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  • Inadimplência de aluguel atinge menor nível em oito meses

    Inadimplência de aluguel atinge menor nível em oito meses

    Falta de pagamento do aluguel é maior em imóveis residenciais de até R$ 1.000, em uma virada de movimento observado no ano passado; queda na taxa de inadimplência traz alívio, mas cenário ainda inspira cautela, diz especialista

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A inadimplência de aluguel no Brasil começou 2026 em queda e atingiu, em janeiro, a menor taxa dos últimos oito meses: 3,29%. O índice recuou 0,15 ponto percentual em relação a dezembro (3,44%) e 0,40 ponto frente a novembro (3,69%), segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica.

    No acumulado do ano passado, a média de inadimplência ficou em 3,50%, praticamente estável em relação a 2024 (3,49%).

    Para Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica, a queda no início do ano é um sinal positivo. Ele diz, no entanto, que o cenário ainda inspira cautela.

    Segundo Gonçalves, inflação e juros altos seguem no radar e podem impactar diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos.

    De acordo com o levantamento da Superlógica, a inadimplência entre os imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000 superou os contratos de alta renda (acima de R$ 13 mil).

    O diretor afirma que “ainda é cedo para cravar uma tendência”. Ele avalia que será preciso acompanhar os próximos meses para entender se esse recuo é um movimento pontual, especialmente porque, no ano passado, a faixa acima dos R$ 13 mil concentrou os maiores níveis de inadimplência.

    As taxas de inadimplência mais baixas foram de imóveis alugados entre R$ 3.000 e R$ 5.000 e entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com taxas de 1,76% e 1,82%, respectivamente.

    No segmento comercial, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 apresentaram a segunda queda consecutiva, com taxa de 7,22% em janeiro, após 8,06% em dezembro.

    Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos caiu pela terceira vez seguida, para 2,15%, após alcançar 2,23% em dezembro. A de casas teve ligeira queda de 3,74% para 3,54%. Nos imóveis comerciais, a taxa recuou de 4,65%, em dezembro, para 4,46%, no último mês.

    O levantamento considerou mais de 600 mil contratos em todo o país e classificou como inadimplentes os boletos com mais de 60 dias de atraso. Os dados são anonimizados.

    NORTE É LÍDER DE INADIMPLÊNCIA

    Em janeiro, a região Norte voltou ao topo do ranking, com uma taxa de 4,03%, enquanto o Nordeste, no topo desde maio de 2025, começou o ano em segundo lugar, com 3,96% -uma queda de 1,27 ponto percentual, ante os 5,23% de dezembro.

    A região Centro-Oeste registrou inadimplência de 3,28%, um recuo de 0,25 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já o Sudeste mostrou leve diminuição de 0,01 ponto percentual em relação a dezembro, encerrando janeiro com a taxa em 3,16%.

    O Sul, com 2,46% de inadimplência, mantém a menor taxa do país.

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  • Financiamento de veículos cresceu 9,2% em janeiro

    Financiamento de veículos cresceu 9,2% em janeiro

    Os preços dos veículos – tanto os novos quanto os usados – ficaram estáveis em janeiro, na comparação com dezembro de 2025; vendas registram o maior volume desde 2008 com alta de 9,2%

    O número de veículos financiados no Brasil cresceu em janeiro, atingindo a marca de 616 mil unidades comercializadas, entre automóveis leves, motos e veículos pesados. Os dados são do levantamento da Trillia, nova linha de negócios de dados da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

    Foi o maior volume registrado para um mês de janeiro desde 2008 e representou alta de 9,2% na comparação com o mesmo período de 2025.

    Entre o total de veículos financiados, o destaque ficou para os seminovos, que tiveram crescimento de 8,8% no período, somando 412 mil unidades. Já os modelos novos somaram 204 mil financiamentos, valor 10,1% superior a janeiro de 2025. 

    Veículos pesados

    Considerando-se apenas o financiamento de automóveis leves, o crescimento foi de 8,7% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas financiadas de motos subiram 21,9%.

    No entanto, houve queda em relação aos veículos pesados. Nesse caso, as vendas por financiamentos apresentaram queda de 3,2%, puxado pela queda de 25,1% dos modelos zero quilômetro, apesar do avanço de 10,9% nos veículos usados.

    Preços

    Os preços dos veículos – tanto os novos quanto os usados – ficaram estáveis em janeiro, na comparação com dezembro de 2025. Em relação aos usados, houve uma queda média de 0,30% nos preços dos veículos. Entre os veículos novos a variação média também foi pequena, com queda de 0,30% na comparação com dezembro do ano passado. 

    Segundo a B3, a redução dos preços dos veículos novos perdeu força em janeiro, o que mostra um início de ano mais estável para o setor.

    Financiamento de veículos cresceu 9,2% em janeiro

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  • Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

    Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

    Os projetos de lei vetados parcialmente pelo presidente nesta quarta foram aprovados no início do ano legislativo e previam a criação de indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil. Este trecho acabou rejeitado por Lula

    (FOLHAPRESS) – O veto parcial do presidente Lula a projetos de lei que estabelecem reajustes a funcionários da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do TCU (Tribunal de Contas da União) pode acelerar a criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias, afirma o líder do PT, Pedro Uczai (SC).

    “Vamos enfrentar esse tema e vamos regular para todos os poderes da República”, defendeu o petista. “Ao invés de discutir derrubada do veto, vamos construir uma legislação unificada para o Brasil inteiro sobre esse tema”, afirmou ele à Folha.

    O líder da oposição, Cabo Gilberto (PL-PB), aponta que se reunirá na próxima semana com a bancada para definir os próximos passos, mas adiantou que viu o veto de Lula como “natural” e “parte do jogo democrático”. “O que eu defendo é que todos os poderes respeitem o teto”, afirmou.

    Os projetos de lei vetados parcialmente pelo presidente nesta quarta foram aprovados no início do ano legislativo e previam a criação de indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil. Este trecho acabou rejeitado por Lula.

    O presidente também barrou a criação de licença compensatória para servidores comissionados. A proposta daria um dia de folga a cada três trabalhados em períodos como feriados, finais de semana e dias de descanso, e o servidor poderia optar por receber uma indenização ao invés da folga.

    Lula vetou ainda o escalonamento de reajustes para 2027, 2028 e 2029, sob a justificativa de que a Lei de Responsabilidade Fiscal veda a criação de despesas obrigatórias no fim do mandato que não possam ser cumpridas integralmente dentro dele.

    O petista, no entanto, sancionou o reajuste para os servidores da Câmara, do Senado e do TCU para 2026.

    A proposta de regulamentação das verbas idenizatórias precisará ser debatida por conta de uma decisão liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, de suspender o pagamento de penduricalhos (verbas indenizatórias) não previstos em lei, tomada em 5 de fevereiro.

    A decisão concedeu 60 dias para que todos os órgãos da administração revisem e suspendam pagamentos sem base legal, seja por lei nacional, estadual ou municipal. Além disso, cobrou do Congresso a edição de lei que regulamente, no âmbito nacional, quais verbas indenizatórias poderiam superar o teto.

    Segundo o ministro, enquanto isso não é feito, multiplicam-se no país os chamados penduricalhos, que vão em muitos casos contra a jurisprudência do Supremo sobre o assunto. Ele citou como exemplos “auxílio-peru”, “auxilio-panetone”, “auxílio-saúde” (independentemente da existência ou não de planos de saúde) e “gratificações de acervo processual” (que poderiam premiar quem acumula muitos processos).

    O líder do PSB, Jonas Donizetti (SP), acrescenta que o veto do presidente já estava previsto, em razão da repercussão negativa por causa da aprovação dos projetos e da decisão de Dino do início do mês. Ele afirma que aguardará o julgamento da limitar pelo STF, marcado para dia 25, para definir os rumos.

    Até agora, o assunto não foi tratado pelos líderes partidários com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    No caso da Câmara, uma reunião com os líderes dos partidos foi realizada por Motta na segunda-feira posterior à liminar, dia 9, mas ficou em torno apenas a pauta da semana. O Senado ficou esvaziado, sem sessões deliberativas. A expectativa é de retomada dos trabalhos somente no dia 24, terça-feira.

    A Folha de S. Paulo mostrou que a decisão de Dino já era vista por parlamentares como embasamento a um provável veto de Lula, que se confirmou nesta quarta-feira (18). Apesar disso, eles aguardam o julgamento da liminar pelo plenário do STF, no dia 25, para saber se haverá apoio da maioria dos ministros ou não.

    Líderes ouvidos pela reportagem afirmaram que há mais resistência no Judiciário do que nos outros Poderes em relação ao corte de penduricalhos. Dessa forma, caso o STF referende a decisão de Dino, haverá mais abertura para editar uma lei, como defende Uczai.

    O Congresso já tentou avançar com a regulamentação dos supersalários em diversas ocasiões, a última dentro da reforma administrativa proposta pela Câmara, mas o projeto travou por resistência dos servidores atingidos, geralmente localizados na cúpula do serviço público e com os melhores salários.

    A princípio, a avaliação entre alguns líderes no Congresso era de que um veto de Lula aos projetos poderia desgastar a relação entre Executivo e Legislativo, mas o mal-estar não se confirmou neste primeiro momento, em que os deputados e senadores estão fora de Brasília e até do país por causa do Carnaval.

    O caso repete outro projeto que gerou desgaste entre o presidente e parte da Câmara: quando ele vetou o aumento do número de deputados federais dos atuais 513 para 531 no ano passado. Na época, uma decisão gerou uma crise com Motta, mas uma saída foi estabelecida pelo STF, que manteve a atual composição de vagas da Câmara por Estado, sem redistribuí-las de acordo com o aumento populacional.

    Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

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  • Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

    Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

    O resultado é 10% superior ao do Carnaval do ano passado. Quanto ao público, com mais de 65 milhões de pessoas curtindo as festas em todo o país, o aumento estimado é de 22% na comparação com o mesmo período de 2025

    Os resultados positivos do Carnaval 2026 para o setor de turismo podem ser os maiores da série histórica iniciada há 15 anos.

    Estimativas divulgadas nesta Quarta-feira de Cinzas pelo Ministério do Turismo projetam uma movimentação financeira de R$ 18,6 bilhões no país, fruto da procura por acomodação, alimentação e lazer durante o Carnaval. A estimativa foi realizada com base em dados da CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e da Fecomércio SP.

    O resultado é 10% superior ao do Carnaval do ano passado. Quanto ao público, com mais de 65 milhões de pessoas curtindo as festas em todo o país, o aumento estimado é de 22% na comparação com o mesmo período de 2025.

    Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o grande movimento durante o Carnaval no Brasil é sentido por aqueles que ajudam a fazer a festa acontecer e fortalece as políticas públicas do setor.

    “Cada turista que chega fortalece a economia local. São milhares de famílias que encontram, no turismo, uma fonte digna de renda. O carnaval é um exemplo claro de como o turismo não é apenas lazer. É política pública de desenvolvimento”.

    Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, comenta a tendência de crescimento do setor, o que favorece a geração de emprego e renda.

    “Esse carnaval tem sido uma característica de um grande avanço, tanto nas áreas turísticas litorâneas, quanto também algumas cidades do interior que têm carnaval histórico. E acho que vamos bater todos os recordes em termos que ocupação e demanda de restaurantes nessas praças”.

    José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo da Abrasel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, também destaca a movimentação nas principais cidades turísticas.

    “No setor de bares e restaurantes, as primeiras informações são de que o movimento foi ótimo, principalmente nas cidades mais turísticas, que tiveram alta ocupação durante a folia. Mas também a gente teve relatos de empreendimento que ficam fora do circuito e aproveitaram para chamar as famílias e pessoas que queriam um almoço mais tranquilo, e também conseguiram um om faturamento”.

    As cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda são as que mais atraíram turistas durante o Carnaval. São Paulo liderou com público, mais de 16,5 milhões de pessoas e um impacto econômico de R$ 7 bilhões. Já o Rio de Janeiro manteve alta rentabilidade por visitante, com cerca de 8 milhões de foliões, um impacto de R$ 5,7 bilhões e ocupação hoteleira atingindo 98%.

    O polo Recife/Olinda reuniu mais de 7,6 milhões, com movimentação superior a R$ 3 bilhões, e o estado de Pernambuco projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais. Em Salvador, mais de 8 milhões de pessoas curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.

    Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

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  • Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

    Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

    Mercado avaliou ata do Federal Reserve, que foi divulgada nesta quarta; Vale pressionou Bolsa brasileira após balanço do quarto trimestre

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou esta quarta-feira (18) em alta de 0,25%, a R$ 5,242, com o mercado digerindo a ata da última reunião do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval.

    Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou o pregão em queda de 0,24%, a 186.015 pontos, segundo dados preliminares.

    A Bolsa brasileira foi pressionada pela Vale, cujas ações fecharam o dia em queda de 3,71%. Na última quinta-feira (12), a mineradora divulgou que seu lucro caiu 56% em 2025, para R$ 13,8 bilhões. Segundo a companhia, o resultado reflete aumento de provisões no fim do ano e questões contábeis. No quarto trimestre, a mineradora teve prejuízo de R$ 21 bilhões.

    A ata do Fed mostrou que o colegiado de política monetária do BC americano estava dividido durante a reunião, mas que o consenso acabou sendo de pausar os cortes e retomá-los caso a inflação se mostre suficientemente comportada.

    “Ao considerar as perspectivas para a política monetária, muitos participantes avaliaram que novos ajustes para baixo na faixa-alvo da taxa provavelmente seriam apropriados se a inflação recuasse em linha com suas expectativas”, disse o documento.

    Os índices acionários dos Estados Unidos avançavam na manhã desta quarta, com as ações de tecnologia ampliando os ganhos após um período de fraqueza.

    Wall Street tem sido abalada neste mês por temores de que ferramentas de inteligência artificial em rápida evolução possam desestabilizar modelos de negócios, provocando vendas em setores que vão de software a transporte rodoviário.

    Ações mais amplamente ligadas à IA e grandes empresas de tecnologia também recuaram recentemente, conforme investidores passaram a exigir evidências mais concretas de que os pesados investimentos na tecnologia estão, de fato, impulsionando receitas e lucros.

    “Não vimos realmente uma correção significativa, apenas muita volatilidade diária, o que indica que o mercado está mais em um ponto de inflexão, esperando algum catalisador positivo ou negativo para direcioná-lo”, disse Sam Stovall, estrategista-chefe da CFRA.

    Na sexta, antes do feriado de Carnaval, o dólar avançou 0,57%, cotado a R$ 5,229, e a Bolsa caiu 0,69%, a 186.464 pontos.

    Os investidores repercutiram os dados de inflação dos Estados Unidos medidos pelo CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês).

    “Os mercados operaram mistos na sexta, mas em um tom predominantemente negativo, impulsionado pela reação ao CPI de janeiro nos EUA, que, apesar de benigno, não freou a rotação setorial contra tech e commodities” diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    O relatório apontou que os preços ao consumidor subiram 0,2% no mês passado, contra expectativa de 0,3%. Nos 12 meses até janeiro, o CPI teve alta de 2,4%. A desaceleração na taxa de inflação anual, que estava em 2,7% em dezembro, refletiu principalmente a saída do cálculo dos valores mais altos do ano passado.

    Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

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  • Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

    Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

    O Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo registrou crescimento de 14,09%, com trânsito de 227.484 passageiros

    Os aeroportos do Centro-Oeste receberam mais de 12,5 milhões de passageiros em 2025, 7,5% a mais do que em 2024. O movimento é o maior registrado nos terminais da região em sete anos, segundo dados compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos com base no Painel de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    Em porcentagem, Sinop (MT) liderou o ranking em 2025. O Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo registrou crescimento de 14,09%, com trânsito de 227.484 passageiros. A alta reflete as melhorias implementadas como a requalificação do pavimento da pista de pouso e decolagem e das taxiways (pistas de táxi), segundo a Centro-Oeste Airports, concessionária do terminal.

    As outras quatro cidades com maior movimentação de passageiros aéreos no Centro-Oeste no ano passado foram Brasília, Goiânia (GO), Várzea Grande (MT) e Campo Grande (MS). Na capital federal, o aumento foi de 10,13%, com fluxo de 8.173.860 viajantes no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek.

    Na capital de Goiás, a movimentação no Santa Genoveva cresceu 9,47% com o trânsito de 1.913.579 viajantes. Em Várzea Grande, o Marechal Rondon registrou alta de 7,09% com 1.245.965 passageiros aéreos. Por fim, o Aeroporto de Campo Grande recebeu 3,15% a mais de viajantes, registrando 775.150 passageiros.

    A expectativa do governo é de que a região continue a registrar crescimento consistente nos próximos anos. “É desenvolvimento regional conectado ao crescimento do país. Fortalecer a infraestrutura aérea é mais eficiência logística e competitividade para quem produz. Também representa integração do campo com os mercados nacionais e internacionais”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

    A partir deste ano e até 2027 serão investidos R$ 91 milhões nos aeroportos da região. Os recursos foram anunciados em dezembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos e integram a carteira pública de investimentos de aeroportos regionais.

    Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

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  • Mercado reduz previsão da inflação para 3,95% este ano

    Mercado reduz previsão da inflação para 3,95% este ano

    Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%; estimativa para o PIB é 1,8% em 2026

    A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,97% para 3,95% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta quarta-feira (18), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

    Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

    Pela sexta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o IPCA acumular alta de 4,44% em 2025, dentro da meta do CMN.

    Taxa Selic

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida na última reunião, no fim de janeiro.

    A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em comunicado, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

    A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica caia para 12,25% ao ano até o final de 2026, a mesma previsão do boletim Focus da semana passada. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

    Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e câmbio

    Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 1,8%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

    Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.

    Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

    A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique nesse mesmo patamar.

    Mercado reduz previsão da inflação para 3,95% este ano

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  • Estimativa para a Selic no fim de 2026 segue em 12,25% pela 8ª semana seguida no Focus do BC

    Estimativa para a Selic no fim de 2026 segue em 12,25% pela 8ª semana seguida no Focus do BC

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50%, pela 53ª semana seguida

    A mediana das estimativas do mercado financeiro do relatório Focus do Banco Central para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,25%, pela 8ª semana seguida. Considerando só as 45 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,25% para 12,00%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50%, pela 53ª semana seguida. Considerando só as 43 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 10,50%.

    A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,00%, pela 4ª semana consecutiva. Para 2029, a mediana ficou em 9,50%, pela 16ª leitura seguida.

    Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.

    “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Estimativa para a Selic no fim de 2026 segue em 12,25% pela 8ª semana seguida no Focus do BC

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  • Como eram as festas de Daniel Vorcaro, que viraram alvo de pedido de investigação

    Como eram as festas de Daniel Vorcaro, que viraram alvo de pedido de investigação

    Representação do Ministério Público junto ao TCU pede investigação sobre a participação de autoridades em festas promovidas por Daniel Vorcaro, em meio ao avanço das apurações do caso Master e a relatos de eventos que reuniram políticos, executivos e integrantes do Judiciário

    (FOLHAPRESS) – O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União apresentou representação recomendando a abertura de processo para identificar autoridades públicas federais que teriam participado de festas na casa de veraneio do então banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, na Bahia.

    Segundo o documento, datado de 29 de janeiro deste ano, “esses eventos, denominados Cine Trancoso, teriam contado com a presença de altas autoridades dos Três Poderes da República, incluindo integrantes do Poder Executivo do governo anterior, membros do mercado financeiro, da política e do meio jurídico”.

    O pedido menciona reportagem da revista digital Liberta sobre os encontros no litoral baiano. Matéria publicada pela Folha de S.Paulo, em setembro de 2025, também tratou de eventos realizados no imóvel. Em três aluguéis de temporada entre 2021 e 2022, Vorcaro se hospedou na casa, que pertencia à empresária Sandra Habib, mulher de Sérgio Habib, presidente da JAC Motors Brasil.

    Posteriormente, o imóvel foi comprado por empresas ligadas ao banqueiro. A venda passou a integrar um processo judicial que descreve transtornos ocorridos quando Vorcaro ainda era locatário.

    Em mensagens de WhatsApp reproduzidas no processo, a antiga proprietária demonstrou indignação com o que teria acontecido no local. Ao corretor responsável pela locação, Sandra relatou que seus funcionários ficaram chocados.

    “O Vorcaro encheu a minha casa de putas. Ele, amigos e muitas putas! Desde antes de ontem, reclamações por causa do som acima do permitido. Ontem foi pior”, escreveu ela no dia 5 de outubro de 2022, véspera do aniversário do banqueiro.

    Segundo a empresária, havia mais de 30 pessoas na residência, embora o contrato limitasse a 20. Ela afirmou ainda que Vorcaro teria contratado um grupo de pagode, com música alta, o que chamou a atenção de vizinhos, da polícia local e de agentes ambientais.

    De acordo com apuração da Folha com 13 executivos, empresários e integrantes de órgãos públicos, os eventos não teriam se restringido a Trancoso. Festas de diferentes portes teriam sido promovidas por Vorcaro em outras localidades, no Brasil e no exterior. Em São Paulo, uma área de hotel ficou conhecida por sediar encontros mais frequentes.

    Os episódios passaram a circular nos meios político e financeiro e ganharam repercussão à medida que avançam as investigações sobre o caso Master.

    Procurada, a assessoria do banqueiro afirmou, em nota, que a defesa “repudia as informações e alegações apresentadas, que se baseiam em fonte não fidedigna e em relatos distorcidos, utilizados para construir narrativa difamatória e sensacionalista contra o empresário”.

    Pessoas próximas a Vorcaro afirmam que ele se empenha em criar redes de relacionamento no meio político e empresarial e considera importante impressionar convidados para fortalecer vínculos.

    Um exemplo citado é a reforma realizada para instalar um bar em estilo inglês na área de escritórios da Titan, holding de seu grupo, no edifício Birmann 32, na avenida Faria Lima, conhecido como “prédio da baleia” por causa da escultura instalada no local.

    O banqueiro também ganhou visibilidade por investir no camarote VIP Café de la Musique Alma Rio, na Sapucaí, e por levar convidados para acompanhar a Fórmula 1 em São Paulo.

    Os eventos descritos por interlocutores como suntuosos teriam sido reservados a grupos restritos de autoridades. Relatos apontam a presença de políticos de diferentes partidos, além de executivos de instituições públicas, como bancos e fundos de previdência.

    Entre pessoas que comentam o assunto, há avaliação de que o receio em relação à eventual divulgação de imagens dessas festas, embora não ilegais, reforçaria a influência de Vorcaro sobre autoridades.

    Há relatos de que não era permitido o uso de celulares nos encontros. A denominação Cine Trancoso alimenta a percepção de que registros teriam sido feitos pelo anfitrião. Rumores recentes indicam que a Polícia Federal teria acessado imagens no celular do banqueiro e avaliado como tratá-las, já que festas consensuais entre adultos não configuram crime. A PF não se manifestou.

    Testemunhos mencionam que convidados eram recepcionados por mulheres descritas como modelos. Circulam histórias de que algumas delas teriam chegado de jatinho, vindas da Europa, embora as descrições não sejam precisas.

    Segundo essa narrativa, muitas não falariam português, o que teria sido interpretado como estratégia para evitar que compreendessem o teor das conversas.

    Os eventos incluiriam shows e serviço considerado de alto padrão, com alimentos e bebidas de luxo. O cardápio teria petiscos com caviar e vinhos como Petrus, La Tâche e Armand Rousseau, cujas garrafas podem custar de R$ 5 mil a R$ 50 mil, dependendo da safra.

    O uísque Macallan também seria presença frequente. Uma garrafa da versão de 60 anos já foi leiloada por mais de US$ 2 milhões. No Brasil, versões podem variar de cerca de R$ 800 a quase R$ 90 mil.

    Entre os eventos citados está uma festa durante a Semana do Brasil em Nova York, tradicional encontro de empresários e políticos. A celebração teria ocorrido como um “after” e repercutido nos dias seguintes.

    Outro episódio mencionado ocorreu paralelamente ao Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza. Segundo relatos, o evento promovido pelo banqueiro teria sido assunto entre participantes no dia seguinte.

    Pessoas ligadas ao Master afirmam que algumas mulheres que frequentavam as festas teriam se aproximado de Vorcaro, recebido mesadas e se hospedado em hotéis de luxo em São Paulo, além de convidar amigas para eventos.

    Reportagens também apontaram transações envolvendo empresa ligada ao banqueiro e uma jovem autodeclarada “sugar baby”, Karolina Trainotti, que recebeu um apartamento avaliado em quase R$ 4,4 milhões, doado pela Super Empreendimentos em 2024.

    O MBL organizou protestos em frente ao Banco Master, na região da Faria Lima, e mencionou nas redes sociais a fama de festeiro de Vorcaro.

    Em um dos atos, duas atrizes vestidas com sutiã e minissaia encenaram personagens ao lado de um homem com máscara do banqueiro. Antes de outro protesto, circulou vídeo produzido por inteligência artificial com marchinha de Carnaval fazendo críticas ao caso.

    Para Renato Battista, coordenador nacional do MBL, a investigação pode trazer novas revelações. “Nós sempre falamos que o conteúdo do celular de Vorcaro seria explosivo. Hoje ficou comprovada a relação financeira entre ele e o ministro Dias Toffoli, mas não para por aí. Todo mundo sabe que Vorcaro realizava diversas festas com prostitutas e que envolvia autoridades de todos os poderes no meio disso. Isso pode vir à tona a qualquer momento”, afirmou.

    Em nota, a defesa do banqueiro declarou que “as afirmações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos e reproduzem versões descontextualizadas, já anteriormente apontadas à imprensa como parte de tentativa de extorsão e de constrangimento público”.

    “A divulgação de conteúdos carregados de juízo moral, dissociados de qualquer relevância jurídica, contribui apenas para a criação de ilações e para a indevida invasão da esfera privada, reforçando um ambiente de pré-julgamento incompatível com o devido processo legal, com o porte deste veículo de imprensa e com os jornalistas envolvidos. A defesa, que não teve acesso a nenhum documento até agora, entende que esse tipo de abordagem integra um movimento mais amplo de difamação, voltado à tentativa de influenciar a percepção pública antes da conclusão das apurações”, conclui a nota.
     

     

    Como eram as festas de Daniel Vorcaro, que viraram alvo de pedido de investigação

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  • BC decreta liquidação do Banco Pleno, que fazia parte do conglomerado Master

    BC decreta liquidação do Banco Pleno, que fazia parte do conglomerado Master

    O Pleno fazia parte do conglomerado Master até julho de 2025, mas seu atual dono, Augusto Lima, deixou a sociedade com Daniel Vorcaro e ficou com o banco. Ambos foram presos no âmbito da Operação Compliance Zero, sendo posteriormente liberados sob uso de tornozeleira eletrônica

    (FOLHAPRESS) – O BC (Banco Central) decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do banco Pleno (ex-Voiter), que já pertenceu ao conglomerado do Banco Master, investigado por supostas fraudes financeiras.

    O Pleno fazia parte do conglomerado Master até julho de 2025, mas seu atual dono, Augusto Lima, deixou a sociedade com Daniel Vorcaro e ficou com o banco. Ambos foram presos no âmbito da Operação Compliance Zero, sendo posteriormente liberados sob uso de tornozeleira eletrônica.

    O Pleno enfrentava dificuldades de liquidez e buscava um investidor para continuar operando. Por determinação do BC, o banco estava proibido de emitir novos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) para se financiar. No mercado secundário, os títulos chegaram a ser negociados a 165% do CDI ao fim de 2025.

    Segundo as últimas informações disponibilizadas na base do BC, referentes a junho de 2025, o ex-Voiter tinha um patrimônio líquido de R$ 672,6 milhões e um lucro líquido de R$ 169,3 milhões. Na outra ponta, porém, o passivo era de R$ 6,68 bilhões. Dessa dívida, a maior parte é de CDBs , que correspondiam a R$ 5,4 bilhões.

    Em nota, o BC informou que o conglomerado do Pleno detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional.
    Sem se financiar pela emissão de novos CDBs, o pagamento de compromissos do banco se tornou mais difícil.

    Em 18 de novembro, foi anunciada a liquidação do Master, do Master de Investimento, da Master Corretora e do Letsbank. Nos dias 15 e 21 de janeiro, foram liquidados a administradora de fundos Reag e o Will Bank, respectivamente.

    Os problemas do Pleno o acompanham há anos, desde a época em que o nome era Indusval e tinha outros controladores. Voltado ao financiamento de empresas e do agronegócio, o banco passou por várias reestruturações em meio a prejuízos. Em 2019, passou a se chamar Voiter, num plano de transformação digital.

    Sem sucesso, a Capital Consig fez uma oferta para adquirir o Voiter em 2023. A operação não foi para frente e, em fevereiro de 2024, o Master levou a instituição.

    Em julho de 2025, o BC aprovou a transferência do Voiter para Lima, que mudou o nome da instituição para Pleno, no momento em que analisava a venda do Master para o BRB, o banco estatal de Brasília. Quatro meses depois, o banqueiro foi preso.

    A autorização ocorreu mais de um ano após a saída de Lima do Master -ele havia deixado o banco no fim de abril de 2024, quando vendeu a sua participação na holding para o próprio Vorcaro.

    QUEM É AUGUSTO LIMA

    A trajetória de Augusto Lima é marcada por uma rápida ascensão. Em menos de uma década, a partir da criação do Credcesta, em 2018, saiu da Bahia, ganhou espaço na Faria Lima, expandiu o negócio do consignado por 24 estados e 176 municípios. Em novembro de 2025, foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga a suspeita de fraudes em carteiras de créditos que o Master vendeu ao BRB (Banco Regional de Brasília).

    Segundo reconstituição da Folha de S.Paulo, com base em documentos e relato de pessoas próximas ao empresário, a trilha que colocou Lima no centro do maior escândalo financeiro em décadas inclui estruturas empresariais opacas, teias societárias complexas e costuras políticas.

    Nesse caminho, Lima utilizou muitos fundos em seus negócios e criou fortes laços com a Reag, instituição de fundos de investimento que foi alvo em agosto de 2025 da Operação Carbono Oculto, por suspeita de operar para o PCC, e foi liquidada pelo Banco Central.

    A PKL One, empresa dona do Credcesta, recebeu aumento de capital de um fundo chamado Reag 34, depois rebatizado de Diamond. Esse fundo detém o controle da empresa e está sob a gestão da WNT, que foi citada na segunda fase da operação Compliance Zero.

    Lima também declarou ganhos milionários em operação envolvendo ações da Akaa Empreendimentos e cotas do Murrien 41, que receberam investimentos do Hans 95, um dos fundos que foram alvo da Carbono Oculto.

    Nascido em uma família de classe média de Salvador, Guga, como é chamado entre amigos, cursou economia em uma universidade particular. Trabalhou com venda de abadás até entrar no setor financeiro com a Terra Firme da Bahia, fundada em 2001 para atuar como correspondente de instituições financeiras.

    Nos anos seguintes, fundou outras empresas neste segmento e ajudou a criar as associações de servidores Asteba e Asseba, que prestavam serviços, inclusive financeiros, aos funcionários públicos.

    BC decreta liquidação do Banco Pleno, que fazia parte do conglomerado Master

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