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  • Golpe do Pix errado cresce no país; veja como funciona e como se proteger

    Golpe do Pix errado cresce no país; veja como funciona e como se proteger

    Criminosos usam transferências reais para enganar vítimas e pedir devolução para outra conta; especialistas orientam conferir o extrato e usar apenas a função oficial de estorno dos bancos para evitar prejuízos.

    O aumento no uso do Pix também tem sido acompanhado por novas formas de golpe. Uma das mais recentes é o chamado “Pix errado”, que se aproveita da boa-fé das pessoas para induzir transferências indevidas.

    Como funciona o golpe

    Nesse tipo de fraude, o golpista realiza uma transferência real para a conta da vítima. Em seguida, entra em contato, geralmente por mensagem, dizendo que fez o envio por engano e pedindo a devolução do dinheiro.

    O problema está no detalhe do pedido: o criminoso solicita que o valor seja devolvido para uma conta diferente daquela que fez a transferência. Ao atender à solicitação, a vítima acaba enviando dinheiro próprio para o golpista.

    Ao mesmo tempo, o autor do golpe pode acionar o banco alegando fraude na transação original, tentando recuperar também o valor enviado inicialmente.

    Como se proteger

    Antes de qualquer ação, é fundamental conferir o extrato e verificar se o dinheiro realmente entrou na conta, além de confirmar quem fez a transferência.

    A forma mais segura de devolver um valor recebido por engano é utilizar a função de estorno disponível no próprio aplicativo do banco. Esse recurso garante que o dinheiro seja enviado de volta para a conta de origem.

    Também é importante desconfiar de mensagens com tom de urgência ou pressão, já que esse tipo de abordagem é comum em golpes para evitar que a vítima tenha tempo de analisar a situação.

    Fui vítima. O que fazer?

    Se houver suspeita de golpe, o ideal é acionar imediatamente o Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED. Criado pelo Banco Central, o sistema permite que o banco da vítima notifique a instituição recebedora para tentar bloquear os valores.

    O pedido pode ser feito diretamente pelo aplicativo do banco. O prazo para registrar a solicitação é de até 80 dias após a transação, e a análise pode levar até sete dias.

    Perguntas frequentes

    Não devolver um Pix recebido por engano é crime?

    Sim. A legislação brasileira considera como apropriação indébita manter valores recebidos por erro. A devolução é obrigatória, mas deve ser feita pelos canais oficiais para garantir segurança.

    Como funciona o bloqueio pelo MED?

    Após a solicitação, o banco analisa o caso. Se houver indícios de fraude, o valor pode ser bloqueado na conta do recebedor e, depois da análise, devolvido total ou parcialmente, dependendo do saldo disponível.

    Qual é a forma correta de devolver um Pix?

    A recomendação é acessar o extrato, selecionar a transferência recebida e usar a opção “devolver”. Esse é o único procedimento que garante o estorno correto dentro do sistema bancário.
     
     

     

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  • Como renegociar dívidas no Desenrola 2.0 e conseguir até 90% de desconto

    Como renegociar dívidas no Desenrola 2.0 e conseguir até 90% de desconto

    Programa do governo permite renegociar dívidas com descontos de até 90%, juros limitados e prazo de até 48 meses; veja quem pode participar, quais débitos entram nas regras e como fazer a adesão pelos canais oficiais dos bancos.

    O governo federal lançou as novas regras do Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas físicas. A iniciativa permite negociar débitos com desconto, juros reduzidos e prazos mais longos para pagamento.

    Veja abaixo como funciona o programa, quem pode participar e como aderir.

    Quem pode participar

    Podem entrar no Desenrola 2.0 pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. O programa é voltado a quem possui dívidas em atraso e busca condições facilitadas para regularizar a situação.

    Quais dívidas podem ser renegociadas

    O programa contempla dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos. Estão incluídos débitos de:

    cartão de crédito
    cheque especial
    crédito pessoal (empréstimos)
    Condições da renegociação

    As dívidas renegociadas terão:

    descontos entre 30% e 90%
    taxa de juros de até 1,99% ao mês
    prazo de até 48 meses para pagamento
    até 35 dias para pagar a primeira parcela
    limite de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira
    Além disso, o programa conta com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

    Perdão de dívidas pequenas

    Dívidas de até R$ 100 poderão ser perdoadas pelos bancos, conforme as regras do programa.

    Bloqueio em apostas online

    Quem aderir ao Desenrola 2.0 ficará impedido de utilizar plataformas de apostas online, conhecidas como bets, por um período de um ano.

    Como acessar o programa

    A adesão deve ser feita diretamente pelos canais oficiais dos bancos, que vão apresentar as propostas de renegociação conforme o perfil da dívida.

    Percentuais de desconto

    Os descontos variam de acordo com o tempo de atraso e o tipo de dívida.

    Para cartão de crédito rotativo e cheque especial:

    91 a 120 dias: 40%
    121 a 150 dias: 45%
    151 a 180 dias: 50%
    181 a 240 dias: 55%
    241 a 300 dias: 70%
    301 a 360 dias: 85%
    de 1 a 2 anos: 90%
    Para crédito pessoal:

    91 a 120 dias: 30%
    121 a 150 dias: 35%
    151 a 180 dias: 40%
    181 a 240 dias: 45%
    241 a 300 dias: 60%
    301 a 360 dias: 75%
    de 1 a 2 anos: 80%
    Outras regras

    O programa também prevê que 1% do valor renegociado seja destinado a ações de educação financeira.

    O Desenrola 2.0 inclui ainda outras frentes, como renegociação de dívidas estudantis (Fies), apoio a pequenos empreendedores e medidas voltadas a produtores rurais familiares.
     
     

     

    Como renegociar dívidas no Desenrola 2.0 e conseguir até 90% de desconto

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  • Inscritos no Desenrola 2.0 serão alvo de bloqueio automático do governo a bets

    Inscritos no Desenrola 2.0 serão alvo de bloqueio automático do governo a bets

    Atualmente, toda pessoa que se cadastra em uma bet é incluída no Sigap, o sistema de apostas desenvolvido pela Fazenda e pela estatal Serpro. Desde outubro do ano passado, nesse banco de dados há um módulo de pessoas impedidas -caso, por exemplo, de beneficiários do Bolsa Família.

    PEDRO S. TEIXEIRA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os inadimplentes que se inscreverem no programa de renegociação de dívidas de trabalhadores, a nova versão do Desenrola, serão incluídos na lista de CPFs barrados em sites de apostas, as chamadas bets, mantida pelo Ministério da Fazenda.

    Atualmente, toda pessoa que se cadastra em uma bet é incluída no Sigap, o sistema de apostas desenvolvido pela Fazenda e pela estatal Serpro. Desde outubro do ano passado, nesse banco de dados há um módulo de pessoas impedidas -caso, por exemplo, de beneficiários do Bolsa Família.

    Agora, as instituições financeiras deverão repassar a lista de inscritos no Desenrola 2.0 à Fazenda para que os beneficiários do programa de crédito sejam incluídos na lista de impedidos, segundo a informação de associações do setor financeiro. A inclusão deve durar um ano.

    “A nossa expectativa é que isso seja mais detalhado na medida provisória e posteriores regulamentos”, diz Eduardo Alcebíades Lopes, o diretor-presidente da Zetta, que representa fintechs como Nubank e Mercado Pago.

    O programa de renegociação está detalhado em uma MP (medida provisória) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (4). O texto deve entrar no Diário Oficial da União de terça (5).

    Na quinta-feira (30), em pronunciamento em rede de rádio e televisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia confirmado o bloqueio das bets para beneficiados pelo Desenrola. “Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos”, disse.

    Associações do setor de apostas dizem que a medida pune as companhias que cumprem as exigências da legislação e, ao mesmo tempo, beneficia o mercado ilegal. “O bloqueio se dará tão somente nas 79 operadoras de apostas autorizadas pelo Ministério da Fazenda, sem levar em conta modalidades como loterias e os sites ilegais”, diz a ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) em nota.

    “Quem tem o hábito de apostar não costuma interrompê-lo totalmente. É muito provável que o apostador busque algum dos milhares de sites clandestinos”, acrescenta a entidade setorial.

    No caso do bloqueio aos beneficiários do Bolsa Família e do BPC, para o qual o regulamento foi publicado no último mês de outubro, as casas de apostas precisam verificar a situação cadastral do usuário durante a abertura da conta e a cada vez que a pessoa se conecta à bet. Dessa maneira, há uma peneira entre clientes já cadastrados. Ainda é obrigatória uma revisão quinzenal de todos os usuários registrados na bet.

    Caso o CPF indicado esteja ligado a um benefício de programa social, o Sistema de Gestão de Apostas retornará com a informação “Impedido – Programa Social”.

    Ainda de acordo com a SPA, o site de aposta deverá comunicar o usuário do motivo do encerramento da conta por meio de email, aplicativo de mensagem ou SMS, além de disponibilizar meios para o cliente sacar os recursos mantidos no perfil bloqueado -incluindo valores que o usuário depositou e ganhos, se houver.

    Inscritos no Desenrola 2.0 serão alvo de bloqueio automático do governo a bets

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  • Gilmar cita Master, diz que mirar apenas STF é 'miopia' e defende reforma ampla do Estado

    Gilmar cita Master, diz que mirar apenas STF é 'miopia' e defende reforma ampla do Estado

    Ao lado do presidente do tribunal, Edson Fachin, Gilmar defendeu uma reforma mais ampla e profunda, “algo como um novo pacto republicano ou talvez um pacto pela reforma do Estado”.

    ISADORA ALBERNAZ
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou nesta segunda-feira (4) o escândalo do Banco Master e afirmou que há uma “visão míope” de que os problemas das instituições brasileiras estão concentrados no Judiciário e de que a corte seria a única instituição a ser aprimorada.

    Ao lado do presidente do tribunal, Edson Fachin, Gilmar defendeu uma reforma mais ampla e profunda, “algo como um novo pacto republicano ou talvez um pacto pela reforma do Estado”.

    É necessário avançar na racionalização das emendas parlamentares, no aperfeiçoamento do sistema eleitoral, especialmente o modelo proporcional, na disciplina dos poderes das CPIs [comissões parlamentares de inquérito], na tutela da soberania digital, no aperfeiçoamento do sistema de pesos e contrapesos, da transparência e da fiscalização do exercício dos Poderes e na revisão das distorções remuneratórias que ainda persistem em diversas carreiras dos serviços públicos”, disse.

    As declarações foram feitas audiência pública no Supremo que discute a capacidade de fiscalização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), em meio ao escândalo do banco de Daniel Vorcaro.

    A audiência foi convocada por Flávio Dino, relator de uma ação direta de inconstitucionalidade apresentada pelo partido Novo. A sigla pede a suspensão por meio de medida cautelar (decisão provisória) de trechos da lei que alterou a forma de cálculo da taxa de fiscalização da CVM.

    Segundo o Novo, os valores arrecadados com a taxa de polícia são “desproporcionalmente maiores” do que todas as despesas com a CVM e estão sendo “sistematicamente apropriados” pelo Tesouro Nacional.

    O partido apontou que, de 2022 a 2024, a autarquia arrecadou cerca de R$ 2,4 bilhões, sendo R$ 2,1 bilhões decorrentes de taxas, mas a dotação orçamentária destinada à autarquia foi de R$ 670 milhões -cerca de 1/3 do valor recolhido a título de taxa.

    “O assombroso descompasso entre os valores cobrados a título de taxa e as despesas da autarquia demonstra cabalmente o caráter confiscatório da taxa e o seu desvirtuamento e transformação em imposto, o que é vedado constitucionalmente, levando à violação dos dispositivos constitucionais mencionados”, diz o documento.

    Na decisão que convocou a audiência pública, em 30 de março, Flávio Dino afirmou que a sofisticação das organizações criminosas tem chegado a ambientes regulados, como o mercado de capitais e que o caso Master ilustra que há uma crescente dificuldade regulatória e de fiscalização.

    O ministro citou uma declaração do presidente interino da CVM, João Accioly, que admitiu em audiência à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), do Senado, que a autarquia sabia de possíveis irregularidades do Master desde antes de 2022 e que as apurações poderiam ter sido mais rápidas se não houve um acúmulo de processos por pessoas.

    “Esse grave fenômeno revela uma mudança qualitativa no modus operandi dessas organizações criminosas, notadamente operações voltadas a integrar recursos de origem ilícita ao circuito econômico formal, estratégia que tem desafiado os mecanismos atuais de controle, o que inclui a CVM juntamente com o Banco Central, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Polícia Federal”, escreveu Dino.

    “Com este quadro fático, ganham relevância as teses da parte autora, no sentido de que não estaria havendo proporcionalidade entre a arrecadação e o custo da atividade da CVM, inexistindo o atributo da equivalência razoável da taxa, vulnerando o princípio da eficiência”, completou.

    O QUE É A CVM

    A CVM é uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda responsável por fiscalizar e criar normas para o mercado de valores mobiliários no Brasil.
    Hoje, a comissão tem 482 servidores, 7% a menos que em 2015, e mais de 130 cargos vagos. Parte da taxa de fiscalização cobrada pela autarquia vai para o Tesouro Nacional, o que limita sua capacidade de investimentos em estrutura e pessoal.

    A CVM fechou o último ano com queda nos números de processos sancionadores e punições por irregularidades no mercado financeiro. O estoque de processos, por outro lado, aumentou.

    Como resultado dos julgamentos realizados em 2025, a CVM sancionou 65 pessoas e absolveu 67, números também bem inferiores aos 176 e 150 registrados em 2024. As multas aplicadas a pessoas sancionadas em 2025 somaram R$ 511 milhões, quase metade do ano anterior.

    Gilmar cita Master, diz que mirar apenas STF é 'miopia' e defende reforma ampla do Estado

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  • Leilão arrecada R$ 23 mi e mira cobertura em rodovias e áreas remotas

    Leilão arrecada R$ 23 mi e mira cobertura em rodovias e áreas remotas

    Leilão de subfaixas de 700 MHz teve quatro lotes vendidos e quatro empresas vencedoras. O certame foi realizado nesta segunda-feira (4) e foi voltado à prestação de serviços de telefonia móvel.

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) arrecadou cerca de R$ 23 milhões em outorgas no leilão de subfaixas de 700 MHz, com foco em ampliar a cobertura móvel fora dos grandes centros e reduzir “zonas de silêncio” em estradas e em 800 cidades sem conexão.

    Leilão de subfaixas de 700 MHz teve quatro lotes vendidos e quatro empresas vencedoras. O certame foi realizado nesta segunda-feira (4) e foi voltado à prestação de serviços de telefonia móvel.

    Amazônia Serviços Digitais levou o lote 1 por R$ 7.010.114,86. A divisão do edital agrupou áreas por macrorregiões e colocou São Paulo em combinação com a região Norte no lote 1.

    Brisanet arrematou dois lotes: o 2 por R$ 6.275.100 e o 3 por R$ 1.853.280. Os lotes 2 e 3 correspondem, respectivamente, às macrorregiões Nordeste e Centro-Oeste.

    Unifique venceu o lote 4 com lance de R$ 3.418.493,29 e a IEZ! ficou com o lote 5 por R$ 4.430.492,86. No modelo regional, o lote 4 corresponde ao Sul e o lote 5 reúne Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

    Edital prevê ampliação de cobertura móvel em áreas rurais, rodovias e regiões afastadas. A Anatel diz que a iniciativa busca acelerar a expansão da infraestrutura de telecomunicações em áreas remotas e reforçar a conectividade em rotas logísticas essenciais.

    POR QUE A FAIXA DE 700 MHz É IMPORTANTE?

    Frequências mais baixas cobrem áreas maiores e ajudam a levar sinal onde falta. A faixa de 700 MHz é considerada estratégica por ter maior alcance geográfico, o que reduz a necessidade de tantas antenas quanto em frequências mais altas.

    Leilão mira principalmente a expansão de redes 4G avançadas, que também sustentam o 5G. O edital prevê a instalação de antenas 4G com tecnologia LTE Advanced 10 e capacidade mínima de 50 Mbps, além de um plano de metas de cobertura.

    Obrigação de cobertura inclui mais de 6.570 km de rodovias federais em trechos sem sinal. O foco são as chamadas “zonas de silêncio” em corredores logísticos como as BRs 101, 116, 135, 163, 242 e 364, para melhorar conectividade de cargas e passageiros e o atendimento a emergências.

    Na prática, vão ser beneficiadas mais de 800 cidades, segundo a Anatel. Alguns municípios citados na documentação da Anatel como beneficiadas são Altamira (PA), Iranduba (AM), Camaçari (BA), Petrópolis (RJ), Sabará (MG), Biguaçu (SC), Petrolina (PE), Paranaguá (PR), Rolante (RS), Brasília (DF), Padre Bernardo (GO) e Ponta Porã (MS)

    Investimentos previstos nas regiões atendidas somam cerca de R$ 2 bilhões. A expectativa é que os vencedores apliquem esse valor para cumprir as metas e ampliar a infraestrutura de telecomunicações.

    Leilão arrecada R$ 23 mi e mira cobertura em rodovias e áreas remotas

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  • Embraer assina contrato de venda de aeronaves para Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos

    Embraer assina contrato de venda de aeronaves para Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos

    Segundo a Embraer, este é o maior pedido internacional de um único país para o C-390 Millennium e o primeiro no Oriente Médio

    A Embraer assinou um contrato com o Tawazun Council for Defence Enablement, dos Emirados Árabes Unidos (EAU), para a venda de 10 aeronaves C-390 Millennium e 10 opções de compra. O valor não foi informado. Segundo a Embraer, este é o maior pedido internacional de um único país para o C-390 Millennium e o primeiro no Oriente Médio.

    Em nota, a Embraer destaca que, após um extenso processo de análise e avaliação – incluindo uma abrangente campanha de testes no ambiente operacional dos EAU -, a Força Aérea e Defesa Aérea selecionou o C-390 Millennium como a aeronave mais adequada para atender aos requisitos de missão, otimizando, ao mesmo tempo, a eficiência operacional e os custos do ciclo de vida.

    O objetivo, segundo a fabricante brasileira, é fortalecer as capacidades operacionais de transporte militar do país em colaboração com uma empresa de defesa local.

    Em nota, a Embraer destaca que serviços de Manutenção, Reparo e Revisão (MRO), juntamente com serviços de suporte pós-venda para a frota de C-390 Millennium, serão desenvolvidos em colaboração com uma empresa nacional.

    O Tawazun Council for Defence Enablement é a entidade nacional responsável por fomentar e regular o ecossistema industrial de defesa e segurança dos Emirados Árabes Unidos. O Conselho estabelece as estruturas e condições necessárias para apoiar o desenvolvimento do setor, abrangendo políticas, regulamentações, infraestrutura e mecanismos de incentivo que garantem o crescimento sustentável da indústria de defesa local.

    Embraer assina contrato de venda de aeronaves para Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos

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  • Bancos vão recorrer da suspensão do consignado do INSS

    Bancos vão recorrer da suspensão do consignado do INSS

    Tribunal de Contas da União determinou paralisação imediata de novas contratações. Mercado mobiliza R$ 100 bilhões e tem descontos de R$ 9 bi por mês

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As associações que representam o setor financeiro vão recorrer da decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) que suspendeu o crédito consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na última quarta-feira (29).

    ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e Zetta (associação que representa instituições do setor financeiro) afirmam buscar a modificação de pontos da decisão para evitar a paralisação total do mercado, que movimenta R$ 100 bilhões, com R$ 9 bilhões de descontos mensais em aposentadorias e pensões.

    As entidades afirmam entender que a medida penaliza em especial aposentados e pensionistas de baixa renda e alta vulnerabilidade financeira, que dependem dessa linha para despesas básicas.

    “É indispensável calibrar as medidas para proteger o planejamento financeiro dos beneficiários e assegurar a estabilidade e a previsibilidade de um ecossistema regulado, com contratos vigentes e múltiplos participantes, públicos e privados”, diz nota.

    O plenário do TCU determinou que o INSS suspenda imediatamente novos contratos de empréstimo consignado nas modalidades cartão de crédito consignado e cartão de benefício, assim como os empréstimos pessoais, e deu prazo para o órgão, a Dataprev e o Banco Central apresentarem plano para proteção de ações contra golpes contra os segurados.

    Dados do setor mostram que cerca de 17 milhões de beneficiários têm consignado ativo atualmente, com uma carteira de quase R$ 284 bilhões e juros entre os mais baixos do mercado.

    Levantamento indica que a maioria recorre ao crédito por necessidade imediata, inclusive para pagar dívidas, contas domésticas, despesas médicas e alimentação.

    As entidades argumentam ainda que a suspensão total como foi determinada compromete o acesso a crédito barato e pode empurrar essa população para alternativas mais caras. Elas também destacam que a decisão desconsidera alertas técnicos sobre o risco de restringir o crédito a um público vulnerável.

    O setor defende que há outras medidas mais pontuais para combater irregularidades, como reforço na fiscalização e punição de agentes, e afirma que o sistema já passou por melhorias recentes, com queda nas reclamações.

    A decisão de suspender o consignado foi tomada após a CGU (Controladoria-Geral da União) identificar que 36% das contratações de cartões não eram reconhecidas pelos beneficiários. Outros 25% afirmaram não ter solicitado o cartão, e 36% disseram não ter recebido de volta o valor do saque.

    O caso foi levado ao TCU pelo procurador de contas Lucas Furtado, em fevereiro deste ano. A iniciativa teve como base uma coluna do advogado Rômulo Saraiva, na Folha de S.Paulo, sobre a investigação do Congresso na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS a respeito de irregularidades no crédito consignado.

    Auditoria do TCU já havia apontado que, em apenas três anos, possíveis vendas casadas de empréstimo consignado corresponderiam a R$ 219 bilhões em descontos. Esse valor foi retirado de aposentadorias e pensões.

    Desde 2020, os bancos têm por meio da autorregulação um instrumento que acompanha fraudes no consignado. Até abril de 2026, 130 empresas estão impedidas de atuar e 14 agentes estão suspensos, segundo dados da Febraban.

    Os pedidos de bloqueio de chamadas telefônicas de instituições que oferecem o consignado no Não Me Perturbe superam 6,1 milhões.

    No acumulado até abril de 2026 foram aplicadas 1.173 advertências, 899 suspensões temporárias e 130 definitivas. A suspensão temporária é válida por 12 meses. As operações envolvem todos os contratos de consignados do INSS e públicos.

    O crédito consignado é um empréstimo com parcelas descontadas diretamente da aposentadoria ou pensão. O risco de calote é praticamente zero. Por isso, os juros são os mais baixos do mercado. As regras são controladas pelo CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social). A exigência de biometria passou a valer após o TCU mandar bloquear as liberações.

    Bancos vão recorrer da suspensão do consignado do INSS

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  • Planos de saúde coletivos devem ter aumento entre 8% e 11% em 2026

    Planos de saúde coletivos devem ter aumento entre 8% e 11% em 2026

    Índices seguem superiores à inflação geral, estimada em 4,86% pelo boletim Focus. Setor registrou lucro de R$ 24,4 bilhões em 2025, equivalente a 6,2% da receita total

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os reajustes dos planos de saúde coletivos devem desacelerar em 2026, mas continuarão pesando no bolso dos brasileiros. Projeções de consultorias apontam aumentos médios entre 8% e 11% neste ano, patamar próximo ao observado em 2025 (11,15%) e abaixo do pico registrado em 2023 (14,14%). Ainda assim, os índices seguem acima da expectativa de inflação geral -estimada em 4,86% pelo último boletim Focus.

    A desaceleração ocorre após um período de aumentos mais elevados, especialmente na retomada pós-pandemia, quando as operadoras enfrentaram resultados mais pressionados e aplicaram reajustes maiores, com menor margem de negociação. Segundo a Acrisure, empresa especializada em seguros e benefícios corporativos, esse movimento contribuiu para a melhora dos resultados do setor, abrindo espaço para índices mais moderados nos anos seguintes.

    “Esse esforço trouxe sensível melhoria nos resultados e, consequentemente, possibilitou índices menores nos anos seguintes. Também é preciso ressaltar os investimentos contínuos em tecnologia, principalmente voltados ao combate às fraudes, bem como a ampliação dos programas de gerenciamento e monitoramento de pacientes crônicos”, afirma Marcio Tosi, vice-presidente de benefícios corporativos da Acrisure Brasil.

    A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), responsável pela regulação do setor, afirma que não faz projeções para reajustes de planos coletivos. Segundo a agência, os percentuais são definidos pelas operadoras conforme regras contratuais e características de cada plano.

    No caso dos planos individuais e familiares, o índice máximo de reajuste é estabelecido anualmente pela ANS. A agência também diz monitorar os aumentos, especialmente nos contratos coletivos, com base na análise dos comunicados de reajuste enviados pelas operadoras ao órgão regulador.

    Gustavo Ribeiro, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), que representa a maioria das empresas de saúde suplementar, afirma que, no setor, há um trabalho contínuo para buscar reajustes mais equilibrados, com foco em reduzir o impacto para os beneficiários sem comprometer a qualidade assistencial. Ganhos de eficiência, melhor gestão e organização do cuidado contribuem para esse processo”, diz.

    Apesar disso, especialistas e entidades avaliam que a pressão sobre os custos permanece estrutural. Fatores como envelhecimento da população, inflação médica, maior utilização dos serviços e judicialização estão entre aqueles que contribuem com as despesas assistenciais em alta.

    Ribeiro afirma ainda que esse cenário é mais sensível para operadoras de pequeno e médio porte, que têm menor capacidade de absorver oscilações de custos, apesar de terem papel relevante na ampliação do acesso à saúde. Em 2025, esse grupo registrou resultado operacional negativo de cerca de R$ 200 milhões, e 45% das empresas encerraram o ano com prejuízo.

    Dados enviados pelas operadoras e administradoras de benefícios à ANS mostram que, em 2025, o setor de saúde suplementar teve receita total de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, o que é equivalente a 6,2% da receita. Isso significa que, a cada R$ 100 arrecadados, cerca de R$ 6,20 foram convertidos em lucro. Os números também mostram forte concentração: três das maiores operadoras responderam por 49% do resultado do setor.

    A sinistralidade, indicador que mede a relação entre custos assistenciais e receitas das operadoras e é o principal indicador do desempenho do setor, foi de 81,7% em 2025, queda de 2,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Isso significa que 81,7% das receitas com mensalidades foram destinadas ao para despesas assistenciais, no menor nível desde 2020.

    A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) aponta que o principal fator de desestabilização dos custos do setor continua sendo o preço de medicamentos. Segundo a ANS, os medicamentos corresponderam a 10,2% do total dos custos assistenciais em 2024 e cresceram mais de 40% em cinco anos.

    Na tentativa de conter esse avanço, a federação cita a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de setembro do ano passado, que estabeleceu critérios mais rigorosos para a cobertura de medicamentos fora do rol da ANS. Ainda assim, a entidade diz que o impacto sobre as mensalidades não é imediato, já que depende da evolução das decisões judiciais.

    Pela decisão, o STF definiu que os planos de saúde devem cobrir procedimentos fora do rol da ANS desde que tenham prescrição médica e comprovação de eficácia e segurança, além de autorização pela Anvisa. Também estabeleceu que o tratamento não pode ter sido rejeitado pela ANS, ter análise pendente ou abordagem alternativa para a condição, criando filtros mais restritivos para a oferta desses serviços pelas operadoras.

    PREVISÃO DE REAJUSTE

    Thomás Ishizuka, superintendente atuarial da Mercer Marsh Benefícios, afirma que o reajuste médio projetado para 2026 na carteira da consultoria deve ficar entre 8% e 11%, em linha com a inflação médica. Segundo ele, esse índice foi de 9,14% em 2025 e deve permanecer na faixa de 9% a 11% neste ano. Para comparação, os reajustes médios da carteira da consultoria foram de 8,9% em 2025 e de 15,5% em 2024.

    Os dados também mostram melhora na sinistralidade, que caiu de 86,2% em 2023 para 79,5% em 2024 e 78,4% em 2025.

    Para Marcelo Borges, diretor executivo da companhia, medidas como coparticipação, restrições de reembolso e redes mais enxutas devem se consolidar no setor. Segundo ele, essas estratégias tendem a reduzir a sinistralidade e dar mais previsibilidade aos custos para as operadoras, mas exigem maior investimento em gestão de saúde.

    Para os beneficiários, o efeito pode ser a transferência de mais custos e limitações de acesso. “Isso pode elevar gastos diretos do usuário, afetar a continuidade do tratamento e gerar insatisfação, especialmente entre grupos com maior uso de serviços”, afirma. Por outro lado, o especialista diz que o mecanismo pode ser utilizado também como forma de reeducação na utilização dos serviços médicos.

    Ele afirma que a desaceleração observada nos últimos anos é um sinal positivo, mas não garante uma estabilização estrutural. Segundo o especialista, o equilíbrio só deve se consolidar de forma sustentável com mudanças mais profundas, como o fortalecimento da atenção primária e da negociação e regulação mais eficazes sobre preços de tecnologias e medicamentos de alto custo.

    A Aon, consultoria de serviços profissionais, prevê crescimento de 9,7% nos custos médicos corporativos no Brasil em 2026. O valor é o menor índice projetado para o país em dez anos.

    Além dos fatores já apontados por entidades do setor, a empresa destaca que a adoção de políticas de combate a fraudes e desperdícios financeiros, como o controle de reembolsos indevidos e outras irregularidades, também contribui para a redução do ritmo de alta dos custos.

    Planos de saúde coletivos devem ter aumento entre 8% e 11% em 2026

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  • Dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,25 e no fim de 2027, calcula Focus

    Dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,25 e no fim de 2027, calcula Focus

    A mediana para o dólar no fim de 2027 caiu de R$ 5,35 para R$ 5,30. Um mês antes, era de R$ 5,45

    A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 ficou estável em R$ 5,25, depois de três semanas de queda. Um mês antes, a mediana para o dólar no fim de 2026 era de R$ 5,40. Considerando apenas as 74 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária permaneceu em R$ 5,24.

    A mediana para o dólar no fim de 2027 caiu de R$ 5,35 para R$ 5,30. Um mês antes, era de R$ 5,45. A estimativa intermediária para o fim de 2028 oscilou de R$ 5,40 para R$ 5,39. Há quatro semanas, era de R$ 5,50.

    Para 2029, a projeção recuou de R$ 5,41 para R$ 5,40. Há um mês, era de R$ 5,50.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,25 e no fim de 2027, calcula Focus

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  • Mediana de IPCA 2026 passa de 4,86% para 4,89%, aponta Focus

    Mediana de IPCA 2026 passa de 4,86% para 4,89%, aponta Focus

    A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 ficou estável em 4,00%, após cinco semanas de elevação

    A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 aumentou pela oitava semana consecutiva, desta vez de 4,86% para 4,89%, distanciando-se ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O movimento reflete a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo.

    Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana subiu de 4,89% para 4,91%.

    A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 ficou estável em 4,00% nesta leitura, após cinco semanas de elevação. Há um mês, era de 3,85%. Considerando apenas as 104 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 4,00%.

    A trajetória prevista pelo mercado segue acima da esperada pelo Banco Central, mesmo depois da revisão das estimativas do Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira, 29.

    No comunicado da reunião de abril, o colegiado subiu a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 3,9% para 4,6%, e para o IPCA de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, de 3,3% para 3,5%.

    Na ocasião, o Copom observou que as projeções de inflação apresentam um distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária e ponderou que a incerteza sobre elas foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos no Oriente Médio e seus efeitos.

    “O Comitê considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil”, disse.

    A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

    No Focus desta segunda-feira, 4, a mediana para o IPCA de 2028 subiu pela segunda semana consecutiva, aumentou de 3,61% para 3,64%. Um mês antes, era de 3,60%. A estimativa intermediária para a inflação de 2029 permaneceu em 3,50% pela 35ª semana consecutiva.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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