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  • Governo Trump diz que PIX cria 'desvantagem' para empresas dos EUA

    Governo Trump diz que PIX cria 'desvantagem' para empresas dos EUA

    Relatório anual do comércio norte americano ressalta que empresas dos EUA temem que Banco Central do Brasil dê tratamento preferencial ao sistema do PIX, plataformas digitais também tiveram atenção

    Nesta quinta-feira (2), foi divulgado o relatório anual do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), onde é apontado que o Pix do Brasil e as propostas de regulação de plataformas digitais estão entre as principais barreiras aos interesses comerciais americanos.

    De acordo com o ‘Estadão’, no caso do Pix, o documento afirma que o Banco Central do Brasil “criou, detém, opera e regula” o sistema de pagamentos instantâneos, levantando preocupações de que haja tratamento preferencial à plataforma pública em detrimento de provedores estrangeiros de serviços financeiros, como cartões de crédito.

    O USTR também critica o projeto de lei que amplia os poderes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre mercados digitais. A proposta cria regras mais duras para grandes plataformas, que poderão ser enquadradas como empresas de “relevância sistêmica” e passar a cumprir exigências antecipadas, como limitações a certas práticas comerciais e obrigações de interoperabilidade. Na avaliação americana, essas medidas podem afetar de forma desproporcional empresas dos EUA, com risco de multas de até 20% do faturamento global.

    Ainda segundo a publicação, o relatório reforça ainda críticas recorrentes a entraves estruturais, como a lentidão no registro de patentes, fragilidades na proteção à propriedade intelectual, tarifas sobre etanol, restrições sanitárias à carne suína dos EUA e exigências de conteúdo local no setor audiovisual.

    No campo tarifário, o USTR classifica como elevadas as alíquotas brasileiras, com médias de 12,5% para bens industriais e 9% para agrícolas, além de apontar divergências entre tarifas consolidadas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e as efetivamente aplicadas.

    As conclusões integram a investigação conduzida sob a Seção 301 da legislação comercial americana, que pode embasar a adoção de tarifas adicionais contra produtos brasileiros nos próximos meses.

    Governo Trump diz que PIX cria 'desvantagem' para empresas dos EUA

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  • Air France-KLM submete oferta inicial por fatia minoritária na TAP

    Air France-KLM submete oferta inicial por fatia minoritária na TAP

    Proposta inicial busca fatia minoritária na companhia portuguesa dentro do processo de privatização. Empresa vê potencial em Lisboa como hub e aposta em ampliar conexões no país, enquanto governo avalia ofertas de parceiros do setor aéreo

    A Air France-KLM, uma das maiores empresas aéreas da Europa, submeteu uma oferta inicial por uma fatia minoritária na TAP Air Portugal.

    A oferta não vinculante foi apresentada nesta quinta-feira, 2, antes do prazo final estipulado pelo governo português para o fim do dia.

    Portugal relançou, em julho, a privatização da TAP, com o objetivo de vender uma participação de 44,9% a um parceiro estratégico do setor aéreo, com outros 5% destinados a funcionários da companhia.

    “A TAP se encaixa naturalmente na estratégia multi-hub da Air France-KLM, e nossa ambição é fortalecer as operações em Lisboa, ao mesmo tempo em que desenvolvemos a conectividade em outras cidades do país, incluindo o Porto”, afirmou o CEO da Air France-KLM, Benjamin Smith, em comunicado.

    Por volta das 8h50 (de Brasília), a ação da Air France-KLM caía 0,50% na Bolsa de Paris.

    Air France-KLM submete oferta inicial por fatia minoritária na TAP

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  • Durigan reconhece problemas nos Correios e afirma que o governo busca corrigi-los

    Durigan reconhece problemas nos Correios e afirma que o governo busca corrigi-los

    Durigan afirma que governo quer melhorar a gestão dos Correios sem falar em privatização neste momento e aposta em eficiência e parcerias. Ele também propõe simplificar a declaração do IR, com dados já preenchidos para os contribuintes

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que ele e seu antecessor, Fernando Haddad, reconheceram falhas de gestão nos Correios e que o governo já atua para corrigir os problemas.

    “É uma estatal ligada ao Ministério das Comunicações, mas, quando precisou de ajuda, nós participamos, conversamos com instituições financeiras para viabilizar empréstimos. Agora que há aval do Tesouro e crédito com taxas razoáveis, vamos exigir medidas para regularizar a empresa”, disse Durigan, em entrevista à GloboNews exibida na noite de quarta-feira, 1º.

    O ministro afirmou que, neste momento, não considera necessária a privatização da estatal, mas citou outras alternativas. “Não é preciso falar inicialmente em privatização, mas podemos discutir joint ventures com empresas privadas, separar cadeias logísticas e promover melhorias na operação. Isso pode resultar em vendas e maior eficiência, o que vejo com bons olhos.”

    Durigan também defendeu a adaptação da empresa às mudanças do mercado. “Do lado do Ministério da Fazenda, estamos exigindo eficiência e mudança de paradigma. É preciso enxugar a máquina, digitalizar processos e ganhar produtividade.”

    Declaração de Imposto de Renda

    O ministro também comentou o pedido feito à Receita Federal para automatizar o sistema de declaração do Imposto de Renda.

    Segundo ele, a medida faz parte de um esforço para reduzir a burocracia. “Defendo um Estado presente, mas menos burocrático. Essa é uma diretriz que vou seguir enquanto estiver no ministério.”

    Durigan afirmou ainda que a orientação é simplificar ao máximo o processo. “O sistema bancário e as obrigações das empresas já são digitais. Precisamos avançar para que as pessoas recebam a declaração praticamente pronta e apenas confirmem as informações. O trabalho de preencher a declaração precisa ser reduzido.”

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    Durigan reconhece problemas nos Correios e afirma que o governo busca corrigi-los

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  • Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

    Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

    Plano será revisto para ampliar produção e reduzir impacto das oscilações internacionais no preço do combustível. Estatal busca atender toda a demanda interna e reforçar segurança energética do país diante da instabilidade no mercado global

    A Petrobras anunciou que vai revisar seu plano estratégico para garantir que o Brasil se torne autossuficiente em diesel nos próximos cinco anos. A decisão ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional provocada pela guerra no Irã.

    O anúncio foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante um seminário. Segundo ela, o objetivo é reduzir a dependência de importações, que hoje representam cerca de 30% do consumo nacional.

    O plano atual prevê um aumento de aproximadamente 300 mil barris por dia na produção ao longo dos próximos anos, o que atenderia cerca de 80% da demanda interna. Agora, a companhia quer ir além.

    “Estamos revendo esse plano para avaliar se podemos chegar a cobrir toda a demanda em cinco anos”, afirmou Chambriard, destacando a importância do diesel para o transporte de cargas e para o agronegócio no país.

    Nas últimas semanas, o preço do diesel subiu cerca de 20% no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, reflexo direto das tensões no Oriente Médio.

    Para atingir a autossuficiência, a Petrobras planeja ampliar a capacidade de suas refinarias. Entre as principais ações estão a expansão da Refinaria Abreu e Lima e o aumento da produção na Refinaria Duque de Caxias, por meio da integração com o Complexo de Energias Boaventura.

    A empresa também está ajustando suas unidades para priorizar a produção de diesel em relação a outros derivados e não descarta a compra de refinarias privadas, caso surjam oportunidades estratégicas.

    A revisão do plano começa a ser discutida em maio, com a versão final prevista para novembro.

    Segundo Chambriard, alcançar a autossuficiência vai reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado externo e garantir mais estabilidade no abastecimento de energia.
     

     
     

    Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

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  • Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Aumento anunciado pela Petrobras pressiona custos das companhias aéreas e pode impactar rotas e preços de passagens. Entidade do setor alerta para efeitos da guerra no Oriente Médio e defende medidas para reduzir a volatilidade do combustível

    A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que a alta no preço do querosene de aviação, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, deve trazer “sérias consequências” para o setor no Brasil.

    Na quarta-feira, a Petrobras anunciou um aumento de 54,6% no preço do combustível para abril. Para reduzir o impacto imediato, a empresa ofereceu condições especiais às companhias aéreas: um reajuste inicial de 18% já na próxima semana, com o restante sendo pago em seis parcelas mensais a partir de julho.

    Em nota, a Abear destacou que os preços dos combustíveis no Brasil seguem as variações do mercado internacional, mesmo com cerca de 80% do querosene sendo produzido no próprio país.

    Segundo a entidade, o aumento “tem consequências graves para a abertura de novas rotas e a prestação de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”.

    A associação também defendeu a criação de “mecanismos permanentes” para reduzir a volatilidade dos preços do querosene no Brasil.

    No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a subir após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu intensificar ações militares contra o Irã nas próximas semanas.

    O barril do petróleo Brent, referência global, subiu cerca de 5%, ultrapassando os 106 dólares. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou mais de 4%, chegando a mais de 104 dólares.

    Em resposta à ofensiva militar iniciada por Estados Unidos e Israel, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural comercializados no mundo.

     

    Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

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  • Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    A companhia segue em um processo de recuperação gradual; reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento

    A Marisa registrou prejuízo líquido de R$ 70,2 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo lucro de R$ 5,7 milhões no mesmo período do ano anterior. Apesar do desempenho mais fraco na base anual, a varejista avançou na recuperação ao longo de 2025 e reduziu o prejuízo líquido em 81%, para R$ 59,9 milhões, ante perda de R$ 315,8 milhões em 2024, em meio a ganhos operacionais.

    O movimento foi sustentado pela evolução do resultado operacional. O Ebitda cresceu 198,6% em 2025, para R$ 366,8 milhões, com expansão de 15,9 pontos porcentuais na margem, enquanto a receita líquida avançou 6,5%, para R$ 1,48 bilhão.

    Segundo o presidente da Marisa, Edson Garcia, a melhora reflete os ganhos operacionais ao longo do ano. “A combinação de crescimento de receita, redução de despesas e expansão de margem resulta em um Ebitda mais robusto”, afirmou.

    No último trimestre do ano passado, porém, houve deterioração dos indicadores. O Ebitda recuou 44%, para R$ 67 milhões, enquanto a receita líquida somou R$ 458 milhões no período, queda de 2,2% na base anual, em meio à estratégia de priorizar a rentabilidade.

    A companhia segue em um processo de recuperação gradual. “Foi um trabalho de turnaround que começou lá atrás. Colocamos o trem no trilho e agora é manter disciplina e consistência”, destaca o CEO.

    Foco na rentabilidade

    O reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento. Segundo Garcia, a empresa passou por uma fase de reestruturação em 2024 e de estabilização em 2025, com foco agora na rentabilização.

    A companhia também tem avançado na expansão de categorias, com destaque para o segmento infantil, cujas vendas cresceram 53% em 2025 e passaram a representar cerca de 15% da receita, ganhando relevância na estratégia e ajudando a atrair um público feminino mais jovem.

    A dívida líquida da Marisa encerrou 2025 em R$ 277,3 milhões, acima dos R$ 29,7 milhões registrados um ano antes, refletindo a captação de recursos para financiar iniciativas estratégicas. Apesar do aumento, a alavancagem permaneceu em nível considerado confortável, em 0,8 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda.

    Os investimentos (capex) somaram R$ 18,9 milhões em 2025, com foco em tecnologia, modernização de lojas e eficiência operacional. Os aportes priorizaram melhorias em sistemas, integração da cadeia de suprimentos e iniciativas voltadas à experiência do cliente.

    Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

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  • Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

    Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

    O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%); movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve

    O dólar voltou a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio, e a bolsa fechou em leve alta nesta quarta‑feira (1º), em um pregão marcado pelo maior apetite ao risco global. Investidores reagiram a sinais de que os Estados Unidos e o Irã podem avançar para um acordo que leve ao fim do conflito, reduzindo temores sobre energia, inflação e fluxos financeiros internacionais.

    O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%). Pela manhã, a moeda encostou em R$ 5,17 por diversas vezes, mas acelerou a queda durante a tarde, chegando a R$ 5,14 por volta das 14h.

    A cotação está em níveis semelhantes aos da última semana de fevereiro, antes da escalada militar no Oriente Médio.  A divisa cai 1,42% na semana e 6,06% no acumulado do ano.O movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve, admitindo a possibilidade de apenas “ataques pontuais” se necessário. As falas alimentaram a expectativa de cessar‑fogo, apesar de o governo iraniano negar oficialmente ter feito qualquer solicitação nesse sentido.

    No exterior, o dólar também operou em baixa. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, recuava no fim da tarde, refletindo ganhos de moedas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

    Bolsa

    O mercado de ações agiu com mais moderação em relação à possibilidade de fim do conflito. O índice Ibovespa, da B3, fechou a quarta-feira aos 187.953 pontos, com alta de 0,26%.

    A valorização foi puxada principalmente por ações do setor financeiro e por empresas mais sensíveis à atividade doméstica e aos juros, em um ambiente visto como mais favorável a cortes adicionais da Taxa Selic (juros básicos da economia), caso o cenário externo siga menos turbulento.

    Petróleo

    Pelo segundo dia consecutivo, o petróleo fechou em queda, refletindo a aposta de que o conflito possa caminhar para uma solução diplomática, com redução dos riscos de interrupção da oferta, especialmente no Estreito de Ormuz.

    O contrato do WTI para maio cedeu 1,24%, encerrando a US$ 100,12 o barril, enquanto o Brent para junho, referência para o mercado brasileiro, caiu 2,70%, para US$ 101,16. Durante o pregão, o Brent chegou a ser negociado abaixo dos US$ 100.

