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  • Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad

    Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad

    Durante o lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, o ministro da Fazenda afirmou que a elite brasileira trata o Estado como propriedade privada desde a abolição da escravidão, criticou a fragilidade da democracia no país e alertou para o avanço da desigualdade no atual modelo capitalista.

    A classe dominante brasileira entende o Estado como dela, não é uma coisa nossa, é uma coisa dela.” A avaliação é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou de evento, na capital paulista, para lançamento de seu livro Capitalismo Superindustrial. Na ocasião, houve bate-papo com Haddad, Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis.

    “Eu defendo a tese de que o Estado foi entregue aos fazendeiros como indenização pela abolição da escravidão”, afirmou Haddad. Para contextualizar, ele lembrou que o movimento dos republicanos começou em 14 de maio de 1988  dia seguinte à assinatura da Lei Áurea , e um ano depois logrou êxito.

     

    Vitorioso, o movimento republicano “bota pra correr a classe dirigente do país e, no lugar dela, não põe outra coisa senão a classe dominante do país para cuidar do estado como se fosse seu. Nós estamos com esse problema até hoje.”

     

    “Esse ‘acordão’ sob os auspícios das Forças Armadas, quando é colocado em xeque, a reação é imediata. Você não pode tocar nisso, você não pode tocar em nenhuma instância. Por isso que a democracia no Brasil é tão problemática e tão frágil, porque a democracia é a contestação desse status quo. E, quando ela estica a corda, a ruptura institucional pode acontecer”, concluiu o ministro.

     

    São Paulo (SP), 07/02/2026 - Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência BrasilSão Paulo (SP), 07/02/2026 - Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil 

    Capitalismo superindustrial

    Lançado neste sábado, o livro de Haddad discute os processos que levaram ao atual modelo global do que ele chama de capitalismo superindustrial, marcado por desigualdade e competição crescentes. Haddad aborda temas como a acumulação primitiva de capital na chamada periferia do capitalismo, a incorporação do conhecimento como fator de produção e as novas configurações de classe.

    Para o ministro, a desigualdade vai continuar aumentando. “A desigualdade, quando o estado mitiga os efeitos do desenvolvimento capitalista e organiza a sociedade em termos de desigualdade moderada, realmente as tensões sociais diminuem muito, é verdade”, disse.

    “Mas, deixada à própria sorte, essa dinâmica leva a uma desigualdade absoluta. E quando isso acontece, você não está mais falando de diferença, você está falando de contradição e de processos contraditórios. E eu entendo que nós estamos nesse momento, nessa fase, em que a contradição está se impondo”, acrescentou.

    A obra reúne estudos sobre economia política e a natureza do sistema soviético, realizados por Haddad nos anos 1980 e 1990, que foram revisados e ampliados. Com isso, a obra discute também os desafios colocados pela ascensão da China como potência global.

    Processos no Oriente

    “A ideia toda era tentar entender o que aconteceu no Oriente que podia se encaixar num padrão próprio de acumulação primitiva de capital – que não se confunde nem com a escravidão na América nem com a servidão no Leste Europeu -, mas que, à sua maneira, cada um de um jeito, chegou aos mesmos objetivos”, explicou.

    Ele aponta que, ao contrário do que aconteceu no Leste Europeu e na América, as revoluções no Oriente foram antissistêmicas e antiimperialistas. “Ao contrário da escravidão e da servidão, o despotismo e a violência do estado serviram a propósitos industrializantes, o que não aconteceu nem no leste europeu, nem nas américas”, explicou.

    “É curioso que, do ponto de vista interno, eram formas ultra violentas e coercitivas de acumulação de capital, mas do ponto de vista externo, tinha uma potência antissistêmica que apaixonava os povos em busca de liberdade e de emancipação nacional, e não de emancipação humana. Ou seja, nós estamos falando, sim, de uma revolução, mas não de uma revolução socialista e isso faz muita diferença”, acrescentou.

    Em relação a questionamentos sobre o sucesso ou fracasso dos processos no Oriente, ele avalia que, do ponto de vista do desenvolvimento das forças produtivas e mercantilização da terra, do trabalho e da ciência, houve um avanço dessas sociedades. “Em relação aos ideias que motivaram os líderes revolucionários, aí você pode dizer que não atingiu seus objetivos”, disse, destacando a contradição explicitada nesses processos.

    Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad

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  • IPTU 2026: veja onde idosos têm isenção e como pedir o benefício

    IPTU 2026: veja onde idosos têm isenção e como pedir o benefício

    Benefício não é automático e depende de regras municipais. Capitais como São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Macapá exigem solicitação dentro do prazo e análise de renda, valor do imóvel e uso residencial para conceder isenção ou desconto

    Perder o prazo ou deixar de renovar o pedido pode significar pagar o IPTU mesmo tendo direito ao benefício. Em 2026, muitos idosos só continuam isentos do imposto se fizerem uma nova solicitação dentro do calendário fiscal da prefeitura. Em várias cidades, a renovação não é automática, mesmo para quem já foi beneficiado em anos anteriores.

    Isso acontece porque a isenção do IPTU para idosos não segue uma regra nacional. O imposto é municipal, e cada capital define quem pode receber o benefício, quais critérios devem ser cumpridos e como funciona o pedido. Por isso, entender as normas locais é essencial para evitar cobranças indevidas.

    Capitais que oferecem isenção ou desconto

    Atualmente, algumas capitais mantêm programas específicos voltados a idosos. Entre elas estão São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Macapá. Em todas, a concessão depende de análise individual do contribuinte e do imóvel, e não é automática.

    Quem corresponde aos critérios

    A idade mínima geralmente é de 60 anos, mas esse é apenas um dos requisitos.

    As prefeituras costumam exigir que o idoso seja dono de um único imóvel, utilize o bem como residência, tenha renda dentro de um limite definido em lei municipal e que o valor venal do imóvel esteja abaixo de um teto específico. A maioria dos programas prioriza aposentados, pensionistas e beneficiários de renda vitalícia, mas os parâmetros variam de cidade para cidade.

    Como as regras mudam conforme o município

    Em São Paulo, por exemplo, a isenção pode ser total ou parcial e está ligada à renda do aposentado ou pensionista e ao valor do imóvel.

    No Rio de Janeiro, o fator decisivo costuma ser o valor venal da residência.

    Belo Horizonte e Curitiba também adotam tetos de valor e exigem que o imóvel seja usado como moradia. No Distrito Federal, há critérios próprios para aposentados e pensionistas idosos, enquanto Macapá prevê o benefício para quem comprovar renda limitada e propriedade única.

    Como fazer o pedido

    Na maioria das capitais, o contribuinte precisa solicitar a isenção formalmente.

    O processo envolve apresentar documentos pessoais, comprovantes de renda, dados do imóvel e uma declaração de que não possui outros bens. O protocolo costuma ser feito pelo site da prefeitura ou presencialmente, sempre antes do vencimento do IPTU do ano seguinte.

    Ficar atento às regras locais e aos prazos é o principal passo para garantir o benefício em 2026 e evitar pagar um imposto que, em muitos casos, pode ser legalmente dispensado.
     
     

     

    IPTU 2026: veja onde idosos têm isenção e como pedir o benefício

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  • Senior Sistemas  está com mais de 100 vagas abertas em todo Brasil

    Senior Sistemas está com mais de 100 vagas abertas em todo Brasil

    Além do estágio, a companhia mantém processos seletivos abertos para vagas efetivas em cargos como gerente de projetos, gerente de marketing, desenvolvedor de software, analista de negócios e jovem aprendiz, entre outros

    A Senior Sistemas, uma das maiores empresas de software de gestão do país, começa 2026 com um forte movimento de contratação. A companhia tem mais de 100 vagas abertas em todo o Brasil, abrangendo diferentes áreas, níveis de experiência e formatos de trabalho, com oportunidades presenciais, híbridas e remotas.

    As posições estão distribuídas por cidades como Blumenau, São Paulo, Itu, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Aparecida de Goiânia e Recife, entre outras. A diversidade de localidades reflete a atuação nacional da empresa e o crescimento contínuo dos seus negócios. Há vagas nas áreas de tecnologia e desenvolvimento de software, dados, suporte, produto, comercial, marketing, operações e setores corporativos.

    Segundo Vanessa Rabe, head de Talent Acquisition da Senior, a empresa procura profissionais curiosos e dispostos a crescer junto com o negócio, com interesse em aprender, colaborar e propor novas ideias. O ambiente de trabalho valoriza as pessoas, o trabalho em equipe e a criação de soluções com propósito, que contribuam para a vida e a carreira de cada colaborador.

    Entre as iniciativas voltadas à formação de novos talentos está o Programa de Estágio Senior 2026, que oferece 15 vagas presenciais em Blumenau, em Santa Catarina. O programa é direcionado a estudantes de graduação, tem início previsto para 23 de março de 2026, duração de oito meses e carga horária de seis horas diárias, além de possibilidade de efetivação ao final. A proposta é proporcionar uma vivência prática da rotina da empresa, com participação ativa nas equipes e acompanhamento estruturado da Universidade Corporativa da Senior.

    Além do estágio, a companhia mantém processos seletivos abertos para vagas efetivas em cargos como gerente de projetos, gerente de marketing, desenvolvedor de software, analista de negócios e jovem aprendiz, entre outros. A iniciativa reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de carreiras de longo prazo e com a formação de equipes diversas e qualificadas.

    Os profissionais que ingressam na Senior encontram um ambiente colaborativo, com foco em inovação e aprendizado contínuo, além de um pacote de benefícios que inclui programas de desenvolvimento, acesso a academias, benefícios flexíveis e ações voltadas ao bem estar e à qualidade de vida. As inscrições para o Programa de Estágio Senior 2026 ficam abertas até 17 de fevereiro, por meio da página oficial do programa. As demais oportunidades, com vagas abertas ao longo de todo o ano, estão disponíveis no site de carreiras da Senior Sistemas.

    Senior Sistemas está com mais de 100 vagas abertas em todo Brasil

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  • Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado

    Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado

    Esse é o segundo documento que os grupos mandam com o mesmo teor, pois, em dezembro, pediram ao presidente Lula o veto a uma proposta aprovada no Congresso que cria penduricalhos para funcionários do TCU (Tribunal de Contas da União)

    (FOLHAPRESS) – Após o Congresso ter aprovado dois projetos de lei que criam uma licença compensatória para servidores da Câmara dos Deputados e do Senado, dez entidades que acompanham políticas públicas no país escreveram um documento pedindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que vete os trechos das matérias sobre os penduricalhos.

    Assinam o texto grupos como Plataforma Justa, Transparência Brasil, Movimento Orçamento Bem Gasto, República.org e outros.

    Esse é o segundo documento que os grupos mandam com o mesmo teor, pois, em dezembro, pediram ao presidente Lula o veto a uma proposta aprovada no Congresso que cria penduricalhos para funcionários do TCU (Tribunal de Contas da União).

    De acordo com aliados do presidente, a tendência é que ele vete as propostas. O Palácio do Planalto diz não ter sido consultado sobre os projetos, mas deputados dizem que José Guimarães (PT-CE), líder do governo, sabia das propostas.

    Para as organizações, um dos principais riscos é que, se os projetos se tornarem lei, isso seja institucionalizado e pode haver uma onda de supersalários pela administração pública. A medida pode se tornar um precedente para que outros poderes e entes federativos adotem mecanismos semelhantes.

    O projeto de lei sobre a carreira dos servidores da Câmara dos Deputados e do Senado cria regras determinando que os servidores comissionados ou com função de chefia ganhem folgas pela atuação ordinária fora do horário regular, mas eles podem escolher não tirar esses dias de descanso e receber mais pagamentos.

    Na prática, o mecanismo permitiria a concessão de até um dia de licença a cada três dias trabalhados, limitada a dez dias por mês, no caso da Câmara. No Senado, a proporção varia entre um dia a cada dez e um a cada três dias de exercício.

    Segundo Fernanda de Melo, especialista de advocacy da República.org, “a licença-compensatória já figura entre os penduricalhos mais caros ao orçamento e sua extensão ao Legislativo tende a agravar o problema”.

    Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado

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  • IPVA não é obrigatório para todos; saiba quem pode deixar de pagar

    IPVA não é obrigatório para todos; saiba quem pode deixar de pagar

    Regras variam conforme o estado e beneficiam donos de veículos antigos, pessoas com deficiência, profissionais do transporte, entidades sociais e proprietários de carros elétricos ou híbridos; saiba quem tem direito e como solicitar o benefício

    Pagar IPVA todo começo de ano pesa no bolso de muitos motoristas, mas o que pouca gente sabe é que, em várias situações, a cobrança do imposto pode ser dispensada legalmente. A isenção existe, está prevista nas normas estaduais e pode beneficiar desde donos de veículos antigos até pessoas com deficiência, profissionais do transporte e instituições sociais.

    Como o IPVA é um tributo estadual, não há uma regra única no país. Cada estado define quem paga, quem fica isento e quais são os critérios para obter o benefício. Por isso, entender as regras locais faz toda a diferença para não desembolsar um valor que, em alguns casos, nem precisaria ser pago.

    Além do perfil do proprietário, o próprio veículo pode garantir a isenção. Veículos mais antigos estão entre os principais beneficiados. Em boa parte do Brasil, carros com muitos anos de fabricação deixam de ser tributados automaticamente. O tempo mínimo varia conforme o estado: há locais em que a isenção começa aos dez anos, enquanto outros exigem 15 ou até 20 anos de uso. Em Minas Gerais, por exemplo, a idade do veículo não garante isenção, mas há exceções para automóveis de valor histórico.

