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  • PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

    PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

    Agentes realizam buscas contra Daniel Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo; esta é a segunda fase da operação Compliance Zero

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal faz nesta quarta-feira (14) uma nova operação de busca e apreensão contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na investigação sobre suspeitas de fraude envolvendo a instituição financeira.

    Agentes realizam buscas contra o ex-banqueiro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo. São 42 mandados de busca e apreensão nesta nova fase da operação, além de ordens de sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões.

    São alvos endereços ligados a Vorcaro, a parentes dele e a empresários, incluindo João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com o crime organizado, e o empresário Nelson Tanure. Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso quando se preparava para deixar o país, de jatinho, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi solto horas depois.

    Os mandados são cumpridos também em Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

    A atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Master é um dos focos desta etapa da investigação. Como revelou a Folha de S.Paulo, o BC identificou seis fundos de investimento suspeitos de fazer parte do esquema de fraude capitaneado pelo ex-banqueiro.

    Esta é a segunda fase da operação Compliance Zero. Na primeira etapa, Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025, acusado de liderar um esquema que criou carteiras falsas de crédito para inflar o patrimônio do Master e, em seguida, vender a instituição financeira ao BRB (Banco de Brasília).

    A defesa de Vorcaro disse que tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes e que todas as medidas judiciais determinadas serão atendidas com transparência. Em nota, os advogados afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos.

    Até as 9h, a Polícia Federal havia apreendido R$ 200 mil em espécie com um dos alvos e R$ 97 com outro, além de carros de luxo, relógios e grande quantidade de armas, como revólveres e fuzis.

    “O sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito.”

     

    Já Nelson Tanure é dono de empresas que tiveram valorização relâmpago com fundos de investimentos administrados pela Reag, gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com o crime organizado. Ele também é cotista de fundos hospedados na Reag.

    A defesa de Nelson Tanure disse em uma nota que “jamais enfrentou qualquer processo criminal em razão de suposta prática delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista” e que ele teve o telefone celular apreendido na operação desta quarta. O empresário também negou por meio de seu advogado qualquer relação societária com o Master, afirmando ser apenas um cliente.

    “O empresário tem certeza de que no decorrer das apurações promovidas pelo STF restará definitivamente demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita oriunda dessa relação”, disse o advogado Pablo Naves Testoni.

    Grande investidor do mercado brasileiro, Tanure é conhecido por apostar em empresas com dificuldades financeiras para reestrurá-las e vendê-las por um valor maior depois. O empresário adota uma linha mais arrojada nos investimentos, organizada por meio de fundos e estruturas societárias complexas.

    Entre seus investimentos estão a Prio, antiga PetroRio, a incorporadora imobiliária Gafisa e a varejista Grupo Dia. No ano passado, Tanure fez uma oferta pela petroquímica Braskem.

    A reportagem também tenta contato com Mansur da Reag.

    As ações foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O inquérito está sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que atendeu a um pedido da defesa do Master para tirar o caso da primeira instância após a citação de um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

    Segundo a PF, a nova fase da operação tem o objetivo de “interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”.

    O objetivo desta nova fase, segundo autoridades que acompanham as investigações, é aprofundar a coleta de informações sobre os artifícios usados pelo Master ao longo dos anos para executar a fraude. Os alvos desta quarta-feira são os possíveis responsáveis pela criação dessa estrutura.

    A Compliace Zero investiga os crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

    Investigadores afirmam que o inquérito sobre as suspeitas de fraude praticada pelo Master na venda de carteira de crédito para o BRB poderá ser concluído rapidamente.

    Integrantes da corporação que acompanham os trabalhos avaliam que já foram colhidas provas robustas para tirar conclusões sobre a participação de acusados no esquema. Um dos agentes diz, sob condição de anonimato, que essa parte da apuração pode ser finalizada após os depoimentos dos investigados, previstos para o fim de janeiro e o início de fevereiro.

    O inquérito deve permanecer concentrado num escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB. Os fatos dessa apuração são considerados “simples” pelos investigadores.

    Na avaliação desses agentes, inquéritos sobre outras pontas da operação do Master, como a carteira de créditos consignados e eventuais conexões políticas do caso, poderiam ficar para um segundo momento.

    PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

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  • Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

    Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

    Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real

    O dólar à vista abriu esta quarta-feira, 14, em ligeira queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,3715, influenciado principalmente pelo desempenho da moeda americana frente a seus pares e às divisas emergentes. O ambiente é de cautela global antes da divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e da publicação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 no Brasil.

    Os investidores monitoram a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) e das vendas no varejo dos EUA, ambos às 10h30, além da publicação do Livro Bege do Federal Reserve, às 16h. Os dados podem ajudar a calibrar as apostas sobre o ritmo de cortes de juros ao longo de 2026, após o CPI divulgado ontem ter vindo em linha com as expectativas.

    Também estão previstos discursos do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari (14h), e do presidente do Fed de Nova York, John Williams (16h10), em meio ao aumento da pressão política do governo americano sobre a autoridade monetária.

    O ambiente externo é agravado pela escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, com impacto em mercados que já acompanham a desvalorização acentuada da moeda local frente ao dólar nos últimos meses.

    No Brasil, o mercado acompanha a divulgação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026, às 10h, que traz a avaliação do governo e um retrato inicial do cenário eleitoral. Em dezembro, o levantamento mostrou o presidente Lula à frente em todos os cenários testados, com o senador Flávio Bolsonaro como o nome mais competitivo da direita. O resultado tende a ser monitorado de perto pelo mercado de câmbio, em um momento em que o risco político volta a ganhar peso na precificação dos ativos.

    Ainda no radar doméstico está a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal, que mira suspeitas envolvendo o Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso pode se configurar como a “maior fraude bancária” da história do país.

    Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real.

     

     
     
     

    Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

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  • Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

    Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

    Um dos vetos trata da redução da tributação para as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), com equiparação aos clubes brasileiros. Outro veto refere-se à inclusão, na lista de alimentos sujeitos à redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS, de produtos naturais líquidos compostos por vegetais e frutas

    Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Lei Complementar 227, que representa a última etapa da regulamentação da reforma tributária. O texto cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), órgão responsável por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.

    O Ministério da Fazenda informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou dez dispositivos do projeto. “O presidente fez alguns poucos vetos que já tinham sido antecipados nos diálogos com o Congresso, mas são poucos vetos”, afirmou o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, em entrevista coletiva nesta terça-feira, 13.

    Alguns dos vetos foram detalhados ainda nesta terça. Um deles trata da redução da tributação para as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), com equiparação aos clubes brasileiros. Outro veto refere-se à inclusão, na lista de alimentos sujeitos à redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS, de produtos naturais líquidos compostos por vegetais e frutas. Segundo o governo, essa inclusão ampliaria o benefício além da intenção original do Parlamento.

    Lula também vetou a possibilidade de estados e municípios reduzirem as alíquotas do ITBI na modalidade de pagamento antecipado do tributo. O Planalto alegou que a medida poderia gerar insegurança jurídica.

    Outro veto atingiu o trecho que previa a devolução posterior de parte do valor pago por famílias de baixa renda no fornecimento de gás encanado. “A proposição legislativa contraria o interesse público ao afetar a devolução imediata de tributos incidentes sobre gás canalizado para famílias de baixa renda e prejudicar a consecução da política de universalização do acesso ao gás natural”, justificou o presidente.
     
     

     

    Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

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  • Inspeção do TCU sobre caso Master deve começar até quinta (15) e alcançar gestão de Campos Neto

    Inspeção do TCU sobre caso Master deve começar até quinta (15) e alcançar gestão de Campos Neto

    Análise, que será conduzida por três técnicos, deve durar de 15 a 20 dias; Banco Central retirou recurso contra inspeção após fechar acordo com tribunal de contas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União) nos documentos que serviram de base para a decisão do Banco Central de decretar a liquidação do banco Master deve ter início até quinta-feira (15). A análise deve durar de 15 a 20 dias.

    No escopo da inspeção, que será conduzida por três técnicos do órgão de contas, está a atuação da autoridade monetária na fiscalização do Master antes de 2024, ainda na gestão de Roberto Campos Neto -antecessor de Gabriel Galípolo no comando do BC.

    O banco de Daniel Vorcaro se notabilizou nos últimos anos por oferecer a investidores CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com remunerações acima da média praticada no mercado. A ideia do TCU é reconstruir e documentar a evolução do modelo de captação do Master e a existência de alertas e ações de supervisão do BC diante desse quadro.

    Os técnicos do TCU buscarão analisar os procedimentos adotados pelo regulador considerando o histórico e evolução temporal das tratativas. Serão pontos de verificação nos materiais, por exemplo, o tratamento conferido a alternativas de mercado e eventual proposta de aquisição feita pelo grupo Fictor às vésperas da liquidação.

    O ministro Jhonatan de Jesus deve autorizar ainda nesta terça (13) a equipe da AudBancos, a área responsável no TCU pela fiscalização de processos envolvendo instituições financeiras públicas e órgãos reguladores, a proceder com a inspeção.

    A interlocutores, o relator do caso afirmou que os auditores vão analisar documentos que deram subsídio para a nota técnica enviada pelo Banco Central ao TCU, mas não terão acesso a dados que tenham sigilo bancário e de negócio, como revelou a Folha de S.Paulo na segunda-feira (12). O BC ainda precisa delimitar as partes do relatório que são sigilosas.

    Na prática, isso significa que os técnicos do tribunal de contas só terão acesso a informações que o BC entender que são passíveis de análise. O objetivo é assegurar a formalidade do processo para evitar que, no futuro, seja apontado erro formal que possa levar a defesa do dono do Master, Daniel Vorcaro, a pedir indenização por falha processual.

    Com a inspeção, o TCU pretende avaliar a hipótese de a autarquia, por um lado, ter demorado na condução de alternativas de mercado no caso Master e, por outro, ter se precipitado ao decretar a liquidação do banco de Vorcaro em novembro do ano passado.

    Publicamente, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, tem dito que o TCU não tem competência para reverter a liquidação do Master, apesar de considerar a medida como “extremada”.

    Com os resultados da operação, a equipe técnica do TCU produzirá um relatório. Esse documento será posteriormente encaminhado para avaliação do ministro Jhonatan de Jesus, dando condições para o relator produzir seu voto e levar o processo para julgamento no plenário do órgão de contas.

    A realização da inspeção foi acertada em uma reunião entre a cúpula do TCU e do BC na segunda-feira (12) e simbolizou uma saída pacífica para a crise que se instalou entre as instituições. Após o acordo, a autoridade monetária retirou o recurso contra a decisão monocrática do relator para análise da documentação.

    O embargo tinha sido apresentado pela autoridade monetária em 5 de janeiro, no mesmo dia do despacho de Jhonatan autorizando a averiguação. No recurso, o BC argumentou que esse tipo de inspeção precisava de aprovação do colegiado da corte de contas, e a decisão não cabia a um ministro individualmente.

    Sob pressão da opinião pública, o ministro do TCU recuou e suspendeu a inspeção in loco para apurar a conduta do BC na liquidação do Master até o tema ser deliberado pelo plenário, o que estava previsto para ocorrer no próximo dia 21.

    Com a retirada do embargo, volta a valer o despacho do relator e o tema não precisará mais ser levado para o plenário da corte de contas.

    No Banco Central, há o entendimento de que o recurso cumpriu um papel importante ao culminar na reunião entre os representantes do TCU e da autoridade monetária.

    Esse movimento abriu espaço para esclarecer pontos explorados na documentação apresentada pelo BC, como a avaliação de que a liquidação do Master é uma prerrogativa exclusiva do regulador e que a ação do TCU não deve invadir a competência da autoridade monetária.

    A jornalistas, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, disse que a reunião com a cúpula do Banco Central afastou a chance de haver uma medida cautelar contra o regulador em meio ao processo do caso Master e não há qualquer rusga entre as instituições.

    “O Tribunal é competente [para fiscalizar o caso Master], quem disse isso agora não foi apenas eu, foi o presidente do Banco Central [Gabriel Galípolo]. A inspeção vai ser feita porque o Banco Central pediu essa inspeção para lhe dar garantias jurídicas, segurança jurídica”, disse o ministro.

    Segundo Vital, a ação do TCU trata-se de uma diligência, por ter um caráter mais célere e menos burocrático. Já o ministro Jhonatan de Jesus tem usado, em diálogo com interlocutores, o termo inspeção para se referir à operação da equipe técnica.

    Inspeção do TCU sobre caso Master deve começar até quinta (15) e alcançar gestão de Campos Neto

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  • Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Primeiro-ministro português conversou com presidente Lula sobre o Mercosul e também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai. O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.

    Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo. Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível.

    “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota. 

    Lula e Montenegro também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e destacaram a necessidade de se evitar um cenário de instabilidade na América do Sul.

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

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  • Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

    Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

    Mecanismo movimentou cerca de R$ 25,7 bilhões na economia brasileira; foram R$ 3,9 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Lei Rouanet movimentou cerca de R$ 25,7 bilhões na economia brasileira e gerou R$ 3,9 bilhões em tributos -federal, estadual e municipal– sendo R$ 12,6 bilhões de forma direto e R$ 13,1 bilhões indiretos.

    O Ministério da Cultura apresentou, nesta segunda (13), um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas sobre os impactos econômicos da Lei Rouanet no ano de 2024. Segundo a pesquisa, os projetos do mecanismo de incentivo geraram cerca de 228 mil postos de trabalho diretos e indiretos na economia do país.

    O ano de 2024, diz o estudo, é um divisor de águas para o mecanismo, pois foi quando se superou a marca de R$ 3 bilhões em captação de recursos pela primeira vez na série histórica. É o primeiro aumento real desde 2011, de acordo com o levantamento.

    Estão incluídos no escopo do impacto gastos com pessoal, infraestrutura, cachês, logística, comunicação, custos administrativos, entre outros.

    Ao todo, 89,3 milhões de pessoas foram impactadas de alguma forma pelos projetos da Rouanet, que tiveram 69,3 milhões de pessoas de público visitante. Foram ao todo 4.939 projetos e 3.154 proponentes em 2024.

    A maioria dos projetos da Rouanet no ano analisado são de pequeno porte –76,2% dos projetos são de até R$ 1 milhão, enquanto 21,7% dos projetos estão na faixa entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. Ultrapassaram a faixa dos R$ 10 milhões somente 1,58% dos projetos.

    Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

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  • PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

    PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

    O inquérito deve permanecer concentrado em um escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Investigadores da Polícia Federal afirmam que o inquérito sobre as suspeitas de fraude praticada pelo Master na venda de carteira de crédito para o BRB (Banco de Brasília) poderá ser concluído rapidamente.

    Integrantes da corporação que acompanham os trabalhos avaliam que já foram colhidas provas robustas para tirar conclusões sobre a participação de acusados no esquema. Um dos agentes diz, sob condição de anonimato, que essa parte da apuração pode ser finalizada após os depoimentos dos investigados, previstos para o fim de janeiro e o início de fevereiro.

    O inquérito deve permanecer concentrado num escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB. Os fatos dessa apuração são considerados “simples” pelos investigadores.

    Na avaliação desses agentes, inquéritos sobre outras pontas da operação do Master, como uma teia bilionária de fundos de investimentos, a carteira de créditos consignados, as relações com a gestora Reag e eventuais conexões políticas do caso, poderiam ficar para um segundo momento.

    Como revelou a Folha de S. Paulo, o BC identificou seis fundos de investimento suspeitos de fazer parte do esquema de fraude capitaneado pelo ex-banqueiro.

    Segundo integrantes da PF, a conclusão da apuração seria possível porque os investigadores optaram por se concentrar nas relações Master-Tirreno-BRB, que envolveria a fabricação de créditos fraudulentos para inflar a carteira do Master que, em seguida, foi repassada ao BRB. O esquema envolveu crédito inexistentes de R$ 12,2 bilhões.

    Por essa acusação, foram presos em 17 de novembro, além de Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco.

    Lima, Bull e Silva foram intimados a depor à PF entre os dias 26 e 28 de janeiro no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de venda ao BRB. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, também investigado, prestará depoimento na mesma época, assim como Vorcaro, cujo depoimento está previsto para o dia 27.

    A PF ainda pode ampliar a apuração sobre a atuação de Vorcaro, do Master e de outros investigados, com a abertura de novos inquéritos. No entanto, a decisão dos agentes, por enquanto, é concentrar os esforços na apuração sobre as fraudes e evitar que uma única investigação se amplie indefinidamente com a inserção de fatos novos.

    A corporação já iniciou apurações preliminares sobre a atuação de um exército de influenciadores para atacar a atuação do BC e a possível participação de Vorcaro na contratatação desses perfis. Como mostrou a Folha de S. Paulo, pelo menos 46 perfis em redes sociais fizeram um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central e investigadores no caso do Banco Master.

    Ainda não há inquérito aberto -as investigações estão em curso com um procedimento da PF chamado NCV (Notícia-Crime em Verificação). Uma das possibilidades é abrir um novo inquérito.

    Outros inquéritos sigilosos sobre o Master já tramitam tanto no STF (Supremo Tribunal Federal) quanto na primeira instância. A investigação começou na Justiça do Distrito Federal, mas foi remetida ao Supremo depois de uma citação a um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

    Agentes da PF afirmam ter provas de que Vorcaro pretendia fugir do país e que o anúncio de negociação para a venda do Master para a Fictor, poucas horas antes da sua prisão, era uma simulação e acabou servindo para desviar atenções sobre as suspeitas envolvendo o banqueiro.

    O dono do Master foi preso pela PF, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior, com o argumento de que fecharia a venda para a Fictor em Dubai. A proposta sustenta a tese da defesa de Vorcaro de que o banco tinha condições de sobrevivência, sem que fosse necessário o BC decretar a liquidação do Master.

    Os advogados do ex-banqueiro negam a fuga e dizem que ele estava viajando para fechar o negócio, mas investigadores ouvidos pela reportagem afirmam que o jato particular tinha como primeira parada Malta, para tentar fugir do Brasil e evitar a prisão.

    A defesa de Vorcaro tem usado como estratégia o argumento de que houve uma articulação entre BC, Ministério Público e PF para liquidar o banco naquele mesmo dia. Os investigadores sustentam, no entanto, que o BC é obrigado a informar os indícios de fraudes. Para um integrante da PF, essa seria uma tentativa de enfraquecer e desqualificar a atuação do BC ,

    No comunicado divulgado no final da tarde do dia 17 de novembro, a Fictor informou que pretendia comprar o Master em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos que somam mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão. Os nomes desses investidores não foram revelados.

    Um integrante da PF a par do caso, que falou na condição de anonimato, indagou de forma irônica onde estaria o dinheiro dos árabes que nunca que apareceu. Esse é um dos focos das investigações.

    Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (12), a Fictor admite que tem enfrentado dificuldade de liquidez para honrar compromissos. A empresa, que chegou a anunciar ter dinheiro para comprar o Master, se comprometeu a regularizar a situação no dia 12 de fevereiro de 2026. “Nos próximos dias, anunciaremos a entrada de um investidor relevante no grupo.”

    PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

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  • Haddad: oposição está contratando influenciadores com dinheiro sujo para divulgar desinformação

    Haddad: oposição está contratando influenciadores com dinheiro sujo para divulgar desinformação

    Fernando Haddad afirma que desinformação sobre impostos e Pix favorece crime organizado; assegurou que reforma tributária não terá impacto fiscal

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusou nesta terça-feira, 13, a oposição de usar “dinheiro sujo” para contratar influenciadores para divulgar desinformação. Ele conversou com jornalistas na chegada à Pasta e reclamou de notícias falsas sobre a reforma tributária, de que a nova plataforma a ser lançada hoje já começaria novas cobranças de impostos.

    “Então esse tipo de ação delituosa da oposição não contribui. Ainda estão contratando com dinheiro sujo influenciadores para soltar esse tipo de fake news. Quem ganha com isso? O Brasil não ganha com isso. É mentira”, afirmou o ministro.

    Haddad também elogiou a atuação do Congresso Nacional até aqui, dizendo que este não votou sempre como o governo gostaria, mas que não deixou de decidir sobre os temas importantes do País. “Continuamos contando com o Congresso Nacional. O Congresso, do jeito dele, se debruçou sobre todas as iniciativas do Executivo. Ah, não votou como nós gostaríamos, mas é assim que funciona a democracia”, completou.

    O ministro destacou os resultados do governo como desemprego, menor inflação, déficit mais transparente e outros dados macroeconômicos que indicariam, na avaliação de Haddad, um bom momento da economia.

    Segundo ele, a Fazenda está cumprindo o que foi planejado ainda no fim de 2022. “Não existe fazer lição de casa. Existe um caminho que foi traçado no final de 2022 e nós estamos cumprindo rigorosamente”, disse.

    Haddad: oposição está contratando influenciadores com dinheiro sujo para divulgar desinformação

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  • Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

    Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

    A receita ajustada somou US$ 14,606 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 14,682 bilhões, apesar de impactos negativos, como o shutdown do governo dos Estados Unidos no ano passado, que retirou cerca de US$ 200 milhões do lucro antes de impostos

    A Delta Air Lines iniciou 2026 reforçando a estratégia de foco em passageiros de maior renda, após divulgar um balanço trimestral acima do esperado e anunciar novas encomendas de aeronaves de longo curso. No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou lucro operacional de US$ 1,5 bilhão. O lucro ajustado foi de US$ 1,55 por ação, superando levemente as projeções do mercado, de US$ 1,53, segundo analistas consultados pela FactSet.

    A receita ajustada somou US$ 14,606 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 14,682 bilhões, apesar de impactos negativos, como o shutdown do governo dos Estados Unidos no ano passado, que retirou cerca de US$ 200 milhões do lucro antes de impostos.

    No guidance, a Delta afirmou esperar aceleração do crescimento da receita e dos resultados ao longo de 2026, impulsionada pela expansão da oferta de assentos premium.

    A companhia projeta que 60% ou mais da receita anual venha de clientes corporativos e de alto padrão e estima que o lucro por ação fique entre US$ 6,50 e US$ 7,50. O intervalo representa um avanço de cerca de 20% em relação a 2025, abaixo do consenso de mercado, de US$ 7,28, à medida que praticamente todo o crescimento de capacidade se concentre em áreas de maior valor agregado, como a Delta One e a primeira classe.

    Em paralelo ao balanço, a empresa anunciou a encomenda de 30 aeronaves Boeing 787-10 Dreamliner, com opção de compra de outras 30, marcando seu primeiro pedido direto desse modelo à Boeing. As entregas iniciais estão previstas para 2031, e os jatos serão utilizados em rotas transatlânticas e para a América do Sul, com cabines amplas voltadas ao público premium. Com o novo acordo, o livro de encomendas da Delta soma 130 aviões da Boeing.

    A companhia aérea informou ainda que os novos 787-10 serão equipados com motores GEnx, da GE Aerospace, incluindo pacotes de suporte e manutenção de longo prazo. Segundo a empresa, a combinação de frota mais eficiente e maior oferta de assentos de alto valor sustenta a estratégia de crescimento internacional e modernização, em um setor que deve se beneficiar de uma demanda por viagens ainda resiliente, sobretudo entre grandes corporações.

    Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

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  • Mercosul-UE: cota e barreira não tarifária limitam ganhos para agronegócio

    Mercosul-UE: cota e barreira não tarifária limitam ganhos para agronegócio

    Analistas ouvidos pelo Broadcast Agro avaliam que a combinação de cotas restritas com o aumento das barreiras não tarifárias, especialmente as ambientais, deve favorecer apenas grandes empresas exportadoras, em detrimento de produtores de menor escala.

    O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) apresenta benefícios imediatos limitados para o agronegócio brasileiro e tende a aprofundar a divisão produtiva no campo, restringindo ganhos a uma parcela minoritária de produtores capitalizados. Analistas ouvidos pelo Broadcast Agro avaliam que a combinação de cotas restritas com o aumento das barreiras não tarifárias, especialmente as ambientais, deve favorecer apenas grandes empresas exportadoras, em detrimento de produtores de menor escala.

    Para o pesquisador e professor do Insper Agro Global, Leandro Gilio, no setor de proteína animal, os volumes aprovados no tratado, 99 mil toneladas para carne bovina e 180 mil toneladas para aves, representam uma fração reduzida, entre 1,5 e 2 pontos porcentuais, do mercado consumidor europeu. Ele avalia que essas cotas devem ser acessadas prioritariamente por grandes empresas, as únicas com capacidade de atender aos complexos processos de licenciamento e aos custos de conformidade exigidos pelo bloco.

    “As cotas limitam muito qualquer efeito do acordo, ainda mais considerando que o Brasil exportou mais de 3 milhões de toneladas de carne em 2025. É provável que esse ganho fique apenas para grandes companhias que consigam atender a esses requisitos e não seja algo buscado por frigoríficos de médio porte”, afirma Gilio.

    O professor de Economia Agrícola da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Alexandre Mendonça de Barros, concorda com a avaliação e define o impacto para o setor como muito pequeno. Para o economista, o tratado impõe um conjunto amplo de restrições e funciona mais como instrumento de pressão por subsídios por parte dos agricultores europeus do que como uma abertura comercial efetiva.

    Barreiras técnicas

    A implementação do acordo impõe desafios operacionais que vão além das questões tarifárias. O principal entrave é a adequação às regras internas da União Europeia, com destaque para o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), previsto para entrar em vigor no fim de 2026.

    A especialista independente em relações Brasil-União Europeia para meio ambiente e cadeias produtivas, Giselle Galdi, alerta que a exigência demandará sistemas robustos de rastreabilidade e due diligence com geolocalização. Segundo ela, no mercado de bovinos, a adaptação exigirá rastreabilidade individual, superando o modelo de controle por lote predominante no Brasil. “O maior risco é a combinação das regras internas atuais da UE, como normas sanitárias e de bem-estar animal, com o escrutínio político sobre as cadeias do agronegócio”, afirma.

    Para Gilio, esse cenário reforça a existência de um agro em duas velocidades. Ele observa que menos de 5% dos produtores concentram investimentos e produtividade, enquanto pequenos proprietários, sem recursos para certificação e georreferenciamento, correm o risco de exclusão do mercado internacional.

    Galdi destaca que, embora o Brasil tenha aprovado a Lei da Reciprocidade em 2025, instrumento que permite responder a medidas consideradas discriminatórias, a tendência é de que eventuais conflitos sejam resolvidos por vias técnicas. “Acredito que, em caso de divergência, a discussão caminhe mais para a harmonização prática do que para um espelhamento literal”, pondera.

    Salvaguardas e café

    Outro ponto de atenção são os mecanismos de defesa comercial, como as salvaguardas acionáveis após um aumento de 5% nas importações de produtos sensíveis. Enquanto Galdi vê nesse gatilho uma fonte de insegurança jurídica, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, afirmou ao Broadcast Agro que se trata de uma regra interna do bloco europeu. Ele projeta que o Brasil deverá ocupar a maior parte das cotas com base em critérios de desempenho histórico e destaca que o acordo prevê mecanismos de reequilíbrio.

    No segmento de café, a eliminação gradual das tarifas para produtos solúveis e torrados ao longo de quatro anos cria incentivos à exportação de itens com maior valor agregado. Galdi avalia que o principal ganho será o aumento das vendas do produto finalizado a partir do Brasil. Ainda assim, tanto ela quanto Gilio descartam uma migração significativa de indústrias europeias para o país. “É um mercado que envolve diferenciação, baseada nos blends que definem sabor e qualidade, o que limita a transferência de plantas industriais”, explica Gilio.
     
     

     
     
     
     
     
     

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