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  • Veja quem pode pedir e como funciona o novo crédito para motoristas de app

    Veja quem pode pedir e como funciona o novo crédito para motoristas de app

    Programa Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões em financiamentos para veículos sustentáveis, com taxas abaixo da Selic e prazo de até seis anos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo federal publicou, nesta terça-feira (19), as regras da nova linha de crédito para motoristas de aplicativos e taxistas financiarem carros novos com juros abaixo dos praticados no mercado. A medida faz parte do programa Move Brasil e prevê até R$ 30 bilhões em crédito para compra de veículos considerados sustentáveis, como modelos flex, híbridos ou elétricos, de até R$ 150 mil.

    Motoristas de aplicativo -com cadastro em plataforma há pelo menos 12 meses e mínimo de cem corridas- e taxistas registrados e em atividade já podem se cadastrar. O pedido deverá ser iniciado pela plataforma oficial do Move Brasil, dentro do portal gov.br, e a resposta será enviada em até cinco dias úteis.

    Após a confirmação, o trabalhador poderá procurar um banco credenciado para pedir o financiamento a partir de 19 de junho. A análise final de crédito será feita pela instituição financeira.

    COMO PEDIR O FINANCIAMENTO?

    1 – Cadastro:
Motoristas devem acessar a plataforma e autorizar o uso de dados para o sistema verificar se têm direito.
    2 – Confirmação:
A resposta da análise será enviada por meio da caixa postal do portal gov.br em até cinco dias após o cadastro.
    3 – Escolha do veículo:
Depois da confirmação da elegibilidade, os motoristas poderão escolher, a partir de 19 de junho, veículos de até R$ 150 mil, de montadoras habilitadas no programa Mover. Os trabalhadores deverão procurar uma instituição financeira credenciada para pedir o financiamento.
    4 – Contratação:
O banco escolhido pelo motorista fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.

    QUAIS CARROS PODERÃO SER FINANCIADOS?

    O programa só permitirá a compra de carros flex, híbridos flex, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol. Modelos movidos apenas a gasolina ou diesel ficarão de fora.

    O valor máximo do automóvel será de R$ 150 mil.

    O motorista poderá escolher carros de montadoras habilitadas no programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), como:

    – BYD
    – Fiat
    – GM
    – Honda
    – Hyundai
    – Nissan
    – Peugeot
    – Renault
    – Toyota
    – Volks

    QUEM PODE PARTICIPAR?

    Taxistas registrados e em atividade, cooperativas de táxi e motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses que tenham realizado ao menos cem corridas nesse período na mesma plataforma.

    A validação dos motoristas de aplicativo será feita pelas próprias plataformas. No caso dos taxistas, a confirmação ocorrerá via Receita Federal e gov.br.

    QUAL SERÁ O VALOR DOS JUROS?

    O governo anunciou juros finais de até 11,5% ao ano para mulheres e 12,6% ao ano para homens. As mulheres também poderão financiar itens extras de segurança, limitados a 10% do valor total da operação.

    O FINANCIAMENTO TERÁ ENTRADA?

    As regras publicadas até agora não estabelecem entrada mínima obrigatória. No entanto, os bancos poderão exigir condições próprias durante a análise de crédito, incluindo valor de entrada, garantias e comprovação de renda.

    QUANDO OS FINANCIAMENTOS COMEÇAM?

    O cadastro e a análise de elegibilidade já foram liberados pelo governo. Já a contratação efetiva dos financiamentos junto aos bancos começará a partir de 19 de junho.

    MOTOBOYS E MOTOTAXISTAS ENTRAM?

    A medida provisória trouxe mudanças para motoboys, mototaxistas e entregadores de aplicativo, mas sem linha específica de financiamento para motos neste momento.

    O texto elimina algumas exigências da categoria, como obrigação de placa vermelha para motofrete, curso obrigatório para atuar, idade mínima de 21 anos e exigência de dois anos de CNH para trabalhar com entregas. O curso especializado continuará existindo de forma opcional.

    MEDIDA FAZ PARTE DE PACOTE ELEITORAL

    A iniciativa foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo, por meio de medida provisória. O programa será operado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em parceria com bancos credenciados.

    Segundo o governo, o objetivo é ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores que usam o carro como ferramenta de trabalho e têm dificuldade de financiamento nas condições atuais do mercado.

    As taxas de juros serão menores para mulheres motoristas. Pelas regras aprovadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), o custo da linha será de até 11,5% ao ano para mulheres e de até 12,6% ao ano para homens -abaixo da Selic, atualmente em 14,5% ao ano.

    O prazo máximo de pagamento será de seis anos (72 meses), com possibilidade de até seis meses de carência para começar a pagar a primeira parcela.

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  • Receita pagará R$ 16 bilhões no maior lote de restituição da história

    Receita pagará R$ 16 bilhões no maior lote de restituição da história

    Superlote do IR cairá na conta na próxima sexta-feira, 29, quando acaba o prazo para declarar. Consulta pode ser feita no site da Receita, e-CAC ou pelo aplicativo; saiba como

    A Receita Federal libera, nesta sexta-feira (22), a consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

    Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. 

    O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. 

    Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

    • 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
    • 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos;
    • 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
    • 256.697 contribuintes acima de 80 anos;
    • 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

    Nesse lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade.A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

    Pagamento

    O pagamento será feito em 29 de maio, último dia de entrega das declarações deste ano, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. 

    Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. 

    Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

    Receita pagará R$ 16 bilhões no maior lote de restituição da história

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  • Profissionais autônomos devem ficar atentos às regras do Imposto de Renda

    Profissionais autônomos devem ficar atentos às regras do Imposto de Renda

    Especialistas orientam profissionais autônomos sobre regras do IR e cuidados com o Carnê-Leão

    Com o decorrer da temporada de entrega da Declaração Anual do Imposto de Renda, surgem as dúvidas sobre a Declaração de profissionais autônomos. Esses profissionais possuem obrigações mensais, como o preenchimento do Carnê-Leão Web e o pagamento do DARF, e devem estar atentos ao registro de seus rendimentos.

    De acordo com Daniel de Paula, coordenador da área de imposto de renda da IOB, que une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada, para resolver os desafios de contadores e empresas, trabalhadores autônomos só são obrigados a entregar a Declaração Anual do Imposto de Renda se se enquadrarem em critérios específicos previstos na legislação, tais como:

    • Se em 2025 recebeu rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 35.584,00;
    • Recebeu rendimentos isentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 200.000,00;
    • Obteve ganho de capital na alienação de bens e direitos sujeitos à incidência do imposto;
    • Atingir determinado valor anual de rendimentos tributáveis ou possuir outras situações que gerem obrigatoriedade.

    “Nem todo trabalhador autônomo é obrigado a declarar o Imposto de Renda. A obrigatoriedade depende dos rendimentos e de outras condições publicadas em norma pela Receita Federal”, explica Daniel de Paula.

    Outro ponto que exige atenção é a existência de múltiplas fontes de renda. Profissionais que conciliam atividades autônomas com emprego formal ou trabalhos extras devem declarar cada rendimento na ficha correta, conforme sua origem. Quando há mais de uma fonte de renda, é essencial identificar se o pagamento veio de pessoa jurídica ou pessoa física. Essa classificação define a forma correta de informar os rendimentos e evita inconsistências que podem levar à malha fina.

    Carnê-Leão

    O recolhimento do imposto pelo Carnê-Leão Web é uma das principais responsabilidades desses profissionais. Diferentemente da retenção automática, comum em empregos formais, o autônomo precisa calcular e pagar o IR por conta própria até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento dos rendimentos.

    “O maior risco para o profissional autônomo é esquecer o pagamento mensal do Carnê-Leão Web. O atraso gera multa diária e juros”, finaliza Daniel de Paula.

    Lembramos que o Carnê-Leão Web é a ferramenta online da Receita Federal usada por profissionais autônomos e recebedores de aluguéis para calcular o imposto mensal sobre rendimentos de pessoa física ou exterior. Acessado pelo portal e-CAC com conta Gov.br (nível prata ou ouro), exige registros mensais até o último dia útil do mês seguinte.

    Profissionais autônomos devem ficar atentos às regras do Imposto de Renda

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  • Um quarto dos paulistanos afirma que pouparia dinheiro gasto em bets se não apostasse, diz pesquisa

    Um quarto dos paulistanos afirma que pouparia dinheiro gasto em bets se não apostasse, diz pesquisa

    Pesquisa aponta que parte dos paulistanos deixaria de apostar online para guardar dinheiro ou pagar despesas básicas. Levantamento também mostra aumento no número de pessoas que recorrem a empréstimos e ajuda financeira para continuar usando plataformas de bets

    (FOLHAPRESS) – Mais de um quarto dos paulistanos (26%) afirma que guardaria o dinheiro gasto em apostas online caso não utilizasse plataformas de bets, segundo pesquisa da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O percentual cresceu em relação a 2024, quando era de 19%.

    O levantamento mostra ainda que parte dos recursos hoje direcionados às apostas seria usada em despesas essenciais: 14% dizem que utilizariam o dinheiro para pagar contas domésticas e 13% para comprar alimentos.

    “É um ponto preocupante. Os níveis de inadimplência do país estão muito elevados, então essas pessoas buscam uma forma de ter mais recursos e aumentar sua renda. Essa vulnerabilidade financeira que traz um risco muito grande de comprometer ainda mais o orçamento das famílias”, afirma Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP.

    Segundo a pesquisa, 35% dos paulistanos afirmam apostar para aumentar a renda doméstica de forma rápida -dez pontos percentuais acima do registrado em 2024, quando o índice era de 25%.

    Entre as famílias com renda de até dois salários mínimos, o percentual sobe para 40%. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, é de 30%, enquanto entre famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos chega a 29%.

    Por outro lado, caiu a proporção de entrevistados que dizem apostar para investir: de 9% em 2024 para 5% neste ano. Já 7% afirmam se considerar viciados em jogos online.

    Metade dos entrevistados (50%) diz apostar com frequência, índice semelhante ao observado há dois anos. O hábito é mais comum entre pessoas de renda baixa e média do que entre as de renda mais alta.

    O levantamento também mostra diferenças entre homens e mulheres sobre o destino que dariam ao dinheiro gasto nas apostas. Entre as mulheres, 18% afirmam que usariam os recursos para comprar comida e o mesmo percentual diz que pagaria contas domésticas. Entre os homens, os índices são de 11% e 13%, respectivamente.

    Já os homens aparecem mais entre aqueles que afirmam que guardariam o dinheiro: 28%, ante 18% das mulheres.

    Outro dado considerado sensível pela FecomercioSP é o percentual de pessoas que já buscaram ajuda financeira para continuar apostando. Segundo a pesquisa, 12% dos paulistanos afirmam ter recorrido a algum tipo de auxílio por causa das bets.

    Desse total, 5% pediram dinheiro emprestado a amigos ou familiares, enquanto 4% recorreram a empréstimos bancários. Outros 2% afirmaram ter pedido ajuda ao empregador e 1,5% disseram ter antecipado o 13º salário.

    “O Desenrola [programa de renegociação de dívidas] tem uma cláusula de que o CPF da pessoa que conseguiu o desconto não pode estar em plataforma de bets. Mas nada impede que esse indivíduo use o documento de algum outro membro da família”, diz Kelly Carvalho.

    Apesar disso, o valor gasto mensalmente segue relativamente baixo. Mais da metade dos entrevistados (54%) afirma desembolsar até R$ 50 por mês nas plataformas. Outros 16% gastam entre R$ 50 e R$ 100, enquanto 12% dizem apostar entre R$ 100 e R$ 200 mensais.

    Segundo a FecomercioSP, o perfil predominante ainda é o do “pequeno apostador”, embora tenha crescido o contingente de pessoas que gastam até R$ 100 por mês nas plataformas.

    A entidade relaciona o avanço das apostas à maior exposição das plataformas nas redes sociais, à popularização dos meios de pagamento instantâneos e à facilidade de acesso pelos celulares. De acordo com o estudo, 96% dos entrevistados afirmam usar Pix para realizar os pagamentos das apostas.

    O cenário ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias paulistanas. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) de abril, também da FecomercioSP, 72,9% das famílias da capital paulista estavam endividadas -o maior nível em três anos. Destas, 21% estavam inadimplentes.

    “Há necessidade de políticas públicas para uma regulamentação mais forte. Bloqueio automático das plataformas não autorizadas e ilegais, monitoramento do Pix para realização de apostas online e a elaboração de programas de orientação e proteção aos consumidores”, afirma a especialista.

    A pesquisa ouviu 600 pessoas na cidade de São Paulo entre os dias 4 e 8 de maio, por meio de questionário online estruturado. A margem de confiança é de 90%.

    Um quarto dos paulistanos afirma que pouparia dinheiro gasto em bets se não apostasse, diz pesquisa

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  • Câmbio: petróleo sobe com Irã e pressiona real e bolsa; juro avança

    Câmbio: petróleo sobe com Irã e pressiona real e bolsa; juro avança

    Dólar, juros futuros e petróleo avançaram nesta quinta-feira após nova tensão envolvendo o programa nuclear do Irã. Mercados reagiram com cautela diante do temor de pressão maior sobre a inflação global e possível endurecimento da política monetária nos Estados Unidos e na Europa.

    Os mercados de câmbio e de juros futuros acompanham a valorização do dólar e dos rendimentos dos Treasuries na esteira do fortalecimento do petróleo, que realimenta cautela com a inflação global e nos EUA.

    A piora do cenário da manhã desta quinta-feira, 21, ocorreu após notícia da Reuters mais cedo de que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou que o urânio próximo ao grau de pureza necessário para armas nucleares permaneça no Irã, contrariando uma das exigências feitas pelo governo americano durante negociações intermediadas pelo Paquistão. O Ibovespa futuro caía 0,49%, a 177.355,73 pontos.

    O coordenador de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, Marcello Lopes, deixou o cargo, sendo substituído pelo publicitário Eduardo Fischer, após crise gerada por reportagem sobre pedido de R$ 134 milhões por Flávio a Daniel Vorcaro, do banco Master, para um filme sobre Jair Bolsonaro.

    O crescimento do PIB da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou moderadamente no primeiro trimestre de 2026, para 0,4%, após alta de 0,2% nos três meses anteriores, segundo estimativa preliminar da entidade.

    O Banco Central Europeu (BCE) pode elevar os juros para preservar sua credibilidade diante da alta nos custos de combustíveis causada pela guerra, afirmou o dirigente da instituição Olli Rehn à Reuters.

    Câmbio: petróleo sobe com Irã e pressiona real e bolsa; juro avança

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  • Airbnb inclui hotéis, delivery e aluguel de carros para tentar crescer sob pressão

    Airbnb inclui hotéis, delivery e aluguel de carros para tentar crescer sob pressão

    Airbnb anunciou a inclusão de hotéis e novos serviços no aplicativo em meio à pressão regulatória sobre os aluguéis de curta temporada. Plataforma quer deixar de ser apenas um site de hospedagem e ampliar atuação em áreas como transporte, aluguel de carros e delivery

    (FOLHAPRESS) – Nos últimos anos, uma das principais barreiras para o crescimento do Airbnb no setor de hospedagem eram os hóteis. 

    O desafio era fazer o turista considerar alugar um apartamento ou quarto na hora de viajar em vez de uma rede tradicional.

    Até o ano passado, a companhia vinha perdendo essa disputa por 9 a 1: os hotéis concentravam nove de cada dez noites de hospedagem pelo mundo, segundo cálculos internos. Então a estratégia mudou -e o que era rivalidade começa a ganhar ares de parceria.

    O Airbnb anunciou nesta quarta-feira (20) que está adicionando hotéis à sua plataforma e incluindo uma série de serviços -do delivery de supermercado ao aluguel de carros- que buscam capturar todo ciclo do turismo.

    As novidades, que não estarão disponíveis no Brasil por enquanto, apontam para uma tentativa de expansão da companhia num momento de crescente pressão regulatória.

    O anúncio oficial foi feito pelo CEO e cofundador do Airbnb, Brian Chesky, em evento na sede da companhia, em San Francisco.

    Em cidades como Nova York, Paris, Londres e Madrid, o Airbnb passa agora a disponibilizar opções de hotéis no aplicativo. Por ora, a companhia vai permitir apenas a entrada do que vem chamando de “hotéis boutique e independentes”, selecionados com base na localização, design e experiência.

    Hotéis tradicionais e de grandes redes não serão incluídos -ao menos por enquanto. A ideia, segundo a empresa, é manter as opções de hospedagem “com a cara do Airbnb”.

    Segundo a companhia, não há previsão de quando essa novidade chegará ao Brasil. No entanto, o aplicativo do Airbnb já tem hoje pousadas e quartos de redes comerciais listados.

    O movimento acontece num momento em que o Airbnb enfrenta um cerco regulatório global motivado por impactos no mercado imobiliário e no planejamento urbano. No Brasil, o tema começou a se intensificar recentemente -com debates sobre tributação municipal e uso irregular de moradias populares na plataforma. Mas cidades como Nova York, Paris e Barcelona já restringem aluguéis de curta temporada há alguns anos.
    Incluir hotéis é uma forma de continuar operando nessas cidades.

    Além dos hotéis, o Airbnb também ampliou a lista de serviços que podem ser acessados por meio do aplicativo. A ideia é que as pessoas usem o aplicativo não só para encontrar um lugar para ficar, mas também na hora de se locomover, fazer compras e explorar a cidade.

    Em locais selecionados, o hóspede vai poder pedir uma entrega de supermercado antes mesmo de chegar ao apartamento.

    Também será possível reservar um serviço de carro particular para levar ou buscar no aeroporto.

    Outra novidade é a inclusão de aluguel de carros. Segundo uma pesquisa do Airbnb, 25% dos hóspedes da plataforma alugam um veículo ao viajar.

    A partir do segundo semestre deste ano, o app vai mostrar veículos disponíveis para aluguel. Esse serviço será lançado nos EUA, França, Itália, Espanha e Austrália.

    METAMORFOSE DO AIRBNB

    A caminhada do Airbnb para além do que era o “coração do negócio” não é exatamente uma novidade. Os anúncios desta quarta, na verdade, aprofundam a estratégia dos últimos anos.

    A “metamorfose” é uma tentativa de deixar de ser apenas um site de hospedagem para se tornar um “superapp” de viagens e serviços variados.

    No ano passado, o Airbnb anunciou uma ampla reformulação de seu aplicativo, que passou a oferecer reservas de serviços como personal trainer, cabeleireiro, maquiador e chef de cozinha.

    A estratégia também é uma resposta a investidores insatisfeitos com a estagnação no crescimento da empresa. Em 2025, o Airbnb aumentou sua receita em 10% em relação ao ano anterior, o ritmo mais lento desde o início da pandemia. O próprio CEO chegou a dizer que “não estava feliz” com o nível de crescimento e que planejava “adicionar muitos negócios” para expandir.

    INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

    Diante do frenesi da inteligência artificial que atinge o Vale do Silício, o Airbnb também busca a melhor forma de navegar a onda.

    Por ora, a empresa diz estar aprimorando o aplicativo com tecnologia de IA para ajudar os hóspedes a encontrar o melhor anúncio e planejar a viagem. Um assistente de voz para situações de problema também está previsto para ser lançado.

    RAIO-X | AIRBNB
    – Fundação: 2008
    – Lucro líquido 2025: US$ 2,5 bilhões
    – Funcionários: 8.200
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    Airbnb inclui hotéis, delivery e aluguel de carros para tentar crescer sob pressão

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  • UE prevê menor crescimento na zona do euro e inflação mais alta com choque de energia

    UE prevê menor crescimento na zona do euro e inflação mais alta com choque de energia

    Comissão Europeia reduziu previsões de crescimento da zona do euro e elevou estimativas de inflação após disparada nos preços da energia provocada pela guerra no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz

    A União Europeia (UE) reduziu suas projeções para o crescimento econômico da zona do euro e elevou as estimativas de inflação para este ano, diante do impacto provocado pela alta nos preços da energia após a escalada do conflito no Oriente Médio.

    A expectativa era de uma recuperação moderada da economia europeia em 2026, impulsionada pela desaceleração da inflação, que havia recuado para abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). No entanto, o cenário mudou após o início da guerra envolvendo o Irã.

    Em relatório semestral divulgado nesta quarta-feira, a Comissão Europeia informou que agora projeta crescimento de 0,9% para a zona do euro em 2026, abaixo dos 1,2% estimados em novembro. Para 2027, a previsão caiu de 1,4% para 1,2%.

    Ao mesmo tempo, a inflação do bloco formado por 21 países deve subir para 3,0% neste ano, acima dos 2,1% registrados em 2025 e também superior à projeção anterior, de 1,9%. Para 2027, a estimativa passou de 2,0% para 2,3%.

    Como grande importadora de energia, a zona do euro é especialmente vulnerável aos impactos do fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás.

    Segundo a Comissão Europeia, entre os primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, e o fechamento das projeções econômicas, em 29 de abril, os preços do gás natural dispararam 50%, enquanto o petróleo subiu 65%.

    Embora a expectativa seja de recuo parcial das commodities energéticas em 2027, os preços ainda devem permanecer cerca de 20% acima dos níveis registrados antes da guerra.

    “O conflito alterou substancialmente esse cenário, provocando uma das maiores interrupções globais no fornecimento de energia da história recente”, afirmou a Comissão Europeia no relatório.

    A Alemanha, considerada uma das economias mais sensíveis ao aumento dos custos de energia por causa do forte setor industrial, teve a previsão de crescimento reduzida pela metade, passando de 1,2% para 0,6%.

    As projeções para França e Itália também foram cortadas, enquanto a estimativa para a Espanha teve leve revisão para cima.

    O relatório aponta ainda queda na confiança dos consumidores, que atingiu o menor nível em vários anos diante do aumento das contas de energia e do temor de inflação mais elevada e perda de empregos.

    A demanda externa mais fraca também afeta as exportações europeias, à medida que os efeitos da crise energética se espalham pela economia global.

    Apesar disso, a Comissão Europeia avalia que o consumo interno seguirá como principal motor da atividade econômica. Segundo o órgão, a diversificação das fontes de energia feita nos últimos anos deixou a região mais preparada para enfrentar o atual choque do que na crise provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

    A Comissão afirmou ainda que a situação econômica pode “melhorar ligeiramente” caso as tensões no mercado de energia diminuam nos próximos meses.

    No entanto, diante do elevado grau de incerteza, o órgão também apresentou um cenário alternativo em que os preços das commodities energéticas continuariam subindo acima do esperado. Nesse caso, a inflação permaneceria elevada e a recuperação econômica da zona do euro não aconteceria em 2027.

    UE prevê menor crescimento na zona do euro e inflação mais alta com choque de energia

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  • Lula recusa tentativa de Motta de abrir canal para governo resgatar BRB

    Lula recusa tentativa de Motta de abrir canal para governo resgatar BRB

    Lula mantém decisão de não socorrer o BRB mesmo após pressão do centrão e tentativa de aproximação da governadora Celina Leão. Banco enfrenta crise financeira, atraso na divulgação do balanço e suspeitas ligadas às operações com o Banco Master

    (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a decisão de não autorizar uma ajuda do governo federal para salvar o BRB (Banco de Brasília), apesar da tentativa de lideranças do centrão de abrir um canal direto no Palácio do Planalto para a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).

    Celina, da oposição ao governo federal, pediu ajuda ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para intermediar uma agenda com Lula. O presidente, porém, não recebeu a governadora e também sinalizou que vai recusar o resgate federal do banco, de acordo com relatos obtidos nos últimos cinco dias pela Folha com pessoas a par das negociações.

    Motta, que é amigo de Celina e esteve ao lado dela na corrida de 200 anos da Câmara no último fim de semana, falou com auxiliares de Lula sem sucesso para agendar o encontro. Aliados de Motta afirmam que o presidente da Câmara já avalia que a ajuda do Tesouro não vai sair mais.

    O BRB vive um momento delicado após descumprir o prazo legal de 31 de março para publicar suas demonstrações financeiras de 2025. A instituição alegou a necessidade de concluir uma auditoria forense após perdas bilionárias em operações com o Banco Master, o que deixou o mercado sem conhecer o tamanho real de seu rombo financeiro.

    Na atual conjuntura em que um pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se vê envolvido no caso “Dark Horse” com o dono do Master, Lula tem sido aconselhado a ficar ainda mais distante do BRB.

    O escândalo estará na pauta do PT na campanha presidencial diante das relações conhecidas entre o filho de Jair Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    O novo episódio do caso reforçou a avaliação de Lula e auxiliares de que não deve ajudar o BRB, apesar da movimentação do centrão, que contou com o apoio nos bastidores do Planalto do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), ex-líder do governo na Câmara.

    O ministro, que é muito próximo ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), acabou tendo de afirmar na primeira coletiva no cargo que era contrário a um socorro do governo Lula. Procurados, o Palácio do Planalto e a governadora Celina Leão não responderam ao pedido de informações da Folha.

    O BRB assumiu prazo até 29 deste mês para fazer o aporte de capital e publicação do balanço com o registro de prejuízos após compra de carteiras de crédito fraudadas e ativos com preço maior do que o valor real pertencentes ao Master.

    A nove dias do prazo, o comando do BRB não deu nenhuma sinalização oficial. 

    O banco também enfrenta sérios problemas de liquidez de caixa e vem vendendo ativos. As operações, no entanto, têm sido insuficientes para equilibrar a situação, de acordo com pessoas ouvidas pela Folha na condição de anonimato.

    Até o dia 29, o BRB espera receber R$ 3 bilhões do fundo de investimentos gerido pela Quadra Capital referente a venda ativos que tiveram origem no Master. O BRB já recebeu R$ 1,2 bilhão do fundo, segundo um integrante do banco. Esse dinheiro é para enfrentar o problema de liquidez de recursos. Procurado pela Folha, o BRB não respondeu o pedido da reportagem.

    NOVAS GARANTIAS

    A interlocutores, o presidente do BRB, Nelson Souza, afirma que o aumento de capital será feito no prazo. Uma operação com novos instrumentos de garantia para o empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e de um consórcio de grandes bancos está sendo organizada, além da securitização de dívida ativa. Essa operação está sendo mantida a sete chaves.

    Integrantes de grandes bancos avaliam, no entanto, que mesmo que consiga resolver o problema no curto prazo, o BRB tem poucas condições de evitar uma intervenção do BC pelo tamanho do rombo, que seria maior do que tem sido especulado, sem fôlego para muito mais dos seis meses.

    Uma notícia ruim para o BRB foi a decisão do TJDF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) de encerrar o contrato com o banco, no último dia 14 de maio. Os depósitos judiciais do tribunal eram uma fonte de recursos importante para o caixa da instituição.

    O risco é de outros TJs seguirem o mesmo caminho. Os novos depósitos judiciais do TJDF passaram a ser direcionados para a Caixa. O banco do governo federal já sinalizou que não vai poder socorrer o BRB, como pensava inicialmente.

    O clima entre os funcionários no BRB é de desalento, conforme relatos colhidos pela reportagem. Os funcionários lamentam a falta de um apoio mais forte do sindicato dos bancários. O banco tem cerca de cinco mil servidores. A esperança é que o sistema bancário construa uma solução para impedir mais uma quebra de banco.

    Como mostrou a Folha, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou a parlamentares do DF nesta quarta-feira (20) que a situação do BRB está sendo avaliada diariamente e que a autoridade monetária não se baseia no prazo de até 29 de maio para a publicação do balanço de 2025.

    Galípolo disse que o prazo que existe é o legal, que terminou em 31 de março para companhias de capital aberto -e foi descumprido pelo BRB, deixando ainda em aberto o tamanho do rombo causado pelas operações com o Banco Master.

    Segundo deputados distritais e federais que participaram da reunião, o presidente do BC afirmou que medidas complementares à multa que está sendo aplicada pelo desrespeito ao prazo legal independem da apresentação do balanço até o fim do mês.

    Os deputados são contrários à privatização e à liquidação do BRB pelo BC. A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) disse que a bancada do DF quer salvar o banco, mas não vai aceitar que o governo Celina Leão transfira a responsabilidade para o governo Lula.

    Lula recusa tentativa de Motta de abrir canal para governo resgatar BRB

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  • Dólar cai para R$ 5 e bolsa sobe com alívio no Oriente Médio

    Dólar cai para R$ 5 e bolsa sobe com alívio no Oriente Médio

    Movimento reflete recuo do petróleo e redução de tensões no Ormuz. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (20) vendido a R$ 5,003, com recuo de R$ 0,037 (-0,74%)

    O dólar caiu, e a bolsa brasileira voltou a subir em meio à melhora do humor global diante de sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana fechou próxima de R$ 5, enquanto o Ibovespa avançou cerca de 1,8%, recuperando parte das perdas acumuladas nos últimos pregões.

    O movimento foi impulsionado pelo recuo do petróleo e pela redução das tensões em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

    O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (20) vendido a R$ 5,003, com recuo de R$ 0,037 (-0,74%). A cotação chegou a R$ 5,05 por volta das 10h, mas caiu ao longo do dia com o alívio no Oriente Médio. 

    Na semana, a moeda acumula queda de 1,27%. Apesar do recuo desta quarta-feira, o dólar ainda sobe pouco mais de 1% em maio. No ano, a queda em relação ao real chega a 8,85%.

    O mercado reagiu positivamente a informações de que navios voltaram a atravessar o Estreito de Ormuz e a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que um acordo com o Irã estaria em fase final de negociação. Com isso, diminuíram os temores de interrupção no fornecimento global de petróleo e de uma nova pressão inflacionária sobre a economia americana.

    Dados do Banco Central mostraram ainda entrada líquida de US$ 3,027 bilhões no fluxo cambial da semana passada, puxada pelo canal financeiro. Em maio, até o dia 15, o saldo está positivo em US$ 1,588 bilhão.

    Bolsa recupera perdas

    Após três sessões seguidas de queda, o Ibovespa fechou em alta de 1,77%, aos 177.355,73 pontos, no maior avanço diário desde 8 de abril. O índice chegou a superar os 178 mil pontos na máxima do dia, sustentado pela melhora do apetite global por risco e pela recuperação das bolsas em Nova York.

    Ações de mineradoras e de empresas ligadas ao consumo e a bancos puxaram a alta. O desempenho positivo ocorreu mesmo com a forte queda das ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa.

    Pressionados pelo recuo do petróleo, os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionista) da Petrobras caíram 3,85%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 3,23%.

    Entre os destaques de alta ficaram CSN Mineração (+10,29%), Cury (+8,53%) e Lojas Renner (+7,77%). Vale ON avançou 1,21%, e os grandes bancos também subiram.

    Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta, impulsionados pela expectativa em torno do balanço da Nvidia, maior fabricante de chips do mundo, e pelo alívio nos juros dos títulos do Tesouro estadunidense. O Nasdaq (índice das empresas de tecnologia) subiu 1,54%, enquanto o S&P 500 (índice das 500 maiores empresas) avançou 1,08%.

    Petróleo despenca

    O petróleo registrou forte queda, refletindo a retomada parcial do fluxo marítimo em Ormuz e as expectativas de um acordo diplomático entre EUA e Irã. O Brent, referência nas negociações internacionais, fechou em baixa de 5,62%, a US$ 105,02 o barril. O WTI, barril do Texas, referência nos Estados Unidos, caiu 5,7%, a US$ 98,26.

    A queda nas cotações do petróleo intensificou-se após relatos de que superpetroleiros voltaram a cruzar o estreito, responsável por cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo. Apesar da queda expressiva, os preços seguem em patamar elevado, e o mercado continua atento ao risco de novas tensões no Oriente Médio.

    * com informações da Reuters

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  • Ministro: "Problemas no Master foram detectados pela Previdência em 2024”

    Ministro: "Problemas no Master foram detectados pela Previdência em 2024”

    Ministro Wolney Queiroz, titular da Previdência Social revelou que dados levantados por auditorias da pasta ajudaram a Polícia Federal a atuar contra as fraudes cometidas por regimes de previdência de estados e municípios

    Convidado desta quarta-feira (20/5) do programa Bom Dia, Ministro, Wolney Queiroz, titular da pasta da Previdência Social, ressaltou que não existem recursos dos fundos de pensão ligados à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) no Banco Master e destacou que auditorias realizadas pela pasta ajudaram a Polícia Federal nas investigações relativas ao banco. 

    “Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master”, afirmou Wolney Queiroz.

    Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social 

    Segundo o ministro, os problemas no Banco Master foram detectados pela Previdência Social em 2024. “Nós, da Previdência Social, detectamos os problemas do Banco Master e fizemos em 2024 as auditorias em várias cidades. E todas essas auditorias foram usadas pela Polícia Federal para deflagrar as operações. Foi com base nas nossas auditorias, nos nossos dados, que a Polícia Federal fez as operações nas cidades onde já houve operações”, explicou, fazendo referência aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios.