    Apesar do alívio recente, os preços do petróleo continuam elevados e sensíveis a novos desdobramentos políticos e militares. Dados de estoques nos Estados Unidos ajudaram a conter perdas mais acentuadas, mas o mercado permanece atento ao pronunciamento de Trump, previsto para a noite, e a qualquer sinal concreto sobre a normalização das rotas de transporte no Oriente Médio.

    *Com informações da Reuters

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  • Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

    Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

    Contrato encerra a US$ 4.783,20 após declarações do presidente Donald Trump sobre fim da guerra reduzirem a volatilidade e impulsionarem a busca por proteção em Nova York

    O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 1, impulsionado pela fraqueza do dólar e por expectativas de contenção da escalada no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O movimento reflete uma retomada moderada da demanda por proteção, em meio a ajustes nos mercados de câmbio e petróleo.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou em alta de 2,92%, a US$ 4.783,20 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês avançou 1,55%, a US$ 76,078 por onça-troy.

    Analistas da Sucden Financial afirmam que o movimento sugere reconstrução do fôlego do ouro, ainda que os ganhos permaneçam moderados e dependentes da dinâmica do dólar e do petróleo. Para eles, a perspectiva de curto prazo segue construtiva, com suporte adicional vindo da moeda americana mais fraca.

    Na mesma linha, o ING destaca que o metal estendeu os ganhos pela quarta sessão consecutiva, impulsionado pela percepção de que a guerra no Oriente Médio pode se aproximar do fim após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.

    O banco holandês também pondera que o metal segue vulnerável a um aperto de liquidez global e a um dólar mais forte, embora as quedas recentes tenham sido acompanhadas por compras, e não por perda de confiança. O banco acrescenta que dados sobre compras de bancos centrais serão determinantes para avaliar se a desaceleração recente é temporária.

    Do lado técnico, Joseph Chai, da RHB Retail Research, avalia que o momento altista pode estar se reacelerando, com o ouro podendo testar resistência em US$ 4.800 por onça. Ele ressalta, porém, que as médias móveis de 20 e 50 dias ainda atuam como resistência, limitando avanços mais expressivos no curto prazo.

    *Com informações da Dow Jones Newswires.

    Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

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  • Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene

    Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene

    Petrobras anunciou aumento de 55% no combustível usado na aviação. Para reduzir os impactos do reajuste anunciado hoje, estatal informou que vai parcelar o reajuste anunciado para o querosene de aviação (QAV)

    O reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV) anunciado nesta quarta-feira (1°) pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de novas rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que  representa as principais companhias aéreas do país. 

    Segundo a entidade, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. 

    “A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Abear.  

    A entidade explica que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional. 

    “Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”. 

    A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express. 

    Reajustes

    Para reduzir os impactos do reajuste anunciado hoje, a Petrobras informou que vai parcelar o reajuste anunciado para o querosene de aviação (QAV). Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho.

    O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã. 

    No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de cerca de 9%; e em fevereiro, de -1%. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), atualmente os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas. 

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  • Lula sanciona projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

    Lula sanciona projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

    Nova lei prevê ampliação gradual do benefício a partir de 2027, com aumento escalonado até 2030. Medida também permite que trabalhadores emendem a licença com férias e busca fortalecer a participação dos pais nos primeiros dias após o nascimento ou adoção

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (31) uma lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. O prazo, que hoje é de cinco dias, poderá chegar a 20 dias, de forma progressiva ao longo dos próximos anos.

    A mudança não será imediata. A nova regra passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027 e seguirá um cronograma escalonado. Nos dois primeiros anos, os pais terão direito a 10 dias de licença. Em seguida, o período sobe para 15 dias e, a partir do quarto ano, atinge o limite máximo de 20 dias.

    A proposta busca ampliar o tempo de convivência entre pais e recém-nascidos, além de dividir de forma mais equilibrada as responsabilidades familiares nos primeiros dias após o nascimento ou adoção.

    O impacto financeiro da medida já foi estimado. Os gastos devem começar em cerca de R$ 2,2 bilhões no primeiro ano e podem chegar a R$ 5,4 bilhões até 2029. Os recursos virão do orçamento da Seguridade Social, previsto na Lei Orçamentária Anual.

    Outra mudança importante é a possibilidade de o trabalhador emendar a licença com as férias. Para isso, será necessário informar a empresa com pelo menos 30 dias de antecedência em relação à data prevista para o parto ou à formalização da guarda.

    A nova legislação representa um avanço nas políticas de apoio à família e à primeira infância, alinhando o Brasil a modelos já adotados em outros países.
     
     

     

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