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  • Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

    Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

    Para Geraldo Alckmin, a atual jornada de 44 horas tende a ser revista gradualmente, impulsionada pelo aumento da produtividade

    O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo, 26, que a alteração na escala 6×1 de trabalho no Brasil é um processo natural e visto em várias partes do mundo, diante do avanço tecnológico e da modernização dos setores produtivos. Segundo ele, a atual jornada de 44 horas tende a ser revista gradualmente, impulsionada pelo aumento da produtividade.

    Durante coletiva de imprensa após a abertura oficial da 31ª Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), Alckmin citou o agronegócio como exemplo dessa mudança. Ele lembrou que, no passado, o corte de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto era feito manualmente, exigindo a queima prévia da lavoura, o que deixava a cidade coberta pela fumaça. Hoje, com a proibição da prática de queimada e a mecanização da colheita, o cenário mudou completamente, com colheita de cana crua.

    De acordo com o vice-presidente, a substituição da atividade manual por máquinas acabou, também, alterando o perfil dos trabalhadores no campo. “Não temos mais cortador de cana. Temos tecnólogo e especialista em agricultura de precisão”, afirmou. Para ele, a inovação tecnológica permite produzir mais com menos mão de obra, exigindo qualificação profissional e novas funções no setor, o que permitiria, portanto, a redução da escala semanal de trabalho, tema ainda polêmico no agronegócio.

    Alckmin ressaltou, porém, que a transição precisa respeitar as características de cada segmento econômico. Ele observou que diversos setores já operam com jornadas de 40 horas semanais, enquanto outros ainda demandam adaptações específicas.

    O vice-presidente defendeu que o tema seja debatido no Congresso Nacional, responsável por construir uma solução equilibrada sobre o tema. “A tendência é nós sairmos da escala 6 por 1, mas há setores com especificidades. Cabe ao Congresso debater e buscar a melhor solução”, declarou.

    Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

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  • Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

    Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

    Com o Estreito de Ormuz fechado, o Brent registra alta de mais de 2%, refletindo preocupações com a oferta global e a instabilidade na região do Golfo

    O preço do petróleo começou a semana em alta com o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, que mantém restrições à navegação no Golfo. O Estreito de Ormuz continua fechando, prejudicando o tráfego de petróleo para o mundo.

    No início do pregão asiático, o Brent avançou com força, enquanto o dólar registrou leve alta. O barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 2% e atingiu US$ 101,32, refletindo preocupações com a oferta global diante das tensões na região.

    Analistas avaliam que o comportamento dos mercados ao longo da semana deve seguir sensível a qualquer avanço ou retrocesso nas negociações diplomáticas, além de novos desdobramentos envolvendo o fluxo de petróleo na região do Golfo, um dos principais corredores energéticos do mundo.

    Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

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  • Disparada do ouro, Selic alta e endividamento recorde dão impulso a penhor de joias na Caixa

    Disparada do ouro, Selic alta e endividamento recorde dão impulso a penhor de joias na Caixa

    Endividada com cartões de crédito, anéis, pulseiras e correntes viraram uma tábua de salvação. Mas, em vez de vendê-los, ela encontrou outra saída: penhorá-los na Caixa Econômica Federal, única instituição financeira do país autorizada a ofertar essa modalidade de crédito.

    TAMARA NASSIF
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Desde a pandemia, a aposentada Clarice Almeida, 72, passou a enxergar sua coleção de joias de ouro de um jeito diferente.

    Endividada com cartões de crédito, anéis, pulseiras e correntes viraram uma tábua de salvação. Mas, em vez de vendê-los, ela encontrou outra saída: penhorá-los na Caixa Econômica Federal, única instituição financeira do país autorizada a ofertar essa modalidade de crédito.

    “Eu estava cheia de dívidas, não conseguia pagar minhas contas. Mas eu sempre tive bastante joia, e uma amiga minha penhora lá na Caixa aqui de Osasco [região metropolitana de São Paulo] e falou que era uma boa, que o juro era pouco. Penhorei e gostei também, o juro é bem mais baixo mesmo”, disse ela em ligação por vídeo.

    O penhor funciona como um empréstimo com garantia. O cliente leva à agência um bem de valor –joias, pratarias, relógios ou até canetas adornadas com metais preciosos– e um especialista faz a avaliação. O crédito disponibilizado pela Caixa pode chegar a até 100% do valor da peça, e o dinheiro sai na hora.

    Em troca, o cliente paga juros que rondam 2,19% ao mês, em contratos de até seis meses e passíveis de renovação. Os bens ficam guardados no cofre da Caixa até a quitação da dívida e, se o contrato não for pago integralmente ou renovado, vão a leilão.

    No acumulado do último ano, o ouro avançou mais de 60% e, no processo, renovou recordes históricos em sequência. Em janeiro, chegou a ser cotado a US$ 5.600 por onça. “Em reais, o ouro à vista chegou à máxima de R$ 900 por grama”, diz Mauriciano Cavalcante, especialista da Ourominas.

    De lá para cá, afetada pelo conflito no Oriente Médio, a cotação caiu para US$ 4.712 por onça. “Mas a tendência ainda é de alta a curto prazo, podendo atingir novamente os patamares recordes anteriores”, diz Cavalcante.

    O metal precioso é visto como reserva de valor em momentos de instabilidade econômica e geopolítica. A ascensão começou ainda no fim de 2022, quando a Guerra da Ucrânia se intensificou e culminou no confisco das reservas internacionais da Rússia. No ano passado, porém, a política comercial errática do presidente Donald Trump fez o ouro mudar de status: de porto seguro para ativo indispensável nas carteiras.

    O choque do tarifaço no sistema global de comércio foi tão grande que abalou a confiança no dólar e nos títulos americanos, considerados os mais seguros do mundo. O ouro, assim, galgou de US$ 3.343 por onça em 1º de abril, às vésperas do “Dia da Libertação”, para o pico de US$ 5.600.

    Com o metal mais valorizado, as joias valem mais –e a procura pelo penhor disparou junto. Segundo a Caixa, a carteira da modalidade encerrou 2025 com saldo de R$ 3,2 bilhões, crescimento de 31,24% em relação ao ano anterior. A instituição diz que a valorização do ouro é o principal motivo para o crescimento.

    “Como o ouro subiu bastante, muitos clientes passaram a ter um patrimônio relevante parado nas gavetas de casa”, diz Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos. “Com isso, o penhor vira uma forma rápida de acessar crédito, usando um ativo valorizado sem precisar vender. A alta do ouro permite que o cliente pegue mais dinheiro com o mesmo bem como garantia, o que melhora a relação de custo-benefício da operação.”

    Há outro fator em jogo. O endividamento das famílias –principal motor para que Clarice penhorasse até a aliança de casamento– atingiu o patamar de 80,4% da população, recorde na série histórica da pesquisa conduzida pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

    A inadimplência também subiu, afetando 29,6% das famílias endividadas, impulsionada pela taxa Selic no maior patamar em quase duas décadas. Hoje em 14,75% ao ano, a Selic pauta as taxas de juros praticadas no mercado, do rotativo do cartão ao empréstimo pessoal, e é justamente aí que o penhor ganha espaço. “Ele tende a ser mais barato que as demais linhas tradicionais. O cliente busca o penhor como alternativa competitiva”, diz Trotta.

    Há ainda outro atrativo: ao contrário de um empréstimo convencional, o penhor não exige análise de crédito minuciosa. O bem dado como garantia já é suficiente. “Ele acaba sendo uma porta de entrada para pessoas com nome negativado ou dificuldade de aprovação em outras linhas”, afirma o especialista.

    Por esse mesmo motivo, porém, o penhor pode ser um indicativo silencioso de maior endividamento. Como envolve uma garantia real, o empréstimo tem um peso menor no sistema financeiro, explica Trotta, já que não envolve uma análise de escore de crédito do cliente.

    “Pode ser um sinal de que as famílias estão recorrendo a alternativas para gerar liquidez sem necessariamente entrar em linhas mais visíveis. Quando vemos o penhor crescendo junto com o endividamento recorde, isso reforça a ideia de que uma pressão financeira vem acontecendo fora do radar tradicional.”

    Comparativamente, o juro de 2,19% ao mês do penhor perde para as médias do consignado público e do vinculado ao INSS, de 2,11% e 1,76% ao mês, respectivamente, segundo dados do Banco Central. No caso do consignado privado, o piso começa em 1,63% pela securitizadora de crédito Cobuccio. A média, porém, é de 3,57% ao mês.

    Para servidores públicos, diz Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o consignado segue sendo uma das melhores opções disponíveis. “É uma linha bastante vantajosa, já que a parcela é descontada direto no contracheque e o risco de inadimplência é baixo.”

