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  • Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

    Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

    A receita ajustada somou US$ 14,606 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 14,682 bilhões, apesar de impactos negativos, como o shutdown do governo dos Estados Unidos no ano passado, que retirou cerca de US$ 200 milhões do lucro antes de impostos

    A Delta Air Lines iniciou 2026 reforçando a estratégia de foco em passageiros de maior renda, após divulgar um balanço trimestral acima do esperado e anunciar novas encomendas de aeronaves de longo curso. No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou lucro operacional de US$ 1,5 bilhão. O lucro ajustado foi de US$ 1,55 por ação, superando levemente as projeções do mercado, de US$ 1,53, segundo analistas consultados pela FactSet.

    A receita ajustada somou US$ 14,606 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 14,682 bilhões, apesar de impactos negativos, como o shutdown do governo dos Estados Unidos no ano passado, que retirou cerca de US$ 200 milhões do lucro antes de impostos.

    No guidance, a Delta afirmou esperar aceleração do crescimento da receita e dos resultados ao longo de 2026, impulsionada pela expansão da oferta de assentos premium.

    A companhia projeta que 60% ou mais da receita anual venha de clientes corporativos e de alto padrão e estima que o lucro por ação fique entre US$ 6,50 e US$ 7,50. O intervalo representa um avanço de cerca de 20% em relação a 2025, abaixo do consenso de mercado, de US$ 7,28, à medida que praticamente todo o crescimento de capacidade se concentre em áreas de maior valor agregado, como a Delta One e a primeira classe.

    Em paralelo ao balanço, a empresa anunciou a encomenda de 30 aeronaves Boeing 787-10 Dreamliner, com opção de compra de outras 30, marcando seu primeiro pedido direto desse modelo à Boeing. As entregas iniciais estão previstas para 2031, e os jatos serão utilizados em rotas transatlânticas e para a América do Sul, com cabines amplas voltadas ao público premium. Com o novo acordo, o livro de encomendas da Delta soma 130 aviões da Boeing.

    A companhia aérea informou ainda que os novos 787-10 serão equipados com motores GEnx, da GE Aerospace, incluindo pacotes de suporte e manutenção de longo prazo. Segundo a empresa, a combinação de frota mais eficiente e maior oferta de assentos de alto valor sustenta a estratégia de crescimento internacional e modernização, em um setor que deve se beneficiar de uma demanda por viagens ainda resiliente, sobretudo entre grandes corporações.

    Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

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  • Mercosul-UE: cota e barreira não tarifária limitam ganhos para agronegócio

    Mercosul-UE: cota e barreira não tarifária limitam ganhos para agronegócio

    Analistas ouvidos pelo Broadcast Agro avaliam que a combinação de cotas restritas com o aumento das barreiras não tarifárias, especialmente as ambientais, deve favorecer apenas grandes empresas exportadoras, em detrimento de produtores de menor escala.

    O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) apresenta benefícios imediatos limitados para o agronegócio brasileiro e tende a aprofundar a divisão produtiva no campo, restringindo ganhos a uma parcela minoritária de produtores capitalizados. Analistas ouvidos pelo Broadcast Agro avaliam que a combinação de cotas restritas com o aumento das barreiras não tarifárias, especialmente as ambientais, deve favorecer apenas grandes empresas exportadoras, em detrimento de produtores de menor escala.

    Para o pesquisador e professor do Insper Agro Global, Leandro Gilio, no setor de proteína animal, os volumes aprovados no tratado, 99 mil toneladas para carne bovina e 180 mil toneladas para aves, representam uma fração reduzida, entre 1,5 e 2 pontos porcentuais, do mercado consumidor europeu. Ele avalia que essas cotas devem ser acessadas prioritariamente por grandes empresas, as únicas com capacidade de atender aos complexos processos de licenciamento e aos custos de conformidade exigidos pelo bloco.

    “As cotas limitam muito qualquer efeito do acordo, ainda mais considerando que o Brasil exportou mais de 3 milhões de toneladas de carne em 2025. É provável que esse ganho fique apenas para grandes companhias que consigam atender a esses requisitos e não seja algo buscado por frigoríficos de médio porte”, afirma Gilio.

