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  • Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

    Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

    Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC

    A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

    Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

     

    Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

     

    Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

    A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

    Taxa Selic

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

    Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

    Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. 

    O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

    Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

    Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

    Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e câmbio

    Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

    Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

    Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

    No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

     

     

    Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

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  • Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

    Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

    Projeções do mercado indicam desaceleração no ritmo de crescimento da economia, apesar de expectativas ainda superiores às estimativas do Banco Central para os próximos anos.

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil em 2026 permaneceu em 1,85%. Há um mês, a estimativa era de 1,82%. Considerando apenas as 36 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a mudanças recentes, a previsão recuou de 1,91% para 1,81%.

    O crescimento esperado pelo mercado segue acima da projeção do Banco Central. No Relatório de Política Monetária do primeiro trimestre, a autoridade monetária manteve a estimativa de alta de 1,6% para o PIB em 2026.

    Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira continuou em 1,80% pela 14ª semana consecutiva. No recorte das 36 projeções mais recentes, houve queda de 1,78% para 1,67%.

    As medianas para o crescimento do PIB em 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 108ª e 55ª semanas consecutivas, respectivamente.

    Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

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  • Focus: previsão para Selic no fim de 2026 segue em 12,50%; 2027 segue em 10,50%

    Focus: previsão para Selic no fim de 2026 segue em 12,50%; 2027 segue em 10,50%

    Projeções para juros se mantêm elevadas após primeiro corte em quase dois anos, enquanto Banco Central sinaliza cautela diante das incertezas e dos impactos da alta do petróleo na economia.

    A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela segunda semana consecutiva. Há um mês, a projeção era de 12,13%. Considerando apenas as 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o índice também se manteve em 12,50%.

    Para o fim de 2027, a projeção seguiu em 10,50% pela 60ª semana consecutiva. No entanto, ao considerar somente as 78 estimativas mais recentes, houve alta de 10,50% para 10,75%.

    O Comitê de Política Monetária cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75% ao ano, na reunião realizada no dia 18. Foi a primeira redução dos juros em quase dois anos. Apesar do movimento, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário econômico.

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a baixa visibilidade do cenário durante coletiva sobre o Relatório de Política Monetária, em 26 de março. Segundo ele, o “conservadorismo” adotado pela autoridade monetária em 2025 busca ganhar tempo para avaliar os impactos da alta do petróleo sobre os preços internos.

    “Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias”, afirmou Galípolo, destacando que a condução da política monetária seguirá cautelosa.

    No relatório Focus desta segunda-feira, a projeção para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 11ª semana seguida. Já a estimativa para 2029 se manteve em 9,75% pela primeira semana consecutiva. Há um mês, a previsão era de 9,50%.

    Focus: previsão para Selic no fim de 2026 segue em 12,50%; 2027 segue em 10,50%

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  • Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

    Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

    Novo ministro assume Fazenda sob pressão fiscal e demandas eleitorais, com desafio de equilibrar controle de gastos, medidas emergenciais e recuperação da credibilidade das contas públicas em meio a baixo crescimento e avanço da dívida

    Há dez dias no cargo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o comando da equipe econômica em meio a um cenário de forte pressão sobre as contas públicas.

    Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, ele assume o comando da área econômica combinando desafios fiscais estruturais herdados da gestão de Fernando Haddad com demandas emergenciais típicas de um ano eleitoral.

    Logo nos primeiros dias à frente da pasta, Durigan anunciou um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, valor considerado modesto por analistas diante da necessidade de cumprir o arcabouço fiscal.

    O bloqueio foi necessário para acomodar o avanço de despesas obrigatórias dentro do limite de crescimento real de gastos, fixado em até 2,5% acima da inflação. Oficialmente, a equipe econômica projeta um superávit primário de apenas R$ 3,5 bilhões. No entanto, ao incluir precatórios e gastos fora do arcabouço fiscal, o próprio governo prevê déficit primário de R$ 59,8 bilhões.

    Pressão por gastos

    Ao mesmo tempo em que anuncia o bloqueio de gastos, o ministro articula medidas de impacto imediato, como a criação de um subsídio ao diesel importado e um pacote ainda em elaboração para reduzir a inadimplência das famílias.

    Entre as primeiras iniciativas, Durigan confirmou a edição de uma medida provisória que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com custo estimado de R$ 3 bilhões, dividido entre União e estados.

    Originalmente prevista para a semana passada, a medida provisória (MP) de subvenção ao diesel sai nesta semana porque o ministro esperava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar das recentes viagens pelo Brasil. O governo busca segurar a alta dos combustíveis em meio à elevação dos preços internacionais do petróleo.

    Inadimplência

    O novo ministro também trabalha na formulação de políticas para enfrentar o avanço da inadimplência, que já compromete mais de 27% da renda mensal das famílias brasileiras, segundo dados recentes do Banco Central.

    Em tese, o pacote não gerará custo para as contas públicas se envolver apenas medidas de renegociação de crédito, mas pode criar despesas caso o governo decida ampliar os subsídios ao crédito.

    Taxa das blusinhas

    Outra medida que pode pressionar os gastos do governo seria uma possível redução, durante a campanha eleitoral, da taxa das blusinhas, como ficou conhecida a alíquota em 20% de compras do exterior de até US$ 50.

    No ano passado, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com o tributo, ajudando a cumprir a meta fiscal – ao desconsiderar os precatórios.

    Imposto de Renda

    Paralelamente, o novo ministro da Fazenda propôs mudanças estruturais, como a automatização da declaração do Imposto de Renda, numa tentativa de simplificar o sistema tributário.

    Essa medida, no entanto, não diminui as receitas do governo, porque envolve apenas a redução da burocracia e a evolução da atual declaração prepreenchida do Imposto de Renda.

    Desafios de credibilidade

    Os desafios enfrentados por Durigan refletem, em grande medida, limitações já observadas na gestão anterior. Para a doutora em Economia Virene Matesco, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), o principal problema está na dificuldade que o governo tem de cumprir as próprias metas fiscais.

    “O governo atual não consegue cumprir as metas que ele mesmo estabeleceu no arcabouço”, afirmou, ao analisar o desempenho recente das contas públicas.

    Segundo Matesco, a fragilidade do arcabouço fiscal e o crescimento da dívida pública, que saltou para 78,7% do PIB, comprometem a confiança na política econômica e limitam a capacidade de ação do ministro.

    Ela também aponta que o avanço dos gastos obrigatórios e a rigidez orçamentária reduzem o espaço para investimentos, criando um cenário de baixo crescimento. “Existe uma crise de credibilidade fiscal”, alertou, destacando que o país enfrenta um desequilíbrio entre despesas com juros e investimentos públicos.

    Baixo crescimento

    Já o economista André Nassif, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), avalia que parte das dificuldades atuais decorre de metas fiscais excessivamente ambiciosas definidas no início da gestão Haddad.

    Originalmente, o governo tinha estabelecido meta de déficit zero em 2024 e superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e de 1% do PIB em 2026, também com a margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. O resultado primário representa o déficit ou superávit nas contas do governo sem os juros da dívida pública.

    Na LDO de 2025, o governo prolongou a meta de déficit zero para 2025 e reduziu para 0,25% do PIB a meta de superávit para 2026 . Na época, a mudança das metas gerou mal-estar no marcado financeiro.

    “O mercado entenderia se o governo estabelecesse meta de pequeno déficit em 2025, zerando o resultado primário em 2026. O importante era que houvesse um compromisso em reduzir o rombo”, afirmou.

    Pouco investimento

    Para Nassif, o aperto fiscal acabou limitando investimentos públicos, que seguem em patamar baixo, cerca de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), insuficiente para sustentar um crescimento econômico mais robusto.

    Ele também ressalta que o país segue preso a um ciclo de crescimento irregular. “O país não está entregando crescimento econômico. Continuamos no ‘stop and go’”, disse.

    Segundo o professor, com medidas emergenciais já em andamento e margem fiscal estreita, o novo ministro terá como principal desafio reconstruir a credibilidade das contas públicas sem comprometer o crescimento econômico. A equação permanece em aberto desde a gestão anterior.

     

     

    Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

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  • Em 20 dias, Cacau Show tira ideia das redes para lojas: 'visão do dono dá velocidade', diz CEO

    Em 20 dias, Cacau Show tira ideia das redes para lojas: 'visão do dono dá velocidade', diz CEO

    Apesar do porte que alcançou, Alê Costa, fundador do grupo, ainda acredita que uma eventual entrada na Bolsa poderia acrescentar complexidades que afetariam o principal benefício dessa atitude no negócio: a velocidade de crescimento.

    Com um faturamento de R$ 9 bilhões, quase 5.000 lojas e um modelo de negócios que se diversificou para além da venda de chocolates – com hotéis e, em breve, um parque temático -, a Cacau Show tenta manter vivo o espírito de \”dono\” na companhia. Apesar do porte que alcançou, Alê Costa, fundador do grupo, ainda acredita que uma eventual entrada na Bolsa poderia acrescentar complexidades que afetariam o principal benefício dessa atitude no negócio: a velocidade de crescimento.

    \”Não conseguimos achar nenhum sentido estratégico para isso agora. Somos auditados por uma big four, padrão CVM, temos conselho de administração há 10 anos. Estaríamos prontos para fazer [IPO, oferta inicial de ações, em inglês], mas realmente só quando fizer sentido\”, disse o executivo em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Abrir capital ampliaria a base de sócios da companhia, além de trazer maior complexidade e exigências de governança, na visão do fundador. Com 18 executivos como sócios, Costa defende que a gestão próxima e a “visão de dono” desses integrantes são pilares do seu modelo de negócio.

    \”Não temos necessidade de capital para seguir nossos sonhos, e a complexidade não faz muito sentido, especialmente porque uma das nossas principais vantagens é a velocidade\”, afirmou.

    Como exemplo, ele citou o lançamento do Ovo Dreams em Fatias, desenvolvido em menos de 20 dias a partir de tendências observadas nas redes sociais – um ovo dividido em fatias, cada uma com um sabor diferente. \”Nosso modelo de inovação permite testar ideias em tempo real.\”

    Costa fundou a Cacau Show em 1988, mas o negócio começou antes, quando ele tinha 17 anos e passou a fabricar ovos de Páscoa para venda. Hoje, a data representa quase um quarto das vendas anuais do grupo. Em 2001, a companhia abriu a primeira loja física e, no ano seguinte, iniciou a expansão por meio de franquias, modelo que segue como base do crescimento até hoje.

    Em 2025, a companhia faturou R$ 9 bilhões, 13,6% acima do registrado no ano anterior. Ao todo, soma 4.781 lojas no Brasil, sendo aproximadamente 450 unidades próprias e mais de 4,3 mil franquias, o que evidencia a relevância dos franqueados para o crescimento do grupo.

    Novos Mercados

    A Cacau Show também já começa a traçar uma perspectiva de ir para fora do Brasil. Segundo o CEO, a expansão internacional deve ocorrer após a consolidação dos investimentos no Brasil, como a construção do parque temático, que pode funcionar como uma vitrine da marca.

    \”Chegar em um país sem ninguém te conhecendo é muito complicado. Por isso, é provável que, a partir de 2028, a gente comece a planejar de forma mais estruturada a ida para fora do Brasil. Quem sabe até com parques, com pacote total, porque isso ajuda a ganhar reconhecimento de marca\”, afirmou.

    Por enquanto, o foco segue no novo e ambicioso capítulo da empresa: a construção de um parque temático no interior de São Paulo. Com investimento estimado em cerca de R$ 2 bilhões, o projeto tem abertura prevista para o fim de 2027.

    Com cerca de 1 milhão de metros quadrados e atrações que devem figurar entre as maiores da América Latina, o parque integra a estratégia da companhia de ampliar sua atuação para além do chocolate. \”Com o avanço do e-commerce, o varejo que não se reinventar será trocado por um clique\”, disse Costa.

    A empresa também já opera dois resorts sob a marca Bendito Cacao, em Águas de Lindóia e Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Fora essas novas frentes, a companhia ainda planeja expandir o número de lojas e atingir o total de 5.500 unidades até o fim do próximo ano. \”Também estamos aumentando a superfície das lojas e os serviços oferecidos. Uma unidade de 25 metros virou uma loja de 100 metros, e isso mais que dobra as vendas\”, afirmou o executivo.

    Alta do cacau

    A Cacau Show projeta uma recuperação este ano após enfrentar um ano difícil em 2025, marcado principalmente pela alta expressiva nas cotações do cacau no mercado internacional.

    \”Tivemos o pior resultado dos últimos dez anos em termos de lucratividade por conta do aumento absurdo do preço do cacau. Os custos de produção chegaram a ser seis vezes mais caros pela nossa principal matéria-prima\”, afirmou o CEO.

    O movimento pressionou significativamente os custos da companhia, que optou por não repassar integralmente o aumento ao consumidor. Segundo Costa, o impacto foi absorvido principalmente pelas margens. \”Foi tudo para margem, nós aumentamos 7%. 2026 é um ano de recuperar a margem.\”

    Páscoa

    A Páscoa concentra cerca de 23% das vendas anuais da Cacau Show, sendo o período mais relevante para a companhia. Para 2026, a empresa projeta a maior campanha de sua história, com produção de aproximadamente 25,5 milhões de ovos de chocolate e mais de 31 milhões de itens no total. O portfólio inclui cerca de 75 produtos, dos quais 46 são lançamentos.

    Segundo o CEO Alexandre Costa, o volume coloca a companhia com mais de 50% de participação no mercado brasileiro de ovos de Páscoa. \”O mercado brasileiro é de cerca de 45 milhões de unidades, e nós estamos fazendo 25 milhões e meio\”, afirmou.

    A expectativa também é de crescimento em relação ao ano anterior, com alta de cerca de 13% no volume total de produtos. Durante o período, a companhia prevê receber milhões de consumidores em suas lojas, com picos de até 3 milhões de pessoas por dia.

    A estratégia inclui ainda produtos em diferentes faixas de preço, com itens a partir de R$ 9,99, além de opções voltadas a restrições alimentares, como versões zero açúcar, zero lactose e veganas.

    Em 20 dias, Cacau Show tira ideia das redes para lojas: 'visão do dono dá velocidade', diz CEO

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  • Novo golpe clona conversas no WhatsApp para desviar Pix das vítimas

    Novo golpe clona conversas no WhatsApp para desviar Pix das vítimas

    Entre os golpes recentes, um dos mais sofisticados envolve a clonagem de conversas para desviar transferências feitas via Pix.

    O WhatsApp passou a ocupar um papel essencial no cotidiano dos brasileiros, sendo amplamente utilizado para comunicação pessoal, demandas profissionais e até transações financeiras. Com essa popularidade, o aplicativo também se tornou um alvo recorrente de criminosos. Entre os golpes recentes, um dos mais sofisticados envolve a clonagem de conversas para desviar transferências feitas via Pix.

    Nesse tipo de fraude, os golpistas se aproveitam da confiança construída nas interações diárias. Após obter acesso ao dispositivo da vítima — geralmente por meio de aplicativos falsos ou arquivos maliciosos baixados fora de lojas oficiais —, o criminoso passa a monitorar tudo o que é digitado e compartilhado. Em determinadas situações, o esquema inclui até a simulação de conversas reais, criando uma espécie de reprodução das interações com contatos próximos.

    O golpe pode atingir tanto pessoas físicas quanto empresas, especialmente aquelas que utilizam o Pix com frequência para pagamentos. A ação ocorre de maneira silenciosa: ao copiar uma chave Pix recebida em uma conversa, o sistema comprometido altera automaticamente os dados antes que sejam colados no aplicativo bancário. Dessa forma, o valor é direcionado à conta do golpista sem que a vítima perceba.

    Outro fator preocupante é que esses programas maliciosos conseguem se esconder no sistema, dificultando sua identificação. Muitas vezes, o usuário só percebe que foi enganado após a conclusão da transferência, quando já não há possibilidade de recuperação imediata do dinheiro.

    Alguns sinais podem indicar comprometimento, como alterações inesperadas em informações copiadas, comportamento incomum do dispositivo ou mensagens fora do padrão enviadas por contatos conhecidos. Ainda assim, por ser um golpe discreto, a prevenção é fundamental.

    Especialistas orientam evitar downloads por links suspeitos e priorizar lojas oficiais, além de manter o sistema atualizado e revisar cuidadosamente os dados antes de confirmar pagamentos via Pix.

    Novo golpe clona conversas no WhatsApp para desviar Pix das vítimas

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  • Vivo abre crediário para vender celular

    Vivo abre crediário para vender celular

    A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos (TVs, relógios, som, videogames e afins) nas suas lojas físicas e no aplicativo.

    A Telefônica Brasil, dona da Vivo, está adotando um mecanismo de vendas que é um velho conhecido do varejo nacional, mas, até então, era pouco explorado no universo das telecomunicações: o crediário. A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos (TVs, relógios, som, videogames e afins) nas suas lojas físicas e no aplicativo.

    A medida tem como objetivo aumentar o volume e a variedade dos produtos vendidos, bem como ampliar o tíquete médio das vendas. Isso será possível atraindo os consumidores interessados em adquirir algum aparelho, mas que não têm cartão de crédito ou já esgotaram seu limite.

    \”Uma das maiores frustrações do consumidor é não ter crédito aprovado para fazer uma compra\”, diz o vice-presidente de inovação, Rodrigo Gruner. \”Queremos permitir que o consumidor consiga comprar seu smartphone com a Vivo mesmo sem o cartão de crédito\”, complementa, citando que 95% das vendas dependem do cartão hoje em dia.

    Quando um consumidor entrar na loja da Vivo, o vendedor já terá em mãos os seus limites de crédito pré-aprovados por meio da consulta do CPF ou número de telefone, aproveitando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da operadora. Com isso, poderá oferecer produtos que caibam no seu bolso.

    A Vivo já tem uma receita líquida R$ 3,9 bilhões por ano com a venda de produtos na sua rede de 1,8 mil lojas e comércio eletrônico. Não é pouco. Trata-se de 13% do faturamento anual das Casas Bahia (R$ 29,2 bilhões) ou 10% da Magalu (R$ 38,7 bilhões), duas gigantes do varejo. Para 2026 em diante, a expectativa da operadora é ter um avanço \”significativo\” nas vendas graças à oferta do crediário, diz Gruner, que não abre metas de crescimento.

    Segundo Gruner, será possível, inclusive, aproveitar a capilaridade da rede de lojas para abocanhar uma fatia do comércio das varejistas regionais – especialmente daquelas que estão sem caixa para manter um bom estoque de aparelhos. Em muitas cidades do interior, há poucas varejistas, e a loja da Vivo acaba sendo uma referência. \”Esperamos aumentar nossa participação de mercado\”, frisa o vice-presidente.

    No dia a dia, o crediário deve atender pessoas de menor renda a comprar o primeiro celular ou a trocar aparelhos defasados. Mas não só. A linha também deve servir para pessoas de maior poder aquisitivo interessadas em smartphones top de linha, cujos preços giram em torno de dois dígitos. \”Muita gente não troca de aparelho por falta de crédito\”, cita Gruner.

    No fim do dia, é esperado um estímulo para a renovação dos celulares. Hoje em dia, os consumidores trocam de aparelho a cada três anos, em média. No passado, esse giro acontecia em cerca de um ano e meio. \”O ciclo de troca está mais longo\”, afirmou.

    Fonte Nova

    O crediário da operadora é baseado no seu braço de serviços financeiros, a Vivo Pay. A plataforma conta com recursos de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) subscrito pela Polígono Capital, uma joint venture do BTG Pactual com a Prisma. O Vivo Pay oferece empréstimo pessoal, antecipação de FGTS, consórcios, bem como seguros variados – aparelhos, vida e viagem. Desde o lançamento em 2020, já concedeu R$ 1,1 bilhão em crédito, gerando uma receita de R$ 488 milhões em 2025, alta de 5,9% perante 2024.

    Assim, o crediário funcionará como uma nova fonte de receitas financeiras (os juros não são revelados), ao mesmo tempo em que ajudará a Vivo a vender produtos como seguros de aparelhos. \”Hoje, 40% dos consumidores que adquirem um smartphone com a operadora também contratam seguro\”, conta Leandro Coelho, diretor do Vivo Pay.

    Desde 2024, a Vivo recebeu do Banco Central (BC) licença para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, ficou autorizada a realizar operações de empréstimo e financiamento de forma direta, ou seja, sem a intermediação de um banco tradicional. Até então, a companhia contratava plataformas de terceiros, o chamado bank as a service.

    Neste começo de ano, o Vivo Pay reabriu sua conta digital, que foi temporariamente suspensa para atualização da plataforma após a nova licença. Para os próximos meses, espera ampliar o portfólio de serviços e abrir linha de crédito para empresas.

    Vivo abre crediário para vender celular

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  • STF agenda análise de lei que alterou distribuição de royalties de petróleo

    STF agenda análise de lei que alterou distribuição de royalties de petróleo

    As ações são relatadas pela ministra Cármen Lúcia. Elas foram ajuizadas por Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Associação Brasileira dos Municípios com Terminais Marítimos (Abramt).

    O Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar no próximo dia 6 de maio, terça-feira, ações que discutem a distribuição dos royalties de petróleo entre os Estados. Sob análise estará a constitucionalidade da Lei 12.734/2012, que fixou novas regras para a partilha dos royalties, aumentando a distribuição para Estados não produtores.

    As ações são relatadas pela ministra Cármen Lúcia. Elas foram ajuizadas por Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Associação Brasileira dos Municípios com Terminais Marítimos (Abramt).

    Os dispositivos da lei estão suspensos desde 2013, por liminar concedida pela ministra em uma das ações.

    STF agenda análise de lei que alterou distribuição de royalties de petróleo

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  • UE avalia com preocupação reflexos de novas tarifas impostas por Trump

    UE avalia com preocupação reflexos de novas tarifas impostas por Trump

    Pelos planos norte-americanos, produtos fabricados com metais importados serão taxados em 25%. Uma tarifa de 50% continuará sendo aplicada a metais como aço, alumínio e cobre, enquanto produtos com menos de 15% desses metais em peso estarão sujeitos a uma tarifa mínima global de 10%, estabelecida por Trump separadamente.

    A União Europeia (UE) está monitorando de perto e avaliando as consequências da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reformular as tarifas sobre aço, alumínio e cobre. Uma porta-voz da Comissão Europeia afirmou que o grupo analisa os desdobramentos para as exportações europeias, que afetam uma grande quantidade de itens, incluindo latas de cerveja, cosméticos, máquinas, peças, equipamentos agrícolas e motocicletas.

    Pelos planos norte-americanos, produtos fabricados com metais importados serão taxados em 25%. Uma tarifa de 50% continuará sendo aplicada a metais como aço, alumínio e cobre, enquanto produtos com menos de 15% desses metais em peso estarão sujeitos a uma tarifa mínima global de 10%, estabelecida por Trump separadamente.

    A Comissão ressaltou que tem mantido contato constante com autoridades dos EUA para manifestar preocupação e buscar alívio para os exportadores da UE. O objetivo é reduzir as tarifas em conformidade com o acordo comercial político alcançado entre as duas partes em julho de 2025.

    O bloco também examina detalhadamente os planos de Washington de impor tarifas de até 100% sobre medicamentos de marca. A UE, no entanto, espera manter uma tarifa máxima de 15%, refletindo o teto estabelecido para produtos europeus no acordo do ano passado. \”Nossa prioridade continua sendo preservar um ambiente de comércio transatlântico estável e previsível\”, declarou a porta-voz.

    Fonte: Dow Jones Newswires

    UE avalia com preocupação reflexos de novas tarifas impostas por Trump

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  • Combustíveis: Petrobras nega defasagem nos preços e reforça sua política de reajustes

    Combustíveis: Petrobras nega defasagem nos preços e reforça sua política de reajustes

    De acordo com dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), divulgados no início desta semana, a defasagem dos preços nas refinarias da Petrobras atingiu R$ 3,05 por litro para o óleo diesel e R$ 1,61 para a gasolina

    A Petrobras afirmou que segue a sua estratégia comercial para preços de combustíveis e negou estimativas divulgadas na imprensa sobre uma defasagem relevante em relação ao mercado internacional. A manifestação foi feita em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionou a companhia após notícias apontarem interferência política na política de preços.

     

    O pedido de esclarecimento teve como base, as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de evitar repasses ao consumidor dos efeitos da alta internacional do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio. A estatal também rebate cálculos de agentes de mercado, indicando que diesel e gasolina estariam sendo vendidos com descontos expressivos frente à paridade internacional.

    De acordo com dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), divulgados no início desta semana, a defasagem dos preços nas refinarias da Petrobras atingiu R$ 3,05 por litro para o óleo diesel e R$ 1,61 para a gasolina.

    Em sua defesa, a Petrobras reitera que os reajustes de preços não seguem periodicidade fixa e são realizados com base em análises técnicas, levando em conta condições de refino, logística e o objetivo de reduzir a volatilidade no mercado interno. A empresa afirma ainda que sua política atual, anunciada em 2023, “busca evitar o repasse automático de oscilações externas”.

    A estatal cita também medidas recentes, como o aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A para distribuidoras, além da adesão a um programa federal de subvenção que adiciona R$ 0,32 por litro. Segundo a empresa, o efeito combinado equivale a R$ 0,70 por litro.

    Sobre os números divulgados por analistas – que apontavam perdas potenciais bilionárias caso a defasagem persistisse -, a estatal afirma não reconhecer tais estimativas. E reforça o seu compromisso com a sustentabilidade financeira e declarou que sua governança e deveres fiduciários estão sendo plenamente observados.

    Combustíveis: Petrobras nega defasagem nos preços e reforça sua política de reajustes

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