Categoria: Uncategorized

  • Defesa de Vorcaro conclui proposta de delação e deve entregar anexos nesta semana

    Defesa de Vorcaro conclui proposta de delação e deve entregar anexos nesta semana

    Cada um dos anexos da delação deve tratar de um episódio diferente de irregularidades cometidas pelo ex-banqueiro e por outras pessoas, com detalhes da situação, nomes dos envolvidos e a apresentação por meios de provas. Nos depoimentos, Vorcaro relata os crimes que teria cometido, as condutas ilícitas que envolvem terceiros e elenca provas que poderá apresentar caso o acordo de colaboração seja aceito pelas autoridades. A partir desses elementos, foram montados os anexos.

    JOSÉ MARQUES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A defesa de Daniel Vorcaro pretende entregar ainda nesta semana a proposta de delação premiada do dono do Banco Master, etapa que precede a negociação com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a PF (Polícia Federal) sobre os benefícios da colaboração e a devolução de recursos.

    Cada um dos anexos da delação deve tratar de um episódio diferente de irregularidades cometidas pelo ex-banqueiro e por outras pessoas, com detalhes da situação, nomes dos envolvidos e a apresentação por meios de provas. Nos depoimentos, Vorcaro relata os crimes que teria cometido, as condutas ilícitas que envolvem terceiros e elenca provas que poderá apresentar caso o acordo de colaboração seja aceito pelas autoridades. A partir desses elementos, foram montados os anexos.

    A informação sobre a conclusão dos anexos foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

    Depois da apresentação desses anexos, que tramitará sob sigilo, a defesa e os investigadores passarão a discutir condições como redução e regime de pena à qual ele deve ser submetido. Até o momento, o entendimento de autoridades é de que ele não deve receber perdão judicial.

    Também se discutirá os valores que terão que ser pagos por Vorcaro ao Estado, como multa ou ressarcimento.

    A defesa do ex-banqueiro tem ido diariamente à Superintendência da PF em Brasília, onde os depoimentos de Vorcaro são colhidos.

    Vorcaro foi transferido em 19 de março para a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, com o objetivo de discutir os termos de sua delação premiada.

    A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que relata o inquérito sobre irregularidades relacionadas ao Master.

    Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no aeroporto de Guarulhos. A PF aponta que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.
    Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central.

    Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso durante investigações contra as fraudes do Banco Master, trocou sua equipe de defesa e mira conseguir fechar um acordo de delação premiada.

    Defesa de Vorcaro conclui proposta de delação e deve entregar anexos nesta semana

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Durigan confirma que o Novo Desenrola Brasil já está valendo

    Durigan confirma que o Novo Desenrola Brasil já está valendo

    Em entrevista à Jovem Pan News, o ministro afirmou que grande parte do endividamento dos brasileiros vem de um período em que o Brasil tinha uma taxa de desemprego muito elevada. Durigan disse ainda que o novo programa já tem R$ 2 bilhões em caixa, oriundos de recursos não resgatados no sistema financeiro.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 5, que o Novo Desenrola Brasil já está valendo e que o governo está acompanhando as primeiras integrações com as instituições financeiras.

     

    Em entrevista à Jovem Pan News, o ministro afirmou que grande parte do endividamento dos brasileiros vem de um período em que o Brasil tinha uma taxa de desemprego muito elevada. Durigan disse ainda que o novo programa já tem R$ 2 bilhões em caixa, oriundos de recursos não resgatados no sistema financeiro.

     

    \”Estamos tirando esse dinheiro da tesouraria dos bancos para colocar em um fundo privado, otimizando recursos do sistema financeiro para otimizar todo o sistema\”, afirmou. Durigan também disse que \”caso haja necessidade, o governo já se predispôs a colocar mais R$ 5 bilhões no fundo\”.

     

    Correios

     

    Na entrevista, o ministro voltou a falar sobre a situação financeira delicada dos Correios. \”Nunca deixei de mostrar a minha insatisfação com os Correios. Precisamos de um plano de reestruturação para a empresa. Do meu lado não existe nenhum tabu, porém não podemos achar que existem saídas fáceis para esse problema\”, afirmou.

    Durigan confirma que o Novo Desenrola Brasil já está valendo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • BNDES anuncia R$ 500 milhões para obras contra enchentes em BH

    BNDES anuncia R$ 500 milhões para obras contra enchentes em BH

    Intervenções fazem parte do Plano de Investimentos em Resiliência e Adaptação Climática do município e do programa BH Resiliente (Projeto Transformador Cidade Jardim)

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (5) o financiamento de R$ 500 milhões para a prefeitura de Belo Horizonte realizar obras contra enchentes e adaptação climática.

    As intervenções fazem parte do Plano de Investimentos em Resiliência e Adaptação Climática do município e do programa BH Resiliente (Projeto Transformador Cidade Jardim).

    Segundo o BNDES, as obras têm o objetivo de reduzir riscos de alagamentos e deslizamentos, ampliar áreas verdes, recuperar recursos hídricos e fortalecer a capacidade de adaptação da capital mineira a eventos climáticos extremos.  

    De acordo com o governo do Brasil, do total do financiamento, R$ 480 milhões virão do Fundo Clima e R$ 20 milhões do BNDES Invest Impacto, programa voltado a investimentos públicos com foco na redução de vulnerabilidades socioeconômicas e na adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

    “São R$ 500 milhões que estamos financiando só para o BH Resiliente, que é um projeto muito bem concebido: é uma mudança de percepção da cidade que dialoga com o aquecimento global e com os extremos climáticos”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. 

    Entre as ações previstas estão a implantação da bacia de detenção do Parque Calafate, voltada ao controle de cheias; a implantação de parques; a desimpermeabilização de áreas concretadas e implantação de jardins de chuva na região central da cidade; a contenção de encostas em áreas de risco; a revegetação de encostas; a criação de unidades de conservação; e a recuperação ambiental de rios, nascentes e brejos. 

    Com cerca de 2,3 milhões de habitantes, a capital mineira tem 389 mil moradores em áreas de risco e cerca de 307 mil, em favelas.

    BNDES anuncia R$ 500 milhões para obras contra enchentes em BH

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Desenrola é liberado, e renegociação de dívidas podem ser feitas

    Desenrola é liberado, e renegociação de dívidas podem ser feitas

    Com sistema no ar, bancos podem ofertar acordos; Febraban afirma que todos os clientes elegíveis terão oportunidade de participar ao longo do período de adesão

    O governo federal liberou às 18h desta terça-feira (5) o sistema que viabiliza a nova fase do programa Desenrola Brasil.

    A liberação da infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações (FGO) pelo Ministério da Fazenda permite que bancos registrem oficialmente as renegociações e ampliem a oferta aos clientes.

    Na prática, isso significa que o programa passa a operar de forma completa, com maior alcance e integração entre instituições financeiras.

    O que é o Desenrola

    O Desenrola Brasil é uma iniciativa do governo para ajudar pessoas endividadas a renegociar débitos com condições facilitadas. A expectativa é que o programa alcance até 27 milhões de brasileiros e viabilize a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas.

    A proposta é permitir que consumidores com contas em atraso consigam descontos, novos prazos e condições de pagamento mais acessíveis.

    O que muda com a liberação

    Com o sistema do FGO em funcionamento, os bancos passam a registrar as operações dentro do programa, o que garante segurança e viabilidade às renegociações.

    Na prática:

    As instituições podem formalizar os acordos dentro do Desenrola;O governo passa a oferecer garantias para parte das operações;O volume de ofertas tende a aumentar nos próximos dias.

    Antes mesmo da liberação completa, algumas instituições financeiras já haviam iniciado ofertas ou coletado pedidos de clientes interessados.

    Como participar

    O acesso ao programa é feito diretamente pelos canais dos bancos, como aplicativos e sites. Cada instituição identifica automaticamente os clientes elegíveis e apresenta propostas de renegociação.

    O consumidor pode:

    Consultar dívidas disponíveis para negociação;Avaliar descontos e condições oferecidas;Fechar o acordo de forma digital.

    Preparação dos bancos

    Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor financeiro já está preparado para operar o programa. As instituições realizaram testes de integração com o sistema nos últimos dias e ajustaram suas plataformas para suportar a nova fase.

    A expectativa é que a execução ganhe escala de forma gradual, devido ao grande volume de dados e à complexidade operacional.

    Próximos passos

    O programa ainda passa por etapas finais de formalização, como publicação de normas e ajustes operacionais.

    No fim da tarde, o governo publicou uma portaria e dois decretos que regulamentam o Novo Desenrola. Mesmo assim, a liberação do sistema marca o início efetivo da nova rodada de renegociação em larga escala.

    A Febraban afirma que todos os clientes elegíveis terão oportunidade de participar ao longo do período de adesão, à medida que os bancos ampliem a oferta de propostas.

    Desenrola é liberado, e renegociação de dívidas podem ser feitas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar fecha a R$ 4,91, menor nível em mais de dois anos

    Dólar fecha a R$ 4,91, menor nível em mais de dois anos

    Bolsa sobe com queda do petróleo e avança 0,62%, aos 186.753 pontos; conflito no Oriente Médio bloqueia o fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 1,09%, cotado a R$ 4,912, nesta terça-feira (5), beneficiado pelo maior apetite global por risco e pela repercussão da ata do Copom (Comitê de Política Monetária). A moeda norte-americana encerrou o dia no menor valor desde 26 de janeiro de 2024, quando havia atingido R$ 4,911.

    Durante o pregão, a queda dos preços internacionais do petróleo levou investidores a buscarem ativos de maior risco, como mercados emergentes e ações.

    Por outro lado, o documento do Banco Central reforçou uma postura mais cautelosa, interpretada como positiva por analistas do mercado local ao sustentar o diferencial de juros do Brasil.

    A Bolsa brasileira acompanhou o movimento e avançou 0,62%, aos 186.753 pontos. O destaque da sessão foi a Ambev -que subiu até 17%, após divulgar resultados mais fortes do que o esperado no primeiro trimestre.

    Investidores continuaram acompanhando o cenário de tensão no Oriente Médio nos mercados doméstico e internacional. Relatos de passagens de embarcações animaram analistas e reverberaram nas cotações de petróleo.

    O conflito no Oriente Médio bloqueia o fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem.

    As cotações da commodity subiram mais de 5% na segunda-feira (4), mas registram queda durante o pregão desta terça. Por volta das 17h, o Brent, referência mundial, era negociado a US$ 110,13, em queda de 3,78%.

    O comportamento de apetite por risco foi global. Nos EUA, as Bolsas S&P 500 e Nasdaq registraram recordes de fechamento e encerraram com altas de 0,88%, a 7.263 pontos, e 1,03%, a 25.326 pontos, respectivamente.

    No câmbio, o dólar também se desvalorizou frente a moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano.

    O ânimo foi despertado pela passagem de navegações pelo estreito. Segundo a empresa Maersk, uma das principais do transporte marítimo, um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar a via sem incidentes.

    As incertezas, contudo, persistem. Nesta tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a capacidade militar do Irã e disse que o país deveria “hastear a bandeira branca”. Teerã, por sua vez, aumentou o tom das ameaças.

    “Sabemos perfeitamente que a continuidade da situação atual é insustentável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, disse Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento e o principal negociador do Irã, em uma mensagem na rede social X (ex-Twitter).

    No ambiente doméstico, ata do Copom foi o destaque. No documento divulgado nesta terça-feira, o comitê disse ver impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e piora nas expectativas no longo prazo.

    O colegiado do Banco Central optou por um ajuste conservador após ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3% e não sinalizou abertamente o rumo de seus próximos movimentos.

    O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o Banco Central considera o objetivo descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para a inflação oficial do país, mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos.

    O comitê, contudo, afirmou que os eventos recentes não impedem a continuação do ciclo de queda de juros, julgando a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica como a mais adequada.

    Dirigentes do Copom já afirmaram que o ritmo de corte deve continuar por aqui pela Selic estar com uma “gordura extra”.

    Analistas afirmam que a ata não define os próximos passos do Copom, mas reforça uma postura de maior cuidado da instituição.

    Para Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, a ata do Copom deve ser lida como uma peça-chave para calibrar as apostas sobre a Selic, “especialmente depois da alta recente do petróleo e da elevação das incertezas geopolíticas no Oriente Médio”.

    Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, reforça que a ata não sinaliza corte em junho, mas também não descarta o cenário-base de reduções. “Avaliamos que a ata de hoje segue consistente com a nossa expectativa de que o comitê cortará a Selic”, diz

    Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirma que o comunicado reforça que a taxa está sendo reprecificada para cima. “Para o investidor, a leitura prática é que juro real alto veio para ficar mais tempo”.

    A postura mais cautelosa do Copom sinaliza que o diferencial de juros do Brasil deve se manter, principalmente em relação aos EUA. Na quarta-feira passada, o Fed manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% a 3,75%. No mesmo dia, o Copom anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic a 14,5% ao ano.

    Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, vê uma combinação de dólar global mais fraco e fluxo favorável para ativos de risco favorecendo o Brasil. “Há uma percepção de descompressão no Irã, apesar de o cessar-fogo continuar frágil. Ao mesmo tempo, o mercado local ainda se beneficia do diferencial de juros”.

    Para Márcio Rialba, head da mesa de operações da StoneX, o dólar em queda sinaliza o diferencial de juros doméstico voltando a pesar. “A combinação de dólar global mais comportado, entrada de recursos para renda fixa local e desempenho favorável das commodities sustenta o real. Além disso, a leitura de política monetária ainda contracionista no Brasil reforçam o carry trade”.

    No carry trade, investidores captam recursos em economias com juros mais baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em ativos de países com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganhos com o diferencial de juros. O comportamento é citado como um dos principais responsáveis pela alta recente da Bolsa e do real.

    Dólar fecha a R$ 4,91, menor nível em mais de dois anos

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Vendas de veículos sobem 19% e têm melhor mês de abril em 12 anos, revela Fenabrave

    Vendas de veículos sobem 19% e têm melhor mês de abril em 12 anos, revela Fenabrave

    Foram vendidos 248,4 mil veículos em abril, o que leva para 873,4 mil unidades o total vendido desde o começo do ano

    As vendas de veículos zero quilômetro no País tiveram no mês passado o melhor mês de abril em 12 anos, com crescimento de 19% na comparação com o mesmo período de 2025. Frente a março, as vendas recuaram 7,8%, já que o mês passado teve dois dias úteis a menos. O balanço foi divulgado nesta terça-feira, 5, pela Fenabrave, a associação das concessionárias, e engloba carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

    Foram vendidos 248,4 mil veículos em abril, o que leva para 873,4 mil unidades o total vendido desde o começo do ano.

    O crescimento na comparação com o número acumulado nos quatro primeiros meses do ano passado foi de 14,9%.

    Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, apesar das taxas de juros elevadas, as vendas de carros estão sendo sustentadas pelas alíquotas reduzidas do IPI, dentro do Programa Carro Sustentável, e pelas crescentes promoções realizadas pelas marcas.

    Em um novo marco da invasão dos carros chineses, o balanço da Fenabrave confirma a liderança da BYD no varejo, com 12,2% do mercado. Na sequência, a Volkswagen teve 12,1% das vendas feitas nos showrooms das concessionárias.

    Quando se inclui as vendas diretas, a clientes como locadoras de automóveis, a BYD, com 7,8%, aparece na quinta colocação no mês, atrás de Fiat (19,2%), Volkswagen (16,4%), General Motors (10,6%) e Hyundai (7,8%).

    Vendas de veículos sobem 19% e têm melhor mês de abril em 12 anos, revela Fenabrave

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar cai a R$ 4,92 e Bolsa sobe com ata do Copom e queda do petróleo

    Dólar cai a R$ 4,92 e Bolsa sobe com ata do Copom e queda do petróleo

    No fim da manhã desta terça-feira (5), a moeda norte-americana caía 0,85%, cotada a R$ 4,924 (na mínima, o dólar chegou a R$ 4,921). Ata do Copom indica cautela diante de tensões externas, enquanto cenário global favorece moedas emergentes

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar registra firme queda nesta terça-feira (5), em meio ao maior apetite global por risco, impulsionado pela queda dos preços internacionais do petróleo.

    Analistas também repercutem a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta manhã, que indica uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das incertezas relacionadas à guerra no Irã.

    Às 11h55, a moeda norte-americana caía 0,85%, cotada a R$ 4,924 (na mínima, o dólar chegou a R$ 4,921). Caso se confirme, seria a menor cotação desde 2 de fevereiro de 2024, quando fechou a R$ 4,915.

    No mesmo horário, a Bolsa avançava 0,46%, a 186.455 pontos.

    O comportamento de apetite por risco é global. Nos EUA, as Bolsas S&P 500, Dow Jones e Nasdaq sobem entre 0,53% e 0,88% durante o pregão.

    No câmbio, o dólar se desvaloriza frente a moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano, o que indica uma busca por ativos de mercados alternativos.

