Categoria: Uncategorized

  • Receita retém mais de 1,4 milhão de contribuintes caíram na malha fina do IR 2026

    Receita retém mais de 1,4 milhão de contribuintes caíram na malha fina do IR 2026

    Percentual caiu de 10,78% para 5,6% desde o início do prazo; fisco já recebeu 25,3 milhões de declarações. Entre os erros estão divergências entre dados de fontes pagadoras e declaração pré-preenchida

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Mais de 1,4 milhão de contribuintes caíram na malha fina do Imposto de Renda 2026, segundo a Receita Federal. O fisco informa que recebeu, até a manhã desta segunda-feira (18), 25,3 milhões de declarações das quais 5,6% ficaram retidas.

    O percentual vem caindo desde o início do prazo de entrega do IR 2026, quando 10,78% dos que declararam caíram na malha fina. Os principais motivos de malha fina neste ano estão ligados a dados divergentes entre o que fontes pagadoras informaram ao fisco e o que constava na declaração pré-preenchida do Imposto de Renda.

    O prazo para declarar o IR acaba no dia 29 de maio. Quem é obrigado a prestar contas e atrasa paga multa mínima de R$ 167,50, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.

    Segundo o fisco, os dados confirmam que, com o avanço do processamento das informações e a regularização de inconsistências por parte dos contribuintes e de algumas fontes pagadoras, o volume proporcional de retenções vem diminuindo gradualmente.

    Malha fina do Imposto de Renda 2026

    Data Percentual retido em malha

    29/03/2026 10,78%
    05/04/2026 11,22%
    12/04/2026 8,15%
    19/04/2026 7,30%
    26/04/2026 6,60%
    03/05/2026 6,08%
    10/05/2026 5,93%
    17/05/2026 5,56%

    O número maior de contribuintes na malha fina do que em anos anteriores ocorre após o fim da Dirf (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte), substituída por dois sistemas, o eSocial e a EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), que passaram a fornecer dados mais detalhados e mensais sobre rendimentos, pagamentos efetuados e IR descontado.

    “A Receita Federal identificou, neste ano, um aumento pontual no número de declarações do Imposto de Renda retidas em malha fiscal, especialmente entre trabalhadores assalariados”, disse o fisco em ocasiões anteriores.

    Segundo o superintendente nacional do IR, José Carlos Fonseca, os contribuintes devem declarar o imposto seguindo as informações contidas no informe de rendimentos enviado pela empresa e, depois, informar a companhia que havia dados divergentes na declaração pré-preenchida.

    Desta forma, a empresa fará a correção dos dados ao fisco e, automaticamente, o contribuinte sai da malha fina. O procedimento é importante para que ele receba a restituição, que começa a ser paga no dia 29 de maio. A consulta ao lote de restituição será aberta na sexta-feira (22), a partir das 9h.

    A Receita pede para que os contribuintes não deixem a declaração para a última hora, além disso, indica a importância de verificar as informações antes da transmissão, monitorar o processamento da declaração por meio do aplicativo oficial ou pelo portal Gov.br e regularizar rapidamente eventuais pendências para evitar permanência em malha.

    QUEM É OBRIGADO A DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

    – Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:
    – Recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria- a partir de R$ 35.584,00
    – Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
    – Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
    – Realizou operações de venda na Bolsas de Valores cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou teve apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto
    – Obteve, na atividade rural, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Tinha, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor acima de R$ 800 mil
    – Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
    – Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005
    – Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada estabelecido no art. 8º da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares, nos termos dos arts. 10 a 13 da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Tinha capital investido em aplicações financeiras no exterior, a que se referem os arts. 2º a 4º e 9º da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023:
    – Teve rendimentos ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Teve lucros ou dividendos de entidades no exterior, nos termos dos arts. 2º e 5º a 6º-A da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023

    Receita retém mais de 1,4 milhão de contribuintes caíram na malha fina do IR 2026

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Durigan defende taxação de ultrarricos em agenda do G7

    Durigan defende taxação de ultrarricos em agenda do G7

    Durigan destacou a experiência recente do Brasil com a aprovação, em 2025, da reforma do Imposto de Renda. Ministro da Fazenda diz que Brasil está atrativo a investimento externo

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (18), em Paris, o avanço da discussão internacional sobre a taxação de grandes fortunas e afirmou que apoiaria a inclusão do tema nas discussões do G7, grupo que reúne as sete democracias mais ricas do planeta.

    Em viagem à França para reuniões preparatórias da cúpula das maiores economias desenvolvidas, Durigan participou de um evento promovido pela revista Le Grand Continent ao lado do economista francês Gabriel Zucman, um dos principais defensores da criação de um imposto mínimo global sobre bilionários.

    “Eu sou muito disposto a levar esse debate porque é um debate do nosso tempo. Agora, se tiver espaço para discutir justiça tributária, eu sou o primeiro a topar”, afirmou o ministro. 

    O encontro reuniu acadêmicos, políticos e representantes do setor econômico francês para discutir tributação internacional e desigualdade. Zucman é autor de uma proposta que prevê um imposto mínimo global de 2% sobre patrimônios superiores a US$ 100 milhões. 

    O economista colaborou com o governo brasileiro durante a presidência do G20, formado pelas 19 maiores economias do planeta, mais a União Europeia e a União Africana, em 2024.

    Reforma brasileira

    Durigan destacou a experiência recente do Brasil com a aprovação, em 2025, da reforma do Imposto de Renda que criou uma alíquota mínima progressiva sobre super-ricos. Segundo a Fazenda, cerca de 142 mil pessoas devem ser alcançadas pela medida.

    Apesar do apoio do Brasil, o tema enfrenta resistência internacional, especialmente dos Estados Unidos. Ainda assim, a discussão ganhou espaço no G20 durante a cúpula realizada no Rio de Janeiro.

    Na França, um projeto semelhante acabou rejeitado pelo Senado francês. A proposta previa taxação anual de 2% sobre patrimônios superiores a 100 milhões de euros.

    Investimentos e minerais

    Durante a passagem por Paris, Durigan também buscou reforçar a imagem do Brasil como destino de investimentos estrangeiros. Segundo ele, o país vive um momento favorável em meio às tensões internacionais.

    “Os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes, como estão ainda baratos, me parece, uma chamada para investimento no Brasil”, afirmou.

    O ministro também destacou o potencial brasileiro na produção de minerais críticos, como terras raras, nióbio e grafeno, considerados estratégicos para a indústria tecnológica e a transição energética.

    “É fundamental dar segurança jurídica, por isso um novo marco que garanta procedimentos céleres e seguros”, afirmou. “A diretriz é reforçar esse papel e avançar para um estímulo à industrialização desses minerais no Brasil.”

    Antes de retornar ao Brasil, Durigan terá uma reunião com Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), em Paris.

    Guerra no radar

    Embora a taxação dos ultrarricos tenha dominado parte dos debates paralelos ao G7, a principal preocupação dos ministros das Finanças continua sendo o impacto econômico da guerra no Oriente Médio, especialmente os riscos para o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.

    “Tem sido muito importante ouvir os ministros e as lideranças de outros países, que estão sentindo o impacto da guerra de uma outra perspectiva”, disse Durigan.

    O ministro voltou a defender “subsídios limitados” aos combustíveis como forma de reduzir os impactos da crise energética sobre os preços domésticos.

    A agenda oficial do G7 também inclui discussões sobre inflação global, segurança energética e estabilidade geopolítica. O ministro fica em Paris até terça-feira (19).

    Durigan defende taxação de ultrarricos em agenda do G7

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Correios e Serasa fecham parceria para ampliar renegociação de dívidas do Desenrola

    Correios e Serasa fecham parceria para ampliar renegociação de dívidas do Desenrola

    Mais de 7,7 milhões de dívidas do Novo Desenrola Brasil estão disponíveis para renegociação. Atendimento presencial exige apenas documento oficial com foto no guichê

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As mais de 10 mil agências dos Correios no país farão atendimento de renegociação de dívidas pelo Novo Desenrola Brasil. A parceria, fechada com a estatal e a Serasa e anunciada nesta segunda-feira (18), busca atender consumidores que enfrentam dificuldades nos canais digitais ou preferem atendimento físico.

    Mais de 7,7 milhões de dívidas já estão disponíveis para negociação dentro do programa, com descontos que podem chegar a 90%. As condições oferecidas presencialmente serão as mesmas disponíveis no site e aplicativo da empresa. Para utilizar o serviço, o consumidor deverá comparecer a uma agência dos Correios com documento oficial com foto.

    O Novo Desenrola Brasil 2.0 permite renegociar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atrasadas entre 90 dias e dois anos, com juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes.

    Para aproveitar as ofertas, consumidores podem consultar os canais oficiais da Serasa e negociar com descontos de forma online, no site, aplicativo oficial erasa no Google Play e App Store ou pelo WhatsApp (11) 99575-2096. Nas agências dos Correios, o titular deve apresentar um documento oficial com foto. As ofertas e condições disponíveis nas agências são as mesmas que constam no site e aplicativo da Serasa.

    Dados da Serasa mostram que o Brasil chegou a 83,3 milhões de consumidores negativados em abril, o equivalente a mais da metade da população adulta. Ao todo, os brasileiros acumulam 342 milhões de dívidas negativadas e o valor médio devido por pessoa chegou a R$ 6.814,39.

    Correios e Serasa fecham parceria para ampliar renegociação de dívidas do Desenrola

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar e Bolsa recuam com petróleo e guerra no Oriente Médio em foco

    Dólar e Bolsa recuam com petróleo e guerra no Oriente Médio em foco

    No começo da tarde desta segunda-feira, a moeda norte-americana recuava 1,23%, cotada a R$ 5,003, em linha com o exterior

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar recua forte nesta segunda-feira (18), com o alívio nos preços do petróleo impulsionando um maior apetite por risco, movimento que beneficia moedas emergentes como o real.

    A commodity cai após uma agência iraniana informar que os Estados Unidos teriam aceitado suspender sanções ao petróleo de Teerã, segundo pessoas a par das negociações.

    Por volta das 14h43, a moeda norte-americana recuava 1,29%, cotada a R$ 5,000, em linha com o exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,26%.

    No mesmo horário, a Bolsa também registrava queda, recuando 0,33%, aos 176.697 pontos.

    O exterior é o foco do pregão, especialmente as negociações entre Irã e Estados Unidos. Teerã teria enviado uma resposta à proposta de paz feita pelos norte-americanos. O Paquistão, negociador entre as partes, confirmou que recebeu o documento e encaminhou aos norte-americanos.

    “Os pontos destacados são demandas iranianas que têm sido firmemente defendidas pelo país a cada rodada de negociações”, afirmou o porta-voz do ministério de Relações Exteriores, Esmail Baqai, nesta segunda.

    A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim disse que foi informada por uma pessoa próxima à negociação que os americanos aceitaram suspender as sanções ao petróleo iraniano. Segundo a Reuters, os EUA também demonstraram flexibilidade em permitir que o Irã mantenha atividades nucleares pacíficas sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês).

    O alívio ocorre após um aumento nas tensões no último domingo (17). No dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã caso o país não aceite a proposta norte-americana. Para o Irã, o tempo está acabando, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não restará nada deles”, afirmou o republicano em sua plataforma Truth Social.

    A guerra pressiona as cotações da commodity e adiciona incertezas às cadeias globais de insumos, aumentando a preocupação com uma alta inflacionária no mundo. Além do efeito sobre os combustíveis, há temor de repasses para produtos como alimentos, já que o diesel é um dos principais insumos da cadeia produtiva.

    O preço do petróleo voltou a superar US$ 110 após 13 dias. O barril Brent, referência mundial, chegou a ser vendido a US$ 111,99 na sessão desta segunda-feira, alta de 2,5% em relação ao fechamento de sexta-feira (15).

    “O tom duro de Donald Trump nas redes sociais adicionou prêmio de risco, antes de novos rumores sobre uma proposta revisada do Irã estimularem o recuo do preço da commodity”, afirma Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    No Brasil, o conflito já aparece nos indicadores e leva o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, a adotar uma postura mais cautelosa.

    Segundo ata da última reunião do comitê, as divulgações de inflação mostram sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio. O colegiado também defendeu que a magnitude e a duração do ciclo de cortes serão determinadas à medida que novas informações forem divulgadas.

    No Boletim Focus desta segunda, analistas projetaram a inflação brasileira em 4,92% para o fim deste ano. O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    “Esse quadro reforça a leitura de política monetária ainda restritiva por mais tempo, o que tende a pesar em setores sensíveis a juros”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.

    No mercado doméstico, destaque para os dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerado um sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto).

    O indicador registrou uma queda de 0,7% na comparação com o mês anterior, ante estimativa de retração de 0,2% por economistas consultados pela Reuters. Foi o primeiro recuo mensal neste ano e o mais intenso desde maio de 2025.

    “O desempenho menos positivo observado em março reforça a necessidade de cautela à frente devido ao cenário macroeconômico que se mostra mais adverso por conta do impasse no Oriente Médio”, diz Yihao Lin, economista da Genial Investimentos.

    Segundo ele, os dados de atividade de março são consistentes com a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, contudo demandam uma cuidado devido à deterioração da dinâmica inflacionária de curto prazo. “Além disso, a indefinição do conflito no Oriente Médio impõe riscos adicionais para o atingimento da meta de inflação ao longo dos próximos trimestres”, afirma.

    Internamente, investidores também seguem atentos aos desdobramentos do caso que liga o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso.

    Na última semana, o site Intercept Brasil revelou que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, com um aporte de R$ 61 milhões por parte do ex-banqueiro. A Folha e o próprio Flávio confirmaram as mensagens -o senador negou ter recebido ou oferecido vantagens por conta disso.

    A Polícia Federal suspeita que recursos ligados a Vorcaro foram utilizados para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos -onde ele reside desde fevereiro de 2025. Eduardo e Flávio negam.

    As revelações provocaram a maior alta (+2,24%) do dólar desde 5 de dezembro, data em que a moeda disparou 2,33% após o anúncio de Flávio Bolsonaro como candidato de Jair Bolsonaro, surpreendendo o mercado financeiro, que até então preferia o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

    A volatilidade acompanha o temor de que a notícia sobre o caso dificulte a candidatura presidencial do senador carioca. Analistas avaliam que o senador tem perfil mais alinhado ao controle de gastos do que o atual presidente, Lula.

    Na sexta-feira (15), o dólar fechou no maior nível desde 8 de abril, a R$ 5,066. No menor nível do ano (e também desde janeiro de 2024), a moeda norte-americana chegou a R$ 4,892 em 11 de maio.

    Dólar e Bolsa recuam com petróleo e guerra no Oriente Médio em foco

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Beneficiários do INSS recebem alerta pelo WhatsApp para atualizar prova de vida

    Beneficiários do INSS recebem alerta pelo WhatsApp para atualizar prova de vida

    Mensagem tem selo de verificação e é enviada só para quem não passou pela prova de vida automática. Aposentado pode verificar se precisa fazer o procedimento pelo Meu INSS ou no banco

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começou a notificar, pelo WhatsApp, beneficiários que precisam fazer a prova de vida para evitar que o pagamento de aposentadorias, pensões e auxílios seja suspenso. Os segurados têm 30 dias, a partir do recebimento do aviso, para regularizar a situação.

    Desde 2022, a comprovação de vida mudou e passou a ser feita de forma automática por meio do cruzamento de dados do governo, sem o aposentado precisar validar seus dados no banco que paga o benefício. O governo usa informações como votação em eleições, renovação de CNH, vacinação e emissão de documentos.

    No entanto, nos casos em que não foi possível encontrar nenhuma movimentação recente do cidadão nos sistemas oficiais, o próprio beneficiário precisa fazer o procedimento. Além da notificação por WhatsApp, o aviso de pendência também aparece no extrato bancário do pagamento. Em outubro, o INSS enviou notificações a 4 milhões de segurados que precisavam fazer a prova de vida.

    QUEM DEVE FAZER A PROVA DE VIDA?

    Devem fazer o procedimento apenas os aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios de longa duração, superior a um ano, convocados pelo INSS. Se você não recebeu nenhum aviso de pendência no extrato do banco, no WhatsApp ou pela caixa postal do aplicativo gov.br, a prova de vida já foi feita automaticamente pelo sistema e não é preciso atualizar os dados.

    COMO SABER SE A MENSAGEM DO WHATSAPP É VERDADEIRA?

    Para garantir a segurança e evitar fraudes, o segurado deve ficar atento a três detalhes que sempre estarão na mensagem oficial:

    1 – A conta do “Governo do Brasil” no WhatsApp é verificada, ou seja, possui um selo azul ao lado do nome, mostrando que é oficial.
    2 – O governo nunca envia links para o aposentado clicar. Se a mensagem pedir para clicar em um link para “atualizar dados” ou “verificar saldo”, é golpe.
    3 – A mesma notificação enviada pelo WhatsApp também aparece dentro da caixa postal do aplicativo gov.br.

    O INSS não solicita dados pessoais, como CPF e endereço, e nunca faz cobranças ou pedidos de pagamento por mensagem.

    ONDE E COMO CONSULTAR A SITUAÇÃO DO BENEFÍCIO?

    Se você não recebeu nenhuma mensagem oficial do governo pelo WhatsApp, o primeiro passo para saber se está entre os convocados do INSS para a prova de vida é conferir o extrato bancário quando for receber o benefício. Nele, aparecerá a informação de que a comprovação está pendente, se for o caso.

    O segurado também pode consultar o aplicativo ou site Meu INSS, onde aparecerá a seguinte mensagem: “Comprovação de vida não realizada”. Se estiver regularizado, a tela mostrará a data da última atualização.

    É possível fazer essa consulta pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    QUAIS SÃO AS FORMAS DE FAZER A COMPROVAÇÃO?

    O segurado deve acessar o aplicativo ou site Meu INSS, fazer login informando o CPF e a senha do portal Gov.br, e seguir as instruções para o reconhecimento facial, se for solicitado.

    Em alguns bancos, é possível realizar a prova de vida online, utilizando o aplicativo oficial da instituição financeira, também com o uso da biometria facial.

    Também há a opção de ir até a agência bancária da instituição na qual recebe o benefício para fazer o procedimento.

    Pessoas que estão sem condições de saúde para ir pessoalmente podem nomear um procurador. Há ainda a opção de receber um servidor do INSS para fazer a comprovação de vida.

    COMO IDENTIFICAR GOLPES?

    – O INSS não liga pedindo a realização da prova de vida;
    – O INSS não envia mensagens por WhatsApp, SMS ou aplicativos, ameaçando bloqueio imediato do benefício;
    – O INSS não manda servidores a sua casa para recolher documentos ou realizar o procedimento;
    – Desconfie de qualquer contato fora dos canais oficiais;
    – Nunca informe dados pessoais, senhas ou documentos por telefone, mensagem ou para desconhecidos.

    Beneficiários do INSS recebem alerta pelo WhatsApp para atualizar prova de vida

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Receita libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR nesta sexta (22)

    Receita libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR nesta sexta (22)

    Consulta começa às 9h e estará disponível no aplicativo Meu Imposto de Renda e no site oficial do órgão. Dinheiro será depositado em 29 de maio, que também é o último dia de entrega das declarações

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os contribuintes que entregaram a declaração do Imposto de Renda 2026 e têm valores a receber poderão verificar, a partir das 9h de 22 de maio, se foram entraram no primeiro lote de restituição da Receita Federal. A consulta estará disponível no aplicativo Meu Imposto de Renda e no site oficial do órgão.

    O pagamento do primeiro lote será realizado em 29 de maio. Segundo José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Imposto de Renda, o crédito será efetuado ao longo do dia, e o horário pode variar conforme o banco responsável pela conta informada pelo contribuinte.

    A Receita ainda não divulgou o número de contribuintes contemplados nem o valor total a ser pago neste primeiro lote. De acordo com Fonseca, os dados dependem da finalização do processamento das declarações e devem ser anunciados apenas no dia da abertura da consulta. Ao todo, o fisco espera receber 44 milhões de declarações neste ano.

    O prazo para declarar o Imposto de Renda acaba às 23h59 do dia 29 de maio. A declaração pode ser entregue baixando o programa IRPF 2026, no site oficial da Receita Federal. Outra opção é prestar contas pelo Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online. O acesso pode ser feito pelo site da Receita pelo e-CAC (Centro de Atendimento Virtual), pelo portal de serviços digitais do governo ou ainda pelo aplicativo da Receita Federal no celular.

    Quem é obrigado a prestar contas e atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano. Há ainda outras consequências.
    COMO CONSULTAR SE MINHA RESTITUIÇÃO ESTÁ DISPONÍVEL?

    1 – Acesse o site www.gov.br/receitafederal
    2 – Clique em “Meu Imposto de Renda”
    3 – Selecione “Consultar minha Restituição”
    4 – Informe CPF e data de nascimento e clique sobre a caixa “sou humano”
    Para checar suas informações sobre a situação fiscal por meio do e-CAC (Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal), é preciso ter senha do portal Gov.br nível prata ou ouro.

    RESTITUIÇÃO TERÁ LOTE BILIONÁRIO

    A Receita deverá pagar cerca de R$ 16 bilhões em restituições do IR no primeiro lote de 2026 para 9 milhões de contribuintes. O total, que deve consolidar o lote como o maior da história do IR, é uma estimativa com base no que foi pago em 2025.

    No primeiro lote do ano passado, R$ 11 bilhões foram liberados a 6,3 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita planeja pagar dois megalotes em maio e junho, que devem contemplar 18 milhões de declarantes.

    O fisco vai pagar quatro lotes de restituição em 2026, de maio a agosto, em vez dos tradicionais cinco lotes, como ocorre há alguns anos. Além disso, prevê quitar as restituições de 80% dos contribuintes nos dois primeiros lotes. Cada um deles terá 9 milhões de contemplados.

    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO DO IR 2026

    Serão quatro lotes.

    Lote Data de pagamento
    1º lote 29 de maio
    2º lote 30 de junho
    3º lote 31 de julho
    4º lote 31 de agosto

    O pagamento da restituição do Imposto de Renda segue uma ordem de prioridade definida por lei e por normativas da Receita Federal. Em caso de empate, o critério de desempate será a data e o horário do envio da declaração.

    Quem entregou mais cedo terá vantagem. Veja a ordem de prioridade:

    1 – Idoso com 80 anos ou mais
    2 – Idoso com 60 anos ou mais, e pessoa com deficiência e com doença grave
    3 – Contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério
    4 – Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix
    5 – Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix
    6 – Demais contribuintes

    QUEM É OBRIGADO A DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

    Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:
    – Recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria- a partir de R$ 35.584,00
    – Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
    – Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
    – Realizou operações de venda na Bolsas de Valores cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou teve apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto
    – Obteve, na atividade rural, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Tinha, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor acima de R$ 800 mil
    – Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
    – Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005
    – Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada estabelecido no art. 8º da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares, nos termos dos arts. 10 a 13 da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Tinha capital investido em aplicações financeiras no exterior, a que se referem os arts. 2º a 4º e 9º da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023:
    – Teve rendimentos ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Teve lucros ou dividendos de entidades no exterior, nos termos dos arts. 2º e 5º a 6º-A da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023

    Receita libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR nesta sexta (22)

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19,1 milhões; veja calendário e quem recebe

    Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19,1 milhões; veja calendário e quem recebe

    O calendário segue o final do NIS (Número de Identificação Social) dos beneficiários e vai até o dia 29, conforme cronograma da Caixa Econômica Federal e do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de maio começam a ser feitos nesta segunda-feira (18) para 19,1 milhõe de famílias.

    O calendário segue o final do NIS (Número de Identificação Social) dos beneficiários e vai até o dia 29, conforme cronograma da Caixa Econômica Federal e do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

    Os depósitos são feitos em dias úteis e liberados de forma escalonada. O valor pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, que permite pagamentos, transferências e compras sem necessidade de comparecimento presencial às agências.

    Também é possível sacar o benefício em lotéricas, caixas eletrônicos, correspondentes Caixa Aqui e unidades da Caixa. Usuários com biometria cadastrada conseguem retirar o dinheiro nos caixas eletrônicos mesmo sem o cartão físico.
    *
    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DE 2026 DO BOLSA FAMÍLIA
    Final do NIS – Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

    1 – 19 12 18 16 18 17 20 18 17 19 16 10
    2 – 20 13 19 17 19 18 21 19 18 20 17 11
    3 – 21 18 20 20 20 19 22 20 21 21 18 14
    4 – 22 19 23 22 21 22 23 21 22 22 19 15
    5 – 23 20 24 23 22 23 24 24 23 23 23 16
    6 – 26 23 25 24 25 24 27 25 24 26 24 17
    7 – 27 24 26 27 26 25 28 26 25 27 25 18
    8 – 28 25 27 28 27 26 29 27 28 28 26 21
    9 – 29 26 30 29 28 29 30 28 29 29 27 22
    0 – 30 27 31 30 29 30 31 31 30 30 30 23

    O QUE É O BOLSA FAMÍLIA?

    É um programa de transferência de renda criado em 2003, no âmbito do Programa Fome Zero, voltado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. O pagamento é feito pela Caixa, e a gestão do programa cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    O programa foi remodelado em março de 2023, em substituição ao Auxílio Brasil, que vigorou durante o governo Bolsonaro. Marca das gestões do PT, o programa foi retomado com pagamento médio de R$ 714 por família ante um benefício médio de pouco mais de R$ 600 em 2023.

    O valor mínimo liberado no Bolsa Família segue em R$ 600, mas há adicionais. Dentre eles o acréscimo de R$ 150 por criança até seis anos que estiver na escola, além de R$ 50 para filhos entre sete e 18 anos, e R$ 50 por gestante.

    QUEM PODE RECEBER O BOLSA FAMÍLIA?

    Famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. As famílias beneficiárias devem, ainda, cumprir compromissos nas áreas de saúde e de educação, como:

    – Realização do acompanhamento pré-natal
    – Acompanhamento do calendário nacional de vacinação
    – Realização do acompanhamento do estado nutricional das crianças menores de sete anos
    – Para as crianças de quatro a cinco anos, frequência escolar mínima de 60% e de 75% para os beneficiários de seis a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação básica
    – Ao matricular a criança na escola e ao vaciná-la no posto de saúde, é preciso informar que a família é beneficiária do Programa Bolsa Família

    COMO CALCULAR A RENDA POR PESSOA?

    Some a renda de todos os moradores da casa e divida pelo número de pessoas. Não entram no cálculo benefícios temporários, indenizações e outros programas de transferência de renda, como o próprio Bolsa Família.

    QUAL É O VALOR MÍNIMO PAGO E OS ADICIONAIS?

    O programa garante pelo menos R$ 600 por família, com adicionais conforme a composição familiar. Caso a soma dos valores não alcance o mínimo, o Benefício Complementar cobre a diferença até o piso.

    Há pagamento de R$ 142 por integrante da família. Crianças de até seis anos recebem adicional de R$ 150. Gestantes, crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos recebem R$ 50 por pessoa. Bebês de até seis meses podem gerar um adicional de R$ 50 para apoio à amamentação.

    QUAIS SÃO AS REGRAS PARA CONTINUAR RECEBENDO O BENEFÍCIO?

    Além do critério de renda, as famílias precisam cumprir condicionalidades nas áreas de saúde e educação. Entre elas estão o acompanhamento pré-natal de gestantes, o cumprimento do calendário nacional de vacinação e o acompanhamento do estado nutricional de crianças menores de sete anos.

    Também é exigida frequência escolar mínima de 60% para crianças de quatro e cinco anos e de 75% para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a educação básica. Ao matricular a criança na escola ou levá-la para vacinar, a família deve informar que é beneficiária do Bolsa Família.

    O CADASTRO PRECISA SER ATUALIZADO?

    Sim. Os dados do CadÚnico devem estar sempre atualizados. A atualização é feita pelo responsável familiar em unidades do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) ou em postos de atendimento do Cadastro Único.

    COMO MOVIMENTAR OU SACAR O DINHEIRO?

    O valor pode ser usado pelo app Caixa Tem para pagar contas, fazer Pix e compras com cartão virtual. Também é possível sacar em lotéricas, correspondentes Caixa Aqui, caixas eletrônicos e agências da Caixa, inclusive com token gerado no aplicativo.

    O cidadão também recebe se tiver o cartão do Bolsa Família ou Cartão do Cidadão. É possível movimentar o dinheiro no Caixa Tem, sem que seja necessário ir a uma agência. No aplicativo, também dá para fazer compras online, pagar contas de água, luz e telefone, entre outros boletos. Há ainda a possibilidade de fazer transferências por Pix e compras em lojas cadastradas.

    Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19,1 milhões; veja calendário e quem recebe

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Durigan diz que vai falar sobre impactos da guerra no Oriente Médio e minerais críticos no G7

    Durigan diz que vai falar sobre impactos da guerra no Oriente Médio e minerais críticos no G7

    Ministro da Fazenda afirmou que apresentará ao G7 propostas para enfrentar os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, atrair investimentos para o Brasil e ampliar o debate internacional sobre minerais críticos e taxação de super-ricos

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (18) que levará à reunião dos ministros das Finanças do G7 três pautas principais: os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, a defesa do Brasil como destino seguro para investimentos e o debate sobre minerais críticos.

    A declaração foi dada em Paris, após participação em um evento sobre tributação internacional.

    Segundo Durigan, o objetivo do governo brasileiro é reforçar a imagem do país como uma economia estável e confiável diante do cenário global de incertezas.

    O ministro destacou indicadores como a estabilidade do real e o desempenho do mercado financeiro brasileiro.

    “Esse debate sobre a economia brasileira, sobre como o real está estável e como a Bolsa brasileira, apesar das últimas semanas difíceis, continua reagindo bem aos investimentos, mostra que os ativos brasileiros ainda parecem muito interessantes”, afirmou.

    Durigan também disse que pretende apresentar programas do governo, como o Eco Invest, como instrumentos para atrair investimentos estrangeiros, oferecendo mecanismos de proteção cambial e maior segurança aos investidores.

    Outro tema que será levado ao encontro do G7 é a exploração de minerais críticos no Brasil.

    O ministro citou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um projeto de lei complementar voltado ao setor e afirmou que a proposta busca garantir mais segurança jurídica e reduzir disputas judiciais.

    “O incentivo ao investimento no país depende de segurança jurídica. Esse novo marco busca garantir procedimentos seguros e evitar judicialização”, declarou.

    Segundo Durigan, países europeus, como França, já demonstraram interesse no potencial brasileiro ligado aos minerais estratégicos.

    O ministro também comentou os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia global e afirmou que o Brasil acompanha medidas adotadas por países europeus, como Portugal, Espanha e Alemanha, incluindo subsídios limitados e desonerações voltadas a combustíveis específicos.

    Para Durigan, participar da reunião do G7 é importante para acompanhar as melhores práticas internacionais diante da crise.

    Questionado sobre a taxação de super-ricos, o ministro afirmou que o governo brasileiro está disposto a levar o tema para debate no encontro, caso haja espaço na agenda das discussões sobre justiça tributária.

    Durigan diz que vai falar sobre impactos da guerra no Oriente Médio e minerais críticos no G7

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões

    Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões

    Bancos ampliaram os leilões de imóveis retomados por inadimplência e colocaram mais de 360 propriedades à venda em diferentes regiões do país. Casas, apartamentos, terrenos e imóveis comerciais têm descontos de até 63% e opções de parcelamento

    (FOLHAPRESS) – Os bancos vêm ampliando o uso dos leilões como estratégia para acelerar a venda de imóveis retomados por inadimplência e reduzir estoques.

    Parcerias entre bancos e leiloeiras colocam à venda mais de 360 imóveis em diferentes regiões do país no final deste mês, incluindo casas, apartamentos, terrenos e imóveis comerciais, com descontos que chegam a 63% sobre o valor de avaliação.

    A Zuk, em parceria com o Itaú Unibanco, realizará, no próximo dia 26 de maio, um leilão com mais de 150 lotes distribuídos em 21 estados e no Distrito Federal. Os imóveis incluem opções residenciais e terrenos, voltados tanto a investidores quanto a compradores da casa própria.

    O imóvel com maior abatimento é uma casa de 65 m² em Augusto Corrêa (PA), avaliada em R$ 45,8 mil. Já o lote de maior valor é um galpão em Serra (ES), no bairro Jacuhy, ofertado por R$ 2,13 milhões inicialmente.

    Os preços no leilão variam a partir de R$ 43,1 mil, valor inicial de um terreno de 749 m² em Timbaúba (PE). Parte dos imóveis aceita propostas, enquanto outros oferecem desconto adicional de 10% para pagamento à vista.

    O Itaú Unibanco também abriu um leilão em parceria com a Frazão Leilões, com 181 unidades espalhadas por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.

    O portfólio é composto por 69 apartamentos, 97 casas, sete imóveis comerciais e oito terrenos. Os lances já estão liberados, e a habilitação se encerra em 25 de maio.

    As condições de pagamento incluem modalidades parceladas de longo prazo, com entrada reduzida e saldo em até 78 parcelas. Em alguns casos, há opções com 20% de entrada e parcelamento em até 11 vezes sem juros ou correção monetária.

    O imóvel mais caro desse leilão é um prédio comercial em Feira de Santana (BA), com 588 m² de área construída, lance mínimo de R$ 1,18 milhão e possibilidade de desconto de 10% para pagamento à vista.

    Já o imóvel mais barato é um apartamento de 55 m² em São Gonçalo (RJ), com lance mínimo de R$ 41,8 mil.

    Também em maio, a Zuk promove, em parceria com o Bradesco, um leilão com 36 imóveis residenciais, comerciais e terrenos em 18 estados.

    A disputa será no dia 26 de maio, com desconto de 10% para pagamento à vista ou pagamento em até 48 vezes.
    Nesse caso, o imóvel mais barato é um terreno de 360 m² em Itapoá (SC), com valor inicial de R$ 8.000. O lote mais caro é uma casa em Governador Valadares (MG), avaliada em R$ 1,02 milhão.

    Para participar, basta se cadastrar nos sites dos leiloeiros oficiais, consultar o edital do lote e fazer a oferta pelo imóvel desejado.

    COMO COMPRAR IMÓVEL EM UM LEILÃO?

    1º Passo: Cadastro no site do leilão

    – Confira com a Junta Comercial do seu estado se o leiloeiro está devidamente credenciado
    – Para evitar cair em golpe, fique atento ao domínio do site, que tem de terminar com “.com.br”
    – Desconfie de portais com erros de ortografias e terminando com somente “.com” ou o “.net”
    – Leiloeiros e empresas gestoras de leilões não utilizam o WhatsApp e nenhuma outra rede social, como Facebook e Instagram, para fazer negociações ou receber lances

    2º passo: Solicitação para participar dos leilões

    – É hora de escolher o tipo de lote (casas, apartamentos, terrenos, fazendas entre outros) para dar o lance e solicitar a participação no leilão
    – Em alguns casos, é possível dar lances em mais de um imóvel dentro do mesmo leilão, até a data e o horário de encerramento da operação

    3º passo: Aquisição

    – Se o seu lance for o maior quando o leilão for encerrado, o imóvel é seu
    – O leiloeiro, pessoalmente e por email, dará todas as orientações sobre o pagamento
    – Se o edital permitir o parcelamento e/ou financiamento, siga as regras do documento

    4º passo: Processo de formalização do imóvel

    – Para qualquer modalidade de pagamento, é preciso recolher o ITBI junto à prefeitura do município onde fica o imóvel. A alíquota varia de acordo com a cidade. E, depois, proceder com o registro, junto ao Cartório de Registro de Imóveis onde está matriculada a propriedade adquirida

    – É preciso entregar os documentos solicitados como: RG/CPF, certidão de nascimento (ou, se for casado, certidão de casamento, RG e CPF do cônjuge); comprovante de residência, declaração de Imposto de Renda, extratos bancários dos últimos três meses e holerites dos últimos três meses (se assalariado)

    Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • FMI alerta para momento “muito crítico” da economia mundial

    FMI alerta para momento “muito crítico” da economia mundial

    Diretora-geral do FMI afirmou que o mundo enfrenta forte pressão econômica causada pela guerra no Oriente Médio e pela alta do petróleo. Kristalina Georgieva pediu medidas coordenadas do G7 para evitar agravamento da crise global

    Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, afirmou nesta segunda-feira que a economia global atravessa um momento “muito crítico” e pediu que os países do G7 adotem medidas coordenadas para reduzir os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

    A declaração foi feita antes do início da reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G7, realizada em Paris.

    Segundo Georgieva, o cenário internacional exige cautela e decisões políticas capazes de evitar um agravamento da instabilidade econômica mundial.

    “Estamos em um momento muito crítico para concentrar esforços em medidas econômicas que possam aliviar os impactos do choque que estamos vivendo atualmente”, declarou a dirigente do FMI.

    Ela destacou ainda que as discussões do encontro serão fundamentais para definir estratégias econômicas diante da escalada das tensões internacionais.

    O G7 reúne representantes de Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Canadá, Reino Unido e Japão.

    Questionada sobre o comportamento dos mercados financeiros, Georgieva afirmou que o FMI acompanha de perto a situação dos títulos públicos e alertou para o aumento das tensões financeiras em um cenário de petróleo acima dos US$ 100 por barril.

    Segundo ela, os impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio já começam a ser incorporados pelos mercados internacionais.

    A diretora do FMI também fez um apelo para que governos e bancos centrais evitem decisões capazes de ampliar ainda mais a instabilidade econômica.

    “É muito importante não adotar medidas que agravem a situação”, afirmou Georgieva, em uma mensagem direcionada às principais economias do mundo.

    FMI alerta para momento “muito crítico” da economia mundial

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia