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  • 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

    73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

    Pesquisa aponta amplo apoio ao fim da escala 6×1 sem corte de salários e mostra diferenças de opinião entre eleitores de Lula e Bolsonaro; proposta volta à pauta da Câmara após decisão de Hugo Motta.

    Levantamento divulgado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostrou que 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 11.

    De acordo com o estudo, 63% dos entrevistados disseram inicialmente ser favoráveis ao fim da escala 6×1, sem considerar a questão salarial, enquanto 22% afirmaram ser contrários.

    A taxa de aprovação cresce 10 pontos percentuais quando os entrevistados contrários são questionados se passariam a apoiar a proposta caso ela não implicasse redução de salário.

    Por outro lado, 28% se dizem favoráveis ao fim da escala 6×1 mesmo que haja diminuição nos vencimentos.

    Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados indicam que o apoio diminui quando a proposta envolve perda de renda. “Quase todo mundo é a favor de uma jornada de trabalho menor, mas pouca gente aceita abrir mão de recursos financeiros em troca disso”, afirmou.

    O levantamento apontou ainda que:

    28% são a favor do fim da escala 6×1, mesmo com redução do salário;

    30% apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial;

    11% são contra o fim da escala 6×1, mesmo sem redução de salário;

    10% são contra, mas apoiariam se não houvesse redução salarial;

    6% não são nem a favor nem contra;

    5% são a favor do fim da escala 6×1, mas não se posicionaram quanto à redução de salário;

    1% é contra o fim da escala 6×1, mas não opinou sobre a questão salarial.

    Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71% são favoráveis ao fim da escala 6×1, 15% são contrários e 15% não opinaram. Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 53% apoiam o fim da escala, 32% são contrários e 15% não se posicionaram.

    A pesquisa também mostrou que 62% dos brasileiros afirmaram já ter ouvido falar do tema, mas apenas 12% disseram entender bem o que a proposta significa. Outros 35% nunca ouviram falar das discussões sobre o fim da escala 6×1.

    Foram entrevistadas 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da federação, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

    Na segunda-feira, 9, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu anexar a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que trata do tema, a outra proposta semelhante apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estava parada na Comissão de Constituição e Justiça.

    A jornalistas, Motta afirmou que o debate sobre a escala 6×1 é “inadiável”.

     
     

    73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

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  • Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país

    Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país

    Documentos apontam que 3D Minerals, criada semanas antes de leilão da ANM, recebeu financiamento do banco para consolidar controle de 116 áreas de minerais críticos; caso está sob análise do TCU.

    (FOLHAPRESS) – O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, financiou a maior aquisição de áreas de minerais críticos já registrada no Brasil. Documentos obtidos pela Folha de S.Paulo indicam que a empresa 3D Minerals, vencedora de 116 lotes em leilão da Agência Nacional de Mineração em agosto de 2024, contou com aporte direto da instituição financeira.

    Criada apenas 45 dias antes do leilão, a 3D Minerals arrematou áreas que, somadas, ultrapassam o tamanho do Distrito Federal. O direito minerário dessas regiões passou a ser investigado pelo Tribunal de Contas da União após reportagem publicada no ano passado.

    Em novembro de 2024, o Banco Master concedeu empréstimo à 3D Minerals, tendo como garantia metade das ações da empresa. O recurso foi usado para quitar uma dívida milionária assumida pela companhia poucos meses depois de vencer o leilão.

    Com sede em um pequeno escritório em Belo Horizonte e capital social de R$ 5 mil, a 3D Minerals conseguiu controlar 6.462 km² em áreas estratégicas para exploração de minerais críticos. No mesmo leilão, a empresa se envolveu em outra controvérsia ao obter autorização da ANM para alterar o valor de um lance após a abertura dos envelopes. Após a revelação do caso, o TCU determinou o cancelamento da proposta.

    A 3D Minerals foi fundada por Eduardo e Daniel Wanderley, integrantes de uma tradicional família do setor de construção civil em Belo Horizonte. Desde o ano passado, a reportagem tenta contato com os sócios, mas não obteve resposta. Questionamentos recentes sobre a relação com o Banco Master também não foram respondidos.

    As conexões entre Vorcaro e a família Wanderley vão além da 3D Minerals. Documentos revelam uma rede de negócios envolvendo mineração, setor alimentício e até sociedade em aeronave executiva.

    Um fundo de investimento chamado Victoria Falls, estruturado no ecossistema do Banco Master, foi utilizado para organizar participações societárias e injetar recursos em empresas ligadas aos Wanderley. Em maio de 2022, o fundo criou a holding 5W Participações, com capital social de R$ 10 milhões, voltada principalmente ao setor mineral.

    Embora o fundo controlasse formalmente a 5W, a gestão era exercida por cinco membros da família Wanderley. O Victoria Falls era administrado pelo Master, com carteira gerida pela Smart Agro Investimentos, ligada a executivos também associados à Reag Investimentos. Tanto o Master quanto a Reag tiveram operações liquidadas pelo Banco Central sob suspeitas de fraudes.

    Outros documentos mostram que Fabiano Zettel, pastor e cunhado de Vorcaro, mantém sociedade com Saulo Wanderley Filho em uma aeronave modelo Falcon 2000, avaliada entre US$ 6 milhões e US$ 10 milhões. Zettel foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

    O avanço do grupo na mineração incluiu ainda participação na Taquaril Mineração, conhecida como Tamisa, responsável por um polêmico projeto na Serra do Curral, em Minas Gerais. Em determinado momento, o ativo chegou a representar mais de 90% do capital da mineradora nos balanços do fundo.

    Em setembro de 2025, com a liquidação do fundo ligado ao Master, as cotas da 5W foram transferidas integralmente para integrantes da família Wanderley. Já a 3D Minerals permanece sob controle de Daniel e Eduardo Wanderley.

    O Victoria Falls também participou da holding H4ALL, voltada ao setor de alimentos saudáveis, mas deixou o negócio no mesmo período, repassando as cotas aos sócios da família.

    O fundo teve origem em 2010, quando era denominado FIP Cowan e estava vinculado à construtora dos Wanderley. Ao longo dos anos, mudou de nome e de gestores até integrar a estrutura do Banco Master e ampliar sua atuação para outros setores.

    Em agosto do ano passado, o Ministério Público junto ao TCU solicitou a suspensão das tratativas relacionadas às 116 áreas vencidas pela 3D Minerals. O relator do caso, ministro Aroldo Cedraz, negou a cautelar e determinou diligências. O processo segue em análise técnica e ainda não foi julgado pelo plenário.

    A família Wanderley, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e o Banco Master não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

     

     
     

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  • Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

    Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

    Durante evento do BTG Pactual nesta terça-feira (10), o ministro citou a possível conclusão do processo para ilustrar seu entusiasmo com o atual momento do setor aéreo brasileiro. Segundo ele, as principais companhias em operação no país estão conseguindo se recuperar financeiramente, a exemplo da Gol -que deixou o Chapter 11 em junho do ano passado- e da Latam, que recentemente anunciou a compra de 74 aviões da Embraer.

    THIAGO BETHÔNICO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), disse esperar que a Azul saia da recuperação judicial nos Estados Unidos -o chamado Chapter 11- nos próximos 30 dias.

    Durante evento do BTG Pactual nesta terça-feira (10), o ministro citou a possível conclusão do processo para ilustrar seu entusiasmo com o atual momento do setor aéreo brasileiro. Segundo ele, as principais companhias em operação no país estão conseguindo se recuperar financeiramente, a exemplo da Gol -que deixou o Chapter 11 em junho do ano passado- e da Latam, que recentemente anunciou a compra de 74 aviões da Embraer.

    “A gente saneou as companhias aéreas ofertando crédito por meio do Fnac [Fundo Nacional de Aviação Civil] de R$ 5 bilhões e agora surge uma janela positiva”, afirmou.
    O prazo esperado pelo ministro para a conclusão da recuperação judicial da Azul está alinhado com o que a própria companhia antecipa. Em dezembro de 2025, a aérea teve seu plano aprovado pela Justiça dos EUA, o que é considerado um dos principais passos para o encerramento do processo.

    Para concluir o Chapter 11, a Azul propôs uma redução de mais de US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões) em dívidas, obrigações com arrendamentos de aeronaves, juros anuais e custos recorrentes com frota. A empresa também previu uma captação de quase US$ 1 bilhão.

    A companhia entrou com o pedido de recuperação judicial nos EUA em maio de 2025 com o objetivo de reorganizar suas dívidas. Poucos meses depois, após encerrar operações em diversas cidades e deixar de ofertar rotas, a companhia viu seu desempenho operacional melhorar e declarou ter “dinheiro suficiente” para sair do Chapter 11.

    O mercado de aviação comercial vem se recuperando nos últimos anos da crise da pandemia. Durante o evento do BTG, o ministro Costa Filho comemorou o crescimento do setor aéreo no país e citou o retorno de grandes empresas ao mercado, como TAP, Emirates, Iberia e American Airlines. Segundo ele, a aviação internacional cresceu mais de 14% em 2025.

    De acordo com o ministro, também cresceu o número de usuários anuais da malha aérea. “Fechamos o ano passado com 130 milhões de passageiros no Brasil. Em três anos de governo foram incluídos mais de 30 milhões de passageiros na aviação do país”, disse. “Estou muito animado com o momento que vive a aviação brasileira.”

    LEILÃO DO TECON 10 FICA PARA MAIO

    Durante o painel no evento, Silvio Costa Filho falou sobre o cronograma com que o ministério trabalha para o leilão do Tecon 10, o megaterminal do porto de Santos.

    Segundo ele, a expectativa é que o edital seja publicado nos primeiros dez dias de março, e que o leilão seja realizado em maio.
    “Nós estamos modelando ainda o edital para que a gente possa, ao lado da Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários], apresentar após o carnaval ao presidente Lula”, afirmou.

    O leilão do Tecon 10 vive um vaivém há meses. Um dos principais entraves é uma regra para impedir a participação de armadores, como são chamados os donos de navios.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, o episódio mais recente colocou em campos opostos a Casa Civil e o Ministério de Portos e Aeroportos. Isso porque a preferência do presidente Lula é por uma solução que permita a participação de armadores chineses no certame. A indefinição pode adiar ainda mais o certame, que deveria ter acontecido no final do ano passado.

    O megaterminal será instalado em uma área no bairro do Saboó, em Santos, de 622 mil metros quadrados. O projeto é que seja multipropósito, movimentando contêineres e carga solta. O vencedor do leilão será definido pelo modelo da maior outorga: ganha quem oferecer mais dinheiro pelo direito de construí-lo e operá-lo.

    Serão quatro berços, como são chamados os locais de atracação do navio para embarque e desembarque. A previsão de investimento nos 25 anos de concessão pode chegar a R$ 40 bilhões.

    Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

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  • Diretor da PF diz que caso Master 'vem de outras gestões' no BC

    Diretor da PF diz que caso Master 'vem de outras gestões' no BC

    A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas sobre balanço das gestões da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

    RAQUEL LOPES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que o caso envolvendo o Banco Master tem origem em gestões anteriores do Banco Central, mas foi enfrentado na atual, com atuação integrada e parcerias institucionais, o que permitiu o avanço das investigações.

    A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas sobre balanço das gestões da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

    “E isso [enfrentamento] foi possível graças a essa integração, essa parceria, essa cooperação, graças à coragem também do presidente [Gabriel Galípolo], de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a coragem, a capacidade de levar à frente, levar à Polícia Federal esses dados, conforme manda a lei”, disse.

    “E aqui eu também parafraseio o presidente Galípolo para dizer e reiterar que essa autonomia que o Banco Central teve para fazer isso também tivemos nós na Polícia Federal para avançar”, acrescentou.

    Como a Folha de S. Paulo mostrou, Gabriel Galípolo disse nesta segunda (9) ser grato por passar pelo caso Master sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em evento da ABBC (Associação Brasileira de Bancos).

    “Agradeço a Deus por passar por isso sob o presidente Lula. Eu quero sublinhar a garantia da autonomia do BC e da Polícia Federal”, disse o presidente da autoridade regulatória.

    “Muita gente pode dizer, ‘mas isso é uma garantia constitucional, está dada ali’. É isso mesmo. Mas termos essa certeza, essa tranquilidade que vamos poder trabalhar com essa devida autonomia, sem que ninguém nos pergunte o que está sendo descoberto, o que não está sendo descoberto, e garantir essa proteção por parte do Presidente da República para que a gente possa desenvolver o nosso trabalho é bastante importante”, completou Galípolo.

    Em janeiro, Lula afirmou, em um evento em Maceió, que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.

    Galípolo também agradeceu ao apoio do ministro Fernando Haddad (Fazenda) e o trabalho de Paulo Gonet, procurador-geral da República e da Polícia Federal.

    Em sua fala, o presidente do BC defendeu a decisão de liquidar o banco de Daniel Vorcaro, diante de diversos vencimentos de CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

    Diretor da PF diz que caso Master 'vem de outras gestões' no BC

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  • Ouro fecha em queda, em correção a ganhos recentes e à espera de dado dos EUA

    Ouro fecha em queda, em correção a ganhos recentes e à espera de dado dos EUA

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,95%, a US$ 5.031,00 por onça-troy.

    O ouro fechou em queda nesta terça-feira, 10, mas ainda permaneceu acima de US$ 5 mil por onça-troy, em correção a ganhos da véspera, enquanto investidores aguardam a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, na quarta-feira, 11. O mercado também pondera sinalizações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a trajetória dos juros dos EUA.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,95%, a US$ 5.031,00 por onça-troy.

    Já a prata para março recuou 2,25%, a US$ 80,38 por onça-troy.

    Após o adiamento por conta da paralisação parcial do governo dos EUA, o payroll será publicado na quarta e a expectativa é de criação entre 30 mil e 135 mil empregos em janeiro, de acordo com o Projeções Broadcast. Na avaliação do Sucden Financial, a expectativa do importante indicador do mercado de trabalho americano influencia as negociações do ouro, mas ressalta a alta volatilidade nos preços da commodity de segurança.

    Nesta terça, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, disse que sua previsão aponta que o BC norte-americano pode permanecer com a taxa inalterada \”por um bom tempo\” e que, em vez de tentar ajustar os juros com precisão, prefere \”pecar por excesso de paciência\”, sinalizando uma abordagem mais cautelosa da política monetária. A ausência de corte nos juros pode limitar os ganhos do ouro.

    O analista David Miller, que gerencia o ETF Gold Enhanced Yield com a Strategy Shares, projeta que, apesar da recente volatilidade, é possível que aconteça uma nova alta “em breve” do metal precioso, já que muitos dos fundamentos que explicam sua valorização não mudaram. \”É provável que os bancos centrais continuem comprando ouro\”, explica.

    Além das compras de ouro por bancos centrais, a expectativa se concentra para a confirmação do Senado para Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para assumir a presidência do Federal Reserve quando Jerome Powell deixar a posição.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que não pediu para o indicado cortar juros, mas ressaltou que ele foi escolhido por possuir \”mente aberta\”.

    *Com informações da Dow Jones Newswires

    Ouro fecha em queda, em correção a ganhos recentes e à espera de dado dos EUA

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  • Alimentos e bebidas têm menor inflação para janeiro em duas décadas

    Alimentos e bebidas têm menor inflação para janeiro em duas décadas

    É a menor alta dos preços do segmento em um mês de janeiro em duas décadas, desde 2006. À época, o avanço havia sido de 0,11%.

    LEONARDO VIECELI
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A inflação do grupo alimentação e bebidas desacelerou a 0,23% em janeiro no Brasil, apontam dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    É a menor alta dos preços do segmento em um mês de janeiro em duas décadas, desde 2006. À época, o avanço havia sido de 0,11%.

    Os resultados são do IPCA, o índice oficial de inflação do país. O grupo alimentação e bebidas é o principal do indicador.

    Por questões de oferta e demanda, a comida costuma ficar mais cara entre o final e o início de ano. O que chama a atenção é que a alta de 0,23% ficou bem abaixo da registrada em outros períodos da série histórica.

    A variação também é a segunda menor para meses de janeiro desde o início do Plano Real -a moeda passou a circular em julho de 1994.

    A inflação de 0,23% veio após taxa de 0,27% em dezembro. De acordo com economistas, os preços de parte dos alimentos ainda refletem questões como a ampliação da produção e a queda do dólar em 2025. A moeda americana influencia os valores das commodities.

    “É uma reação a boas safras e apreciação cambial no ano passado”, diz o economista Fábio Romão, sócio da consultoria Logos Economia.

    Dentro de alimentação e bebidas, o subgrupo alimentação no domicílio (em casa) desacelerou o ritmo de alta a 0,10% em janeiro, após marcar 0,14% em dezembro. O IBGE destacou as quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%) no mês passado.

    Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IPCA, disse que os preços do leite refletiram a ampliação dos estoques com os impactos da produção nacional e das importações.

    Já a baixa do ovo de galinha, segundo o técnico do IBGE, está associada à trégua do custo da ração das aves e ao período de menor consumo nas férias.

    Com a volta às aulas e a proximidade da quaresma, a procura pode ficar mais aquecida nos próximos meses, gerando alguma pressão sobre os preços.

    O tomate, por sua vez, subiu em janeiro. A alta do alimento foi de 20,52%. De acordo com Fernando, houve efeito da “desaceleração da safra” com recentes registros de calor e chuvas.
    “Teve aumento de descarte. Deu uma pressionada no preço”, disse o pesquisador.

    As carnes também tiveram alta em janeiro (0,84%). O IBGE citou a carestia do contrafilé (1,86%) e da alcatra (1,61%).

    O Brasil terá eleições presidenciais em 2026, e o preço da comida costuma ser apontado como um dos principais elementos de influência no voto da população.

    Fatores como emprego e renda, que tiveram recuperação no país, também são considerados relevantes na decisão dos eleitores.
    Nos 12 meses de 2025, a alimentação no domicílio acumulou inflação de 1,43% no IPCA. Segundo Fábio Romão, é difícil que um resultado tão baixo seja repetido em 2026.

    Isso se explica pelo cenário de possível alta dos preços das carnes e dos eventuais impactos no campo do fenômeno climático El Niño, diz o economista.

    A carestia da proteína animal é esperada em 2026 devido a uma inversão no ciclo da pecuária, com menor oferta de animais para abate.
    Fábio projeta inflação de 3,8% para a alimentação no domicílio neste ano. Caso a estimativa se confirme, a comida passará a ser um vetor de pressão no IPCA, mas ainda mostrará uma variação bem-comportada em termos históricos, afirma o economista.
    Na mediana de 2011 a 2025, o avanço da alimentação no domicílio foi consideravelmente maior, de 7,8%, aponta ele.

    O custo da alimentação pesa sobretudo no orçamento das famílias mais pobres. Em termos proporcionais, essa camada da população destina uma parcela maior da renda para a compra de comida.

    Alimentos e bebidas têm menor inflação para janeiro em duas décadas

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  • Agente do BC que cometeu erro no caso Master vai responder por conduta, diz presidente do TCU

    Agente do BC que cometeu erro no caso Master vai responder por conduta, diz presidente do TCU

    O Tribunal de Contas da União tem dois processos em aberto contra o Banco Central. O primeiro analisa a conduta do BC na rejeição da compra do Master pelo BRB, em setembro, e o segundo a liquidação do Master, em novembro.

    MARCOS HERMANSON
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo, afirmou nesta terça-feira (10) que agentes do Banco Central que tenham cometido erro ou dolo no processo de liquidação do Master vão responder por suas condutas.
    “O TCU analisa se a liquidação do banco obedeceu às normas do direito administrativo -transparência, eficiência, regularidade”, disse o ministro na CEO Conference do BTG Pactual, em São Paulo. “Alguém vai responder se for pego em erro ou dano.”

    O Tribunal de Contas da União tem dois processos em aberto contra o Banco Central. O primeiro analisa a conduta do BC na rejeição da compra do Master pelo BRB, em setembro, e o segundo a liquidação do Master, em novembro.

    Em decisão bastante criticada, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, determinou uma inspeção presencial dos documentos do Banco Central relativos à liquidação do Master. A inspeção foi realizada após acordo com a autarquia.

    Na palestra desta terça-feira, Vital do Rêgo repetiu que os processos de inspeção são corriqueiros e afastou a possibilidade de uma reversão da liquidação do Master. “O TCU não tem poder para modificar a liquidação do banco. Só quem tem poder para liquidar uma instituição financeira é o Banco Central”, disse.

    Ele afirmou que o relatório da inspeção será entregue a Jhonatan de Jesus até quinta-feira (12). “E vamos a plenário, vamos votar com absoluta liberdade, e graças a Deus eu estou doido para virar essa página.”

    CONGRESSO AVILTOU LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, DIZ MINISTRO

    Vital do Rêgo criticou a decisão do Congresso de permitir, na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em dezembro do ano passado, que o governo persiga o piso da meta fiscal.

    “Temos uma lei chamada Lei de Responsabilidade Fiscal, que existe há 25 anos, e que de vez em quando é aviltada”, afirmou. “E dessa vez foi, mais uma vez, o Congresso Nacional, em votação da LDO, [que] decidiu que o piso era a meta”.

    Apesar da crítica do ministro, o próprio relator do caso no TCU, ministro Benjamin Zymler, deu parecer liberando o governo a mirar o piso da meta. Isso foi em outubro, portanto antes da decisão do Congresso. Depois, o tribunal comunicou ao governo Lula que perseguir o piso era arriscado, mas não ilegal.

    Vital do Rêgo diz que, em 2026, o TCU pode tomar decisão que obrigue o governo a perseguir o centro da meta, e não o piso. “Nós vamos ter a mesma posição, definindo que a meta é zero. E dessa vez é uma [previsão de superávit] mais ousada do governo para 2026 […] de R$ 34 bilhões.”

    Agente do BC que cometeu erro no caso Master vai responder por conduta, diz presidente do TCU

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  • Quem ganha 1 salário mínimo recebe o Bolsa Família? Veja o que diz a lei

    Quem ganha 1 salário mínimo recebe o Bolsa Família? Veja o que diz a lei

    Segundo o governo, o cálculo é simples: soma-se toda a renda de quem vive na mesma casa e divide-se o total pelo número de moradores.

    Muitas pessoas acreditam que quem ganha um salário mínimo não pode receber o Bolsa Família, mas essa ideia não está totalmente correta. Pelas regras válidas em 2026, o que define o direito ao benefício não é o salário individual, e sim a renda familiar por pessoa. O programa é voltado a famílias em situação de vulnerabilidade, e para ser considerada elegível a renda mensal por integrante deve ser de até R$ 218.

    Segundo o governo, o cálculo é simples: soma-se toda a renda de quem vive na mesma casa e divide-se o total pelo número de moradores. Assim, mesmo que alguém receba um salário mínimo, a família pode se encaixar no critério, desde que o valor por pessoa fique dentro do limite.

    Um exemplo é o caso de uma casa com oito pessoas, onde a única renda seja um salário mínimo, atualmente de R$ 1.621. Quando esse valor é dividido por oito, o resultado fica em torno de R$ 202,62 por pessoa. Como essa quantia é menor do que o teto de R$ 218, a família pode, sim, ter direito ao Bolsa Família.

    Como solicitar o Bolsa Família?

    O primeiro passo é estar registrado no CadÚnico, com todos os dados atualizados e corretos. O cadastro deve ser feito em um posto de assistência social do município, como os Cras, apresentando CPF ou título de eleitor.

    Mesmo assim, é importante lembrar que estar no CadÚnico não significa entrada automática no programa.

    Regras para manter o benefício

    Além de atender ao critério de renda, quem recebe o Bolsa Família precisa cumprir exigências obrigatórias para continuar no programa. Entre elas estão:

    manter crianças e adolescentes frequentando a escola;
    realizar o acompanhamento pré-natal, no caso de gestantes;
    manter a vacinação de todos os integrantes da família em dia.
    Valores pagos pelo Bolsa Família

    O programa garante um valor mínimo de R$ 600 por família, podendo aumentar conforme a composição familiar. Há pagamentos adicionais de:

    • R$ 150 por criança de até 6 anos;
    • R$ 50 para gestantes;
    • R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;
    • R$ 50 por bebê de até seis meses.

    E se a renda aumentar?

    A legislação prevê a chamada Regra de Proteção, que evita o cancelamento imediato do benefício quando a renda familiar cresce. Nesse cenário, a família segue recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até um ano, ajudando na transição para uma nova condição financeira sem uma perda repentina do apoio.

    Quem ganha 1 salário mínimo recebe o Bolsa Família? Veja o que diz a lei

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  • Ibaneis não consegue reunir base aliada para tratar de BRB

    Ibaneis não consegue reunir base aliada para tratar de BRB

    Cancelamento do encontro expõe desconforto na base aliada do governador em meio às investigações sobre a operação entre o BRB e o Banco Master, que já mobiliza órgãos de controle e pressiona a relação do Executivo com a Câmara Legislativa.

    (FOLHAPRESS) — O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), cancelou um jantar que teria com deputados distritais da base aliada nesta segunda-feira (9) após aliados sinalizarem que o encontro poderia ser esvaziado. A decisão ocorre em meio ao desgaste provocado pelo escândalo envolvendo o BRB e o Banco Master.

    Segundo dois parlamentares que pediram anonimato, o convite partiu do próprio gabinete do governador. Diferentes locais foram cogitados para a reunião, como a residência oficial, a casa de Ibaneis e, por fim, a residência do secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha. Diante do risco de falta de quórum, o encontro acabou desmarcado, sem nova data definida.

    O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wellington Luiz (MDB), que integra a base do governo, negou que o cancelamento tenha ocorrido por falta de apoio. Segundo ele, a decisão foi adiar a conversa para depois do Carnaval.

    “Houve um entendimento para deixar a reunião para depois do Carnaval, até porque alguns deputados estão fora. Não há resistência da base em se encontrar com o governador”, afirmou. Wellington acrescentou que está à frente da articulação e que pretende ajustar uma nova data após o feriado.

    A reunião seria a primeira do ano entre Ibaneis e a Câmara Legislativa. Procurada, a assessoria do governador não se manifestou.

    Base silenciosa e clima de tensão
    Embora o governo conte com o apoio de 17 dos 24 deputados distritais, nenhum deles saiu em defesa do Executivo na abertura do ano legislativo, na semana passada. Na ocasião, parlamentares da oposição ocuparam a tribuna com críticas à gestão.

    Ibaneis também não compareceu à sessão nem enviou representante para a leitura da mensagem do governo. Wellington Luiz afirmou que a ausência se deu para evitar constrangimentos, diante do momento considerado delicado.

    Um deputado da base avalia que o governo foi jogado em uma crise em pleno ano eleitoral. Segundo ele, parte dos parlamentares se sente enganada por ter aprovado a operação envolvendo o Banco Master com base em informações limitadas repassadas pelo BRB e pelo Palácio do Buriti.

    Apesar do desgaste, iniciativas mais duras da oposição, como a abertura de uma CPI ou um eventual pedido de impeachment, só devem avançar se houver indícios de envolvimento direto do governador. Até agora, Ibaneis tem dito a aliados que errou ao confiar no então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Investigação e impacto financeiro
    Como acionista majoritário do BRB, o governo do DF precisou submeter a operação com o Banco Master à aprovação da Câmara Legislativa, o que ocorreu por 15 votos a 7. O projeto foi sancionado por Ibaneis no dia seguinte e publicado em edição extra do Diário Oficial.

    Investigações do Banco Central, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal indicam que o Master teria vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado consideradas falsas ao BRB. Segundo os investigadores, a compra da instituição teria servido para mascarar a operação e evitar a quebra do banco controlado por Daniel Vorcaro.

    O Banco Central já determinou que o BRB reserve R$ 2,6 bilhões para cobrir possíveis prejuízos. Em depoimento à PF, o diretor de Fiscalização do BC, Aílton de Aquino, afirmou que o valor pode ser ainda maior, devido à baixa qualidade dos ativos recebidos.

    Na sexta-feira (6), o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, apresentou um plano de capitalização ao BC com quatro propostas. Parte das medidas depende do aval dos deputados distritais e inclui a venda de ativos do Master, empréstimos com consórcio de bancos, apoio do Fundo Garantidor de Créditos e a criação de um fundo imobiliário com ativos do governo do DF.

    Ibaneis não consegue reunir base aliada para tratar de BRB

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  • Inflação fica em 0,33% em janeiro e repete taxa de dezembro

    Inflação fica em 0,33% em janeiro e repete taxa de dezembro

    IPCA repete taxa de dezembro, acumula alta de 4,44% em 12 meses e permanece dentro do intervalo da meta; mercado avalia impacto dos juros elevados e projeta início de cortes da Selic a partir de março.

    (FOLHAPRESS) 

    A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,33% em janeiro, repetindo a taxa registrada em dezembro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (10).

    O resultado veio praticamente em linha com as expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela Bloomberg projetavam uma alta de 0,32% para o primeiro mês de 2026, com estimativas variando entre 0,26% e 0,40%.

    Com o dado de janeiro, o IPCA passou a acumular alta de 4,44% em 12 meses. Até dezembro, o índice registrava variação de 4,26%, segundo o instituto.

    Na tentativa de conter a inflação, o Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, para 15% ao ano. O patamar elevado encarece o crédito e tende a reduzir o consumo de bens e serviços ao longo do tempo, o que ajuda a aliviar a pressão sobre os preços.

    Por outro lado, o aperto monetário costuma ter impacto negativo sobre a atividade econômica, que já apresentou sinais de desaceleração, inclusive no desempenho do PIB (Produto Interno Bruto).

    Meta de inflação e cenário para 2026
    O Banco Central trabalha com uma meta de inflação de 3% no acumulado de 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

    Desde 2025, o sistema de metas passou a ser contínuo, sem vinculação ao ano-calendário. Nesse modelo, a meta é considerada descumprida se o IPCA permanecer por seis meses consecutivos fora do intervalo de tolerância.

    O índice ultrapassou o teto contínuo pela primeira vez em junho do ano passado, mas voltou a ficar abaixo de 4,5% em novembro. Segundo analistas, a desaceleração dos preços de alimentos com a supersafra de grãos, a queda do dólar e os juros elevados ajudaram a conter a inflação no fim de 2025.

    Para 2026, a mediana das projeções do mercado aponta inflação de 3,97% até dezembro, abaixo do teto da meta. O dado consta no boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (9). Há quatro semanas, a estimativa era de 4,05%.

    Economistas avaliam que o Banco Central deve iniciar o ciclo de cortes da Selic a partir de março, quando ocorre a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O próprio colegiado já sinalizou essa possibilidade em sua reunião mais recente, realizada em janeiro.

    As projeções do mercado indicam que a Selic pode encerrar 2026 em 12,25%, de acordo com o Focus.

     
     
     

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