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  • Congonhas recebe aval para ter voos internacionais, diz Aena

    Congonhas recebe aval para ter voos internacionais, diz Aena

    A proposta da Aena prevê a operação de voos regulares de passageiros, com foco em rotas de curta e média distância na América do Sul.

    A concessionária Aena, que administra o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, informou nesta terça-feira (23) que a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, deu parecer favorável ao pedido para que o aeroporto volte a operar voos internacionais

    A proposta da Aena prevê a operação de voos regulares de passageiros, com foco em rotas de curta e média distância na América do Sul.

    De acordo com a concessionária, a solicitação está integrada ao projeto de ampliação e modernização do aeroporto, que conta com investimentos de cerca de R$ 2,5 bilhões. As obras, segundo a Aena, estão em andamento e dentro do cronograma previsto.

     

    “A manifestação da SAC reconhece que a proposta da Aena está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Aviação Civil (PNAC) e ao Plano Aeroviário Nacional (PAN), após a análise técnica dos estudos de demanda, utilização da infraestrutura e do plano de ampliação do aeroporto”, disse a Aena, em nota.

    Congonhas recebe aval para ter voos internacionais, diz Aena

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  • Veja como fica a nova tabela do Imposto de Renda 2026 com isenção para salário até R$ 5.000

    Veja como fica a nova tabela do Imposto de Renda 2026 com isenção para salário até R$ 5.000

    A medida beneficia ainda quem ganha entre R$ 5.00,01 e R$ 7.350, que pagará menos imposto, e passa a tributar os mais ricos, que terão alíquota mínima efetiva de 10% de IR. Para regulamentar as regras, a Receita Federal publicou normativa no Diário Oficial da União em 18 de dezembro e atualizou as tabelas no dia 22.

    CRISTIANE GERCINA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A tabela de desconto do Imposto de Renda muda em 1º de janeiro de 2026. A atualização ocorre por causa da lei que isenta trabalhadores com renda até R$ 5.000 de pagar o tributo, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 26 de novembro.

    A medida beneficia ainda quem ganha entre R$ 5.00,01 e R$ 7.350, que pagará menos imposto, e passa a tributar os mais ricos, que terão alíquota mínima efetiva de 10% de IR. Para regulamentar as regras, a Receita Federal publicou normativa no Diário Oficial da União em 18 de dezembro e atualizou as tabelas no dia 22.

    Segundo o fisco, a partir de 1º de janeiro de 2026 haverá uma redução de até R$ 312,89 no imposto sobre a renda, fazendo com que deixe de incidir IR sobre rendimentos tributáveis até R$ 5.000.

    “Para rendimentos de R$ 5.000,01 a R$ 7.350 haverá uma redução do imposto de forma decrescente até zerar por completo a partir de rendimentos iguais ou superiores a R$ 7.350”, diz a Receita.

    Haverá duas tabelas a serem aplicadas sobre a renda tributável a partir de 1º de janeiro. Uma com as alíquotas atuais que vão de 7,5% a 27,5%, e outra de isenção/redução do imposto para quem ganha até R$ 5.000 e entre R$ 5.00,01 e R$ 7.350.

    O fisco atualizou as tabelas mensal e anual. A isenção a que terão direito os trabalhadores terá reflexos na declaração do Imposto de Renda de 2027. No ano que vem, de março a maio, os trabalhadores obrigados a prestar contas devem declarar seus rendimentos referentes ao ano de 2025.*

    VEJA A TABELA DE ISENÇÃO/REDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA 2026

    Rendimentos Tributáveis – Redução do Imposto
    até R$ 5.000 – até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
    de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 – R$ 978,62 – (0,133145 x rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)
    de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar para rendimentos a partir de R$ 7.350

    VEJA A TABELA DO IMPOSTO DE RENDA A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução
    Até R$ 2.428,80 – – – –
    De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 182,16
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 394,16
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 675,49
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 908,73

    VEJA A TABELA ANUAL DE ISENÇÃO/REDUÇÃO DO IR

    A partir do exercício 2027 (ano-calendário 2026)
    Rendimentos Tributáveis – Redução do Imposto
    até R$ 60.000 – até R$ 2.694,15, de modo que o imposto devido seja zero
    de R$ 60.000,01 até R$ 88,2 mil –
    R$ 8.429,73 – (0,095575 x rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual)
    de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar para rendimentos a partir de R$ 88,2 m

    R$ 8.429,73 – (0,095575 x rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual)
    de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar para rendimentos a partir de R$ 88,2 mil

    VEJA A TABELA ANUAL DO IMPOSTO DE RENDA

    A partir do exercício 2027 (ano-calendário 2026)
    Base de cálculo – Alíquota – Dedução
    Até R$ 28.467,20 – – – –
    De R$ 28.467,21 até R$ 33.919,80 – 7,5% – R$ 2.135,04
    De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 – 15,0% – R$ 4.679,03
    De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,16 – 22,5% – R$ 8.054,97
    Acima de R$ 55.976,16 – 27,5% – R$ 10.853,78

    QUEM TEM DIREITO À ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA?

    A nova regra de isenção do Imposto de Renda, uma das principais promessas de campanha do presidente Lula, é válida para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos dos estados, municípios e da União, e para rendimentos de aposentadoria e pensão de aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ou de órgãos públicos.

    Para quem é aposentado ou pensionista, há uma isenção extra a partir do mês em que faz aniversário, no valor de R$ 1.903,98, e deve ser aplicada quando houver incidência da outra tabela que não de redução ou isenção do IR.

    Há ainda uma dedução mensal de R$ 189,59 por mês com dependente, e o limite mensal do desconto simplificado segue em R$ 607,20. Esse tipo de dedução é aplicada quando for mais vantajosa ao contribuinte.

    No ano, há dedução de R$ 2.275,08 por dependente, o limite de gasto com educação é de R$ 3.561,50 para o contribuinte e seus dependentes, e o desconto simplificado fica em R$ 17.640.

    DE QUEM É O PROJETO DE ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA?

    O projeto de lei 1.087 de 2025 é de autoria do governo federal. Promessa de campanha de Lula, foi enviado em março ao Congresso. O relator do PL foi o deputado Arthur Lira (PP-AL), que fez algumas modificações no texto, mas manteve a isenção para quem ganha até R$ 5.000.

    A isenção do IR já chegou a estar no plano de governo de outros candidatos em 2018. Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PL) prometeram a isenção. Bolsonaro foi eleito e, em quatro anos de mandato, não houve nenhuma correção da tabela do IR. Ela ficou congelada.

    Veja como fica a nova tabela do Imposto de Renda 2026 com isenção para salário até R$ 5.000

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  • Toffoli marca acareação entre Vorcaro, ex-presidente do BRB e diretor do BC

    Toffoli marca acareação entre Vorcaro, ex-presidente do BRB e diretor do BC

    Toffoli determinou a confrontação de versões sem que houvesse provocação da Polícia Federal (PF).

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou que seja realizada na próxima terça-feira, 30, uma acareação entre o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos.

    Toffoli determinou a confrontação de versões sem que houvesse provocação da Polícia Federal (PF).

    A acareação pode ser de forma virtual, já que Vorcaro cumpre mandado de prisão domiciliar em São Paulo.

    Como mostrou o Estadão, Aquino era o diretor do BC mais favorável à operação de venda do Master para o BRB, enquanto o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Dias Gomes, se mostrava resistente.

    No final de março, o BRB fez uma proposta para comprar um pedaço das ações do Master. A compra foi vetada pela cúpula do BC em setembro. Em seguida, em novembro, o BC decretou a liquidação do banco e junto com a Polícia Federal apontou para indícios de R$ 12,2 bilhões em fraudes no sistema financeiro.

    O presidente do BC, Gabriel Galípolo, se colocou na última quinta-feira, 18, \”à disposição\” do STF para prestar esclarecimentos sobre a liquidação do Master.

    Ele disse que ele mesmo poderia prestar qualquer tipo de apoio à investigação. Segundo o chefe da autarquia, o BC tomou o cuidado de deixar tudo documentado em relação ao processo de análise que levou à liquidação do banco, e que enviará esses dados ao Supremo.

    Toffoli já havia solicitado a oitiva de investigados e dirigentes do Banco Central, mas esta é a primeira acareação de envolvidos no casos.

    O ministro colocou grau de sigilo na investigação criminal das fraudes do Master e da sua tentativa de venda para o BRB e a Fictor.

    Toffoli marca acareação entre Vorcaro, ex-presidente do BRB e diretor do BC

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  • Decreto de Lula fixa novo salário mínimo para 2026

    Decreto de Lula fixa novo salário mínimo para 2026

    Pelas regras em vigor, o valor do mínimo é atualizado pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, mais o crescimento da economia brasileira dois anos antes, no caso 2024.

    O governo federal publicou nesta quarta-feira, 24, no Diário Oficial da União, o Decreto que estabelece o valor do salário mínimo que irá vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026. Conforme o projeto orçamentário para o próximo ano aprovado pelo Congresso, o salário mínimo passará dos atuais R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00 em 2026, uma correção de 6,79%.

    Pelas regras em vigor, o valor do mínimo é atualizado pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, mais o crescimento da economia brasileira dois anos antes, no caso 2024.

    Decreto de Lula fixa novo salário mínimo para 2026

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  • Brasil: Mercosul vai desistir de acordo se assinatura não sair em breve

    Brasil: Mercosul vai desistir de acordo se assinatura não sair em breve

    Na visão do Brasil, janela de oportunidade é curta para finalmente assinar tratado negociado há 26 anos; em Brasília, há ceticismo sobre capacidade de líderes europeus de contornarem resistências internas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo brasileiro está cético em relação à possibilidade de assinar o acordo União Europeia-Mercosul em janeiro, como prometeram os europeus, e acredita que, caso isso não se concretize, o bloco sul-americano vai jogar a toalha sobre o pacto.

    O acordo de livre comércio seria assinado no dia 20 de dezembro em reunião de cúpula em Foz do Iguaçu, após 26 anos de negociações. Dois dias antes, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou o adiamento da assinatura. A França, um dos principais opositores ao acordo por causa da pressão de seus agricultores, conseguiu o apoio da Itália às vésperas dos trâmites finais no Conselho Europeu.

    Em carta, Von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestaram a expectativa de ver o acordo aprovado em janeiro.

    “Gostaríamos de transmitir nosso firme compromisso em proceder com a assinatura do Acordo de Parceria e do Acordo Provisório de Comércio no início de janeiro, em um momento a ser acordado entre ambas as partes”, afirmaram na carta.

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que detém o voto decisivo para bloquear o texto, afirmou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estar confiante de que pode apoiar o acordo se tiver mais tempo para angariar apoio doméstico.

    Na visão de um alto funcionário do governo brasileiro, a janela de oportunidade é curta. Caso esse prazo não seja cumprido, até os países do Mercosul que mais defendem a abertura de mercado, como a Argentina e o Paraguai, podem desistir.

    Segundo esse funcionário, a situação política dos países europeus é frágil, com a pressão de partidos nacionalistas, e será difícil derrubar resistências ao acordo em um prazo tão exíguo.

    O ônus do fracasso do acordo, na visão do governo brasileiro, será da UE, uma vez que os brasileiros concordaram com as salvaguardas pedidas pelos europeus para proteger rapidamente seus produtos e adiaram a assinatura a pedido deles do dia 2 para o 20 de dezembro.

    O Planalto já conta com duas viagens presidenciais de Lula em fevereiro, para a Índia e para a Coreia do Sul, para dar seguimento à sua estratégia de diversificação de mercados e anunciar acordos comerciais.

    A ideia de diversificação foi reforçada após o tarifaço de Donald Trump. Mas com o recuo europeu, o Mercosul se voltará ainda mais para a Ásia, segundo um integrante do governo.

    Brasil: Mercosul vai desistir de acordo se assinatura não sair em breve

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  • Veja a cronologia do caso Master e sua ligação com o Judiciário

    Veja a cronologia do caso Master e sua ligação com o Judiciário

    Jornal O Globo afirma que Alexandre de Moraes procurou presidente do BC para tratar da situação do banco; Dias Toffoli viajou no final de novembro com advogado de um diretor da instituição financeira

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O caso do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, que já colocava pressão sobre o Banco Central, provoca crises também no STF (Supremo Tribunal Federal).

    No final de novembro, por exemplo, no mesmo dia em que a Justiça mandou soltar o banqueiro da prisão, o ministro Dias Toffoli embarcava pra Lima junto com o advogado de um diretor do Master. Toffoli é o ministro responsável por avaliar as investigações sobre Vorcaro na corte.

    Nesta terça-feira (23), o jornal O Globo noticiou que o ministro Alexandre de Moraes entrou em contato ao menos quatro vezes com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para ratar do assunto. Políticos de oposição cobraram explicações do ministro.

    O escritório ligado à família de Moraes tem contratos milionários com o banco.

    Além disso, antes da crise, o Master costumava patrocinar eventos com participação de integrantes do Judiciário. Um deles, o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, organizado pelo Grupo Voto, em Londres, reuniu ministros do STF , do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do governo Lula (PT) em 2024.

    Veja abaixo a cronologia de todo o caso Master e como ele se relaciona com o Poder Judiciário, inclusive com o STF.

    28 de março
    O BRB anuncia a aquisição de 58% das ações do Banco Master, após aprovação por seu conselho de administração, numa operação com valor em torno de R$ 2 bilhões.

    31 de março
    Após o anúncio do negócio, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem primeira reunião com o presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, para falar do negócio.

    1° de abril
    Ministério Público do Distrito Federal abre inquérito civil para investigar a aquisição, já que o BRB tem como maior acionista o governo distrital.

    5 de abril
    Galípolo faz reunião extraordinária com os quatro maiores bancos privados do país para discutir uma solução para os ativos do Master que não seriam adquiridos pelo BRB por serem considerados de maior risco. A expectativa, na ocasião, era de um acordo envolvendo o uso do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

    7 de abril
    TCU (Tribunal de Contas da União) decide abrir processo para apurar eventual omissão do Banco Central em negócios feitos entre o Banco Master e fundos de prefeituras e estados.

    11 de abril
    Galípolo se reúne com Vorcaro. O banqueiro também participa de outras conversas com diretores da autoridade monetária.

    29 de abril
    Galípolo descarta a existência de qualquer risco sistêmico no setor bancário ao ser questionado sobre um eventual contágio da crise do banco ao restante do mercado.

    30 de abril
    MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) ajuiza uma ação civil pública que questiona a aquisição de parte do Master pelo BRB, e Promotoria pede decisão liminar para impedir o contrato definitivo da compra.

    6 de maio
    Justiça do DF proíbe BRB de assinar contrato de compra do Banco Master, atendendo ao pedido do Ministério Público.

    9 de maio
    BRB consegue derrubar liminar que proibiu o banco de assinar o contrato, abrindo caminho para a conclusão da operação.

    13 de junho
    BRB entrega ao BC documentos pendentes referentes à compra da fatia do Master, iniciando prazo da análise da transação pela autoridade monetária.

    17 de junho
    Superintendência do Cade aprova sem restrições compra de fatia do Master pelo BRB, deixando a operação pendente apenas de aprovação do Banco Central.

    19 de julho
    Galípolo se reúne novamente com Vorcaro para tratar da análise final da operação pelo BC

    13 de agosto
    Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios decide barrar a compra até que a operação seja aprovada pela Câmara Legislativa do DF e pelos acionistas do banco estatal.

    19 de agosto
    Câmara Legislativa do Distrito Federal autoriza BRB a comprar o Master.

    2 de setembro
    PP e outros partidos do centrão desencadeiam ofensiva na Câmara dos Deputados para aprovar um projeto de lei que dá poderes ao Congresso Nacional para demitir diretores e o presidente do Banco Central.

    3 de setembro
    BC rejeita aquisição do Master pelo BRB após cerca de cinco meses de avaliação do caso.

    30 de setembro
    Folha informa que a Polícia Federal abriu um inquérito sobre o Master após o Banco Central passar informações ao Ministério Público Federal.

    7 de outubro
    Vorcaro conversa por videoconferência com o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino.
    Galípolo recebe diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, na sede da autoridade monetária, em Brasília.

    17 de novembro
    Fictor propõe compra do Master, em conjunto com um consórcio dos Emirados Árabes nunca identificado, em operação sujeita ao aval do BC e do Cade.

    Na noite do mesmo dia, a Polícia Federal prende Vorcaro em São Paulo, quando o banqueiro se preparava para embarcar de jatinho para Dubai, nos Emirados Árabes. Seu sócio, Augusto Lima, também foi detido. Segundo a PF, a operação Compliance Zero, do Master, envolve fraude estimada em R$ 12 bilhões.

    18 de novembro
    O Banco Central decreta a liquidação extrajudicial do Master. A operação deve representar o maior resgate do FGC, que precisará honrar entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões em depósitos.

    20 de novembro
    Desembargadora Solange Salgado, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), rejeita pedido de habeas corpus da defesa de Vorcaro.

    28 de novembro
    Defesa de Vorcaro solicita que o inquérito seja remetido ao STF; pedido é distribuído ao ministro Dias Toffoli.

    Toffoli viaja a Lima, no Peru, em um jato particular ao lado do advogado de um dos diretores do Master; os dois acompanharam a final da Taça Libertadores, entre Flamengo e Palmeiras. Viagem foi revelada pela imprensa em 7 de dezembro.

    Desembargadora Solange Salgado, do TRF-1, manda soltar Vorcaro da prisão. Banqueiro fica com tornozeleira eletrônica.

    29 de novembro
    Vorcaro é solto da prisão.

    2 de dezembro
    Toffoli coloca sob sigilo elevado pedido da defesa de Vorcaro para levar as investigações sobre o empresário ao STF.

    3 de dezembro
    Toffoli determina que diligências e medidas relacionadas à investigação contra Vorcaro e o Banco Master deverão ser avaliadas por ele.

    4 de dezembro
    CPMI do INSS aprova convocação e quebra de sigilo de Vorcaro.

    11 de dezembro
    Jornal O Globo diz que o Master contratou o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes, do STF, por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição. O acordo renderia, até o início de 2027, R$ 129 milhões ao escritório, caso o Master não tivesse sido liquidado pelo Banco Central.

    Valor do contrato está muito acima da média praticada pelo mercado, segundo advogados.

    12 de dezembro
    Toffoli determina a retirada dos documentos com o sigilo das mensagens de celular de Vorcaro da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS no Congresso.

    15 de dezembro
    Toffoli libera a retomada do caso Master e determina a realização, em até 30 dias, de oitivas de investigados e de dirigentes do Banco Central. Materiais apreendidos pela PF, no entanto, continuarão no gabinete do ministro.
    16 de dezembro

    Mais de 200 pessoas, incluindo empresários, economistas e outros nomes de segmentos diversos da sociedade civil, pedem que o STF adote um código de conduta para os ministros da corte. Manifesto publicado em alguns jornais do país vem na esteira de reportagens sobre envolvimento de ministros da corte com pessoas ligadas ao Master.

    18 de dezembro
    Ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, diz que a liquidação do Master pode ter sido uma medida extrema e precipitada e determina que o Banco Central explique em até 72 horas os motivos que sustentaram a decisão.

    22 de dezembro
    Reportagem do jornal O Globo afirma que Moraes procurou Galípolo, ao menos quatro vezes, para fazer pressão em favor do Master. Um dos contatos teria sido presencial, em julho.

    23 de dezembro
    Moraes e Banco Central emitem notas distintas dizendo que o encontro presencial entre o ministro e Galípolo foi para tratar dos efeitos da aplicação da lei Magnitsky.

    Veja a cronologia do caso Master e sua ligação com o Judiciário

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  • Veja datas de pagamento e como receber o novo saque do FGTS; 14,1 milhões terão dinheiro

    Veja datas de pagamento e como receber o novo saque do FGTS; 14,1 milhões terão dinheiro

    Primeira parcela de até R$ 1.800 será liberada no dia 30 de dezembro; valor total liberado é de R$ 7,8 bi; pagamento é feito para quem foi demitido sem justa causa até 23 de dezembro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A nova liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa será feita a partir de 30 de dezembro.

    Nessa data, será paga a primeira parcela, de até R$ 1.800. A segunda parcela, para valores maiores, está prevista para 12 de fevereiro. A medida deve beneficiar cerca de 14,7 milhões de pessoas e terá custo estimado de R$ 7,8 bilhões, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

    A maioria dos trabalhadores, cerca de 87%, receberá o dinheiro diretamente na conta bancária cadastrada no aplicativo do FGTS. Já os 13% que não têm conta cadastrada poderão sacar o valor nos caixas eletrônicos da Caixa, nas casas lotéricas ou nos pontos Caixa Aqui.

    Neste ano, o governo já liberou R$ 12 bilhões do FGTS retido para 12,1 milhões de profissionais.

    QUEM TEM DIREITO À NOVA RODADA DE SAQUES DO FGTS

    Os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário -modalidade que permite retirar parte do FGTS anualmente no mês de aniversário- e foram demitidos sem justa causa posteriormente. Nesses casos, o trabalhador não pôde sacar todo o saldo disponível na conta do FGTS no momento da rescisão.

    Criado no governo Jair Bolsonaro e em vigor desde 2020, o saque-aniversário exige adesão prévia e autoriza a retirada de uma parcela do saldo do FGTS uma vez por ano. Ao optar por essa modalidade, o trabalhador abre mão do saque-rescisão, que permite retirar o valor integral do fundo logo após ser demitido sem justa causa.

    Há uma carência de dois anos para que o saldo remanescente possa ser sacado após o retorno ao saque-rescisão. É esse valor residual que será liberado agora.

    A medida vale apenas para trabalhadores que, entre janeiro de 2020 e a data de publicação da medida provisória (fevereiro deste ano) aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa.

    QUANDO O DINHEIRO SERÁ LIBERADO?

    O governo vai liberar primeiro saques de até R$ 1.800. Só a partir de fevereiro é que serão pagos os valores que superarem esse limite.

    COMO E QUANDO SERÁ LIBERADA A CONSULTA PARA SABER QUANTO VOU RECEBER?

    A Caixa ainda não informou os detalhes, mas nos últimos pagamentos o trabalhador podia consultar se tinha direito ao Saque Rescisão Especial por meio dos seguintes canais:

    – 0800 726 0207 – Opção “FGTS”
    – App FGTS – Opção “Informações Úteis”
    – Agências da CAIXA

    Para saber quanto iria receber, o trabalhador deveria consultar o extrato de suas contas do FGTS no aplicativo. Os valores liberados podiam ser identificados pelos códigos SAQUE DEP 50S ou SAQUE DEP 50A.

    MUDEI DE EMPREGO DEPOIS QUE FUI DEMITIDO. TEREI DIREITO AO NOVO SAQUE?

    Sim. O beneficiário receberá o valor referente ao contrato que teve os valores bloqueados, mesmo que já esteja em outro trabalho.

    COMO SERÁ FEITO UM CRÉDITO AUTOMÁTICO, O QUE ACONTECE COM AS PESSOAS QUE QUISEREM MANTER ESSES VALORES NO FGTS?

    Se quiser, o trabalhador pode não sacar os valores e o dinheiro permanecerá na conta vinculada do FGTS, com juros e correção monetária.

    COMO FUNCIONA O SAQUE-ANIVERSÁRIO?

    Quem opta por essa modalidade recebe um saque anual, no mês de aniversário. A pessoa continua com o direito de usar o dinheiro do fundo nas situações previstas na lei, como aposentadoria e para compra da casa própria ou pagamento de financiamento habitacional, por exemplo. Porém, se for demitido sem justa causa, o trabalhador terá direito apenas ao saque da multa rescisória, de 40%.

    COMO FUNCIONA O FUNDO DE GARANTIA?

    O FGTS funciona como uma poupança para o trabalhador. O fundo foi criado em 1966, com o fim da estabilidade no emprego, e passou a valer a partir de 1967. Todo mês o empregador deposita 8% sobre o salário do funcionário em uma conta aberta para aquele emprego.

    Há ainda a multa de 40% sobre o FGTS caso o trabalhador seja demitido sem justa causa. Desde a reforma trabalhista de 2017, há também a possibilidade de sacar 20% da multa após acordo com o empregador na demissão.

    QUEM TEM DIREITO AO FGTS?

    Todo trabalhador com carteira assinada deve ter o FGTS depositado, o que inclui, atualmente, as empregadas domésticas. Até 2015, não havia direito ao FGTS por parte das domésticas. A PEC das Domésticas, porém, trouxe essa possibilidade em 2013, mas a lei que regulamentou a medida e possibilitou os depósitos dos valores por parte dos empregadores passou a valer apenas dois anos depois.

    MUDANÇAS NO SAQUE-ANIVERSÁRIO

    Em outubro, o governo Lula alterou as regras do empréstimo ligado ao saque-aniversário do FGTS. A partir de então, a antecipação dos valores está limitada a até cinco anos, com parcelas de até R$ 500 por ano -o que dá R$ 2.500-, conforme determinou o Conselho Curador do FGTS.

    As alterações entraram em vigor em 1º de novembro e incluem ainda limitação a quantidade de operações por trabalhador por ano, prazo para fazer empréstimo após aderir ao saque-aniversário e valor mínimo de antecipação do saque.

    O MTE estima que R$ 84,6 bilhões vão deixar de sair do fundo para as instituições financeiras e serão repassados aos trabalhadores até 2030. Para quem já tinha empréstimo ativo, nada mudou. Novas contratações, no entanto, foram afetadas.

     

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  • Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro

    Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro

    Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela; ano de 2026 começará com a bandeira tarifária verde

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

    A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.

    “Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a Aneel. 

    Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela.A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.

    De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

    “Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas, fator que tem se mostrado”, lembra a pasta.

    Custos extras

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro

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  • Lojas da Havaianas ficam cheias apesar de boicote, e até 'bolsonarista' faz compra

    Lojas da Havaianas ficam cheias apesar de boicote, e até 'bolsonarista' faz compra

    Internautas e imprensa registraram enormes filas nas lojas; clientes afirmam priorizar qualidade do produto; entre dez entrevistados, dois criticaram a marca

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O boicote convocado por políticos de direita à Havaianas não teve reflexo nas lojas da capital paulista. Gerentes de cinco lojas na capital paulista visitadas pela Folha afirmaram que não houve mudança no movimento de clientes.

    Os estabelecimentos estavam cheios por causa do Natal, sendo que em dois havia fila que passava da porta. O atendimento era normal e não houve manifestação ou protesto. A empresa tampouco repassou orientações sobre o assunto aos funcionários, segundo os relatos à reportagem.

    Fotos da Agência France Press também mostram filas na cidade do Rio de Janeiro.

    O motivo da manifestação nas redes sociais é uma campanha da empresa, estrelada por Fernanda Torres, na qual a atriz afirma não desejar que o público comece 2026 “com o pé direito”, mas “com os dois pés”.

    Entre 10 clientes ouvidos pela reportagem, cinco disseram que nem sequer viram o comercial. Entre os que viram, três disseram não se incomodar. Dois criticaram a empresa, mas um deles, ainda assim, comprou um calçado.

    O aposentado Giácomo Bianchini, 72, que se descreve como um “autodeclarado bolsonarista”, disse que não gostou da peça publicitária. “Comprei o chinelo por pressão da minha esposa.”

    Era um presente para o filho do casal. “Tentei encontrar sandálias da Ipanema, mas não encontrei”, disse Bianchini.

    Políticos como ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que associaram o conteúdo da propaganda a uma suposta posição ideológica da marca.

    A repercussão extrapolou as redes sociais e chegou ao mercado financeiro. A Alpargatas, dona da Havaianas, registrou forte queda no pregão da B3 nesta segunda-feira (22), em meio à polêmica envolvendo a campanha publicitária.

    A loja Calçados Guarani, de Brusque (SC), esgotou em menos de meia hora o estoque de chinelos da marca após colocar os pares à venda por R$ 1, em meio a um movimento de boicote impulsionado por apoiadores da direita nas redes sociais.

    O empresário João Soares, 64, considera o protesto correto. “Não vou comprar essa marca e vou deixar de usar o que tenho em casa. Acho que foi um comercial desnecessário e não concordo com ele.”

    Também aposentada, Zuleica Maranhão, 69, disse que “acha isso tudo uma bobagem”. “Todo mundo fala entrar com o pé direito ou entrar com os dois pés. É algo natural. Isso acontece por causa da polarização que estamos vivendo, nunca vi isso acontecer, nem na época da ditadura.”

    “Naquele tempo, vi amigos favoráveis à ditadura acolhendo pessoas que eram contrárias à ditadura. Tem de separar as coisas. Produto é produto, política é política. Vim aqui hoje e comprei um monte de chinelos para dar de presente para meus netinhos e meu marido”, acrescentou.

    O empresário Matheus Hermínio, 34, disse que gostaria que a propaganda fosse uma alfinetada explícita, desde que fosse na direita. “Para a propaganda incomodar, depende de qual lado a empresa ficou”, afirmou.

    No geral, os clientes dizem que a qualidade do produto é prioridade, antes da repercussão da propaganda da empresa.

    Para o bancário Diego Silva, 36, o comercial foi bem sutil. “Vim aqui comprar um chinelinho para meu filho de um ano e meio, e isso é o mais importante para mim”, disse Silva.

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  • Volume de água que chegará às hidrelétricas em janeiro ficará abaixo da média, diz ONS

    Volume de água que chegará às hidrelétricas em janeiro ficará abaixo da média, diz ONS

    Previsões indicam precipitações abaixo da média na região central do País; cresce no setor elétrico a preocupação com o armazenamento nos reservatórios nas usinas ao fim do verão

    O volume de água que deve chegar ao reservatórios das hidrelétricas do País em janeiro tende a ficar abaixo da média histórica para o período em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

    As previsões indicam precipitações abaixo da média na região central do País, o que se refletirá em afluências mais fracas em algumas das principais bacias no Sudeste/Centro-Oeste e do Nordeste, como Grande, Tietê, Paranapanema, Tocantins e São Francisco. Por outro lado, as bacias do Paraná (sul), Uruguai e da região Amazônica devem registrar volumes dentro da média, com localidades no extremo Norte com perspectiva de registros superiores ao histórico.

    Na avaliação por subsistema, a expectativa do ONS é de Energia Natural Afluente (ENA) em 85% da média de longo termo (MLT) no Norte, 83% no Sudeste/Centro-Oeste, 75% no Sul e 55% no Nordeste.

    As projeções se seguem a um dezembro com ENA também abaixo da média histórica. No Sudeste/Centro-Oeste, este mês teve a 10º pior afluência do histórico de 95 anos, em 72% da MLT. No Nordeste a ENA ficou em 43%, a 4º menor da história, e no Norte ficou em 68%, no 19º pior registro já realizado. No Sul a ENA foi de 75%, na mediana dos registros históricos.

    Diante disso, cresce no setor elétrico a preocupação com o armazenamento nos reservatórios nas usinas ao fim do verão, o que influencia no preço da energia. Por ora, a expectativa é de que, a despeito da ENA abaixo da média histórica, será possível recuperar um pouco de reservatório ao longo de janeiro.

    No Sudeste/Centro-Oeste, o volume armazenado passará dos atuais 43,7% para 53,5% no fim do mês que vem. No Nordeste, saltará de 45,3% para 55,4%, e no Norte, de 54,6% para 58,9%. A exceção será o Sul, onde o armazenamento cairá de 77% para 64,3%.

    As projeções refletem não apenas os volumes de ENA esperados, mas também a política operativa estabelecida pelo ONS para o período. No Nordeste, por exemplo, a geração hidráulica foi minimizada, atendendo a resolução da Agência Nacional de Águas (ANA). Já no Sul e no Sudeste, a geração está sendo dimensionada para controle de nível.

    Próximos meses

    O ONS aponta que a perspectiva é de afluência abaixo da média na maior parte do País também em fevereiro.

    No Sudeste/Centro-Oeste, 56,2% dos cenários gerados indicam ENA entre 70% e 90% da MLT em fevereiro; no Nordeste, mais de 70% dos cenários apontam afluência inferior a 70% da média do mês. No Sul, há grande dispersão, com mais de 65% dos cenários sinalizando volume de água menor que o histórico, mas quase 15% de chance de superar significativamente a média. Já no Norte, a tendência é aumento das afluências, com mais de 30% de possibilidade de ficar dentro ou acima da média histórica.

    Considerando os cenários até abril, o ONS reforça a perspectiva de ENA abaixo da média histórica durante todo o período, que é tradicionalmente marcado por maiores volumes de chuva, permitindo o enchimento dos reservatórios para enfrentar o período seco (de maio a setembro).

    Volume de água que chegará às hidrelétricas em janeiro ficará abaixo da média, diz ONS

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