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  • Reajuste de mensalidades e gasolina pressionam inflação ao consumidor no IGP-10 de fevereiro

    Reajuste de mensalidades e gasolina pressionam inflação ao consumidor no IGP-10 de fevereiro

    No ranking de principais pressões em fevereiro figuraram curso de ensino fundamental (5,71%), curso de ensino superior (4,66%), gasolina (1,38%), tomate (16,46%) e condomínio residencial (1,48%). Na direção oposta, houve alívios de passagem aérea (-8,19%), tarifa de eletricidade residencial (-1,99%), cinema (-11,82%), leite longa vida (-4,91%) e ovos (-5,42%)

    Os aumentos nas despesas com mensalidades escolares e gasolina pressionaram a inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) em fevereiro, informou nesta sexta-feira, 13, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) passou de uma alta de 0,39% em janeiro para uma elevação de 0,50% em fevereiro.

    “No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor acelerou de 0,39% para 0,50%, refletindo principalmente os reajustes sazonais no grupo Educação, típicos do início do ano letivo, além das altas em Transportes e Habitação, impulsionadas por gasolina e condomínio residencial”, justificou Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

    No ranking de principais pressões em fevereiro figuraram curso de ensino fundamental (5,71%), curso de ensino superior (4,66%), gasolina (1,38%), tomate (16,46%) e condomínio residencial (1,48%). Na direção oposta, houve alívios de passagem aérea (-8,19%), tarifa de eletricidade residencial (-1,99%), cinema (-11,82%), leite longa vida (-4,91%) e ovos (-5,42%).

    Em relação ao mês anterior, cinco das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de 0,40% em janeiro para 0,93% em fevereiro), Habitação (de 0,08% para 0,34%), Educação, Leitura e Recreação (de 1,27% para 1,51%), Despesas Diversas (de 0,11% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,22% para 0,24%).

    As taxas foram mais baixas nos grupos Vestuário (de 0,87% para -1,10%) e Alimentação (de 0,50% para 0,44%). O grupo Comunicação registrou estabilidade pelo segundo mês seguido (0,00%).

    Reajuste de mensalidades e gasolina pressionam inflação ao consumidor no IGP-10 de fevereiro

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  • Veja as novas regras para receber o abono do PIS/Pasep a partir do dia 16

    Veja as novas regras para receber o abono do PIS/Pasep a partir do dia 16

    O dinheiro será liberado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil direto na conta dos correntistas e poupadores dos bancos na segunda. Quem não é cliente dos dois bancos terá acesso aos valores após o Carnaval

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo Lula começa a pagar o abono salarial do PIS/Pasep na segunda-feira (16), conforme calendário aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) no final do ano passado.

    Os valores serão depositados a 1,8 milhão de trabalhadores formais contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e 217,5 mil servidores públicos nascidos em janeiro. O lote soma R$ 2,5 bilhões.

    A partir deste ano, entram em vigor novas regras para ter acesso ao abono. A principal mudança está no limite de renda que dá direito ao benefício, que deixa de ser vinculado a dois salários mínimos e passa a ser corrigido pela inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), conforme emenda constitucional aprovada em 2024.

    O dinheiro será liberado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil direto na conta dos correntistas e poupadores dos bancos na segunda. Quem não é cliente dos dois bancos terá acesso aos valores após o Carnaval.

    Em 2026, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) identificou 25,4 milhões de trabalhadores aptos a receber o abono, totalizando R$ 31,5 bilhões em recursos destinados a eles. O pagamento tem início neste mês de fevereiro e poderá ser realizado até 30 de dezembro de 2026, último dia útil bancário do ano.
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    O QUE É O ABONO SALARIAL E QUEM TEM DIREITO?

    O abono salarial do PIS/Pasep funciona como um “14º salário” e é pago a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que cumpram os critérios exigidos. Em 2026, o benefício será pago a quem trabalhou no ano-base de 2024.

    Para receber, é preciso:
    – Estar inscrito há ao menos cinco anos no PIS/Pasep
    – Ter trabalhado ao menos um mês no ano-base, recebendo até R$ 2.765,93
    – Ter os dados informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais)

    VEJA O CALENDÁRIO DO PIS/PASEP 2026

    Nascidos em – Data de pagamento
    Janeiro – 15 de fevereiro
    Fevereiro – 15 de março
    Março e abril – 15 de abril
    Maio e junho – 15 de maio
    Julho e agosto – 15 de junho
    Setembro e outubro – 15 de julho
    Novembro e dezembro – 15 de agosto

    O calendário foi aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador). As datas foram propostas pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e definidas após deliberação com outros órgãos do governo federal.

    O dinheiro ficará disponível para saque até o último dia útil do calendário bancário de 2026. Caso o valor não seja retirado, ele retorna aos cofres públicos, mas ainda pode ser solicitado dentro do prazo de cinco anos.

    QUANTOS TRABALHADORES VÃO RECEBER O ABONO DO PIS/PASEP EM 2026?

    Ao todo, serão pagos R$ 2,5 bilhões a cerca de 2 milhões de trabalhadores formais e servidores públicos. Desse total, R$ 2,29 bilhões serão pagos pela Caixa Econômica Federal a quem tem direito ao PIS e R$ 301,9 milhões serão liberados pelo Banco do Brasil para quem tem direito ao Pasep.

    Para este exercício, o MTE identificou 25,4 milhões de trabalhadores aptos a receber o abono, totalizando R$ 31,5 bilhões em recursos. O pagamento terá início em fevereiro e poderá ser realizado até 30 de dezembro de 2026.

    QUEM TEM DIREITO AO ABONO SALARIAL EM 2026?

    Têm direito ao PIS/Pasep os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores públicos que tenham trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2024, estejam inscritos no programa há no mínimo cinco anos e tenham recebido até R$ 2.765,93 por mês, em média. O empregador também precisa ter enviado corretamente as informações na Rais.

    O QUE MUDA NO PIS/PASEP A PARTIR DESTE ANO?

    A principal mudança é no limite de renda que dá direito ao abono. Antes, o benefício era pago a quem ganhava até dois salários mínimos no ano-base. A partir de 2026, esse valor passa a ser corrigido pela inflação medida pelo INPC. Para quem trabalhou em 2024, o teto ficou em R$ 2.765,93.

    As alterações serão feitas de forma gradual. A regra prevê que, até 2035, o abono salarial seja pago apenas a trabalhadores que recebam até um salário mínimo e meio. O valor de referência será reduzido ano a ano até atingir esse patamar.

    VEJA A NOVA REGRA PARA TER ACESSO AO PIS/PASEP ATÉ 2035

    Ano – Valor que dá direito
    2025 – R$ 2.640
    2026 – R$ 2.765,93
    2027 – 1,90 salário mínimo
    2028 – 1,85 salário mínimo
    2029 – 1,80 salário mínimo
    2030 – 1,75 salário mínimo
    2031 – 1,70 salário mínimo
    2032 – 1,65 salário mínimo
    2033 – 1,60 salário mínimo
    2034 – 1,55 salário mínimo
    2035 – 1,50 salário mínimo

    QUAL É O VALOR DO ABONO SALARIAL?

    O trabalhador pode receber até um salário mínimo, dependendo do número de meses trabalhados no ano-base. O cálculo considera 1/12 do salário mínimo vigente no ano do pagamento para cada mês trabalhado, com arredondamento para cima. Frações iguais ou superiores a 15 dias são consideradas como mês cheio.

    QUEM TRABALHOU O ANO TODO RECEBE QUANTO?

    Quem trabalhou durante todos os 12 meses de 2024 receberá o valor integral de um salário mínimo, que será o piso vigente em 2026, de R$ 1.621.

    COMO SABER SE VOU RECEBER O PIS/PASEP EM 2026?

    A consulta poderá ser feita a partir de 5 de fevereiro pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Gov.br. É necessário ter login com CPF e senha, além de um fator de segurança, como biometria.
    Como fazer a consulta ao PIS/Pasep?

    Pela internet
    1 – Acesse o site e clique em “Entrar com gov.br”
    2 – Faça login com seu CPF e senha cadastrados no Portal Gov.br. Caso não tenha cadastro, é possível fazê-lo neste site
    3 – Em seguida, clique em “Abono Salarial”
    4 – Na próxima tela, aparecerá a informação se o trabalhador receberá ou não o benefício

    Pelo aplicativo
    1 – No celular ou tablet, baixe o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, caso não o tenha.
    2 – Faça login com seu CPF e senha cadastrados no Portal Gov.br. Caso não tenha cadastro, é possível fazê-lo neste site.
    3 – Na tela inicial, clique em “Abono Salarial – Consultar”. Caso a opção não apareça, clique no menu da parte de baixo da tela, depois, em “Benefícios e Abono Salarial”
    4 – Na próxima página, aparecerá a informação sobre os valores a receber

    COMO É FEITO O PAGAMENTO DO PIS?

    O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal aos trabalhadores da iniciativa privada. Quem tem conta-corrente ou poupança na Caixa recebe o crédito automaticamente. Os demais beneficiários recebem o valor na poupança social digital movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
    Pelo aplicativo, é possível pagar contas, fazer transferências, realizar compras com cartão de débito virtual e pagar na maquininha, sem necessidade de ir a uma agência.

    COMO FUNCIONA O PAGAMENTO DO PASEP?

    O Pasep é pago pelo Banco do Brasil aos servidores públicos. Clientes do banco recebem o valor diretamente na conta. Quem não tem conta deve procurar uma agência do Banco do Brasil para sacar o benefício, levando documento de identificação com foto.

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  • Delcy Rodríguez afirma que Venezuela não vai desnacionalizar o petróleo

    Delcy Rodríguez afirma que Venezuela não vai desnacionalizar o petróleo

    Presidente interina defende nova lei de hidrocarbonetos, diz que recursos naturais continuam sob controle do Estado e afirma que reforma busca atrair investimentos para ampliar a produção e fortalecer a economia do país

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país pretende se consolidar como um grande produtor de petróleo, mas negou que a nova lei de hidrocarbonetos represente um processo de desnacionalização do setor.

    “Queremos deixar de ser apenas o país com as maiores reservas de petróleo e nos tornar um grande produtor, como os Estados Unidos, que produzem cerca de 30 milhões de barris por dia, e até mesmo como a Arábia Saudita”, declarou Rodríguez em entrevista concedida à emissora norte-americana NBC, a primeira a um veículo de comunicação dos Estados Unidos.

    Ao ser questionada se a nova legislação significaria o reconhecimento do fracasso das estatizações promovidas pelo chavismo nas últimas duas décadas, Rodríguez negou. Segundo ela, o petróleo e o carvão continuam sendo propriedade do Estado venezuelano. “A Venezuela está estabelecendo novos modelos de gestão que permitem administrar a produção e a comercialização”, afirmou.

    A nova norma reabre espaço para a participação do setor privado e reduz a carga tributária com o objetivo de atrair investimentos. De acordo com a presidente interina, trata-se de uma atualização das regras anteriores. “Reformamos a lei para que os dividendos dos investimentos tenham maior rentabilidade”, explicou.

    Rodríguez também garantiu que os recursos que Washington está transferindo a Caracas pela comercialização do petróleo venezuelano serão destinados à reconstrução do país e ao apoio à população. Ela destacou ainda a criação de dois fundos soberanos, voltados a assegurar proteção social e investimentos em infraestrutura básica.

    Sobre declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou governos chavistas de terem expropriado ativos de empresas petrolíferas norte-americanas durante o processo de nacionalização, Rodríguez afirmou que há “muita desinformação” sobre o tema. Segundo ela, o governo venezuelano está revisando contratos para esclarecer pendências financeiras.

    “Estamos revisando contratos e apurando quem deve a quem, quem deve à PDVSA e a quem a PDVSA deve”, disse, referindo-se à estatal Petróleos de Venezuela.

    A entrevista coincidiu com a visita do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, à Venezuela, em meio à cooperação entre Washington e Caracas para revitalizar a indústria petrolífera após a retirada do ex-presidente Nicolás Maduro do poder por forças norte-americanas no início de janeiro.

    Após a saída de Maduro, os Estados Unidos afirmaram que estão acompanhando o novo governo venezuelano com o objetivo de garantir estabilidade no país.
     
     

     

    Delcy Rodríguez afirma que Venezuela não vai desnacionalizar o petróleo

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  • Galípolo diz que BC será transatlântico em ano de incerteza e evita sinalizar rumo dos juros

    Galípolo diz que BC será transatlântico em ano de incerteza e evita sinalizar rumo dos juros

    Para os próximos anos, indicou que a agenda do BC estará centrada na “estabilidade”, tanto monetária quanto financeira. “Avançamos muito em competição e inclusão. Agora, a ênfase será estabilidade”, afirmou

    (FOLHAPRESS) – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou, nesta quarta-feira (11), que a autoridade monetária está em busca de dados adicionais que reforcem a confiança necessária para iniciar um ciclo de redução na taxa básica de juros, a Selic, a partir de março. Atualmente, os juros brasileiros encontram-se em 15% ao ano.

    “O Banco Central está mais para um transatlântico do que para um jet ski. Ele não pode fazer grandes movimentos e mudanças”, disse Galípolo, ao participar do CEO Conference Brasil, evento promovido pelo BTG Pactual.

    Segundo Galípolo, a palavra-chave do momento é “calibragem”. Ele afirmou que o BC seguirá dependente dos dados e não pretende oferecer sinalizações adicionais sobre os próximos passos do Copom (Comitê de Política Monetária) além do que já foi comunicado.

    O presidente do BC negou que o uso recente dos termos “serenidade” e “parcimônia” representaria alteração na estratégia da instituição. “Não há nenhuma mudança de função de reação”, afirmou.

    “Sobre o resto do ano, qualquer sinalização corre o risco de ser frustrada e causar mais dano do que ajudar”, disse ele, referindo-se ao cenário incerto de geopolítica, mudanças na política econômica dos Estados Unidos e as eleições brasileiras.

    Galípolo afirmou que a resiliência do mercado de trabalho segue um ponto de atenção, com desemprego em níveis historicamente baixos, e que os salários crescem acima da inflação e da produtividade -fator que, segundo ele, pressiona a dinâmica de preços.

    Ele defendeu que o país avance na agenda de produtividade para permitir crescimento mais sustentável e juros mais baixos no longo prazo. “A melhoria de bem-estar está calcada em ganhos de produtividade.”

    Ao tratar do regime de metas de inflação, disse que o patamar brasileiro está alinhado ao de outros países e elogiou declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em defesa da meta. Para Galípolo, o debate central deveria ser outro: por que o Brasil precisa manter juros estruturalmente mais elevados que seus pares e, ainda assim, enfrenta dificuldade para convergir a inflação.

    Sobre a volatilidade recente do câmbio, Galípolo disse que o BC já atuou de formas opostas em momentos distintos: sem intervir em um fim de ano e promovendo, no seguinte, a maior intervenção cambial da história recente. “A diferença foi a realidade.”

    Para ele, o Brasil se beneficiou recentemente de uma reavaliação global de riscos, com investidores diversificando posições fora dos Estados Unidos. 

    Ainda assim, ponderou que não está claro se esse movimento é estrutural.
    Segundo a avaliação dele, a agenda econômica do governo americano tenta resolver um dilema complexo: manter o dólar como moeda de reserva internacional sem sustentar déficits elevados em conta-corrente.

    Para o Brasil aproveitar o momento, disse, é preciso avançar em reformas que aumentem a atratividade ao investimento privado. “As vantagens competitivas estão colocadas. Depende de nós.”

    FOCO EM ESTABILIDADE

    Questionado sobre episódios recentes no sistema financeiro, incluindo a liquidação do Banco Master, Galípolo afirmou que o BC discute aperfeiçoamentos regulatórios, como mudanças nas regras do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), limites de alavancagem e maior atenção ao descasamento entre ativos e passivos.

    Ele agradeceu publicamente o apoio da Polícia Federal nas investigações e disse que o aprimoramento da supervisão é contínuo. “É um trabalho de polícia e ladrão. Você fecha uma porta, tentam abrir outra.”

    Para os próximos anos, indicou que a agenda do BC estará centrada na “estabilidade”, tanto monetária quanto financeira. “Avançamos muito em competição e inclusão. Agora, a ênfase será estabilidade”, afirmou.

    Sobre as duas vagas abertas na diretoria do BC, limitou-se a dizer que a indicação é prerrogativa do presidente da República e defendeu que a política monetária dependa cada vez menos de nomes e mais do arcabouço institucional.

    “Eu sonho com o dia em que ninguém saiba quem é o presidente do Banco Central”, disse.

    Galípolo diz que BC será transatlântico em ano de incerteza e evita sinalizar rumo dos juros

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  • Dólar mantém queda ante real com apetite por risco em NY e rotação de fluxo

    Dólar mantém queda ante real com apetite por risco em NY e rotação de fluxo

    A relativa estabilidade da moeda americana no exterior, mesmo após o payroll forte reforçar a postura cautelosa do Federal Reserve, limita uma recuperação mais consistente da divisa norte-americana

    O dólar opera em queda ante o real na manhã desta quinta-feira, 12, pressionado pela rotação global de carteiras em direção a emergentes e pela sinalização de gradualismo na Selic pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

    A relativa estabilidade da moeda americana no exterior, mesmo após o payroll forte reforçar a postura cautelosa do Federal Reserve, limita uma recuperação mais consistente da divisa norte-americana.

    O índice DXY segue travado, intercalando viés de alta e viés de queda, enquanto investidores aguardam o CPI dos EUA amanhã e, hoje, dados de auxílio-desemprego (10h30) e moradias (12h).

    Os juros futuros curtos e intermediários oscilam próximos dos ajustes anteriores em meio a quedas do dólar ante o real e dos dados de Serviços no país maior que a previsão mediana do mercado na margem. Os juros longos recuam, alinhados aos rendimentos dos Treasuries.

    O volume de serviços caiu 0,4% em dezembro ante novembro, mais que a mediana de -0,1%, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve alta de 3,4%, próxima à estimativa de 3,5%. Em 2025, o setor acumulou crescimento de 2,8%, em linha com o esperado.

    O Tribunal de Justiça de São Paulo prevê gastar R$ 4,8 bilhões em 2026 para penduricalhos suspensos por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. Segundo o Estadão/Broadcast, ao menos seis rubricas não têm previsão legal. O Ministério da Previdência, liderado por Wolney Queiroz, recomendou veto parcial aos aumentos salariais dos servidores do Congresso devido à inclusão inconstitucional de gratificações nas aposentadorias, competência do presidente da República.

    A Petrobras pagará no dia 20 a primeira parcela da remuneração aos acionistas referente à antecipação de 2025, integralmente em juros sobre capital próprio (JCP), no valor bruto de R$ 0,48052467 por ação, corrigido pela Selic.

    Líderes de toda a União Europeia estão reunidos nesta quinta-feira à medida que o bloco de 27 nações enfrenta o antagonismo do presidente dos EUA, Donald Trump, táticas econômicas agressivas da China e ameaças híbridas da Rússia, desafios que levaram a uma reconsideração da abordagem europeia em relação à diplomacia e ao comércio.

    A Restaurant Brands International (RBI), dona do Burger King, lucrou US$ 113 milhões no 4º trimestre, abaixo de um ano antes. O lucro ajustado por ação (US$ 0,96) e a receita (US$ 2,47 bilhões) superaram as estimativas. A ação subia 1,2% no pré-mercado.

    Dólar mantém queda ante real com apetite por risco em NY e rotação de fluxo

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  • Caso Master e do INSS começaram em governo que não detectava corrupção, diz ministro da CGU

    Caso Master e do INSS começaram em governo que não detectava corrupção, diz ministro da CGU

    Ministro Vinicius de Carvalho afirmou que os casos tiveram início em gestões que não detectavam corrupção e defendeu que, no governo Lula, órgãos de controle atuam com autonomia. Ele também criticou indicadores baseados apenas na percepção da população

    O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, afirmou nesta quinta-feira que as fraudes envolvendo o banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social, INSS, começaram em governos que não detectavam corrupção. Ele participou do programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação, EBC.

    Durante a entrevista, Carvalho comparou o combate à corrupção a uma cidade que tem ou não um aparelho de ressonância magnética. Segundo ele, quando há o equipamento, os casos de câncer são identificados e contabilizados. Já onde não há, não se investiga e afirma-se que não existem doentes.

    “O governo do presidente Lula é o governo que tem ressonância magnética. É o governo em que as pessoas podem ter certeza de que a CGU faz o seu trabalho, a Polícia Federal faz o seu trabalho, a Receita Federal faz o seu trabalho e todos os órgãos responsáveis por controle, fiscalização e investigação fazem o seu trabalho”, disse.

    Carvalho também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não politiza o tema da corrupção. Para ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, mencionava o assunto com frequência, mas não adotava medidas efetivas.

    “É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula não politiza e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia, como a gente tinha no Brasil, e não fazia nada, não enfrentava o tema na verdade”, completou.

    O ministro citou ainda pontos de uma pesquisa da OCDE segundo a qual os brasileiros demonstram maior confiança no setor público e no combate à corrupção. Ele criticou, no entanto, indicadores que medem apenas a percepção de corrupção, que teria aumentado em outro levantamento.

    “Se o índice, ao detectar uma percepção pior da população sobre corrupção, está registrando que isso ocorre por causa de casos que estão sendo descobertos, esse índice precisa ser discutido, precisa ser debatido. Ele pode premiar a cidade que não tem ressonância magnética. Qual é o sentido disso, qual é a utilidade disso?”, afirmou.

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    Caso Master e do INSS começaram em governo que não detectava corrupção, diz ministro da CGU

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  • Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

    Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

    Para o exercício fiscal de 2026, a companhia manteve seu guidance, mas elevou a projeção de lucro por ação (EPS) para um intervalo entre 10,70 euros e 11,10 euros, ante faixa anterior de 10,40 euros a 11,00 euros

    A Siemens registrou aumento na receita do primeiro trimestre, com desempenho positivo em todos os negócios industriais, enquanto o lucro líquido recuou em meio à continuidade de pressões cambiais. A gigante industrial alemã informou nesta quinta-feira (12) que o lucro líquido no trimestre encerrado em dezembro caiu para 2,03 bilhões de euros, ante 3,71 bilhões de euros um ano antes. O resultado superou a previsão de 1,60 bilhão de euros de analistas, segundo consenso compilado pela própria companhia.

    A receita avançou 8% em base comparável, para 19,14 bilhões de euros. As encomendas somaram 21,37 bilhões de euros, ante 20,07 bilhões de euros no mesmo período do ano anterior. Analistas projetavam receita de 19,10 bilhões de euros e entrada de pedidos de 20,84 bilhões de euros, de acordo com o mesmo consenso.

    O lucro do negócio industrial subiu para 2,90 bilhões de euros, de 2,52 bilhões de euros, com a margem aumentando para 15,6%. O número também superou a expectativa de 2,64 bilhões de euros dos analistas.

    A divisão de infraestrutura inteligente registrou encomendas em nível recorde trimestral, de 7,17 bilhões de euros, enquanto a receita da área cresceu 10% em base comparável, para 5,53 bilhões de euros.

    A unidade de indústrias digitais registrou alta nas encomendas e na receita em todas as regiões reportadas, com fortes avanços comparáveis tanto na China quanto nos Estados Unidos, informou a Siemens.

    Para o exercício fiscal de 2026, a companhia manteve seu guidance, mas elevou a projeção de lucro por ação (EPS) para um intervalo entre 10,70 euros e 11,10 euros, ante faixa anterior de 10,40 euros a 11,00 euros.

    Por volta das 8h30 (de Brasília), a Siemens subia 6,93% em Frankfurt. Fonte: Dow Jones Newswires.

     

    Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

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  • INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

    INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

    Sem calendário oficial até o momento, tendência é que o abono anual seja pago entre abril e junho, mantendo o modelo adotado pelo governo desde 2020 e beneficiando aposentados e pensionistas da Previdência Social.

    A possibilidade de o INSS antecipar o pagamento do 13º salário em 2026 é sempre tema de expectativa entre aposentados e pensionistas. Apesar de o governo ainda não ter publicado o decreto que define as datas, o comportamento adotado nos últimos anos reforça a tendência de que o valor seja liberado antes do segundo semestre.

    Nos últimos cinco anos, a antecipação do chamado abono anual foi usada como instrumento para aquecer a economia e reforçar o orçamento de milhões de segurados. Como o pagamento já integra a previsão orçamentária, a mudança não amplia despesas públicas, apenas altera o período em que o dinheiro é liberado.

    Se o modelo recente for repetido, os depósitos devem ocorrer entre abril e junho, divididos em duas etapas. A ordem segue o número final do benefício, desconsiderando o dígito após o traço.

    Têm direito ao 13º quem recebeu, ao longo do ano, aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Beneficiários do BPC e da Renda Mensal Vitalícia ficam de fora, já que esses pagamentos não têm natureza previdenciária.

    Em geral, a primeira parcela corresponde à metade do valor total e não sofre desconto de Imposto de Renda. Já a segunda parte inclui eventuais tributos para quem é contribuinte. Quem começou a receber o benefício depois do início do ano recebe o valor proporcional.

    Após a oficialização do calendário, as informações poderão ser consultadas pelo aplicativo e site Meu INSS ou pelo telefone 135. O número final do cartão do benefício é o que determina a data exata do depósito.

    INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

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  • Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

    Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

    Os primeiros vencimentos são para os proprietários de veículos com placa final 1, com prazo até esta quinta. Na sexta-feira (13), é a vez dos veículos com final 2. O cronograma avança nos dias úteis seguintes até alcançar as placas de final 0, no dia 23

    (FOLHAPRESS) – Começa nesta quinta-feira (12) o segundo ciclo de vencimentos do IPVA 2026 em São Paulo. Nesta etapa, os motoristas que não optaram pelo pagamento à vista devem pagar a cota única sem desconto ou, para quem parcelou, quitar a segunda prestação do imposto. O calendário segue até o dia 23, de acordo com o final da placa.

    Os primeiros vencimentos são para os proprietários de veículos com placa final 1, com prazo até esta quinta. Na sexta-feira (13), é a vez dos veículos com final 2. O cronograma avança nos dias úteis seguintes até alcançar as placas de final 0, no dia 23.

    Caso a data caia em fim de semana ou feriado, o pagamento pode ser feito no próximo dia útil. Após o vencimento, passam a incidir multa e juros, além da quebra do parcelamento para quem optou pelo pagamento em cotas.
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    VEJA O CALENDÁRIO DE VENCIMENTOS DO IPVA 2026 EM SP

    Para automóveis, motocicletas, ônibus, micro-ônibus, camionetas e caminhonetes, o vencimento da primeira parcela ou da cota única do IPVA ocorreu em janeiro, de acordo com o final da placa do veículo.

    Final da placa – 2ª parcela ou cota única sem desconto – 3ª parcela – 4ª parcela

    1 – 12 de fevereiro – 12 de março – 12 de abril
    2 – 13 de fevereiro – 13 de março – 13 de abril
    3 – 14 de fevereiro – 14 de março – 14 de abril
    4 – 15 de fevereiro – 15 de março – 15 de abril
    5 – 16 de fevereiro – 16 de março – 16 de abril
    6 – 19 de fevereiro – 19 de março – 19 de abril
    7 – 20 de fevereiro – 20 de março – 20 de abril
    8 – 21 de fevereiro – 21 de março – 21 de abril
    9 – 22 de fevereiro – 22 de março – 22 de abril
    0 – 23 de fevereiro – 23 de março – 23 de abril

    Se perdeu o prazo para o pagamento à vista ou para o parcelamento, em fevereiro há a possibilidade de quitar o imposto em parcela única, mas sem desconto.

    O parcelamento é cancelado quando uma parcela -exceto a primeira- deixa de ser paga no prazo.

    O IPVA paulista teve aumento médio de 2,51% em relação ao ano passado, segundo a tabela de valores venais divulgada pela Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), com base em levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). As alíquotas do imposto permanecem inalteradas.

    Para carros de passeio, o .IPVA corresponde a 4% do valor venal do veículo. No caso de motocicletas, motonetas, caminhonetes com cabine simples, ônibus e micro-ônibus, a alíquota é de 2%. Caminhões pagam 1,5%, enquanto veículos pertencentes a locadoras registradas no estado recolhem 1%.

    COMO PAGAR O IPVA 2026?

    O pagamento do IPVA 2026 pode ser feito nos canais digitais de bancos autorizados pelo governo paulista, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander, Safra, Sicoob, Daycoval, Mercantil e Rendimento. A quitação pode ser feita após informar o número do Renavam. É possível que os dados do veículo já estejam gravados, se o contribuinte quitou o IPVA daquele carro em anos anteriores pelo app do banco.

    Para pagar via Pix, o contribuinte deve acessar o site da Sefaz-SP, informar os dados do veículo e gerar um QR Code. A quitação pode ser feita em qualquer instituição financeira ou de pagamento participante do Pix -atualmente, mais de 900 no país-, com confirmação imediata.

    O QR Code tem validade de 15 minutos. Caso expire sem pagamento, é necessário emitir um novo código, sempre pelo site oficial da Sefaz-SP. No momento da transação, o contribuinte deve verificar se o destinatário é a “Secretaria da Fazenda e Planejamento”, com CNPJ 46.377.222/0003-90, em conta do Banco do Brasil.

    MOTORISTAS JÁ PODEM PAGAR O LICENCIAMENTO 2026

    Motoristas de São Paulo podem pagar o licenciamento de 2026, mesmo antes do início do calendário oficial de vencimentos do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), que começa em julho e vai até dezembro, conforme o final da placa. A antecipação vale para veículos de qualquer numeração e permite começar o ano com a documentação regularizada.

    Neste ano, a taxa do licenciamento é de R$ 174,08. Para concluir o procedimento, é necessário que não haja pendências no veículo, como multas de trânsito ou débitos de débitos de IPVA. Segundo o Detran-SP, a atualização do documento ocorre de forma imediata após a confirmação do pagamento.

    É possível pagar a taxa em bancos conveniados ou no próprio portal do Detran-SP, onde o motorista informa o número do Renavam e pode quitar, no mesmo ambiente, eventuais débitos pendentes, inclusive via Pix.

    A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) diz que a disponibilização dessas informações nos sistemas depende da implementação de cada instituição financeira, mas que, no geral, já é possível acessar o licenciamento nos canais de atendimento.

    VEJA O CALENDÁRIO DE LICENCIAMENTO 2026 EM SP
    Para motos, automóveis e camionetas

    Mês – Final da placa
    Julho – 1 e 2
    Agosto – 3 e 4
    Setembro – 5 e 6
    Outubro – 7 e 8
    Novembro – 9
    Dezembro – 0

    Para caminhões e caminhões-tratores
    Mês – Final da placa
    Setembro – 1 e 2
    Outubro – 3, 4 e 5
    Novembro – 6, 7 e 8
    Dezembro – 9 e 0

    CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO IPVA PARA CAMINHÕES

    Os caminhões seguem um calendário diferenciado. Para esses veículos, o pagamento integral antecipado em janeiro também gerou desconto de 3%, enquanto a quitação em cota única, sem desconto, vence em 22 de abril. O parcelamento pode ser feito em até cinco vezes, com vencimentos distribuídos entre os meses de março e setembro.

    Final da placa – 1ª parcela – Cota única sem desconto – 2ª parcela – 3ª parcela – 4ª parcela – 5ª parcela
    1 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    2 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    3 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    4 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    5 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    6 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    7 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    8 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    9 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    0 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro

    GOVERNO ALERTA PARA EVITAR CAIR EM GOLPES

    A Sefaz-SP alerta que as informações oficiais sobre o IPVA 2026 estão disponíveis apenas em páginas do domínio “sp.gov.br” e orienta os contribuintes a desconfiarem de links enviados por mensagens, emails ou redes sociais que prometem facilidades no pagamento do imposto.

    O motorista que deixar de pagar o IPVA no prazo fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso, além de juros de mora calculados com base na taxa Selic. Após 60 dias, a multa chega a 20% do valor do imposto. A inadimplência também impede o licenciamento do veículo e pode resultar na inscrição do débito na dívida ativa.

    Os proprietários que desejam antecipar o licenciamento anual do veículo devem quitar todos os débitos pendentes, incluindo o IPVA, a taxa de licenciamento e eventuais multas de trânsito.

    Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

    Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

    Cade valida aumento da participação da United na Azul no contexto do Chapter 11 e afasta, por ora, riscos concorrenciais; relator faz ressalvas sobre governança e indica nova análise caso a American Airlines ingresse na estrutura societária da companhia brasileira.

    O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, aprovou por unanimidade o ato de concentração envolvendo a Azul e a United Airlines. A operação prevê o aumento da participação minoritária da United na companhia brasileira, no contexto do processo de reorganização judicial conduzido nos Estados Unidos sob o Chapter 11. Com a medida, a fatia da empresa norte-americana no capital social da Azul passa de 2,02% para cerca de 8%.

    Em 30 de dezembro, a Superintendência-Geral do Cade já havia dado aval ao negócio em rito sumário, sem impor restrições, ao concluir que não havia riscos concorrenciais relevantes. O Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo apresentou recurso, argumentando que a análise deveria incluir também a operação envolvendo a American Airlines, ainda não notificada ao Cade, diante do que chamou de forte entrelaçamento estratégico no âmbito do Chapter 11 e da influência das empresas norte-americanas no mercado latino-americano.

    O instituto sustentou ainda que a participação minoritária da United tanto na Azul quanto na holding Abra Aviação, controladora da Gol Linhas Aéreas, poderia facilitar a troca de informações concorrencialmente sensíveis e abrir espaço para condutas coordenadas entre empresas como United, Azul, Gol, Copa, Avianca e, futuramente, American Airlines.

    Relator do caso, o conselheiro Diogo Thomson afirmou que o novo Estatuto Social da Azul estabelece salvaguardas específicas para restringir o acesso a informações sensíveis e disciplinar potenciais conflitos de interesse. Segundo ele, “entendo que as preocupações concorrenciais associadas ao potencial compartilhamento de informações sensíveis mostram-se, no presente momento, suficientemente mitigadas”.

    O conselheiro fez ressalvas quanto a compromissos de governança e compliance e destacou que, caso a American Airlines venha a ingressar na estrutura societária da Azul, o Cade fará uma análise concorrencial mais aprofundada. “O cenário concorrencial poderá ser substancialmente alterado na hipótese de ingresso efetivo da American Airlines na estrutura societária da Azul”, afirmou.

    Thomson manteve a decisão da Superintendência-Geral, acrescentando fundamentos apresentados em seu voto. Ressaltou que, embora o novo Estatuto Social ainda não tenha sido formalmente aprovado, as disposições acordadas são premissas relevantes para a aprovação da operação, juntamente com os compromissos assumidos pelas partes.

    A análise do caso havia sido postergada após o recurso do IPSConsumo. O relator habilitou o instituto como terceiro interessado para aprofundar a instrução, citando a complexidade da operação e a existência de “questões estruturais ainda abertas, especialmente relacionadas à governança e aos incentivos concorrenciais decorrentes da operação”.

    A Azul alertou ao Cade que eventuais atrasos na saída do Chapter 11 representariam “graves riscos” à saúde financeira e à continuidade operacional da companhia. A empresa afirmou que a prorrogação injustificada da análise poderia comprometer seus serviços e aumentar os custos do processo de reestruturação.

    Segundo a aérea, “a operação é extremamente relevante para que a Azul permaneça uma concorrente agressiva e efetiva, sendo, portanto, claramente pró-competitiva em relação ao seu cenário contrafactual”. A companhia também mencionou riscos jurídicos relacionados a possíveis questionamentos de credores ao plano de recuperação e informou que eventuais atrasos além de fevereiro de 2026 poderiam elevar ainda mais os custos mensais do processo.

    O plano de reestruturação, iniciado em maio de 2025, estabelece que a Azul precisa captar ao menos 850 milhões de dólares como condição para sair do Chapter 11. A captação ocorrerá por meio de oferta pública de ações, sendo 750 milhões de dólares aportados por um grupo de credores e 100 milhões de dólares pela United Airlines.

    Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

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