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  • Secretário de Trump afirma que fará o possível para ajudar Milei a superar crise

    Secretário de Trump afirma que fará o possível para ajudar Milei a superar crise

    “A Argentina é um aliado sistemicamente importante dos Estados Unidos na América Latina, e o Tesouro dos EUA está disposto a fazer o que for necessário dentro de seu mandato para apoiar a Argentina”, disse o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Em meio a uma sequência de turbulências no mercado e escalada do dólar na Argentina, Javier Milei espera voltar da viagem aos Estados Unidos com um socorro do Tesouro americano.

    Nesta segunda-feira (22), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que “todas as opções de estabilização estão sobre a mesa”. Essas opções podem incluir linhas de swap (acordo entre bancos centrais para trocar moedas), compras diretas de moeda estrangeira e de dívida pública.

    “A Argentina é um aliado sistemicamente importante dos Estados Unidos na América Latina, e o Tesouro dos EUA está disposto a fazer o que for necessário dentro de seu mandato para apoiar a Argentina”, escreveu o funcionário de Trump no X.

    o objetivo é dar fôlego às reservas do país e conseguir cumprir com o vencimento de uma parcela da dívida de US$ 4 bilhões em janeiro de 2026 e de US$ 4,5 bilhões em julho, segundo afirmou Milei a um veículo do interior do país.

    Um enorme obrigado ao secretário Scott Bessent e ao presidente Donald Trump pelo apoio incondicional ao povo argentino, que há dois anos optou por reverter um século de decadência com muito esforço”, disse Milei por meio de sua conta X. “Aqueles que defendem as ideias de liberdade devem trabalhar juntos para o bem-estar de nossos povos. Vejo você na terça-feira em NY.”

    O presidente argentino vai aos EUA para participar da Assembleia das Nações Unidas e também se encontrar com o presidente norte-americano, Donald Trump. Na semana passada, disse que os dois governos estavam cozinhando um acordo, sem detalhar as condições. Segundo fontes próximas ao governo, estariam na mesa desde preferência a empresários americanos em privatizações e explorações de recursos naturais.

    A última semana foi de forte turbulência no mercado, com o dólar oficial estourando o teto das bandas de flutuação pela primeira vez desde a adoção do sistema, em abril. O BCRA (Banco Central da República Argentina) teve de intervir, com a venda de US$ 1,1 bilhão em três dias.

    Na manhã desta segunda-feira, o dólar oficial era vendido a 1.515 pesos argentinos; o paralelo (blue), a 1.520 pesos. O teto da banda de flutuação está pouco acima dos 1.470 pesos. O ministro da Economia, Luis Caputo, chegou a dizer a um canal de streaming que venderia “até o último dólar no teto da banda.

    Após o anúncio, o dólar no varejo teve sua primeira queda após oito altas seguidas, em torno de 1.438 pesos, segundo o BCRA. O risco de investir na Argentina, que chegou a 1.500 pontos-base no fim da semana passada, caiu para 1.100. As ações argentinas recuperaram cerca de 20% no exterior; o S&P Merval (principal índice da Bolsa), que vinha de quedas, subiu mais de 7%.

    Em busca de acumular dólares, o governo da Argentina também confirmou que vai zerar os impostos para exportações (as chamadas “retenciones”) para grãos e carnes até 31 de outubro, pouco depois das eleições legislativas nacionais, no dia 26.

    Manuel Adorni, porta-voz presidencial, anunciou que essa medida visa aumentar a oferta de dólares e reduzir a volatilidade da moeda. A decisão abrange todos os cereais e oleaginosas.

    Adorni afirmou que a antiga política tenta criar incerteza para prejudicar o governo, e que não permitirá isso, ao mesmo tempo em que busca oferecer mais dólares durante esse período.

    “A velha política busca gerar incerteza para boicotar o programa do governo. Ao fazer isso, eles punem os argentinos: não vamos permitir. Por isso, e com o objetivo de gerar uma maior oferta de dólares durante esse período, até 31 de outubro haverá zero retenções para todos os grãos”, anunciou o porta-voz da Casa Rosada, em sua conta no X. Mais tarde, Adorni informou que a medida também valeria para a exportação de carnes.

    A Ciara-CEC (que representa o setor de grãos) disse que apoia qualquer medida que elimine as retenções, mesmo que temporariamente, e que precisam de mais detalhes sobre como isso funcionará.

