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  • Fim do Master: trabalhadores e 12 milhões de clientes serão afetado

    Fim do Master: trabalhadores e 12 milhões de clientes serão afetado

    Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região também analisa possíveis efeitos indiretos sobre o Will Bank

    O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região disse nesta quarta-feira (19) que a determinação do Banco Central de liquidação do Banco Master deve impactar 515 trabalhadores e 12 milhões de clientes. O órgão também analisa os possíveis efeitos indiretos sobre o Will Bank, que faz parte do conglomerado Master.

    Em nota oficial, o sindicato avisa que “segue atento, cobrando transparência e buscando todas as informações necessárias para proteger os direitos dos trabalhadores e garantir que qualquer ação siga rigorosamente a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e a legislação vigente”.

    A associação também diz esperar que “as soluções passem pela proteção ao emprego dos trabalhadores, que não podem ser penalizados pelos atos praticados pelos gestores do banco”

    Fim do MasterNa última terça-feira (18), o Banco Central oficializou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão está relacionada à Operação Compliance Zero, que apura e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional.

    A medida resultou na prisão do dono da entidade, Daniel Vorcaro, no Aeroporto de Guarulhos na noite da segunda-feira (17). A empresa era suspeita de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber.

    A operação também causou o afastamento temporário do presidente do banco BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Finanças e Controladoria da instituição, Dario Oswaldo Garcia Junior, por decreto da Justiça.

    O banco estatal do Distrito Federal havia anunciado em março deste ano a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, porém, a operação foi não foi autorizada pelo Banco Central.

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  • Home office encolhe em 2024, mas segue acima do pré-pandemia no Brasil

    Home office encolhe em 2024, mas segue acima do pré-pandemia no Brasil

    A proporção teve um leve recuo ante 2023, quando estava em 8,2%, mas continuou acima do patamar pré-pandemia. Em 2019, antes da crise sanitária, 5,8% da população ocupada exercia o trabalho no domicílio de residência

    (FOLHAPRESS) – Trabalhar em casa era realidade para 7,9% da população ocupada de modo formal ou informal no setor privado do país em 2024, apontam dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    A proporção teve um leve recuo ante 2023, quando estava em 8,2%, mas continuou acima do patamar pré-pandemia. Em 2019, antes da crise sanitária, 5,8% da população ocupada exercia o trabalho no domicílio de residência.

    No início da série histórica, em 2012, o percentual era ainda menor, estimado em 3,6% -menos da metade do nível de 2024 (7,9%).

    Os resultados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O recorte do local de trabalho desconsidera empregados do setor público e domésticos.

    Durante a pandemia, as restrições sanitárias forçaram a migração para o home office em diferentes setores da economia, e analistas se perguntavam até que ponto a modalidade mostraria força.

    Na Pnad, o percentual de trabalhadores que exerciam suas tarefas no domicílio de residência alcançou o recorde de 6,7 milhões em 2022, o equivalente a 8,4% do total à época.

    Não houve coleta de dados em 2020 e 2021 em razão das dificuldades impostas pela Covid-19.

    Em termos absolutos, o número de trabalhadores que atuavam em casa encolheu de 6,613 milhões em 2023 para 6,585 milhões em 2024. Isso significa uma leve redução de 28 mil.

    De acordo com o IBGE, a pesquisa leva em consideração o principal local de trabalho. Por exemplo, se um profissional atuasse três dias por semana em casa e dois na empresa, em um modelo híbrido, ele integraria a parcela dos ocupados no domicílio de residência.

    MAIORIA TRABALHA NA EMPRESA

    O principal local de trabalho dos brasileiros é o que a Pnad chama de estabelecimento do próprio empreendimento. Em outras palavras, trata-se do endereço das empresas.

    Exemplos: a loja física para um vendedor, a fábrica para um funcionário da indústria ou a agência de banco para um bancário.

    Em 2024, 59,4% dos ocupados atuavam nos estabelecimentos dos empreendimentos -mais da metade. É uma proporção maior do que as registradas em 2023 (59,1%) e 2022 (57,9%), mas inferior ao patamar inicial da série, em 2012 (62,7%).

    O trabalho nos endereços das empresas chegou a marcar 64,6% no recorde da Pnad, em 2014.

    A segunda categoria mais numerosa é a dos profissionais que exerciam suas funções em outro local designado por empregador, patrão ou freguês. Em 2024, 14,2% dos ocupados estavam nessa condição, ante 13,8% em 2023.

    O terceiro principal grupo é o dos trabalhadores em locais como fazendas, sítios, granjas e chácaras. Correspondia a 8,6% da mão de obra ocupada no ano passado, abaixo do percentual encontrado em 2023 (9,1%). O patamar era de 13,1% em 2012.

    Em 2024, a parcela que atuava em casa vinha depois, equivalente a 7,9% do total. Era seguida pelos trabalhadores em veículos automotores, que representavam 4,9%. Esse grupo ficou praticamente estável se comparado a 2023, quando respondia por 4,8%.

    Conforme o IBGE, os trabalhadores em veículos automotores incluem os motoristas de aplicativos de transporte. Ao marcar 4,9% em 2024, a participação aumentou 1,2 ponto percentual na série, já que estava em 3,7% em 2012.

    NÚMEROS TÊM DIFERENÇAS REGIONAIS

    No ano passado, as regiões Norte (5,9%) e Sudeste (5,2%) marcaram as maiores proporções de trabalhadores em veículos automotores, acima da média nacional (4,9%). Nordeste (4,9%), Sul (4,3%) e Centro-Oeste (4,1%) registraram taxas em patamar igual ou inferior ao brasileiro.

    Quando a análise considera os trabalhadores em casa, Nordeste (8,4%), Sudeste (8,3%) e Norte (8,2%) mostraram percentuais acima do país (7,9%). Centro-Oeste (7,2%) e Sul (6,6%) ficaram para trás.

    Sul e Sudeste apresentaram as maiores proporções de ocupados em estabelecimentos dos próprios empreendimentos: 65% e 64%, respectivamente. Os dois percentuais superaram a média nacional (59,4%). Centro-Oeste (59%), Nordeste (49,5%) e Norte (47,9%) vieram depois.

    Fazendas, sítios, granjas, chácaras e similares eram os locais de trabalho de 15% da população ocupada no Norte, de 13,6% no Nordeste e de 9,1% do Sul, acima do patamar brasileiro (8,6%). Centro-Oeste (8,1%), polo do agronegócio tecnológico, e Sudeste (5,1%) ficaram abaixo da média nacional.

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  • Copel anuncia Capex de R$ 17,8 bilhões para os próximos 5 anos

    Copel anuncia Capex de R$ 17,8 bilhões para os próximos 5 anos

    A Copel aprovou um plano de investimentos de R$ 17,8 bilhões para 2026 a 2030, com foco em modernização, eficiência operacional e qualidade do serviço. Em 2026, serão aplicados R$ 3 bilhões, principalmente na distribuição e na geração e transmissão de energia.

    A Copel anunciou, nesta quarta-feira, 19, que aprovou o seu programa de investimento (Capex) no valor de R$ 17,8 bilhões para o período de 2026 a 2030. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os recursos serão alocados na estratégica voltada ao fortalecimento da qualidade do serviço e ampliação da eficiência operacional, reforçando o compromisso da companhia com a geração de valor sustentável para seus acionistas e clientes.

    De acordo com o documento, para 2026, o plano de investimento prevê um Capex de, aproximadamente, R$ 3,021 bilhões, sendo que a Copel Distribuição receberá cerca de R$ 1,942 bilhão, direcionado à melhoria contínua da qualidade e excelência operacional.

    Já a Copel Geração e Transmissão investirá R$ 971 milhões, com foco na modernização e aumento da capacidade operativa de geração, e reforços e melhorias das linhas de transmissão. “O valor remanescente será destinado às áreas de comercialização, Serviços e Holding, assegurando suporte às iniciativas estratégicas do grupo”, diz a Copel.

    Copel anuncia Capex de R$ 17,8 bilhões para os próximos 5 anos

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  • Vorcaro simulou venda para Fictor para tentar fugir do país, dizem investigadores

    Vorcaro simulou venda para Fictor para tentar fugir do país, dizem investigadores

    Para os investigadores, houve vazamento da ordem de prisão, assim como da intenção do BC de liquidar o Master. Alertado, Vorcaro teria acelerado a simulação de compra para ter uma justificativa para deixar o país, ainda de acordo com essas pessoas

    (FOLHAPRESS) – Investigadores que atuam na operação que resultou na prisão de Daniel Vorcaro suspeitam que a proposta de compra do Master pela Fictor Holding Financeira, divulgada na segunda-feira (17), tenha sido uma espécie de simulacro para facilitar a fuga do banqueiro do país.

    Pessoas diretamente envolvidas nas apurações dizem que a ordem de prisão de Vorcaro foi assinada às 15h de segunda. No mesmo dia, a Fictor divulgou que pretendia comprar o Master em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos.

    Procurada pela Folha de S.Paulo, a holding afirmou que só tomou conhecimento da operação da Polícia Federal pela imprensa e que a compra do banco de Vorcaro estava integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores.

    “Desde o início, conduzimos todas as etapas com total transparência, responsabilidade e estrita observância aos ritos estabelecidos pelas normas legais”, diz, em nota. “Por se tratar de tema sob análise das autoridades, o consórcio não comentará o mérito das investigações.”

    Uma pessoa próxima à empresa ainda afirmou que o BC (Banco Central) deveria ter analisado a proposta da Fictor antes de liquidar o banco de Vorcaro.

    A defesa de Vorcaro afirmou que colocou-se à disposição para cooperar com as autoridades.

    Para os investigadores, houve vazamento da ordem de prisão, assim como da intenção do BC de liquidar o Master. Alertado, Vorcaro teria acelerado a simulação de compra para ter uma justificativa para deixar o país, ainda de acordo com essas pessoas.

    A reunião da diretoria do BC que decidiu pela liquidação do Master também ocorreu na segunda. O voto dos diretores é secreto.

    Os advogados do banqueiro negam a fuga e dizem que ele estava viajando a Dubai para tratar da operação de venda com a Fictor.

    No entanto, investigadores ouvidos pela Folha de S.Paulo dizem que o jato particular no qual Vorcaro embarcaria tinha como destino Malta, outro dado que reforça a hipótese de que ele buscava fugir.

    O Ministério Público Federal e a Polícia Federal encontraram desvios bilionários por meio da compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB (Banco de Brasília). O negócio entre a instituição estatal e o banco de Vorcaro foi vetado pelo BC em setembro.

    De acordo com investigadores, o BRB transferiu R$ 12,2 bilhões para salvar o Master sem nenhuma justificativa. O BRB teria repassado recursos para o Master antes do anúncio da intenção de compra, em março. As transferências teriam prosseguido até maio deste ano.

    Do valor, R$ 6,7 bilhões seriam contratos falsos e R$ 5,5 bilhões, prêmios (que seria o valor que supostamente a carteira valeria, mais um bônus).

    Procurado pela Folha, o Master não respondeu ao pedido da reportagem. O presidente afastado do BRB, Paulo Henrique Costa, não pretende se pronunciar neste momento. A interlocutores, ele tem dito que foi o BRB que comunicou ao BC que encontrou problemas na documentação das carteiras de créditos adquiridas do Master.

    Investigadores apontam a suspeita de que o Master tenha usado o negócio com o BRB para esconder a fabricação de carteiras falsas de crédito consignado. Essa fábrica inflou o balanço do Master, ainda de acordo com as investigações.

    No início do ano, a supervisão do Banco Central identificou que existiam operações estranhas na cessão dessas carteiras. O órgão chamou a direção do Master e do BRB para cobrar explicações. As informações foram insatisfatórias e as investigações foram aprofundadas. Os dados foram posteriormente repassados ao MPF (Ministério Público Federal) e à PF, que abriu um inquérito.

    Vorcaro simulou venda para Fictor para tentar fugir do país, dizem investigadores

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  • Senado aprova medidas para cortar R$ 15 bi em gastos; projeto vai a sanção

    Senado aprova medidas para cortar R$ 15 bi em gastos; projeto vai a sanção

    Projeto ressuscita trechos de medida provisória que não foi aprovada; texto também estipula imposto menor para atualizar valores de imóveis

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Senado aprovou nesta terça-feira (18) e enviou a sanção presidencial um projeto de lei que absorveu medidas para cortar R$ 15 bilhões em despesas do governo. Trechos da proposta têm origem em uma MP (medida provisória) que não foi aprovada. Mesmo sem a aprovação, à época, o governo insistiu nos termos.

    A proposta também possibilita que bens móveis e imóveis tenham os valores atualizados no Imposto de Renda com um pagamento menor de tributo sobre ganho de capital. A análise desta terça-feira no Senado foi a última, porque o projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados.

    O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), recomendou a aprovação do texto na forma como veio da Câmara, com ajustes de redação. A aprovação foi por votação simbólica, ou seja, sem contagem de votos. O arranjo é possível quando há acordo entre as bancadas partidárias.

    Ao final da deliberação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que foi possível resgatar trechos da MP porque eles estão de acordo com o que prega a maioria dos senadores em seus discursos sobre contas públicas.

    “Eram justamente matérias que foram estabelecidas na MP 1.303 e que iam ao encontro do que senadores e senadoras, deputados e deputadas, falam todas as semanas no Congresso Nacional. Equilíbrio fiscal, ajuste das contas públicas, combate às ilegalidades, combate às fraudes”, declarou Alcolumbre.

    A estimativa de R$ 15 bilhões em contenção de gastos se dá por medidas como a limitação de compensação de créditos tributários por empresas e um aperto nas exigências para concessão do seguro-defeso -benefício pago a pescadores em épocas de reprodução de peixes.

    O endurecimento das compensações tributárias inclui operações com PIS/Cofins para evitar abatimentos indevidos.

    Outra medida de contenção de despesas foi incluir o Pé-de-Meia, programa social que paga bolsas para alunos pobres do ensino médio, no conjunto de despesas que formam o piso constitucional de gastos em educação.

    Além disso, o texto limita a 30 dias o pagamento do auxílio-doença concedido com base em documentos médicos. Também determina a fixação de um limite no Orçamento para pagar compensações previdenciárias a regimes próprios de Estados e municípios.

    Essas medidas foram incluídas no projeto ao longo de sua tramitação no Congresso. A proposta, originalmente, focava na criação do Rearp (Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial), programa que também foi aprovada junto com o texto.

    O Rearp permite que bens tenham seus valores atualizados no Imposto de Renda com alíquotas menores sobre ganho de capital. Também vale para regularizar bens e direitos não declarados ou declarados incorretamente.

    Para a atualização patrimonial, a alíquota é de 3% sobre o ganho de capital para pessoas físicas. Já para a regularização, a alíquota é de 15% mais multa de 15% sobre o imposto apurado. Os valores podem ser parcelados em 24 meses, com parcelas sujeitas à taxa Selic. O prazo de adesão ao Rearp é de 90 dias.

    Senado aprova medidas para cortar R$ 15 bi em gastos; projeto vai a sanção

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  • Bolsa e dólar caem em dia de liquidação do Banco Master

    Bolsa e dólar caem em dia de liquidação do Banco Master

    Ibovespa recua 0,3%; moeda estadunidense fecha a R$ 5,31

    A liquidação extrajudicial do Banco Master teve reflexos limitados no mercado financeiro. Apesar do recuo de ações de bancos, a bolsa de valores teve uma queda baixa. Influenciado pelo exterior, o dólar caiu após a alta da véspera.

    O índice Ibovespa, da B3, fechou esta terça-feira (18) aos 156.522 pontos, com recuo de 0,3%. O indicador chegou a cair 0,7% nos primeiros minutos de negociação, mas recuperou-se parcialmente à tarde.

    As ações de bancos, com peso importante no Ibovespa, caíram nesta terça, puxando o índice para baixo. No entanto, a maior parte da queda decorreu da influência das bolsas estadunidenses, que caíram em meio a incertezas sobre as empresas do setor de inteligência artificial.O mercado de câmbio teve um dia de oscilações. O dólar comercial encerrou esta terça vendido a R$ 5,318, com queda de R$ 0,014 (-0,26%). A cotação chegou a subir para R$ 5,34 nos primeiros minutos de negociação e no início da tarde, mas inverteu o movimento e passou a cair a partir das 13h20, estabilizando-se em R$ 5,31 na hora final de negociação.

    Num dia sem a divulgação de indicadores econômicos importantes, a moeda estadunidense operou sem direção única em relação às moedas de países emergentes. O dólar subiu perante o peso chileno, mas caiu ante o peso colombiano e o peso mexicano.

    Os investidores globais estão no aguardo de dados econômicos dos Estados Unidos, após cerca de 40 dias de shutdown (paralisação do governo). Na quarta-feira (19), o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) divulga a ata da reunião de 29 de outubro. Na quinta (20) saem os dados do emprego nos Estados Unidos. Os dois documentos são aguardados para dar pistas sobre se Banco Central da maior economia do planeta poderá cortar os juros básicos em dezembro.

    Bolsa e dólar caem em dia de liquidação do Banco Master

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  • Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

    Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

    Todos os itens da lista sofreram altas, com exceção do azeite

    O preço da cesta de Natal em 2025 deverá ter elevação de 4,53%, segundo prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta terça-feira (18) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Em 2024, a alta foi de 9,16%.

    A cesta é composta por peru, lombo de porco, atum sólido, macarrão espaguete, caixa de bombom, panetone com frutas cristalizadas, vinho tinto, champagne, sucos néctar de laranja e morango, molho de tomate, azeitona verde com caroço, palmito, queijo ralado e azeite de oliva extra-virgem.

    Todos os itens da lista sofreram altas, com exceção do azeite de oliva, que teve o preço reduzido em 23,06%. Já as maiores elevações ocorreram nos preços do quilo de peru (+13,62%), azeitona (+12,53%), e caixa de bombom (+10,81%). 

    Outros itens, comuns nas festas de Natal, também foram analisados no estudo – embora não componham a cesta. Ave (tipo chester) registrou um aumento de +13,85%, enquanto a alta do filé mignon foi de +9,70%. O pêssego de feira (-6,85%), além do quilo de sorvete (-6,99%), por outro lado, registraram quedas.

    “A mensagem principal que este estudo passa, ano após ano, é que os números reforçam a importância do planejamento antecipado para economizar nas festas de fim de ano”, destacou o coordenador do IPC-FIPE, Guilherme Moreira.

    Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

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  • Governo de SP contrata equipe só de PcDs para digitalizar 1,6 milhão de documentos

    Governo de SP contrata equipe só de PcDs para digitalizar 1,6 milhão de documentos

    São 45 pessoas no total, sendo que 43 são surdas e se comunicam em Libras; para a maioria, é a 1ª vez em trabalho com colegas com a mesma deficiência e intérprete presencial

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Daniela Belchior Costa, 40, começou a trabalhar em uma nova equipe na qual quase todos têm a mesma deficiência que a dela, a surdez.

    Ela digitaliza documentos do governo do estado de São Paulo: recebe caixas de arquivos em papel, as organiza de acordo com a data e, em seguida, transcreve as informações em planilhas. O material então segue para ser escaneado.

    O nome do cargo dela é preparadora, e essa é a primeira vez que ela vai trabalhar nessa função. Antes disso, ela já foi empregada em uma empresa de telefonia, em uma fábrica de cosméticos e em uma loja.

    A SGGD (Secretaria de Gestão e Governo Digital) do estado de São Paulo contratou uma equipe de 45 PCDs (pessoas com deficiência), sendo que 43 são surdas, para trabalhar na digitalização de documentos da própria secretaria e do arquivo histórico.

    Os novos funcionários, todos eles contratados como celetistas, começaram a trabalhar no dia 10 de novembro. Todos eles se comunicam em Libras, a língua brasileira de sinais. Apenas alguns deles leem lábios.

    Eles vão catalogar e digitalizar mais de 1,6 milhão de papéis do governo, como documentos da Secretaria da Fazenda e perícias médicas dos complexos do Juqueri e do Glicério, além de material da própria SGGD, principalmente prontuários de servidores.

    Grande parte desses documentos são os prontuários dos servidores -são informações como os documentos que comprovam a escolaridade, a contagem do tempo e as análises sobre a insalubridade do trabalho, entre outros.

    A maioria desses novos funcionários vai trabalhar no prédio do Arquivo Público do Estado (a equipe de surdos também vai digitalizar material histórico, como mapas, documentos sobre obras de infraestrutura e também material sobre antigos hospitais psiquiátricos).

    Sarita do Nascimento Alarcon Villalba, que está no serviço público há 40 anos, nunca havia trabalhado com surdos. Ela conta que, por isso, começou a estudar Libras pela internet para aprender a expressar algumas mensagens simples.

    Haverá, no entanto, duas supervisoras bilíngues para facilitar a comunicação entre os funcionários surdos e os demais.

    Tábata Coelho Takamoto, uma das supervisoras, afirma que o trabalho vai consistir em organizar o material (pegar a ficha de cada caixa, transcrever no sistema digital o que se trata) e então digitalizar o próprio documento (preparar fisicamente, limpar e escanear).

    Se for um material do arquivo, eles precisarão identificar quando é necessária a restauração.

    A digitalização de documentos administrativos vai otimizar a gestão, afirma Thiago Lima Nicodemo, diretor do Arquivo Público do Estado. Já a parte dos acervos históricos vai ajudar a melhorar a preservação e o atendimento, segundo ele.

    Nicodemo afirma que faz sentido trazer pessoas surdas para trabalhar no arquivo, que é um centro onde se lida essencialmente com elementos visuais.

    Alexandre Rigo, preparador que começou a trabalhar no setor do arquivo histórico, corrobora. Ele afirma que presta mais atenção a detalhes visuais do que os ouvintes. Surdo desde nascença, ele afirma em Libras que já se deu conta disso desde que era criança.

    No trabalho novo, atenção aos detalhes será importante, pois é comum que as informações nas embalagens do material histórico não sejam precisas ou mesmo venha trocada.

    Tanto ele como Daniela já trabalharam por anos em outros cargos, mas essa é a primeira vez que os dois terão intérpretes à disposição. Nos outros empregos, só havia tradutores de Libras em eventos ou reuniões especiais.

    Governo de SP contrata equipe só de PcDs para digitalizar 1,6 milhão de documentos

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  • Dólar e Bolsa caem, com mercado atento a caso Master e trajetória dos juros dos EUA

    Dólar e Bolsa caem, com mercado atento a caso Master e trajetória dos juros dos EUA

    Investidores analisam efeitos da liquidação do banco de Daniel Vorcaro, preso nesta terça, no setor; no câmbio, preocupação é saber se o Fed fará um novo corte na taxa de juros

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa brasileira está em queda nesta terça-feira (18), tendo como pano de fundo a liquidação do Banco Master e a prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição.

    O caso afeta as negociações no setor bancário. O mercado teme que os maiores bancos do país precisem desembolsar recursos volumosos para cobrir as perdas do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) com indenizações a investidores do Banco Master.

    Às 15h05, o índice caía 0,16%, a 156.741 pontos. O dólar, no mesmo horário, recuava 0,19%, a R$ 5,321, movido pela cautela dos operadores em relação ao futuro dos juros nos Estados Unidos.

    A prisão de Daniel Vorcaro pegou o mercado de surpresa nesta terça. O banqueiro se preparava para embarcar em um voo particular quando foi detido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, pela Polícia Federal.

    Segundo integrantes da corporação que acompanham o caso, havia uma suspeita de que Vorcaro pudesse deixar o país para evitar a prisão. Os advogados dele, por outro lado, afirmam que o banqueiro estava a caminho de Dubai para assinar o contrato de venda do Banco Master para investidores sauditas. Na véspera, a Fictor Holding Financeira havia anunciado uma oferta de compra do banco.

    A prisão faz parte da Operação Compliance Zero, que investiga uma fraude estimada em R$ 12 bilhões e da qual o Master teria envolvimento. Augusto Lima, sócio de Vorcaro, também foi detido.

    O BC (Banco Central), na esteira da prisão, anunciou a liquidação do Banco Master, no que deve representar a maior operação de resgate do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) da história. O Fundo, uma espécie de “colchão” de segurança para casos de falência de instituições financeiras, precisará honrar entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões em depósitos.

    A avaliação é que o caso não traz risco para o sistema financeiro, uma vez que o FGC tem mais de R$ 120 bilhões em caixa. No entanto, é possível que bancos precisem fazer contribuições adicionais ao órgão para manter sua liquidez. O FGC deve elevar a alíquota de contribuição e pedir a antecipação de cinco anos de pagamentos às instituições.

    Grandes bancos, que têm tradicionalmente mais depósitos, terão algumas semanas para transferir os recursos bilionários para o FGC.

    Parte dessa operação já era um risco anunciado para o setor, afirma Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos. “O risco iminente de solvência já estava sendo alertado há muito tempo.”

    Mesmo assim, o setor bancário na Bolsa sofre os efeitos da operação. Liderando as quedas, Banco do Brasil recuava 1,96%, seguido pelas ações preferenciais e ordinárias do Bradesco, com perdas de 0,67% e 0,49%, respectivamente. Itaú perdia 0,3%; Santander, 0,21%.

    “A reação reflete o receio de que o FGC vai exigir contribuições extras para recompor o patrimônio”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. “Apesar da volatilidade imediata e do impacto no Ibovespa, a leitura é de que o evento não contamina os fundamentos do sistema financeiro nacional e nem gera risco sistêmico, tratando-se de um ajuste pontual, ainda que oneroso, às regras e ao saldo do FGC por parte das principais instituições financeiras.”

    Para o mercado cambial, o caso Master pouco faz preço. Os investidores estão atentos ao cenário externo, sobretudo a sinalizações sobre a trajetória dos juros dos Estados Unidos.

    A continuidade do ciclo de cortes foi colocada em dúvida na última semana. Uma série de declarações de autoridades do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) aponta que, para a próxima reunião de política monetária, não há consenso sobre uma nova redução nos juros.

    Na segunda, o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, afirmou que o banco central precisa “proceder lentamente” com quaisquer outros cortes nas taxas de juros diante dos efeitos sobre o processo inflacionário.

    “A postura atual da política monetária ainda é um pouco restritiva, mas nós a aproximamos de seu nível neutro, que não restringe nem estimula a economia”, disse Jefferson. “A evolução do equilíbrio de riscos ressalta a necessidade de prosseguirmos lentamente à medida que nos aproximamos da taxa neutra.”

    A cautela de Jefferson espelha a de Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, e a de Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis. Enquanto Daly afirma que qualquer decisão sobre o próprimo passo do banco central agora seria “prematura”, Kashkari avalia os sinais da economia como “mistos”.

    As pontuações têm sugerido que os próximos passos do banco central não estão dados. “Longe disso”, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, já na entrevista coletiva após o encontro de outubro.

    Operadores agora estão divididos: 40,9% deles apostam em um corte de 0,25 ponto em dezembro, enquanto os 59,1% restantes vêem uma manutenção como mais provável, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

    “Há um mês, 90% dos operadores apostavam em um corte. A perspectiva de reduções mais lentas favorece a rentabilidade dos títulos americanos e ajuda na atração de investimentos externos, o que tende a fortalecer o dólar globalmente”, diz Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Nesse sentido, investidores seguem à espera da divulgação de novos dados sobre a economia norte-americana após o fim da paralisação do governo. O destaque será o relatório de empregos payroll, a ser divulgado na quinta-feira. Antes disso, na quarta-feira, sairá a ata do último encontro de política monetária do Fed e o balanço corporativo da Nvidia.

    A fabricante de chips de inteligência artificial inspira cautela nos investidores globais, que temem que o setor de tecnologia esteja com valores de mercado inflados. O risco de uma bolha tem despertado preocupações nos últimos meses e, na última semana, provocou uma liquidação nas principais Bolsas de Valores do mundo.

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  • PIS/Pasep terá novas regras em 2026; veja quem pode perder o benefício

    PIS/Pasep terá novas regras em 2026; veja quem pode perder o benefício

    A partir de 2026, o limite de renda para receber o PIS/Pasep deixará de acompanhar o salário mínimo e será corrigido apenas pela inflação. A mudança deve reduzir gradualmente o número de trabalhadores com direito ao benefício, segundo projeções do governo federal.

    O abono salarial do PIS/Pasep, benefício pago anualmente a trabalhadores formais do setor público e privado, passará por mudanças significativas a partir de 2026. A principal alteração está no critério de renda: o limite para ter direito deixará de acompanhar o valor do salário mínimo e será reajustado apenas pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

    A decisão faz parte do pacote fiscal aprovado pelo Congresso no fim de 2024 e tem como objetivo reduzir despesas do governo e concentrar o pagamento entre as faixas de menor renda. Na prática, o número de pessoas que recebem o benefício deve cair gradualmente nos próximos anos.

    Atualmente, o PIS é voltado a trabalhadores da iniciativa privada, e o Pasep, a servidores públicos. O valor máximo é de um salário mínimo, pago de forma proporcional ao tempo de trabalho no ano-base — dois anos antes do pagamento. Em 2025, as regras continuam as mesmas: quem recebeu até dois salários mínimos mensais em 2023, o equivalente a R$ 2.640, poderá sacar o abono.

    Com a nova fórmula, o limite de renda deixará de subir junto com o salário mínimo, que costuma ter reajustes acima da inflação. Assim, a cada aumento real do piso nacional, menos pessoas se enquadrarão nas condições do programa. Projeções do governo indicam que, até 2035, o benefício deve ficar restrito a quem recebeu até um salário e meio por mês.

    O Ministério da Fazenda explica que a mudança busca preservar o poder de compra do abono sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Como o reajuste do mínimo considera a inflação somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o número de beneficiários aumentava a cada ano, elevando também o custo total do programa.

    Os critérios básicos para receber o benefício permanecem os mesmos: estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias no ano-base, ter recebido até o limite de renda estipulado e ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial.

    O calendário de pagamentos de 2026 ainda será definido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Em 2025, o Ministério do Trabalho destinou R$ 30,7 bilhões para o abono de cerca de 25,8 milhões de pessoas.

    Para verificar se tem direito ao benefício, o trabalhador pode consultar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, acessando com CPF e senha do gov.br. Também é possível conferir informações nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem, disponíveis para beneficiários do setor privado.

    Os valores de 2025 poderão ser sacados até 29 de dezembro.

     

    PIS/Pasep terá novas regras em 2026; veja quem pode perder o benefício

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