    No exterior, investidores continuam acompanhando o cenário de tensão no Oriente Médio. Relatos de passagens de embarcações, contudo, têm animado.

    O conflito no Oriente Médio tem sido responsável pelo bloqueio do fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem.

    As cotações da commodity subiram mais de 5% na segunda-feira (4), mas registram queda durante o pregão desta terça. Por volta das 11h30, o Brent, referência mundial, era negociado a US$ 111,25, em queda de 2,84%.

    O ânimo surge de relatos de passagem pela importante via global. Segundo a empresa Maersk, uma das principais do transporte marítimo, um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar o estreito sem incidentes.

    Na segunda-feira, EUA e Irã travaram uma disputa de versões. Os norte-americanos informaram que dois navios dos EUA atravessaram o estreito de Hormuz, mas sem informar quando a passagem ocorreu.

    Já o Irã disse ter bombardeado um navio da Marinha dos EUA, o que foi negado pelos norte-americanos. Por fim, os EUA relataram que impediram seis embarcações do Irã na região, o que foi desmentido pelos iranianos.

    Durante a tarde, uma importante zona da indústria petrolífera dos Emirados Árabes Unidos foi alvo de um ataque de drones. A suspeita é de que o Irã foi responsável pela ofensiva, que feriu ao menos três pessoas.

    No ambiente doméstico, ata do Copom é o destaque. Na ata divulgada nesta terça-feira, o comitê disse ver impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e piora nas expectativas no longo prazo.

    Apesar do cenário mais desafiador, o comitê avaliou que os eventos recentes não impedem a continuação do ciclo de queda de juros, julgando a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica como a mais adequada.

    “As últimas divulgações de inflação, tanto ao consumidor quanto ao produtor, mostraram sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, situando-se em valores significativamente acima dos inicialmente esperados”, afirmou.

    O colegiado do Banco Central optou por um ajuste conservador depois de ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3% e não sinalizou abertamente o rumo de seus próximos movimentos.

    O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para a inflação oficial do país, mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos.

    Analistas concordam que a ata não trouxe sinais sobre os próximos passos do Copom, mas indica uma postura dependente de dados.

    Para Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, a ata do Copom deve ser lida como uma peça-chave para calibrar as apostas sobre a Selic, “especialmente depois da alta recente do petróleo e da elevação das incertezas geopolíticas no Oriente Médio”.

    Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, reforça que a ata não sinaliza corte em junho, mas, sob o cenário de arrefecimento da atividade e perda de fôlego nos núcleos de inflação, destaca que este deve ser o cenário-base. “Avaliamos que a ata de hoje segue consistente com a nossa expectativa de que o comitê cortará a Selic”, diz

    Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirma que o comunicado reforça que a taxa está sendo reprecificada para cima. “Para o investidor, a leitura prática é que juro real alto veio para ficar mais tempo. A renda fixa indexada à inflação segue como o lugar mais óbvio da carteira. Bolsa exige seletividade -o cenário não favorece nomes muito alavancados nem teses dependentes de queda rápida de juros”.

    A ata também sinaliza que o diferencial de juros do Brasil e EUA deve se manter em alta. Para Márcio Rialba, head da mesa de operações da StoneX, o dólar opera em queda frente ao real em um ambiente de maior apetite ao risco, com fluxo positivo para emergentes e o diferencial de juros doméstico voltando a pesar.

    “A combinação de dólar global mais comportado, entrada de recursos para renda fixa local e performance favorável das commodities sustenta o real. Além disso, a leitura de política monetária ainda contracionista no Brasil reforçam o carry trade e limitam movimentos defensivos no câmbio”.

    No carry trade, investidores captam recursos em economias com juros mais baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em ativos de países com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganhos com o diferencial de juros. O comportamento é citado como um dos principais responsáveis pela alta recente da Bolsa e do real.

    Dólar cai a R$ 4,92 e Bolsa sobe com ata do Copom e queda do petróleo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Ata do Copom reforça que passos futuros podem incorporar informações novas sobre a guerra

    Ata do Copom reforça que passos futuros podem incorporar informações novas sobre a guerra

    Banco Central sinaliza cautela diante de incertezas globais e destaca impactos do Oriente Médio na inflação; Selic teve segundo corte seguido, mas projeções seguem acima da meta nos próximos anos.

    O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou, nesta terça-feira (5), que os próximos passos na calibração da taxa Selic podem incorporar novas informações sobre os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre a inflação. O colegiado também reforçou a necessidade de serenidade e cautela na condução da política monetária.

    “No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, afirmou.

    A mensagem consta na ata da reunião de abril do Copom, divulgada na manhã desta terça-feira (5). No encontro, encerrado na última quarta-feira (29), o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50%.

    Foi o segundo corte consecutivo da taxa básica de juros. Na reunião anterior, em março, o Copom havia iniciado o ciclo de “calibração”, ao reduzir os juros de 15% para 14,75%, no primeiro corte em quase dois anos.

    Na ata, o comitê voltou a afirmar que a decisão de reduzir a Selic é compatível com a estratégia de convergência da inflação para níveis próximos da meta ao longo do horizonte relevante. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, acrescentou.

    O Copom manteve as projeções para a inflação já apresentadas anteriormente. A expectativa é de alta de 4,6% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, a previsão é de 3,5%, também acima do centro da meta, de 3%.

    Para os preços livres, a projeção é de alta de 4,5% em 2026 e 3,5% em 2027. Já para os preços administrados, a expectativa é de 4,8% e 3,6%, respectivamente.

    As estimativas consideram o cenário de referência, com base na trajetória de juros do Relatório Focus, divulgado em 27 de abril, além de bandeira tarifária amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027. A taxa de câmbio parte de R$ 5,00 e evolui conforme a paridade do poder de compra, enquanto os preços do petróleo seguem a curva futura por seis meses e, depois, sobem cerca de 2% ao ano.

    Ata do Copom reforça que passos futuros podem incorporar informações novas sobre a guerra

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bolsas da Europa sobem com balanços positivos, apesar da tensão no Oriente Médio

    Bolsas da Europa sobem com balanços positivos, apesar da tensão no Oriente Médio

    Resultados corporativos positivos impulsionam mercados, enquanto investidores seguem atentos à tensão no Oriente Médio; petróleo recua após alta recente, e bolsas reagem de forma mista diante do cenário geopolítico.

    As bolsas europeias operam majoritariamente em alta na manhã desta terça-feira, 5, à medida que balanços corporativos favoráveis se sobrepõem às preocupações com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

    Por volta das 6h45 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,58%, aos 609,05 pontos.

    Na temporada de balanços, a AB InBev, maior cervejaria do mundo, subia 7,4% em Bruxelas, enquanto o banco italiano UniCredit registrava forte alta de 5% em Milão, após divulgar resultados trimestrais acima do esperado.

    Por outro lado, o banco britânico HSBC caía quase 6% em Londres, depois de apresentar lucro abaixo das expectativas.

    A disputa entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, segue no radar dos investidores. Na segunda-feira, o presidente Donald Trump ameaçou “varrer o Irã da face da Terra”, em entrevista à Fox News, caso Teerã ataque navios americanos que escoltam embarcações comerciais na região.

    Em publicação na Truth Social, Trump também afirmou que um navio cargueiro sul-coreano foi alvo de disparos iranianos no estreito. “Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão!”, escreveu.

    O petróleo, que havia subido na véspera com os desdobramentos do conflito, recua nesta manhã, em um movimento de correção técnica.

    Às 7h02 (de Brasília), a Bolsa de Paris subia 0,68% e a de Frankfurt avançava 1,08%. Já Londres, que reabriu após feriado no Reino Unido, recuava 0,97%, após as perdas registradas nos demais mercados europeus no dia anterior. As bolsas de Milão, Madri e Lisboa, por sua vez, tinham altas de 2,03%, 1,27% e 0,91%, respectivamente.

     

    Bolsas da Europa sobem com balanços positivos, apesar da tensão no Oriente Médio

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dinheiro esquecido em bancos será usado como garantia no Desenrola; veja como consultar

    Dinheiro esquecido em bancos será usado como garantia no Desenrola; veja como consultar

    Os recursos não resgatados estão disponíveis na tesouraria das instituições financeiras. Segundo o governo, será publicado um edital para que interessados possam reclamar os recursos no período de 30 dias. Decorrido o prazo, os valores transferidos não contestados ficarão incorporados de forma definitiva ao patrimônio do FGO

    (FOLHAPRESS) – Lançado nesta segunda-feira (4), o Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal, deve utilizar parte do dinheiro esquecido nos bancos como garantia em caso de calote.

    Como antecipou a Folha de S.Paulo, o governo poderá aplicar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões do chamado SVR (Sistema Valores a Receber) no FGO (Fundo Garantidor de Operações) para assegurar casos de inadimplência -a falta de pagamentos dentro do prazo.

    Os recursos não resgatados estão disponíveis na tesouraria das instituições financeiras. Segundo o governo, será publicado um edital para que interessados possam reclamar os recursos no período de 30 dias. Decorrido o prazo, os valores transferidos não contestados ficarão incorporados de forma definitiva ao patrimônio do FGO.

    No total, R$ 10,5 bilhões podem ser sacados hoje por 47 milhões de pessoas físicas e 5 milhões de empresas, segundo dados do Banco Central para abril.
    De acordo a medida provisória oficializada no DOU (Diário Oficial da União) nesta segunda, haverá segregação de um percentual a definir do saldo transferido para cobrir eventuais pedidos de resgate.

    “O FGO está sendo mobilizado pelo governo e é isso que faz com que os juros possam ser menores”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante o lançamento. O governo projeta uma taxa de juros máxima de 1,99% ao mês, abaixo da média do mercado.

    O programa dará descontos de até 90% em dívidas, vai limpar o nome de quem deve até R$ 100 e permitirá o uso de até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) ou até R$ 1.000 para pagar os débitos em aberto.

    A consulta para saber se tem dinheiro esquecido é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo site do SVR (www.bcb.gov.br/meubc/valores-a-receber). É necessário informar CPF ou CNPJ e, caso haja saldo disponível, acessar o sistema com uma conta Gov.br.

    A maioria dos beneficiários, contudo, tem direito a quantias pequenas, que podem chegar a centavos.

    Para aqueles que utilizam chave Pix com número de CPF, o resgate automático está disponível desde o ano passado. Nesse caso, o BC não avisa quando a transferência é feita, e o valor é depositado pelo banco ou instituição financeira onde o dinheiro estava “esquecido”.

    O QUE É O SVR?

    Criado pelo Banco Central, o SVR devolve dinheiro parado em instituições financeiras por motivos como tarifas cobradas indevidamente, contas encerradas com saldo e reembolsos não creditados.

    COMO CONSULTAR OS VALORES ESQUECIDOS?

    Vá ao site do BC neste link.
    – Clique em “Consulte valores a receber” ou “Acesse o Sistema de Valores a Receber”
    – Preencha os campos com o seu CPF ou CNPJ, como data de nascimento ou abertura da empresa transcreva os caracteres e clique em “Consultar”
    – Caso haja valores a receber, clique em “Acessar o SVR”
    – Faça login com a sua conta Gov.br, é preciso ser nível prata ou ouro para acessar
    – Acesse “Meus Valores a Receber”
    – Leia e aceite o Termo de Ciência
    – Ao solicitar o valor, o sistema vai informar orientações de transferência

    QUEM PODE TER DINHEIRO ESQUECIDO?

    Qualquer pessoa física ou jurídica que teve relacionamento com bancos ou financeiras em algum momento poderá ter direito aos valores a receber.

    O dinheiro a ser devolvido pelas instituições é referente a:
    – Contas corrente ou poupança encerradas com saldo disponível
    – Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito
    – Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados
    – Tarifas cobradas indevidamente
    – Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas
    – Contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas com saldo disponível
    – Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo disponível
    – Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução

    COMO CONSULTAR VALORES DE PESSOAS FALECIDAS?

    É necessário que um herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal faça a consulta e preencha um termo de responsabilidade. Após esse processo, é preciso entrar em contato com as instituições que possuem os valores e verificar como prosseguir.

    Depois disso, os passos para a consulta são os mesmos. Mas é necessário entrar com a conta gov.br do herdeiro ou sucessor e fornecer o número do CPF e a data de nascimento da pessoa que faleceu.

    COMO POSSO ATIVAR A SOLICITAÇÃO AUTOMÁTICA DE RESGATE DE VALORES?

    – Acesse o site do SVR por meio deste link
    – Clique em “Fazer login”
    – Informe CPF e senha da conta Gov.br de nível prata ou ouro, com verificação de duas etapas ativada
    – Você será direcionado para uma página em que poderá ativar a opção “Receber valores automaticamente”

    Dinheiro esquecido em bancos será usado como garantia no Desenrola; veja como consultar

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia