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  • Veja como conseguir os documentos para declarar o Imposto de Renda 2026

    Veja como conseguir os documentos para declarar o Imposto de Renda 2026

    Especialistas recomendam organizar informes de rendimentos, comprovantes de despesas e documentos de patrimônio antes de preencher a declaração do Imposto de Renda para evitar erros, inconsistências e o risco de cair na malha fina da Receita Federal

    (FOLHAPRESS) – O contribuinte que precisa declarar o Imposto de Renda deve reunir documentos que comprovem rendimentos, despesas dedutíveis e patrimônio. Esses dados são necessários tanto para preencher a declaração manualmente quanto para conferir as informações da versão pré-preenchida disponibilizada pela Receita Federal.

    Grande parte dessas informações é fornecida pelas próprias instituições com as quais o contribuinte teve relação financeira ao longo do ano. Empregadores enviam informes de rendimentos de salário, enquanto bancos e corretoras disponibilizam documentos com dados de investimentos e aplicações. Escolas, planos de saúde e profissionais da área médica também fornecem comprovantes que podem ser usados para deduções.

    O especialista em Imposto de Renda da King Contabilidade, Marcos Hangui, afirma que o ideal é separar toda a documentação antes de iniciar o preenchimento da declaração. Segundo ele, a organização evita interrupções e diminui o risco de esquecer informações importantes, o que pode gerar inconsistências e levar o contribuinte à malha fina.

    Entre os principais documentos exigidos estão informes de rendimentos de empregadores, bancos e corretoras; comprovantes de despesas médicas, como consultas, exames e planos de saúde; recibos de educação, como mensalidades escolares ou universitárias; comprovantes de previdência privada, especialmente do tipo PGBL; documentos de bens, como escritura de imóveis e registro de veículos; além de comprovantes de rendimentos extras, como aluguel ou trabalho autônomo.

    Especialistas recomendam seguir alguns passos para organizar os documentos. O primeiro é separar documentos pessoais e da família, incluindo CPF de dependentes. Em seguida, reunir todos os informes de rendimentos, que formam a base da declaração. Depois, organizar despesas dedutíveis, como gastos médicos e educacionais, além de informes de aplicações financeiras. Também é importante separar documentos de bens e direitos, como imóveis, veículos e investimentos, e verificar pagamentos ou recebimentos envolvendo terceiros, como pensão alimentícia ou aluguel.

    O informe de rendimentos do empregador é considerado um dos documentos mais importantes, pois reúne os dados que também são enviados à Receita Federal. Ele costuma trazer informações como dados da empresa pagadora, total de salários recebidos no ano, valor do Imposto de Renda retido na fonte, contribuições ao INSS e eventuais rendimentos adicionais, como participação nos lucros.

    Segundo Hangui, os valores precisam ser informados exatamente como aparecem no documento. Divergências entre os dados declarados pelo contribuinte e aqueles informados pela empresa à Receita podem levar a declaração para análise na malha fina.

    Os informes de rendimentos devem ser fornecidos pela fonte pagadora. Trabalhadores com carteira assinada recebem o documento da própria empresa, geralmente por meio do setor de recursos humanos ou de portais internos até o final de fevereiro. Já aposentados e pensionistas recebem o informe do órgão responsável pelo pagamento do benefício. No caso do INSS, o documento pode ser consultado no portal ou aplicativo Meu INSS.

    Quem teve mais de uma fonte de renda no ano deve organizar os rendimentos por tipo e origem. É o caso de quem recebe salário e também presta serviços como autônomo, recebe aluguel ou tem rendimentos de investimentos. Segundo Hangui, separar cada tipo de renda facilita o preenchimento da declaração e evita omissões.

    Para quem trabalha como autônomo ou freelancer, é fundamental guardar comprovantes de recebimentos e retenções ao longo do ano. A sócia-diretora da Attend Contabilidade, Dilma Rodrigues, explica que isso inclui recibos de pagamento a autônomos e notas fiscais de prestação de serviços. Quando os serviços são prestados para empresas, essas também podem emitir informes de rendimentos.

    A declaração pré-preenchida pode ajudar nesse processo, pois reúne informações enviadas por empregadores, bancos, hospitais e outras instituições. Entre os dados disponíveis estão rendimentos de trabalho, aplicações financeiras, algumas despesas médicas e informações da declaração anterior. Mesmo assim, especialistas recomendam conferir todos os dados antes do envio.

    Em relação às despesas médicas, desde janeiro de 2025 profissionais de saúde que atuam como pessoa física passaram a emitir recibos exclusivamente pelo sistema eletrônico Receita Saúde. O atendimento gera um recibo digital vinculado ao CPF do paciente e ao CPF do profissional, que é enviado diretamente para a base de dados da Receita.

    Esses recibos costumam aparecer automaticamente na declaração pré-preenchida como despesas dedutíveis. Para serem válidos, devem conter nome e CPF ou CNPJ do profissional, nome do paciente, data do atendimento, valor pago e descrição do serviço prestado.

    Nos gastos com educação, escolas e universidades geralmente emitem um informe anual com o total pago pelo aluno ao longo do ano. O documento costuma estar disponível no portal do estudante ou pode ser solicitado à instituição. São dedutíveis despesas com educação infantil, ensino fundamental, médio, graduação e pós-graduação. Já gastos com uniformes, materiais escolares, passeios e alimentação não entram na dedução.

    Investidores também precisam reunir informes de rendimentos fornecidos por bancos, corretoras ou plataformas de investimento. Esses documentos apresentam dados como saldo das aplicações em 31 de dezembro, rendimentos recebidos ao longo do ano e eventuais impostos retidos. As instituições costumam disponibilizar essas informações no internet banking ou em aplicativos.

    Entre os erros mais comuns na declaração estão deixar a organização para a última hora, esquecer informes de rendimentos de bancos ou corretoras, declarar despesas médicas sem guardar comprovantes, omitir rendimentos de trabalhos extras e digitar valores diferentes dos que aparecem nos documentos.

    Segundo especialistas, a melhor forma de evitar problemas é manter os documentos organizados ao longo do ano. Muitos contribuintes criam uma pasta física ou digital para guardar todos os comprovantes, prática que ajuda a reduzir erros e facilita o preenchimento da declaração.

    Veja como conseguir os documentos para declarar o Imposto de Renda 2026

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  • Bolsas da Europa recuam com incertezas da guerra e em semana de decisões de grandes BCs

    Bolsas da Europa recuam com incertezas da guerra e em semana de decisões de grandes BCs

    Mercados reagem às tensões no Oriente Médio, que pressionam os preços do petróleo, e aguardam decisões de juros do Federal Reserve, do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra ao longo da semana

    As bolsas europeias operavam em queda na manhã desta segunda-feira (16), após uma abertura positiva, em meio às incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito tem pressionado os preços do petróleo e aumenta a cautela dos investidores, que também aguardam decisões sobre juros de grandes bancos centrais nos próximos dias.

    Por volta das 6h20 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,14%, aos 595,00 pontos.

    A tensão geopolítica aumentou depois que o Irã retaliou ataques de Israel e dos Estados Unidos ao interromper, na prática, o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. O cenário levou alguns grandes produtores a reduzir a oferta da commodity.

    Em entrevista ao Financial Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ajudem a garantir a reabertura da passagem marítima.

    Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira. Há pouco, as cotações registravam alta entre 0,4% e 1,5%, após terem avançado mais de 11% na semana passada.

    Nos próximos dias, o foco do mercado também estará nas decisões de política monetária de importantes bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE).

    Investidores acompanham com atenção os possíveis impactos da alta do petróleo sobre a inflação, já que o aumento dos preços de energia pode adiar cortes de juros ou até levar a novas elevações das taxas.

    Entre as ações individuais, o destaque negativo era o banco italiano UniCredit, cujos papéis caíam cerca de 1,5% em Milão após a instituição anunciar uma oferta para aumentar sua participação no alemão Commerzbank, que avançava cerca de 4,7%.

    Por volta das 6h37 (horário de Brasília), a Bolsa de Londres operava próxima da estabilidade. Já as bolsas de Paris e Frankfurt registravam quedas de 0,56% e 0,32%, respectivamente. Em outras praças, Milão recuava 0,94%, Madri caía 0,70% e Lisboa apresentava perda de 0,24%.

    Bolsas da Europa recuam com incertezas da guerra e em semana de decisões de grandes BCs

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  • Receita anuncia nesta segunda as regras do Imposto de Renda 2026

    Receita anuncia nesta segunda as regras do Imposto de Renda 2026

    Prazo para entrega da declaração deve começar ainda nesta semana e seguir até 29 de maio. Contribuintes já podem organizar documentos e informes de rendimentos para evitar atrasos e aumentar as chances de receber a restituição mais rapidamente

    A Receita Federal apresenta nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026. O anúncio será feito às 10h, em coletiva de imprensa no auditório do Ministério da Fazenda, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da pasta no YouTube.

    A expectativa é que o prazo para envio das declarações comece ainda nesta semana e se estenda até 29 de maio. O programa utilizado para preencher e enviar o documento também deverá ser disponibilizado no mesmo dia em que a entrega for liberada.

    Um dos pontos aguardados pelos contribuintes é a disponibilidade da declaração pré-preenchida, recurso que facilita o preenchimento do documento ao reunir automaticamente dados fornecidos por empresas, bancos e outras instituições. No ano passado, essa modalidade só foi liberada em abril.

    A tendência é que as regras para a declaração deste ano não apresentem mudanças relevantes em relação às aplicadas em 2025. No ano passado, por exemplo, era obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.888 ao longo do ano.

    Também precisaram prestar contas ao Fisco os contribuintes que receberam rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, que obtiveram ganho de capital com venda de bens, que realizaram operações em bolsas de valores acima de R$ 40 mil ou que tiveram receita bruta superior a R$ 169.440 em atividades rurais.

    As mudanças aprovadas em 2025, como a ampliação da faixa de isenção para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil e os novos descontos para quem ganha até R$ 7.350, só terão impacto na declaração de 2027. Isso acontece porque a declaração entregue em 2026 se refere aos rendimentos obtidos ao longo de 2025.

    Especialistas recomendam que os contribuintes já comecem a organizar a documentação necessária para preencher a declaração. O prazo para que empresas e instituições financeiras enviassem os informes de rendimento terminou em 27 de fevereiro.

    Entre os documentos mais importantes estão os comprovantes de rendimentos de salários, aposentadorias e aplicações financeiras, recibos de despesas médicas e educacionais, informações sobre aluguéis recebidos e dados de dependentes.

    Também é necessário declarar bens e direitos, como imóveis, veículos, terrenos, embarcações, participações em empresas, investimentos financeiros e até criptomoedas.

    Na hora de preencher a declaração, o contribuinte pode escolher entre dois modelos. No modelo completo, é possível deduzir despesas como gastos com saúde e educação. Já no modelo simplificado é aplicado automaticamente um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis.

    A recomendação é avaliar qual das duas opções resulta em menor imposto a pagar ou maior restituição.

    Especialistas em contabilidade também orientam que, em caso de dúvidas, o contribuinte procure ajuda profissional para evitar erros no envio da declaração e possíveis problemas com o Fisco.
     
     

     

    Receita anuncia nesta segunda as regras do Imposto de Renda 2026

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  • Abono do PIS/Pasep começa a ser pago nesta segunda; veja quem recebe

    Abono do PIS/Pasep começa a ser pago nesta segunda; veja quem recebe

    Cerca de 2 milhões de trabalhadores nascidos em fevereiro terão acesso ao benefício. Pagamento pode chegar a R$ 1.621, dependendo do tempo trabalhado em 2024, e consulta pode ser feita pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital

    O Ministério do Trabalho e Emprego começa a pagar nesta segunda-feira (16) a segunda parcela do abono salarial do PIS/Pasep. Cerca de 2 milhões de trabalhadores devem receber o benefício, com um desembolso total estimado em aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

    Nesta etapa, serão contemplados os trabalhadores nascidos em fevereiro, conforme o calendário definido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

    Além disso, o governo decidiu antecipar o pagamento para trabalhadores que têm direito ao benefício e vivem nas cidades mineiras de Juiz de Fora, Ubá e Matias Cardoso, na Zona da Mata, que foram afetadas por fortes chuvas no mês de fevereiro.

    Do total de beneficiários, cerca de 1,8 milhão são trabalhadores da iniciativa privada que recebem o PIS, pago pela Caixa Econômica Federal. Outros 203 mil são servidores públicos com direito ao Pasep, cujo pagamento é feito pelo Banco do Brasil.

    Quem recebe

    O abono salarial é destinado a trabalhadores que tiveram remuneração média mensal de até R$ 2.766 em 2024 e que trabalharam para empregadores que contribuem para o PIS ou Pasep. Quem trabalhou durante todo o ano-base pode receber o valor equivalente a um salário mínimo, atualmente de R$ 1.621.

    O pagamento é proporcional ao número de meses trabalhados no ano. Para calcular o valor, basta dividir o salário mínimo por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados.

    Assim, quem trabalhou apenas um mês recebe R$ 136, enquanto quem trabalhou dez meses recebe cerca de R$ 1.351. O valor integral de R$ 1.621 é pago apenas a quem trabalhou durante os 12 meses do ano-base.

    Os trabalhadores podem verificar se têm direito ao benefício por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Na plataforma, também é possível consultar o valor do abono, a data de pagamento e o banco responsável pelo depósito.

    A consulta também pode ser feita pelo portal gov.br ou pelo telefone 158, que oferece atendimento gratuito das 7h às 22h.

    Quem tem direito

    Para ter direito ao abono salarial, é necessário estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias no ano-base e ter recebido remuneração média mensal dentro do limite estabelecido. Também é preciso que os dados do trabalhador tenham sido informados corretamente pelo empregador no sistema eSocial.

    No caso do PIS, pago pela Caixa Econômica Federal, o valor é depositado preferencialmente em conta corrente, poupança ou conta digital do trabalhador. Quem não possui conta pode receber por meio do aplicativo Caixa Tem, em uma conta poupança social digital criada automaticamente.

    Também é possível sacar o benefício em agências da Caixa, casas lotéricas, terminais de autoatendimento ou correspondentes Caixa Aqui.

    Já o Pasep, pago pelo Banco do Brasil, é depositado prioritariamente em conta bancária do beneficiário. Caso o trabalhador não tenha conta no banco, o pagamento pode ser feito por transferência via TED, PIX ou presencialmente nas agências.

    Abono do PIS/Pasep começa a ser pago nesta segunda; veja quem recebe

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  • Governo prioriza abastecimento e segurar preço do diesel, diz Alckmin

    Governo prioriza abastecimento e segurar preço do diesel, diz Alckmin

    Vice-presidente afirma que prioridade do governo é evitar alta no preço do diesel diante do impacto da guerra no Oriente Médio. Medidas incluem zerar PIS/Cofins e criar subsídio de R$ 0,32 por litro para reduzir o valor do combustível e conter efeitos na inflação

    O vice-presidente Geraldo Alckmin disse, que o governo federal prioriza, neste momento, garantir abastecimento e “segurar o preço” do diesel. Ele defendeu as ações anunciadas, nesta semana, de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e da criação de uma subvenção de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, a expectativa é reduzir, ao todo, pelo menos R$ 0,64 por litro na bomba.

    As medidas levam em conta que o Brasil importa 25% do diesel. Devido à guerra no Oriente Médio, houve aumento na cotação internacional do barril de petróleo, o que impacta os preços na bomba de combustíveis. 

     

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    O vice-presidente contextualizou que a alta do diesel pode encarecer alimentos e transportes, além de elevar a inflação. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), visitou concessionária da Scania em Santa Maria (DF) em função do andamento do programa Move Brasil (a política pública de estímulo à renovação da frota de caminhões).

     

    Alckmin considerou a ação do governo federal como “inteligente” e criticou medida do governo de Jair Bolsonaro (em 2022), que limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis e ainda vetou compensação aos Estados. 

    “Os estados foram para a justiça porque perderam receita. Acabou tudo judicializado, virando aí um precatório gigantesco, afirmou.  O vice-presidente explicou que, embora o Brasil seja exportador de petróleo, é importador de diesel porque ainda não tem refino o suficiente para o mercado local.

    Incentivo à indústria

    Em relação ao programa Move Brasil, o vice-presidente defendeu a estratégia de impulsionamento da indústria com “depreciação acelerada” dos equipamentos.

    “Lançamos o Move Brasil colocando R$ 10 bilhões, e saímos de juros de média de 23% para 13%. A resposta foi espetacular”, avaliou. Ele disse que, com dois meses do programa, já foram aplicados R$ 6,2 bilhões dos recursos previstos.

    Ele acrescentou que o programa estimulou o caminhoneiro autônomo a comprar um veículo zero quilômetro ou semi-novo. O vice-presidente também defendeu a iniciativa de estimular a indústria do carro sustentável com a eliminação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

    O carro sustentável é aquele que é fabricado no Brasil, flex, com 80% de reciclabilidade e que não pode emitir mais que 83 gramas por quilômetro rodado. Alckmin explica que essa medida vai ter impacto na poluição ambiental.

    O vice-presidente alertou também que melhores equipamentos nas estradas tende a reduzir os acidentes. “Quando se tem tecnologia, é como uma vacina. Isso vai evitar acidentes e mortes”.

     

     

    Governo prioriza abastecimento e segurar preço do diesel, diz Alckmin

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  • Estreito de Hormuz está aberto para todos, menos para aliados dos EUA, diz chanceler iraniano

    Estreito de Hormuz está aberto para todos, menos para aliados dos EUA, diz chanceler iraniano

    A travessia estria bloqueada “apenas para petroleiros e navios de inimigos e os aliados deles”, afirmou Araghchi para a mídia estatal iraniana. “Os outros navios têm passagem livres, mas podem optar desviar por questões de segurança”, acrescentou.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse, neste sábado (14), que o estreito de Hormuz está aberto para todos, menos para aliados dos Estados Unidos.

    A travessia estria bloqueada “apenas para petroleiros e navios de inimigos e os aliados deles”, afirmou Araghchi para a mídia estatal iraniana. “Os outros navios têm passagem livres, mas podem optar desviar por questões de segurança”, acrescentou.

    “Ainda há muitos petroleiros e navios que estão passando pelo estreito”, disse o chanceler.

    Ainda no sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou outros países a enviarem navios de guerra para manter o estreito de Hormuz aberto à navegação, enquanto as forças iranianas prosseguem com sua campanha de retaliação em resposta aos ataques americanos e israelenses contra o Irã.

    Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passa pelo estreito, um corredor marítimo estreito entre o Irã e Omã. A capacidade de Teerã de bloquear o tráfego pelo canal poderia conferir ao país enorme poder de pressão sobre os Estados Unidos e seus aliados.

    “Os países do mundo que recebem petróleo pelo estreito de Hormuz precisam zelar por essa passagem, e nós vamos ajudar -E MUITO!”, escreveu Trump em publicação no Truth Social. “Os EUA também vão se coordenar com esses países para que tudo ocorra de forma rápida, tranquila e satisfatória.”

    Em uma publicação anterior, Trump previu que “muitos países, especialmente os afetados pela tentativa do Irã de fechar o estreito de Hormuz, enviarão navios de guerra em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o estreito aberto e seguro”.

    Trump disse que esperava que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros enviassem navios para a região.

    “Enquanto isso, os Estados Unidos bombardearão pesadamente a costa e continuarão a abater barcos e navios iranianos”, escreveu.

    Estreito de Hormuz está aberto para todos, menos para aliados dos EUA, diz chanceler iraniano

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  • Guerra no Oriente Médio impulsiona renda fixa e pressiona Bolsas

    Guerra no Oriente Médio impulsiona renda fixa e pressiona Bolsas

    Títulos públicos brasileiros e norte-americanos têm se valorizado diante do temor de que o conflito gere um repique inflacionário global. Outro exemplo é o dólar, novamente buscado por investidores como moeda de segurança.

    MATHEUS DOS SANTOS
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A guerra no Oriente Médio tem afetado o comportamento de investidores mundo afora. Com maior aversão ao risco, Bolsas e ativos de renda variável se desvalorizam, enquanto investimentos considerados seguros ganham destaque.

    Títulos públicos brasileiros e norte-americanos têm se valorizado diante do temor de que o conflito gere um repique inflacionário global. Outro exemplo é o dólar, novamente buscado por investidores como moeda de segurança.

    Segundo o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de seis moedas fortes, o dólar registra alta de 2,55% desde que o conflito escalou. No acumulado de 2026 antes do confronto, o índice registrava queda de 0,72%.

    “Em momentos de incerteza, costuma ocorrer o movimento chamado de ‘fuga para a qualidade’. Os investidores priorizam emissores considerados mais seguros. Nos Estados Unidos, são as Treasuries. No Brasil, títulos de renda fixa com alta liquidez e baixo risco também funcionam como proteção. Ações tendem a sofrer mais em períodos de turbulência”, afirma Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research.

    A recomendação é de ativos indexados à inflação, que acompanham o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e pagam uma taxa prefixada de juros, além dos pós-fixados, como Tesouro Selic e CDBs.

    Investimentos atrelados ao IPCA tendem a preservar o poder de compra do investidor em momentos de pressão inflacionária, como no caso do conflito no Oriente Médio. Vencimentos mais longos, porém, ficam mais expostos à marcação a mercado (diferença entre o valor pago pelo título na contratação e o preço pelo qual ele é negociado no momento do resgate), caso sejam vendidos antes do prazo.

    “Dentro de uma estratégia de médio e longo prazo, os papéis atrelados ao IPCA continuam bastante atrativos, porque protegem contra o risco inflacionário e oferecem taxas reais elevadas”, afirma Guilherme Almeida.

    Ele também destaca os pós-fixados, que acompanham índices como CDI ou Selic e que “ajudam a reduzir a volatilidade da carteira por apresentar menor variação de preço diante dos movimentos da curva de juros”.

    A valorização dos ativos de renda fixa está relacionada à alta do petróleo. Os preços da commodity dispararam após o fechamento do estreito de Hormuz, localizado na fronteira do Irã e por onde passa cerca de 20% da produção global da commodity.

    Há preocupação de que, caso o petróleo continue em alta em razão do conflito, a inflação global seja pressionada e, consequentemente, bancos centrais sejam obrigados a manter as taxas de juros elevadas -o que favorece ativos de renda fixa.

    No Brasil, economistas já admitem a possibilidade de o BC (Banco Central) manter a taxa básica de juros em 15% por mais uma reunião. No primeiro Boletim Focus após o início do conflito, analistas voltaram a elevar a previsão para a Selic, a 12,13%, ante 12% na estimativa anterior.

    Nos EUA, também houve revisão nas projeções de juros. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, os investidores veem uma chance de 99,2% de que o Fed (Federal Reserve) mantenha o patamar atual de juros, entre 3,5% e 3,75%, na reunião desta quarta-feira (18).

    As previsões também apontam maior probabilidade de manutenção da taxa nas reuniões subsequentes: 93% na reunião de abril e 71,7% na de junho. O quadro começa a mudar na reunião de julho, com 59,5% prevendo manutenção, mas 34,3% projetando redução para a faixa entre 3,25% e 3,5%.

    Para Luan Aral, especialista em câmbio e analista CNPI-P da Genial Investimentos, o cenário tende a manter os rendimentos dos títulos americanos elevados, atraindo capital para os EUA. “Para países emergentes, como o Brasil, isso pode significar pressão cambial, com dólar mais alto e juros domésticos também mais elevados.”

    BOLSAS PELO MUNDO CAEM, MAS AÇÕES DE ENERGIA RESISTEM

    A guerra no Irã também tem impactado o mercado acionário. No Brasil, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário nacional, registra alta acumulada de 11% no ano. O avanço, contudo, era maior -de 16%- até os ataques ao Irã. Após a escalada do conflito, a Bolsa passou a registrar queda de cerca de 5%.

    O mesmo movimento é observado em outros índices acionários. As Bolsas norte-americanas Nasdaq e S&P 500 registram quedas de 2,99% e 1,53%, respectivamente, desde o início do conflito. O índice Euro Stoxx 600, referência no continente europeu, recua 5,58%. Na Ásia, a Bolsa de Seul chegou a cair 12%, em seu pior dia da história.

    “Existe um ‘comportamento padrão de guerra’. Tradicionalmente, quando há conflitos -especialmente no Oriente Médio-, as Bolsas caem e o dólar tende a se valorizar com a busca por ativos mais seguros”, diz William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

    As exceções são ativos relacionados a energia e defesa. “Setores considerados mais defensivos, como saúde, consumo não discricionário e infraestrutura, acabam se beneficiando quando os investidores querem manter exposição a ações, mas com um posicionamento mais conservador”, diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    No caso do mercado de energia, ações vinculadas ao petróleo têm registrado alta, como a Petrobras. A ação preferencial da estatal, que dá prioridade no recebimento de dividendos, acumula avanço de 12,6% impulsionada pela alta da commodity.

    O setor, contudo, apresenta risco de volatilidade. “Assim como o petróleo teve altas expressivas recentemente, um eventual arrefecimento do conflito ou declarações relevantes de autoridades podem reverter essa tendência”, afirma Luan Aral.

    Segundo ele, o momento exige cautela. “Antes de aumentar a exposição ao setor de energia, o investidor deve priorizar a proteção do capital. Esse deve ser o principal objetivo em momentos de tensão.”

    Guerra no Oriente Médio impulsiona renda fixa e pressiona Bolsas

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  • Em 24 horas, Vorcaro comprou cotas de fundo por R$ 2,5 milhões e vendeu por R$ 294,5 milhões

    Em 24 horas, Vorcaro comprou cotas de fundo por R$ 2,5 milhões e vendeu por R$ 294,5 milhões

    A valorização instantânea de 11.472% em apenas um dia foi registrada em sua declaração de Imposto de Renda de 2024, enviada à CPI do Crime Organizado, na qual Vorcaro listou seus ganhos de capital obtidos no ano anterior.

    ANDRÉ BORGES E AUGUSTO TENÓRIO
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Num intervalo de apenas 24 horas, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro comprou cotas de um fundo pelo valor de R$ 2,5 milhões e as revendeu por R$ 294,5 milhões, um preço 116 vezes maior que o inicial.

    A valorização instantânea de 11.472% em apenas um dia foi registrada em sua declaração de Imposto de Renda de 2024, enviada à CPI do Crime Organizado, na qual Vorcaro listou seus ganhos de capital obtidos no ano anterior.

    A transação, conforme informações obtidas pela reportagem, foi feita entre o Natal e Réveillon de 2023. No dia 27 de dezembro, Vorcaro gastou R$ 2,544 milhões para adquirir cotas do Hans 2 Fundo de Investimento Part. Multiestratégia. No dia seguinte, 28 de dezembro, vendeu essas mesmas cotas para o Itabuna Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, pela cifra de R$ 294,5 milhões.

    Essa não foi a única operação a jato realizada por Vorcaro com as cotas do Hans 2. Em 31 de maio de 2023, ele gastou R$ 10 milhões para adquirir cotas do fundo. Uma semana depois, em 7 de junho, vendeu essas mesmas cotas por R$ 160 milhões. O comprador, nesse caso, foi o Astralo Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado I.

    Tanto o Itabuna quanto o Astralo fazem parte da teia de fundos sob gestão da Reag e ligados ao Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro. Ambos foram liquidados pelo Banco Central.
    A reportagem questionou a assessoria de Daniel Vorcaro sobre os motivos de as cotas terem uma valorização exponencial em tão pouco tempo, além de quais ativos faziam parte do fundo Hans 2 FIP que justificassem esses valores.

    Vorcaro também foi questionado sobre a relação societária entre os fundos Hans 2, Astralo e Itabuna ou empresas ligadas ao grupo Master. Por meio de nota enviada nesta quinta-feira (12), a defesa afirmou que não vai se manifestar sobre o tema.

    As investigações da Polícia Federal indicam que o esquema de desvio de recursos do Banco Master para Vorcaro, parentes e aliados passava pelo uso de camadas de fundos de investimentos, utilizados para inflar valores de forma artificial, sem ter qualquer lastro em bens que, efetivamente, justificassem aquela valorização.
    O lucro das duas operações somou R$ 441,9 milhões A cifra foi apenas uma parte dos ganhos de capital obtidos por Vorcaro em 2024. Ao todo, os ganhos de capital registrados na declaração de 2024 somaram R$ 631,6 milhões.

    O patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro cresceu exponencialmente nos últimos dez anos. É o que mostram as declarações do Imposto de Renda do dono do Master que foram enviadas à CPI do INSS.

    Em 2016, o banqueiro declarou ter pouco mais de R$ 52 milhões em rendimentos (R$ 82,8 milhões a preços de hoje). Em 2024, como mostrou a Folha de S. Paulo, o rendimento chegou a R$ 570 milhões no ano.

    O patrimônio declarado ao Fisco ultrapassou R$ 2,6 bilhões em 2024. Há quase dez anos, em 2015, o patrimônio era de R$ 2,9 milhões.

    Nesta sexta-feira (13), o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro. O julgamento ocorre em plenário virtual, ambiente remoto por meio do qual os ministros incluem votos e não há espaço para debate. A sessão segue aberta até a próxima sexta (20).

    Os ministros analisam a decisão de Mendonça que levou à segunda prisão de Vorcaro, em 4 de março. O ministro Dias Toffoli não participa do julgamento, pois se declarou suspeito por motivos de “foro íntimo”.

    Em 24 horas, Vorcaro comprou cotas de fundo por R$ 2,5 milhões e vendeu por R$ 294,5 milhões

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  • Novo salário mínimo em 2027: Projeção indica qual será o novo valor

    Novo salário mínimo em 2027: Projeção indica qual será o novo valor

    A previsão segue a política de valorização do salário mínimo, que combina a reposição da inflação com um aumento real baseado no desempenho da economia. Dessa forma, além de compensar as perdas provocadas pelo aumento dos preços, o reajuste também inclui um ganho adicional.

    O governo federal divulgou novas projeções para o salário mínimo brasileiro nos próximos anos, indicando a possibilidade de reajustes acima da inflação. As estimativas constam em documentos oficiais enviados ao Congresso Nacional para orientar a elaboração do orçamento federal. Pelos cálculos atuais, o piso nacional pode atingir aproximadamente R$ 1.724 em 2027, valor superior ao previsto para 2026, quando o mínimo deve ficar em torno de R$ 1.630.

    A previsão segue a política de valorização do salário mínimo, que combina a reposição da inflação com um aumento real baseado no desempenho da economia. Dessa forma, além de compensar as perdas provocadas pelo aumento dos preços, o reajuste também inclui um ganho adicional. As projeções indicam que esse acréscimo real pode alcançar cerca de 2,3%, percentual relacionado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) registrado em anos anteriores e utilizado como referência no cálculo do piso nacional.

    Atualmente, a definição do salário mínimo considera dois fatores principais. O primeiro é a inflação acumulada em 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que garante a reposição do poder de compra dos trabalhadores. O segundo elemento é o crescimento econômico de períodos anteriores, responsável por gerar o aumento real no valor do mínimo.

    Essa política foi retomada com o objetivo de fortalecer a renda da população e estimular a atividade econômica. O motivo é que o salário mínimo tem influência direta sobre milhões de rendimentos em todo o país.

    O reajuste também impacta diversos pagamentos públicos. Benefícios como aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego, abono salarial PIS/Pasep e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) são calculados com base no piso nacional. Por isso, sempre que o valor do mínimo é elevado, esses pagamentos também passam por correção automática, o que amplia o alcance do aumento para milhões de brasileiros e gera efeitos relevantes nas contas públicas.

    Apesar da projeção atual apontar para um mínimo de cerca de R$ 1.724 em 2027, o valor ainda não é definitivo. O montante final dependerá da inflação registrada, do desempenho da economia e das decisões tomadas durante a aprovação do orçamento federal pelo Congresso.

    Há também estimativas para os anos seguintes. Segundo projeções divulgadas pelo portal Informações Municipais, o salário mínimo poderia alcançar R$ 1.823 em 2028 e R$ 1.925 em 2029, embora esses valores ainda dependam das condições econômicas e das definições orçamentárias futuras.

    Novo salário mínimo em 2027: Projeção indica qual será o novo valor

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  • Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros, aponta Datafolha

    Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros, aponta Datafolha

    Para 71% dos entrevistados, o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto 27% acreditam que não deveria; 3% não opinaram. As perguntas foram feitas de 3 a 5 de março.

    MAELI PRADO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A maior parte dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6×1, proposta atualmente em debate no Congresso Nacional, e essa percepção avançou em relação ao levantamento realizado no final de 2024, mostra pesquisa Datafolha.

    Para 71% dos entrevistados, o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto 27% acreditam que não deveria; 3% não opinaram. As perguntas foram feitas de 3 a 5 de março.

    O levantamento indica que o apoio cresceu em comparação ao registrado em pesquisa feita pelo instituto entre 12 e 13 de dezembro do ano retrasado, quando 64% se manifestaram a favor da medida, e 33% se posicionaram contra.

    O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

    O governo do presidente Lula (PT) já sinalizou que, apesar de o nome da proposta em debate –fim da escala 6×1– evocar os dias de trabalho, a prioridade é a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, como disse Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, à Folha.

    “A lei tem que estabelecer a redução de jornada sem redução de salário, e a grade, com dois dias de descanso na semana, deve ser definida pelas negociações”, disse o ministro.

    O posicionamento é uma flexibilização em relação à PEC (proposta de emenda à Constituição) da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais.

    Ao analisar o perfil dos entrevistados, a pesquisa também mostra que os brasileiros economicamente ativos se dividem entre quem trabalha até cinco dias na semana (53%) e quem faz seis ou sete dias semanais (47%).

    Apesar de o segundo grupo se encaixar entre os beneficiários do fim da escala 6×1, ele é menos favorável à medida: 68% dos que trabalham seis dias ou mais apoiam a medida, enquanto 76% daqueles que trabalham até cinco dias são favoráveis à redução.

    Um dos fatores que ajudam a explicar essa diferença é a maior proporção de autônomos e empresários no grupo de pessoas que dizem fazer uma jornada semanal maior. Para eles, trabalhar mais tempo pode significar renda maior.

    Já entre os que trabalham até cinco dias por semana, há uma participação maior de funcionários públicos, cuja duração da jornada não costuma influenciar a renda.

    Da amostra entrevistada pelo Datafolha, 66% trabalham até 8 horas por dia, 28% mais de 8 horas a 12 horas e 5% mais de 12 horas; 1% não soube responder.

    IMPACTOS NA ECONOMIA

    Quando a pergunta é sobre o impacto para as empresas, as opiniões se dividem: 39% acreditam que os efeitos serão positivos, e outros 39% que serão negativos. No levantamento anterior, feito em dezembro de 2024, um percentual maior (42%) apontava para efeitos negativos para as empresas.

    A redução de jornada também divide especialistas em relação aos impactos na economia brasileira, como a Folha mostrou.

    Enquanto estudos setoriais apontam elevação de custos para as empresas, eliminação de vagas formais e redução do PIB (Produto Interno Bruto), outras análises mostram que não haverá desemprego significativo, que a elevação das despesas ocorre uma única vez e que a alta poderá ser diluída se houver planejamento.

    Quanto aos impactos esperados para os trabalhadores, o Datafolha mostra que 76% acreditam que a redução da jornada será ótima ou boa para a qualidade de vida. Entre aqueles que trabalham até cinco dias por semana, esse índice é de 81%, ante 77% entre os que trabalham seis ou sete dias.

    Quando a pergunta é sobre as consequências para a economia brasileira como um todo, 50% acreditam que o fim da escala terá um efeito ótimo ou bom, enquanto 24% preveem um impacto ruim ou péssimo.

    Outra pergunta feita na pesquisa foi sobre os efeitos pessoais que o fim da escala 6×1 traria. Nesse caso, 68% avaliaram que a mudança será ótima ou boa para si.

    Entre os que trabalham seis ou sete dias por semana, 65% acreditam que os efeitos pessoais serão positivos, um percentual menor do que o registrado entre aqueles que possuem jornada de até cinco dias (74%).

    No que diz respeito à rotina pessoal de trabalho, o maior grupo é o que afirma que tem tempo suficiente para lazer e descanso (49%). O percentual daqueles que apontam que o tempo é insuficiente para se divertir e descansar é de 43%, enquanto 8% dos entrevistados dizem ter tempo mais do que o suficiente para descanso e lazer.
    Ainda nesse contexto, a maioria (59%) dos que dizem trabalhar seis ou sete dias na semana avalia que seu tempo para lazer é insuficiente, o dobro daqueles que trabalham em jornadas de até cinco dias (29%).

    POLÍTICA

    A pesquisa do Datafolha revela também que o nível de apoio à redução da jornada varia de acordo com preferências políticas.
    Entre aqueles que votaram em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2022, 55% são a favor do fim da escala 6×1, e 43% são contra, enquanto 2% afirmaram não saber. No grupo que votou em Lula, 82% são favoráveis, e 16% contrários –3% disseram não saber. Nos dois casos, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.

    A percepção das consequências para a economia brasileira também é influenciada pelo fator político: entre os que votaram em Lula, 63% veem efeitos positivos para a economia; entre os eleitores de Bolsonaro, o índice cai para 37%.

    RELIGIÃO

    Já em relação à religião, o percentual de apoio ao fim da escala 6×1 é de 69% entre católicos (margem de erro de três pontos percentuais) e de 67% entre os evangélicos (margem de erro de quatro pontos percentuais).

    Aqueles que frequentam mais a igreja –mais de uma vez por semana– apoiam menos a redução da jornada (63% são a favor) do que aqueles que frequentam uma vez por ano (81% favoráveis).

    IDADE

    Sob a ótica geracional, o apoio ao fim da escala 6×1 é maior entre os mais jovens, com 83% dos entrevistados entre 16 a 24 anos apoiando a ideia. O percentual cai para 75% entre os entrevistados entre 35 a 44 anos e vai a 55% no grupo de 60 anos ou mais. Em todos os casos, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.

    GÊNERO

    No recorte por gênero, o Datafolha aponta que as mulheres apoiam mais o fim da escala 6×1 do que os homens: 77% das entrevistadas se posicionam a favor, enquanto na parcela masculina o percentual é de 64%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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