Categoria: Uncategorized

  • Dólar recua com alívio em Treasuries, JGB e valorização de moedas emergentes

    Dólar recua com alívio em Treasuries, JGB e valorização de moedas emergentes

    Queda dos juros nos EUA e estabilidade dos títulos japoneses favorecem moedas emergentes, enquanto mercado acompanha discurso de Trump em Davos, dados econômicos americanos e pesquisas eleitorais no Brasil, além de decisões recentes do Banco Central e movimentações no setor financeiro.

    O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 21, cotado perto de R$ 5,35 por volta das 9h50. Segundo Marcio Riauba, head da mesa de operações da StoneX, a queda dos rendimentos dos Treasuries e a estabilização dos títulos japoneses (JGBs) ajudam a reverter, ao menos por enquanto, a pressão observada na véspera sobre as moedas emergentes, que se valorizam nesta manhã.

    Riauba pondera, no entanto, que o mercado segue sensível às incertezas geopolíticas no exterior e ao cenário eleitoral no Brasil.

    No ambiente internacional, há a percepção de que as tensões diplomáticas envolvendo a Groenlândia podem arrefecer, embora a União Europeia tenha elevado o tom contra eventuais medidas protecionistas na próxima cúpula do G7, marcada para quinta-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já afirmou que não participará do encontro.

    No radar dos investidores está o discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos. O presidente chegou à Suíça após horas de atraso provocadas por um problema elétrico no Air Force One. O mercado também acompanha dados do setor imobiliário dos Estados Unidos e o início do julgamento da diretora do Fed, Lisa Cook, na Suprema Corte, em meio à pressão da Casa Branca sobre o banco central americano.

    No cenário doméstico, uma nova pesquisa AtlasIntel aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para 2026 em todos os cenários testados, com cerca de 48% a 49% no primeiro turno. Ele venceria no segundo turno nomes como Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, embora a vantagem sobre Flávio tenha diminuído. O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, aparece como o mais rejeitado, seguido por Lula.

    Na agenda econômica, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou para alta de 0,44% na segunda prévia de janeiro, após avanço de 0,14% na mesma leitura de dezembro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Mais cedo, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, que estava sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet) desde novembro, em decorrência da liquidação do Banco Master, seu controlador.

    O BRB negocia a venda de uma carteira de quase R$ 1 bilhão em empréstimos a estados e municípios, com garantia da União, para Itaú e Bradesco, após possíveis prejuízos relacionados a ativos do Banco Master.

    Ainda em Davos, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo estuda retirar a fiscalização dos fundos de investimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e transferir essa atribuição para o Banco Central.

    Dólar recua com alívio em Treasuries, JGB e valorização de moedas emergentes

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul ao enviá-lo à Justiça

    Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul ao enviá-lo à Justiça

    Assinado no último sábado (17) por representantes do bloco sul-americano e por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, o acordo de livre comércio criaria o maior mercado do gênero no mundo, com 722 milhões de consumidores

    (FOLHAPRESS) – O Parlamento Europeu aprovou a revisão jurídica do acordo UE-Mercosul, nesta quarta-feira (21), em Estrasburgo. Deputados votam a favor de pedido para que Tribunal de Justiça da União Europeia avalie bases legais do acordo de livre comércio com o Mercosul, o que deve atrasar ratificação.

    Assinado no último sábado (17) por representantes do bloco sul-americano e por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, o acordo de livre comércio criaria o maior mercado do gênero no mundo, com 722 milhões de consumidores.

    Esperava-se agora que o Parlamento em abril ou maio ratificasse o acordo. A maioria que era a favor do tratado até dezembro, quando a Itália ameaçou vetar a negociação em busca de novas concessões da UE, agora virou minoria, dado resultado da votação desta quarta-feira.

    Se a influência política dos agricultores é exacerbada em vários países do continente, no Parlamento ela ganha ainda mais força em um ano de eleições regionais. Além da ultradireita e de populistas, que exploram o nacionalismo e a crise do setor em busca de ganhos eleitorais, parte da esquerda também é contra o tratado por razões ambientais e sociais.

    A última versão do acordo ganhou salvaguardas para proteger os produtores europeus. Cláusulas anteriores também obrigam a permanência dos países do Mercosul no Acordo de Paris e respeito às normas sanitárias europeias. De acordo com ambientalistas, as ressalvas não são suficientes para assegurar a proteção de biomas e florestas.

    Nesta semana, nem mesmo a disputa política e comercial da UE com os EUA, renovada pelas reiteradas ameaças de Donald de Trump de anexar a Groenlândia, amenizaram a oposição ao projeto com o bloco sul-americano, que é negociado desde 1999.

    O Parlamento congelou a tramitação do acordo tarifário assinado no ano passado entre UE e EUA e, no Fórum Econômico de Davos, na terça-feira (20), Von der Leyen usou o acordo como exemplo de independência do bloco. “A Europa escolhe o mundo, e o mundo escolhe a Europa”, declarou em discurso recheado de críticas ao presidente americano.

    Segundo a Comissão Europeia, o acordo UE-Mercosul já poderia entrar em vigor mesmo sem a ratificação dos eurodeputados. É improvável, porém, que Bruxelas crie tamanha indisposição com o Parlamento, que aprecia nesta quinta-feira (22) a quarta moção de censura contra Von der Leyen em sete meses.

    Nada indica que o movimento tenha alguma chance de sucesso.

    Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul ao enviá-lo à Justiça

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Agências do INSS vão abrir no fim de semana antes de suspender os serviços

    Agências do INSS vão abrir no fim de semana antes de suspender os serviços

    Os serviços presenciais e digitais do instituto serão suspensos por causa de uma migração dos dados de um sistema computacional antigo para um mais recente. A Dataprev, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica do INSS, conduzirá a atualização que, segundo o órgão, promete mais estabilidade, segurança e eficiência no atendimento aos segurados

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nestes sábado (24) e domingo (25), o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fazem novamente atendimento extra em agências de várias cidades. As unidades abrem em regime de mutirão para antecipar agendamentos que estariam marcados para os dias 28, 29 e 30 de janeiro, em que não haverá atendimento.

    Durante esse período, não apenas o atendimento presencial será suspenso, mas também os canais digitais. O portal e aplicativo Meu INSS e a Central Telefônica 135 ficarão indisponíveis a partir das 19h do dia 27 até o dia 31 de janeiro, impossibilitando consultas, agendamentos e outros serviços digitais.

    Os serviços presenciais e digitais do instituto serão suspensos por causa de uma migração dos dados de um sistema computacional antigo para um mais recente. A Dataprev, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica do INSS, conduzirá a atualização que, segundo o órgão, promete mais estabilidade, segurança e eficiência no atendimento aos segurados.

    Segundo o INSS, a estratégia de abertura nos finais de semana funciona como uma espécie de “força-tarefa” para desafogar a agenda e permitir que beneficiários que dependem de serviços presenciais -como perícias médicas e atendimento administrativo- não sejam prejudicados pela interrupção técnica.
    O INSS reforça que, para quem preferir atendimento em dia útil após o restabelecimento dos sistemas, será garantido o reencaixe.

    Para evitar transtornos, os segurados com agendamentos para o fim de janeiro devem verificar com antecedência se sua data foi antecipada para um dos mutirões de fim de semana ou se permanecerá para um dia útil após a paralisação.

    Nesta semana, o Meu INSS tem apresentado instabilidade e lentidão. Desde a noite de segunda-feira, há relatos nas redes sociais sobre dificuldades para acessar os serviços do instituto, tanto pelo aplicativo quanto pelo site.

    Segundo o INSS, de acordo com informações da Dataprev, a instabilidade registrada no Meu INSS nesta segunda foi causada por um aumento atípico no volume de acessos.

    “Em um único dia, foram cerca de 8,5 milhões de consultas, um aumento de 143% em relação à média diária de 3,5 milhões de acessos, o que impactou o tempo de resposta do sistema”, afirma o órgão, em nota.

    A sobrecarga, diz, ocorreu devido à atualização da margem para empréstimos consignados, ao reajuste de benefícios e à nova alíquota do Imposto de Renda com isenção para quem ganha até R$ 5.000.

    Nesta terça-feira (20), a dificuldade de acesso ainda persistia.

    Agências do INSS vão abrir no fim de semana antes de suspender os serviços

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Multiplan confirma invasão de aplicativo e vazamento de dados de usuários

    Multiplan confirma invasão de aplicativo e vazamento de dados de usuários

    Empresa afirmou que dados cadastrais, como validade e últimos dígitos do cartão, podem ter sido acessados, mas garantiu que informações sensíveis não foram expostas e que comunicou o incidente à Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

    A Multiplan, que administra diversos shopping centers no país, confirmou na segunda-feira (19) que seu aplicativo, o Multi, sofreu um ataque cibernético no dia 10 de janeiro. Alguns dados de clientes podem ter sido acessados pelos invasores.

    Em nota oficial, a empresa informou que, entre as informações potencialmente acessadas, estão dados cadastrais dos usuários do aplicativo, incluindo a data de validade e os quatro últimos dígitos do cartão de crédito. A Multiplan ressaltou, porém, que nem todos os dados coletados pelo app foram visualizados. Informações mais sensíveis, como o número completo dos cartões de crédito, não foram acessadas.

    Nas redes sociais, clientes relataram ter recebido uma mensagem por SMS da empresa sobre o incidente, com um link no qual a Multiplan recomenda atenção a possíveis comunicações suspeitas ou atividades não reconhecidas relacionadas ao aplicativo. A mensagem também orienta que, em caso de dúvidas, os consumidores entrem em contato por e-mail.

    A companhia afirmou ter comunicado o ocorrido à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e adotado todas as medidas cabíveis. A Multiplan é proprietária de centros comerciais como MorumbiShopping, Shopping Anália Franco, BarraShopping, ParkShopping, BH Shopping, JundiaíShopping, RibeirãoShopping, Pátio Savassi, ParkShopping São Caetano e ParkShopping Canoas.

    Na nota, a empresa declarou ainda que “reforça o compromisso com as melhores práticas de segurança da informação, a transparência e o investimento contínuo na proteção dos dados de seus clientes”, pediu desculpas pelo ocorrido e garantiu que o aplicativo segue seguro e operacional.
     
     
     

     
     
     
     
     

    Multiplan confirma invasão de aplicativo e vazamento de dados de usuários

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • INSS libera extrato com reajuste e isenção do IR; veja como consultar

    INSS libera extrato com reajuste e isenção do IR; veja como consultar

    Beneficiários já podem conferir os novos valores no Meu INSS ou pelo telefone 135. Pagamentos começam em 26 de janeiro e incluem aumento para quem recebe o mínimo e isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil.

    Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS já podem consultar, a partir desta quarta-feira (21), os valores dos benefícios com o novo reajuste e as mudanças na tributação. Os pagamentos começam em 26 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro, conforme o calendário oficial.

    Quem recebe um salário mínimo terá reajuste de 6,79%, seguindo a política de valorização do piso nacional. Para os benefícios acima do mínimo, a correção é pelo INPC de 2025, de 3,90%.

    Com os ajustes, o piso da Previdência Social passou de R$ 1.519 para R$ 1.621. Já o teto subiu de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Para quem começou a receber o benefício a partir de 1º de janeiro de 2025, o reajuste será proporcional ao tempo de concessão.

    Quem não tem acesso à internet pode obter informações pelo telefone 135. É necessário informar o CPF e confirmar dados cadastrais. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    Isenção do Imposto de Renda
    A partir do pagamento de janeiro, passa a valer a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. Beneficiários com renda entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão isenção parcial, com desconto progressivo. Para valores acima de R$ 7.350, não há mudança nas regras de tributação.

    Calendário de pagamento
    Para quem recebe até um salário mínimo, os pagamentos ocorrem de 26 de janeiro a 6 de fevereiro. Para benefícios acima do piso, os depósitos vão de 2 a 6 de fevereiro. A data depende do número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador.

    Até um salário mínimo
    Final 1: 26 de janeiro
    Final 2: 27 de janeiro
    Final 3: 28 de janeiro
    Final 4: 29 de janeiro
    Final 5: 30 de janeiro
    Final 6: 2 de fevereiro
    Final 7: 3 de fevereiro
    Final 8: 4 de fevereiro
    Final 9: 5 de fevereiro
    Final 0: 6 de fevereiro

    Acima do piso nacional
    Finais 1 e 6: 2 de fevereiro
    Finais 2 e 7: 3 de fevereiro
    Finais 3 e 8: 4 de fevereiro
    Finais 4 e 9: 5 de fevereiro
    Finais 5 e 0: 6 de fevereiro

    Como consultar o benefício
    Quem não tem internet deve ligar para a Central 135, informar o CPF e confirmar os dados cadastrais.
    Quem tem acesso à internet pode consultar pelo site ou aplicativo Meu INSS. Após fazer login, basta clicar em “Extrato de Pagamento” para ver todos os detalhes do benefício.

    Números da Previdência
    Cerca de 21,9 milhões de benefícios têm valor de até um salário mínimo, o que representa 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios do RGPS. Outros 12,2 milhões de beneficiários recebem valores acima do piso nacional.

    Outros benefícios com valores fixos

    O Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), pago a idosos e pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza, é de R$ 1.621.

    O benefício destinado a seringueiros e seus dependentes é de R$ 3.242.

    A cota do salário-família é de R$ 67,54 para segurados com remuneração mensal de até R$ 1.980,38.

    A consulta completa pode ser feita pelo Meu INSS, no site ou aplicativo, acessando a opção “Extrato de Pagamento”.
     
     
     

    INSS libera extrato com reajuste e isenção do IR; veja como consultar

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Em Davos, Lutnick diz que EUA voltariam a tarifar Europa em caso de retaliação

    Em Davos, Lutnick diz que EUA voltariam a tarifar Europa em caso de retaliação

    Howard Lutnick afirmou que os Estados Unidos podem endurecer tarifas contra países europeus em caso de retaliação, defendeu as políticas comerciais de Donald Trump e criticou a atuação do Federal Reserve, dizendo que a economia americana comporta juros mais baixos

    O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse nesta terça-feira (20) que o governo norte-americano pode aumentar ainda mais as tarifas contra países europeus em caso de uma possível retaliação do bloco. O presidente americano, Donald Trump, anunciou inicialmente tarifas a oito países do continente, válidas a partir de fevereiro, enquanto não se resolve a questão da Groenlândia.

    “As trocas mútuas de tarifas resultariam em uma conversa de Trump com Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, como da última vez. Os EUA são aliados da Europa e do Reino Unido. Isso não significa que não se possa discordar, mas não muda o fundamental: os EUA sabem quem são seus aliados”, disse Lutnick durante um painel no Fórum Econômico Mundial de Davos. Para ele, as discussões tarifárias terminarão “de uma maneira razoável”.

    Lutnick também criticou a atuação do Federal Reserve (Fed) na política monetária, ao afirmar que a situação econômica dos EUA permite uma taxa de juros menor. Ele avalia que o país é o maior credor do mundo e, por isso, não deveria ser exposto a juros tão altos. “Vamos crescer 5% neste trimestre e cresceríamos até 6% com juros menores”, projetou. Segundo ele, a economia dos EUA deve crescer mais de 5% no primeiro trimestre deste ano.

    Lutnick atribui esses números às políticas econômicas adotadas pela gestão Trump. De acordo com o secretário, a política de globalização falhou em entregar um mercado de livre comércio no mundo, o que, para ele, justifica a defesa das medidas tarifárias do presidente norte-americano.

    “O fato é que a globalização deixou os Estados Unidos e nossos trabalhadores para trás”, disse Lutnick. “Com os EUA em primeiro lugar, podemos ter políticas que impactam nossos trabalhadores e nossas fronteiras. Não deveríamos ser dependentes de ninguém, porque isso é fundamental para nossa soberania.”   

    Em Davos, Lutnick diz que EUA voltariam a tarifar Europa em caso de retaliação

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar e Bolsa avançam com mercado atento a novas ameaças de tarifas dos EUA

    Dólar e Bolsa avançam com mercado atento a novas ameaças de tarifas dos EUA

    A moeda americana avança com a busca global por ativos de segurança após ameaças tarifárias de Donald Trump contra países europeus, enquanto o Ibovespa recua e as curvas de juros futuros sobem em meio ao aumento das tensões comerciais entre EUA e União Europeia

    (FOLHAPRESS) – O dólar opera em alta nesta terça-feira (20), com investidores atentos às ameaças dos Estados Unidos de aplicar tarifas sobre oito países europeus até que seja autorizada a compra da Groenlândia.

    A preocupação com novos aumentos tarifários impulsiona uma busca global por ativos de segurança, movimento que se reflete na valorização do dólar frente à maioria das moedas emergentes. No Brasil, as curvas de juros futuros também avançam, em um sinal de cautela do mercado.

    Às 11h56, a moeda norte-americana subia 0,27%, cotada a R$ 5,378. O Ibovespa, por sua vez, recuava 0,59%, aos 165.835 pontos.

    As ameaças de novas tarifas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre parceiros comerciais europeus começaram no fim de semana. No sábado (17), ele prometeu impor tarifas adicionais de importação de 10% sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido, países que já haviam sido alvo de tarifas no ano passado.

    Segundo Trump, as taxas entrarão em vigor em 1º de fevereiro e permanecerão até que os EUA obtenham permissão para comprar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. As tarifas subirão para 25% em 1º de junho e continuarão vigentes até que um acordo sobre a ilha seja alcançado, escreveu o republicano.

    Trump afirmou ainda que já não pensa mais “puramente na paz”, evitando dizer se usaria força militar para tomar o território, mas reiterando a ameaça tarifária.

    Em resposta, a União Europeia avalia medidas de retaliação. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu nesta terça-feira que a reação do bloco será “inabalável” e “proporcional”.

    “Mergulhar-nos em uma espiral descendente só ajudaria os próprios adversários que ambos estamos tão empenhados em manter fora do cenário estratégico. Portanto, nossa resposta será inabalável, unida e proporcional”, afirmou von der Leyen em discurso durante encontro das elites globais em Davos, onde começou o Fórum Econômico Mundial.

    Atualmente, os europeus analisam um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros (R$ 581 bilhões) em importações dos EUA, que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após o fim de uma suspensão de seis meses.

    Outra alternativa em estudo é o acionamento do Instrumento Anti-Coerção (ACI), nunca utilizado até agora, que permitiria limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias, além de restringir o comércio de serviços, setor no qual os EUA mantêm superávit com o bloco, incluindo serviços digitais.

    Os países europeus terão uma reunião na quinta-feira (22) para deliberar sobre a resposta às ameaças de Trump.

    Na avaliação de Robert Schramm Fuchs, gerente de portfólio da Janus Henderson Investors, os mercados globais podem estar subestimando a escalada das tensões. “Embora as tarifas e seus impactos sejam mais bem compreendidos do que eram há nove meses, observamos um certo grau de complacência nessa reação inicial ao risco de escalada”, afirma. “Nossa preocupação é que a ausência de uma resposta mais forte do mercado financeiro possa incentivar ambos os lados a intensificar a disputa para ganhar poder de barganha.”

    Apesar da alta do dólar frente a moedas emergentes, a divisa recuava diante de moedas fortes. O índice DXY caía 0,49%, aos 98,56 pontos, refletindo a valorização do euro, iene, libra, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço.

    No Brasil, as curvas de juros futuros registravam avanços mais expressivos nos contratos longos. A taxa do DI para janeiro de 2028 subia 0,5%, para 13,2%. A de janeiro de 2031 avançava 0,82%, para 13,6%, enquanto a de janeiro de 2036 tinha alta de 1%, alcançando 13,825%.

    Segundo Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, o movimento reflete a alta dos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, após o feriado que manteve os mercados fechados na segunda-feira. “As Treasuries, refletindo a disputa entre EUA e UE, pressionam os mercados de juros no mundo inteiro. Houve também uma liquidação intensa de títulos do governo japonês, negociados em máximas históricas, o que levanta preocupações sobre a realocação de capital e o aumento dos riscos”, afirma.

    As Treasuries de dez anos, referência global, subiam 1,2%, a 4,28%.

    O mercado também acompanha a expectativa em torno do novo nome para comandar o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O mandato do atual presidente, Jerome Powell, termina em maio, em meio a tensões crescentes com Trump sobre o nível dos juros.

    Powell tem resistido às pressões do presidente por cortes nas taxas, afirmando que as decisões de política monetária se baseiam em dados econômicos, e não em influência política.

    Trump declarou estar inclinado a nomear o ex-diretor do Fed Kevin Warsh ou o atual diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett. “Os dois Kevins são muito bons. Há outras pessoas qualificadas. Anunciarei algo nas próximas semanas”, disse.

    De acordo com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a decisão pode sair já na próxima semana. “Estamos agora com quatro candidatos”, afirmou em entrevista à CNBC. Os outros nomes cotados são Christopher Waller, atual diretor do Fed, e Rick Rieder, diretor de investimentos em renda fixa da BlackRock.
     

    Dólar e Bolsa avançam com mercado atento a novas ameaças de tarifas dos EUA

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Aneel suspende por 90 dias ressarcimento previsto a consumidores de energia elétrica

    Aneel suspende por 90 dias ressarcimento previsto a consumidores de energia elétrica

    A suspensão do processamento desses ressarcimentos é determinada por lei aprovada no ano passado, que prevê compensação aos geradores de energia solar e eólica afetados pelos chamados cortes de geração, conhecidos como curtailment

    A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 20, uma medida cautelar que suspende, por 90 dias, os ressarcimentos devidos pelos geradores de energia aos consumidores, no âmbito de dois tipos de contratos de fornecimento. A decisão foi tomada durante a primeira reunião do ano da agência.

    A relatoria ficou a cargo da diretora Agnes da Costa, que já havia antecipado seu voto na semana passada. Anualmente, quando as empresas não conseguem gerar a quantidade de energia prevista, os empreendedores são obrigados a realizar pagamentos à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

    Esses valores estão previstos no Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado e no Contrato de Energia de Reserva (CER).

    A suspensão do processamento desses ressarcimentos é determinada por lei aprovada no ano passado, que prevê compensação aos geradores de energia solar e eólica afetados pelos chamados cortes de geração, conhecidos como curtailment.

    O Ministério de Minas e Energia abriu uma consulta pública para definir as regras dessa compensação.

    Na prática, haverá um encontro de contas. Caso o ressarcimento aos consumidores fosse mantido neste momento, o valor destinado pela lei à compensação dos geradores seria reduzido, o que poderia afetar o fluxo de caixa das empresas e gerar custos financeiros adicionais.

    Aneel suspende por 90 dias ressarcimento previsto a consumidores de energia elétrica

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Von der Leyen promete que resposta da UE às ameaças de tarifas de Trump será 'proporcional e unida'

    Von der Leyen promete que resposta da UE às ameaças de tarifas de Trump será 'proporcional e unida'

    Presidente da Comissão Europeia promete reação “unida e proporcional” às ameaças de Donald Trump sobre tarifas e a Groenlândia, enquanto o bloco avalia um pacote de retaliações bilionárias e a possível adoção da chamada “bazuca comercial”.

    (FOLHAPRESS) – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu nesta terça-feira (20) que a resposta do bloco às reiteradas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo a Groenlândia e a imposição de tarifas sobre países europeus será “inabalável” e “proporcional”.

    “Mergulhar em uma espiral descendente só ajudaria os próprios adversários que ambos estamos tão empenhados em manter fora do cenário estratégico. Portanto, nossa resposta será inabalável, unida e proporcional”, afirmou von der Leyen em discurso durante encontro das elites globais em Davos, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial.

    No momento, os europeus avaliam um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros, cerca de R$ 581 bilhões, em importações dos Estados Unidos. As medidas poderiam entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após o fim de um período de suspensão de seis meses.

    Outra opção em estudo é o acionamento do Instrumento Anti-Coerção (ACI), nunca utilizado até agora. O mecanismo permitiria limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias, além de restringir o comércio de serviços, setor em que os Estados Unidos têm superávit com o bloco, incluindo serviços digitais.

    A União Europeia deve realizar uma reunião nesta quinta-feira (22), em Bruxelas, para discutir qual resposta será adotada diante das ameaças de Trump.

    Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que uma eventual reação europeia deve se limitar à criação de um “temido grupo de trabalho europeu” e disse não acreditar em uma resposta rápida e contundente. “Imagino que eles formarão primeiro o temido grupo de trabalho europeu, que parece ser sua arma mais contundente”, comentou Bessent em Davos.

    Nesta terça-feira, Trump voltou a afirmar que não abrirá mão da intenção de vincular a Groenlândia aos interesses americanos. “A Groenlândia é imperativa para a segurança nacional e global. Não há como voltar atrás”, escreveu em sua rede social Truth Social.

    Bessent também minimizou a possibilidade de que um novo conflito comercial entre Estados Unidos e União Europeia afete o custo de vida dos americanos. “As tarifas foram o cão que não latiu em termos de aumentos de preços”, disse, ao afirmar que a inflação avançou em ritmo menor do que o esperado.

    A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, se ofereceu para atuar como mediadora nas negociações. Apesar de compartilhar alinhamento político e ideológico com Trump, Meloni criticou a ameaça do presidente americano de impor tarifas de 10% sobre importações de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido a partir de 1º de fevereiro.

    “A perspectiva de tarifas mais altas para aqueles que contribuem para a segurança da Groenlândia é, na minha opinião, um erro, e obviamente não compartilho dessa posição”, afirmou Meloni no domingo (18). “Conversei com Trump e disse a ele o que penso. Precisamos retomar o diálogo”, acrescentou.

    Os ministros das Finanças da França e da Alemanha declararam nesta segunda-feira que as principais potências europeias não aceitarão chantagens e responderão de forma clara e unida às ameaças do presidente americano. “Alemanha e França concordam: não nos permitiremos ser chantageadas”, disse o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, após reunião com o colega francês. Segundo ele, “o limite foi atingido”.

    O pacote de 93 bilhões de euros

    Uma das medidas avaliadas pela União Europeia é a retomada de um pacote de tarifas retaliatórias no valor de 93 bilhões de euros, aprovado em julho do ano passado, quando os Estados Unidos ameaçavam impor taxas de 30% sobre produtos europeus. Um mês depois, os dois lados chegaram a um acordo para reduzir a cobrança para 15%, e o pacote foi suspenso.

    Com o novo anúncio de Trump, no entanto, a aplicação das tarifas voltou ao centro do debate. Segundo o jornal Financial Times, a UE estuda impor taxas sobre aviões da Boeing, automóveis, uísque bourbon, soja, maquinário, dispositivos médicos, produtos químicos, plásticos e equipamentos elétricos.

    A escolha dos produtos levou em conta o fato de eles não serem essenciais para as exportações europeias, ao mesmo tempo em que podem causar impacto relevante na economia americana. “Como a lista de 93 bilhões de euros é muito ampla, o principal critério parece ter sido minimizar os impactos negativos para a UE”, afirmou Ignacio Garcia Bercero, ex-alto funcionário do comércio europeu.

    O que é o Instrumento Anti-Coerção (ACI)

    Adotado em 2023, mas ainda não utilizado, o ACI permite restringir o acesso de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos e de outros países ao mercado europeu. O mecanismo é conhecido como a “bazuca comercial” da UE e considerado sua ferramenta mais poderosa.

    Entre as medidas possíveis estão a revogação de direitos de propriedade intelectual, a imposição de tarifas sobre a Netflix ou filmes de Hollywood, o impedimento de empresas americanas em contratos de compras governamentais e até o fechamento dos mercados financeiros europeus para bancos dos Estados Unidos.

    Há, no entanto, preocupação com os impactos dessas ações sobre a economia europeia e seus consumidores, especialmente pela falta de alternativas a fundos de capital de risco americanos e a serviços de computação em nuvem. Além disso, o processo é lento: a Comissão Europeia precisa investigar a suposta coerção, negociar com os Estados Unidos e obter aprovação de uma maioria ponderada dos Estados-membros, um trâmite que pode levar várias semanas.
     

    Von der Leyen promete que resposta da UE às ameaças de tarifas de Trump será 'proporcional e unida'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Pai e irmã de Vorcaro são donos de projeto de crédito de carbono que inflou fundos do Master de modo irregular

    Pai e irmã de Vorcaro são donos de projeto de crédito de carbono que inflou fundos do Master de modo irregular

    Documentos indicam que projeto bilionário de créditos de carbono ligado à família Vorcaro foi estruturado sobre terras públicas da União, com valores inflados, uso de fundos da Reag e empresas sem lastro de mercado, hoje investigadas por suspeita de fraude e lavagem de dinheiro.

    (FOLHAPRESS) – A família de Daniel Vorcaro, banqueiro do Banco Master acusado de orquestrar um esquema fraudulento envolvendo fundos de investimento, aparece como investidora de um projeto bilionário de créditos de carbono realizado sobre terras públicas e baseado em valores inflados, sem lastro no mercado.

    Documentos obtidos pela Folha de S.Paulo indicam que os Vorcaro participam desde a origem do plano de explorar créditos de carbono em uma área da Amazônia, por meio de alavancagem financeira com fundos administrados pela Reag.

    Créditos de carbono são certificados comprados por empresas para compensar emissões. Projetos como restauração florestal e energia limpa podem gerar esses créditos conforme a quantidade de gases que deixam de ser emitidos ou são removidos da atmosfera.

    Segundo a reportagem, dois fundos sob gestão da Reag tiveram o patrimônio reavaliado após duas empresas das quais eram acionistas serem valorizadas em mais de R$ 45,5 bilhões com base em unidades de carbono atribuídas a uma área pública da União na Amazônia, o que seria irregular. O caso é descrito como um dos maiores escândalos do setor.

    A ligação entre o projeto e a família Vorcaro aparece por meio da empresa Alliance Participações, conforme contratos e laudos obtidos pela reportagem. A Alliance, uma sociedade anônima de capital fechado, é controlada por Henrique Moura Vorcaro, presidente da companhia, e por Natália Bueno Vorcaro Zettel, diretora e esposa de Fabiano Zettel, que foi alvo de operação na semana passada. Henrique e Natália são, respectivamente, pai e irmã de Daniel Vorcaro, que nega envolvimento no negócio de carbono.

    Em agosto de 2022, um Contrato de Opção de Compra e Venda foi firmado entre a Alliance, o fazendeiro Marco Antônio de Melo, que aparece como proprietário da área, e José Antônio Ramos Bittencourt, que atuou como intermediário. Pelo acordo, a Alliance teria passado a deter 80% das unidades de carbono associadas à Fazenda Floresta Amazônica, em Apuí (AM), enquanto Bittencourt ficaria com 20%. Em seguida, o projeto foi estruturado para ser incorporado a fundos administrados pela Reag.

    Em 2023, com o acordo formalizado, as operações transformaram a estimativa de 168,872 milhões de unidades de estoque de carbono do território em cotas de fundos. Bittencourt recebeu participação como pagamento, ficando com 2,5% do fundo New Jade 2 e 7,5% do fundo Biguaçu, ambos da Reag.

    O arranjo incluiu ainda a possibilidade de quitação por meio de tokens de carbono — espécie de registro digital vinculado a promessas de créditos ambientais — e outros ativos. O contrato prevê que Marco Antônio de Melo seria remunerado por cotas e tokens, mas não detalha percentuais nem quais fundos seriam usados.

    De acordo com a reportagem, o carbono atribuído à Alliance teria sido transferido para a Global Carbon e a Golden Green, empresas associadas à estrutura que inflou o patrimônio de fundos da Reag. Investigadores apuram se esses fundos foram usados para desviar dinheiro do Master e retroalimentar uma estrutura financeira que ampliaria o patrimônio do banco, permitindo à instituição seguir captando recursos no mercado por meio de CDBs.

    No caso dos créditos de carbono, a apuração destaca que a valorização bilionária teria como base unidades de “estoque de carbono” descritas como estimativas, sem referência de mercado transparente ou preço público. Ainda assim, essas estimativas teriam sido usadas para estruturar fundos e reorganizações societárias.

    Como já mostrou a Folha, Golden Green e Global Carbon passaram a ser avaliadas em R$ 14,5 bilhões e R$ 31 bilhões, respectivamente, mesmo sem vender um único crédito. A reportagem aponta que esses valores não representavam dinheiro disponível aos cotistas, mas ajudavam a inflar um patrimônio contábil, capaz de sustentar operações de crédito e alimentar a cadeia de fundos.

    A área que embasaria o projeto, segundo documentos citados pela Folha, é uma terra pública da União, destinada à reforma agrária e impedida de negociação por terceiros. Ainda assim, auditorias teriam chancelado operações fundamentadas nos valores informados pelas próprias empresas, sem checagem material sobre a capacidade real de gerar créditos.

    A Golden Green tem como investidor o fundo Jade, e a Global Carbon, o fundo New Jade 2. Ambos são administrados pela Reag e estão sob investigação na Operação Carbono Oculto, que apura suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. O New Jade 2, segundo a reportagem, está no fim de uma cadeia que começa no Hans 95, um dos fundos apontados como fraudulentos pelo Banco Central no caso Master.

    Procurados, Henrique Moura Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel afirmaram, por meio de advogados, que não têm envolvimento em operações ilícitas ou irregulares e que atuam de boa-fé e de acordo com normas de governança. Daniel Vorcaro disse que “o Banco Master e seu controlador não participam da gestão, da administração, da precificação ou da modelagem técnica dos fundos mencionados, tampouco das companhias citadas que têm projetos vinculados a créditos de carbono”. A defesa do banqueiro afirmou que “as atividades, estimativas e valores declarados nos balanços dessas empresas são de responsabilidade exclusiva das respectivas gestoras e dirigentes”.

    José Bittencourt, intermediário do negócio, disse que o projeto foi interrompido ainda na fase pré-inicial após consultoria especializada apontar questões fundiárias. Ele citou a existência de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em andamento junto ao Incra para tentar resolver a titularidade da área e afirmou que “nunca teve contato com Daniel Vorcaro”. A Reag declarou que não comentará o assunto. O fazendeiro Marco Antônio de Melo não respondeu aos pedidos de esclarecimento.
     
     

     

    Pai e irmã de Vorcaro são donos de projeto de crédito de carbono que inflou fundos do Master de modo irregular

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia