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  • Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

    Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

    Dólar sobe para R$ 5,40 com tensões sobre suspensão de vistos; o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%)

    Num dia misto no mercado financeiro, a bolsa de valores bateu recorde e fechou, pela primeira vez, acima dos 165 mil pontos. O dólar subiu e voltou a romper a barreira de R$ 5,40 após os Estados Unidos anunciarem a suspensão de vistos para vários países, inclusive o Brasil.

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (14) aos 165.146 pontos, com alta de 1,96%. Ações de petroleiras, de mineradoras e de bancos, com maior peso no índice, puxaram a valorização.

    A bolsa brasileira descolou-se das bolsas dos Estados Unidos, que fecharam em queda. A perspectiva de redução de juros na maior economia do planeta, após a divulgação de que a inflação estadunidense desacelerou, beneficiou os países emergentes, inclusive o Brasil. 

    O mercado de câmbio teve um dia mais tenso. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%). A cotação iniciou a sessão próxima da estabilidade, mas subiu após a emissora Fox News divulgar que o governo Donald Trump suspendeu, por tempo indeterminado, vistos de imigração para 75 países, inclusive o Brasil.

    Imediatamente após a notícia, a cotação subiu para R$ 5,42. Desacelerou durante a tarde, mas permaneceu acima de R$ 5,40. Apesar da alta desta quarta-feira, a moeda estadunidense acumula queda de 1,6% em 2026.

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  • Toffoli cita “fartos indícios” de novos crimes de dono do Banco Master

    Toffoli cita “fartos indícios” de novos crimes de dono do Banco Master

    Ministro determinou que bens apreendidos fiquem lacrados no STF

    O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse haver “fartos indícios” de que os suspeitos investigados no caso do Banco Master continuam a praticar crimes, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. 

    Toffoli fez a observação ao autorizar a nova fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Federal (PF). Na decisão, o ministro reclamou da demora para o cumprimento de medidas de prisão e buscas, que foram realizadas um dia depois do prazo determinado por ele. 

    As medidas, que incluem a prisão preventiva de Fabiano Campos Zettel e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, deveriam ter sido cumpridas até o dia 13 de janeiro pela autoridade policial, frisou Toffoli, “diante da gravidade dos fatos e necessidade de aprofundamento da investigação, com fartos indícios de práticas criminosas de todos os envolvidos”, escreveu o ministro.  

    Relator do caso Master, Toffoli afirmou ter lhe causado “espécie” a demora no cumprimento das diligências, “posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa”. Ele acusou a PF de “falta de empenho no cumprimento da ordem judicial”. 

    Zettel foi preso de madrugada, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. As demais diligências foram cumpridas a partir das 6h. 

    Além da prisão de Zettel, foram alvo de mandados de busca o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. 

    Segundo as investigações, eles são suspeitos de desvios de recursos do sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão. Diversos carros e outros itens de luxo foram apreendidos, bem como mais de R$ 90 mil em espécie. 

    Defesa

    Em nota, a defesa do dono do Master informou que ele tem colaborado com as autoridades: “Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.”

    “O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, diz o texto.

    A Agência Brasil busca contato e deixa o espaço aberto para as defesas de todos os citados. 

    EntendaEm novembro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro foram alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados, segundo as investigações. 

    Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) rejeitou a negociação. Em novembro, foi decretada a liquidação da instituição de Vorcaro.

    Toffoli cita “fartos indícios” de novos crimes de dono do Banco Master

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  • PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

    PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

    Agentes realizam buscas contra Daniel Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo; esta é a segunda fase da operação Compliance Zero

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal faz nesta quarta-feira (14) uma nova operação de busca e apreensão contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na investigação sobre suspeitas de fraude envolvendo a instituição financeira.

    Agentes realizam buscas contra o ex-banqueiro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo. São 42 mandados de busca e apreensão nesta nova fase da operação, além de ordens de sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões.

    São alvos endereços ligados a Vorcaro, a parentes dele e a empresários, incluindo João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com o crime organizado, e o empresário Nelson Tanure. Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso quando se preparava para deixar o país, de jatinho, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi solto horas depois.

    Os mandados são cumpridos também em Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

    A atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Master é um dos focos desta etapa da investigação. Como revelou a Folha de S.Paulo, o BC identificou seis fundos de investimento suspeitos de fazer parte do esquema de fraude capitaneado pelo ex-banqueiro.

    Esta é a segunda fase da operação Compliance Zero. Na primeira etapa, Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025, acusado de liderar um esquema que criou carteiras falsas de crédito para inflar o patrimônio do Master e, em seguida, vender a instituição financeira ao BRB (Banco de Brasília).

    A defesa de Vorcaro disse que tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes e que todas as medidas judiciais determinadas serão atendidas com transparência. Em nota, os advogados afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos.

    Até as 9h, a Polícia Federal havia apreendido R$ 200 mil em espécie com um dos alvos e R$ 97 com outro, além de carros de luxo, relógios e grande quantidade de armas, como revólveres e fuzis.

    “O sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito.”

     

    Já Nelson Tanure é dono de empresas que tiveram valorização relâmpago com fundos de investimentos administrados pela Reag, gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com o crime organizado. Ele também é cotista de fundos hospedados na Reag.

    A defesa de Nelson Tanure disse em uma nota que “jamais enfrentou qualquer processo criminal em razão de suposta prática delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista” e que ele teve o telefone celular apreendido na operação desta quarta. O empresário também negou por meio de seu advogado qualquer relação societária com o Master, afirmando ser apenas um cliente.

    “O empresário tem certeza de que no decorrer das apurações promovidas pelo STF restará definitivamente demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita oriunda dessa relação”, disse o advogado Pablo Naves Testoni.

    Grande investidor do mercado brasileiro, Tanure é conhecido por apostar em empresas com dificuldades financeiras para reestrurá-las e vendê-las por um valor maior depois. O empresário adota uma linha mais arrojada nos investimentos, organizada por meio de fundos e estruturas societárias complexas.

    Entre seus investimentos estão a Prio, antiga PetroRio, a incorporadora imobiliária Gafisa e a varejista Grupo Dia. No ano passado, Tanure fez uma oferta pela petroquímica Braskem.

    A reportagem também tenta contato com Mansur da Reag.

    As ações foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O inquérito está sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que atendeu a um pedido da defesa do Master para tirar o caso da primeira instância após a citação de um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

    Segundo a PF, a nova fase da operação tem o objetivo de “interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”.

    O objetivo desta nova fase, segundo autoridades que acompanham as investigações, é aprofundar a coleta de informações sobre os artifícios usados pelo Master ao longo dos anos para executar a fraude. Os alvos desta quarta-feira são os possíveis responsáveis pela criação dessa estrutura.

    A Compliace Zero investiga os crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

    Investigadores afirmam que o inquérito sobre as suspeitas de fraude praticada pelo Master na venda de carteira de crédito para o BRB poderá ser concluído rapidamente.

    Integrantes da corporação que acompanham os trabalhos avaliam que já foram colhidas provas robustas para tirar conclusões sobre a participação de acusados no esquema. Um dos agentes diz, sob condição de anonimato, que essa parte da apuração pode ser finalizada após os depoimentos dos investigados, previstos para o fim de janeiro e o início de fevereiro.

    O inquérito deve permanecer concentrado num escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB. Os fatos dessa apuração são considerados “simples” pelos investigadores.

    Na avaliação desses agentes, inquéritos sobre outras pontas da operação do Master, como a carteira de créditos consignados e eventuais conexões políticas do caso, poderiam ficar para um segundo momento.

    PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

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  • Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

    Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

    Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real

    O dólar à vista abriu esta quarta-feira, 14, em ligeira queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,3715, influenciado principalmente pelo desempenho da moeda americana frente a seus pares e às divisas emergentes. O ambiente é de cautela global antes da divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e da publicação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 no Brasil.

    Os investidores monitoram a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) e das vendas no varejo dos EUA, ambos às 10h30, além da publicação do Livro Bege do Federal Reserve, às 16h. Os dados podem ajudar a calibrar as apostas sobre o ritmo de cortes de juros ao longo de 2026, após o CPI divulgado ontem ter vindo em linha com as expectativas.

    Também estão previstos discursos do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari (14h), e do presidente do Fed de Nova York, John Williams (16h10), em meio ao aumento da pressão política do governo americano sobre a autoridade monetária.

    O ambiente externo é agravado pela escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, com impacto em mercados que já acompanham a desvalorização acentuada da moeda local frente ao dólar nos últimos meses.

    No Brasil, o mercado acompanha a divulgação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026, às 10h, que traz a avaliação do governo e um retrato inicial do cenário eleitoral. Em dezembro, o levantamento mostrou o presidente Lula à frente em todos os cenários testados, com o senador Flávio Bolsonaro como o nome mais competitivo da direita. O resultado tende a ser monitorado de perto pelo mercado de câmbio, em um momento em que o risco político volta a ganhar peso na precificação dos ativos.

    Ainda no radar doméstico está a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal, que mira suspeitas envolvendo o Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso pode se configurar como a “maior fraude bancária” da história do país.

    Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real.

     

     
     
     

    Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

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  • Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

    Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

    Um dos vetos trata da redução da tributação para as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), com equiparação aos clubes brasileiros. Outro veto refere-se à inclusão, na lista de alimentos sujeitos à redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS, de produtos naturais líquidos compostos por vegetais e frutas

    Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Lei Complementar 227, que representa a última etapa da regulamentação da reforma tributária. O texto cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), órgão responsável por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.

    O Ministério da Fazenda informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou dez dispositivos do projeto. “O presidente fez alguns poucos vetos que já tinham sido antecipados nos diálogos com o Congresso, mas são poucos vetos”, afirmou o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, em entrevista coletiva nesta terça-feira, 13.

    Alguns dos vetos foram detalhados ainda nesta terça. Um deles trata da redução da tributação para as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), com equiparação aos clubes brasileiros. Outro veto refere-se à inclusão, na lista de alimentos sujeitos à redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS, de produtos naturais líquidos compostos por vegetais e frutas. Segundo o governo, essa inclusão ampliaria o benefício além da intenção original do Parlamento.

    Lula também vetou a possibilidade de estados e municípios reduzirem as alíquotas do ITBI na modalidade de pagamento antecipado do tributo. O Planalto alegou que a medida poderia gerar insegurança jurídica.

    Outro veto atingiu o trecho que previa a devolução posterior de parte do valor pago por famílias de baixa renda no fornecimento de gás encanado. “A proposição legislativa contraria o interesse público ao afetar a devolução imediata de tributos incidentes sobre gás canalizado para famílias de baixa renda e prejudicar a consecução da política de universalização do acesso ao gás natural”, justificou o presidente.
     
     

     

    Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

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  • Inspeção do TCU sobre caso Master deve começar até quinta (15) e alcançar gestão de Campos Neto

    Inspeção do TCU sobre caso Master deve começar até quinta (15) e alcançar gestão de Campos Neto

    Análise, que será conduzida por três técnicos, deve durar de 15 a 20 dias; Banco Central retirou recurso contra inspeção após fechar acordo com tribunal de contas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União) nos documentos que serviram de base para a decisão do Banco Central de decretar a liquidação do banco Master deve ter início até quinta-feira (15). A análise deve durar de 15 a 20 dias.

    No escopo da inspeção, que será conduzida por três técnicos do órgão de contas, está a atuação da autoridade monetária na fiscalização do Master antes de 2024, ainda na gestão de Roberto Campos Neto -antecessor de Gabriel Galípolo no comando do BC.

    O banco de Daniel Vorcaro se notabilizou nos últimos anos por oferecer a investidores CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com remunerações acima da média praticada no mercado. A ideia do TCU é reconstruir e documentar a evolução do modelo de captação do Master e a existência de alertas e ações de supervisão do BC diante desse quadro.

    Os técnicos do TCU buscarão analisar os procedimentos adotados pelo regulador considerando o histórico e evolução temporal das tratativas. Serão pontos de verificação nos materiais, por exemplo, o tratamento conferido a alternativas de mercado e eventual proposta de aquisição feita pelo grupo Fictor às vésperas da liquidação.

    O ministro Jhonatan de Jesus deve autorizar ainda nesta terça (13) a equipe da AudBancos, a área responsável no TCU pela fiscalização de processos envolvendo instituições financeiras públicas e órgãos reguladores, a proceder com a inspeção.

    A interlocutores, o relator do caso afirmou que os auditores vão analisar documentos que deram subsídio para a nota técnica enviada pelo Banco Central ao TCU, mas não terão acesso a dados que tenham sigilo bancário e de negócio, como revelou a Folha de S.Paulo na segunda-feira (12). O BC ainda precisa delimitar as partes do relatório que são sigilosas.

    Na prática, isso significa que os técnicos do tribunal de contas só terão acesso a informações que o BC entender que são passíveis de análise. O objetivo é assegurar a formalidade do processo para evitar que, no futuro, seja apontado erro formal que possa levar a defesa do dono do Master, Daniel Vorcaro, a pedir indenização por falha processual.

    Com a inspeção, o TCU pretende avaliar a hipótese de a autarquia, por um lado, ter demorado na condução de alternativas de mercado no caso Master e, por outro, ter se precipitado ao decretar a liquidação do banco de Vorcaro em novembro do ano passado.

    Publicamente, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, tem dito que o TCU não tem competência para reverter a liquidação do Master, apesar de considerar a medida como “extremada”.

    Com os resultados da operação, a equipe técnica do TCU produzirá um relatório. Esse documento será posteriormente encaminhado para avaliação do ministro Jhonatan de Jesus, dando condições para o relator produzir seu voto e levar o processo para julgamento no plenário do órgão de contas.

    A realização da inspeção foi acertada em uma reunião entre a cúpula do TCU e do BC na segunda-feira (12) e simbolizou uma saída pacífica para a crise que se instalou entre as instituições. Após o acordo, a autoridade monetária retirou o recurso contra a decisão monocrática do relator para análise da documentação.

    O embargo tinha sido apresentado pela autoridade monetária em 5 de janeiro, no mesmo dia do despacho de Jhonatan autorizando a averiguação. No recurso, o BC argumentou que esse tipo de inspeção precisava de aprovação do colegiado da corte de contas, e a decisão não cabia a um ministro individualmente.

    Sob pressão da opinião pública, o ministro do TCU recuou e suspendeu a inspeção in loco para apurar a conduta do BC na liquidação do Master até o tema ser deliberado pelo plenário, o que estava previsto para ocorrer no próximo dia 21.

    Com a retirada do embargo, volta a valer o despacho do relator e o tema não precisará mais ser levado para o plenário da corte de contas.

    No Banco Central, há o entendimento de que o recurso cumpriu um papel importante ao culminar na reunião entre os representantes do TCU e da autoridade monetária.

    Esse movimento abriu espaço para esclarecer pontos explorados na documentação apresentada pelo BC, como a avaliação de que a liquidação do Master é uma prerrogativa exclusiva do regulador e que a ação do TCU não deve invadir a competência da autoridade monetária.

    A jornalistas, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, disse que a reunião com a cúpula do Banco Central afastou a chance de haver uma medida cautelar contra o regulador em meio ao processo do caso Master e não há qualquer rusga entre as instituições.

    “O Tribunal é competente [para fiscalizar o caso Master], quem disse isso agora não foi apenas eu, foi o presidente do Banco Central [Gabriel Galípolo]. A inspeção vai ser feita porque o Banco Central pediu essa inspeção para lhe dar garantias jurídicas, segurança jurídica”, disse o ministro.

    Segundo Vital, a ação do TCU trata-se de uma diligência, por ter um caráter mais célere e menos burocrático. Já o ministro Jhonatan de Jesus tem usado, em diálogo com interlocutores, o termo inspeção para se referir à operação da equipe técnica.

    Inspeção do TCU sobre caso Master deve começar até quinta (15) e alcançar gestão de Campos Neto

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  • Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Primeiro-ministro português conversou com presidente Lula sobre o Mercosul e também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai. O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.

    Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo. Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível.

    “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota. 

    Lula e Montenegro também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e destacaram a necessidade de se evitar um cenário de instabilidade na América do Sul.

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

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  • Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

    Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

    Mecanismo movimentou cerca de R$ 25,7 bilhões na economia brasileira; foram R$ 3,9 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Lei Rouanet movimentou cerca de R$ 25,7 bilhões na economia brasileira e gerou R$ 3,9 bilhões em tributos -federal, estadual e municipal– sendo R$ 12,6 bilhões de forma direto e R$ 13,1 bilhões indiretos.

    O Ministério da Cultura apresentou, nesta segunda (13), um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas sobre os impactos econômicos da Lei Rouanet no ano de 2024. Segundo a pesquisa, os projetos do mecanismo de incentivo geraram cerca de 228 mil postos de trabalho diretos e indiretos na economia do país.

    O ano de 2024, diz o estudo, é um divisor de águas para o mecanismo, pois foi quando se superou a marca de R$ 3 bilhões em captação de recursos pela primeira vez na série histórica. É o primeiro aumento real desde 2011, de acordo com o levantamento.

    Estão incluídos no escopo do impacto gastos com pessoal, infraestrutura, cachês, logística, comunicação, custos administrativos, entre outros.

    Ao todo, 89,3 milhões de pessoas foram impactadas de alguma forma pelos projetos da Rouanet, que tiveram 69,3 milhões de pessoas de público visitante. Foram ao todo 4.939 projetos e 3.154 proponentes em 2024.

    A maioria dos projetos da Rouanet no ano analisado são de pequeno porte –76,2% dos projetos são de até R$ 1 milhão, enquanto 21,7% dos projetos estão na faixa entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. Ultrapassaram a faixa dos R$ 10 milhões somente 1,58% dos projetos.

    Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

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  • PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

    PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

    O inquérito deve permanecer concentrado em um escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Investigadores da Polícia Federal afirmam que o inquérito sobre as suspeitas de fraude praticada pelo Master na venda de carteira de crédito para o BRB (Banco de Brasília) poderá ser concluído rapidamente.

    Integrantes da corporação que acompanham os trabalhos avaliam que já foram colhidas provas robustas para tirar conclusões sobre a participação de acusados no esquema. Um dos agentes diz, sob condição de anonimato, que essa parte da apuração pode ser finalizada após os depoimentos dos investigados, previstos para o fim de janeiro e o início de fevereiro.

    O inquérito deve permanecer concentrado num escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB. Os fatos dessa apuração são considerados “simples” pelos investigadores.

    Na avaliação desses agentes, inquéritos sobre outras pontas da operação do Master, como uma teia bilionária de fundos de investimentos, a carteira de créditos consignados, as relações com a gestora Reag e eventuais conexões políticas do caso, poderiam ficar para um segundo momento.

    Como revelou a Folha de S. Paulo, o BC identificou seis fundos de investimento suspeitos de fazer parte do esquema de fraude capitaneado pelo ex-banqueiro.

    Segundo integrantes da PF, a conclusão da apuração seria possível porque os investigadores optaram por se concentrar nas relações Master-Tirreno-BRB, que envolveria a fabricação de créditos fraudulentos para inflar a carteira do Master que, em seguida, foi repassada ao BRB. O esquema envolveu crédito inexistentes de R$ 12,2 bilhões.

    Por essa acusação, foram presos em 17 de novembro, além de Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco.

    Lima, Bull e Silva foram intimados a depor à PF entre os dias 26 e 28 de janeiro no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de venda ao BRB. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, também investigado, prestará depoimento na mesma época, assim como Vorcaro, cujo depoimento está previsto para o dia 27.

    A PF ainda pode ampliar a apuração sobre a atuação de Vorcaro, do Master e de outros investigados, com a abertura de novos inquéritos. No entanto, a decisão dos agentes, por enquanto, é concentrar os esforços na apuração sobre as fraudes e evitar que uma única investigação se amplie indefinidamente com a inserção de fatos novos.

    A corporação já iniciou apurações preliminares sobre a atuação de um exército de influenciadores para atacar a atuação do BC e a possível participação de Vorcaro na contratatação desses perfis. Como mostrou a Folha de S. Paulo, pelo menos 46 perfis em redes sociais fizeram um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central e investigadores no caso do Banco Master.

    Ainda não há inquérito aberto -as investigações estão em curso com um procedimento da PF chamado NCV (Notícia-Crime em Verificação). Uma das possibilidades é abrir um novo inquérito.

    Outros inquéritos sigilosos sobre o Master já tramitam tanto no STF (Supremo Tribunal Federal) quanto na primeira instância. A investigação começou na Justiça do Distrito Federal, mas foi remetida ao Supremo depois de uma citação a um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

    Agentes da PF afirmam ter provas de que Vorcaro pretendia fugir do país e que o anúncio de negociação para a venda do Master para a Fictor, poucas horas antes da sua prisão, era uma simulação e acabou servindo para desviar atenções sobre as suspeitas envolvendo o banqueiro.

    O dono do Master foi preso pela PF, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior, com o argumento de que fecharia a venda para a Fictor em Dubai. A proposta sustenta a tese da defesa de Vorcaro de que o banco tinha condições de sobrevivência, sem que fosse necessário o BC decretar a liquidação do Master.

    Os advogados do ex-banqueiro negam a fuga e dizem que ele estava viajando para fechar o negócio, mas investigadores ouvidos pela reportagem afirmam que o jato particular tinha como primeira parada Malta, para tentar fugir do Brasil e evitar a prisão.

    A defesa de Vorcaro tem usado como estratégia o argumento de que houve uma articulação entre BC, Ministério Público e PF para liquidar o banco naquele mesmo dia. Os investigadores sustentam, no entanto, que o BC é obrigado a informar os indícios de fraudes. Para um integrante da PF, essa seria uma tentativa de enfraquecer e desqualificar a atuação do BC ,

    No comunicado divulgado no final da tarde do dia 17 de novembro, a Fictor informou que pretendia comprar o Master em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos que somam mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão. Os nomes desses investidores não foram revelados.

    Um integrante da PF a par do caso, que falou na condição de anonimato, indagou de forma irônica onde estaria o dinheiro dos árabes que nunca que apareceu. Esse é um dos focos das investigações.

    Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (12), a Fictor admite que tem enfrentado dificuldade de liquidez para honrar compromissos. A empresa, que chegou a anunciar ter dinheiro para comprar o Master, se comprometeu a regularizar a situação no dia 12 de fevereiro de 2026. “Nos próximos dias, anunciaremos a entrada de um investidor relevante no grupo.”

    PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

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  • Haddad: oposição está contratando influenciadores com dinheiro sujo para divulgar desinformação

    Haddad: oposição está contratando influenciadores com dinheiro sujo para divulgar desinformação

    Fernando Haddad afirma que desinformação sobre impostos e Pix favorece crime organizado; assegurou que reforma tributária não terá impacto fiscal

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusou nesta terça-feira, 13, a oposição de usar “dinheiro sujo” para contratar influenciadores para divulgar desinformação. Ele conversou com jornalistas na chegada à Pasta e reclamou de notícias falsas sobre a reforma tributária, de que a nova plataforma a ser lançada hoje já começaria novas cobranças de impostos.

    “Então esse tipo de ação delituosa da oposição não contribui. Ainda estão contratando com dinheiro sujo influenciadores para soltar esse tipo de fake news. Quem ganha com isso? O Brasil não ganha com isso. É mentira”, afirmou o ministro.

    Haddad também elogiou a atuação do Congresso Nacional até aqui, dizendo que este não votou sempre como o governo gostaria, mas que não deixou de decidir sobre os temas importantes do País. “Continuamos contando com o Congresso Nacional. O Congresso, do jeito dele, se debruçou sobre todas as iniciativas do Executivo. Ah, não votou como nós gostaríamos, mas é assim que funciona a democracia”, completou.

    O ministro destacou os resultados do governo como desemprego, menor inflação, déficit mais transparente e outros dados macroeconômicos que indicariam, na avaliação de Haddad, um bom momento da economia.

    Segundo ele, a Fazenda está cumprindo o que foi planejado ainda no fim de 2022. “Não existe fazer lição de casa. Existe um caminho que foi traçado no final de 2022 e nós estamos cumprindo rigorosamente”, disse.

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