    A limitação, avalia ele, é a impossibilidade de “rolar” a dívida –isto é, renovar o contrato. “Mas o consignado é uma ótima opção, considerando o cenário atual, porque não depende necessariamente de o cliente ter o bem, como no caso do penhor.”

    Disparada do ouro, Selic alta e endividamento recorde dão impulso a penhor de joias na Caixa

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  • Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

    Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

    A informação foi obtida em levantamento feito pela Folha com base em um relatório de inteligência financeira do órgão, contendo informações de 2020 a 2025, período em que Vorcaro estrutura o Master -a marca é criada em 2021, após o sinal verde do Banco Central para a compra do banco Máxima, em 2019.

    JOÃO GABRIEL E LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma empresa da família de Daniel Vorcaro chamada Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.

    A informação foi obtida em levantamento feito pela Folha com base em um relatório de inteligência financeira do órgão, contendo informações de 2020 a 2025, período em que Vorcaro estrutura o Master -a marca é criada em 2021, após o sinal verde do Banco Central para a compra do banco Máxima, em 2019.

    O documento do Coaf cita a “troca de recursos entre empresas/pessoas do grupo, podendo representar uma tentativa de quebra do rastro do dinheiro”.

    No período mencionado, a Multipar movimentou R$ 1,07 bilhão, e quase todo o montante é detalhado no relatório, com informação de origem e destino dos recursos.

    A partir desses dados, a reportagem identificou que pelo menos R$ 1 bilhão -ou 93% de todos esses recursos- veio de ou foi para empresas ou pessoas ligadas a Vorcaro ou seu banco.

    Constam na lista companhias, holdings e fundos de investimentos que, entre os sócios, têm familiares, pessoas que trabalham para o grupo ou companhias já citadas nas investigações.

    O próprio Banco Master recebeu R$ 5,8 milhões da Multipar.

    A assessoria de imprensa Vorcaro disse que não vai comentar o caso. Respondendo em nome de Henrique Vorcaro -presidente da Multipar e pai do ex-banqueiro-, o advogado Eugênio Pacelli afirmou que “todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são devidamente contabilizadas, lícitas e transparentes”.

    O ex-banqueiro está preso, investigado devido à suspeita de ter aplicado uma fraude bilionária no mercado financeiro por meio do Master. O cunhado dele, Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Batista da Lagoinha, também está em cárcere sob suspeita de integrar o esquema.

    Como mostraram as investigações, o grupo utilizou uma série de fundos de investimentos e empresas de fachada para transferir ativos entre si, inclusive papéis podres, inflando artificialmente o valor de suas empresas e da instituição financeira -sem lastro na realidade.

    O caso da Multipar espelha em parte esse esquema, ao circular dinheiro dentro de um escopo de empresas conectadas -justamente o motivo do alerta sobre as movimentações.

    São cerca de 10 mil transações listadas, entre um grupo de pouco mais de 30 empresas de alguma forma relacionadas à família Vorcaro ou ao Master.

    O documento chama especial atenção para o fundo GFS, que recebeu R$ 47 milhões da Multipar e repassou outros R$ 15 milhões para ela.

    Ele é administrado pela Reag, a mesma gestora que administrava fundos suspeitos de realizar transações fraudulentas para a rede de instituições ligadas ao Banco Master, com o intuito de inflar artificialmente o valor de seus ativos e seu patrimônio.

    A Multipar é uma holding de instituições não financeiras e tem dois sócios: Henrique Vorcaro, presidente, e Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro e mulher de Fabiano Zettel.

    No último mês, a Folha tentou contato com Natália, por mensagem e ligação, mas não teve resposta.

    “No meio de um contexto de tanta ilação, é inaceitável e causa indignação a divulgação seletiva de trechos de documentos sigilosos, prática que distorce o contexto, compromete a lisura dos fatos, afronta diretamente princípios éticos e legais e representa uma verdadeira ameaça ao processo legal”, disse o advogado de Henrique, Eugênio Pacelli.

    O relatório de informações financeiras aponta que “foram identificadas movimentações relevantes entre partes relacionadas, incluindo empresa do mesmo grupo econômico, indicando possível uso da conta como canal de passagem”.

    Como revelou a Folha, essa empresa comprou uma fazenda no Amazonas -irregular e cujo ex-dono alega ter sofrido calote-, onde fez um projeto de estoques de carbono (um papel diferente do crédito de carbono), que foram revendidos com valor inflado artificialmente para a Global Carbon e a Golden Green.

    Essas duas empresas, por sua vez, foram usadas para aumentar o patrimônio de fundos sob gestão da Reag, principal instituição utilizada para movimentar dinheiro da fraude do Banco Master.

    A relação entre Alliance e Multipar repete o padrão que alertou os órgãos financeiros: milhões em transações entre o mesmo grupo econômico.

    Ambas são praticamente idênticas: têm o mesmo quadro societário (Henrique e Natália Vorcaro) e a mesma área de atuação, são holdings.

    A Multipar transferiu R$ 51,4 milhões para a Alliance Participações e recebeu de volta R$ 27,1 milhões.

    Corrobora esta tese a relação com a Hebron Participações, a principal parceira econômica da Multipar.

    A empresa atua exatamente no mesmo ramo (ambas são holdings de instituições não financeiras) e tem como sócios Henrique Vorcaro e uma terceira holding -e também pertence ao pai do ex-banqueiro.

    A Hebron aportou R$ 419,2 milhões na Multipar, em mais de mil transações registradas. No caminho inverso, foram R$ 104,3 milhões, em 352 transações.

    Ela foi a empresa que mais repassou dinheiro para a Multipar no período e a que mais recebeu recursos de volta.

    Na rede da Multipar surge ainda outro nome já conhecido das tramas do Banco Master, a Alliance Participações.

    A Alliance está no centro da suposta fraude de R$ 45 bilhões em ativos ambientais da família.

    Ainda em nome de Henrique Vorcaro, o advogado Eugênio Pacelli negou qualquer irregularidade no caso dos ativos de carbono, disse que o projeto foi desenvolvido por terceiros e que, “como investidor, [ele] adotará as medidas legais cabíveis para ressarcimento dos investimentos”.

    O documento do Coaf mostra ainda que a Multipar fez transferências milionárias para a conta pessoal de membros da família Vorcaro.

    Henrique, por exemplo, recebeu R$ 14,7 milhões dela e repassou R$ 1,4 milhão de volta para sua própria empresa.
    Natália, por sua vez, recebeu R$ 6,4 milhões e devolveu R$ 1,9 milhão.

    A mãe de Daniel Vorcaro, Aline Vorcaro, também aparece direta ou indiretamente (por meio de sociedades, assim como os outros) na lista.

    Ela recebeu, em sua conta pessoal, R$ 20,9 milhões -é o CPF que mais foi beneficiado com recursos da Multipar no período. A Folha não conseguiu localizar seu contato.

    Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

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  • Governo toma decisão sobre uso do FGTS para pagar dívidas; veja

    Governo toma decisão sobre uso do FGTS para pagar dívidas; veja

    A principal barreira encontrada foi de natureza jurídica, o que dificultou a implementação da medida envolvendo o FGTS.

    Após semanas de debates internos, o governo federal decidiu abandonar a proposta que permitiria aos trabalhadores utilizarem recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para reduzir ou quitar dívidas. Em vez disso, a estratégia agora é concentrar esforços em uma nova fase do programa Desenrola, voltado à renegociação de débitos.

    A principal barreira encontrada foi de natureza jurídica, o que dificultou a implementação da medida envolvendo o FGTS. Diante desse cenário, a equipe econômica passou a avaliar alternativas mais viáveis para atender à população endividada. A decisão final ainda está sendo consolidada, mas deve ser definida em breve. A expectativa é que isso ocorra na próxima segunda-feira (27), durante uma reunião em São Paulo entre o ministro da Fazenda, Dario Duringan, e representantes dos principais bancos do país.

    A aposta na ampliação do Desenrola surge como uma tentativa de aliviar a situação financeira das famílias brasileiras, especialmente em um contexto de juros elevados e crescimento do endividamento. Um levantamento do instituto Datafolha indica que dois em cada três brasileiros possuem algum tipo de dívida, o que reforça a necessidade de medidas voltadas à renegociação.

    O programa Desenrola foi uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 e segue sendo tratado como uma iniciativa relevante nos primeiros anos de seu governo.

    Além do aspecto econômico, a decisão também carrega implicações políticas. Após medidas adotadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo estabeleceu como prioridade, para o primeiro semestre, o apoio às famílias endividadas — informação divulgada pelo blog do jornalista Valdo Cruz.

    Nesse contexto, Lula solicitou ao Ministério da Fazenda a elaboração de propostas para facilitar o refinanciamento das dívidas da população. A iniciativa também tem peso eleitoral, especialmente em um momento de queda na aprovação do presidente. A preocupação é evitar alta da inflação durante o período de campanha e reduzir a insatisfação das famílias com a dificuldade de fechar o orçamento mensal.

    Governo toma decisão sobre uso do FGTS para pagar dívidas; veja

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  • Master pagou R$ 126 mi a empresa de réu por estelionato e golpe contra idosos do INSS

    Master pagou R$ 126 mi a empresa de réu por estelionato e golpe contra idosos do INSS

    O valor supera, por exemplo, o montante de R$ 80 milhões declarado como pago ao escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

    MARINA PINHONI, JOANA CUNHA E IRAN ALVES
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma empresa desconhecida localizada no centro do Rio de Janeiro recebeu ao menos R$ 126,6 milhões do Master, em transações classificadas pelo banco de Daniel Vorcaro como pagamentos por prestação de serviços. O sócio-administrador da Midias Promotora LTDA, Gilson Bahia Vasconcelos, foi beneficiário do auxílio emergencial do governo na pandemia.

    O valor supera, por exemplo, o montante de R$ 80 milhões declarado como pago ao escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

    Bahia Vasconcelos enfrenta processo em que é acusado de estelionato. Ele é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos líderes de um suposto esquema de fraude contra aposentados e pensionistas do INSS -a maioria idosos.

    Segundo a denúncia, a organização criminosa acessava dados das vítimas por meio de um programa de computador chamado Vanguard. Depois, funcionários de uma equipe de call center ligavam para as vítimas oferecendo cartões de desconto em lojas, mas alegavam que para dar o benefício precisavam de um encontro presencial para fazer a foto do cartão.

    Neste momento, sem saber, a vítima cedia sua imagem para reconhecimento facial, que era usado para firmar contratos de empréstimo consignado com desconto em folha de pagamento, e o dinheiro em seguida era desviado.

    Ainda conforme o Ministério Público, o esquema contava com uma equipe de dezenas de funcionários, que para atrair mais vítimas eram estimulados com bonificações. Ganhavam prêmios como serviços de beleza, manicure, bronzeamento e cílios postiços.

    A reportagem tentou contato com Bahia Vasconcelos em números de telefone registrados em documentos, mas não foi atendida. Seu advogado diz que ele nega participação na firma envolvida no caso do estelionato do call center (leia mais abaixo).

    A acusação de estelionato no processo contra ele está ligada a outra empresa e não faz nenhuma menção à Midias Promotora LTDA, que recebeu os pagamentos do Master.

    A reportagem procurou a assessoria de imprensa de Daniel Vorcaro questionando quais foram os serviços prestados por R$ 126 milhões ao Master pela Midias, mas não obteve a resposta.

    A assessoria de Vorcaro também não respondeu se o compliance do Master identificou problemas no histórico do prestador de serviços.

    As cifras em torno da Midias não condizem com os dados registrados em documentos sobre Bahia Vasconcelos. A empresa, que tem capital social de R$ 1 milhão, foi aberta em 2020, mesmo ano em que ele recebeu R$ 3.000 de auxílio emergencial do governo, em cinco parcelas mensais de R$ 600.

    O endereço que Bahia Vasconcelos declara como residência é de um sobrado simples no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e não há registro de propriedade de imóveis em nome dele no estado.

    Hoje, a Midias tem uma dívida ativa de R$ 12,5 milhões com a União pelo não pagamento de impostos -a maior parte dos valores foi protestada. Sua atividade principal é correspondente de instituições financeiras.

    Bahia Vasconcelos também é administrador de outra firma chamada Midias Promotora LTDA – SCP1, aberta em 2021. O modelo de SCP (Sociedade em Conta de Participação) é uma estrutura com menor regulação que permite a entrada de sócios em posição oculta.

    O montante pago à Midias foi o terceiro maior repasse feito pelo banco de Daniel Vorcaro por serviços prestados entre 2022 e 2025, atrás apenas de duas empresas -uma ligada a Daniel Monteiro, apontado como arquiteto jurídico do banco, e outra ao ex-sócio Augusto Lima, segundo levantamento da reportagem a partir de dados enviados pela Receita Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado.

    Em 2024, ano em que a Midias recebeu a maior parte dos pagamentos do Master (R$ 96 milhões), Bahia Vasconcelos ficou preso preventivamente durante quase um mês pelo processo do golpe do call center em aposentados, no qual é réu por estelionato e participação em organização criminosa.

    Além deste caso, ele é apontado em outras duas ações movidas por pessoas que dizem ter sido vítimas de fraudes com empréstimos consignados.

    Em uma das ações, uma pensionista da Marinha relata que foi procurada com a oferta de um investimento, que seria feito com recursos obtidos por meio de um crédito consignado. À Justiça, ela afirma que, após receber o empréstimo de aproximadamente R$ 75 mil em dois bancos, depositou cerca de R$ 47 mil na conta de Bahia Vasconcelos, mas não recebeu de volta os valores com os rendimentos prometidos.

    Consta no processo o contrato assinado em janeiro de 2020 por Bahia Vasconcelos e reconhecido em cartório com o comprometimento de pagamento. A transação foi acordada por meio da empresa MEI que ele tinha, atualmente inapta no cadastro da Receita por omissão de declarações. A Justiça chegou a determinar o bloqueio de cerca de R$ 122 mil da conta de Vasconcelos neste processo, e ele não foi encontrado nas tentativas de intimação para responder ao caso.

    Na outra ação, de um militar da Marinha, o autor diz ter sido alvo de um esquema em 2022, no qual aponta Bahia Vasconcelos como um dos participantes, que teria se apresentado como gerente de uma empresa que realizou empréstimos sem consentimento após prometer uma compra de dívida. Bahia Vasconcelos foi excluído do processo por questão de competência da Justiça Federal.

    Procurado pela reportagem, o advogado de Bahia Vasconcelos afirmou, em nota, que ele não integra o quadro societário da empresa envolvida no caso do call-center que o levou à prisão. Diz também que ele teve a liberdade concedida e está cumprindo medidas cautelares corretamente há quase dois anos.

    “O processo sequer teve audiência marcada, ou seja, ainda nem foi submetido ao Poder Judiciário, sendo, portanto, prematura qualquer conclusão que seja diversa do estado de inocência do senhor Gilson”, disse o advogado em nota.

    Sobre a Midias Promotora LTDA, ele afirma que todas as movimentações financeiras “são realizadas dentro da legalidade, de acordo com seu objetivo empresarial e devidamente reportadas aos órgãos competentes, conforme as normas de transparência da Receita Federal”.

    “A companhia reitera seu compromisso com a integridade e permanece à disposição para eventuais esclarecimentos técnicos”, completa a nota.

    Master pagou R$ 126 mi a empresa de réu por estelionato e golpe contra idosos do INSS

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  • Países com mais bilionários do mundo: A posição do Brasil

    Países com mais bilionários do mundo: A posição do Brasil

    Conheça ainda a pessoa mais rica por nação!

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    Países com mais bilionários do mundo: A posição do Brasil

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  • Aneel define que maio terá bandeira tarifária amarela

    Aneel define que maio terá bandeira tarifária amarela

    Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado. 

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou hoje (24) que a bandeira tarifária em maio será amarela, com um acréscimo nas contas de luz para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

    Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado. 

    Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos”, explicou a agência reguladora.

     

    A conta de luz está com bandeira verde, sem acréscimo, desde janeiro, definida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios. 

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. 

    Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS),  que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras. 

    As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta tem acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Os valores cobrados são os seguintes: 

    bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido; bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido; bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com acréscimo na tarifa de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. 

    Aneel define que maio terá bandeira tarifária amarela

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  • Para 'ficar mais ágil', Nike anuncia corte de 1.400 postos de trabalho

    Para 'ficar mais ágil', Nike anuncia corte de 1.400 postos de trabalho

    O corte atinge a equipe de Operações Globais e representa pouco menos de 2% do quadro total da empresa. A Nike informou que as demissões vão alcançar funcionários na América do Norte, na Ásia e na Europa. As notificações começaram nesta quinta-feira (23).

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Nike anunciou que vai demitir cerca de 1.400 pessoas, com foco na área de tecnologia, como parte de uma nova etapa de reestruturação, de acordo com a CNBC e a Fox Business.

    O corte atinge a equipe de Operações Globais e representa pouco menos de 2% do quadro total da empresa. A Nike informou que as demissões vão alcançar funcionários na América do Norte, na Ásia e na Europa. As notificações começaram nesta quinta-feira (23).

    A empresa diz que a medida faz parte da estratégia de retomada chamada “Win Now”. Em nota à CNBC, o diretor de operações, Venkatesh Alagirisamy, afirmou: “No total, essas mudanças vão resultar em uma redução de aproximadamente 1.400 funções em operações globais, com a maioria em tecnologia”.

    Alagirisamy reconheceu o impacto interno do anúncio. “Essas reduções são muito difíceis para os colegas diretamente afetados e também para as equipes ao redor”, escreveu, em nota à CNBC.

    A empresa afirma que o objetivo é simplificar a operação e reagir mais rápido ao mercado. Em memorando à Fox Business, Alagirisamy disse que a mate da companhia é ficar mais ágil: “Essas mudanças têm o objetivo de tornar a empresa menos complexa e mais responsiva”.

    A Nike também pretende centralizar operações de tecnologia em dois polos. Segundo a Fox Business, os hubs ficam em Beaverton, no Estado do Oregon, e no Nike India Technology Center.

    OUTRAS RODADAS DE CORTES E AJUSTES RECENTES

    Este é mais um corte em uma sequência de ajustes anunciados pela companhia nos últimos meses. Em janeiro, a Nike já havia informado a eliminação de 775 vagas, principalmente em centros de distribuição nos EUA, em um movimento ligado ao aumento do uso de automação.

    O CEO Elliott Hill tenta reverter a queda nas vendas e acelerar lançamentos. No balanço do terceiro trimestre fiscal divulgado no mês passado, a Nike alertou que as vendas devem continuar caindo no restante do ano e projetou recuo de cerca de 20% na China no trimestre atual.

    O QUE FOI DIFERENTE NA REESTRUTURAÇÃO DO ANO PASSADO

    Em fevereiro de 2024, a Nike anunciou um plano para reduzir a força de trabalho em cerca de 2%, o que equivalia a mais de 1.600 empregos. A medida foi apresentada como uma forma de cortar despesas em meio a pressões de demanda, segundo a Reuters.

    Meses depois, em agosto de 2025, a empresa também falou em reduzir menos de 1% do quadro corporativo. Na ocasião, a Nike disse que buscava reorganizar equipes e recolocar o esporte no centro da estrutura, ainda sob a liderança de Hill, de acordo com a Reuters.

    Agora, a companhia diz que o foco é acelerar a execução do que já vinha sendo feito, sobretudo em tecnologia e cadeia de suprimentos. À medida que olhamos para frente, isso significa simplificar partes de como operamos, usar automação mais avançada quando isso ajuda a trabalhar melhor e construir uma base ainda mais forte de ponta a ponta para o crescimento futuro”, afirmou Alagirisamy à Fox Business.

    Para 'ficar mais ágil', Nike anuncia corte de 1.400 postos de trabalho

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  • Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana

    Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy, recuando 2,84% na semana. Já a prata para maio fechou com avanço de 1,20%, a US$ 76,414, caindo 6,63% na semana.

    O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira (24) em leve alta, com a possibilidade de novas negociações por um fim permanente no conflito no Oriente Médio em meio a um cessar-fogo fragilizado.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy, recuando 2,84% na semana. Já a prata para maio fechou com avanço de 1,20%, a US$ 76,414, caindo 6,63% na semana.

    O metal dourado recuou pela manhã, chegando a ficar levemente abaixo do patamar de US$ 4.700, conforme relatos de que o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz e renovadas ameaças dos Estados Unidos reforçaram o sentimento de fragilidade na trégua, mas recuperou o fôlego e voltou a subir. Para o Swissquote, as tensões permanecem \”elevadas\” e o cessar-fogo \”fragilizado\”.

    Contudo, aliviando o sentimento, a Casa Branca confirmou, na tarde desta sexta, a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã, afirmando que a operação dos EUA no país persa passou para a \”fase diplomática\”. O presidente dos EUA, Donald Trump, também confirmou uma extensão de três semanas no cessar-fogo entre Israel e Líbano.

    Contudo, as preocupações inflacionárias permanecem, limitando a alta do ouro, conforme os bancos centrais avaliam o impacto dos preços de energia e ajustam a política monetária. O banco ING destaca que muitos BCs devem \”reagir a esse choque inflacionário\”, levando em conta o prolongamento no conflito e as consequências no tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz.

    O mercado acompanhou também o fim das investigações contra o atual presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O processo era um obstáculo para a nomeação de Kevin Warsh como o nome presidente do órgão.

    *Com informações de Dow Jones Newswires

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