    Milei enfrenta um momento crítico, pois precisa manter a estabilidade cambial até as eleições legislativas ou mudar sua política cambial. Isso depende da entrada de moeda estrangeira, mas o setor agrícola, principal fonte de dólares, tem sido cauteloso e atrasado suas exportações, complicando a estratégia oficial.

    Apesar de os produtores perceberem um aumento no preço da soja, os exportadores esperavam por preços melhores no futuro, levando-os a adiar vendas.

    Entre setembro e dezembro, a Bolsa de Valores de Rosário estima que serão vendidos cerca de US$ 9,9 bilhões, abaixo dos US$ 10,3 bilhões do mesmo período do ano anterior. Antes do anúncio atual, havia um decreto que reduzira as retenções de 20% para a cadeia de grãos e 26% para a carne.

    O novo decreto estabelece que quem exportar esses produtos deve liquidar pelo menos 90% da moeda estrangeira obtida em até três dias úteis após a declaração de exportação.

    Se não cumprir, o exportador deverá pagar a alíquota original anterior ao decreto e não poderá aproveitar o benefício até regularizar sua situação. A medida, segundo o texto no Diário Oficial, tem como objetivo criar condições favoráveis para a produção, comércio exterior e promover a estabilidade econômica.

    Secretário de Trump afirma que fará o possível para ajudar Milei a superar crise

  • STF dá resposta a reclamações e tem maioria para restringir autorização de buscas no Congresso

    STF dá resposta a reclamações e tem maioria para restringir autorização de buscas no Congresso

    O processo foi aberto após a Polícia Federal realizar a Operação Métis para investigar suposto esquema para obstruir investigações da Lava Jato contra senadores; o relator é o ministro Cristiano Zanin

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta segunda-feira (22) para estabelecer que somente a corte tem competência para autorizar buscas e apreensões nas dependências do Congresso Nacional e em imóveis funcionais de parlamentares.

    O entendimento se dá após o deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) ser alvo de operação autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), com buscas em seu apartamento funcional.
    Ayres é aliado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que fez críticas à operação em conversas com ministros do Supremo.

    O julgamento, porém, se remete a uma ação apresentada pela Mesa do Senado em 2016. O ministro Cristiano Zanin liberou o caso para análise do plenário no dia 10 de setembro -uma semana após a operação contra o aliado de Motta.

    O voto de Zanin já foi acompanhado por enquanto por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Por ora, nenhum ministro votou contra o entendimento do relator.

    A maioria no Supremo é formada também em momento em que se agravam as tensões relacionadas à aprovação da PEC da Blindagem, que estabelece que investigações contra parlamentares só podem ser iniciadas com autorização do Congresso, em votação secreta.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, o Supremo tem cerca de 80 inquéritos abertos para investigar parlamentares e ex-parlamentares suspeitos de crimes relacionados ao envio dos recursos. Os inquéritos, todos sob sigilo, estão em ao menos seis gabinetes no STF.

    O temor com o avanço das investigações foi um dos motivos citados por políticos do centrão nos bastidores da Câmara para aprovar a PEC da Blindagem.

    O avanço da proposta fez surgir um movimento contra a blindagem aos parlamentares, com manifestações espalhadas pelo Brasil no domingo (21).
    O novo entendimento formulado pelo Supremo proíbe que juízes de instâncias inferiores autorizem operações dentro da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

    A ação é julgada no plenário virtual do Supremo desde a última sexta-feira (19). O julgamento deve se encerrar no dia 26 de setembro.

    O processo foi aberto após a Polícia Federal realizar a Operação Métis para investigar suposto esquema para obstruir investigações da Lava Jato contra senadores.

    A suspeita era que a Polícia Legislativa do Senado teria colocado grampos nos apartamentos funcionais de senadores e realizado operações de contrainteligência para blindá-los do avanço da Lava Jato.

    A operação foi autorizada pela Justiça Federal de Brasília e acabou arquivada anos depois pelo Supremo, sem que as suspeitas tenham se confirmado.

    O relator é o ministro Cristiano Zanin. Ele afirma em seu voto que a ação não discute a ampliação do foro especial para todos os integrantes do Congresso, mas diz respeito à “realização de diligências nas dependências das Casas Legislativas ou imóveis funcionais, que caracterizam, respectivamente, local de trabalho ou de moradia de autoridades detentoras de foro especial”.

