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  • Empresariado teme votação sobre jornada 6×1 em ano eleitoral no país

    Empresariado teme votação sobre jornada 6×1 em ano eleitoral no país

    O documento fala em diálogo com governo e sociedade civil, porém, na apresentação do manifesto nesta terça-feira (3), o discurso de líderes empresariais e parlamentares aponta para uma ofensiva para barrar o avanço da pauta no Congresso e “controlar a narrativa” sobre os efeitos de uma mudança sobre a economia.

    FERNANDA BRIGATTI E JOÃO GABRIEL
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Cem entidades do setor produtivo assinam um manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil, no bojo das discussões sobre o fim da escala 6×1.

    O documento fala em diálogo com governo e sociedade civil, porém, na apresentação do manifesto nesta terça-feira (3), o discurso de líderes empresariais e parlamentares aponta para uma ofensiva para barrar o avanço da pauta no Congresso e “controlar a narrativa” sobre os efeitos de uma mudança sobre a economia.

    “Tenho bastante experiência na indústria. Se não aguentar o custo, troca o funcionário. Vai ter redução de salário, 22% de aumento [de custo] da folha, quebra e falência principalmente de pequenas empresas, demissões e mais gastos públicos”, disse Antonio Carlos Vilela, vice-presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).

    “Gostaria que alguém provasse uma vantagem do outro lado, além da narrativa de que é o bem-estar do trabalhador.”

    Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, defendeu que, juntas, as frentes conseguem votos suficientes para barrar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), “mas estamos em ano eleitoral”.

    Para o parlamentar, o nível de apoio popular a uma proposta desse tipo tem relação com o que ele considera um desconhecimento das consequências.

    “Só um débil mental falaria outra coisa” ao ser questionado se é a favor de trabalhar menos, disse o deputado, “Mas ele apoiaria sabendo que o posto de gasolina vai aumentar 10%, que a comida vai ficar 10% mais cara?”, afirmou.

    O deputado Afonso Hamm (PP-RS) também defendeu que o assunto não seja debatido em ano eleitoral. O momento é inoportuno, segundo ele. Na véspera, durante jantar da Coalizão de Frentes Parlamentares, o presidente da FPA, Pedro Lupion, classificou como eleitoreiro o debate da redução na jornada.

    As preocupações com o ano eleitoral foram recorrentes nas falas de parlamentares e de representantes do empresariado.

    O ex-ministro do Planejamento do governo Michel Temer (MDB) Dyogo Oliveira, hoje presidente da Cnseg (Confederação Nacional da Seguradoras), disse que se a proposta entrar em votação neste ano, os setores contrários terão problemas. “Temos que garantir que não entre em votação”, afirmou.

    Para a vice-presidente da Fecomercio, Gisela Lopes, a Constituição não deve ser emendada. A posição da entidade é que a discussão fique para o ano que vem.

    Até quem não será afetado pela mudança, como é o caso do setor financeiro, onde a jornada semanal já é de 30 horas por acordo coletivo, falou em preocupações com os impactos de uma mudança.

    Cristiane Galvão, diretora-presidente da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), afirmou que a entidade acompanha como o ambiente de negócios será afetado e que há necessidade de reforçar a segurança jurídica das contratações.

    Outro indicativo de que o ano eleitoral cria um risco de imagem para os parlamentares que buscam a reeleição foi a sugestão apresentada pelo presidente da Unica (do setor de álcool e açúcar), 

    Evandro Gussi, para que seja criado um mapeamento de parlamentares que estejam mais vulneráveis a pressões políticas.
    No manifesto, as entidades afirmam que o momento mais propício para “a construção de consensos duradouros e de soluções equilibradas” é fora do “ambiente de disputas eleitorais”.

    A apresentação formal do manifesto das entidades foi antecedida por uma apresentação do sociólogo José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP.
    Ele defendeu que uma redução da jornada de trabalho seja feita por meio de negociação coletiva e que respeite as diferentes necessidades dos setores. Pastore, professor titular aposentado da FEA-USP, já havia defendido os mesmos argumentos em um artigo na Folha de S. Paulo.

    Aos parlamentares e entidades empresariais, Pastore disse que os maiores afetados por uma troca da jornada de 44 horas por 36 horas semanais seriam os trabalhadores menos qualificados, que recebem os salários mais baixos e são mais vulneráveis.
    “Os números dizem isso”, disse. Segundo o sociólogo, deve haver um aumento de 22% nos encargos sociais que incidem sobre o salário-hora.

    Por enquanto, as posições contrárias à mudança na jornada de trabalho máxima estão concentradas nas propostas encaminhadas à Comissão de Constituição e Justiça pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). As duas reduzem a jornada semanal máxima de 44 horas para 36 horas.

    O governo Lula (PT), no entanto, defende a redução para 40 horas, sem limitação aos dias da semana. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a grade de jornada, ou seja, como as horas semanais são distribuídas ao longo da semana, deverá ser definida por meio de negociação coletiva, respeitando as diferenças entre os setores.
    A popularidade de uma redução de jornada sem corte de salário tem levado parlamentares a modular seus discursos a depender da audiência.

    Se diante de representantes do setor a fala é mais incisiva, em ambientes públicos evitam se opor frontalmente à proposta e já falam em discutir outros desenhos -como a redução para 40 horas, ou apenas adiar a votação para depois do período eleitoral.

    Às entidades, os deputados têm pedido apoio para fazer oposição à pauta e evitar que o desgaste fique apenas sobre os políticos.
    “Esse grupo de frentes consegue barrar uma PEC, mas nós não queremos barrar a PEC. Queremos abrir uma conversa”, afirmou Joaquim Passarinho, depois do fim do evento, em uma conversa com jornalistas.

    “Não podemos jogar [o tema] para baixo do tapete, temos que enfrentar sem que isso seja contaminado pelo processo eleitoral. Se tiver que votar, vamos votar. Não sei o que vai sair. Nossa ideia aqui é trazer o setor produtivo para dentro do jogo.”

    Nesta terça, depois do almoço de apresentação do manifesto, representantes das frentes parlamentares e das associações do setor produtivo levaram o documento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), está viajando. A coalizão espera entregar o manifesto a ele nos próximos dias.

    Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), disse que os líderes empresariais levaram à Alcolumbre a preocupação com o risco de que uma mudança na escala engesse as negociações coletivas. O presidente do Senado teria se comprometido com a discussão do tema.

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  • Petróleo dispara 9% e ultrapassa US$ 85 após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

    Petróleo dispara 9% e ultrapassa US$ 85 após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

    O petróleo chegou a ser negociado a US$ 85,10 por volta das 8h, alta de 9%, atingindo o maior valor desde 19 de julho de 2024, quando o barril Brent, referência mundial, alcançou US$ 85,35. Na época, o commodity era impactado pela disputa presidencial nos EUA entre Donald Trump e Kamala Harris.

    FERNANDO NARAZAKI E LUCIANA LAZARINI
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3) em meio à guerra no Irã e após o anúncio do fechamento do estreito de Hormuz para navegação. Às 15h15 desta terça (3), o preço do barril do Brent, referência global da commodity, era negociado acima de US$ 82,13, numa alta diária de 5,65%. Já as Bolsas em todo o mundo e o ouro estão em queda acentuada, enquanto o bitcoin opera em alta.

    O petróleo chegou a ser negociado a US$ 85,10 por volta das 8h, alta de 9%, atingindo o maior valor desde 19 de julho de 2024, quando o barril Brent, referência mundial, alcançou US$ 85,35. Na época, o commodity era impactado pela disputa presidencial nos EUA entre Donald Trump e Kamala Harris.

    Nesta terça, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo trecho que separa o país persa da península Arábica. A decisão ameaça parar de vez o fluxo de petroleiros e embarcações que transportam por lá 20% do óleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente pelo mundo. O destino da maior parte desse volume são grandes consumidores asiáticos, como China e Índia. A largura do estreito é de meros 40 km em seu ponto mais apertado.

    O barril Brent já havia disparado 13% na abertura do mercado no domingo (8), o primeiro dia de negócios após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã que mataram o líder supremo do país, Ali Khamenei.

    O preço do barril do petróleo WTI (West Texas Intermediate) também disparou quase 8% nesta terça, chegando a atingir US$ 77,57, seu maior valor desde 23 de junho de 2025, quando alcançou US$ 78,40.
    Desde a segunda-feira (2) empresas em todo Oriente Médio interromperam suas atividades no setor de petróleo e gás com o confronto entre EUA e Israel contra o Irã, que vem atingindo vários países na região.

    O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, ou 3% da produção mundial, mas exerce influência ainda maior sobre o fornecimento de energia devido à sua posição às margens do estreito de Hormuz.

    A escalada das cotações internacionais do petróleo joga pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil e pode atrasar o ciclo de queda da taxa de juros, mas especialistas não veem risco de desabastecimento.

    Analistas brasileiros e internacionais dizem que o impacto sobre os preços vai depender da duração e da intensidade do conflito, principalmente em relação ao fechamento do estreito de Hormuz por um prazo mais longo.

    Especialistas já contam com muita volatilidade nas cotações internacionais, mas há expectativa de que o preço do barril seja contido pela sobra de óleo no mundo, resultado de a demanda crescer menos que a oferta.

    A gigante petrolífera saudita Aramco informou a alguns compradores de seu petróleo bruto Arab Light que desviará a carga para Yanbu, na costa ocidental do Mar Vermelho, disseram três fontes nesta terça-feira, o que permitiria evitar o estreito de Hormuz devido a ataques a embarcações. A Aramco se recusou a comentar.

    O ministro da Marinha Mercante da Grécia pediu proteção do transporte marítimo global e dos marinheiros. “Isso é alarmante e preocupante, e eu gostaria que o transporte marítimo global ficasse de fora dos conflitos de guerra”, comentou Vassilis Kikilias.
    “O transporte marítimo global tem a ver com o comércio global, do qual todos precisam. E os marinheiros, é claro, não têm culpa”, disse o ministro grego.

    A IMPORTÂNCIA DE HORMUZ

    O tráfego pelo estreito de Hormuz vem sendo afetado desde sábado (28), quando começaram os ataques dos EUA e de Israel sobre o Irã, que respondeu em seguida. Nesta terça, um tanque de combustível no porto comercial de Duqm, em Omã, foi atingido, e um incêndio eclodiu em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, um dos principais polos petrolíferos da região.

    A QatarEnergy, estatal de energia do Qatar, anunciou a interrupção da produção de alumínio, ureia, polímeros e metanol, um dia após ter suspenso o fornecimento de GNL (gás natural liquifeito), produto que detém 20% do consumo mundial.

    A Arábia Saudita suspendeu a produção em sua maior refinaria doméstica, enquanto Israel e o Curdistão iraquiano também interromperam parte de sua produção de gás e petróleo.

    A Índia, um dos países mais dependentes de petróleo e gás do Oriente Médio, afirmou que começou a racionar o fornecimento de gás para indústrias após a interrupção da produção do Qatar.

    A maior parte do GNL qatariano vai para a Ásia, mas parte também segue para a Europa, que depende inteiramente de importações para suas necessidades de petróleo e gás. Espera-se que a Europa corra para repor estoques, esgotados por um inverno rigoroso, e precisará depender ainda mais do gás americano, após rejeitar o gás russo depois da invasão da Ucrânia em 2022.

    As taxas de frete marítimo ao redor do mundo também dispararam para um recorde histórico à medida que o conflito se intensificou e Teerã passou a atacar navios que atravessam o estreito.

    O fechamento do estreito de Hormuz fez com que centenas de navios-tanque carregados com petróleo e GNL ficassem encalhados perto de grandes polos, como o porto de Fujairah nos Emirados Árabes Unidos, sem conseguir alcançar clientes na Ásia, Europa e outros lugares.

    A situação levará Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã a começar a cortar a produção de petróleo em questão de dias, a menos que consigam encontrar novos navios-tanque para transportar o petróleo que continua sendo extraído do subsolo.

    BOLSAS DESABAM PELO MUNDO

    A ameaça de Teerã de fechar o estreito de Hormuz levou as Bolsas de todo mundo a despencarem nesta terça. Na Ásia, as Bolsas da China tiveram o pior resultado diário em um mês, enquanto o índice de Seul despencou mais de 7%.

    O índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, e o índice SSEC, de Xangai, desvalorizou 1,43%. Foi o pior resultado das duas desde 2 de fevereiro.

    O índice ChiNext Composite, que reúne startups, caiu 2,57%. O índice STAR50 de Xangai, focado no setor de tecnologia, caiu 5,21%, registrando a pior sessão desde 10 de outubro.

    Os mercados de outros países asiáticos também fecharam em queda: Tóquio (-3,1%), Seul (-7,24%), Hong Kong (-1,12%) e Taiwan (-2,2%).

    Na Europa, as principais Bolsas caem mais de 3% nesta terça. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, recuava 3,64% às 15h15, a caminho de fechar no maior recuo desde abril do ano passado.

    Na época, a Bolsa europeia registrou quedas diárias de mais de 4% em função do anúncio das tarifas comerciais de Donald Trump, presidente dos EUA.

    No mesmo horário, o movimento de queda também era observado nas Bolsas de Frankfurt (-3,59%), Londres (-2,75%), Paris (-3,46%), Madri (-4,42%) e Milão (-3,92%).

    “É venda por pânico”, disse Emmanuel Cau, chefe de estratégia de ações europeias do Barclays. “O mercado estava complacente quanto à escala desta guerra [antes do fim de semana].”
    As Bolsas dos EUA também estão em queda acentuada. A Bolsa Nasdaq estava caindo 1,22% às 15h15, enquanto o Dow Jones desvalorizava 1,02% e o S&P 500 perdia 1,08%.

    Ações de tecnologia como Nvidia e Microsoft recuaram 3,1% e 1,8%, respectivamente, após ganhos na sessão anterior. Empresas de memória listadas na Nasdaq, como Sandisk e Western Digital despecavam 8,4% e 5,6%, respectivamente.

    Mesmo o ouro, considerado um porto seguro para investidores em momentos de risco, também operava em queda de 1,90% nesta terça-feira, cotado a US$ 5.209,55, às 9h30. Já o bitcoin está em alta superior a 2%, a US$ 67,45 mil, após ter atingido US$ 69,21 mil na sessão.

    Para analistas, o movimento é impactado pela ameaça iraniana e pela disparada do petróleo. “Muito dependerá do preço do petróleo. Qualquer pico sustentado certamente desencadeará um movimento de aversão ao risco mais significativo”, comentou Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank.

    Os investidores estavam preocupados que os preços mais altos do petróleo pudessem alimentar a inflação em toda a economia e complicar ainda mais as decisões de política monetária para autoridades de bancos centrais que já enfrentam aumentos de preços impulsionados por tarifas.

    O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos atingiu seu nível mais alto em mais de uma semana, e investidores adiaram as expectativas de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve de julho para setembro, segundo dados compilados pela LSEG.

    Petróleo dispara 9% e ultrapassa US$ 85 após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

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  • Dezenas de navios-petroleiros ficam parados com fechamento de Hormuz e guerra no Irã

    Dezenas de navios-petroleiros ficam parados com fechamento de Hormuz e guerra no Irã

    A fila começou a se formar no sábado (28) quando os EUA e Israel iniciaram os ataques sobre o Irã, que revidou e atingiu bases militares, portos e outros locais no Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã. O grupo terrorista Hezbollah entrou no conflito no domingo (1º) e o Líbano também passou a ser alvo dos israelenses.

    FERNANDO NARAZAKI
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Dezenas de navios-petroleiros carregados estão parados no golfo Pérsico após o Irã anunciar o fechamento do trafégo pelo estreito de Hormuz, rota por onde passa 20% da produção mundial de petróleo no mundo, nesta terça-feira (3).

    A fila começou a se formar no sábado (28) quando os EUA e Israel iniciaram os ataques sobre o Irã, que revidou e atingiu bases militares, portos e outros locais no Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã. O grupo terrorista Hezbollah entrou no conflito no domingo (1º) e o Líbano também passou a ser alvo dos israelenses.

    Segundo a agência de notícias Bloomberg, ao menos 40 navios de grande porte transportando cerca de 2 milhões de barris de petróleo cada estão parados no golfo Pérsico, de acordo com dados de rastreamento de navios da Kpler. A plataforma de rastreamento Vortexa mostrou que apenas quatro superpetroleiros trafegavam no domingo (1º). Um dia antes, foram registradas 22 embarcações.

    Os navios também viraram alvos dos bombardeios entre os países. Nesta terça, um tanque de combustível no porto comercial de Duqm, em Omã, foi atingido, e um incêndio eclodiu em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, um dos principais polos petrolíferos da região.

    A petrolífera Saudi Aramco anunciou que desviará suas embarcações para o Rio Vermelho, mas ele passa na costa do Iêmen, onde os houthis, que apoiam o regime iraniano, controlam a região. Em janeiro de 2024, uma série de ataques dos rebeldes levou o tráfego marítimo a alterar sua rota entre Europa-Ásia e África pelo Cabo da Boa Esperança, cujo tempo de trajeto é bem maior.

    Outras empresas de transporte marítimo já divulgaram que retomarão a rota pelo Cabo da Boa Esperança, mesmo com o tempo e custo maiores.

    O ministro da Marinha Mercante da Grécia pediu proteção do transporte marítimo global e dos marinheiros, em meio a uma situação “alarmante” que deixou dezenas de navios retidos no Oriente Médio. “Isso é alarmante e preocupante, e eu gostaria que o transporte marítimo global ficasse de fora dos conflitos de guerra”, comentou Vassilis Kikilias.

    “O transporte marítimo global tem a ver com o comércio global, do qual todos precisam. E os marinheiros, é claro, não têm culpa”, destacou. De acordo com o ministro, ao menos dez navios com bandeira grega estavam no golfo Pérsico e outros cinco do lado de fora, com tripulações que incluem dezenas de marinheiros gregos. Mais de 325 navios de interesses gregos estão na região mais ampla.

    As taxas de frete marítimo ao redor do mundo também dispararam para um recorde histórico à medida que o conflito se intensificou e Teerã passou a atacar navios que atravessam o estreito.

    A situação levará Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã a começar a cortar a produção de petróleo em questão de dias, a menos que consigam encontrar novos navios-tanque para transportar o petróleo que continua sendo extraído do subsolo.
    Além do problema com o tráfego dos navios, empresas em todo o Oriente Médio anunciaram a interrupção de produção de petróleo e GNL (gás natural liquefeito).

    A QatarEnergy, companhia estatal de energia do Qatar, anunciou nesta terça-feira (3) que interromperá a produção de produtos como alumínio, ureia, polímeros, metanol e outros produtos. O anúncio ocorre um dia depois de a empresa paralisar a produção de GNL, o que levou o preço do produto a subir mais de 45% na segunda-feira (2).

    O país é responsável pelo fornecimento de 20% das negociações em todo o mundo. A maior parte do GNL qatariano vai para a Ásia, mas parte também segue para a Europa, que depende inteiramente de importações para suas necessidades de petróleo e gás.

    Espera-se que a Europa corra para repor estoques, esgotados por um inverno rigoroso, e precisará depender ainda mais do gás americano, após rejeitar o gás russo depois da invasão da Ucrânia em 2022.

    A Arábia Saudita suspendeu a produção em sua maior refinaria doméstica, enquanto Israel e o Curdistão iraquiano também interromperam parte de sua produção de gás e petróleo.
    A Índia, um dos países mais dependentes de petróleo e gás do Oriente Médio, afirmou que começou a racionar o fornecimento de gás para indústrias após a interrupção da produção do Qatar.

    ESCASSEZ DE NAVIOS-TANQUE FORÇARÁ CORTES NA PRODUÇÃO

    Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã precisarão começar a cortar a produção de petróleo em questão de dias, a menos que consigam encontrar novos navios-tanque para transportar o petróleo que continua sendo extraído do subsolo.
    Especialistas em segurança estão tentando avaliar quantos mísseis e drones o Irã ainda possui para manter a intensidade de seus ataques.

    Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Kuwait conseguiram até agora interceptar a maioria dos mísseis e drones que visavam instalações de energia, portos e aeroportos, mas crescem as preocupações sobre se seus estoques de sistemas antidrone e antimísseis estão se esgotando.

    Dezenas de navios-petroleiros ficam parados com fechamento de Hormuz e guerra no Irã

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  • Ações da Petrobras sobem até 5% após ataque de EUA e Israel ao Irã

    Ações da Petrobras sobem até 5% após ataque de EUA e Israel ao Irã

    O conflito impulsiona o setor de petróleo como um todo, com papéis de outras petroleiras brasileiras, como Prio e Brava Energia, registrando ganhos.

    MATHEUS DOS SANTOS
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As ações da Petrobras subiram até 5% nesta segunda-feira (2) devido à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. O conflito impulsiona o setor de petróleo como um todo, com papéis de outras petroleiras brasileiras, como Prio e Brava Energia, registrando ganhos.

    Por volta das 15h41, as ações preferenciais da Petrobras avançavam 3,71%, cotadas a R$ 40,80 -o papel dá prioridade no recebimento de dividendos, mas não confere direito a voto. Na máxima do pregão, chegaram a R$ 41,53, alta de 5,59%.

    A Prio e a Brava Energia subiram até 6,68% e 4,98% nas máximas do dia, respectivamente.

    O conflito pressiona os preços do petróleo, diante do temor de reduções na oferta da commodity, o que sustenta as cotações.

    Para Adam Hetts, diretor global de multiativos e gestor de portfólio da Janus Henderson, os receios de uma paralisação prolongada do tráfego no estreito de Hormuz repercutem no mercado. “O Estreito de Hormuz é um gargalo no transporte de petróleo no Oriente Médio, por onde passa aproximadamente 20% do suprimento mundial”, afirmou.

    O Brent, referência global, disparou até 13% na abertura do mercado internacional neste domingo (1º), chegando a US$ 81,89 (R$ 420,46) no contrato de maio. É o maior valor intradiário desde 22 de junho de 2025, quando atingiu US$ 81,40.

    Relatório do Banco BTG Pactual destaca que “a redução do tráfego de embarcações, o aumento dos custos de seguro e o maior risco de navegação estão comprimindo a oferta disponível no curto prazo e incorporando um prêmio geopolítico ao Brent. A duração do conflito será determinante para a magnitude dos efeitos”.

    Os riscos para a navegação comercial dispararam nas 24 horas após os ataques. Mais de 200 navios -incluindo petroleiros e embarcações de gás natural liquefeito- ancoraram nas imediações do estreito de Ormuz e em águas próximas, segundo dados de tráfego marítimo.

    O conflito escalou no último sábado (28), quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã de surpresa, em ação que mirou a cúpula do governo e das Forças Armadas do país. Segundo relatos, os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, além de deixarem centenas de mortos em outras regiões.

    Em resposta, o regime iraniano atacou portos e bases dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Omã e Kuwait. O Hezbollah entrou no conflito, e Israel também bombardeou o Líbano.

    Ações da Petrobras sobem até 5% após ataque de EUA e Israel ao Irã

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  • Guerra no Oriente Médio pode afetar um terço das exportações de frango e milho do Brasil

    Guerra no Oriente Médio pode afetar um terço das exportações de frango e milho do Brasil

    Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que o Oriente Médio recebeu US$ 3 bilhões em carne de frango no ano passado, o equivalente a 34,8% de todas as vendas brasileiras do produto no período.

    MAELI PRADO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A escalada dos conflitos no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã neste sábado (28) afetará principalmente as exportações brasileiras de frango e milho, os dois principais produtos vendidos à região.

    Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que o Oriente Médio recebeu US$ 3 bilhões em carne de frango no ano passado, o equivalente a 34,8% de todas as vendas brasileiras do produto no período.

    No caso do milho, cujas vendas à região somaram US$ 2,7 bilhões, 32,4% das exportações totais do cereal. Em terceiro lugar no ranking dos itens em que a região tem maior peso, está o açúcar, com 16,8% do total exportado do produto.

    As exportações brasileiras ao Oriente Médio totalizaram US$ 16,1 bilhões em 2025, o equivalente a 4,6% de todas as vendas do Brasil a outros países. As vendas para o Irã somaram US$ 2,9 bilhões, ou 0,83% das exportações brasileiras.

    A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) afirmou em nota que a entidade está mapeando os pontos críticos à logística na região influenciada pelo conflito e que considera alternativas de transporte.

    “Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região. Vale ressaltar que não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, afirmou a associação.

    Do lado das importações do Oriente Médio, os fertilizantes estão entre os itens mais relevantes, com US$ 2,2 bilhões adquiridos por compradores brasileiros no ano passado. O valor equivale a 14,4% do total importado do produto. O Brasil ainda importou US$ 3,1 milhões em petróleo e derivados da região -o montante representa 10,2% do total importado do produto.

    No ano passado, os brasileiros importaram US$ 7,1 bilhões do Oriente Médio, o equivalente a 2,5% das compras totais.
    Para especialistas, o impacto sobre o comércio exterior dependerá da duração da guerra no Irã.

    “Se a crise durar até uma semana, 10 dias no máximo, como já aconteceu outras vezes, o mercado mais ou menos se adapta. Se demorar mais, começa a haver alta nos contratos de seguro e de custo de frete para aquela região”, afirma Welber Barral, fundador da consultoria BMJ, consultor em comércio internacional e ex-secretário de Comércio Exterior.

    Segundo o Financial Times, as seguradoras informaram no final de semana aos armadores que cancelariam as apólices e aumentariam os preços dos seguros para embarcações que transitassem pelo golfo Pérsico e pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo.

    Para o presidente-executivo da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, a guerra tende a ser positiva para o comércio exterior brasileiro. Isso acontecerá pelo aumento em valores das exportações de soja e petróleo, já que os preços tendem a subir.

    “A tendência é que a guerra aumente o superávit comercial, principalmente via soja e petróleo. Mas é importante ressaltar que o cenário ainda está muito volátil, tudo pode mudar dependendo dos desdobramentos da guerra”, afirmou.

    Na tarde desta segunda o petróleo Brent, referência mundial, subia 6,4%, cotado a US$ 77,50. As ações da Petrobras subiam cerca de 4%.

    Guerra no Oriente Médio pode afetar um terço das exportações de frango e milho do Brasil

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  • Guerra pode impactar preço dos combustíveis, mas Brasil não corre risco de desabastecimento

    Guerra pode impactar preço dos combustíveis, mas Brasil não corre risco de desabastecimento

    A Petrobras já vinha operando com elevadas defasagens nos preços dos combustíveis, principalmente o diesel. Nesta esta segunda-feira (2), com petróleo na casa dos US$ 80 por barril, a diferença entre os preços internos e externos dos combustíveis atingiu o maior patamar desde janeiro de 2025.

    NICOLA PAMPLONA
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra do Irã joga pressão sobre os preços dos combustíveis no país e pode atrasar o ciclo de queda da taxa de juros. Especialistas, porém, não veem risco de desabastecimento.

    A Petrobras já vinha operando com elevadas defasagens nos preços dos combustíveis, principalmente o diesel. Nesta esta segunda-feira (2), com petróleo na casa dos US$ 80 por barril, a diferença entre os preços internos e externos dos combustíveis atingiu o maior patamar desde janeiro de 2025.

    Na abertura do mercado, o diesel vendido pelas refinarias da estatal custava R$ 0,73 por litro abaixo da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Na gasolina, a diferença era de R$ 0,42 por litro.
    São as maiores defasagens desde janeiro de 2025, quando a Petrobras promoveu o último aumento no preço do diesel vendido por suas refinarias. Naquela ocasião, a defasagem chegou a superar os R$ 0,80 por litro. O reajuste foi de R$ 0,22 por litro.

    Procurada, a Petrobras ainda não se manifestou sobre o preço dos combustíveis. A empresa costuma esperar o estabelecimento de novos patamares de preços internacionais antes de decidir por reajustes, principalmente em momentos de grande volatilidade.
    As ações da companhia reagiram positivamente à alta do petróleo, já que a maior parte de sua receita vem hoje da exportação da commodity.

    Por volta das 12h, as ações preferenciais da Petrobras avançavam 3,94%, cotadas a R$ 40,86 -o papel dá prioridade no recebimento de dividendos, mas não confere direito a voto. Na máxima do pregão, as ações chegaram a R$ 41,53, valorização de 5,59%.

    Analistas brasileiros e internacionais dizem que o impacto sobre os preços vai depender da duração e da intensidade do conflito, principalmente em relação a eventual fechamento do Estreito de Hormuz por um prazo mais longo.

    Por lá, passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo. O destino da maior parte desse volume são grandes consumidores asiáticos, como China e Índia.

    O sócio da Leggio Consultoria, Marcus D’Elia, diz que, por enquanto, espera-se muita volatilidade nas cotações internacionais, mas o preço do barril deve ser contido pela sobra de óleo no mundo, resultado do crescimento baixo da demanda menor que o da oferta.
    Na sua opinião, um conflito de até dez dias manteria o barril entre US$ 80 e US$ 100, mas de forma temporária, já que os principais clientes do Oriente Médio têm estoques suficientes para substituir 100 a 200 dias de importação.

    “Se a interrupção do estreito se prolongar por até 40 dias, outras regiões, como EUA e União Europeia poderiam consumir seus estoques também, reduzindo a pressão de demanda e, com isso, contendo a alta de preços.”

    Em relatório divulgado nesta segunda, analistas do Scotiabank ressaltaram que esse cenário tem impactos macroeconômicos conflitantes para o país.

    Por um lado, amplia as receitas com a exportação de petróleo e, consequentemente, valoriza o real. Por outro, “preços de energia estruturalmente mais altos são altamente inflacionários e quase certamente dificultariam o ciclo iminente de cortes de juros recentemente sinalizado pelo Banco Central”.

    Exportador de petróleo, o Brasil não depende do Estreito de Hormuz para garantir o abastecimento de combustíveis. O país depende de diesel importado, mas a maior parte vem dos Estados Unidos e da Rússia, diz o presidente da Abicom, Sérgio Araújo.

    “Não vejo nenhum risco para o suprimento”, afirma ele. “Há uma pressão maior sobre a Petrobras porque as defasagens estão muito elevadas.”

    A Petrobras disse, na nota enviada à reportagem, que seus fluxos de importação “são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”. “A Petrobras reforça que não há risco de interrupção das importações e exportações no momento.”

    Guerra pode impactar preço dos combustíveis, mas Brasil não corre risco de desabastecimento

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  • David Ellis, CEO da Paramount, diz que Warner lançará 15 filmes por ano

    David Ellis, CEO da Paramount, diz que Warner lançará 15 filmes por ano

    “Filmes devem ser vistos nos cinemas”, afirmou o executivo a analistas, ao defender a janela exclusiva de 45 dias nas salas antes da estreia no streaming.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CEO da Paramount, David Ellison, reafirmou nesta segunda-feira o compromisso de lançar ao menos 30 filmes por ano nos cinemas após a conclusão da fusão com a Warner Bros. Discovery. A meta prevê 15 longas anuais por estúdio.

    “Filmes devem ser vistos nos cinemas”, afirmou o executivo a analistas, ao defender a janela exclusiva de 45 dias nas salas antes da estreia no streaming.
    Ellison sustentou que a Paramount já ampliou sua produção. Serão ao menos 15 lançamentos em 2026, – em 2025 foram oito. A Warner Bros., por sua vez, lançou 11 filmes no último ano.

    No streaming, o plano é unificar HBO Max e Paramount+ em uma única plataforma direta ao consumidor, que somaria mais de 200 milhões de assinantes. A operação ainda depende de aval regulatório.

    Segundo Ellison, até meados de 2026 a Paramount também integrará Paramount+, Pluto TV e BET+ em uma mesma infraestrutura tecnológica. A estratégia, disse, busca ganhar escala para enfrentar líderes do setor, como Netflix e Amazon Prime Video.

    David Ellis, CEO da Paramount, diz que Warner lançará 15 filmes por ano

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  • Mendonça desobriga Campos Neto de depor na CPI do Crime Organizado

    Mendonça desobriga Campos Neto de depor na CPI do Crime Organizado

    Mendonça atendeu ao pedido da defesa de Campos Neto e garantiu que ele, caso venha a comparecer à audiência designada, seja na qualidade de convidado, quando não é obrigatória a sua presença

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça desobrigou, nesta segunda-feira (2), o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto de prestar depoimento à CPI do Crime Organizado.

    O economista estava convocado para falar na comissão na sessão marcada para esta terça-feira (3).

    Ele seria questionado sobre eventuais falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas e as fraudes investigadas no Banco Master.

    Mendonça atendeu ao pedido da defesa de Campos Neto e garantiu que ele, caso venha a comparecer à audiência designada, seja na qualidade de convidado, quando não é obrigatória a sua presença.

    Pela decisão, ele terá o direito de permanecer em silêncio quando questionado em pontos que possam implicar risco de autoincriminação.

    Caberá ao próprio convidado, em conjunto com sua defesa técnica, analisar sobre a existência desse risco para exercer, se for o caso, o direito ao silêncio.

    O pedido de convocação de Campos Neto havia sido feito pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Ele alegou que a medida era indispensável para o avanço das investigações da comissão.

    “A oitiva do responsável pela autoridade monetária do país durante o período de 2019 a 2024 é crucial para esclarecer se eventuais falhas ou omissões”, disse.

    Ele também argumentou que a integridade do Sistema Financeiro Nacional “é uma barreira fundamental contra a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades ilícitas”.

    Mendonça desobriga Campos Neto de depor na CPI do Crime Organizado

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  • Focus: mediana de IPCA 2026 segue em 3,91%

    Focus: mediana de IPCA 2026 segue em 3,91%

    A projeção para o IPCA de 2027 caiu de 3,80% para 3,79%, após 16 semanas de estabilidade

    A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 permaneceu em 3,91%. A taxa está 0,91 ponto porcentual acima do centro da meta, de 3%. Há um mês, era de 3,99%. Considerando apenas as 48 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,88% para 3,91%.

    A projeção para o IPCA de 2027 caiu de 3,80% para 3,79%, após 16 semanas de estabilidade. Considerando apenas as 47 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,80% para 3,74%.

    O IPCA fechou 2025 com alta acumulada de 4,26%. O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.

    Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA vai encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, o terceiro trimestre de 2027.

    A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

    A mediana do Focus para o IPCA de 2028 permaneceu em 3,50% pela 17ª semana consecutiva. A projeção para 2029 se manteve em 3,50% pela 26ª leitura seguida.

    Focus: mediana de IPCA 2026 segue em 3,91%

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  • Dólar no fim de 2026 passa de R$ 5,45 para R$ 5,42, projeta Focus

    Dólar no fim de 2026 passa de R$ 5,45 para R$ 5,42, projeta Focus

    A projeção para a moeda no fim de 2027 se manteve em R$ 5,50 pela quarta semana consecutiva

    A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu pela segunda semana seguida, de R$ 5,45 para R$ 5,42. Há um mês, era de R$ 5,50. A projeção para a moeda no fim de 2027 se manteve em R$ 5,50 pela quarta semana consecutiva.

    A estimativa intermediária do relatório para a moeda americana no fim de 2028 permaneceu em R$ 5,50. Um mês atrás, era de R$ 5,52. Para o fim de 2029, oscilou de R$ 5,52 para R$ 5,50. Quatro semanas antes, era de R$ 5,57.

    O dólar fechou 2025 cotado em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    Dólar no fim de 2026 passa de R$ 5,45 para R$ 5,42, projeta Focus

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