigado junto com Paulo Henrique Costa por suspeita de gestão fraudulenta e associação criminosa, pela tentativa de salvamento do Banco Master. Segundo as investigações, sua atuação teria viabilizado aportes do banco público para socorrer o Master em sua crise de liquidez. Ele era responsável por garantir que as informações enviadas ao Banco Central estivessem em conformidade com as normas legais.

    Robério Cesar Bonfim Mangueira
    Atuava como superintendente de Operações Financeiras do BRB. Ele apresentou um ofício ao Banco Central para justificar transferências de recursos do BRB ao Master.

    Oito investigados prestam depoimentos à PF no inquérito do Banco Master nesta semana

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  • IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

    IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

    Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

    Um ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, mostra que a inteligência artificial é a principal preocupação do setor de negócios no Brasil. Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.

    Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

    “Considerando a crescente importância da IA ​​na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, destacou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.

     

    As principais preocupações apontadas pelos empresários no ranking são:

    • Inteligência artificial (32% de citações);
    • Incidentes cibernéticos (31%);
    • Mudanças na legislação e regulamentação (28%);
    • Mudanças climáticas (27%) e
    • Catástrofes naturais (21%).

     

    IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

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  • Aposentados que ainda trabalham querem reforçar renda e manter rotina, em prática crescente

    Aposentados que ainda trabalham querem reforçar renda e manter rotina, em prática crescente

    “O salário de aposentadoria é uma ajuda, não dá para a gente ficar parado. Tem que reforçar o lado financeiro, senão não dá para suprir”.

    GABRIELA CECCHIN E ANA PAULA BRANCO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O fiscal de obras Deusdédit Rodrigues, 70, se aposentou em 2017, mas nunca deixou de trabalhar. Permaneceu na construtora MBigucci até 2020, quando se afastou por causa da pandemia, e voltou ao cargo em 2022, onde atua até hoje. Ele acorda por volta das 4h, pega dois ônibus e metrô diariamente e diz que, se depender dele, continuará em atividade enquanto tiver saúde.

    “O salário de aposentadoria é uma ajuda, não dá para a gente ficar parado. Tem que reforçar o lado financeiro, senão não dá para suprir”, afirma.

    Casos como o de Deusdédit ajudam a explicar porque a aposentadoria deixou de significar, para uma parcela crescente dos brasileiros, a saída do mercado de trabalho. Em 2024, cerca de 1 em cada 4 pessoas com 60 anos ou mais estava ocupada, segundo dados do IBGE. O nível de ocupação desse grupo chegou a 24,4%, o maior da série histórica iniciada em 2012, desconsiderando o período da pandemia.

    Entre os homens idosos, 34,2% estavam trabalhando; entre as mulheres, 16,7%. Na faixa de 70 anos ou mais, 15,7% dos homens e 5,8% das mulheres seguiam no mercado.

    Hoje, Deusdédit vive apenas com a mulher, de 66 anos, que não tem contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ele diz ter se surpreendido ao saber que a renda dele impede que a mulher receba o BPC (Benefício de Prestação Continuada). “Eu acho isso um absurdo. Ela me ajudaria muito se se aposentasse.”

    Apesar de não exigir esforço braçal intenso, Deusdédit considera o trabalho estressante. Ele é responsável pela etapa final dos apartamentos antes da entrega aos compradores. O aposentado supervisiona detalhes de acabamento e coordena equipes terceirizadas para garantir que tudo esteja em condições “de imóvel novo”, como ele define. No prédio sob sua responsabilidade, são cerca de 150 apartamentos.

    Pesquisa da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box aponta que a situação é comum. Cerca de 60% dos aposentados continuam trabalhando, segundo um levantamento da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box. Entre os entrevistados, 63% dizem que seguem na ativa para complementar a renda, 57% para manter uma vida mais dinâmica e 32% para continuar se sentindo produtivos. A pesquisa ouviu 952 pessoas entre dezembro e janeiro.

    O levantamento da Serasa mostra ainda que metade dos entrevistados já precisou recorrer ao crédito para pagar contas e despesas, enquanto 35% usam empréstimos para cobrir gastos considerados essenciais. Para 46%, o valor da aposentadoria não é suficiente para manter o padrão de vida anterior, 33% enfrentam dificuldades para manter as contas básicas em dia e 44% têm receio de precisar de ajuda financeira de outras pessoas.

    A doméstica Maria Aparecida Moura, 66, conhecida como Cida, foi registrada como babá há 20 anos, após trabalhar por décadas como diarista informal em São Bernardo do Campo (SP). Quando completou 62 anos, decidiu se aposentar por idade, com o salário mínimo.

    É possível se aposentar nessa modalidade mesmo sem os anos completos de contribuição exigidos na aposentadoria por tempo, que costuma garantir um benefício maior. “Eu não tinha essa informação na época que trabalhava sem registro. Eu só queria cuidar dos meus filhos”, diz.

    Nos últimos anos, a renda da aposentadoria se mostrou insuficiente diante de uma série de responsabilidades familiares. Há oito anos, sua filha mais velha morreu após um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e deixou uma bebê de seis meses. Dois anos atrás, o ex-marido, que morava no quintal da casa, sofreu quatro AVCs, ficou paralisado e passou a viver acamado. A aposentadoria do ex-marido cobre apenas uma cuidadora em meio período.

    A neta também precisa de acompanhamento psicológico para lidar com a morte da mãe.

    Diabética e com problemas vasculares, que causam dores nas pernas, Cida cuida do ex-marido e da neta com ajuda da filha mais nova e da irmã. “Hoje em dia não dá para viver só com aposentadoria. Aposentado não sobrevive”, afirma.

    Cida decidiu continuar trabalhando para a mesma família. Ela diz não saber quando conseguirá parar de trabalhar.

    Os dados do IBGE mostram que, embora os idosos ocupados tenham rendimento médio superior ao da população em geral, desigualdades persistem. Em 2024, o rendimento médio real habitual das pessoas com 60 anos ou mais foi de R$ 3.108, 14,6% acima da média dos trabalhadores. Mulheres idosas receberam R$ 2.718, contra R$ 4.071 dos homens.

    A principal forma de inserção dos idosos no mercado é o trabalho por conta própria, que responde por 43,3% das ocupações nessa faixa etária.

    A legislação permite que aposentados continuem trabalhando com carteira assinada, com manutenção dos direitos trabalhistas, segundo a advogada trabalhista Priscila Arraes, sócia do escritório Arraes & Centeno. “Os direitos trabalhistas permanecem porque decorrem da relação de emprego, não da aposentadoria”, afirma.

    A exceção é a aposentadoria por incapacidade permanente, que é suspensa se houver retorno ao trabalho. No caso da aposentadoria especial, o segurado pode trabalhar, desde que não volte a se expor aos agentes nocivos que deram origem ao benefício.

    Se trabalhar, o aposentado segue contribuindo ao INSS, mas não tem direito a recálculo do benefício nem a auxílios como o por incapacidade temporária. A contribuição é obrigatória e se baseia no princípio da solidariedade do sistema previdenciário.

    Aos 84 anos, o caminhoneiro Lourival Vieira também não cogita abandonar o trabalho. Aposentado há mais de 20 anos, ele nunca deixou a boleia. “Meu espírito não gosta de ficar parado. Já fiquei uns tempos, mas não me acostumei”, afirma.

    Casado há 62 anos, Lourival mora com a esposa e dois filhos solteiros. Entre 15% e 20% do que ganha é destinado a um projeto social mantido pela mulher que distribui brinquedos, roupas e cestas básicas para crianças de comunidades. “Quando eu posso ser útil para alguém, eu fico feliz.”

    A rotina, porém, envolve riscos. Ele já foi assaltado sete vezes e chegou a ser sequestrado com uma carga de bacalhau de R$ 1,8 milhão. “O único problema é o perigo, o resto a gente tira de letra.”
    A contadora Mônica Acencio, 58, se aposentou em 2019, mas seguiu na mesma empresa e função. “Quando chegou a aposentadoria, eu achei que não tinha nada a ver eu parar”, diz.

    A decisão, segundo ela, passou tanto pela necessidade financeira quanto pelo estilo de vida. Motoqueira, viaja longas distâncias e mantém um motoclube feminino. “Algumas amigas minhas que se aposentaram, menos de um ano depois começaram a ficar com estresse, com início de depressão. Eu vou trabalhar enquanto eu tiver saúde.”

    Para Priscila Arraes, esse tipo de decisão deve vir acompanhada de planejamento previdenciário. “É importante avaliar o valor da aposentadoria, a incidência de imposto de renda sobre a soma dos rendimentos e até o impacto sobre benefícios como plano de saúde”, diz.

    O metalúrgico Euclécio Cerri, 75, se aposentou aos 46 anos, por conta da insalubridade de sua profissão. Problemas de saúde o afastaram do trabalho direto com máquinas, mas ele seguiu atuando na empresa da família até sofrer um infarto aos 70 anos. Mesmo assim, trabalhou por mais dois anos. Hoje, vai à empresa apenas ocasionalmente, para orientar funcionários mais jovens. “Vou para ocupar a mente”, diz.

    Segundo ele, a renda da aposentadoria não cobre as despesas da casa. Além dos gastos fixos, a esposa enfrenta um tratamento de quimioterapia. “Só com a aposentadoria seria muito difícil. Recebo R$ 4.000. Como que eu vou viver?”

    A jornalista Regina Diniz, 63, se aposentou no ano passado, após mais de três décadas de carreira, mas segue trabalhando à frente da própria agência de comunicação. “Trabalho porque quero continuar trabalhando, nunca pensei em parar.”

    Além da atividade profissional, presta atendimentos em práticas integrativas e acaba de prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para cursar Filosofia em uma universidade pública. “Vida divertida e animada. Fluir com as oportunidades e vontade de sempre aprender. Em movimento sempre.”

    Aposentados que ainda trabalham querem reforçar renda e manter rotina, em prática crescente

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  • Após crise, ministro do TCU deve dar dar parecer favorável ao BC no caso Master

    Após crise, ministro do TCU deve dar dar parecer favorável ao BC no caso Master

    O ministro é o relator do caso no TCU e deve levar o processo para julgamento no plenário tão logo termine a inspeção in loco nos documentos do BC.

    ADRIANA FERNANDES E MARIANA CARNEIRO
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Após a conclusão de inspeção da área técnica, em curso no Banco Central, a tendência é o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus dar parecer favorável à conduta do Banco Central no processo que levou à liquidação do Banco Master, segundo pessoas a par da investigação.

    O ministro é o relator do caso no TCU e deve levar o processo para julgamento no plenário tão logo termine a inspeção in loco nos documentos do BC.

    No dia 29 de dezembro, o BC enviou à Corte relatório sigiloso de 18 páginas com os detalhes dos procedimentos adotados pelo órgão regulador. A inspeção começou na semana passada. Os auditores estão fazendo a checagem da documentação mencionada no relatório.

    Um dos pontos-chave da investigação do TCU é verificar o horário da liquidação do Master, o que mostraria que a decisão da autoridade monetária ocorreu antes da oferta da Fictor ser levada a público. Um dos argumentos da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master, é que o BC agiu de maneira açodada e coordenada com o Ministério Público, desconsiderando a possibilidade de venda do banco.

    Vorcaro foi preso no dia 17 de novembro, quando tentava embarcar para Dubai num jatinho particular. Foi solto dias depois sob a alegação de que viajaria para encontrar potenciais compradores para o Master. O BC anunciou na manhã do dia 18 a liquidação, mas não se sabe a hora da assinatura do ato.

    Uma análise preliminar da auditoria do TCU apontou que não houve inação ou falta de monitoramento contínuo no Master em atos realizados desde meados de 2024. Jhonatan deve seguir o parecer dos técnicos, se confirmados os fatos relatados pelo BC ao TCU e se não houver fatores novos.

    De acordo com a avaliação dos técnicos, o órgão regulador realizava monitoramento contínuo da instituição desde o primeiro semestre de 2024. A análise é referente a uma instrução preliminar da unidade técnica responsável pela fiscalização dos bancos públicos, a AudBancos, que está sob sigilo.

    A expectativa de ministros do TCU é que o plenário também referende o trabalho do BC, pondo fim ao episódio que dividiu a Corte e desgastou a relação com o BC.

    Após a determinação da inspeção interna no BC, uma rede de apoio à autoridade monetária foi formada por representantes das principais associações da indústria financeira do país e movimentou a opinião pública. Durante esse período, o relator, que é ex-deputado federal pelo Republicanos, teve mais de 200 mil acessos nas suas redes sociais.

    O ministro ficou no centro da polêmica sob suspeitas de que foi pressionado por lideranças do centrão a buscar a reversão da liquidação do Master, o que foi negado oficialmente. Ele sinalizou também a integrantes da corte que não vai pedir a suspensão da liquidação nem parar a venda de ativos pelo liquidante do Master por meio de medida cautelar (ato que antecipa os efeitos de uma decisão da corte).

    O avanço das investigações e os detalhes da ciranda financeira bilionária montada pelo dono do Master enfraqueceram a estratégia da defesa de condenar a decisão técnica do BC sobre a liquidação extrajudicial do Master.

    A expectativa é que outro processo do TCU, que está nas mãos do ministro Jorge Oliveira, também venha a ser arquivado. Ele trata de recurso apresentado pelo procurador do Ministério Público junto ao TCU Julio Marcelo de Oliveira, contra o arquivamento do pedido para investigar a tentativa de compra do Master pelo BRB. Esse processo está sob sigilo.

    Após crise, ministro do TCU deve dar dar parecer favorável ao BC no caso Master

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  • Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

    Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

    O empresário foi também presidente da companhia aérea desde a sua fundação, em 2001, até 2012, quando passou a comandar o conselho.

    JÚLIA MOURA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morreu neste sábado (24) o fundador e presidente do conselho de administração da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, aos 57 anos. Ele passava por um tratamento de câncer.

    O empresário foi também presidente da companhia aérea desde a sua fundação, em 2001, até 2012, quando passou a comandar o conselho.
    Júnior era aficionado pelo automobilismo. Ele foi piloto de carro de corrida e chegou a ser campeão da Copa Porsche.

    Antes de fundar a Gol, o empresário atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo de transporte terrestre de passageiros no Brasil.

    Em 2004, já na companhia aérea, tornou-se membro do conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012.

    Em nota, a Gol disse que “se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado.”

    “Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na Gol e continuam transformando a aviação no Brasil”, afirma a companhia.

    Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

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  • Nova regra de devolução de Pix em casos de fraude passa a ser obrigatória

    Nova regra de devolução de Pix em casos de fraude passa a ser obrigatória

    A nova funcionalidade passará a ser obrigatória para bancos e demais instituições financeiras a partir do dia 2 de fevereiro, após um período de uso facultativo iniciado em 23 de novembro do ano passado.

    A partir de fevereiro, entra em vigor a versão atualizada do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para possibilitar o rastreamento e a devolução de valores transferidos via Pix em situações de fraude, golpes ou coerção. A nova funcionalidade passará a ser obrigatória para bancos e demais instituições financeiras a partir do dia 2 de fevereiro, após um período de uso facultativo iniciado em 23 de novembro do ano passado.

    Lançado em 2021, cerca de um ano após a criação do Pix, o MED surgiu como uma forma de acelerar a restituição de recursos a clientes prejudicados por crimes financeiros. No entanto, em 2022, o Banco Central e as instituições financeiras identificaram limitações no modelo original do sistema. Até então, o bloqueio e a tentativa de devolução dos valores aconteciam apenas na conta que recebeu inicialmente o dinheiro. Como os golpistas costumam agir rapidamente, era comum que os recursos fossem transferidos para outras contas antes que qualquer bloqueio fosse efetivado.

    Com a atualização, o MED passa a acompanhar o chamado “caminho do dinheiro”, identificando possíveis rotas utilizadas após a primeira transferência. Dessa forma, o sistema consegue rastrear valores que tenham sido movimentados entre diferentes contas. Essas informações são compartilhadas entre as instituições financeiras envolvidas nas transações, ampliando as chances de recuperação dos recursos. A expectativa é que, com essa mudança, a devolução possa ocorrer em até 11 dias após a contestação feita pelo cliente.

    Outra inovação associada ao MED é o chamado “botão de contestação”, disponível desde 1º de outubro. Essa funcionalidade permite que o usuário registre uma contestação diretamente no aplicativo do banco, sem a necessidade de atendimento humano, sempre que identificar uma transação realizada sob fraude, golpe ou coerção. O objetivo é tornar o processo mais rápido e eficiente, acelerando o bloqueio dos valores nas contas usadas pelos criminosos.

    Segundo o Banco Central, o botão foi desenvolvido para simplificar o processo de contestação do Pix, tornando-o totalmente digital. No entanto, seu uso é restrito a casos de crimes financeiros. Ele não pode ser acionado em situações de erro no envio, como digitação incorreta da chave Pix, nem em casos de arrependimento após a transferência.

    Para solicitar a devolução de um Pix, o usuário deve registrar a reclamação junto à sua instituição financeira em até 80 dias após a realização da transação. A partir disso, o banco avalia o caso. Caso entenda que há indícios de fraude, os valores disponíveis na conta do recebedor são bloqueados. A análise deve ocorrer em até sete dias. Se for concluído que não houve crime, o dinheiro é desbloqueado. Se a fraude for confirmada, a devolução ocorre em até 96 horas, de forma integral ou parcial, conforme o saldo existente na conta do fraudador.

    Quando a restituição é apenas parcial, o banco do recebedor deve realizar novos bloqueios ou devoluções sempre que houver entrada de recursos na conta, até que o valor total seja devolvido ou até o limite de 90 dias a partir da data da transação original.

    Nova regra de devolução de Pix em casos de fraude passa a ser obrigatória

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  • Vorcaro diz à PF que diretor do BC apoiou venda do Master 'até determinado momento'

    Vorcaro diz à PF que diretor do BC apoiou venda do Master 'até determinado momento'

    “A própria diretoria de fiscalização tinha interesse em criar uma solução de mercado até um determinado momento e evitar esse caos que está se instaurando no país”, afirmou. O diretor de fiscalização da autoridade monetária, Ailton de Aquino, chegou a prestar depoimento à PF sobre o caso do Master.

    LUÍSA MARTINS E JOSÉ MARQUES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse à PF (Polícia Federal) que a diretoria de fiscalização do BC (Banco Central) apoiava uma solução de mercado “até um determinado momento”, mas que “forças internas” queriam a instituição financeira fora do setor e “acabaram vencendo”.

    “A própria diretoria de fiscalização tinha interesse em criar uma solução de mercado até um determinado momento e evitar esse caos que está se instaurando no país”, afirmou. O diretor de fiscalização da autoridade monetária, Ailton de Aquino, chegou a prestar depoimento à PF sobre o caso do Master.

    De acordo com o Banco Central, foi a área de Aquino a responsável pela identificação de inconsistências nas operações do banco, assim como a iniciativa de comunicar supostos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal.

    Procurado pela Folha para comentar as declarações de Vorcaro, o BC não comentou.

    O depoimento foi concedido à PF em 30 de dezembro, no STF (Supremo Tribunal Federal) e precedeu uma acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa. A investigação é conduzida na corte pelo ministro Dias Toffoli.

    Vorcaro afirmou à delegada Janaína Palazzo que foi surpreendido pela ordem de prisão porque o BC acompanhou toda a operação de venda do Master ao BRB. “Não tinha nada que acontecesse no banco que o Banco Central não acompanhasse ou que não soubesse”, declarou o dono da instituição financeira.

    “O grande problema que aconteceu nessa história, infelizmente, é que dentro do Banco Central existiam pessoas que queriam uma solução de mercado e existiam outras pessoas, departamentos, que queriam que acontecesse o que aconteceu”, afirmou ele, em depoimento no dia 30 de dezembro.

    O banqueiro alegou que o BC “acompanhava diuturnamente” o Master e as operações envolvendo carteiras de crédito consignado da empresa Tirreno. “Esse negócio, antes de iniciar, foi comentado com o Banco Central, como cada passo que a gente tomava no banco foi comentado com o Banco Central”.

    De acordo com ele, houve uma notificação do BC em março para que o Master respondesse questões sobre a contratação de associações para fazer a cobrança da carteira -mas que, depois de as explicações terem sido entregues, não houve outro comunicado apontando para possíveis irregularidades.

    “Então, na verdade, não existia uma determinação ou não existia um entendimento de que havia um problema real com as carteiras”, argumentou Vorcaro. “E de repente em 17 de novembro eu sou preso, sem nenhuma outra pergunta depois de março. É a dúvida que fica para mim.”

    A PF ouve nas próximas segunda e terça-feiras outros oito investigados na Operação Compliance Zero. Toffoli afirmou que os depoimentos são necessários “para o sucesso das investigações” e “como medida de proteção ao sistema financeiro nacional”.

    Vorcaro diz à PF que diretor do BC apoiou venda do Master 'até determinado momento'

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  • Ouro fecha em alta e se aproxima de US$ 5 mil; prata renova recorde acima dos US$ 100

    Ouro fecha em alta e se aproxima de US$ 5 mil; prata renova recorde acima dos US$ 100

    A valorização também ocorreu num contexto de apetite renovado por metais, com destaque adicional para a prata, que também fechou em patamar recorde.

    O ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 23, em nova máxima histórica próximo à marca de US$ 5.000, embalado por ambiente de maior busca por proteção, enfraquecimento do dólar e persistência de incertezas econômicas e geopolíticas. O movimento manteve o metal precioso em trajetória de alta, em meio à forte demanda por ativos reais. A valorização também ocorreu num contexto de apetite renovado por metais, com destaque adicional para a prata, que também fechou em patamar recorde.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 1,35%, a US$ 4.979,70 por onça-troy. Na máxima, o metal dourado chegou a ser cotado a US$ 4.989,90 no dia.

    Já a prata para março avançou 5,15%, a US$ 101,33 por onça-troy, com máxima intraday de US$ 101,68. Na semana, avançaram 8,36% e 14,45%, respectivamente.

    O ING aponta que o avanço da prata foi impulsionado tanto pela demanda por proteção quanto pelo consumo industrial robusto, em um mercado físico apertado e com oferta limitada – dinâmica que ajuda a explicar a força generalizada dos metais preciosos neste ciclo. Outros metais preciosos também tiveram dia de grande valorização. A platina para abriu subiu 6,38%, a US$ 2.741,30, enquanto o paládio para março teve alta de 5,18%, a US$ 2.027,60.

    Segundo a RHB Retail Research, o impulso altista do ouro permanece sólido do ponto de vista técnico, com o movimento recente indicando espaço para uma extensão rumo à região de US$ 5.200 por onça-troy.

    Para a Pepperstone, o ouro vem se consolidando como um hedge contra a imprevisibilidade da política americana. A casa afirma que, mesmo com a redução de temores imediatos de tarifas entre EUA e Europa, os ganhos do metal não foram desfeitos e bancos centrais, sobretudo de economias emergentes, encontram \”quase diariamente\” motivos para reduzir a exposição ao dólar e aumentar reservas em ouro.

    Analistas do Saxo Bank apontam que o rali recente, além da demanda firme de bancos centrais, também tem sido alimentado por fatores estruturais favoráveis a ativos reais, como dólar mais fraco e elevado endividamento público global. No mesmo sentido, o ING destaca que o ouro se aproxima do nível de US$ 5.000 sustentado por compras oficiais, tensões geopolíticas e receios cada vez maiores sobre a independência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

    *Com informações da Dow Jones Newswires

    Ouro fecha em alta e se aproxima de US$ 5 mil; prata renova recorde acima dos US$ 100

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  • BC: diretor nega ter recomendado compra de carteiras do Master ao BRB

    BC: diretor nega ter recomendado compra de carteiras do Master ao BRB

    Esse posicionamento vem após reportagem da jornalista Malu Gaspar afirmar que Ailton de Aquino pediu ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que comprasse milhões de reais em créditos do Master.

    O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, negou que tenha recomendado ao BRB a compra de carteiras fraudadas. Ele ainda colocou à disposição do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Esse posicionamento vem após reportagem da jornalista Malu Gaspar afirmar que Ailton de Aquino pediu ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que comprasse milhões de reais em créditos do Master.

    Operações suspeitas

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    O Bacen divulgou a nota em defesa do executivo nesta sexta-feira (23). De acordo com o texto, a área de Supervisão, sob comando do diretor, foi a responsável por identificar inconsistências e investigar as operações do Banco Master. Além disso, partiu da área a iniciativa de comunicar os ilícitos criminais ao Ministério Público Federal.

    A nota afirma ainda que o setor de Supervisão aplicou medidas para proteger a saúde financeira do BRB e foi o diretor Ailton quem propôs a liquidação do Master.

    O que diz o BC

    Segundo o Banco Central, a instituição é responsável por acompanhar as condições das instituições financeiras, inclusive transações entre elas, para garantir a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e resguardar clientes.

    A responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire é de cada instituição financeira, conforme a lei, explica a nota do Banco Central. Elas devem manter procedimentos e controles internos para gerenciar os riscos nos negócios.

    A reportagem pediu posicionamento do BRB e aguarda retorno.

    O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, negou que tenha recomendado ao BRB a compra de carteiras fraudadas. Ele ainda colocou à disposição do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Esse posicionamento vem após reportagem da jornalista Malu Gaspar afirmar que Ailton de Aquino pediu ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que comprasse milhões de reais em créditos do Master.

    O Bacen divulgou a nota em defesa do executivo nesta sexta-feira (23). De acordo com o texto, a área de Supervisão, sob comando do diretor, foi a responsável por identificar inconsistências e investigar as operações do Banco Master. Além disso, partiu da área a iniciativa de comunicar os ilícitos criminais ao Ministério Público Federal.

    A nota afirma ainda que o setor de Supervisão aplicou medidas para proteger a saúde financeira do BRB e foi o diretor Ailton quem propôs a liquidação do Master.

    Segundo o Banco Central, a instituição é responsável por acompanhar as condições das instituições financeiras, inclusive transações entre elas, para garantir a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e resguardar clientes.

    A responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire é de cada instituição financeira, conforme a lei, explica a nota do Banco Central. Elas devem manter procedimentos e controles internos para gerenciar os riscos nos negócios.

    A reportagem pediu posicionamento do BRB e aguarda retorno.

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