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  • Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,92% para 5,04%, acima do teto da meta de inflação

    Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,92% para 5,04%, acima do teto da meta de inflação

    Mercado elevou pela 11ª semana seguida a projeção para a inflação de 2026, agora acima do teto da meta do Banco Central. Guerra no Oriente Médio e alta do petróleo aumentam preocupação com pressão inflacionária nos próximos anos

    A mediana das projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2026 voltou a subir no relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (25). A estimativa passou de 4,92% para 5,04%, marcando a 11ª alta consecutiva e ampliando a distância em relação ao teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%.

    O movimento reflete o aumento das incertezas provocado pela guerra no Oriente Médio, que impulsionou os preços do petróleo e elevou a preocupação com a inflação global.

    Considerando apenas as 115 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis — consideradas mais sensíveis às notícias recentes — a mediana avançou de 5,04% para 5,07%.

    Para 2027, a estimativa intermediária do mercado subiu de 4,00% para 4,01%, após permanecer estável por três semanas. Entre as 112 projeções atualizadas mais recentemente, a mediana passou de 4,00% para 4,04%.

    Já a projeção para a inflação de 2028 ficou estável em 3,65%, depois de ter registrado alta na semana anterior. O horizonte de 2028 tem sido acompanhado com atenção pelo Banco Central, principalmente após o choque nos preços do petróleo.

    Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em abril, o BC destacou preocupação com a chamada “desancoragem” das expectativas de inflação para os próximos anos.

    “A duração do conflito até este momento pode ter sido suficiente para materializar alguns riscos, sendo o mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028”, afirmou o comitê.

    O BC também reforçou o compromisso de combater efeitos indiretos do aumento do petróleo sobre a inflação e indicou cautela diante do cenário internacional instável.

    A projeção para o IPCA de 2029 permaneceu em 3,50% pela 38ª semana consecutiva.

    As expectativas do mercado seguem acima das projeções do próprio Banco Central, mesmo após a revisão feita pelo Copom na reunião de abril.

    Na ocasião, o BC elevou sua estimativa para o IPCA de 2026 de 3,9% para 4,6%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, a projeção subiu de 3,3% para 3,5%.

    Desde 2025, o sistema de metas de inflação passou a ser contínuo, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    Caso a inflação fique fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central é considerado oficialmente fora da meta.

     

    Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,92% para 5,04%, acima do teto da meta de inflação

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  • Preço do etanol cai em 20 Estados, sobe em 4 e no DF e fica estável em 2, diz ANP

    Preço do etanol cai em 20 Estados, sobe em 4 e no DF e fica estável em 2, diz ANP

    Preço médio do etanol caiu em 20 Estados na última semana e ficou abaixo de R$ 4 em São Paulo. Biocombustível segue mais competitivo do que a gasolina em sete Estados e no Distrito Federal, segundo levantamento da ANP

    Os preços médios do etanol hidratado caíram em 20 Estados, subiram em quatro e no Distrito Federal, e ficaram estáveis em dois na última semana, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

    Na média nacional, o preço do etanol recuou 2,51%, passando para R$ 4,27 por litro nos postos pesquisados pela ANP.

    Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor do biocombustível, o preço caiu 1,97%, chegando a R$ 3,99 por litro.

    As altas registradas na semana ocorreram no Acre, onde o litro subiu 0,75%, para R$ 5,35; em Alagoas, com avanço de 3,13%, para R$ 5,27; no Distrito Federal, com alta de 0,68%, para R$ 4,43; no Piauí, onde o preço subiu 0,60%, para R$ 4,99; e em Rondônia, com leve alta de 0,18%, para R$ 5,65 por litro.

    O menor preço encontrado no país foi de R$ 2,98 por litro, em São Paulo. Já o maior valor registrado foi de R$ 6,59, em Pernambuco.

    Entre os Estados, São Paulo também teve o menor preço médio do país, com R$ 3,99 por litro, enquanto o Amapá apresentou a maior média, de R$ 5,84.

    Competitividade
    O etanol foi considerado mais vantajoso do que a gasolina em apenas sete Estados e no Distrito Federal na última semana.

    Na média nacional, a paridade entre o etanol e a gasolina ficou em 64,50%, índice considerado favorável ao biocombustível.

    Os melhores índices foram registrados em:

    Bahia: 68,27%
    Goiás: 66,23%
    Mato Grosso: 61,76%
    Mato Grosso do Sul: 64,26%
    Minas Gerais: 68,40%
    Paraná: 65,58%
    São Paulo: 61,67%
    Distrito Federal: 68,15%

    Especialistas do setor afirmam que, dependendo do modelo do veículo, o etanol pode continuar vantajoso mesmo quando a paridade supera 70% em relação à gasolina

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    Preço do etanol cai em 20 Estados, sobe em 4 e no DF e fica estável em 2, diz ANP

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  • INSS começa a pagar 2ª parcela do 13º nesta segunda-feira

    INSS começa a pagar 2ª parcela do 13º nesta segunda-feira

    Pagamento da segunda parcela do 13º para aposentados e pensionistas do INSS começa nesta segunda-feira e segue até 8 de junho. Depósitos são feitos conforme o número final do benefício e podem ter desconto de Imposto de Renda para parte dos segurados

    (FOLHAPRESS) – Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começam a receber nesta segunda-feira (25) a segunda parcela do 13º salário, paga junto com o benefício mensal. O depósito é feito conforme o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador.

    O calendário segue a ordem tradicional de pagamentos: primeiro recebem os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima desse valor terá o pagamento liberado posteriormente. A primeira parcela foi depositada em abril.

    Segundo o governo federal, a antecipação deve beneficiar 35,2 milhões de segurados e injetar R$ 78,2 bilhões na economia.

    Veja o calendário da segunda parcela do 13º do INSS

    Para quem recebe até um salário mínimo

    Final 1: 25 de maio
    Final 2: 26 de maio
    Final 3: 27 de maio
    Final 4: 28 de maio
    Final 5: 29 de maio
    Final 6: 1º de junho
    Final 7: 2 de junho
    Final 8: 3 de junho
    Final 9: 5 de junho
    Final 0: 8 de junho

    Para quem recebe acima de um salário mínimo

    Finais 1 e 6: 1º de junho
    Finais 2 e 7: 2 de junho
    Finais 3 e 8: 3 de junho
    Finais 4 e 9: 5 de junho
    Finais 5 e 0: 8 de junho
    A antecipação do 13º vem sendo adotada desde 2020, durante a pandemia de Covid-19, e foi mantida pelo governo Lula.

    Têm direito ao benefício aposentados, pensionistas e segurados que recebem auxílios previdenciários. O pagamento não vale para beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia.

    Como consultar o valor do 13º
    A consulta já está disponível pelo aplicativo e pelo site Meu INSS.

    Passo a passo:

    Acesse o aplicativo ou site Meu INSS
    Faça login com CPF e senha do Gov.br
    Clique em “Extrato de Pagamento”
    Selecione o mês de referência do pagamento
    O valor do 13º aparecerá como parcela adicional
    Também é possível visualizar o valor do benefício mensal
    Na segunda parcela há desconto do Imposto de Renda para quem não é isento. Neste ano, segurados que recebem até R$ 5 mil estão livres da cobrança. Pessoas com mais de 65 anos também têm direito a uma faixa extra de isenção.

    Quem já recebia aposentadoria desde janeiro recebeu, na primeira parcela, metade do benefício. Já os segurados que se aposentaram depois terão valores proporcionais ao período em que passaram a receber o benefício.

    No caso do auxílio-doença, o cálculo do 13º também é proporcional, já que se trata de um benefício temporário.

    Antecipação virou prática desde a pandemia
    Antes de 2020, o 13º dos aposentados era pago no segundo semestre, junto aos demais trabalhadores. Durante a pandemia, o governo Bolsonaro passou a antecipar os depósitos para abril e maio.

    A medida foi mantida pelo governo Lula, que anunciou novamente a antecipação neste ano.

    INSS começa a pagar 2ª parcela do 13º nesta segunda-feira

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  • FGTS libera dinheiro para dívidas a partir de hoje; veja quem pode sacar

    FGTS libera dinheiro para dívidas a partir de hoje; veja quem pode sacar

    Trabalhadores poderão usar parte do saldo do fundo para quitar ou reduzir dívidas atrasadas pelo programa Novo Desenrola Brasil. Medida vale para pessoas com renda de até cinco salários mínimos e libera até 20% do FGTS ou R$ 1 mil

    O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) começa a liberar nesta segunda-feira (25) até R$ 8,2 bilhões para trabalhadores que desejam renegociar dívidas por meio do programa Novo Desenrola Brasil.

    A nova etapa permite usar parte do saldo do fundo de garantia para quitar ou reduzir dívidas em atraso diretamente com os bancos. O valor poderá ser utilizado para abater financiamentos, empréstimos e outras pendências financeiras dentro das regras do programa.

    Veja abaixo quem pode participar, como funciona a liberação e o passo a passo para usar o FGTS na renegociação.

    Quem pode usar o FGTS no Desenrola?
    Podem participar trabalhadores:

    • com renda mensal de até cinco salários mínimos;
    • desempregados;
    • que tenham saldo disponível no FGTS.

    As dívidas precisam estar em atraso entre 90 dias e dois anos.

    Quanto poderá ser usado?
    O trabalhador poderá utilizar:

    • até 20% do saldo total do FGTS;
    ou
    • até R$ 1 mil;

    Vale sempre o maior valor entre as duas opções.

    O cálculo considera contas ativas e inativas do fundo.

    Como funciona a renegociação?
    A negociação é feita diretamente com o banco onde a dívida existe.

    Após consultar o saldo do FGTS, o trabalhador poderá autorizar que parte do dinheiro seja usada para quitar ou reduzir o débito.

    O valor não cai na conta do trabalhador. A Caixa Econômica Federal transfere o dinheiro diretamente para a instituição financeira responsável pela dívida.

    Depois da autorização, os bancos terão prazo estimado de até 30 dias para registrar os contratos e concluir o processo.

    Passo a passo para usar o FGTS
    1. Consulte o saldo do FGTS
    O primeiro passo é acessar o aplicativo FGTS, disponível para Android e iPhone.

    No app, o trabalhador consegue verificar:

    • saldo disponível;
    • contas ativas e inativas;
    • extrato do fundo.

    2. Negocie a dívida
    Depois disso, é preciso acessar o aplicativo ou site do banco onde existe a dívida para iniciar a renegociação.

    Os descontos oferecidos podem variar entre 30% e 90%, dependendo do caso.

    3. Autorize o uso do FGTS
    Após fechar o acordo, o trabalhador deverá autorizar, no aplicativo FGTS, que parte do saldo seja usada na negociação.

    O que acontece com o restante da dívida?
    Caso o valor do FGTS não cubra toda a pendência, o saldo restante poderá ser parcelado junto ao banco.

    Quais são as regras e restrições?
    Quem usar o FGTS no Novo Desenrola terá:

    • suspensão temporária do saque-aniversário;
    • bloqueio de novas antecipações do saque-aniversário até recompor o valor retirado;
    • bloqueio do CPF para apostas online durante um ano.

    Como acessar o aplicativo FGTS?
    Para usar o aplicativo:

    • baixe o app FGTS na loja do celular;
    • clique em “Cadastre-se”;
    • informe CPF, nome completo, data de nascimento e e-mail;
    • crie uma senha numérica de seis dígitos;
    • confirme o cadastro pelo e-mail enviado pela Caixa;
    • faça login usando CPF e senha.

    Depois do acesso, o sistema pode fazer perguntas sobre a vida profissional para validar a identidade do trabalhador.

    Saque complementar começa na terça-feira
    Além da liberação para renegociação de dívidas, a Caixa também começará a pagar nesta terça-feira (26) um saque complementar do FGTS para trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 que aderiram ao saque-aniversário.

    Ao todo, serão liberados R$ 8,4 bilhões para mais de 10,5 milhões de pessoas.

    O depósito será feito automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo FGTS.
     

     
     

    FGTS libera dinheiro para dívidas a partir de hoje; veja quem pode sacar

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  • Cartão de crédito: veja como controlar gastos e evitar dívidas

    Cartão de crédito: veja como controlar gastos e evitar dívidas

    Acompanhar a fatura, limitar parcelamentos e evitar o pagamento mínimo estão entre as principais medidas para usar o cartão sem comprometer o orçamento. Aplicativos bancários também ajudam no controle das despesas do dia a dia

    O cartão de crédito pode facilitar pagamentos, ajudar na organização financeira e oferecer benefícios como cashback e programas de pontos. Mas o uso sem controle também pode virar uma fonte de dívidas, principalmente por causa dos juros altos do crédito rotativo.

    Para evitar problemas, o primeiro passo é entender quanto entra e quanto sai do orçamento todos os meses. Ter clareza sobre despesas fixas, gastos variáveis e parcelas já assumidas ajuda a definir um valor seguro para usar no cartão.

    Aplicativos bancários e planilhas financeiras também podem ajudar no acompanhamento dos gastos e evitar surpresas na fatura.

    Outro cuidado importante é não considerar o limite liberado pelo banco como dinheiro disponível. O ideal é estabelecer um teto pessoal para os gastos mensais, compatível com a renda e com os compromissos financeiros já existentes.

    Também é recomendável evitar o pagamento mínimo da fatura. Quando isso acontece, o valor restante entra no crédito rotativo, modalidade que possui alguns dos juros mais altos do mercado. Para manter as contas em ordem, a orientação é pagar o valor total até a data de vencimento.

    Alguns hábitos simples ajudam no controle financeiro:

    • acompanhar os gastos pelo aplicativo do banco;
    • consultar a fatura regularmente;
    • ativar notificações de compras em tempo real;
    • programar débito automático;
    • escolher uma data de vencimento próxima ao recebimento do salário;
    • monitorar cobranças indevidas ou suspeitas.

    O parcelamento de compras também exige atenção. Apesar de ajudar em aquisições de maior valor, o excesso de parcelas pode comprometer o orçamento dos meses seguintes sem que a pessoa perceba.

    Antes de dividir uma compra, vale avaliar se ela é realmente necessária, quantas parcelas já estão em andamento e se o valor continuará cabendo no orçamento futuramente.

    Concentrar os gastos em um único cartão também costuma facilitar a organização financeira. Além de reduzir o risco de esquecer vencimentos, isso ajuda no acompanhamento da fatura e no controle do consumo mensal.

    Usado com planejamento e acompanhamento frequente, o cartão de crédito pode funcionar como uma ferramenta de organização financeira sem comprometer o orçamento.
     
     O parcelamento também exige atenção. Embora possa ser útil em compras de maior valor, o acúmulo de parcelas reduz a renda disponível nos meses seguintes e pode comprometer o orçamento sem que o consumidor perceba.

    Antes de parcelar, vale avaliar se a compra é realmente necessária, quantas parcelas já estão em andamento e se o valor continuará cabendo no orçamento futuramente.

    Outra orientação comum é concentrar os gastos em um único cartão. Segundo especialistas, usar muitos cartões dificulta o controle financeiro, aumenta o risco de atrasos e favorece compras impulsivas.

    Além de facilitar o acompanhamento da fatura, concentrar despesas em apenas um cartão também pode melhorar o acúmulo de pontos e cashback.

    Manter a disciplina e monitorar os gastos frequentemente são as principais formas de usar o cartão de crédito de maneira saudável e evitar o endividamento.
     
     

     

    Cartão de crédito: veja como controlar gastos e evitar dívidas

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  • Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

    Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

    Na abertura do pregão, às 19h deste domingo (24), o barril do tipo Brent -referência mundial- estava sendo negociado a US$ 99, queda de 5% em relação ao fechamento do mercado na sexta-feira (22)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo abriu a semana em queda com o mercado internacional repercutindo um possível acordo entre o Irã e os Estados Unidos para o fim da guerra.

    Na abertura do pregão, às 19h deste domingo (24), o barril do tipo Brent -referência mundial- estava sendo negociado a US$ 99, queda de 5% em relação ao fechamento do mercado na sexta-feira (22).

    O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, abriu a semana cotado em US$ 92, valor 5% inferior ao do encerramento do mercado na sexta.

    Ambos os contratos de petróleo atingiram o menor nível desde 7 de maio.

    Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuaria em vigor enquanto um acordo com o Irã não fosse “alcançado, certificado e assinado”.

    “As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está ao nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

    Segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, um possível acordo para o fim da guerra levaria o número de navios autorizados a transitar pelo estreito de Hormuz a normalizar em 30 dias.

    O bloqueio naval deve ser completamente suspenso em 30 dias, de acordo com um memorando de entendimento, disse a Tasnim, acrescentando que parte dos fundos congelados do Irã deve ser liberada na primeira fase.

    No sábado (23), Trump disse que o acordo com o país persa estava nos detalhes finais. A declaração deste domingo parece contradizer o sinal de avanço do dia anterior, mas a leitura no mercado internacional de petróleo indica otimismo com a normalização de Hormuz.

    De acordo com agências de notícias do Omã, autoridades do país e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios para uma governança da liberdade de navegação em Hormuz.

    O país da península arábica foi um dos menos atingidos por ataques retaliatórios iranianos, que miraram em particular outros países árabes da região com forte presença americana em bases militares, como Qatar e Emirados Árabes Unidos.

    O analista da MST Marquee Saul Kavonic disse que, apesar de todas as ressalvas e riscos que ainda cercam o acordo de paz, agora há alguma luz no fim do túnel, o que deve trazer um alívio de curto prazo para os preços do petróleo.

    No entanto, analistas esperam que sejam necessários meses para que os fluxos de petróleo pelo estreito voltem ao normal e para que instalações danificadas sejam reparadas.

    Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

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  • Fux acompanha Mendonça e vota para manter pai e primo de Vorcaro presos

    Fux acompanha Mendonça e vota para manter pai e primo de Vorcaro presos

    O ministro antecipou o voto e acompanhou o relator, André Mendonça, neste sábado (23). O julgamento começou na sexta-feira (22), mas foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes, que terá 90 dias para analisar o caso.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Luiz Fux votou pela manutenção da prisão do pai e do primo do banqueiro Daniel Vorcaro, detidos pela Operação Compliance Zero. Segundo a PF, Henrique Moura Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro teriam continuado com supostas atividades ilícitas mesmo após prisão do dono do Banco Master.

    O ministro antecipou o voto e acompanhou o relator, André Mendonça, neste sábado (23). O julgamento começou na sexta-feira (22), mas foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes, que terá 90 dias para analisar o caso.

    A petição está em análise em plenário virtual pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). Os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques também integram o colegiado.

    Toffoli, entretanto, não deve votar, porque se afastou da relatoria do caso Master após serem reveladas conexões entre ele, o resort Tayayá e o banco de Vorcaro. Ele também já declarou suspeição “por motivo de foro íntimo” e não votou na análise da prisão de Daniel Vorcaro e em um pedido de criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as fraudes.

    Em seu voto, Mendonça diz que há fortes indícios de que o empresário Felipe Vorcaro, preso em 7 de maio, assumiu o esquema após a prisão do primo, Daniel Vorcaro. A defesa nega.

    O magistrado cita, por exemplo, que foram criadas estruturas societárias e feitas operações financeiras consideradas suspeitas mesmo depois da deflagração de outras fases da Compliance Zero. Ele diz que a prisão preventiva visa “resguardar a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e preservar a higidez da persecução penal”.

    Já Henrique Vorcaro, preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, em 14 de maio, está sendo investigado por participar do grupo conhecido como “A Turma”, que seria usado pelo dono do Master para ameaçar adversários. As ações também teriam continuado após a prisão de Daniel Vorcaro, o que, segundo Mendonça, justifica a manutenção da preventiva.

    A defesa afirma, em nota, que a prisão “se baseia em fatos cuja comprovação da respectiva licitude e o lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”.

    Mendonça declarou que a suposta organização criminosa tem “altíssima capacidade de reorganização” e mostrou persistência em continuar com as atividades investigadas. “Torna além de plausível, efetivamente provável que, se mantido em liberdade, os investigados sigam cometendo novos ilícitos”, diz.

    Fux acompanha Mendonça e vota para manter pai e primo de Vorcaro presos

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  • Número de brasileiros repatriados da União Europeia quase dobra em 2025

    Número de brasileiros repatriados da União Europeia quase dobra em 2025

    Segundo o Eurostat, instituto de estatísticas da UE, o Brasil ficou entre os 15 primeiros países tanto na categoria dos que tiveram cidadãos impedidos de entrar no bloco quanto no grupo dos que foram repatriados. Em um ano, o número de brasileiros repatriados quase dobrou. Os dados foram divulgados no início de maio.

    MICHELE OLIVEIRA
    MILÃO, ITÁLIA (FOLHAPRESS) – Os números de brasileiros que foram barrados nas fronteiras externas da União Europeia, que receberam notificações para deixar um país em que viviam de forma irregular no bloco e que acabaram repatriados aumentaram em 2025.

    Segundo o Eurostat, instituto de estatísticas da UE, o Brasil ficou entre os 15 primeiros países tanto na categoria dos que tiveram cidadãos impedidos de entrar no bloco quanto no grupo dos que foram repatriados. Em um ano, o número de brasileiros repatriados quase dobrou. Os dados foram divulgados no início de maio.

    O aumento de brasileiros repatriados para fora da UE coloca o Brasil na 13ª posição entre cerca de 170 nacionalidades. Eles somaram 3.050 no ano passado, uma alta de 94% em comparação a 2024.

    No total, 132,6 mil estrangeiros foram impedidos de entrar na UE em alguma das suas fronteiras externas, um aumento de 7% em relação a 2024. Os países que mais rejeitaram a entrada foram Polônia, França e Croácia.

    Do outro lado, os países que mais tiveram cidadãos com entrada negada foram Ucrânia, Albânia e Moldova. A maioria das negativas (54%) foi dada a pessoas que cruzavam fronteiras por terra. Em seguida, vieram as rejeições em aeroportos (43%) e fronteiras marítimas (3%).

    Os dados mostram que, dos quase 27 mil ucranianos barrados, 85% dos casos ocorreram na Polônia. É um efeito da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de quatro anos. Atualmente, quase 1 milhão de refugiados ucranianos vivem na Polônia com visto de proteção temporária. Os barrados na fronteira são pessoas que se encontravam fora desse status.

    Os brasileiros aparecem em 12º nessa lista, com 2.910 pessoas impedidas de entrar, sendo a grande maioria (92%) barrada em aeroportos. Em relação a 2024, o número teve alta de 14%.

    Os países que mais rejeitaram brasileiros nas fronteiras foram Portugal e Irlanda. Os dois concentram grandes comunidades de brasileiros, o que acaba por atrair outros conterrâneos. Sem documentação adequada, acabam impedidos de entrar.

    Outro índice que registrou alta para brasileiros foi o de notificações para deixar um país do bloco devido a situação irregular, como falta de autorização para residência ou visto de trabalho.

    No ano passado, 6.875 brasileiros receberam ordem para sair da UE, cifra 57% maior do que em 2024. Os países que mais determinaram que brasileiros deixassem seus territórios foram Bélgica, França e Portugal. Neste último, a alta de brasileiros notificados foi de 315%.

    Os números em Portugal refletem mudanças recentes na legislação, como a extinção da “manifestação de interesse”, que permitia a quem tinha entrado no país como turista, sem visto, pedir a regularização para ter estadia permanente. Sem o mecanismo, vistos de trabalho ou de estudo devem ser obtidos antes da viagem.

    Os países que mais repatriaram brasileiros foram Bélgica, França, Portugal e Irlanda. Os casos incluem pessoas que deixaram um país da UE após terem recebido uma ordem para sair por estarem em situação irregular. A maioria (56%) foi repatriada de forma voluntária contando com algum tipo de assistência para a viagem e cerca de 30% foram deportados (retorno forçado).
    Em Portugal, o Brasil foi o país com mais cidadãos repatriados, representando 74% do total. Também na Bélgica os brasileiros foram a primeira nacionalidade da lista de repatriados, mas em proporção menor, com 20%. Na Irlanda, foram o segundo maior grupo.

    No total, 135,4 mil estrangeiros foram repatriados para fora do bloco em 2025, alta de 21%. Os que mais repatriaram foram Alemanha, França e Suécia. E os que mais deixaram o bloco nessa modalidade foram cidadãos da Turquia, Geórgia e Síria. Ao mesmo tempo em que as repatriações subiram, o número de pessoas presentes ilegalmente na UE diminiu 22%.

    Para Pedro Góis, professor da faculdade de economia da Universidade de Coimbra, em Portugal, especialista em movimentos migratórios, os dados refletem o aumento do rigor na aplicação das regras da UE. “Alguns países que eram mais benevolentes estão hoje mais atuantes na obrigação do retorno de imigrantes detectados irregularmente”, disse à Folha.

    No caso dos brasileiros, há ainda o que ele chama de “efeito escala”. “À medida em que há mais gente chegando a um país, é natural que haja também mais gente sendo obrigada a sair do país quando há um conflito com as autoridades”, afirma.

    O cenário para os próximos anos deve ser de agravamento no controle de imigrantes, seja por pressão política de partidos populistas de direita, seja devido a mudanças em sistemas de informação. Desde outubro vem sendo implementado o EES (sistema de entrada e saída, na sigla em inglês), com coleta de dados biométricos de viajantes com passaportes de fora da UE. A checagem ficará mais precisa quanto a vistos e prazos de permanência dentro do bloco.

    “A capacidade de vigiar individualmente e de forma integrada aumenta com a capacidade tecnológica. Haverá mais casos de notificações para saída voluntária e, se ela não acontecer, de deportações”, diz o professor. “O muro que foi construído –seja um muro legislativo, sejam fronteiras reais– torna hoje muito mais difícil a imigração que não seja legal para os países da União Europeia.”

    Número de brasileiros repatriados da União Europeia quase dobra em 2025

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  • Empresas importam mais de mil chineses por mês para trabalharem no Brasil

    Empresas importam mais de mil chineses por mês para trabalharem no Brasil

    Nos últimos três anos houve um crescimento contínuo no total de vistos laborais para cidadãos da China, segundo dados do Ministério da Justiça compilados pela reportagem. A média é de mais de mil registros por mês desde junho de 2025.

    PAULO PASSOS, MAELI PRADO E JOÃO PEDRO PITOMBO
    SÃO PAULO, SP, E CAMAÇARI, BA (FOLHAPRESS) – Principal destino dos investimentos chineses em 2025, o Brasil vive um movimento que não se restringe à chegada das empresas do país asiático. Com elas, desembarcam trabalhadores.

    Nos últimos três anos houve um crescimento contínuo no total de vistos laborais para cidadãos da China, segundo dados do Ministério da Justiça compilados pela reportagem. A média é de mais de mil registros por mês desde junho de 2025.

    As autorizações para chineses representaram 38% do total de vistos de trabalho concedidos a estrangeiros no primeiro trimestre deste ano no Brasil. Foram 3.193 autorizações para cidadãos do país, em um universo de 8.232 registros no período.

    Em 2023, a média mensal era de 270 autorizações para trabalhadores vindos do país, menos de 8% do total. O número saltou para 625 em 2024 e 844 no ano passado, quando, pela primeira vez, foram mais de 10 mil no consolidado dos 12 meses.

    Nos três primeiros meses deste ano, a maior parte dos expatriados (55%) desembarcou na Bahia, onde há uma fábrica da BYD. A fabricante de carros elétricos é responsável por cerca de um terço dos registros. No total, do início do ano passado até o início deste mês, 2.700 funcionários chineses da companhia conseguiram visto de trabalho.

    A maioria das autorizações tem prazo de um ano. O vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, diz haver uma rotatividade grande dos expatriados, que ficam de 90 a 120 dias para dar treinamentos aos funcionários locais.

    “Eles vêm para transferir tecnologia. Nós tivemos que construir uma indústria que não existia no Brasil”, afirma o executivo. Ele cita que, do parque que era da Ford, nada servia para o processo de fabricação da montadora chinesa, líder em carros eletrificados.

    A empresa está no topo da lista das cinco companhias que mais importaram trabalhadores chineses desde 2025. Constam também a Falcão Engenharia (260 trabalhadores autorizados no período), a fabricante de máquinas de construção XCMG Brasil (214), a Engenova Construções (197) e a montadora GWM (139).

    Tanto a Falcão como a Engenova são prestadoras de serviços para a BYD nas obras do complexo industrial em Camaçari.

    A cidade baiana de 300 mil habitantes é a quarta maior e tem o principal polo industrial do estado. Em 2021, a economia local sofreu o abalo com o fechamento da fábrica da Ford, que gerou demissões e um efeito cascata nos setores do comércio e serviços.

    Baldy estima que até o final do ano, a BYD terá 10 mil funcionários no Brasil. Segundo ele, serão, no máximo, 3% de chineses.

    Em Camaçari, a chegada dos expatriados movimentou os hotéis locais e aqueceu o mercado imobiliário. “Os chineses, em geral, buscam imóveis nos bairros mais próximos da fábrica”, afirma o corretor Jorge Carvalho, 62, que atua na cidade.

    Além dos trabalhadores da fábrica e de terceirizadas, foram contratados operários chineses para as obras de um residencial com 600 apartamentos a 3,5 km da fábrica. Ele deve abrigar trabalhadores da China e de outras cidades brasileiras.

    Na terça-feira (19), sindicalistas faziam um piquete na entrada da obra, em paralisação por aumento salarial e melhoria das condições de trabalho. Entre os operários baianos há queixas de que os trabalhadores locais são preteridos.
    Em dezembro de 2024, o Ministério Público do Trabalho resgatou 163 trabalhadores em situação considerada análoga à escravidão de obras da BYD.

    A montadora e duas empresas terceirizadas assinaram acordo de R$ 40 milhões com o MPT (Ministério Público do Trabalho) para encerrar a ação civil pública.

    Baldy afirma que os trabalhadores eram contratados por prestadoras de serviço. “Fomos parte da solução nesse processo. Nos antecipamos a decisões judiciais e providenciamos hospedagem e o retorno dos trabalhadores à China”, afirma o executivo.

    A presença de estrangeiros em Camaçari virou assunto em conteúdos nas redes sociais, muitas vezes em postagens que compartilham informações falsas. Nelas, o residencial construído pela BYD é chamado de “cidade chinesa”, com um número de operários estrangeiros inflado.
    “É xenofobia. Quando a Ford veio para a Bahia, tinham americanos, canadenses, mexicanos, gente do Sudeste, e as pessoas não falavam isso”, afirma Júlio Bonfim, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade baiana.

    Na unidade da BYD, afirma o sindicalista, a maioria dos chineses está em postos administrativos e são poucos os que trabalham no chão de fábrica: “Se tivesse 50 chineses na linha de produção, os peões estavam reclamando.”
    O Obmigra (Observatório das Migrações Internacionais), do Ministério da Justiça, lista as profissões dos estrangeiros que obtiveram autorização para trabalhar no Brasil. Entre os chineses, as mais frequentes são operadores de time de montagem e técnicos de diferentes especialidades, como manutenção de sistemas, de máquinas e mecânicos.

    Os números também revelam que 47% dos que chegaram desde 2025 possuem ensino superior e 32%, ensino médio.

    O segundo estado com mais registros é São Paulo, onde se concentram escritórios das empresas e também a fábrica de outra montadora de carros eletrificados, a GWM, inaugurada em 2026.

    A montadora afirma que 9% do total dos 1.800 funcionários no Brasil são chineses, e que a maior parte atua em funções especializadas e temporárias, com foco em capacitação da mão de obra local.

    “A vinda deles está relacionada às demandas específicas de natureza técnica e à fase de estruturação e expansão das atividades da companhia no país”, afirmou Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da companhia.

    Longe das fábricas, na região da Berrini, em São Paulo, circulam trabalhadores das mais de 50 empresas da China com escritórios nos arredores. A presença dos expatriados fez surgir uma rede de serviços para atendê-los, o que inclui sete restaurantes de comida típica do país numa área de seis quadras.

    O movimento de ida de profissionais chineses para outros mercados é incentivado por Pequim. Registros oficiais da viagem de Lula ao país em 2009 relatam um pedido do então líder Hu Jintao, antecessor de Xi Jinping, para que o Brasil facilitasse “procedimentos administrativos das aprovações e emissões de visto de trabalho para os funcionários chineses, melhorando o ambiente de atração dos investimentos estrangeiros”.

    Em 2017, a lei de migração, que substituiu o antigo Estatuto do Estrangeiro de 1980, instituiu mudanças que simplificaram os processos para estrangeiros obterem autorização para trabalhar no país.

    No Brasil, as empresas precisam respeitar uma regra da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que determina que ao menos dois terços dos empregados devem ser brasileiros. A mesma proporção vale para o total da folha salarial, que pode ser comprometida em um terço com vencimentos de estrangeiros.

    Há flexibilizações na legislação para casos que envolvam insuficiência de mão de obra nacional qualificada, como aponta a advogada Luiza Neves Chang, coordenadora do China Desk do escritório Bichara Advogados.

    “Nesses casos, a presença de engenheiros e técnicos estrangeiros tende a ser juridicamente justificável, especialmente quando vinculada à assistência técnica, implantação industrial ou capacitação gradual de profissionais brasileiros.”

    Empresas importam mais de mil chineses por mês para trabalharem no Brasil

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  • Suspensão da China de 3 frigoríficos do Brasil tem caráter temporário e preventivo, diz Abiec

    Suspensão da China de 3 frigoríficos do Brasil tem caráter temporário e preventivo, diz Abiec

    Tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre os dois países, com vistas à rápida normalização da situação”, acrescentou a entidade

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse, em nota, que a suspensão da China das importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros tem “caráter temporário e preventivo”.

    “A Abiec acompanha, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a suspensão temporária de três unidades frigoríficas brasileiras pelas autoridades sanitárias da China, em função da identificação de resíduos em desacordo com os requisitos sanitários chineses. A medida tem caráter temporário e preventivo, com o objetivo de permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes”, esclareceu a Abiec na nota enviada à reportagem. “O tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre Brasil e China, com vistas à rápida normalização da situação”, acrescentou a entidade.

    Como mostrou na quinta-feira, 22, a reportagem do Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) desabilitou as importações das unidades da JBS S/A, de Pontes e Lacerda (MT, SIF 51), PrimaFoods, de Araguari (MG, SIF 177) e Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, nome fantasia Frialto, de Matupá (MT SIF 4490), alegando presença de resíduos de acetato de medroxiprogesterona nas cargas.

    A substância, utilizada como medicamento veterinário, é proibida na China.

    A Abiec ressaltou que o Brasil tem um dos “sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente”.

    “Com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas apontadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países”, explicou a associação. “A Abiec reforça a confiança no sistema sanitário brasileiro e destaca que os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente, assegurando o fluxo das exportações de carne bovina brasileira ao mercado chinês”, disse.

    Ao todo, 63 frigoríficos brasileiros estão autorizados a exportar carne bovina para a China. O país asiático é o principal destino da proteína nacional, com embarques que somaram 1,7 milhão de toneladas, gerando US$ 8,8 bilhões no ano passado.

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