Categoria: Uncategorized

  • Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

    Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

    Mudança ocorre após leilão de gás de cozinha com ágio superior a 100% gerar críticas do governo. Decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da Petrobras, que também anunciou alterações na diretoria e na presidência do colegiado

    A Petrobras informou que destituiu do cargo o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser. O anúncio foi feito na noite dessa segunda-feira (6), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.

    Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31), o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível chegou a ser vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.

     

    Dois dias após o leilão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa. 

     

    Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.

    “As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.

    No mesmo dia das declarações de Lula, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha. 

    Alta nos preços

    Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.

    O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez. 

    Ao mesmo tempo, o governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados. A destituição do diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.

    Diretoria de vendas

    A diretoria ocupada até essa segunda-feira por Schlosser é uma das oito que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard. Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.

    A estatal informou que a então diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.

    Já o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.

    Claudio Schlosser é engenheiro químico e advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de engenheiro de processamento de petróleo. Estava na diretoria desde março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.

    Novo presidente do conselho

    A Petrobras informou também, na noite de ontem, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima assembleia-geral, que deve acontecer dentro de dez dias.

    Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo.

    O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias. É composto por sete a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.

    Indicado do governo

    O governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do conselho. A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira, a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.

    Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.

    Mello tem doutorado em ciência econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestrado em economia política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduações em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas (PUC-SP).

    É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp (IE-Unicamp), onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.

    O indicado também pertence a dois conselhos de administração de empresas públicas: presidente do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integrante do Conselho de Administração Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

     

    Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

    Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

    Às 9h07, a moeda norte-americana tinha uma oscilação para baixo de 0,04%, cotada a R$ 5,1446. Na segunda-feira (6), o dólar fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,146, e a Bolsa avançou 0,05%, a 188.161 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu próximo da estabilidade nesta terça-feira (7) com os investidores atentos às movimentações no Oriente Médio horas antes do fim do prazo dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o estreito de Hormuz.

    Às 9h07, a moeda norte-americana tinha uma oscilação para baixo de 0,04%, cotada a R$ 5,1446. Na segunda-feira (6), o dólar fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,146, e a Bolsa avançou 0,05%, a 188.161 pontos.

    As negociações foram embaladas pela possibilidade de um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio, que já dura cinco semanas.

    O plano entre Estados Unidos e Irã, intermediado pelo Paquistão, propõe uma trégua de 45 dias, seguido de negociações sobre um acordo mais amplo, disse uma fonte ciente das propostas nesta segunda.

    O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, esteve em contato “durante toda a noite” com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, segundo a fonte.

    Negociadores de ambos os lados admitem que as chances de acordo parecem baixas.

    O Irã já rejeitou a ideia de trégua provisória e pediu uma solução definitiva para os conflitos na região. O regime afirmou que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso do estratégico estreito de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    As negociações têm como pano de fundo um ultimato do presidente Donald Trump às forças iranianas. Teerã tem até às 21h desta terça (7), no horário de Brasília, para aceitar as condições de uma trégua e reabrir Hormuz -caso contrário, os Estados Unidos irão “explodir tudo”. Uma autoridade de Teerã descartou a reabertura do estreito no caso de um cessar-fogo temporário.

    Trump ainda falou, em entrevista coletiva nesta tarde, que o Irã poderia ser neutralizado em uma noite, “e essa noite pode ser terça”.

    “Quando Trump fala em acabar com a guerra em um dia, soa como mais um blefe, porque ele não conseguiu fazer isso até agora. O mercado já está estafado dessas falas e de nenhuma ação concreta acontecendo”, diz Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos.

    “Fundos de renda fixa americana e títulos do Tesouro dos Estados Unidos [considerados uma espécie de porto seguro do mercado financeiro] nunca foram tão negociados. Todo mundo está à espera de alguma sinalização um pouco mais clara a respeito do futuro da guerra.”

