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  • França exige cláusulas de salvaguarda para aprovar acordo UE-Mercosul

    França exige cláusulas de salvaguarda para aprovar acordo UE-Mercosul

    O governo francês voltou a exigir mudanças no texto do acordo, principalmente para proteger o setor agrícola, e condicionou seu apoio à inclusão de um mecanismo que limite importações em caso de risco aos produtores europeus

    O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Nöel Barrot, pediu neste domingo ao chanceler argentino, Pablo Quirno, que o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul só avance com a inclusão de uma cláusula de salvaguarda considerada robusta por Paris. Os dois se reuniram à margem da cúpula do G20, em Joanesburgo, na África do Sul, segundo comunicado divulgado pela diplomacia francesa.

    Durante o encontro, Barrot reforçou as condições estabelecidas pelo presidente Emmanuel Macron para que a França apoie o acordo, destacando especialmente a necessidade de concluir com os países do Mercosul um mecanismo que permita adotar medidas temporárias para restringir importações sempre que houver risco de prejuízo significativo a um setor específico.

    Para o governo francês, o ponto mais sensível é a área agrícola, já que Brasil e Argentina estão entre os maiores exportadores de carne bovina, além de aves, açúcar e mel. Os sindicatos rurais da França chegaram a bloquear estradas e mobilizar o país em janeiro do ano passado em protesto contra o pacto, alegando que ele colocaria em risco a sobrevivência da produção local.

    Apesar de alguns sinais recentes de flexibilização por parte de Macron, Paris afirmou na semana passada que o texto atual do acordo continua inaceitável.

    A Comissão Europeia assinou o tratado com o Mercosul em dezembro de 2024, depois de 25 anos de negociações, e incluiu medidas de proteção para produtos agrícolas mais vulneráveis, além da promessa de intervir em caso de desequilíbrios no mercado. Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser ratificado pelos países da UE. Quando aprovado, criará um dos maiores mercados do mundo, com cerca de 780 milhões de pessoas.

    França exige cláusulas de salvaguarda para aprovar acordo UE-Mercosul

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  • Haddad: Em 4 anos, teremos a menor inflação e menor média de taxa de desemprego

    Haddad: Em 4 anos, teremos a menor inflação e menor média de taxa de desemprego

    Fernando Haddad destacou na abertura do Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, que o Brasil caminha para registrar a menor inflação e a menor taxa média de desemprego em quatro anos. O ministro ressaltou ainda a recuperação do crescimento e a ampliação da isenção do Imposto de Renda

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discursou há pouco na abertura do Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo. Haddad fez um balanço das conquistas da economia no País ao mencionar a dinâmica benigna da inflação e o nível historicamente baixo da taxa de desemprego.

    “Em quatro anos, teremos a menor inflação e a menor média da taxa de desemprego”, afirmou Haddad, que ainda disse que as redes sociais não dão relevo ao que está acontecendo na economia e que essas conquistas “não serão vistas em jornais”.

    O ministro também destacou a recuperação do crescimento do País, e comparou com a dinâmica atual com outros períodos. “Desde 2010, o índice de crescimento vem decrescendo e tem sido sofrível”.

    Apesar da recuperação do crescimento e ter voltado ao ranking de 10 maiores economias do mundo, Haddad reconheceu que não adianta o Brasil estar, ao mesmo tempo, entre as 10 maiores economias do mundo e ser um dos 10 países mais desiguais.

    O ministro ainda destacou a aprovação, por unanimidade, do projeto de ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR). “Isenta quem ganha menos e tributa o andar de cima”, disse.

    Além de Haddad, estavam presentes no evento o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a primeira-dama, Janja Lula da Silva, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

    Participaram ainda o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges.

    Haddad: Em 4 anos, teremos a menor inflação e menor média de taxa de desemprego

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  • INSS paga 13º a novos aposentados a partir de segunda (24); veja calendário e quem recebe

    INSS paga 13º a novos aposentados a partir de segunda (24); veja calendário e quem recebe

    Os novos segurados vão receber a renda junto com a aposentadoria ou pensão mensal, a partir de segunda-feira (24). Os depósitos são feitos conforme o final do benefício, sem considerar o dígito verificador. O pagamento vai até 5 de dezembro

    (FOLHAPRESS) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pagará o 13º a aposentados e pensionistas que tiveram o benefício liberado a partir do mês de maio deste ano. Ao todo, 2,4 milhões vão receber a gratificação natalina, que soma R$ 2,9 bilhões.

    Os demais segurados tiveram os valores de forma antecipada, nas competências de abril e maio. Foram pagos R$ 73,3 bilhões a 34,2 milhões de beneficiários. A antecipação vem sendo feita desde 2020.

    Os novos segurados vão receber a renda junto com a aposentadoria ou pensão mensal, a partir de segunda-feira (24). Os depósitos são feitos conforme o final do benefício, sem considerar o dígito verificador. O pagamento vai até 5 de dezembro.

    Quem ganha até um salário mínimo (R$ 1.518 neste ano) recebe primeiro. Depois, é pago o valor a quem recebe acima do mínimo até o teto do INSS, que neste ano está em R$ 8.157,41.

    A consulta ao benefício será liberada para todos os segurados a partir do dia 24 no aplicativo ou site Meu INSS. Beneficiários que recebem um salário mínimo conseguem ver antes se o valor já está provisionado. Depois, no primeiro dia do calendário, é liberada a consulta a todos os aposentados que têm direito.

    Tem direito à gratificação quem recebe aposentadoria, pensão e benefícios por incapacidade como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e auxílio-acidente.

    No caso do auxílio-doença e do auxílio-acidente, que são temporários, o pagamento é feito de forma proporcional, conforme o número de meses do benefício até a data de depósito da gratificação natalina. Benefícios como BPC (Benefício de Prestação Continuada) e RMV (Renda Mensal Vitalícia) não têm direito.

    Receberá o 13º do INSS em novembro quem se aposentou ou passou a ganhar um benefício previdenciário entre os meses de maio e outubro. A parcela será paga de uma única vez.

    Haverá o desconto do Imposto de Renda a quem se enquadra nas regras para pagar o tributo. Por lei do governo Lula, quem ganha até dois salários mínimos está isento do IR. Benefícios por doenças graves, que dão isenção, também não pagam imposto.

    A nova isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 ainda não está valendo. Ela passa a ser aplicada a partir de 1º de janeiro, conforme lei aprovada no Congresso. Com isso, aposentados, pensionistas e demais beneficiários que ganham até este valor não pagarão mais IR.

    Aposentados e pensionistas a partir de 65 anos pagam menos imposto. Isso porque eles têm direito a uma cota extra de isenção do IR a partir do mês em que fazem aniversário.
    *
    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO 13º DO INSS EM NOVEMBRO

    Para quem ganha o salário mínimo
    Final do benefício – Data de pagamento
    1 – 24 de novembro
    2 – 25 de novembro
    3 – 26 de novembro
    4 – 27 de novembro
    5 – 28 de novembro
    6 – 1º de dezembro
    7 – 2 de dezembro
    8 – 3 de dezembro
    9 – 4 de dezembro
    0 – 5 de dezembro

    Para quem recebe benefício acima do salário mínimo
    Final do benefício – Data do pagamento
    1 e 6 – 1 de dezembro
    2 e 7 – 2 de dezembro
    3 e 8 – 3 de dezembro
    4 e 9 – 4 de dezembro
    5 e 0 – 5 de dezembro

    PROJETOS NA CÂMARA E NO SENADO TENTARAM CRIAR 14º SALÁRIO DO INSS

    Dois projetos -um na Câmara e outro no Senado- tentaram implementar um 14º a aposentados do INSS. A ideia ganhou força na pandemia, com o adiantamento do 13º salário do INSS para os primeiros meses do ano após o confinamento causado pela Covid-19.

    O projeto da Câmara, de deputado Pompeo de Matos (PDT-RS), teve sua última movimentação em 2022. Já a proposta do Senado partiu de uma iniciativa popular encampada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), mas foi declarada como prejudicado em 2023.

    Um tema é considerado prejudicado se perde seu objeto principal. No caso, como o 14º foi proposto na pandemia, como uma forma de amparo a segurados do INSS teria perdido relevância após o fim do confinamento e o retorno à vida normal na sociedade.

    COMO É FEITO O PAGAMENTO DO 13º DO INSS?

    O pagamento do 13º salário é feito considerando o mês em que o aposentado começou a receber o benefício. Se já estava aposentado em janeiro do ano do pagamento ou antes, receberá o valor integral, sendo 50% na primeira parcela e o restante na segunda.

    A segunda parcela pode ter o desconto Imposto de Renda, caso o segurado seja obrigado a pagar o tributo. Para quem se aposentou no ano de pagamento, o 13º salário é proporcional ao número de meses.

    Por lei, o benefício deve ter a primeira parcela paga no primeiro semestre e a segunda deve ser depositada até a competência de novembro, paga entre o final de novembro e o começo de dezembro.

    Quem se aposenta após o adiantamento das duas parcelas recebe de uma única vez, no final do ano. Quem tem auxílio-doença recebe um pagamento proporcional. Se o benefício por incapacidade temporária ainda estiver sendo pago, o segurado recebe um 13º com base no número de meses em que ficará afastado.

    Normalmente, a consulta para saber o valor exato que será pago é liberada próxima à data de pagamento, sendo que quem recebe o salário mínimo costuma saber o valor antes dos outros beneficiados. Após o primeiro dia de pagamento, o INSS libera o extrato atualizado para todos os segurados.

    A consulta poderá ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS, que pode ser baixado nas lojas Play Store (Android) e App Store (iOS). O desenvolvedor é Serviços e Informações do Brasil.

    É preciso ter cadastro no Portal Gov.br para conseguir o acesso no celular e no site. Clique aqui para saber como criar uma conta.

    INSS paga 13º a novos aposentados a partir de segunda (24); veja calendário e quem recebe

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  • Tarifaço continua a afetar 22% das exportações, diz Alckmin

    Tarifaço continua a afetar 22% das exportações, diz Alckmin

    Segundo Alckmin, a nova decisão representa o maior avanço até agora nas negociações bilaterais. Ele destacou que, no início da imposição das tarifas, 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estavam submetidas a alíquotas adicionai

    O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos permanecem sujeitas às sobretaxas impostas pelo governo norte-americano. A declaração foi dada no Palácio do Planalto, um dia após a Casa Branca retirar 238 produtos da lista do chamado tarifaço.

    Segundo Alckmin, a nova decisão representa o maior avanço até agora nas negociações bilaterais. Ele destacou que, no início da imposição das tarifas, 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estavam submetidas a alíquotas adicionais.

     

    Gradualmente, tivemos decisões que ampliaram as isenções. Com a retirada dos 238 produtos, reduzimos para 22% a fatia da exportação sujeita ao tarifaço”, disse.

    A medida anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, revoga a tarifa extra de 40% para uma lista de itens majoritariamente agrícolas, como café, carne bovina, banana, tomate, açaí, castanha de caju e chá. A isenção tem efeito retroativo a 13 de novembro e permitirá o reembolso de produtos já exportados.

    Impacto nas exportações

    Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que, tomando como base os US$ 40,4 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2024:

    US$ 8,9 bilhões seguem sujeitos à tarifa adicional de 40% (ou 10% mais 40%, dependendo do produto);US$ 6,2 bilhões continuam enfrentando a tarifa extra de 10%;US$ 14,3 bilhões estão livres de sobretaxas;US$ 10,9 bilhões permanecem sob as tarifas horizontais da Seção 232, aplicadas a setores como siderurgia e alumínio.

    De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a parcela das exportações brasileiras totalmente livre de tarifas adicionais aumentou 42% desde o início da crise.

    Ela ponderou, no entanto, que o setor industrial continua sendo o mais afetado e exige maior atenção por parte do governo. “Para a indústria, a busca de mercados alternativos é mais complexa do que para commodities”, afirmou.

    Aeronaves da Embraer, por exemplo, seguem sujeitas à tarifa de 10%.

    Negociações seguem

    Alckmin afirmou que a decisão dos EUA foi influenciada pelo diálogo recente entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro na Malásia, em outubro. O governo brasileiro enviou aos EUA, em 4 de novembro, uma proposta de acordo comercial, cujo teor não foi detalhado.

    O presidente em exercício reiterou que o país busca avançar nas tratativas para retirar novos produtos da lista de itens tarifados. Ele mencionou que temas tarifários e não tarifários seguem na pauta de discussão, incluindo áreas como terras raras, big techs, energia renovável e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata).

    Alckmin também confirmou que Lula apresentou a Trump, além do pedido de redução tarifária, questionamentos sobre a aplicação da Lei Magnitsky, que resultou em sanções contra autoridades brasileiras.

    Segundo o presidente em exercício, ainda não há reunião prevista entre os presidentes, embora Lula tenha convidado o mandatário norte-americano para visitar o Brasil.

    Setores mais sensíveis

    Apesar do alívio para diversos itens agrícolas, o governo avalia que os produtos industriais permanecem como o principal foco de preocupação. Parte desses segmentos, especialmente bens de maior valor agregado ou fabricados sob encomenda, têm mais dificuldade para redirecionar exportações para outros mercados.

    Alckmin afirmou que seguirá empenhado em buscar novas exceções. “Continuamos otimistas. O trabalho não terminou, mas avança com menos barreiras”, declarou.

    Tarifaço continua a afetar 22% das exportações, diz Alckmin

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  • PL Antifacção aprovado pela Câmara asfixia PF e Receita, diz Haddad

    PL Antifacção aprovado pela Câmara asfixia PF e Receita, diz Haddad

    Fernando Haddad criticou o texto do PL Antifacção aprovado pela Câmara, afirmando que a proposta enfraquece a Polícia Federal e a Receita ao reduzir recursos de fundos estratégicos e abrir brechas jurídicas para o crime organizado.

    A versão do Projeto de Lei (PL) Antifacção aprovada pela Câmara dos Deputados segue “na direção contrária do que se pretende” e enfraquece órgãos federais responsáveis pelo combate ao crime organizado, disse nesta quarta-feira (19) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, o substitutivo do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) asfixia financeiramente a Polícia Federal (PF), ao alterar regras de destinação de bens apreendidos.

    “Nós não podemos deixar essas operações serem enfraquecidas por um relatório açodadamente votado, sem que os especialistas fossem ouvidos, sem que os órgãos fossem ouvidos adequadamente, à luz do dia, em audiência pública, para que todo mundo tenha conhecimento do que aconteceu”, disse o ministro na saída do Palácio do Planalto.
    Segundo Haddad, o texto da Câmara cria brechas para o crime organizado. “Você vai complicar o impedimento para abrir brechas para o bandido atuar, ao invés de combater os órgãos que atuam contra a corrupção e o crime organizado? É uma contradição, e nós temos que resolver”, acrescentou. 

    Menos recursos

    Na avaliação do ministro da Fazenda, a manutenção por Derrite da divisão dos recursos confiscados de facções, quando houver atuação conjunta de órgãos federais e estaduais, reduz verbas para áreas estratégicas no combate ao crime organizado. O deputado, relator da proposta na Câmara, concordou em migrar os valores para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

    No entanto, o governo argumenta que outros fundos federais, como o Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol), perderiam recursos. Haddad afirmou que o substitutivo aprovado também enfraquece a Receita Federal, especialmente na atuação aduaneira.

    “Por melhor que tenha sido a intenção, ela vai na direção absolutamente contrária do que se pretende. Ela facilita a vida dos líderes do crime organizado e asfixia financeiramente a Polícia Federal e fragiliza as operações de fronteira da aduana, que é da Receita Federal. Então nós estamos realmente na contramão do que nós precisamos”, disse.

    O ministro avaliou ainda que o texto cria “expedientes frágeis” que podem ser usados por advogados de criminosos para anular investigações. Ele citou impacto negativo em três operações em andamento: o combate a fundos financeiros usados para lavagem de dinheiro, a atuação contra a máfia do combustível no Rio de Janeiro e o enfrentamento a fraudes no sistema bancário.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou e afirmou que o texto aprovado “enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica”.

    Posição da Polícia Federal

    A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) reconheceu avanços no projeto, mas apontou retrocessos, especialmente na retirada do Funapol, fundo destinado ao aparelhamento da PF, como destinatário dos bens confiscados.

    A entidade pediu que o Senado faça um debate “mais técnico, sem interferências políticas e ideológicas”.

    Defesa do projeto

    O relator Guilherme Derrite rebateu as críticas. Ele acusou Haddad e o PT de criarem “mentiras para estabelecer uma narrativa eleitoral desonesta”. Derrite, que se licenciou do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para relatar o texto, afirmou que o projeto enfrenta o crime organizado com “a lente da realidade”.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comemorou a aprovação e disse que o Brasil decidiu enfrentar o problema “pela lente da realidade, não da ideologia”. Segundo ele, o texto endurece penas, retira benefícios e fortalece a capacidade de asfixia financeira das facções.

    Principais pontos

    A Câmara aprovou o texto-base por 370 votos a 110, com três abstenções. A proposta havia sido enviada originalmente pelo Executivo, mas sofreu modificações profundas durante a tramitação, o que elevou a tensão entre o governo e a base de apoio ao projeto. A matéria segue agora para o Senado Federal, onde será relatada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

    O projeto promove um novo marco legal para o enfrentamento a facções criminosas, com endurecimento de penas, ampliação de hipóteses de bloqueio de bens e mudanças na repartição de valores confiscados.

    Destinação de bens apreendidos: quando a investigação for estadual, os bens passarão a integrar o Fundo de Segurança Pública do estado. Se a Polícia Federal participar da operação, os valores irão para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). O governo federal argumenta que a regra descapitaliza fundos sob responsabilidade da União, como o Funad e o Funapol.

    Endurecimento de penas: o relator incluiu aumentos expressivos nas penas para crimes cometidos por integrantes de facções. Homicídio doloso, por exemplo, pode chegar a 40 anos de prisão. Casos de sequestro, roubo e extorsão também tiveram elevação significativa. Crimes como ameaça, antes punidos com detenção, passam a ter pena de reclusão.

    Bloqueio de bens e restrição de benefícios: o texto autoriza o bloqueio de todos os tipos de bens, inclusive criptomoedas e cotas societárias, ainda na fase de investigação, por decisão judicial ou a pedido do Ministério Público. Também proíbe concessão de anistia, graça, indulto, fiança e liberdade condicional a integrantes de organizações criminosas.

    Proposta rejeitada: uma tentativa do PL de incluir a equiparação de facções criminosas ao terrorismo foi rejeitada. Derrite argumentou que o tema não tinha relação com o projeto original enviado pelo Executivo.

    PL Antifacção aprovado pela Câmara asfixia PF e Receita, diz Haddad

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  • Black Friday deve movimentar R$ 5,4 bilhões no comércio do país

    Black Friday deve movimentar R$ 5,4 bilhões no comércio do país

    Maior fatia ficará com hiper e supermercados, prevê CNC; veja quais categorias de produtos terão os maiores descontos.A projeção da CNC representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período.

    O comércio deve receber volume recorde de R$ 5,4 bilhões com a Black Friday deste ano, temporada de compras que terá como marco a sexta-feira da próxima semana (28). A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    A projeção da CNC representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período.

    O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, explicou à Agência Brasil que a pesquisa não se refere a um dia específico, mas ao impacto ao longo do mês de novembro. “Isso é uma característica da Black Friday brasileira”, diz.

    A Black Friday já é a quinta data mais importante para o comércio, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.

    Os setores que podem ter maiores vendas são:

    • hiper e supermercados: R$ 1,32 bilhão
    • eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão
    • móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão
    • vestuário, calçados e acessórios: R$ 950 milhões
    • farmácias, perfumarias e cosméticos: R$ 380 milhões
    • livrarias, papelarias, informática e comunicação: R$ 360 milhões

    Influências

    Ao apontar motivos para o volume recorde, a CNC lembra que a economia brasileira tem vivenciado desvalorização do dólar (que deixa produtos importados mais baratos), perda de força da inflação e crescimento de emprego e renda média do trabalhador.A taxa de desemprego no país alcançou 5,6% no trimestre encerrado em setembro, o nível mais baixo já apurado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002.

    Por outro lado, a CNC aponta fatores que impedem um crescimento ainda maior nas vendas: o nível elevado dos juros e o patamar de famílias endividadas.

    O estudo cita um levantamento do Banco Central que aponta taxa média de juros das operações de créditos livres destinadas às pessoas físicas em 58,3% ao ano, maior nível para essa época do ano desde 2017.

    Em relação ao endividamento, a entidade representativa do comércio cita pesquisa própria que mostra 30,5% das famílias com contas em atraso.

    Outro fator que pesa contra é a concorrência com o setor externo, por meio de importações. Ou seja, pessoas que preferem comprar de lojas estrangeiras.

    Descontos

    A CNC fez um acompanhamento diário de 150 preços de itens de 30 categorias para medir os descontos médios. O levantamento aponta que 70% delas revelaram “elevado potencial de redução”, quando o preço já acusava tendência de queda superior a 5%.

    Os maiores descontos ficaram com as seguintes categorias:

    • Papelaria: 10,14%
    • Livros: 9,02%
    • Joias e Bijuterias: 9,01%
    • Perfumaria: 8,20%
    • Utilidades Domésticas: 8,18%
    • Higiene Pessoal: 8,11%
    • Moda: 7,82%História

    A Black Friday brasileira é inspirada na tradicional queima de estoques realizada pelos comerciantes dos Estados Unidos após a celebração do Dia de Ação de Graças, feriado americano comemorado sempre na última quinta-feira de novembro.

    Em 2010, segundo a CNC, a movimentação foi de R$ 1,52 bilhão. À época, apenas os segmentos de móveis e eletrodomésticos, livrarias e papelarias e as lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos estavam envolvidos com o evento.

    Cuidados

    A temporada de promoções e apelo de vendas é acompanhada por armadilhas de golpistas e fraudadores, o que exige atenção dos consumidores.

    A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, disponibiliza um guia para diminuir a chance de ser enganado.

    Confira algumas orientações:

    • Desconfie de descontos irreais: promoções podem esconder preços inflados previamente. É possível acompanhar e comparar os valores dos produtos desejados ao longo do tempo, usando ferramentas on-line
    • Cheque a reputação da loja: especialmente em plataformas desconhecidas, pesquise em sites de reclamações
    • Atenção à entrega e aos reembolsos: verifique os prazos e políticas antes de fechar a compra
    • Prefira sites seguros: veja se o endereço começa com “https” e se há um cadeado ao lado do URL (endereço virtual)
    • Direito de arrependimento: compras on-line têm até sete dias para arrependimento com reembolso total

    Caso suspeite de propaganda enganosa ou se sinta lesado em uma compra, denuncie no portal consumidor.gov.br ou no Procon do seu estado

    Golpe por IA

    Uma pesquisa recente publicada pelo site Reclame Aqui apontou que 63% dos consumidores não conseguem identificar golpes com inteligência artificial (IA).

    O escritório Baptis​ta Luz Advogados, parceiro do site, apontou alguns caminhos que ajudam a identificar possíveis golpes elaboradas por IA:

    • Vídeos e vozes artificiais, falas descompassadas, piscadas fora de ritmo ou vozes com entonação robótica
    • Anúncios com celebridades ou influenciadores em contextos incomuns: quando o rosto ou a voz de uma pessoa famosa aparece promovendo algo que ela nunca divulgou oficialmente, por exemplo
    • Mensagens muito formais, com frases repetitivas ou erros sutis de concordância e pontuação
    • Perfis falsos com aparência profissional, contas recém-criadas em redes sociais, sem histórico de postagens ou com comentários automatizados
    • Imagens ou logotipos distorcidos: a IA ainda falha em pequenos detalhes, logos ligeiramente diferentes, sombras incoerentes, mãos ou objetos com proporções estranhas em imagens promocionais são pistas de manipulação digital
    • Comunicações que simulam atendimento humano: chats, e-mails ou mensagens com atendentes que parecem reais, mas respondem de forma genérica

    Black Friday deve movimentar R$ 5,4 bilhões no comércio do país

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  • BCE continuará ajustando política conforme necessário para manter inflação na meta, diz Lagarde

    BCE continuará ajustando política conforme necessário para manter inflação na meta, diz Lagarde

    Christine Lagarde afirmou que a política monetária do BCE seguirá ajustada para garantir a convergência da inflação à meta, destacando cortes de juros já em curso. Ela ressaltou a força do mercado de trabalho, a importância da demanda interna e defendeu eliminar barreiras no mercado único para fortalecer a competitividade europeia

    A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a política monetária seguirá calibrada para garantir a convergência da inflação à meta, destacando que os cortes de juros já implementados começam a aliviar condições financeiras. “Cortamos as taxas em 200 pontos-base desde o pico, e isso está cada vez mais se transmitindo para condições de financiamento mais fáceis”, disse ela. “Continuaremos a ajustar nossa política conforme necessário para assegurar que a inflação permaneça na nossa meta.”

    Nesta sexta-feira, 21, Lagarde descreveu um mercado de trabalho “extraordinariamente forte”, que sustentou o consumo mesmo com desaceleração do crescimento. “Desde o fim da pandemia, a relação entre emprego e PIB tem sido quase de um para um”, afirmou, ressaltando o “círculo virtuoso” criado pela geração de vagas e pela expansão de serviços intensivos em mão de obra.

    A dirigente reforçou que a expansão nos próximos anos virá principalmente da demanda interna, enquanto o modelo de crescimento baseado em exportações perdeu força em meio a choques globais e maior competição internacional.

    Segundo ela, investimentos públicos em defesa e infraestrutura devem amortecer parte desse impacto, e a resiliência da economia doméstica pode amparar o crescimento.

    Lagarde voltou a defender o avanço do mercado único, citando barreiras internas equivalentes a tarifas elevadas em setores-chave, como serviços digitais e mercados de capitais. A eliminação desses entraves, disse, fortaleceria a competitividade europeia e reduziria a dependência de mercados externos, permitindo que o bloco avance “de meramente resiliente para genuinamente forte”.

    BCE continuará ajustando política conforme necessário para manter inflação na meta, diz Lagarde

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  • Alckmin: em dezembro, teremos acordo entre Mercosul e União Europeia

    Alckmin: em dezembro, teremos acordo entre Mercosul e União Europeia

    Durante a abertura do Salão do Automóvel em São Paulo, Geraldo Alckmin afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia será concluído no próximo mês. O vice-presidente destacou avanços do governo Lula em exportações, crédito e sustentabilidade, como a isenção de IPI para carros sustentáveis e medidas de descarbonização

    O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, reforçou nesta quinta-feira, 20, que o acordo Mercosul e a União Europeia sairá no próximo mês. A indicação se deu após o ministro listar acordos que o governo Luiz Inácio Lula da Silva “fez”, como o Mercosul-Singapura.

    A declaração ocorreu em meio à abertura do Salão do Automóvel em São Paulo. Também prestigiaram o evento, além de Alckmin e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

    Alckmin disse que o País pode “avançar muito na questão da exportação também” e citou outras medidas do governo Lula. “A lei de garantias, o marco de garantia aumentou o crédito e reduziu o spread, o fundo do clima ajudando as empresas a descarbonizarem. E o carro sustentável, o Presidente Lula zerou o IPI para o carro sustentável”, mencionou.

    Alckmin: em dezembro, teremos acordo entre Mercosul e União Europeia

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  • Receita abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

    Receita abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

    A Receita Federal libera nesta sexta-feira a consulta ao lote de restituição da malha fina de fevereiro, que inclui contribuintes que regularizaram pendências e também valores residuais de anos anteriores. Mais de 214 mil pessoas receberão o pagamento, que será depositado em 28 de novembro.

    Cerca de 249 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição nesta sexta-feira (21). 

    A partir das 10h, a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de fevereiro, que também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    Ao todo, 214.310 contribuintes receberão R$ 494,09 milhões. Desse total, R$ 296,95 milhões irão para contribuintes com prioridade no reembolso.

    Entre o público com prioridade, estão 138.164 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix.

    Também têm prioridade contribuintes de 60 a 79 anos; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave; e contribuintes acima de 80 anos.

    A Receita também pagará restituição a 30.867 contribuintes sem prioridade, que acertaram as contas e saíram da malha fina.

    A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no botão Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Pagamento

    O pagamento será feito em 28 de novembro na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda.

    Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

    Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária.

     

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  • Lula: retirada de sobretaxa foi passo na direção certa, mas é preciso 'avançar ainda mais'

    Lula: retirada de sobretaxa foi passo na direção certa, mas é preciso 'avançar ainda mais'

    Lula celebrou a retirada da sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros pelos EUA como vitória da diplomacia e do diálogo com Donald Trump. Ao lado de Haddad e Alckmin, destacou avanços nas negociações e disse esperar ampliar a cooperação política e comercial entre Brasil e Estados Unidos.

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou na quinta-feira, 20, a retirada, pelo governo dos Estados Unidos, da sobretaxa de 40% aplicada a alguns produtos brasileiros, como uma “vitória do diálogo, da diplomacia e do bom senso”. Segundo Lula, a decisão foi um “passo na direção certa”, mas é preciso “avançar ainda mais”.

    “O diálogo franco que mantive com o presidente Trump e a atuação de nossas equipes de negociação, formada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad e Mauro Vieira pelo lado brasileiro, possibilitaram avanços importantes”, anotou o presidente da República.

    Lula destacou que o governo seguirá no diálogo com Trump “tendo como norte nossa soberania e o interesse dos trabalhadores, da agricultura e da indústria brasileira”.

    Em vídeo, o chefe do Executivo frisou que a decisão dos EUA é “muito importante para a relação civilizada que tem que ter entre Brasil e Estados Unidos”. “Eu acho que Trump deu bom sinal, então precisamos estar preparados. Porque ele está convidado para vir no Brasil, quando ele quiser, e eu espero ser convidado para ir a Washington para a gente poder zerar qualquer celeuma comercial política entre Brasil e EUA”, pontuou.

    A gravação foi feita ao lado do ministro da Fazenda Fernando Haddad e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Este último afirmou que depois da conversa entre Lula e Trump “abriu uma avenida de entendimento”.

    Ainda de acordo com Alckmin, os avanços significam emprego, desenvolvimento e mais comércio exterior. Já Haddad disse acreditar que “vai prevalecer o bom senso” porque Lula é um “homem do diálogo”.

    Lula ainda chegou a se dirigir a Trump no vídeo, dizendo que só agradeceria o presidente dos EUA parcialmente. “Porque eu vou agradecer totalmente quanto tiver tudo acordado entre nós”, afirmou. “Agora eu queria dizer uma coisa, presidente: se em apenas duas conversa já chegamos ao que chegamos acho que com três, quatro conversas iremos fazer com que Brasil e EUA vivam em harmonia politicamente e comercialmente. Obrigado pela decisão”, completou.

    Lula: retirada de sobretaxa foi passo na direção certa, mas é preciso 'avançar ainda mais'

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