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  • 82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

    82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

    Motor da força de trabalho no Brasil, 8 em cada 10 brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, aponta estudos divulgados pela Nexus

    Pesquisa da Nexus revela que, de maneira geral, 73% dos millennials — jovens de 25 a 40 anos — são a favor do fim da escala 6×1, enquanto 17% são contra. No entanto, quando questionados sobre o fim da escala estar ou não condicionada à redução salarial, metade dos que eram contrários à proposta (9%) migram da desaprovação para a aprovação caso a nova regulamentação não implique redução salarial dos trabalhadores. Com isso, a taxa de aprovação da proposta, desde que não mexa nos salários, sobe para 82% nos jovens entre 25 e 40 anos, principal camada da população inserida no mercado de trabalho brasileiro.

    A mesma coisa é observada com a geração Z, composta por jovens de 16 a 24 anos. Sem entrar no mérito do regime de trabalho, 69% se disseram favoráveis ao fim da escala 6×1 e 22%, contra. Porém, caso a redução nas horas trabalhadas não estivesse condicionada à diminuição salarial, 13% dos 22% contrários mudariam de ideia, subindo de 69% para os mesmos 82% o percentual de aprovação do projeto nessa faixa etária.

    Para chegar nesses dados, foram feitas duas perguntas aos entrevistados. Primeiro, questionou se eles eram favoráveis ou contrários ao fim da escala 6×1, sem tratar da questão salarial. Depois, para o percentual de millennials e de jovens da geração Z que aprovam a medida, perguntamos se eles aprovariam mesmo que ela implicasse redução do salário. Já para os jovens que se disseram contrários de início, foi perguntado se eles passariam a aprovar a redução da jornada desde que ela não implicasse diminuição proporcional dos salários.

    Com isso, 35% dos brasileiros entre 25 e 40 anos são totalmente favoráveis ao fim do 6×1, independentemente de isso impactar ou não o pagamento dos trabalhadores. Outros 42% só são favoráveis se a medida aprovada não implicar redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis, mas ainda sem ter opinião formada sobre a condicionante (manutenção ou redução dos salários).

    Já em relação aos jovens de 16 a 24 anos, 31% são totalmente favoráveis ao fim da escala 6×1, sem entrar no mérito do regime de trabalho e 47% apenas se a proposta não ocasionar diminuição salarial. Outros 4% são favoráveis sem a opinião formada sobre a condicionante.

    Quando perguntados sobre o fim da escala 6×1 sem tratar da questão salarial, os jovens de 25 a 40 anos foram a faixa etária que mais aprovou a proposta, com 73% favoráveis ao fim do regime de trabalho que estabelece 6 dias de trabalho, para apenas uma folga. Entre a geração Z  — 16 a 24 anos — foram 69% a favor do fim da escala e 22%, contra.

    A aprovação cai para 62% entre os brasileiros de 41 a 59 anos com 23% contra e atinge 48% entre a população com mais de 60 anos. Nessa faixa etária, chega a 25% a desaprovação do fim da escala 6×1. Na média geral, são 63% os brasileiros a favor do fim da escala 6×1, independentemente da questão salarial.

    “Quando observamos os números em detalhe, fica evidente que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão nesse debate. Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho. Ainda assim, a maioria dos millennials adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que ela não implique perda de renda”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

    METODOLOGIA

    A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs) entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p, com intervalo de confiança de 95%.

    82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

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  • Taxas de juros avançam com IPCA acima do esperado e petróleo forte

    Taxas de juros avançam com IPCA acima do esperado e petróleo forte

    Dólar mais forte, petróleo em alta e inflação acima das estimativas pressionam as taxas. Mercado passa a apostar em corte menor da Selic na próxima reunião do Banco Central e acompanha leilão de títulos do Tesouro.

    Os juros futuros sobem em toda a curva na manhã desta quinta-feira (12), em meio à alta do dólar frente ao real, ao avanço do petróleo, que sobe mais de 6%, e após o IPCA de fevereiro registrar alta de 0,70%, acima da mediana das estimativas do mercado, de 0,63%.

    Com isso, o mercado tende a aumentar as apostas em um corte menor da taxa Selic na próxima reunião do Banco Central, de 25 pontos-base, para 14,75% ao ano, deixando em segundo plano a possibilidade de uma redução de 50 pontos-base.

    Os investidores também acompanham o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que deve ofertar lotes menores para evitar aumento da volatilidade no mercado. “Temos mais um difícil leilão para o Tesouro Nacional, em que a escalada da volatilidade deve atuar como fator negativo para a demanda”, afirma em relatório Luis Felipe Laudisio, cogestor da Warren Investimentos.

    Às 9h17 desta quinta-feira, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 13,785%, ante 13,652% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 marcava 13,340%, contra 13,163%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 estava em 13,61%, ante 13,47% no fechamento de quarta-feira (11).

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  • Dólar sobe com petróleo perto de US$ 100 escalando cautela global

    Dólar sobe com petróleo perto de US$ 100 escalando cautela global

    Alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio pressiona mercados, enquanto inflação no Brasil acima do esperado reforça apostas de corte menor da Selic na próxima reunião do Banco Central.

    O dólar sobe frente ao real na manhã desta quinta-feira (12), enquanto a curva de juros acompanha o movimento. A valorização da moeda americana ocorre em linha com o desempenho do dólar frente a outras divisas de países desenvolvidos e de economias emergentes ligadas a commodities, em meio à forte alta do petróleo Brent. Mais cedo, o barril avançava cerca de 7%, chegando próximo de US$ 98, em um cenário marcado pelas incertezas da guerra no Oriente Médio e pela preocupação com os impactos na inflação global.

    No Brasil, a divulgação do IPCA de fevereiro acima do esperado pelo mercado também influencia o humor dos investidores. Mesmo sem refletir ainda os efeitos da alta do petróleo, o resultado reforça as apostas de que o Banco Central deve promover um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na reunião da próxima semana.

    Os investidores também aguardam novos indicadores econômicos dos Estados Unidos, entre eles a atualização da balança comercial, prevista para divulgação às 9h30.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,70% em fevereiro, após avanço de 0,33% em janeiro. O resultado ficou acima da mediana das projeções do mercado, que apontava alta de 0,63%. No acumulado do ano, a inflação chega a 1,03%, enquanto em 12 meses soma 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados até janeiro, segundo dados do IBGE.

    Outro destaque no cenário doméstico foi a decisão da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de abrir investigação por dumping nas importações de eletrodos de grafite provenientes da China e da Índia.

    No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país venceu a guerra contra o Irã, mas declarou que os americanos não querem “sair antes da hora”. Segundo ele, 58 navios iranianos foram destruídos e a força aérea do país teria sido eliminada.

    Durante um comício no Kentucky, Trump afirmou que “na primeira hora tudo acabou” e disse acreditar que o conflito deve terminar “em breve”, conforme entrevista concedida ao site Axios.

    A China, por sua vez, anunciou a suspensão das exportações de combustíveis refinados durante o mês de março, incluindo gasolina, diesel e querosene de aviação. A medida busca evitar escassez interna em meio às tensões provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, segundo informações da agência Reuters.

    Na política monetária internacional, o Banco Central da Turquia manteve a taxa básica de juros em 37% ao ano. As taxas para concessões overnight permanecem em 40%, enquanto a taxa de tomada overnight ficou em 35,5%. A autoridade monetária citou a estabilidade da inflação em fevereiro e o aumento da volatilidade externa como justificativa para a decisão.

    Já entre os países da OCDE, a taxa de desemprego permaneceu em 5% em janeiro, nível que se mantém estável ou ligeiramente abaixo desde abril de 2022. O número total de desempregados chegou a 34,9 milhões de pessoas, cerca de 500 mil a mais do que no mesmo período de 2025.

     

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  • Inflação sobe 0,7% em fevereiro e acumula alta de 3,81% em 12 meses, segundo IBGE

    Inflação sobe 0,7% em fevereiro e acumula alta de 3,81% em 12 meses, segundo IBGE

    Alta foi puxada principalmente pelos aumentos nos preços de educação e transportes. Resultado ficou acima das expectativas do mercado e será levado em conta pelo Banco Central na próxima decisão sobre a taxa básica de juros

    (FOLHAPRESS) – O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice de inflação do país, subiu 0,7% em fevereiro, um aumento mais forte do que o registrado em janeiro, quando a variação foi de 0,33%. No acumulado de 12 meses, a inflação chega a 3,81%, dentro da meta estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para 2026.

    A variação mensal ficou acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,64%, conforme a agência Bloomberg. Para todo o ano de 2026, investidores ouvidos pelo boletim Focus, organizado pelo Banco Central, projetam um aumento de 3,91% nos preços.

    De acordo com o IBGE, o avanço do IPCA se deu sobretudo devido ao aumento nos preços nos grupos de educação (5,21% e 0,31 ponto percentual) e e transportes (0,74% e 0,15 ponto percentual). Juntos, os dois grupos representam, aproximadamente, 66% do resultado do mês.

    Além de ser a principal métrica do país para medir a variação nos preços de produtos e serviços, o IPCA é fundamental para o andamento da política monetária. É com base no ritmo do índice que diretores do Banco Central escolhem aumentar ou diminuir os juros, o que gera consequências para a economia do país. Quando o IPCA sobe fora do planejado, a autoridade monetária aumenta a taxa de juros para controlar a demanda, assim como o inverso.

    Até por isso, a divulgação do IPCA nesta quinta (12) era aguardada por vários setores da economia do país; o índice vai influenciar a próxima reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), marcada para a semana que vem. Especialistas esperam que o órgão diminua a taxa Selic (principal taxa de juros do país) entre 0,25 e 0,5 ponto percentual -a taxa hoje é de 15%.

    Inflação sobe 0,7% em fevereiro e acumula alta de 3,81% em 12 meses, segundo IBGE

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  • Vorcaro declarou aumento de patrimônio de R$ 1,2 bilhão em apenas um ano

    Vorcaro declarou aumento de patrimônio de R$ 1,2 bilhão em apenas um ano

    Daniel Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março em nova fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu dois servidores do Banco Central, o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, um policial aposentado, entre outros

    (FOLHAPRESS) – O patrimônio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cresceu R$ 1,23 bilhão em 2024, segundo dados de sua declaração de Imposto de Renda enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS e obtidos pela reportagem.

    Em 12 meses, a soma de R$ 1,42 bilhão em bens e direitos passou para R$ 2,65 bilhões -dado mais recente a respeito de sua riqueza acumulada.

    Os valores foram informados na declaração de 2025, referentes ao ano anterior. Naquele período, elementos investigados pela PF (Polícia Federal), como a venda de carteiras falsas ao BRB (Banco Regional de Brasília), já estavam em marcha.

    Os documentos registram que Vorcaro guardava R$ 1,38 milhão em dinheiro em espécie em 2023. No ano seguinte, o valor caiu para R$ 250 mil.

    À reportagem a defesa de Vorcaro afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto.

    O maior salto percentual no patrimônio de Vorcaro aconteceu em 2016, quando ele iniciou o ano com R$ 2,8 milhões declarados e terminou com R$ 55,5 milhões, aumento de quase 2.000%.

    Ele obteve R$ 19 milhões a partir da venda de sua cota na Multipar Empreendimentos e Participações, empresa familiar para administrar negócios imobiliários. Até hoje a empresa tem a irmã e o pai de Vorcaro como sócios. Ele adquiriu ainda um empréstimo de cerca de R$ 26 milhões também em 2016.

    No ano seguinte, um nova evolução, de mais de 200%, elevou o patrimônio de Vorcaro para quase R$ 190 milhões.

    Vorcaro estreou a marca Master em junho de 2021, renomeando o então banco Máxima, comprado do empresário Saul Sabbá. Naquele ano, seus bens passaram de R$ 470 milhões para mais de R$ 815 milhões, um crescimento de cerca de 70%.

    Daniel Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março em nova fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu dois servidores do Banco Central, o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, um policial aposentado, entre outros.

    A determinação da prisão preventiva (sem tempo determinado) foi do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que se tornou relator dos inquéritos relacionados ao caso.

    Liquidado pela autoridade monetária em novembro, o Banco Master já causou perdas de mais de R$ 50 bilhões a diferentes entidades, incluindo o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e fundos de pensão.

    Vorcaro declarou aumento de patrimônio de R$ 1,2 bilhão em apenas um ano

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  • Trabalhador desempregado pode receber do INSS? Veja as regras

    Trabalhador desempregado pode receber do INSS? Veja as regras

    Tribunal definiu novos critérios para a comprovação da condição de desempregado. A medida pode impactar trabalhadores que precisam manter o acesso a benefícios previdenciários durante o chamado período de graça

    (FOLHAPRESS) – O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que os trabalhadores desempregados devem apresentar ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) provas do desemprego que vão além da carteira de trabalho para garantir direito a benefícios previdenciários, mesmo sem fazer pagamentos à Previdência Social.

    A decisão foi tomada no julgamento do tema 1.360, na tarde desta quarta-feira (11). Cabe recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo os ministros, embora a carteira de trabalho seja uma prova, ela não é incontestável. A depender do caso, será necessário apresentar testemunhas mostrando que o profissional não trabalha, mas ainda consegue garantir a chamada qualidade de segurado -que dá direito a benefícios como o auxílio-doença- dentro do chamado “período de graça”.

    O período de graça é o prazo em que o trabalhador mantém a qualidade de segurado sem contribuir com a Previdência. Ele pode chegar a até três anos, dependendo do tipo de vínculo e de quantidade de contribuições. Nesse intervalo, a pessoa pode acessar, além do auxílio-doença, benefícios comopensão por morte e aposentadoria por incapacidade permanente.

    Segundo o advogado Fábio Berbel, diretor do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), pela regra geral, quem deixa de pagar a Previdência continua protegido por 12 meses, podendo chegar a 24 meses se já tiver contribuído por pelo menos um ano. Esse prazo pode ser ampliado para até 36 meses caso o segurado tenha mais de 120 contribuições e comprove que permaneceu desempregado durante o período.

    Berbel afirma que não está em discussão se há ou não o direito, mas como o trabalhador consegue provar esse direito. O motivo é que o INSS não aceita a ausência de registro na carteira de trabalho ou a ausência de anotações nos sistemas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) como garantia de que o segurado está desempregado.

    O instituto pede outras provas, caso contrário, nega o benefício ao cidadão. “Como há muita informalidade, o INSS entende que o segurado poderia estar trabalhando sem registro e exige que, de fato, ele prove que não trabalhou. A gente chama no direito de uma prova diabólica. É a prova de uma não existência”, afirma.

    Para Berbel, exigir que o trabalhador demonstre que não exerceu nenhuma atividade é algo complexo, que fere o direito do cidadão. “É simples provar que trabalhei, mas é muito difícil comprovar que não fiz.”

    O advogado defende que a falta de vínculo formal gere uma presunção de desemprego, cabendo ao instituto demonstrar que havia trabalho informal. “A inexistência de um registro na carteira gera uma presunção de que eu não trabalhei. Como é uma presunção, caberia ao INSS comprovar que eu trabalhei”, afirma.

    ENTENDA COMO FUNCIONA O PERÍODO DE GRAÇA

    O período de graça varia de três meses a três anos, dependendo do tipo de contribuinte e do tempo que ele pagou contribuições ao INSS.

    – Não há prazo enquanto o trabalhador estiver recebendo benefício previdenciário, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez

    – Até 12 meses após o término de benefício por incapacidade (por exemplo auxílio-doença), salário-maternidade ou do último recolhimento realizado para o INSS quando deixar de exercer atividade profissional remunerada (empregado, trabalhador avulso etc.) ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração*

    – Até 12 meses, após o fim do benefício por incapacidade em caso de doença que o isola do convívio social, como mal de Parkinson ou hanseníase

    – Até 12 meses após a soltura do cidadão que havia sido detido ou preso

    – Até seis meses do último recolhimento realizado para o INSS no caso dos cidadãos que pagam na condição de facultativos (desempregados, estudantes ou donas de casa)*

    – Até três meses após o licenciamento para o cidadão incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar

    *Os prazos ainda poderão ser prorrogados conforme situações específicas

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  • Polícia Federal prende operador financeiro de Careca do INSS

    Polícia Federal prende operador financeiro de Careca do INSS

    Alexandre Moreira da Silva era um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto; defesa não respondeu à reportagem; ele teria participado da operacionalização de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (11), Alexandre Moreira da Silva, um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto, que investiga desvios bilionários de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), segundo uma pessoa com conhecimento do assunto.

    De acordo com a PF, Silva é um dos operadores financeiros de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

    A reportagem entrou em contato com Silva por telefone nos números registrados em nome dele, mas ninguém atendeu. A reportagem também procurou a esposa dele e um advogado que o representa em outras ações judiciais, mas não obteve resposta.

    Segundo a investigação, Moreira participou da operacionalização de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS. Também teria auxiliado na ocultação de recursos obtidos ilicitamente, colaborando para a continuidade do esquema.

    Silva era procurado desde dezembro. “Policiais federais realizaram a prisão após minucioso trabalho de investigação e levantamentos que permitiram localizar o investigado”, diz a entidade em nota, sem citar o nome do suspeito.

    O investigado foi encaminhado à unidade da Polícia Federal em São Paulo, onde deve ser submetido à audiência de custódia. A prisão preventiva do suposto operador financeiro foi decretada por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.

    Silva era sócio-administrador da Credenzzo, uma empresa controlada pelo Careca do INSS que oferecia um cartão de benefícios em troca de descontos nas pensões previdenciárias. Na prática, o cartão descontava a fatura diretamente sobre o salário, aposentadoria ou pensão do mês seguinte.

    De acordo com a decisão de Mendonça, operações como a da Credenzzo “frequentemente apresntam taxas superiores às do consignado tradicional, especialmente quando o usuário realiza saques.”

    Ainda segundo o despacho do ministro do STF, a investigação indica o uso dos lucros auferidos pela Credenzzo para ocultar valores provenientes de fraudes, além de possíveis delitos contra o sistema financeiro nacional. Procurada por meio de endereços de email indicados em seu site, a Credenzo não respondeu às perguntas da reportagem. A empresa foi liquidada em dezembro.

    A Operação Sem Desconto, conduzida pela PF em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), apura um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos indevidos em benefícios do INSS e atinge integrantes do Ministério da Previdência Social e do Senado.

    As autoridades miram um esquema que teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões dos beneficiários do INSS entre 2019 e 2024.

    A fraude consiste em descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

    O modelo de desconto associativo, que permite deduções diretas em aposentadorias mediante autorização dos beneficiários, tornou-se alvo de manipulação por entidades de fachada nos últimos anos.

    Polícia Federal prende operador financeiro de Careca do INSS

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  • Stone demite 370 funcionários; sindicato fala em substituição de trabalhadores por IA

    Stone demite 370 funcionários; sindicato fala em substituição de trabalhadores por IA

    Segundo a empresa, cortes fazem parte de ajuste para ganho de eficiência; desligamentos ocorreram em meio à negociação do acordo coletivo; sindicato estuda ir à Justiça

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Stone demitiu 370 funcionários nesta terça-feira (10). A empresa diz tratar-se de ajuste pontual em sua estrutura como “parte do processo contínuo de simplificação e ganho de eficiência”. O sindicato de tecnologia vê relação com a substituição de trabalhadores por IA (inteligência artificial).

    Segundo a companhia de meios de pagamento, a operação continua normalmente, sem impacto para clientes ou parceiros. A Stone tem entre 11 mil e 12 mil funcionários e as demissões representam cerca de 3% do quadro.

    Para o Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo), houve demissão em massa. Segundo nota nas redes sociais, a medida surpreendeu trabalhadores e representantes sindicais por ocorrer durante negociações do acordo coletivo.

    O órgão diz que poderá entrar com ação coletiva na Justiça, pedindo reintegração, e destaca entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) de que demissões coletivas devem ser precedidas de negociação.

    Informações são de que a Stone teria estudo mostrando ser possível obter os mesmos resultados com menos trabalhadores. O departamento de tecnologia foi o que mais sofreu cortes. O uso de IA está em curso na empresa, como em outras companhias.

    Em julho de 2025, a empresa vendeu a Linx, negociação que lhe trouxe dinheiro em caixa. A compra foi feita pela companhia de tecnologia Totvs por R$ 3,05 bilhões, em uma operação financiada com o próprio caixa da companhia e com instrumentos de dívida ainda a serem contratados. A Linx lidera o mercado de software para varejo, atendendo mais de 60 mil empresas, segundo seu site.

    Stone demite 370 funcionários; sindicato fala em substituição de trabalhadores por IA

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  • Silveira defende manter preço da gasolina e ameaça acionar PF contra 'especulação criminosa'

    Silveira defende manter preço da gasolina e ameaça acionar PF contra 'especulação criminosa'

    Ministro afirmou que vai acionar Cade, Senacon, ANP e PF contra aumentos abusivos nos postos; guerra de EUA e Israel contra Irã fez preço do petróleo disparar, e entidades pressionam Petrobras por reajustes

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou haver necessidade de elevar o preço da gasolina no Brasil em razão da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã e ameaçou multar e acionar a Polícia Federal (PF) contra distribuidoras e revendedoras que aumentem o valor cobrado por combustíveis.

    “É naturalmente um momento de apreensão do mundo inteiro, não só do Brasil, porque nós vivemos um caos geopolítico, mas não tem risco ao abastecimento [de combustível] e, muito pelo contrário, há toda condição de se manter o preço dos combustíveis”, disse nesta quarta-feira (11).

    Nos últimos dias, entidades do setor pressionaram o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Petrobras a reajustar o preço dos combustíveis.

    Silveira disse que são abusos cometidos por distribuidoras e revendedoras de combustível, e que vai acionar a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), a ANP (Agência Nacional de Petróleo e Gás), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a PF contra esse tipo de situação.

    “O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores. Por isso, nós vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, vamos fazer operações”, disse.

    Ele lembrou que o Brasil é um país exportador de petróleo (produz mais do que consome) e importa apenas uma parte do diesel e da gasolina que usa.

    Nesta quarta, o Irã atacou mais três navios no golfo Pérsico e voltou a enfatizar que pretende manter fechado o estreito de Hormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. “Se preparem para o petróleo a US$ 200 o barril”, disse o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari.

    Nesta quarta, o preço do petróleo -o barril Brent, o referencial do mercado- iniciou o dia em queda, mas depois subiu 6%.

    Em resposta a alta dos preços, a AIE (Agência Internacional de Energia) anunciou a liberação de 400 milhões de barris no mercado, em um movimento inédito em sua história.

    A postura da Petrobras até aqui, que detém o controle majoritário do produto no país, é de tratar o aumento como uma volatilidade de momento, mas ainda incipiente para levar a decisão de aumentar o valor comercializado no mercado.

    O mesmo é avaliado por integrantes do governo, que lembram que subir o preço da gasolina é uma medida impopular e que deve ser tratada com cautela diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida contra Lula para as eleições de 2026.

    A alta do preço, porém, vem aumentando a defasagem do preço da gasolina e do diesel no mercado internacional com relação ao nacional -ou seja, reduzindo a margem de lucro para o mercado interno e beneficiando a exportação.

    Por isso, postos de combustíveis e entidades do setor vêm pressionando a Petrobras e já anunciam aumento no valor cobrado pelos dois combustíveis nas bombas, o que encarece o custo para o consumidor.

    Silveira defende manter preço da gasolina e ameaça acionar PF contra 'especulação criminosa'

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  • Produção de motos cresce 1,7% e tem melhor 1º bimestre em 15 anos

    Produção de motos cresce 1,7% e tem melhor 1º bimestre em 15 anos

    Resultado veio apesar da queda registrada em fevereiro; no mês passado, foram produzidas 164.104 motocicletas, volume 7,1% menor que no ano passado e 11,1% inferior ao alcançado em janeiro deste ano

    A produção de motocicletas teve aumento de 1,7% no primeiro bimestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro, 348.732 unidades saíram das linhas de montagem. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), esse foi o melhor desempenho dos últimos 15 anos.

    O resultado do bimestre foi positivo, apesar do recuo de fevereiro com relação ao mesmo mês de 2025. No mês passado, foram produzidas 164.104 motocicletas, volume 7,1% menor que no ano passado e 11,1% inferior ao alcançado em janeiro deste ano.

    “O setor mantém um ritmo consistente de produção, alinhado ao planejamento das fabricantes e impulsionado pela demanda do mercado. A retração em fevereiro já era prevista, em razão do feriado de Carnaval, que reduziu o número de dias úteis do mês e impactou o ritmo de produção”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. 

    Segundo o balanço da entidade, houve crescimento de 22% na produção de motocicletas de alta cilindrada. Ao todo foram fabricadas 9.725 unidades no primeiro bimestre, volume que corresponde a 2,8% da produção total.

    Em números absolutos, a liderança de produção é dos modelos de baixa cilindrada, que teve 270.919 motocicletas produzidas, com 77,7% do total fabricado. Em segundo lugar, ficaram os modelos de média cilindrada, com 19,5% da produção.

    Entre as categorias, a Street foi a mais produzida no primeiro bimestre, com 180.488 unidades, o que corresponde a 51,8% do volume fabricado. Em segundo lugar, ficou a Trail, com 19,4% do total produzido, seguida pela Motoneta, com 13,3%.

    Vendas

    O balanço da Abraciclo indica ainda que de janeiro a fevereiro foram emplacadas 350.110 motocicletas, aumento de 13,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

    Em fevereiro, as vendas somaram 171.548 unidades, alta de 10% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já em janeiro houve queda de 3,9% nas vendas. 

    Exportações

    Com relação às exportações, os dados mostram alta de 43,1%, com o embarque de 8.015 unidades para o mercado externo no primeiro bimestre. Em fevereiro, as associadas da Abraciclo exportaram 4.748 motocicletas, volume 70% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 45,3% maior na comparação com janeiro.

    Produção de motos cresce 1,7% e tem melhor 1º bimestre em 15 anos

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