    O bloqueio de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    Neste pregão, o petróleo Brent, referência internacional, avançou cerca de 1%, cotado a US$ 112 o barril.

    Com a inflação global sob pressão, o crescimento econômico antes previsto foi colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    No Boletim Focus desta segunda, analistas ajustaram para cima as expectativas para a inflação em 2026 pela quarta semana consecutiva. As projeções para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) agora são de 4,36% este ano e de 3,85% no próximo, ante 4,31% e 3,84%, respectivamente, na semana anterior.

    Economistas também mantiveram a projeção de R$ 5,40 para o dólar no fim deste ano e de 12,50% para a Selic, hoje em 14,75%. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica na reunião marcada para o fim do mês.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Tribunal dos EUA nega proteção a Vorcaro e permite rastreio de bens do Banco Master

    Tribunal dos EUA nega proteção a Vorcaro e permite rastreio de bens do Banco Master

    O objetivo da EFB é obter provas de supostas fraudes envolvendo os ativos do banco. Desde janeiro, foram expedidas mais de 28 intimações contra galerias de arte e empresas que operam no mercado de luxo

    (FOLHAPRESS) – A Justiça dos Estados Unidos negou em parte um pedido feito pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e permitiu que o liquidante do Banco Master siga mapeando ativos e bens que possam integrar a massa falida do conglomerado financeiro.

    Desde o mês passado, a defesa de Vorcaro reclamava no Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida (EUA) contra as medidas da EFB Regimes Especiais, que vem promovendo uma série de pedidos e intimações no país a empresas e pessoas que fizeram negócios com o ex-banqueiro.

    O objetivo da EFB é obter provas de supostas fraudes envolvendo os ativos do banco. Desde janeiro, foram expedidas mais de 28 intimações contra galerias de arte e empresas que operam no mercado de luxo.

    Para a defesa do ex-banqueiro, o liquidante viola as regras da lei de falências norte-americana ao intimar empresas de forma “ampla e imprópria” com a intenção de produzir provas contra o ex-banqueiro. Os advogados pediam uma ordem de proteção, que foi parcialmente negada.

    Em decisão proferida nesta segunda-feira (6), o juiz Scott M. Grossman disse que os pedidos feitos até o momento, que identificaram bens como casas, obras de luxo e empresas sediadas em paraísos fiscais, estão de acordo com a legislação brasileira que rege processos de liquidação extrajudicial e são consistentes com as regras do direito norte-americano para casos de insolvências transfronteiriças.

    Nesse caso, uma passagem da lei de liquidações estabelece que, após o início do processo de liquidação de uma instituição financeira, os ativos dos administradores e pessoas relacionadas tornam-se inalienáveis até que as investigações sejam concluídas e os passivos liquidados.

    O congelamento de ativos –que também está em andamento no Brasil– pode ser estendido aos indivíduos que adquiriram esses bens em situações nas quais houve “tentativa de burlar a lei”.

    “Esse arcabouço legal está alinhado com os objetivos do Capítulo 15 [da lei de falências dos EUA], que incluem a proteção dos interesses dos credores e outras partes interessadas e a maximização do valor dos ativos dos devedores, bem como o combate ao risco de que os ativos possam ser ocultados ou transferidos para fora do alcance dos credores”, diz o magistrado.

    Grossman lembrou que é permitido o interrogatório de testemunhas e a coleta de provas relativas aos ativos e negócios que possam indicar a situação financeira de um investigado. Dentro das regras judiciais norte-americanas, assim que um liquidante estrangeiro recebe aval para mapear bens nos EUA, é permitida uma investigação minuciosa sobre tudo que possa levar à descoberta de irregularidades relacionadas à massa falida.

    Recentemente, Grossman promoveu audiências com os advogados do liquidante e de Vorcaro para entender os pleitos de cada lado. O ponto central envolvia as reclamações feitas pelo ex-banqueiro contra a EFB.

    “O Sr. Vorcaro alega que o exame violaria direitos de privacidade protegidos. Quando pressionado na audiência, no entanto, sobre quais direitos de privacidade específicos ele estava alegando, seu advogado identificou apenas direitos gerais de privacidade sob a Constituição da Flórida -sem explicar como esses direitos seriam devidamente invocados pelo Sr. Vorcaro- e fez referência às leis de sigilo bancário do Brasil, novamente sem estabelecer sua aplicabilidade neste contexto”, disse o juiz.

    Para o ex-controlador do Master, o avanço do liquidante no tribunal da Flórida era preocupante, pois poderia se transformar em uma identificação prematura de ativos. O juiz discordou, disse que as leis norte-americanas são organizadas justamente para permitir que uma investigação ampla possa levar à descoberta de bens e outros assuntos relevantes para a administração da massa falida.

    Grossman, por outro lado, anulou uma intimação feita pelo liquidante ao Bank of New York Mellon por violar limites geográficos de produção de documentos. Pelas regras, uma intimação não pode ordenar a produção de documentos em um local que esteja a mais de 100 milhas (cerca de 160 km) de onde a parte intimada reside ou realiza seus negócios regularmente.

    Outras quatro intimações relacionadas a uma propriedade em Windermere (Flórida) foram limitadas porque já existe uma ação judicial específica sobre esse imóvel. As informações agora devem ser buscadas sob regras mais restritivas de litígio dentro da legislação dos EUA.

    O imóvel em questão é a casa de US$ 32 milhões comprada pela Sozo Real Estate, empresa registrada no nome de Henrique e Natalia Vorcaro, pai e irmã do ex-banqueiro.

    Tribunal dos EUA nega proteção a Vorcaro e permite rastreio de bens do Banco Master

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Petróleo ultrapassa US$ 110 em dia de ultimato de Trump para acordo sobre guerra no Irã

    Petróleo ultrapassa US$ 110 em dia de ultimato de Trump para acordo sobre guerra no Irã

    Às 23h50 (horário de Brasília), o barril Brent, referência global, estava em alta de 1,28%, negociado a US$ 111,18. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 2,30% no mesmo horário, cotado a US$ 115. Os dois contratos fecharam em alta na segunda-feira (6

    (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo subiu nas primeiras horas de negociação do pregão desta terça-feira (7), data que marca o fim do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um acordo sobre a guerra no Irã.

    Às 23h50 (horário de Brasília), o barril Brent, referência global, estava em alta de 1,28%, negociado a US$ 111,18. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 2,30% no mesmo horário, cotado a US$ 115. Os dois contratos fecharam em alta na segunda-feira (6).

    O prazo de Trump para que um acordo seja alcançado acaba às 21h (horário de Brasília). Depois de diversos ultimatos estendidos, o republicano afirma que agora o prazo é final e não negociável.

    Os rivais estudam propostas para encerrar as hostilidades, mas sinais dados por ambos os lados não sugerem que um acordo será fácil. Enquanto isso, o mercado, já abalado após cinco semanas de conflito no Oriente Médio, está em estado de espera.

    “Os traders mais intrépidos podem fazer uma aposta em uma direção ou outra. Outros vão procurar proteger o risco ou ficar totalmente de fora. Mas não há muito que os participantes do mercado possam realmente fazer além de esperar para ver”, disse Kyle Rodda, analista sênior de mercados da Capital.com.

    O Irã disse que queria um fim duradouro para a guerra, em vez de um cessar-fogo temporário, e resistiu à pressão para reabrir o estreito de Hormuz, por onde passa cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural.

    O país afirmou ainda que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos EUA dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    Trump alertou que o Irã poderia ser “eliminado” se não cumprisse seu prazo para um acordo, prometendo destruir usinas de energia e pontes iranianas. Israel também voltou a fazer um ataque a instalações próximas do maior campo de gás do mundo -que Teerã divide com Doha no golfo Pérsico.

    Segundo o site e veículos como as agências Reuters e Associated Press, o centro do debate é o mesmo que embasou o acordo de 2015 para coibir o programa nuclear do Irã: trocar a renúncia à bomba atômica pelo fim de sanções.

    Mas os entraves seguem os mesmos que levaram Trump a deixar o acordo em 2018: os iranianos não abrem mão de manter capacidade de processamento e enriquecimento de urânio, o que deixa a porta aberta para violações futuras.

    SOBE E DESCE NAS AÇÕES ASIÁTICAS

    Nas primeiras horas de negociação, os índices asiáticos operavam em diversas direções em meio à espera pelos próximos passos da guerra no Oriente Médio. Às 23h40, o Nikkei do Japão caía 0,17%, e a Bolsa de Xangai tinha alta de 0,46%. O Kospi, da Coreia do Sul, subia 0,27%.

    Os futuros de ações dos EUA recuavam 0,55%, após avanços no fechamento da véspera, enquanto os futuros europeus apontavam para uma abertura em alta após os mercados terem ficado fechados por feriados na sexta-feira e na segunda.

    O ouro caía 0,30% no mesmo horário, a US$ 4.671,05.

     

    Petróleo ultrapassa US$ 110 em dia de ultimato de Trump para acordo sobre guerra no Irã

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

    Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

    Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nesta segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil; informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda

    Das 27 unidades da Federação, apenas duas não aderiram à proposta de subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado, informou nesta tarde o Ministério da Fazenda. A medida, que integra o pacote para segurar a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo.

    A pasta não divulgou as duas unidades federativas que não aderiram. Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que está conversando com os governos estaduais para tentar convencê-los a entrar no acordo.

    De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação. 

    A medida, informou a Fazenda, terá custo de R$ 4 bilhões: R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para as unidades da Federação. Até a semana passada, a pasta informava que a medida custaria R$ 3 bilhões nos dois meses em que vigorará.

    Na semana passada, o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

    A adesão é voluntária. As cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

    Produtores nacionais

    Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nesta segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil. Também prevista para vigorar por dois meses, a ajuda custará R$ 6 bilhões (R$ 3 bilhões mensais), mas nesse caso o custo será totalmente bancado pelo governo federal.

    Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar fecha em queda, a R$ 5,14, e Bolsa fica estável, com guerra no Oriente Médio no radar

    Dólar fecha em queda, a R$ 5,14, e Bolsa fica estável, com guerra no Oriente Médio no radar

    O dia não teve grandes variações na Bolsa brasileira, que fechou praticamente estável, com saldo final foi de avanço de 0,06%, a 188.161 pontos; guerra no Oriente Médio continua tomando os holofotes

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,27% nesta segunda-feira (6), cotado a R$ 5,1469, com incertezas em torno da guerra no Oriente Médio tomando os holofotes.

    A moeda oscilou em margens curtas durante o pregão, tendo atingido o patamar máximo de R$ 5,159 à tarde, durante entrevista coletiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na mínima, foi a R$ 5,139.

    O movimento foi global: o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuou 0,05%.

    O dia também não teve grandes variações na Bolsa brasileira, que fechou praticamente estável. O saldo final foi de avanço de 0,06%, a 188.161 pontos.

    As negociações deste pregão foram embaladas pela possibilidade de um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio, que já dura cinco semanas. O plano entre Estados Unidos e Irã, intermediado pelo Paquistão, propõe uma trégua de 45 dias, seguido de negociações sobre um acordo mais amplo, disse uma fonte ciente das propostas nesta segunda.

    O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, esteve em contato “durante toda a noite” com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, segundo a fonte.

    Negociadores de ambos os lados admitem que as chances de acordo parecem baixas.

    O Irã já rejeitou a ideia de trégua provisória e pediu uma solução definitiva para os conflitos na região. O regime afirmou que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso do estratégico estreito de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    As negociações têm como pano de fundo um ultimato do presidente Donald Trump às forças iranianas. Teerã tem até às 21h de terça (7), no horário de Brasília, para aceitar as condições de uma trégua e reabrir Hormuz -caso contrário, os Estados Unidos irão “explodir tudo”. Uma autoridade de Teerã descartou a reabertura do estreito no caso de um cessar-fogo temporário.

    Trump ainda falou, em entrevista coletiva nesta tarde, que o Irã poderia ser neutralizado em uma noite, “e essa noite pode ser amanhã”.

    “Quando Trump fala em acabar com a guerra em um dia, soa como mais um blefe, porque ele não conseguiu fazer isso até agora. O mercado já está estafado dessas falas e de nenhuma ação concreta acontecendo”, diz Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos.

    “Fundos de renda fixa americana e títulos do Tesouro dos Estados Unidos [considerados uma espécie de porto seguro do mercado financeiro] nunca foram tão negociados. Todo mundo está à espera de alguma sinalização um pouco mais clara a respeito do futuro da guerra.”

    O bloqueio de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    Neste pregão, o petróleo Brent, referência internacional, avançou cerca de 1%, cotado a US$ 112 o barril.

    Com a inflação global sob pressão, o crescimento econômico antes previsto foi colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    No Boletim Focus desta segunda, analistas ajustaram para cima as expectativas para a inflação em 2026 pela quarta semana consecutiva. As projeções para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) agora são de 4,36% este ano e de 3,85% no próximo, ante 4,31% e 3,84%, respectivamente, na semana anterior.

    Economistas também mantiveram a projeção de R$ 5,40 para o dólar no fim deste ano e de 12,50% para a Selic, hoje em 14,75%. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica na reunião marcada para o fim do mês.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar fecha em queda, a R$ 5,14, e Bolsa fica estável, com guerra no Oriente Médio no radar

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Preço dos combustíveis para de subir nos postos brasileiros, diz ANP

    Preço dos combustíveis para de subir nos postos brasileiros, diz ANP

    A gasolina foi vendida pelos postos brasileiros, em média, a R$ 6,78 por litro, mesmo valor praticado na semana anterior; preço médio do diesel S-10 subiu apenas R$ 0,01 no período, para R$ 7,58 por litro

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Após quatro semanas consecutivas de alta, os preços da gasolina e do diesel pararam de subir nos postos brasileiros, segundo a pesquisa semanal de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

    Segundo a agência, a gasolina foi vendida pelos postos brasileiros, em média, a R$ 6,78 por litro, mesmo valor praticado na semana anterior. O preço médio do diesel S-10 subiu apenas R$ 0,01 no período, para R$ 7,58 por litro.

    A ANP não analisa o resultado do levantamento, mas fontes do setor ouvidas pela reportagem entendem que os principais repasses da alta das cotações internacionais foram feitos semanas atrás e que, neste momento, os aumentos têm sido residuais.

    Desde o início da guerra, gasolina e diesel têm alta acumulada de 8% e 24%, refletindo aumentos promovidos por importadores privados. A Petrobras subiu o preço do diesel em suas refinarias, mas a alta foi compensada pela isenção de impostos federais.

    A elevação dos preços preocupa o governo pelo efeito inflacionário em ano eleitoral. Há três semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou um pacote de medidas com a isenção de PIS/Cofins e uma subvenção de R$ 0,32 por litro.

    O pacote foi considerado insuficiente por importadores privados, já que não cobria toda a diferença entre os preços internacionais e os preços máximos estabelecidos para o pagamento da subvenção. Grandes distribuidoras, por exemplo, decidiram não aderir à primeira fase do programa.

    Nesta segunda (6), o governo convocou entrevista coletiva para anunciar medidas adicionais, que podem destravar novos aumentos nas refinarias da Petrobras, que opera com preços bem abaixo das cotações internacionais.

    Na abertura do mercado desta segunda, o preço do diesel nas refinaras da estatal estava R$ 2,52 por litro mais baixo do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Na gasolina, a diferença era de R$ 1,48 por litro.

    Diante da falta de perspectivas sobre o encerramento da guerra no Irã, o preço internacional do petróleo abriu a semana em alta. Por volta das 16h30, a cotação do Brent, referência internacional negociada em Londres, estava perto de US$ 110 por barril.

    Preço dos combustíveis para de subir nos postos brasileiros, diz ANP

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Petróleo fecha em alta com ameaças de Trump contra o Irã e cessar-fogo em xeque

    Petróleo fecha em alta com ameaças de Trump contra o Irã e cessar-fogo em xeque

    O petróleo WTI, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), para maio fechou em alta de 0,77% (US$ 0,87), a US$ 112,41 o barril; o Brent para junho avançou 0,68% (US$ 0,74), a US$ 109,77 o barril

    O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 6, após o feriado prolongado de Páscoa, em meio à escalada das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã, o que reduziu as expectativas de um possível acordo de cessar-fogo no Oriente Médio.

    Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 0,77% (US$ 0,87), a US$ 112,41 o barril.

    Já o Brent para junho avançou 0,68% (US$ 0,74), a US$ 109,77 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

    O petróleo chegou a operar em queda pela manhã, após o Axios revelar que Irã e Estados Unidos receberam, no fim da noite do domingo, uma minuta de proposta que prevê um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz.

    Posteriormente, o Irã negou a reabertura do trecho e afirmou que enviou aos EUA suas exigências, com a mídia estatal iraniana informando que Teerã defende o fim permanente da guerra.

    A commodity energética ganhou força com as declarações, sobretudo após Trump reforçar no período da tarde que pode atacar o Irã na terça-feira e derrotá-lo “em apenas uma noite”. O chefe da Casa Branca voltou a dizer, porém, que as negociações com o regime persa “estão indo bem”, mas se negou a comentar sobre um possível cessar-fogo.

    Para o analista do MUFG, Lloyd Chan, é provável que os preços do petróleo se mantenham elevados, com os riscos inclinados para novas elevações. “A persistência de ameaças à infraestrutura crítica iraniana mantém elevados os riscos de escalada, sem que haja à vista um caminho crível de redução das tensões”, afirma.

    Apesar das negociações, as trocas de ataques entre EUA e Israel contra o Irã se mantiveram. Israel atacou nesta segunda uma usina petroquímica no campo de gás natural de South Pars, no Irã, e o complexo petroquímico de Marvdasht. O Irã retaliou com bombardeios em Haifa, Tel Aviv e outros locais de Israel, além de mais uma ofensiva contra os países vizinhos no Golfo Pérsico.

    Também pressionando a oferta de petróleo, drones ucranianos de longo alcance atingiram nesta segunda-feira o principal porto russo no Mar Negro para exportação de petróleo.

    Petróleo fecha em alta com ameaças de Trump contra o Irã e cessar-fogo em xeque

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Novo aponta 'inércia' da AGU e do Ministério da Justiça em investigação contra 'Careca do INSS'

    Novo aponta 'inércia' da AGU e do Ministério da Justiça em investigação contra 'Careca do INSS'

    Antonio Camilo Antunes (foto), o “Careca do INSS”, é apontado como o principal operador de esquema de descontos ilegais a aposentados e pensionistas que teria desfalcado R$ 3,3 bilhões dos beneficiários

    A bancada do Partido Novo na Câmara protocolou, no último dia 1º, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) em que aponta “inércia” da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça no bloqueio de bens de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS” no exterior.

    Procuradas, as pastas do governo ainda não se manifestaram.

    Na presentação, o Novo pede que a corte de contas determine, por meio de medida cautelar, que a AGU e o Ministério da Justiça iniciem imediatamente o rastreamento e bloqueio dos ativos.

    “Apesar da existência de elementos robustos(…), tanto o Ministério da Justiça quanto a Advocacia-Geral da União permaneceram inertes quanto à adoção de medidas efetivas para o bloqueio e a recuperação dos ativos no exterior,” diz o texto do partido de oposição.

    O empresário é apontado como o principal operador de esquema de descontos ilegais a aposentados e pensionistas que teria desfalcado R$ 3,3 bilhões diretamente dos contra cheques de beneficiários. As investigações correm no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

    Parte dos valores auferidos pela organização criminosa estaria sob custódia da offshore Camilo & Antunes Limited (Rpdl Ltd.), sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, que adquiriu R$ 11 milhões em imóveis no Brasil.

    Essa empresa seria uma das diversas firmas de fachada utilizadas por artífices do esquema para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

    Segundo o partido, os órgãos do Executivo não procederam as ações necessárias para o bloqueio e recuperação dos bens, apesar de terem sido provocadas pela CPI do INSS.

    A operação dependeria de um acordo de cooperação entre o Ministério da Justiça e as autoridades do país estrangeiro. A AGU alega que, sem esse acordo, não é possível atuar.

    Novo aponta 'inércia' da AGU e do Ministério da Justiça em investigação contra 'Careca do INSS'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar abre em queda com guerra no Oriente Médio no radar

    Dólar abre em queda com guerra no Oriente Médio no radar

    Por volta das 9h16, o dólar caía 0,10%, cotado a R$ 5,155. No exterior, o índice DXY, que mede a força da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,08%, próximo da estabilidade

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (6), à medida que investidores reagem às incertezas em torno da guerra no Oriente Médio.

    A possibilidade de um cessar-fogo tem animado analistas no exterior, enquanto Estados Unidos e Irã negociam as condições de uma trégua. Durante o pregão, os preços do petróleo recuam.

    Por volta das 9h16, o dólar caía 0,10%, cotado a R$ 5,155. No exterior, o índice DXY, que mede a força da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,08%, próximo da estabilidade.

    Os Estados Unidos e o Irã negociam um plano para encerrar o conflito que já dura cinco semanas. O plano intermediado pelo Paquistão surgiu de intensos contatos durante a noite e propõe um cessar-fogo imediato, seguido de negociações sobre um acordo mais amplo a ser concluído dentro de 15 a 20 dias, disse uma fonte ciente das propostas nesta segunda.

    O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, esteve em contato “durante toda a noite” com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, segundo a fonte.

    Negociadores de ambos os lados admitem que as chances de acordo parecem baixas.

    Investidores também devem acompanhar com atenção entrevista coletiva de Trump, planejada para às 13h desta segunda.

    Na quinta-feira passada (2), o dólar fechou próximo da estabilidade, com alta de 0,01%, cotado a R$ 5,158. A Bolsa também ficou próxima do zero a zero, com alta de 0,05%, a 188.052 pontos.

    O pregão repercutiu discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que pretendia continuar os ataques contra o Irã.

    À tarde, contudo, a notícia de que o Irã estaria elaborando um protocolo para monitorar a atividade no estreito de Hormuz foi interpretada como um sinal de normalização do fluxo e limitou o avanço do dólar e dos preços das commodities.

    No acumulado da semana, a moeda norte-americana recuou 1,52%, enquanto a Bolsa avançou 3,57%. Nesta sexta-feira (3), não haverá pregão em razão do feriado de Sexta-Feira Santa.

    Em pronunciamento à nação na quarta, Trump voltou a afirmar que os objetivos militares do país na guerra do Irã estão “quase completos”, apesar de evitar esclarecê-los.

    No discurso, Trump disse que a guerra continua até que todos os objetivos dos EUA sejam “totalmente cumpridos”. “Nós vamos levá-los de novo para a Idade da Pedra, aonde eles pertencem”, disse, afirmando novamente que isso deve acontecer “rapidamente” e que o Irã está “completamente derrotado”.

    O republicano também minimizou o impacto do fechamento do estreito de Hormuz, onde um quinto do petróleo mundial circula, para o mercado da commodity. “Nós não precisamos do Oriente Médio, não precisamos do petróleo deles”, disse.

    Em resposta, o Exército do Irã prometeu nesta quinta-feira (2) realizar ataques devastadores contra Estados Unidos e Israel.

    “Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, sua desonra, seu arrependimento definitivo e sua rendição”, disse o comandante operacional do Exército iraniano, Khatam al-Anbiya, em comunicado na TV estatal. “Esperem ações ainda mais contundentes, amplas e devastadoras de nossa parte.

    “O discurso trouxe pouca clareza sobre os próximos passos do conflito. Em alguns momentos, Trump sinalizou que os Estados Unidos estariam próximos de sair da guerra, mencionando um horizonte de curto prazo. Apesar disso, ele não apresentou um plano para os próximos passos”, afirma Lucca Bezzon, especialista de inteligência de mercado da StoneX.

    Bezzon vê essa combinação gerando incerteza nos mercados. “O que antes era um ambiente de maior apetite por risco, sustentado pela perspectiva de um possível cessar-fogo entre os países envolvidos, dá lugar agora a um cenário de maior aversão”, afirma.

    Em relatório, a Ágora Investimentos diz que o clima de cautela prevaleceu nos mercados globais nesta quinta-feira, após as declarações mais duras de Trump. “Esse ambiente externo mais defensivo pressionou os ativos brasileiros ao longo do dia”.

    A sinalização de continuidade do conflito impactou os mercados de commodities e de juros futuros pela manhã, mas a expectativa de reabertura do estreito de Hormuz freou a alta.

    No início da tarde, a agência oficial de notícias do Irã, IRNA, informou que o país está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no estreito, citando o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kezem Gharibabadi.

    A notícia foi interpretada como uma sinalização de normalização do fluxo. “Na prática, seria uma forma de garantir uma travessia segura, possivelmente com algum tipo de tarifa. Isso, em tese, permitiria a passagem do petróleo e ajudaria a aliviar as pressões recentes sobre os preços da commodity”, diz Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

    O contrato de junho do Brent, referência global, subia 7,43%, a US$ 108,68 (abaixo da máxima de US$ 109,72, quando chegou a avançar 8,4%), às 17h. As altas repercutiram no pregão brasileiro, com as ações da Petrobras fechando em alta de mais de 2%.

    No mercado de juros futuros, a perspectiva de reabertura do estreito também freou a alta. As taxas DI, que refletem as expectativas para a trajetória da Selic e do CDI, encerraram o dia em alta moderada.

    A taxa do DI para janeiro de 2028 subiu a 13,75%, ante 13,715% do ajuste da sessão anterior (alta de 4 pontos-base). Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcou 13,87%, ante 13,855% da sessão anterior (alta de 2 pontos-base).

    Nos últimos dias, o pregão vinha sendo marcado pela expectativa do fim da guerra. Na quarta-feira (1º), Trump afirmou que o Irã pediu um cessar-fogo na guerra. Segundo o republicano, a proposta será analisada apenas quando o estreito de Hormuz, que está praticamente fechado desde o início do conflito, for reaberto por Teerã.

    “Vamos considerar isso [cessar-fogo] quando o estreito de Hormuz estiver aberto, livre e desobstruído. Até lá, estamos reduzindo o Irã a nada ou, como dizem, de volta à idade da pedra”, afirmou.

    Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, contudo, disse que a declaração do americano era falsa e sem fundamento, segundo a TV estatal.
    Na quarta, o dólar fechou em queda de 0,43%, a R$ 5,157, enquanto a Bolsa encerrou o dia em alta de 0,26%, aos 187.952 pontos.

    A guerra no Oriente Médio também tem influenciado decisões de política monetária ao redor do mundo. O tema foi citado tanto pelo Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) quanto pelo Banco Central do Brasil nas decisões deste mês, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta do Banco Central.

    O banco, contudo, vê o Brasil bem posicionado, “dada sua alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar abre em queda com guerra no Oriente Médio no radar

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia