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  • Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

    Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

    Durante evento no Instituto Butantan, presidente atribuiu a variação cambial ao comportamento de Donald Trump, criticou o unilateralismo na política internacional, rejeitou a ideia de subordinação do Brasil às grandes potências e ironizou a possibilidade de um conflito com os Estados Unidos.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 9, que a variação recente do dólar não tem relação com a economia brasileira, mas com o comportamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a moeda norte-americana oscila de acordo com o “humor” do líder americano.

    “Eu fico me perguntando: ‘E o dólar que ia para R$ 7 e está em R$ 5,23?’ O dólar está oscilando porque depende do humor do Trump. Não depende de nós e não depende da seriedade da nossa economia”, disse Lula durante cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo.

    Ao comentar a política externa dos Estados Unidos, o presidente brasileiro criticou o que chamou de unilateralismo baseado na ideia de que países mais fortes podem impor sua vontade aos mais fracos. Lula afirmou que o Brasil não busca exercer supremacia regional, mas também não aceita ocupar uma posição de inferioridade no cenário internacional.

    “O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco não nos interessa. Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai ou sobre a Bolívia. Mas também não quero ser menor do que os Estados Unidos e do que a China. Não estamos escolhendo entre a China e os Estados Unidos, estamos escolhendo o que é melhor para o nosso país”, declarou.

    Ainda ao tratar das tensões com os Estados Unidos, intensificadas após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em julho do ano passado, Lula ironizou a possibilidade de um conflito militar entre os dois países.

    “Não adianta ficar falando na televisão que tem o maior navio de guerra ou o maior submarino. Eu não quero briga com eles, eu sou doido? Vai que eu brigo e eu ganho. O que eu vou fazer depois?”, disse, em tom de brincadeira.

    Na mesma agenda, o presidente visitou o Instituto Butantan e anunciou R$ 1,8 bilhão em investimentos voltados à ampliação da infraestrutura e da capacidade produtiva de vacinas e insumos biológicos.

     
     

    Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

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  • Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

    Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

    Ampliação no cruzamento de dados e novas checagens administrativas acendem o sinal de atenção para segurados, que precisam acompanhar comunicados oficiais e entender em quais situações o instituto pode solicitar confirmação de informações

    Boatos sobre a criação de um novo cadastro obrigatório do INSS em 2026 têm gerado preocupação entre aposentados e pensionistas, mas o instituto esclarece que nenhuma exigência geral foi criada. Não existe convocação em massa nem necessidade de recadastramento automático para todos os beneficiários.

    O que mudou foi a forma de fiscalização. A partir deste ano, o INSS intensificou o cruzamento de dados com registros públicos e passou a agir de forma mais pontual quando identifica informações inconsistentes nos cadastros. Nessas situações específicas, o próprio sistema abre uma solicitação individual de atualização.

    Desde 2023, a comprovação de vida deixou de ser presencial e passou a ocorrer de maneira automática, com base em movimentações oficiais, como uso do CPF, registros bancários e acesso a serviços públicos. Mesmo assim, inconsistências em dados pessoais, endereço ou documentos podem gerar alertas e pedidos de correção.

    O objetivo da atualização não é criar novas obrigações, mas garantir que os benefícios sejam pagos corretamente. O INSS afirma que as revisões ajudam a evitar fraudes, corrigir dados desatualizados e reduzir erros que podem levar a bloqueios indevidos.

    Nem todos os segurados serão afetados. A exigência aparece apenas para quem recebe uma notificação formal dentro do sistema. Em geral, isso atinge aposentados, pensionistas, beneficiários de auxílios ou pessoas com informações divergentes nos bancos de dados oficiais.

    Ignorar uma solicitação de atualização pode resultar na suspensão temporária do benefício. Por isso, a orientação é simples: acompanhar regularmente o Meu INSS, no site ou aplicativo oficial. Se não houver aviso ativo, não há qualquer providência a ser tomada.

    Quando existe uma exigência aberta, o próprio sistema indica quais documentos devem ser enviados. Normalmente, são solicitados documento com foto, CPF e comprovante de residência. Todo o processo é feito de forma digital, sem necessidade de ir a uma agência, e o andamento pode ser acompanhado online.

    A recomendação do INSS é que os segurados verifiquem a plataforma com frequência, respeitem os prazos indicados e guardem os comprovantes de envio. Em caso de dificuldades técnicas, o atendimento telefônico pelo número 135 continua disponível.

    Em resumo, 2026 não trouxe um novo cadastro para todos, mas sim um controle mais rigoroso e direcionado. Quem mantém os dados corretos e acompanha o Meu INSS não precisa se preocupar com mudanças repentinas nem com bloqueios inesperados.

    Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

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  • Dólar cai a R$ 5,18 e atinge menor valor desde maio de 2024; Bolsa fecha em novo recorde

    Dólar cai a R$ 5,18 e atinge menor valor desde maio de 2024; Bolsa fecha em novo recorde

    A última vez em que a moeda americana esteve nesse patamar foi em 28 de maio de 2024, há quase 21 meses, quando encerrou o dia a R$ 5,160.

    MATHEUS DOS SANTOS
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,187, nesta segunda-feira (9), e renovou a mínima em quase dois anos. A última vez em que a moeda americana esteve nesse patamar foi em 28 de maio de 2024, há quase 21 meses, quando encerrou o dia a R$ 5,160.

    A moeda se desvalorizou em meio a um cenário global de maior apetite ao risco. O movimento foi desencadeado por um alerta de autoridades chinesas a instituições financeiras do país para reduzirem a exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.

    No cenário doméstico, a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um evento promovido pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos) também influenciou o pregão.
    A Bolsa, por outro lado, avançou 1,79%, aos 186.241 pontos, impulsionada pelo desempenho positivo de Vale e dos bancos. É a primeira vez que o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, fecha acima dos 186 mil pontos.

    O pregão repercutiu um alerta da China para que bancos limitem a compra de Treasuries, os títulos do Tesouro americano, em meio a dúvidas crescentes sobre a atratividade dos ativos dos Estados Unidos.

    Segundo a Bloomberg, reguladores chineses aconselharam instituições financeiras a reduzir a exposição a esses papéis devido a preocupações com concentração de risco e volatilidade. Autoridades pediram que os bancos limitem novas aquisições de títulos do governo americano e orientaram instituições com maior exposição a reduzir suas posições.

    O Banco Popular da China e a Administração Nacional de Regulação Financeira não comentaram o assunto.

    “Esse movimento pressionou o dólar, uma vez que o maior comprador de Treasuries -e grande gerador de demanda por dólares- reduziu sua atuação”, diz Higor Rabelo, especialista da Valor Investimentos.

    No cenário internacional, a moeda também desvalorizou, com o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outros seis fortes moedas, caindo 0,80%. No último dia 29, o dólar já havia fechado cotado a R$ 5,194, mínima anual da moeda até então.

    Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a valorização do real durante o dia é reflexo de um bom momento em 2026. “O desempenho está apoiado em boas perspectivas para mercados emergentes, na expectativa de cortes da taxa Selic nas próximas reuniões (mantendo um diferencial de juros com os EUA atrativo) e no movimento generalizado de diversificação global para fora dos EUA”.

    Ainda no cenário internacional, o PLD (Partido Liberal Democrático), sigla da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, conquistou 316 assentos na Câmara Baixa, resultado muito além dos 233 necessários para garantir a maioria simples, segundo os dados coletados pela emissora pública NHK.

    Com a vitória, o PLD fortaleceu seu poder, uma vez que governa o país de maneira quase ininterrupta desde 1955. As ações japonesas atingiram níveis recordes após o resultado, com o índice Nikkei avançando 3,9%, a 56.363 pontos.

    Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, episódio também impactou a Bolsa brasileira. “Os resultados da eleição japonesa que trazem ao país um panorama de expansão fiscal e cortes de impostos ajudaram a impulsionar o apetite global por risco”, diz.

    Com um maior controle fiscal, cresce a previsão de uma política monetária menos restritiva, o que favorece ativos de risco.

    Perri também destaca que o movimento de rotação global, que favorece mercados emergentes, impulsionando a Bolsa. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, o volume aportado por investidores estrangeiros na B3 em janeiro deste ano superou a soma total do ano de 2025.

    No ambiente doméstico, Gabriel Galípolo, presidente do BC, reforçou que a autarquia terá uma condução gradual da política monetária brasileira, sinalizando que o ritmo de cortes na taxa Selic acompanhará indicadores.

    “A gente está numa situação diferente do que estávamos naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos juros)… Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste”, afirmou em evento, em São Paulo.
    A fala está em linha com a ata do Copom divulgada na semana passada. O documento sinalizou um possível corte da taxa Selic em março, após melhora do cenário inflacionário, mas destacou a necessidade de manter os juros em patamar elevado até que o processo de convergência da inflação ao centro da meta esteja consolidado.

    O alvo central de inflação do Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para analistas, a ata reforçou a perspectiva de início do ciclo de cortes, mas deixou em aberto o ritmo do afrouxamento monetário, que seguirá dependente dos dados.

    Alexandre Viotto, chefe de banking da EQI Investimentos, afirma que o discurso de Galípolo transmitiu uma mensagem de controle. “A leitura predominante é de que o ciclo de cortes de juros deve ser suave -não se espera, por exemplo, reduções agressivas de 0,5 ponto percentual em sequência”.

    O comportamento deve beneficiar o chamado “carry trade” brasileiro. Nele, pega-se dinheiro emprestado a taxas mais baixas, como a dos EUA, para investir em ativos com alta rentabilidade, como a renda fixa brasileira. Assim, quanto mais atrativo o carry trade, mais dólares tendem a entrar no Brasil.

    A temporada de balanços também seguiu no radar de analistas. Após Santander, Itaú e Bradesco, o BTG Pactual divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025.

    O banco registrou alta anual de 40,3% no lucro, alcançando R$ 4,6 bilhões no período, levemente acima da expectativa de R$ 4,56 bilhões apurada pela LSEG.

    Também estão previstos para esta segunda-feira os balanços de BB Seguridade, Motiva e Banco Pan.

    Dólar cai a R$ 5,18 e atinge menor valor desde maio de 2024; Bolsa fecha em novo recorde

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  • Boulos diz que vai discutir tramitação de projeto sobre fim da escala 6×1 com Motta para acelerar processo

    Boulos diz que vai discutir tramitação de projeto sobre fim da escala 6×1 com Motta para acelerar processo

    Motta enviou para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do assunto. O governo quer que o Legislativo discuta um PL (Projeto de Lei) em regime de urgência, seguindo uma estratégia segundo a qual, desse modo, o projeto poderia ser aprovado com mais rapidez.

    BRUNO RIBEIRO
    MAUÁ, SP (FOLHAPRESS) – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), disse nesta segunda-feira (9), durante uma visita do presidente Lula (PT) a Mauá, na Grande São Paulo, que vai procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir divergências entre eles acerca da tramitação da redução da escala de trabalho 6×1.

    Motta enviou para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do assunto. O governo quer que o Legislativo discuta um PL (Projeto de Lei) em regime de urgência, seguindo uma estratégia segundo a qual, desse modo, o projeto poderia ser aprovado com mais rapidez.

    “Nós vamos chamar o presidente Hugo Motta para uma reunião na quinta-feira [12]”, disse Boulos. “Já tínhamos conversado com ele antes, em um jantar na semana passada, lá na Granja do Torto, com o presidente Lula, o presidente Hugo Motta, eu, a ministra Gleisi [Hoffmann] e o ministro [Luiz] Marinho, para discutirmos os melhores caminhos do trâmite do fim da escala 6×1.”

    “Todo o processo tem negociação, mas nós não abrimos mão de um máximo de 5×2, da redução da jornada para 40 horas, e também de não haver redução de salário. Essa é a perspectiva que o governo quer levar ao presidente Hugo Motta”, disse Boulos.

    O governo elegeu a redução da jornada de trabalho como uma das prioridades do ano, e o PT trabalha para aprovar a proposta antes do início do período eleitoral, quando Lula tentará a reeleição.

    “Uma PEC, vocês sabem, tem de ter mais votos do que um projeto de lei. Ou seja, tem mais dificuldade de aprovação, precisa de apoio de partidos da oposição. Já um projeto de lei, se nós conseguirmos consolidar a base do governo, a gente consegue aprovar neste semestre e garantir esse direito para os trabalhadores brasileiros”, complementou Boulos.

    Motta informou nesta segunda que, depois de passar pela CCJ, que analisa a constitucionalidade das propostas, será criada uma comissão especial na Casa para debater o texto. O deputado afirmou que “todos os setores” serão ouvidos “com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros.

    O texto que prevê o fim da escala 6×1 que será analisado pelos deputados é a PEC apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP), a qual foi apensada a proposta de Reginaldo Lopes (PT-MG).

    A PEC de Lopes, assim como a de Erika, altera o artigo 7º da Constituição, criando a jornada máxima de 36 horas semanais, que podem ser distribuídas ao longo da semana como o empregador achar melhor. Por dia, o limite de trabalho é de oito horas.

    Os trabalhadores poderão ter jornada de 5×2, segundo a PEC de Lopes, em setores como o de bancos, por exemplo, trabalhando sete horas diárias. Na de Erika, no entanto, são quatro dias de trabalho.

    O presidente da Câmara ainda defendeu, em comunicado divulgado pela assessoria de imprensa, a construção de uma proposta “o mais justa possível” e declarou que, quando a carteira de trabalho foi criada, “também fizeram péssimas projeções”.

    Boulos diz que vai discutir tramitação de projeto sobre fim da escala 6×1 com Motta para acelerar processo

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  • Galípolo reconhece 'melhora' no cenário inflacionário desde a conclusão da alta dos juros

    Galípolo reconhece 'melhora' no cenário inflacionário desde a conclusão da alta dos juros

    Presidente do Banco Central diz que expectativas e inflação corrente apresentaram melhora após o fim do ciclo de alta da Selic, mas destaca resiliência da atividade econômica e sinais de mercado de trabalho ainda aquecido.

    O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, reconheceu nesta segunda-feira, 9, que houve uma melhora no cenário inflacionário desde a decisão da autoridade monetária de interromper o ciclo de alta da Selic e manter a taxa em 15% por um período “bastante prolongado”.

    “Existe a necessidade de reconhecer que houve melhora entre o período em que concluímos a alta de juros e agora. Há melhora nas expectativas e na inflação corrente”, afirmou Galípolo durante um evento sobre estabilidade financeira promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

    Segundo ele, a inflação se comportou melhor do que o esperado em um ambiente de política monetária restritiva, embora a atividade econômica siga demonstrando resiliência. “Temos evidências de um mercado de trabalho apertado”, destacou.

    Galípolo acrescentou que a política monetária passou por diferentes fases ao longo do período recente. Inicialmente, houve a elevação dos juros em um contexto no qual as expectativas de inflação “namoravam” o patamar de 6%. Naquele momento, lembrou, a inflação de alimentos chegou a se aproximar de 17%.

    Galípolo reconhece 'melhora' no cenário inflacionário desde a conclusão da alta dos juros

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  • Assim como diesel, gasolina no Brasil fica mais barata do que no exterior, diz Abicom

    Assim como diesel, gasolina no Brasil fica mais barata do que no exterior, diz Abicom

    Para alinhar os preços ao mercado internacional, seria possível aumentar o diesel em R$ 0,23 por litro e a gasolina em R$ 0,05 por litro, segundo a média dos principais polos de importação (Itaqui, Suape, Paulínia, Araucária, Itacoatiara e Aratu)

    A alta do petróleo no mercado internacional tem aumentado a defasagem dos preços dos combustíveis vendidos nas refinarias brasileiras, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A gasolina, que até o final de janeiro era vendida mais cara nas refinarias brasileiras, passou a ficar 2% mais barata no fechamento de sexta-feira, 6. Já o diesel, que chegou a registrar defasagem de 19% no início de fevereiro e não é reajustado pela Petrobras desde maio do ano passado, registrou na sexta-feira uma diferença de 7% contra o preço praticado nas refinarias instaladas no Golfo do México.

    Para alinhar os preços ao mercado internacional, seria possível aumentar o diesel em R$ 0,23 por litro e a gasolina em R$ 0,05 por litro, segundo a média dos principais polos de importação (Itaqui, Suape, Paulínia, Araucária, Itacoatiara e Aratu).

    Se levada em conta apenas a Petrobras, dona de 80% do mercado de refino, a alta do diesel poderia ser de R$ 0,24 por litro.

    A Refinaria de Mataripe, na Bahia, que diz acompanhar o preço de paridade de importação (PPI), não reajustou os combustíveis na semana passada.

    Já a Petrobras, que abandonou o PPI em maio de 2023, fez o último reajuste da gasolina no dia 27 de janeiro, uma queda de 5,2% para as distribuidoras, ou menos R$ 0,14 por litro. Já o diesel teve queda de R$ 0,16 por litro em 6 de maio de 2025 pela estatal.

    Assim como diesel, gasolina no Brasil fica mais barata do que no exterior, diz Abicom

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  • Petrobras tem 20 dias para recorrer ou pagar ao Ibama multa de R$ 2,5 milhões por vazamento

    Petrobras tem 20 dias para recorrer ou pagar ao Ibama multa de R$ 2,5 milhões por vazamento

    Em nota, o Ibama informou que o fluido lançado acidentalmente no mar contém componentes enquadrados na categoria de risco B, conforme o artigo 4º da Lei nº 9.966, de 2000

    O Ibama aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras pelo despejo de 18,44 metros cúbicos de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa, uma mistura oleosa, no mar. O incidente ocorreu em 4 de janeiro, após um vazamento durante a operação do navio sonda 42, o NS-42, que atua na bacia da Foz do Amazonas, no poço Morpho.

    A partir da notificação do auto de infração, a Petrobras tem prazo de 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.

    Em nota, o Ibama informou que o fluido lançado acidentalmente no mar contém componentes enquadrados na categoria de risco B, conforme o artigo 4º da Lei nº 9.966, de 2000. Segundo o órgão, isso representa risco médio tanto à saúde humana quanto ao ecossistema aquático. O produto também consta no anexo da Instrução Normativa Ibama nº 14, de 28 de julho de 2025.

    Procurada, a Petrobras não informou até o momento se pretende recorrer da penalidade.

    Petrobras tem 20 dias para recorrer ou pagar ao Ibama multa de R$ 2,5 milhões por vazamento

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  • Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus; no fim de 2027 continua em 10,50%

    Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus; no fim de 2027 continua em 10,50%

    A mediana para a Selic no fim de 2028 continuou em 10,00%. Há um mês, estava em 9,88%. Para 2029, a mediana continuou em 9,50% pela 15ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,25% pela 7ª semana seguida. Considerando só as 77 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,0% para 12,25%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 52ª semana seguida. Considerando só as 71 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 10,00% para 10,50%.

    A mediana para a Selic no fim de 2028 continuou em 10,00%. Há um mês, estava em 9,88%. Para 2029, a mediana continuou em 9,50% pela 15ª semana seguida.

    Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.

    “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.

    Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus; no fim de 2027 continua em 10,50%

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  • Carnaval é feriado? veja o que diz a legislação sobre a folga na data

    Carnaval é feriado? veja o que diz a legislação sobre a folga na data

    A lista oficial de feriados nacionais está definida pela Lei nº 662, de 1949, que inclui datas como o Natal, em 25 de dezembro, e o Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro. O carnaval não consta nessa relação

    Uma das maiores festas populares do país, o carnaval não é considerado feriado nacional. No entanto, a legislação permite que estados e municípios definam se os dias da folia, que neste ano acontecem entre 14 e 18 de fevereiro, serão tratados como feriado, ponto facultativo ou dia útil.

    De acordo com o advogado Cristiano Cavalcanti, especialista em Direito do Trabalho, para que o carnaval seja reconhecido como feriado é necessária a existência de lei estadual ou municipal. Em âmbito nacional, apenas as datas previstas em lei federal são consideradas feriados.

    A lista oficial de feriados nacionais está definida pela Lei nº 662, de 1949, que inclui datas como o Natal, em 25 de dezembro, e o Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro. O carnaval não consta nessa relação.

    Uma exceção é o estado do Rio de Janeiro, onde a data é considerada feriado estadual em todo o território.

    Legislação trabalhista no carnaval

    Segundo o especialista, em cidades onde o carnaval é ponto facultativo, como São Paulo, os dias são considerados normais de trabalho. Nesses casos, não há obrigação legal de conceder folga remunerada nem de pagar adicional salarial.

    “A concessão de folga é uma liberalidade do empregador. Para os trabalhadores regidos pela CLT, o ponto facultativo não é feriado oficial, e a empresa não é obrigada a liberar o empregado”, explica Cavalcanti.

    Assim, de forma geral, quem trabalha em dia de ponto facultativo recebe o salário normalmente, sem adicional de 100%, como ocorre nos feriados. Ainda assim, podem existir exceções previstas em acordos ou convenções coletivas.

    “Quando há regulamento interno ou costume da empresa de conceder folga em pontos facultativos, a situação muda. Se o funcionário for convocado a trabalhar e não houver compensação, ele passa a ter direito ao pagamento em dobro”, afirma o advogado.

    No caso dos servidores públicos, o ponto facultativo é definido por decreto do presidente, governador ou prefeito, e costuma resultar na dispensa do serviço. Em São Paulo, servidores estaduais estão liberados do trabalho da segunda-feira, dia 16, até as 12h da Quarta-feira de Cinzas, no dia 18. Serviços públicos essenciais, porém, mantêm funcionamento normal.

    Servidores que atuam em áreas como saúde, segurança e transporte geralmente trabalham durante o ponto facultativo. Nesses casos, não há direito a pagamento adicional nem a folga compensatória, conforme esclarece o especialista.

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  • Vorcaro vendeu parte de empresa dona de jatinho a fundo da Reag em meio a ofensiva da PF sobre o Master

    Vorcaro vendeu parte de empresa dona de jatinho a fundo da Reag em meio a ofensiva da PF sobre o Master

    Venda de participação em holding que concentra bens do ex-banqueiro ocorreu em meio à crise do banco Master e antecedeu prisão de Vorcaro. Operação envolveu fundo administrado pela Reag, hoje investigada pela Polícia Federal, e levou à troca do comando da empresa.

    (FOLHAPRESS) – Dois meses antes de ser preso, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro vendeu 55% de uma de suas principais empresas, a Viking Participações, a um fundo de investimentos administrado pela Reag. Na mesma operação, ele deixou o cargo de administrador da companhia, que passou a ser ocupado por um ex-despachante de Nova Lima, em Minas Gerais.

    A Viking é uma holding patrimonial conhecida por ser proprietária de três aeronaves usadas por Vorcaro, entre elas o jato Falcon 7X avaliado em cerca de R$ 200 milhões, segundo investigadores. A aeronave seria utilizada pelo ex-banqueiro em uma viagem internacional no dia em que foi preso, em 17 de novembro. Ele acabou solto 12 dias depois.

    A transferência de participação foi assinada e registrada na Junta Comercial de Minas Gerais em setembro de 2025, período em que o banco controlado por Vorcaro já enfrentava uma crise. No início daquele mês, o Banco Central havia rejeitado a compra do Master pelo BRB. Poucas semanas depois, veio a público a informação de que a Polícia Federal havia aberto um inquérito para apurar irregularidades na instituição.

    Documentos da Jucemg mostram que Vorcaro transferiu 55% do capital social da Viking ao Stern Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia no dia 17 de setembro. A alteração contratual formalizou a entrada do fundo no negócio e a renúncia de Vorcaro à administração. O novo administrador indicado foi Adriano Garzon Corrêa, que assumiu como gestor não sócio.

    Garzon Corrêa já foi sócio de outras empresas posteriormente encerradas, incluindo uma firma de despachante. Procurado pela reportagem, ele não respondeu. Também procurada, a assessoria de Daniel Vorcaro afirmou, em nota, que o ex-banqueiro segue como acionista e controlador da Viking.

    “A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a venda de parte da Viking foi realizada ainda em 2024. Ao longo de 2025 ocorreram apenas atos burocráticos e formalizações societárias inerentes à operação. Daniel Vorcaro permanece acionista e controlador da Viking. A operação seguiu critérios comerciais regulares. Vorcaro segue colaborando com as autoridades”, diz o comunicado.

    A Reag, administradora do fundo Stern, não se manifestou. A empresa é investigada por suposta participação em uma fraude que teria inflado artificialmente ativos ligados ao banco Master e foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2025. A investigação apura a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios da economia formal, inclusive no mercado financeiro.

    Fundada em 2006, a Viking é uma das empresas mais antigas ligadas a Vorcaro. A companhia aparece como acusada em um processo aberto pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em 2020, que apura irregularidades em um fundo de investimento imobiliário fechado, o Brazil Realty. Além da Viking, também são réus no processo Daniel Vorcaro, como responsável pelo Banco Máxima, antigo nome do Master, e seu pai, Henrique Vorcaro, pela empresa Milo.

    A Viking está registrada em uma sala comercial na avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte, endereço que abriga outros negócios ligados ao ex-banqueiro, como a empresa Vinc. No mesmo local funciona a FSW, que tem como sócios a agência de turismo Belvitur e a Moriah, empresa do pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Zettel foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, no mês passado, chegou a ser preso ao tentar embarcar para Dubai, mas foi liberado horas depois.

    A holding também foi usada em transações imobiliárias que ganharam destaque no escândalo envolvendo o banco Master, como o caso de um apartamento avaliado em R$ 4,4 milhões doado, em dezembro de 2024, a uma mulher que se apresentou como sugar baby. O imóvel havia sido comprado da Viking nove meses antes pela Super Empreendimentos e Participações SA, empresa ligada ao pastor Zettel.

    Não é possível determinar, a partir de dados públicos, o valor pago pelo fundo Stern pela participação de 55% na Viking.

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