    O professor de Economia Agrícola da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Alexandre Mendonça de Barros, concorda com a avaliação e define o impacto para o setor como muito pequeno. Para o economista, o tratado impõe um conjunto amplo de restrições e funciona mais como instrumento de pressão por subsídios por parte dos agricultores europeus do que como uma abertura comercial efetiva.

    Barreiras técnicas

    A implementação do acordo impõe desafios operacionais que vão além das questões tarifárias. O principal entrave é a adequação às regras internas da União Europeia, com destaque para o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), previsto para entrar em vigor no fim de 2026.

    A especialista independente em relações Brasil-União Europeia para meio ambiente e cadeias produtivas, Giselle Galdi, alerta que a exigência demandará sistemas robustos de rastreabilidade e due diligence com geolocalização. Segundo ela, no mercado de bovinos, a adaptação exigirá rastreabilidade individual, superando o modelo de controle por lote predominante no Brasil. “O maior risco é a combinação das regras internas atuais da UE, como normas sanitárias e de bem-estar animal, com o escrutínio político sobre as cadeias do agronegócio”, afirma.

    Para Gilio, esse cenário reforça a existência de um agro em duas velocidades. Ele observa que menos de 5% dos produtores concentram investimentos e produtividade, enquanto pequenos proprietários, sem recursos para certificação e georreferenciamento, correm o risco de exclusão do mercado internacional.

    Galdi destaca que, embora o Brasil tenha aprovado a Lei da Reciprocidade em 2025, instrumento que permite responder a medidas consideradas discriminatórias, a tendência é de que eventuais conflitos sejam resolvidos por vias técnicas. “Acredito que, em caso de divergência, a discussão caminhe mais para a harmonização prática do que para um espelhamento literal”, pondera.

    Salvaguardas e café

    Outro ponto de atenção são os mecanismos de defesa comercial, como as salvaguardas acionáveis após um aumento de 5% nas importações de produtos sensíveis. Enquanto Galdi vê nesse gatilho uma fonte de insegurança jurídica, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, afirmou ao Broadcast Agro que se trata de uma regra interna do bloco europeu. Ele projeta que o Brasil deverá ocupar a maior parte das cotas com base em critérios de desempenho histórico e destaca que o acordo prevê mecanismos de reequilíbrio.

    No segmento de café, a eliminação gradual das tarifas para produtos solúveis e torrados ao longo de quatro anos cria incentivos à exportação de itens com maior valor agregado. Galdi avalia que o principal ganho será o aumento das vendas do produto finalizado a partir do Brasil. Ainda assim, tanto ela quanto Gilio descartam uma migração significativa de indústrias europeias para o país. “É um mercado que envolve diferenciação, baseada nos blends que definem sabor e qualidade, o que limita a transferência de plantas industriais”, explica Gilio.
     
     

     
     
     
     
     
     

    Mercosul-UE: cota e barreira não tarifária limitam ganhos para agronegócio

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  • Dólar à vista abre em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3761, à espera de CPI dos EUA

    Dólar à vista abre em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3761, à espera de CPI dos EUA

    Na segunda-feira, 12, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3725, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3509 e a máxima de R$ 5,3859, ambas registradas pela manhã

    O dólar à vista abriu em leve alta de 0,07% na manhã desta terça-feira, 13, negociado a R$ 5,3761, em mais um dia marcado pela cautela dos investidores globais antes da divulgação de dados que podem trazer novos sinais sobre a condução da política monetária dos Estados Unidos.

    Os investidores aguardam a divulgação do CPI de dezembro nos EUA, às 10h30, indicador que pode reforçar as apostas de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, na reunião marcada para o fim deste mês. A mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta alta de 0,30% no índice cheio em dezembro, após avanço de 0,20% em novembro, com inflação anual de 2,7%. Também são esperados discursos do presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, às 12h, e do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, às 13h.

    Mais cedo, presidentes de diversos bancos centrais divulgaram um comunicado conjunto manifestando total solidariedade ao Fed e ao presidente da instituição, Jerome Powell, após o chefe do banco central americano se tornar alvo de investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), episódio que impactou os mercados na véspera. O documento conta com a assinatura do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.

    No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta manhã, que o volume de serviços prestados caiu 0,1% em novembro na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços. O resultado, no entanto, não deve alterar a expectativa de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), também prevista para o fim do mês.

    Às 11h30, a Fenabrave divulga os dados de vendas de veículos referentes a dezembro e ao acumulado de 2025.

    Ainda na agenda brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participam, às 15h, da cerimônia de lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária.

    O caso Banco Master segue no radar dos investidores, após o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, ter acertado com o Banco Central a realização de uma inspeção na autoridade monetária. Além disso, o mercado acompanha possíveis impactos sobre a balança comercial brasileira após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas de 25% para países que negociem com o Irã, embora a participação iraniana nas exportações brasileiras seja considerada marginal.

    Na segunda-feira, 12, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3725, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3509 e a máxima de R$ 5,3859, ambas registradas pela manhã. Segundo operadores, o movimento refletiu ajustes técnicos após a recente queda da moeda e maior cautela antes dos eventos-chave da semana.

    Dólar à vista abre em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3761, à espera de CPI dos EUA

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  • Financiamento atinge 7,3 milhões de veículos no Brasil, melhor resultado em 14 anos

    Financiamento atinge 7,3 milhões de veículos no Brasil, melhor resultado em 14 anos

    Os veículos usados lideraram as operações, com 4,7 milhões de unidades ao longo do ano. Já os modelos novos somaram 2,6 milhões, considerando autos leves, pesados e motocicletas.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O financiamento de veículos no Brasil atingiu 7,3 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado desde 2012, segundo estudo da B3 divulgado nesta terça-feira (13).

    O levantamento utiliza dados do SNG (Sistema Nacional de Gravames), plataforma desenvolvida em conjunto com instituições financeiras que gerencia as restrições financeiras sobre veículos oferecidos como garantia em operações de crédito em todo o país.

    Os veículos usados lideraram as operações, com 4,7 milhões de unidades ao longo do ano. Já os modelos novos somaram 2,6 milhões, considerando autos leves, pesados e motocicletas.

    O avanço foi puxado pelas regiões Norte e Nordeste, que cresceram 9,8% e 12,3%, respectivamente. Apesar da alta, essas regiões responderam por 7,9% e 19,5% do total financiado no período.

    Sul e Sudeste concentraram as maiores fatias, com 20,2% e 41,9%, nessa ordem, embora tenham registrado quedas de 1,9% e 1,2% em relação a 2024.

    Em dezembro, foram financiadas 682 mil unidades de veículos, alta de 10,6% ante novembro e de 9,5% na comparação anual. O volume é o maior já registrado para o mês desde 2014.

    “Este é o terceiro ano consecutivo de crescimento nas vendas financiadas de veículos no Brasil, o que reforça a importância da concessão de crédito e a consolidação do mercado automobilístico”, afirma Thiago Gaspar, superintendente de Produtos da B3.

    VENDA DE VEÍCULOS TEM CRESCIMENTO TÍMIDO EM 2025

    Segundo dados preliminares baseados no Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), 2,7 milhões de veículos leves e pesados foram emplacados no ano de 2025, crescimento de 2% em relação a 2024.

    Modelos usados, entretanto, cresceram. Dados divulgados pela Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) mostraram que 16,7 milhões de veículos trocaram de dono entre janeiro e novembro. Foram cerca de 900 mil unidades a mais que o registrado em todo o ano de 2024.

    Financiamento atinge 7,3 milhões de veículos no Brasil, melhor resultado em 14 anos

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  • Trump diz que países que fazem negócios com Irã serão alvo de tarifa de 25%

    Trump diz que países que fazem negócios com Irã serão alvo de tarifa de 25%

    Decisão ocorre em meio à onda de protestos contra regime teocrático; em 2025, Brasil exportou o equivalente a US$ 2,9 bilhões ao país

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (12) que qualquer país que faça negócios com o Irã estará sujeito a uma tarifa de 25% sobre qualquer transação realizada com os EUA.

    “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre qualquer e todo negócio realizado com os Estados Unidos da América”, disse Trump em uma publicação na rede Truth Social.

    O presidente americano não detalhou os critérios para a aplicação das tarifas nem a data de início da vigência. Os maiores parceiros comerciais do país são Índia, Turquia e China.

    O anúncio ocorre após Trump ameaçar ações militares para conter a repressão contra uma onda de protestos que tomaram o país. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, pelo menos 648 manifestantes morreram desde 28 de dezembro.

    Segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o Brasil exportou o equivalente a US$ 2,9 bilhões ao país do Oriente Médio em 2025 e importou US$ 84 milhões.

    A balança comercial brasileira fechou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, valor 7,9% menor que o registrado em 2024. O resultado, divulgado na terça-feira (6), foi observado após um ano marcado pelo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Entre os dez principais compradores do Brasil, os Estados Unidos foram os responsáveis pela maior queda na demanda por produtos brasileiros em 2025. O país administrado por Trump comprou 6,6% menos do Brasil do que no ano anterior.

    Os protestos no Irã começaram em resposta à alta dos preços, mas logo se voltaram contra os governantes religiosos que estão no poder há mais de 45 anos. Os iranianos estão cada vez mais ressentidos com a poderosa Guarda Revolucionária, cujos interesses comerciais, incluindo petróleo e gás, construção civil e telecomunicações, valem bilhões de dólares.

    Trump diz que países que fazem negócios com Irã serão alvo de tarifa de 25%

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  • Dólar fecha em alta e Bolsa recua com investigação contra Powell em foco

    Dólar fecha em alta e Bolsa recua com investigação contra Powell em foco

    Procuradores federais dos EUA abrem inquérito criminal contra presidente do Fed; movimento acende alerta entre analistas sobre possível interferência do governo Trump na política de juros

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3718, nesta segunda-feira (12) com investidores reagindo à abertura de uma investigação criminal pelo governo Trump contra o presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), Jerome Powell, no domingo (11).

    Já a Bolsa recuou 0,13%, a 163.150 pontos, após passar praticamente todo o pregão próxima da estabilidade, em um dia marcado por agenda doméstica esvaziada.

    A iniciativa do governo norte-americano foi interpretada nos mercados globais como uma tentativa de pressionar o Fed por novos cortes de juros, o que reacendeu temores sobre a independência da autoridade monetária.

    Na véspera, procuradores federais dos Estados Unidos abriram uma investigação criminal contra o presidente do Fed, Jerome Powell, sobre a reforma da sede do banco central, em Washington. O inquérito, conduzido pela Procuradoria dos EUA de Colúmbia, busca apurar se Powell mentiu ao Congresso sobre o escopo das obras.

    Em pronunciamento por escrito, Powell disse que a investigação “deve ser vista no contexto mais amplo de pressão contínua do governo”.

    A ameaça de acusações criminais é uma consequência do fato de o Fed definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências do presidente [Donald Trump]”, afirmou. “A questão central é se o Fed conseguirá continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas, ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação.”

    Trump tem pedido repetidamente a renúncia de Powell e pressionado por uma taxa de juros menor. Em novembro de 2025, chegou a afirmar que “adoraria” demitir o presidente do Fed por não reduzir a taxa de juros mais rapidamente.
    Questionado sobre o comentário de Powell, Trump afirmou não estar envolvido com a investigação e criticou o dirigente. “Eu não sei nada sobre isso, mas ele certamente não é muito bom no Fed, e nem em construir prédios,” afirmou o republicano em entrevista à emissora NBC News no domingo.

    A investigação acendeu o alerta entre analistas do mercado financeiro de uma maior interferência de Trump na política de juros dos EUA e levou a queda da moeda internacionalmente.

    O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,23%, a 98.894 pontos.

    A notícia também impactou o mercado de commodities. O ouro chegou a subir 2% para US$ 4.600 (R$ 24,66 mil) por onça troy e a prata saltou até 5,9%, alcançando US$ 84,60 (R$ 453,47).

    Segundo Ian lopes, economista da Valor Investimentos, os mercados valorizam bancos centrais independentes. “O Fed é a instituição financeira mais importante do mundo e, diante desse ruído, investidores acabam vendendo a moeda americana e ativos alternativos usados como reserva de valor, como ouro e prata, acabam batendo recordes”.

    Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, diz que a situação não gera apenas uma maior incerteza em relação à autonomia do Fed. “O reflexo desencadeia também um maior questionamento sobre a trajetória de juros. À medida que esse risco se torna mais presente, os ativos americanos podem se tornar menos atrativos para os investidores, reforçando a tendência de diversificação global, direcionando o capital para outros ativos”.

    Para João Daronco, analista da Suno Research, a maior aversão ao risco deve continuar. “Nesse cenário, em que a instabilidade institucional nos Estados Unidos se aprofunda, poderíamos ver uma desvalorização mais acentuada do dólar”.

    Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, concorda. “É um momento de reposicionamento, o que acaba chacoalhando ativos. Debates em torno do Fed, Irã e Groenlândia contribuem para uma maior cautela, e os mercados emergentes tendem a sentir esse movimento com mais intensidade”.

    No Brasil, a segunda-feira foi de agenda econômica e política esvaziada, com o Congresso Nacional ainda em recesso.

    Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 e de 2027 seguiu em R$ 5,50. Já a inflação esperada para 2026 passou de 4,06% para 4,05% e para 2027 seguiu em 3,80%.

    A taxa básica Selic para o fim deste ano continuou em 12,25% e para o final do próximo ano permaneceu em 10,50%.

    O diferencial entre a taxa de juros norte-americana, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, e brasileira, em 15%, vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis mais distantes dos R$ 6,00 nos últimos meses.

    A tese se ampara na estratégia de carry trade, isto é, quando investidores tomam empréstimos a taxas baixas, como a norte-americana, e investem em países de juros mais altos, como Brasil. O aporte aqui implica na compra de reais, o que desvaloriza o dólar.

    Dólar fecha em alta e Bolsa recua com investigação contra Powell em foco

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  • Teto do seguro-desemprego sobe para R$ 2.518,65 após reajuste

    Teto do seguro-desemprego sobe para R$ 2.518,65 após reajuste

    Piso segue o salário mínimo e aumenta para R$ 1.621

    A partir desta segunda-feira (12), o trabalhador demitido sem justa causa está recebendo mais seguro-desemprego. A tabela das faixas salariais usadas para calcular o valor da parcela seguiu o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2024 e foi reajustada em 3,9%.

    Com a correção, o valor máximo do seguro-desemprego subirá de R$ 2.424,11 para R$ 2.518,65, diferença de R$ 94,54. O piso segue a variação do salário mínimo e aumenta de R$ 1.518 para R$ 1.621. Os novos montantes valem tanto para quem recebe o seguro-desemprego como para quem ainda dará entrada no pedido.

    A parcela do seguro-desemprego é calculada com base na média das três últimas remunerações do trabalhador antes da demissão. Após a correção das faixas salariais, o benefício será definido da seguinte forma:

    Salário médio Valor da parcela
    Até R$  2.222,17 80% do salário médio ou salário mínimo, prevalecendo o maior valor
    De R$ 2.222,18 até R$ 3.703,99 50% sobre o que ultrapassar R$ 2.222,17, mais valor fixo de R$ 1.777,74
    Acima de R$ 3.703,99 Parcela invariável de R$ 2.518,65

    Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

    Direitos

    Pago ao trabalhador com carteira assinada dispensado sem justa causa, o seguro-desemprego tem de três a cinco parcelas, que dependem do número de meses trabalhados no emprego anterior e do número de pedidos do benefício. O benefício pode ser requerido por meio do Portal Emprega Brasil, do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Para ter direito ao seguro-desemprego, o trabalhador deve cumprir os seguintes requisitos:

    • Ter sido dispensado sem justa causa;
    • Estar desempregado, quando do requerimento do benefício;
    • Ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física equiparada à jurídica (inscrita em cadastro específico da Previdência Social) relativos a:
      –     pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses imediatamente anteriores à data de dispensa, no primeiro pedido;
      –     pelo menos nove meses nos últimos 12 meses imediatamente anteriores à data de dispensa, no segundo pedido; e
      –     cada um dos seis meses imediatamente anteriores à data de dispensa, nos demais pedidos;
    • Não ter renda própria para o seu sustento e de sua família;
    • Não estar recebendo benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente.

    O trabalhador não pode ter outro vínculo empregatício. O prazo para fazer o pedido varia entre o sétimo e o 120º dia da demissão, para trabalhadores formais, e entre o sétimo e o 90º dia, para empregados domésticos.

    Teto do seguro-desemprego sobe para R$ 2.518,65 após reajuste

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  • Airbus entrega 793 aeronaves comerciais em 2025; alta é de 4% ante 2024

    Airbus entrega 793 aeronaves comerciais em 2025; alta é de 4% ante 2024

    Aeronaves da família A320 representaram a maior quantidade de entregas em 2025, somando 607 ante 602 no ano anterior e 571 em 2023

    A Airbus entregou 793 aeronaves comerciais em 2025 para 91 clientes distintos. O número de entregas representa uma alta próxima de 4% na comparação com 2024.

    As aeronaves da família A320 representaram a maior quantidade de entregas em 2025, somando 607 ante 602 no ano anterior e 571 em 2023. Na sequência, aparecem modelos A220, A350 e A330, com 93, 57 e 36, respectivamente.

    A Airbus registrou mil novos pedidos no segmento no ano passado. A carteira de encomendas no final de dezembro de 2025 atingiu um novo recorde anual de 8.754 aeronaves, “evidenciando a forte demanda do mercado pelo portfólio de produtos da Airbus”, segundo a companhia.

    A fabricante destaca ainda que em um ambiente operacional complexo e dinâmico, as entregas em 2025 mantiveram uma trajetória ascendente. “O ano foi marcado por diversas entregas históricas e pela chegada de novos operadores para o A220, o A321XLR, o A330neo e o A350-1000 em todas as regiões”, complementa.

    A Airbus também registrou pedidos recorrentes e novos clientes, tanto para aeronaves de corredor único quanto as de fuselagem larga. A carteira de encomendas para aviões de fuselagem larga atingiu um recorde anual de 1.124 aeronaves.

    Os resultados financeiros da Airbus referentes a 2025 serão divulgados em 19 de fevereiro.

    Airbus entrega 793 aeronaves comerciais em 2025; alta é de 4% ante 2024

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  • Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    A projeção para a Selic no fim de 2028 subiu de 9,75% para 9,88%. Há um mês, era de 9,50%. Para o fim de 2029, a estimativa permaneceu em 9,50%, pela 11ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. Há um mês, estava em 12,13%. Considerando só as 52 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana seguiu em 12%.

    Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.

    Na ata, o colegiado afirmou que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 48ª semana seguida. Considerando só as 47 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também ficou em 10,50%.

    A projeção para a Selic no fim de 2028 subiu de 9,75% para 9,88%. Há um mês, era de 9,50%. Para o fim de 2029, a estimativa permaneceu em 9,50%, pela 11ª semana seguida.

    Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

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  • Veja como fica o desconto do INSS no seu salário em 2026

    Veja como fica o desconto do INSS no seu salário em 2026

    As faixas de contribuição foram atualizadas com base na inflação acumulada em 2025, de 3,90%, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).O mesmo índice foi utilizado no reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo

    (FOLHAPRESS) — Profissionais com carteira assinada, empregadores de trabalhadores domésticos e contribuintes avulsos passarão a pagar novos valores de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2026.

    A Previdência Social divulgou a nova tabela de contribuição, válida desde 1º de janeiro, para trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Os novos valores começarão a ser descontados nos salários pagos a partir de fevereiro.

    As faixas de contribuição foram atualizadas com base na inflação acumulada em 2025, de 3,90%, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O mesmo índice foi utilizado no reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo. As alíquotas referentes aos salários de janeiro só serão recolhidas em fevereiro, já que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição relativa ao mês anterior.

    Nova tabela de descontos do INSS
    A tabela de contribuição dos segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos, válida desde janeiro, ficou definida da seguinte forma:

    Até R$ 1.621,00: 7,5%
    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
    A pedido da reportagem, o advogado Wagner da Silva e Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados, simulou quanto os trabalhadores irão contribuir ao INSS ao longo dos próximos 12 meses. Os cálculos consideram o reajuste da tabela pela inflação do ano anterior e o novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621.

    Os valores de contribuição de autônomos e segurados facultativos também levam em conta o piso do salário mínimo e o teto do INSS, que passou para R$ 8.475,55.

    Trabalhadores com carteira assinada e domésticos
    As alíquotas, que variam de 7,5% a 14%, são progressivas e incidem conforme a faixa salarial de trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Essa sistemática está em vigor desde a reforma da Previdência, implementada em novembro de 2019.

    Os percentuais são aplicados de forma escalonada sobre cada faixa de remuneração, e não sobre o salário total. No caso dos assalariados, o recolhimento é feito diretamente pelo empregador.

    Confira a simulação de contribuição mensal ao INSS para diferentes níveis de renda:

    R$ 1.621,00: R$ 121,58
    R$ 2.000,00: R$ 155,69
    R$ 2.500,00: R$ 200,69
    R$ 3.000,00: R$ 248,60
    R$ 3.500,00: R$ 308,60
    R$ 4.000,00: R$ 368,60
    R$ 4.500,00: R$ 431,51
    R$ 5.000,00: R$ 501,51
    R$ 5.500,00: R$ 571,51
    R$ 6.000,00: R$ 641,51
    R$ 6.500,00: R$ 711,51
    R$ 7.000,00: R$ 781,51
    R$ 7.500,00: R$ 851,51
    R$ 8.000,00: R$ 921,51
    R$ 8.475,55: R$ 988,09
    Trabalhadores autônomos
    Contribuintes individuais, facultativos e donas de casa de baixa renda que recolhem sobre um salário mínimo passam a considerar o novo piso nacional, de R$ 1.621.

    Autônomos que prestam serviços a pessoas físicas podem optar pela alíquota de 11% sobre o salário mínimo. Nesse caso, o direito à aposentadoria é restrito à modalidade por idade, com valor limitado ao salário mínimo.

    Veja a simulação considerando a alíquota de 11%:

    R$ 1.621,00: R$ 178,31
    R$ 2.000,00: R$ 220,00
    R$ 2.500,00: R$ 275,00
    R$ 3.000,00: R$ 330,00
    R$ 3.500,00: R$ 385,00
    R$ 4.000,00: R$ 440,00
    R$ 4.500,00: R$ 495,00
    R$ 5.000,00: R$ 550,00
    R$ 5.500,00: R$ 605,00
    R$ 6.000,00: R$ 660,00
    R$ 6.500,00: R$ 715,00
    R$ 7.000,00: R$ 770,00
    R$ 7.500,00: R$ 825,00
    R$ 8.000,00: R$ 880,00
    R$ 8.475,55: R$ 932,31
    Outra possibilidade é a contribuição de 20% sobre um valor entre o salário mínimo e o teto do INSS. Confira a simulação:

    R$ 1.621,00: R$ 324,20
    R$ 2.000,00: R$ 400,00
    R$ 2.500,00: R$ 500,00
    R$ 3.000,00: R$ 600,00
    R$ 3.500,00: R$ 700,00
    R$ 4.000,00: R$ 800,00
    R$ 4.500,00: R$ 900,00
    R$ 5.000,00: R$ 1.000,00
    R$ 5.500,00: R$ 1.100,00
    R$ 6.000,00: R$ 1.200,00
    R$ 6.500,00: R$ 1.300,00
    R$ 7.000,00: R$ 1.400,00
    R$ 7.500,00: R$ 1.500,00
    R$ 8.000,00: R$ 1.600,00
    R$ 8.475,55: R$ 1.695,11
    Contribuição do MEI
    Em 2026, a contribuição mensal do MEI (Microempreendedor Individual) passou para R$ 81,05, valor correspondente a 5% do novo salário mínimo. Em 2025, o valor era de R$ 75,90.

    Além do INSS, o microempreendedor deve pagar tributos conforme a atividade exercida, como ICMS (comércio e indústria) e/ou ISS (prestação de serviços). O recolhimento é feito por meio de uma guia única, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

    O pagamento mensal garante acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, desde que as contribuições estejam em dia e seja cumprida a carência exigida para cada benefício.
     
     

     

    Veja como fica o desconto do INSS no seu salário em 2026

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