    “Em todas as cidades onde foram detectados investimentos em regimes próprios de estados e municípios que investiram desordenadamente ou de forma irregular no Banco Master, todas elas foram detectadas pelas nossas auditorias. Esses dados foram enviados para a Polícia Federal. Portanto, nós estamos muito bem colocados nesse assunto, porque fizemos o dever de casa. E graças a esse dever de casa bem feito foi que a Polícia Federal pôde usar os nossos dados, as nossas informações para atuar contra as fraudes cometidas por regimes próprios de previdência de estados e municípios espalhados por todo o Brasil”, prosseguiu Wolney Queiroz.

    TRABALHO EXEMPLAR

    O ministro da Previdência disse que as auditorias não estão mais em curso e elogiou o trabalho da pasta. “As auditorias foram encerradas. Os dados foram enviados. Eu recebi um ofício da Polícia Federal dizendo que as informações eram sensíveis, portanto, não podiam ser passadas. Eu não podia falar dessas auditorias, para não atrapalhar as investigações. O trabalho do Ministério da Previdência Social foi exemplar e está ajudando a Polícia Federal e os órgãos de controle a punir aqueles que fizeram investimentos irregulares no Banco Master”.

    PREVIC

    A PREVIC é um órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério da Previdência Social, responsável pelo licenciamento, orientação, supervisão e fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Seu papel é proteger participantes ativos, aposentados e seus dependentes, aumentando a segurança do sistema, estimulando boas práticas de governança e de investimento. O objetivo é que os associados recebam tudo o que têm direito quando se aposentarem.

    DESCONTOS INDEVIDOS

    Durante o programa, Wolney Queiroz ressaltou, ainda, todas as ações tomadas pelo Governo do Brasil para ressarcir milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios previdenciários. “Não foi a fraude do INSS. A fraude foi aos segurados do INSS e contra o INSS. O nosso governo, com a transparência e a liberdade dos órgãos de controle da Polícia Federal e da CGU, encontrou a fraude e extinguiu a fraude. Nós fizemos o ressarcimento de mais de R$ 3 bilhões a mais de 4 milhões e meio de pensionistas e aposentados. Nunca na história do Brasil aconteceu isso: o governo devolvendo o dinheiro e procurando as pessoas”, frisou o ministro.

    PRAZO PRORROGADO

    O Governo do Brasil prorrogou, por mais 90 dias, o prazo para que brasileiros e brasileiras possam realizar a contestação. Com a medida, a data limite passou para 20 de junho. “A gente ampliou duas vezes o prazo. Até 20 de junho todo mundo que procurar e tiver direito vai ser ressarcido. Se teve desconto e não foi autorizado, você recebe tudo de volta, corrigido pelo IPCA, em parcela única. A pessoa tem que procurar o governo através de todos os mecanismos, Central 135, Meu INSS (aplicativo), agência dos Correios, e dizer: ‘olha, eu fui descontado, não autorizei esse desconto e quero receber de volta’. Tem que ser uma autodeclaração. O governo tem dinheiro e quer pagar”, ressaltou Wolney Queiroz.

    DESCONTOS ASSOCIATIVOS E CONSIGNADOS

    Wolney Queiroz lembrou que, após identificadas as fraudes, os descontos associativos para aposentados e pensionistas passaram a não mais serem permitidos. “Não começou no governo do presidente Lula, mas foi o governo do presidente Lula que pôs fim aos descontos, desnudou isso para a sociedade, e fez com que o povo soubesse disso que acontecia lá. Os descontos associativos foram proibidos, a gente conseguiu estancar isso. A gente colocou mecanismos de controle muito mais difíceis, travas com biometria para ter acesso aos servidores, aos aposentados e pensionistas de forma a impedir que fraudes de outra natureza possam acontecer. Para o crédito consignado, a gente implementou várias etapas de biometria”, afirmou o ministro.

    OPERAÇÕES

    O ministro reforçou, ainda, que as operações contra os fraudadores estão em curso. “Só nesse período que eu sou ministro, nós já fizemos 63 operações da Polícia Federal com a Força-Tarefa Previdenciária, que é a inteligência do nosso Ministério junto com a Polícia Federal, com uma economia projetada de 350 milhões de reais. São operações quase diárias. Semanalmente há operações para combater essas fraudes estruturadas e é esse modelo que a gente quer implementar de governança, de integridade permanente, para restabelecer essa confiança, e para que a gente possa restaurar a credibilidade do INSS”.

    R$ 3 BILHÕES

    De acordo com dados mais recentes divulgados pela pasta comandada por Wolney Queiroz, mais de R$ 3 bilhões já foram devolvidos a mais de 4,5 milhões de segurados em todo o país. Outros 748.734 beneficiários estão aptos a ingressar na negociação. Para ter direito ao ressarcimento de valores descontados, o segurado deve verificar sua situação pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 e/ou indo a agências dos Correios.

    Ministro: "Problemas no Master foram detectados pela Previdência em 2024”

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