    Outro grupo que costuma ter direito ao benefício é o de pessoas com deficiência. Nesses casos, a isenção pode valer tanto para quem dirige quanto para o responsável legal. O enquadramento depende de laudos médicos e da comprovação da condição de saúde, que pode ser física, intelectual ou sensorial. Transtorno do espectro autista, esclerose múltipla e artrite reumatoide estão entre as condições aceitas, conforme avaliação dos órgãos estaduais.

    Quem pode ficar isento do IPVA

    A legislação estadual prevê diferentes perfis que podem ter direito à isenção do IPVA, benefício conhecido popularmente como IPVA social. Entre os principais casos estão:

    Pessoas com deficiência

    Proprietários com deficiência física, intelectual ou sensorial podem solicitar a isenção. O benefício também pode ser concedido ao responsável legal. A lista de condições aceitas inclui transtorno do espectro autista, esclerose múltipla, artrite reumatoide, hérnia de disco e más formações congênitas, entre outras, conforme critérios médicos exigidos por cada estado.

    Donos de veículos antigos

    Em muitos estados, carros mais antigos deixam de pagar IPVA após atingir determinada idade. O prazo varia conforme a unidade da federação e costuma ser de 10, 15 ou 20 anos de fabricação.

    Profissionais que usam o veículo para trabalhar

    Taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativo e de transporte escolar podem ter direito à isenção em estados como São Paulo e Acre, desde que cumpram os requisitos legais e comprovem o uso profissional do automóvel.

    Entidades filantrópicas e organizações sociais

    Alguns estados concedem isenção para veículos registrados em nome de instituições de educação, assistência social ou organizações sem fins lucrativos.

    Veículos elétricos e híbridos

    Com o objetivo de incentivar tecnologias menos poluentes, alguns governos estaduais oferecem isenção ou redução do IPVA para carros elétricos e híbridos. Em São Paulo, por exemplo, esses modelos estão isentos do imposto até 2026.

     
    Diferenças nas regras entre os estados

    Por se tratar de um imposto estadual, cada governo define suas próprias regras de cobrança e isenção. Em São Paulo, Acre e Paraíba, veículos com mais de 20 anos de fabricação não pagam IPVA. No Amazonas, Ceará e Distrito Federal, o prazo é de 15 anos. Já em estados como Amapá, Goiás e Rio Grande do Norte, a isenção ocorre a partir dos 10 anos do veículo.

    Minas Gerais não concede isenção apenas com base na idade do automóvel, mas prevê benefícios para veículos de valor histórico, além de carros adquiridos em leilões públicos ou recuperados de ações criminosas.

    Para saber exatamente quais regras se aplicam, o proprietário deve consultar a Secretaria da Fazenda do estado onde o veículo está registrado.

     
    Como pedir a isenção

    Em alguns casos, como a isenção por idade do veículo, o benefício é concedido automaticamente. Nas demais situações, é necessário fazer um pedido formal à Secretaria da Fazenda estadual, geralmente por meio de sistemas eletrônicos.

    O processo costuma exigir documentos pessoais, dados do veículo e, dependendo do caso, laudos médicos ou comprovantes de atividade profissional ou filantrópica. Cada estado define seus próprios prazos, mas é comum que a solicitação precise ser feita até 31 de dezembro do ano anterior à cobrança do imposto.

    Após o pedido, o prazo de análise e concessão da isenção costuma variar entre 30 e 45 dias.

     
    Documentos exigidos

    A lista de documentos pode mudar conforme o tipo de isenção e o estado, mas normalmente inclui:

    Dados do veículo, como Renavam, placa e Certificado de Registro e Licenciamento

    Documentos pessoais do proprietário, como RG, CPF, CNH e comprovante de residência

    Laudos médicos e periciais, no caso de pessoas com deficiência

    Formulários específicos da Secretaria da Fazenda

    Comprovantes de exercício profissional ou de atuação filantrópica, quando aplicável

     
    O que fazer se o pedido for negado

    Caso a isenção seja recusada, o proprietário pode recorrer pelos canais oficiais da Secretaria da Fazenda. A negativa geralmente ocorre por falta de documentação ou por não enquadramento nos critérios legais.

    Em São Paulo, por exemplo, o recurso deve ser apresentado de forma eletrônica, com envio de documentos, dados do veículo e uma justificativa detalhada para revisão do pedido.

    Cuidados para aumentar as chances de aprovação

    Para evitar problemas no processo, especialistas recomendam verificar a legislação atual do estado, manter todos os documentos em dia, reunir previamente os comprovantes exigidos e fazer a solicitação com antecedência. Assim, há tempo para corrigir falhas ou apresentar recurso, se necessário.

    IPVA não é obrigatório para todos; saiba quem pode deixar de pagar

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  • Trump impõe tarifa extra de 25% a países que mantêm comércio com o Irã

    Trump impõe tarifa extra de 25% a países que mantêm comércio com o Irã

    Ordem executiva amplia sanções e autoriza cobrança adicional sobre produtos de nações que negociem com Teerã. Medida é anunciada em meio a novas punições ao setor petrolífero iraniano e a negociações indiretas entre EUA e Irã em Omã

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos provenientes de países que comprem, importem ou mantenham relações comerciais com o Irã. A medida foi divulgada pela Casa Branca na sexta-feira e tem como justificativa a avaliação de que as ações de Teerã representam uma ameaça à segurança nacional norte-americana.

    Segundo o texto, a emergência nacional relacionada ao Irã foi declarada originalmente em 1995 e ampliada ao longo dos anos, incluindo sanções contra os setores de energia e petroquímica, além de punições ligadas a violações de direitos humanos. De acordo com o governo Trump, as novas tarifas são uma resposta direta à continuidade de políticas iranianas consideradas de risco, o que, na visão da administração, exige medidas adicionais.

    A ordem estabelece que o secretário de Comércio, Howard Lutnick, ficará responsável por identificar os países que realizam transações com o Irã. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, em coordenação com outras autoridades, definirá o alcance da tarifa a ser aplicada. O texto também prevê que Trump poderá alterar ou suspender a medida em caso de retaliação internacional ou se o Irã e os países afetados adotarem ações alinhadas à política externa dos Estados Unidos.

    Horas antes do anúncio, Washington havia divulgado um novo pacote de sanções contra indivíduos e entidades supostamente envolvidos no chamado “comércio ilícito” de petróleo, usado para financiar o governo iraniano. As restrições atingem 14 navios da chamada “frota fantasma” do Irã, 15 empresas com sede em países como Índia e Turquia, além de duas pessoas ligadas à comercialização de petróleo bruto e produtos petroquímicos iranianos.

    As sanções foram anunciadas no mesmo dia em que ocorreram negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã em Omã. Teerã classificou o encontro como “um bom começo” para a redução das tensões entre os dois países. As conversas em Mascate marcaram o primeiro contato entre representantes das duas nações desde os ataques norte-americanos a instalações nucleares iranianas, realizados em junho, durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã.

    Washington e Teerã já haviam mantido diálogos indiretos no ano passado, também com mediação de Omã, mas as tratativas foram interrompidas com o início do conflito no meio do ano. Desde então, Trump tem reiterado ameaças de uso da força, citando a repressão do governo iraniano a protestos antigovernamentais registrados em janeiro.

    Nos últimos dias, o presidente norte-americano afirmou desejar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, ao mesmo tempo em que advertiu que o prazo para avanços diplomáticos estaria se esgotando. As declarações vieram acompanhadas do envio de uma força naval dos EUA para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln.

    Autoridades iranianas, por sua vez, afirmam que não pretendem abrir mão de seu programa de defesa e reiteram que o desenvolvimento nuclear do país tem fins exclusivamente pacíficos.

    Trump impõe tarifa extra de 25% a países que mantêm comércio com o Irã

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  • Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo

    Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo

    O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 5,22, com recuo de R$ 0,034 (-0,64%). 

    Num dia de recuperação no mercado financeiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,20 e eliminou parte das altas dos últimos dias. A bolsa de valores teve ganho moderado e voltou a encostar nos 183 mil pontos.

    O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 5,22, com recuo de R$ 0,034 (-0,64%). 

    A cotação operou em baixa durante toda a sessão, chegando a R$ 5,20 por volta das 14h45, mas reduziu o ritmo de queda com investidores aproveitando a cotação baixa para comprar moeda.

     

    Com a queda desta sexta, o dólar caiu 0,65% na semana. Em 2026, a divisa acumula baixa de 4,9%.

    Ibovespa

    O mercado de ações teve mais um dia de recuperação. Após a forte queda na quarta-feira (4), o índice Ibovespa, da B3, subiu pela segunda vez consecutiva e atingiu 182.950 pontos, com alta de 0,45%.

    A bolsa alternou altas e baixas durante a sessão, mas firmou a tendência de alta perto do fim das negociações. Na semana, o Ibovespa subiu 0,87%.

    Fatores externos

    Sem grandes notícias no cenário interno, o mercado financeiro foi dominado por fatores externos. A recuperação das bolsas estadunidenses, que subiram nesta sexta após várias quedas consecutivas, beneficiou o mercado global.

    Nos últimos dias, ações de empresas de tecnologia despencaram por receio do estouro de uma bolha no setor de inteligência artificial. No entanto, parte da queda foi revertida nesta sexta, porque os papéis ficaram baratos, atraindo o interesse de compradores.

    *com informações da Reuters

    Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo

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  • Clientes pagaram dívida com Will Bank, mas agora estão na lista de devedores do BRB

    Clientes pagaram dívida com Will Bank, mas agora estão na lista de devedores do BRB

    A ligação entre as instituições ocorre devido à existência de operações do BRB para a compra de carteiras de crédito do Banco Master, que controlava o Will. O BRB, no entanto, não informou por qual negociação específica os contratos do Will Bank passaram a integrar sua base.

    JÚLIA GALVÃO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Clientes que contrataram empréstimos ou outros serviços financeiros no Will Bank relatam que passaram a constar como devedores do BRB (Banco de Brasília), mesmo em casos em que os débitos já haviam sido quitados.

    A informação foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

    A ligação entre as instituições ocorre devido à existência de operações do BRB para a compra de carteiras de crédito do Banco Master, que controlava o Will. O BRB, no entanto, não informou por qual negociação específica os contratos do Will Bank passaram a integrar sua base.

    Os registros aparecem no SCR (Sistema de Informações de Crédito), do BC (Banco Central), acessado pelos consumidores por meio do Registrato, plataforma que reúne dados enviados por instituições financeiras. Relatos indicam que clientes passaram a ter dívidas sinalizadas como ativas ou em atraso, com valores que continuam sendo atualizados com juros, apesar de afirmarem não ter pendências com o banco estatal.

    Entre os afetados está a trabalhadora rural Derlane Hermisdolffe, 34. Ela renegociou uma dívida de cartão com o Will Bank depois que o valor devido cresceu e chegou a cerca de R$ 10 mil. O débito foi quitado à vista por R$ 1.695,13. Segundo relata, após o pagamento do montante acordado, encerrou a conta na instituição financeira. Ainda assim, passou a constar no Registrato como devedora do BRB no último mês, com um débito que já ultrapassa R$ 50 mil.

    Derlane, de Água Doce do Norte (ES), afirma não ter condições de arcar com advogados e diz que entrou em contato com o BRB, que lhe informou um prazo até 11 de fevereiro para análise do caso. Até lá, o suposto valor devido ao banco segue aumentando.

    Em nota, o BRB afirma que, após a liquidação do Will Bank, deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas. “Pelas regras contratuais, o banco que originou os créditos deve acompanhar os pagamentos e, na sequência, fazer o envio dos dados e dos valores correspondentes ao BRB”, diz o banco estatal.

    Segundo o BRB, após a liquidação, o fluxo de informações não foi retomado pelo liquidante, o que impede a baixa de algumas operações. Com isso, contratos já quitados no banco de origem passaram a aparecer como ativos ou inadimplentes no SCR. “[O banco] está preparado para realizar a correção imediata dos dados assim que houver retorno do administrador do banco em liquidação.”

    A assistente de logística Lavínia Machado, 28, diz que descobriu a suposta dívida depois de ter um financiamento imobiliário negado, após surgir uma restrição em seu CPF vinculada ao BRB. “Fiquei muito preocupada porque nunca tive dívidas no SPC ou Serasa”, afirma. Segundo ela, por recomendação do seu corretor, acessou o Registrato, onde encontrou o registro de uma dívida de R$ 3.377 atribuída ao banco estatal.

    Lavínia diz que, ao entrar em contato com o BRB, foi informada de que a instituição comprou parte da carteira do Will Bank e que os valores pagos pelos clientes não estariam sendo repassados. “Mesmo sem faturas vencidas, a restrição ficou no meu CPF”, diz.
    Ela afirma ainda que o banco prometeu resolver o problema em até sete dias úteis, o que não ocorreu. Além disso, no Registrato, sua dívida aparece como parcelamento de fatura, mas Lavínia diz que nunca fez esse tipo de acordo com o Will Bank. Ela também conta que já recorreu à Justiça.

    Já Laís Rocha, 21, afirma que mantinha em dia um parcelamento de fatura de cartão no Will Bank, mas viu seu score de crédito cair após surgir uma dívida vencida vinculada ao Banco de Brasília. As parcelas, segundo ela, são de R$ 100, mas o valor apontado como devido ao banco estatal já ultrapassa R$ 1.000.

    Laís diz que, no aplicativo do Will Bank, nunca recebeu mensagens de atraso ou cobrança de juros. Ela diz que pretende continuar pagando as quatro parcelas restantes para quitar a dívida e aguarda um retorno do BRB sobre o protocolo aberto.

    No portal Reclame Aqui, o BRB já acumula dezenas de reclamações relacionadas a registros de dívidas atribuídas ao banco. “No meu relatório no Registrato está constando uma conta vencida no valor de R$ 1.124 que acredito que está atrapalhando meu acesso a crédito. Mas eu nunca tive conta nesse banco, as duas dívidas que eu tinha já foram quitadas e saíram do Serasa”, diz um dos comentários registrados na plataforma.

    Segundo o advogado Jorge Calazans, especialista na defesa de vítimas de fraudes financeiras, em processos de liquidação extrajudicial, especialmente quando há interrupção abrupta das operações e migração de bases de dados, são relativamente comuns falhas de reporte e inconsistências cadastrais.

    No caso do Will Bank, ele afirma que houve um volume considerado anormal de reclamações envolvendo cobranças indevidas, com reaparecimento de obrigações já quitadas.

    Calazans diz que, após a decretação da liquidação, a responsabilidade pela correção das inconsistências cadastrais passa ao liquidante nomeado pelo Banco Central, que administra a massa liquidanda. Ainda assim, segundo ele, pode haver corresponsabilidade técnica do banco que adquiriu a carteira (neste caso o BRB), a depender do papel desempenhado no processamento e no envio das informações.

    O especialista afirma que, em casos como esse, o consumidor tem direito à correção imediata de informações falsas ou imprecisas. “Além disso, é juridicamente possível pleitear indenização por danos morais e materiais, já que a restrição indevida no sistema financeiro impacta diretamente a vida econômica do cidadão, dificultando ou impedindo o acesso a crédito e serviços bancários”, diz.

    O QUE FAZER AO DESCOBRIR A DÍVIDA?

    Calazans orienta que o primeiro passo é buscar a via administrativa, com contato direto com o canal oficial da liquidação para solicitar a correção formal dos dados, além do registro de reclamação no Procon. Ele também recomenda acionar o Banco Central para contestar informações lançadas no Registrato.

    Caso a irregularidade persista ou haja urgência na liberação do crédito, ele afirma que é possível recorrer à via judicial para obter a exclusão do apontamento indevido, inclusive por meio de tutela de urgência, além de eventual indenização.

    O especialista diz ainda que é importante reunir toda a documentação que comprove a quitação da dívida antes de iniciar qualquer medida e lembra que ações indenizatórias possuem prazo prescricional de três anos.

    Clientes pagaram dívida com Will Bank, mas agora estão na lista de devedores do BRB

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  • O que mais preocupa os bilionários em 2026?

    O que mais preocupa os bilionários em 2026?

    O que os mais ricos do mundo mais temem neste momento.

    Riqueza e influência nem sempre trazem paz de espírito. À medida que avançamos para 2026, os indivíduos mais ricos do mundo enfrentam um conjunto singular de desafios. De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa de Bilionários da UBS, os ultrarricos não estão mais focados apenas em aumentar suas fortunas.

    Políticas governamentais, guerras comerciais internacionais e o potencial para conflitos em larga escala são questões importantes que os preocupam. Do aumento do custo de vida devido a novos impostos à natureza imprevisível da política global, essas preocupações refletem um mundo em transição.

    Esta galeria examina os 15 principais medos que atualmente assombram os bilionários, oferecendo um raro vislumbre dos riscos que tiram o sono dos indivíduos mais poderosos do mundo. Ficou curioso? Clique para saber mais.

    O que mais preocupa os bilionários em 2026?

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  • Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

    Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

    “[São] Eles que têm que temer discutir economia com a gente, porque eles não tem argumento para defender o que eles fizeram, não tem”, disse, em evento durante as comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador (BA).

    FERNANDA BRIGATTI E CATIA SEABRA
    BRASÍLIA, DF E SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, disse nesta sexta-feira (6) que o governo Jair Bolsonaro (PL) promoveu uma “espécie de estupro das contas públicas, uma coisa alucinada.” Para o chefe da equipe econômica de Lula 3, o PT deveria tirar proveito e explicar o que foi herdado da gestão anterior.

    “[São] Eles que têm que temer discutir economia com a gente, porque eles não tem argumento para defender o que eles fizeram, não tem”, disse, em evento durante as comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador (BA).
    Na avaliação de Haddad, a estratégia do governo Bolsonaro era deixar uma armadilha que inviabilizasse a gestão Lula, repetindo um argumento que tem defendido em entrevistas, o de que a atual situação fiscal deficitária são consequência de uma “herança maldita” da gestão anterior.

    Ele citou a flexibilização de acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), a postergação do pagamento de precatórios, o aumento de repasses ao Fundeb (Fundo de Manutenção da Educação Básica) e o reajuste do Auxílio Brasil (programa depois incorporado ao Bolsa Família), que não estavam no Orçamento.

    O relato de Haddad quanto ao quadro em 2023, quando assumiu a Fazenda, serviu também de ponte para uma defesa da política econômica de sua pasta desde então, que por diversas vezes foi alvo de críticas dentro do PT. Haddad era acusado de promover um “austericídio”.

    Medidas como a PEC da Transição e depois a lei complementar que criou o arcabouço fiscal foram, segundo o ministro da Fazenda, necessárias para evitar a total paralisia do governo ainda no primeiro ano de gestão.

    “Vejo muitas pessoas legitimamente questionando. Estou dizendo que podemos discutir, mas foi o acordo possível para você superar o teto de gastos, que já tinha sido desmoralizado”, afirmou. “E a gente substituiu com um Congresso no qual a gente tem, se tanto, 30% dos votos, e tinha que ter uma votação expressiva, quórum qualificado.”

    Haddad também defendeu medidas que, segundo ele, sequer haviam sido tentadas em governos anteriores, como a volta do voto de desempate no Carf, a tributação de offshores e de fundos familiares fechados. “Eu podia ficar a tarde só falando o que nós aprovamos”, disse. “Não é valentia de minha parte, se não fizesse, a gente chegava até aqui.”

    Questionado sobre a inteção de Lula incluir em sua campanha para este ano uma proposta de tarifa zero no transporte público, Haddad afirmou que o programa precisa ser desenhado com consistência, de modo a não deixar margem para retrocesso.

    Segundo ele, é necessário definir como será o financiamento do programa e que considere questões como a emissão de carbono. “Gosto de fazer as coisas assim, entregar uma coisa que vai ter sustentabilidade, porque aí vira uma conquista da população e a direita não consegue destruir.”

    Outra bandeira prioritária de Lula para este ano, o fim da jornada de trabalho 6×1 foi citada pelo ministro como algo que “não tem impacto fiscal”, e que por isso não exigira o tempo de maturação da proposta da tarifa zero.

    O ministro da Fazenda também defendeu a queda nos juros básicos, a Selic, para menos de 10%. A Selic está em 15% ao ano, e o Copom (Comitê de Política Econômica) indicou que deve dar início a um ciclo de cortes. “Temos que ir para juro de um dígito e nunca mais pensar em juros de dois dígitos no Brasil. Nós podemos crescer, ter um crescimento mínimo garantido.”

    Haddad foi questionado sobre o efeito do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que poderia agora, em ano eleitoral, ser usado como munição pela oposição. O ministro afirmou que Lula não olha “governador A, B ou C, ele quer saber se vai atender ou não a população daquele estado.”

    Segundo o ministro da Fazenda, o programa partiu de uma decisão política e da constatação de que a situação de alguns estados era insustentável. “Agora, nós acabamos favorecendo os estados não devedores porque a gente incluiu o mecanismo de que uma parte do desconto cria um fundo para partilhar para os estados não devedores.”

    SOLUÇÃO FINAL PARA PENDURICALHOS VIRÁ DO CONGRESSO

    O ministro Fernando Haddad afirmou, ao deixar o congresso do PT, que tem defendido desde o início do governo a elaboração de uma lei para regular verbas indenizatórias e que todos os Poderes precisam se sujeitar às mesmas regras fiscais.

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana, em seu segundo dia de trabalho depois do recesso parlamentar, projetos de lei que preveem uma nova gratificação a servidores do Legislativo e que criam uma licença compensatória que permite que o salário dos funcionários das Casas ultrapasse o teto constitucional.

    Haddad afirmou que o conceito da verba indenizatória se perdeu nos últimos anos. O chefe da equipe econômica disse defender, além de uma regra, um teto para esses benefícios.”O deputado Pedro Paulo, por exemplo, apresentou uma proposta de regulação disso na forma de uma PEC, que não foi apreciada”, disse, em referência ao parlamentar do PSD do Rio de Janeiro que é relator da proposta de reforma administrativa.

    “Penso que a solução final para isso virá do Congresso”, afirmou. Haddad também disse considerar que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, está certo em suspender os pagamentos. Na quinta (5), Dino deu 60 dias para que todos os órgãos da administração revisem verbas pagas e suspendam aquelas sem base legal.

    No Planalto, integrantes da equipe do presidente Lula defendem o veto da lei aprovada.

    Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

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