    “A relevância da discussão decorre da finalidade central da prerrogativa de função: a preservação da independência e autonomia no exercício dos mandatos parlamentares. Ao assegurar que certas medidas investigativas sejam supervisionadas pelo Tribunal competente, busca-se, como dito, proteger não a pessoa em si, mas a função pública que ela exerce”, continua Zanin.

    Segundo o ministro, a realização de buscas no Congresso envolve “alto e concreto risco” de que as medidas afetem direitos fundamentais dos parlamentares, com a apreensão de documentos e dados ligados à atividade de deputados e senadores.

    “Assim, conforme entendo, ainda que a investigação não tenha como alvo direto o parlamentar, a apreensão de documentos ou aparelhos eletrônicos dentro do Congresso Nacional ou em imóvel funcional de parlamentar repercute, mesmo que indiretamente, sobre o desempenho da atividade parlamentar”, diz.

    O processo aberto pela Mesa do Senado estava parado no Supremo desde agosto de 2023, quando a relatoria do caso passou do ministro aposentado Ricardo Lewandowski para Cristiano Zanin.

    STF dá resposta a reclamações e tem maioria para restringir autorização de buscas no Congresso

  • Governo Lula fala em 'ingerência indevida' e diz que 'não se curvará' diante de sanções dos EUA

    Governo Lula fala em 'ingerência indevida' e diz que 'não se curvará' diante de sanções dos EUA

    Itamaraty diz que punição a mulher de Moraes é ‘nova tentativa de ingerência indevida em assuntos internos brasileiros’; Jorge Messias diz que recebe ‘sem receios’ revogação de visto anunciada pelo governo Trump

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo Lula (PT) classificou a imposição de novas sanções a autoridades do país pelo governo dos EUA como uma “nova tentativa de ingerência indevida em assuntos internos brasileiros” e afirmou que “não se curvará a mais essa agressão”.

    O Itamaraty afirmou em nota que a administração Donald Trump usou “inverdades” para justificar a adoção de sanções financeiras contra a mulher do ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal).

    “Esse novo ataque à soberania brasileira não logrará seu objetivo de beneficiar aqueles que lideraram a tentativa frustrada de golpe de Estado, alguns dos quais já foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. O Brasil não se curvará a mais essa agressão”, afirma.

    Nesta segunda-feira (22), o governo americano também anunciou a inclusão da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, no rol de sancionados da Lei Magnitsky, que prevê sanções financeiras a acusados de violações de direitos humanos.

    Para a diplomacia brasileira, a aplicação da Lei Magnitsky neste caso “é uma ofensa aos 201 anos de amizade entre os dois países” e representa “a politização e o desvirtuamento na aplicação da lei”.

    Autoridades do governo também reagiram à revogação de vistos que deve ser aplicada pelo governo Trump. O ministro Jorge Messias, da AGU (Advocacia-Geral da União), afirmou ser alvo de uma “agressão injusta”. Ele disse ainda que recebe a medida “sem receios”.

    O auxiliar de Lula é um dos nomes na lista de autoridades brasileiras que devem ser impedidas de entrar nos EUA -a revogação do visto dele já foi confirmada à agência Reuters por um integrante sênior da administração Trump.

    A ampliação das restrições de vistos ao país é uma reação ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal).

    “Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida”, afirmou Messias, em nota. “Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro.”

    Messias classificou as medidas anunciadas pelos americanos como “um desarrazoado conjunto de ações unilaterais”, incompatíveis com as relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

    Também devem ser atingidos pela revogação de visto, segundo a Folha apurou, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o delegado Fabio Schor e os juízes Airton Vieira e Marco Antônio Vargas, que assessoraram Moraes em casos envolvendo o ex-presidente.

    Outros integrantes do governo Lula também responderam às medidas. A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) classificou a sanção à mulher de Moraes como “retaliação ao julgamento em que o STF condenou os golpistas.

    “É impressionante: atacam o Judiciário e ainda querem discutir anistia e redução de pena para golpista”, publicou Gleisi nas redes sociais.

    O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) prestou solidariedade aos alvos das sanções e afirmou que as medidas não têm “nenhum fundamento a não ser objetivos de interferência política colonialista no Judiciário de outro país”.

    Os outros nomes na lista de sanções aplicadas pelo governo Trump são ligados às investigações e processos que levaram à condenação e à inelegibilidade de Bolsonaro.

    Fabio Schor conduz inquéritos relativos à família Bolsonaro. Eventual sanção a ele havia sido antecipada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Bolsonaro, que comanda articulação nos EUA por punições a autoridades brasileiras com o objetivo de livrar o pai da prisão.

    Airton Vieira e Marco Antônio Vargas assessoraram Moraes. Vieira apareceu em trocas de mensagens com o ex-assessor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Eduardo Tagliaferro que indicaram uma atuação fora do rito do gabinete de Moraes em investigação contra bolsonaristas.

    A divulgação das medidas ocorre durante viagem do presidente Lula (PT) a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU (Organizações das Nações Unidas), impondo um constrangimento à delegação brasileira.

    A tendência é que Lula responda a Trump durante discurso no debate da assembleia, nesta terça-feira (23). O Brasil é o primeiro a falar, seguido pelos EUA.

    Governo Lula fala em 'ingerência indevida' e diz que 'não se curvará' diante de sanções dos EUA

  • STF diz que sanção a esposa de Moraes é injusta e que EUA operam sob narrativa falsa

    STF diz que sanção a esposa de Moraes é injusta e que EUA operam sob narrativa falsa

    O governo Donald Trump incluiu Viviane Barci de Moraes e o instituto que pertence à família do ministro do STF na lista de sancionados pela Lei Magnitsky

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) disse nesta segunda-feira (22) que as sanções financeiras aplicadas pelo governo dos Estados Unidos a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, são injustas e baseadas em narrativas falsas.

    “Infelizmente, as autoridades norte-americanas foram convencidas de uma narrativa que não corresponde aos fatos: estamos diante de um julgamento que respeitou o devido processo legal e o amplo direito de defesa, com total publicidade”, afirma em nota.

    Segundo o Supremo, quase toda a população brasileira reconhece a “importância histórica de um julgamento e punição por uma tentativa de golpe de Estado”.

    “Se já havia injustiça na sanção a um juiz pela sua atuação independente e dentro das leis e da Constituição, ainda mais injusta é ampliação das medidas para um familiar do magistrado”, completa.

    O governo Donald Trump incluiu Viviane Barci de Moraes e o instituto que pertence à família do ministro do STF na lista de sancionados pela Lei Magnitsky.

    A punição, que já havia sido aplicada ao magistrado, foi estendida depois de bolsonaristas apontarem que Viviane seria importante braço financeiro da família.

    A Lei Magnitsky prevê que pode ser incluído no rol de sancionados quem colaborar com as condutas condenadas pelos EUA.

    Por meio da decisão, o governo americano determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que a pessoa sancionada tenha nos Estados Unidos e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com ela. A medida incluiria o uso das bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo.

    Ao responder por que Viviane foi incluída na Lei Magnitsky, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comparou Moraes e Viviane ao casal de criminosos Bonnie e Clyde, que atravessou os EUA no período da Grande Depressão cometendo crimes.

    Não há Clyde sem Bonnie”, afirmou Bessent, segundo a agência Reuters.

    O casal Bonnie e Clyde cruzou o sul dos EUA nos anos 1930 assaltando bancos, roubando carros e matando policiais. Seus nomes viraram presença frequente na imprensa. Foram mortos a tiros por um destacamento de policiais em Louisiana em maio de 1934.

    Bessent afirmou também que Moraes “é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias e processos politizados”, incluindo Bolsonaro, e que a sanção desta segunda-feira deixa claro que o governo americano seguirá mirando pessoas que derem suporte ao magistrado.

    O Departamento de Estado também divulgou nota destacando as sanções ao entorno do ministro e dizendo que quem protege “atores estrangeiros malignos como Moraes ameaçam os interesses dos EUA e também serão responsabilizados.

    O governo Trump deve anunciar mais restrições de vistos de autoridades brasileiras em reação ao julgamento de Bolsonaro.

    Devem ser atingidos, segundo a Folha de S.Paulo apurou, o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o delegado Fabio Schor e os juízes Airton Vieira e Marco Antônio Vargas, que assessoraram o ministro do STF Alexandre de Moraes em casos envolvendo o ex-presidente.

    STF diz que sanção a esposa de Moraes é injusta e que EUA operam sob narrativa falsa

  • Haddad prevê queda dos juros "em breve" e 2026 "muito melhor"

    Haddad prevê queda dos juros "em breve" e 2026 "muito melhor"

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que situação fiscal não é única explicação para Selic; “Acho que o juros vão começar a cair e vão cair, na minha opinião, de forma consistente e de forma sustentável”, disse

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã desta segunda-feira (22), em São Paulo, que acredita que a taxa de juros deve começar a cair de “forma consistente e sustentável” em breve. Embora não tenha dado expectativas ou prazos para que isso ocorra, o ministro disse crer que, no próximo ano, “as coisas vão melhorar muito”.

    “Acho que o juros vão começar a cair e vão cair, na minha opinião, de forma consistente e de forma sustentável”, reforçou. “Eu não sei em que momento, mas em algum momento ─ com os indicadores de inflação que nós estamos colhendo, com o dólar no patamar que está e com tudo que está acontecendo ─ eu acho que as coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem. E eu acho que vai ser uma trajetória sustentável”, acrescentou.

    Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da Taxa Básica de Juros (Selic) em 15% ao ano. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para o controle da inflação, que é freada com o encarecimento do crédito e a desaceleração da economia.

    No comunicado oficial, o Copom justificou a manutenção da Selic nesse patamar pela incerteza do ambiente externo, “em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos”.

    Ao participar nesta manhã do evento Macro Day, promovido pelo banco BTG Pactual e realizado na capital paulista, o ministro defendeu que a alta na taxa de juros não se refere somente à questão fiscal no país.

    “Existem outras coisas que explicam o juro no Brasil. Muitas outras coisas. O fiscal é muito importante, mas não é a única explicação para esse patamar de juros”, disse ele.Ainda durante o evento, o ministro ponderou que a política fiscal não depende só do Executivo, mas que também é responsabilidade do Judiciário e do Congresso Nacional. Haddad ressaltou ainda que é preciso criar condições políticas para que o arcabouço fiscal seja fortalecido.

    “Para ele [arcabouço] ser fortalecido, você precisa criar as condições políticas de sentar com os parlamentares e falar: ‘nós vamos precisar ajustar algumas regras, senão o arcabouço não vai ser sustentável no longo prazo’”, explicou o ministro.

    Haddad prevê queda dos juros "em breve" e 2026 "muito melhor"

  • PGR denuncia Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

    PGR denuncia Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

    Denúncia da PGR foi feita por coação em processo judicial para beneficiar Jair Bolsonaro na ação do STF pela tentativa de golpe de Estado

    Na tarde desta segunda-feira (22), a Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo por coação em processo judicial para beneficiar Jair Bolsonaro durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado, no qual o ex-presidente foi condenado.

    A denúncia destaca que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que estão nos Estados Unidos, articularam sucessivas ações voltadas a intervir em processos judiciais no Brasil para beneficiar Jair Messias Bolsonaro e os dois em investigações .

    O documento aponta acervo probatório, composto por declarações públicas dos próprios denunciados em suas redes sociais, bem como por dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos no âmbito de medidas cautelares autorizadas pelo STF.

    Segundo a PGR, a estratégia dos denunciados consistiu em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil. Com os dois aproveitando os contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano para ameaçar a Justiça brasileira.

    A denúncia aponta que a dupla viajou várias vezes para os EUA para articular essas medidas e se encontrou com políticos, como o Senador Bernie Moreno. As ameaças visavam a “livrar o ex-Presidente de mácula penal”.

     

    PGR denuncia Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

  • Embraer: Grupo Latam assina acordo para aquisição de até 74 aeronaves E195-E2

    Embraer: Grupo Latam assina acordo para aquisição de até 74 aeronaves E195-E2

    As entregas das 24 aeronaves começarão no segundo semestre de 2026, inicialmente para a Latam Airlines Brasil e, posteriormente, com potencial de incluir outras afiliadas do grupo. Segundo a companhia aérea, os pedidos fazem parte de um plano para expandir a conectividade na América do Sul

    A Embraer informou nesta segunda-feira (22) que a Latam Airlines Group e suas afiliadas assinaram um acordo para aquisição de até 74 aeronaves Embraer E195-E2, de corredor único. O pedido inclui 24 entregas firmes, avaliadas em US$ 2,1 bilhões (a preço de tabela) e 50 opções de compra.

    As entregas das 24 aeronaves começarão no segundo semestre de 2026, inicialmente para a Latam Airlines Brasil e, posteriormente, com potencial de incluir outras afiliadas do grupo. Segundo a companhia aérea, os pedidos fazem parte de um plano para expandir a conectividade na América do Sul.

    Segundo a Latam, a iniciativa reforça o investimento contínuo no fortalecimento das operações domésticas e regionais. A nova frota, destaca a empresa, aumentará a flexibilidade nos hubs do grupo, permitindo ao grupo atender novos destinos e ampliar as opções de viagem para seus clientes, informa.

    “Nos últimos quatro anos, o grupo LATAM tem se concentrado na expansão de sua malha aérea doméstica e regional”, destaca o CEO do Latam Airlines Group, Roberto Alvo, em nota. Já o presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirma que a eficiência da aeronave foi um dos motivos da escolha da Latam pelo modelo.

    Os E195-E2 integrarão a frota do grupo Latam, hoje composta por 362 aeronaves: 283 Airbus narrow-bodies, 3 Airbus wide-bodies em leasing de curto prazo, 56 Boeing wide-bodies e 20 cargueiros Boeing. Desde 2021, o grupo ampliou sua malha aérea de 129 para 160 destinos de passageiros – um aumento de 24%.

    Embraer: Grupo Latam assina acordo para aquisição de até 74 aeronaves E195-E2

  • Governo dos EUA impõe Lei Magnitsky a mulher de Alexandre de Moraes

    Governo dos EUA impõe Lei Magnitsky a mulher de Alexandre de Moraes

    As sanções ampliam o alcance da Lei Magnitsky e agora atingem também a mulher de Alexandre de Moraes e o instituto ligado à família do ministro, bloqueando bens nos EUA e proibindo a entrada no país

    O governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, impôs as sanções da Lei Magnitsky à advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal TF Alexandre de Moraes, e ao instituto Lex, ligado à família do ministro. A lei já atinge Moraes desde 30 de julho.

    A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro norte-americano.

    A Lei Magnitsky é um mecanismo previsto na legislação estadunidense usado para punir unilateralmente supostos violadores de direitos humanos no exterior. Entre outros pontos, a medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA.

    Entre as sanções previstas estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país.

     

    Governo dos EUA impõe Lei Magnitsky a mulher de Alexandre de Moraes

  • Flávio Dino pede vista e suspende julgamento da aposentadoria por invalidez do INSS no STF

    Flávio Dino pede vista e suspende julgamento da aposentadoria por invalidez do INSS no STF

    O ChatGPT disse:

    O STF analisa se a regra da reforma da Previdência de 2019, que reduziu o valor da aposentadoria por invalidez para 60% da média salarial mais 2% por ano extra de contribuição, é constitucional. A decisão pode redefinir benefícios de milhares de segurados

    (FOLHAPRESS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, pediu vista -mais tempo para análise- do processo que discute o cálculo da aposentadoria por invalidez do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) após a reforma da Previdência de 2019.

    A corte vai decidir se o redutor de 40% aplicado neste benefício -hoje chamado de aposentadoria por incapacidade permanente- é constitucional. O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF e relator do tema 1.300, já votou a favor da mudança. Seu voto foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

    Segundo emenda constitucional 103, a aposentadoria por invalidez deve ser calculada em 60% da média salarial mais 2% a cada ano extra que ultrapassar o tempo mínimo, como ocorre com as demais aposentadorias da Previdência Social.

    Quando houver invalidez por acidente de trabalho, doença ocupacional ou doença do trabalho, o cálculo deve ser de 100% sobre a média salarial.

    Dino tem 90 dias para analisar o processo e devolvê-lo com seu voto. Novo julgamento, no entanto, depende da presidência da STF, que é quem irá marcar a data.

    O caso estava sendo julgado no plenário virtual do Supremo, onde os ministros têm uma semana para depositar seu voto. A análise estava prevista para terminar nesta sexta-feira (26), mas foi adiada. Mesmo quando a ação for devolvida, qualquer outro ministro pode pedir vista ou destaque, que leva o processo ao plenário físico.

    Em seu voto, o ministro Barroso propôs a seguinte tese: “é constitucional o pagamento do benefício de aposentadoria por incapacidade permanente nos termos fixados pelo art. 26, parágrafo 2º da emenda constitucional nº 103/2019 para os casos em que a incapacidade para o trabalho seja constatada posteriormente à reforma da Previdência”.

    O processo em análise é de um aposentado do Sul do país que foi à Justiça pedindo revisão do valor do benefício após ter o benefício por incapacidade permanente concedido em 2021. Ele alega, no entanto, que sua incapacidade data de maio de 2019, quando começou a receber o auxílio-doença do INSS. A reforma passou a valer apenas em novembro daquele ano.

    Barroso entendeu que se a concessão for anterior à reforma da Previdência, os segurados têm direito ao cálculo antigo, mais vantajoso, que garante 100% da média salarial na aposentadoria por invalidez. No caso do segurado, no entanto, afirma que a concessão ocorreu apenas após a mudança da lei, e que deve ser aplicado o cálculo novo.

    Defensores dos aposentados, no entanto, afirmam que o cálculo da aposentadoria por invalidez, que é um benefício permanente, ficou pior do que o do auxílio-doença, pago de forma temporária. O auxílio é de 91% da média salarial.

    A advogada Adriane Bramante, conselheira da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em SP) e do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), o cálculo trazido pela reforma é “extremamente prejudicial” ao segurado por causa dessa diferença.

    “Considerando que o segurado teria uma incapacidade mais gravosa, com baixa probabilidade de retorno ao trabalho quando ele tem uma incapacidade permanente, não se justifica um benefício menor em relação àquele que é temporário”, diz.
    *
    O QUE STF IRÁ DECIDIR?

    Os ministros do Supremo irão decidir se a regra de cálculo da reforma da Previdência de 2019, que aplica redutor na aposentadoria por incapacidade permanente, antiga aposentadoria por invalidez, é constitucional.

    Além disso, deverá dizer se aposentadoria por invalidez decorrente de doença grave, contagiosa ou incurável deve ser integral.
    Também irá decidir se é constitucional o aposentado por invalidez receber valor menor do que quem tem auxílio-doença, que é um benefício temporário.

    QUAL É A REGRA DE CÁLCULO DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ?

    Para incapacidade permanente após 13 de novembro de 2019, data em que a reforma da Previdência passou a valer, o cálculo é de 60% da média salarial mais 2% a cada ano que ultrapassar 20 anos de contribuição.

    Nos casos de invalidez por doença do trabalho, doença ocupacional ou acidente do trabalho, o valor do benefício é de 100% da média salarial.

    COMO ERA O CÁLCULO ANTES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA?

    Antes da reforma da Previdência, o segurado que se aposentava por invalidez recebia como aposentadoria 100% da média salarial. Para calcular a média, o INSS considerava os 80% maiores salários de contribuição e descartava os 20% menores.

    COMO O INSS CALCULA A MÉDIA SALARIAL?

    Após a reforma da Previdência, o cálculo da média salarial é feito sobre todos os salários de benefício pagos desde julho de 1994, data em que entrou em vigor o Plano Real. Os salários pagos anteriormente, em outras moedas não entram no cálculo da média salarial

    Antes, até 13 de novembro de 2019, a média salarial era calculada sobre os 80% maiores salários após julho de 1994. Os 20% menores eram descartados pelo INSS, fazendo com que a média salarial ficasse um pouco maior.

    Flávio Dino pede vista e suspende julgamento da aposentadoria por invalidez do INSS no STF

  • Dólar no fim de 2025 segue em R$ 5,50, calcula Focus

    Dólar no fim de 2025 segue em R$ 5,50, calcula Focus

    A projeção para a moeda americana no fim de 2027 se manteve em R$ 5,60. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,63. A estimativa para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,54. Um mês antes, era de R$ 5,60

    A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 continuou em R$ 5,50. Um mês antes, era de R$ 5,59. Já a estimativa intermediária para o fim de 2026 seguiu em R$ 5,60. Um mês antes, era de R$ 5,64.

    A projeção para a moeda americana no fim de 2027 se manteve em R$ 5,60. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,63. A estimativa para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,54. Um mês antes, era de R$ 5,60.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    Dólar no fim de 2025 segue em R$ 5,50, calcula Focus