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  • Economistas preveem que Copom reduzirá Selic para 14,5% mesmo com inflação mais alta

    Economistas preveem que Copom reduzirá Selic para 14,5% mesmo com inflação mais alta

    O Banco Central deverá reduzir a taxa de juros dos atuais 14,75% para 14,5% na reunião que começa nesta terça-feira (28)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os economistas voltaram a aumentar a previsão da inflação deste ano e acreditam que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deverá reduzir a taxa de juros dos atuais 14,75% para 14,5% na reunião que começa nesta terça-feira (28), um corte de 0,25 ponto percentual.

    O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27) mostra que a expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 4,8% para 4,86% na sétima semana consecutiva de elevação do índice.

    Com isso, os analistas mantêm a perspectiva que a inflação fechará o ano acima do teto da meta que é de 4,5%, já que o BC impôs o objetivo de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    A previsão do IPCA era de 3,91% em 9 de março, mas passou a subir seguidamente com o temor sobre os impactos da guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro com os ataques de EUA e Israel ao Irã, que revidou as ofensivas.

    Os economistas também elevaram a previsão do IPCA para 2027 (de 3,99% para 4%) e de 2028 (de 3,6% para 3,61%).

    O boletim Focus ainda indica que os especialistas ouvidos pelo BC apostam em um corte de 0,25 na reunião desta semana. O anúncio será feito na quarta-feira (29).

    Os analistas mantiveram a expectativa que o país terminará o ano com os juros a 13%. As previsões para os dois anos seguintes também ficaram estagnadas em 11% (2027) e 10% (2028), mas caiu em 2029 de 9,88% para 9,75%.

    A perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano caiu pela primeira vez no ano, indo de 1,86% para 1,85%. O mercado também diminuiu a previsão do dólar para R$ 5,25, contra R$ 5,30 da semana passada.

    Economistas preveem que Copom reduzirá Selic para 14,5% mesmo com inflação mais alta

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  • Ministro Luiz Marinho avalia que escala 6×1 é 'muito mais cruel para as mulheres'

    Ministro Luiz Marinho avalia que escala 6×1 é 'muito mais cruel para as mulheres'

    Ministro afirma que país está pronto para mudança e destaca demanda da população por mais tempo livre

    O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta segunda-feira, 27, que o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso é uma pauta visivelmente importante para mulheres, embora seja relevante também para homens. Ele discursou na cerimônia de lançamento do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios.

    “Evidente que é importante para homens e mulheres, mas é óbvio, está visível, está latente que essa jornada de trabalho é muito mais cruel para as mulheres”, disse o ministro do Trabalho, defendendo a importância de agregar esforços para melhorar as condições das mulheres.

    Marinho ainda defendeu que o voto em lista fechada – uma proposta de reforma política que já foi defendida pelo PT, mas não avançou – poderia servir para aumentar a participação das mulheres na política. Segundo o ministro, os partidos poderiam ser obrigados a intercalar homens e mulheres nas listas, o que tenderia à paridade em cargos eleitos.

    Ministro Luiz Marinho avalia que escala 6×1 é 'muito mais cruel para as mulheres'

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  • Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

    Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

    Mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada; expectativa é que economia do país cresça 1,85%

    O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 4,86%.

    Na edição anterior do boletim divulgado pelo Banco Central, a previsão era de que o IPCA de 2026 ficaria em 4,80%, acima dos 4,31% projetados há quatro semanas.

    Para os anos subsequentes, as projeções do mercado estão em 4% para 2027; e 3,61% para 2028. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Taxa Selic

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Atualmente, o mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada, mas 0,5 ponto percentual acima das projeções feitas há quatro semanas (12,5%). Para 2027 e 2028, as projeções são de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.

    Quando estava em 15% ao ano, a Selic registrava o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.

    PIB e Câmbio

    Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas riquezas produzidas no país) e ao câmbio, o mercado reviu para baixo esses índices, na comparação com a semana anterior.

    A expectativa é de que a economia do país cresça 1,85% em 2026, percentual ligeiramente abaixo do 1,86% projetado na semana passada. Para 2027, o mercado projeta que o PIB feche o ano em 1,80%. Para 2028, projeta-se uma inflação de 2%, segundo o Focus.

    O dólar fechará 2026 contado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmarem. Na semana passada, a cotação da moeda estadunidense estava em R$ 5,30; e há quatro semanas estava em R$ 5,40.

    Para 2027 e 2028, as expectativas apontadas pelo boletim é de o dólar a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.

    Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

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  • Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

    Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

    As mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens – também uma alta na comparação com 2023, quando a diferença era de 13,7%

    As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens em empresas privadas com 100 ou mais empregados, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 27, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A desigualdade salarial aumentou na comparação com 2023, quando era de 20,7%.

    Considerando o salário mediano de contratação, as mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens – também uma alta na comparação com 2023, quando a diferença era de 13,7%.

    O número de mulheres empregadas aumentou 11% entre 2023 e 2025, de 7,2 milhões para 8 milhões, o equivalente a 41,4% do mercado total. Em contrapartida, a massa de rendimentos feminina representa apenas 35,2% do total – uma alta frente aos 33,7% de 2023.

    Para que os rendimentos chegassem a 41,4% do total, em linha com a participação feminina no mercado de trabalho, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos, de acordo com o MTE.

    A proporção de empresas que afirmam promover mulheres aumentou de 38,8% para 48,7%. Já as ações de contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram relativamente estáveis.

    O total de mulheres negras empregadas aumentou 29% entre 2023 e 2026, de 3,2 milhões para 4,2 milhões. O número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras no seu corpo funcional cresceu 3,6%, para 21.759 das 53,5 mil empresas consideradas.

    Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

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  • Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

    Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

    No começo da tarde desta segunda-feira (27), o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, registrava baixa de 0,72%, a 186.790 pontos; moeda norte-americana caía 0,47%, cotada a R$ 4,974

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta segunda-feira (27), com investidores à espera das decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos já nesta quarta-feira. A guerra no Irã também permanece sob os holofotes, ainda sem perspectiva de resolução.

    Às 11h57, a moeda norte-americana caía 0,47%, cotada a R$ 4,974. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,964. A movimentação vai em linha com o exterior, com o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, em queda de 0,17%, a 98,36 pontos.

    Já a Bolsa tinha perdas de 0,31%, a 190.140 pontos.

    As reuniões de política monetária serão o grande foco da semana. A data, apelidada de “superquarta”, deve ter como ponto central o debate sobre as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio, em particular sobre a inflação.

    No Brasil, a expectativa é que o Copom (Comitê de Política Monetária) dê continuidade no ciclo de cortes iniciado na reunião passada e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual mais uma vez, a 14,5% ao ano.

    O movimento acontece a despeito das projeções de alta no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do país. Isso porque, dizem os dirigentes do Copom, a Selic está com um “gordura extra” que pode combater o aumento de preços causado pela guerra no Irã e ainda se manter em nível restritivo.

    “O nível de juros hoje tem mais gordura do que tinha seis meses atrás. Obviamente que esse evento do conflito vai do outro lado, porque ele está dando um choque de preços relevante que tem chances reais de ter efeitos de segunda ordem”, afirmou Nilton David, diretor de política monetária do BC, em evento no início do mês.

    A autarquia não pode “abaixar a guarda”, disse ele, reiterando também que os cortes na Selic são parte de um processo de “calibração”, e não de “afrouxamento”, porque o objetivo é manter os juros em território restritivo.

    Nesse sentido, a decisão dessa semana “será decisiva para calibrar a percepção sobre o ritmo de cortes da Selic”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, considerando que o ambiente ainda é de “juros altos pesando sobre o consumo e as ações da Bolsa”.

    Segundo o Boletim Focus dessa semana, a expectativa é que a Selic termine 2026 em 12,5% ao ano.

    Já nos Estados Unidos, o consenso aponta para a manutenção dos juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), atualmente na banda de 3,5% e 3,75%. Esta “superquarta” pode ser a última reunião de Jerome Powell como presidente da autoridade monetária.

    A data de 15 de maio para o fim dos oito anos de Powell no comando do Fed parece agora mais provável depois que um grande obstáculo à confirmação de seu sucessor indicado, Kevin Warsh, foi removido na sexta-feira (24) no Senado.

    Ainda assim, a reunião e a entrevista coletiva de Powell após o anúncio da decisão poderão definir questões importantes, inclusive se as autoridades acenarão com a possibilidade de aumentos nos juros ainda este ano caso a inflação acelere.

    A permanência de Powell na diretoria do Fed, mesmo que Warsh seja confirmado a tempo de dirigir a próxima reunião de política monetária em junho, também deverá ser abordada na quarta-feira.

    “Como não há a menor possibilidade de que o Fed altere suas taxas, nossa atenção estará voltada principalmente para qualquer elemento que diga respeito aos futuros movimentos de política monetária do banco central”, diz Nancy Vanden Houten, economista da Oxford Economics.

    Enquanto isso, a cena geopolítica segue incerta. Novas negociações entre Estados Unidos e Irã, aguardadas para sábado (25), não ocorreram.

    Ainda que o chanceler iraniano Abbas Araghchi tenha se reunido com autoridades paquistanesas, o presidente Donald Trump cancelou a viagem dos enviados norte-americanos para Islamabad, capital do Paquistão.

    A decisão de Trump marca um revés nas negociações entre Washington e Teerã e frustra as expectativas dos mercados globais, que anseiam pelo desfecho da guerra que tomou o Oriente Médio há dois meses.

    “Muito tempo perdido viajando, muito trabalho! Além disso, há uma tremenda disputa interna e confusão dentro da ‘liderança’ deles. Ninguém sabe quem está no comando, incluindo eles mesmos. Além disso, nós temos todas as cartas, eles não têm nenhuma! Se quiserem conversar, basta ligar!!!”, escreveu Trump em rede social.

    Os negociadores eram Steve Witkoff, encarregado dos EUA para as negociações no Oriente Médio, e Jared Kushner, genro do presidente que cuida dos interesses empresariais do sogro mesmo sem ter cargo oficial.

    Em postagem no X, horas depois do anúncio de Trump, o chanceler iraniano afirmou ter “compartilhado a posição do Irã a respeito de uma estrutura viável para encerrar permanentemente a guerra contra o Irã; ainda resta saber se os EUA estão realmente levando a diplomacia a sério.”

    Enquanto não há acordo entre as partes, a passagem pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, continua bloqueada por iranianos e norte-americanos. O tráfego marítimo no local diminuiu em 95% desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

    O revés diplomático está dando impulso para as cotações do petróleo no exterior. O Brent, referência internacional, chegou a saltar 3,08%, atingindo US$ 102,18 às 5h (horário de Brasília), até firmar em US$ 101 pela manhã.

    Como exportador de petróleo, o Brasil se beneficia com alta do petróleo, tanto via fluxo de estrangeiros quanto pela balança comercial.

    “O petróleo negociando acima de US$ 100 tem efeito direto nos termos de troca do Brasil e amplia a perspectiva de superávit comercial, elevando a oferta de dólares no mercado local”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Ele acrescenta que, apesar dos impasses nas negociações, o mercado não prevê uma escalada relevante no conflito, o que reduz a demanda por ativos defensivos, como o dólar e o ouro. “Soma-se a isso o diferencial de juros ainda elevado, que segue atraindo fluxo para o país. A combinação desses fatores sustenta a valorização do real .”

    Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

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  • Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

    Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

    Crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 oscilou de 1,86% para 1,85%. Um mês antes, era de 1,85%. Considerando apenas as 81 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa passou de 1,89% para 1,87%.

    O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. O Ministério da Fazenda espera alta de 2,33% para o PIB.

     

    A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80% pela 17ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária passou de 1,74% para 1,73%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,0%, pela 111ª e 58ª semana seguida, respectivamente.

    Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

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  • Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

    Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

    Na última pesquisa Projeções Broadcast, 33 de 37 instituições financeiras esperavam um novo corte de 0,25 ponto na taxa de juros esta semana

    A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,0%, às vésperas das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, 29. Um mês antes, era de 12,50%. O mercado vem calibrando as expectativas para a trajetória dos juros, em meio à pressão inflacionária causada pela disparada dos preços do petróleo.

    Considerando só as 110 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim de 2026 também permaneceu em 13,0%.

    A mediana do Focus para a taxa Selic no fim de 2027 se estabilizou em 11,0%. Um mês atrás, era de 10,50%. Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também continuou em 11,0%.

    Na última decisão, do dia 18 de março, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano. Foi a primeira diminuição dos juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário, por causa do conflito no Oriente Médio, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz.

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse, durante entrevista coletiva no dia 26 de março, que o “conservadorismo” da autoridade monetária durante 2025 compraria tempo para analisar o cenário e entender os efeitos da alta do petróleo sobre os preços domésticos. “Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom”, ele afirmou.

    Na última pesquisa Projeções Broadcast, 33 de 37 instituições financeiras esperavam um novo corte de 0,25 ponto na Selic esta semana, que levaria a taxa a 14,50%. Dois outros respondentes previam uma redução maior, de 0,50 ponto, e dois, manutenção dos juros em 14,75%.

    No Focus desta segunda-feira, 27, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 14ª leitura seguida. A estimativa para 2029 caiu de 9,88% para 9,75%. Um mês antes, também era de 9,75%.

     

    Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

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  • Entenda o direito trabalhista de faltar até três dias no ano para fazer exames

    Entenda o direito trabalhista de faltar até três dias no ano para fazer exames

    Lei sancionada por Lula obriga empresas a informar funcionários sobre direito já previsto na CLT; ausência para exames preventivos de câncer e HPV não pode gerar desconto no salário

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O brasileiro que tem carteira assinada pode se ausentar do trabalho por até três dias por ano para fazer exames preventivos de câncer sem ter desconto no salário. O direito, que já está previsto na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), agora foi reforçado pela lei 15.377.

    A nova lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 6, não cria exatamente um novo direito, mas obriga as empresas a informarem os funcionários sobre essa possibilidade, além de divulgarem campanhas de prevenção relacionadas ao HPV (papilomavírus humano) e a alguns tipos de câncer.

    Abaixo, entenda alguns pontos sobre a regra atual, com base em esclarecimentos do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

    O QUE DIZ A LEI?

    A lei 15.377 determina que empresas devem divulgar informações sobre campanhas de vacinação e prevenção relacionadas ao HPV (papilomavírus humano) e aos cânceres de mama, colo do útero e próstata.

    O texto estabelece que os empregadores devem orientar os trabalhadores sobre o direito de se ausentar para realizar exames preventivos dessas doenças.

    Essa previsão foi acrescentada ao artigo 473 da CLT, que já permite a ausência. Na prática, a lei tenta garantir que o trabalhador saiba que pode exercer esse direito.

    QUANTOS DIAS O TRABALHADOR PODE FALTAR?

    A legislação permite que o empregado se afaste por até três dias a cada 12 meses de trabalho para realizar exames preventivos de câncer, desde que apresente comprovante da realização.

    Nesse caso, a ausência pode abranger a jornada inteira de trabalho, e não apenas o período em que o exame foi realizado. O entendimento é que o trabalhador pode precisar de tempo para deslocamento, preparo ou recuperação após o procedimento.

    Esse direito foi incluído na CLT em 2018 e continua em vigor.

    O TRABALHADOR PODE SE AUSENTAR O DIA INTEIRO, MESMO QUE O EXAME DURE POUCAS HORAS?

    Sim. No caso específico dos exames preventivos de câncer, a falta pode abranger o dia completo de trabalho, desde que respeitado o limite de até três dias por ano e apresentada comprovação.

    Em outras situações previstas na legislação, porém, o afastamento pode ser limitado ao tempo necessário. É o caso, por exemplo, de consultas médicas durante a gravidez ou de acompanhamento da gestante, quando o documento médico pode indicar o período exato da consulta. Nesses casos, o trabalhador pode ter que retornar ao trabalho após o atendimento ou compensar o tempo restante da jornada.

    QUAIS EXAMES ESTÃO INCLUÍDOS?

    A nova legislação menciona especialmente exames preventivos relacionados a HPV e cânceres de mama, colo do útero e próstata.

    No entanto, a CLT fala de forma mais ampla os exames preventivos de câncer, o que pode incluir outros tipos, desde que a realização seja devidamente comprovada.

    É PRECISO COMPROVAR A AUSÊNCIA?

    Sim. Para que a falta seja justificada, o trabalhador deve apresentar algum tipo de comprovante da realização do exame. Sem isso, a ausência pode ser considerada injustificada e resultar em desconto no salário.

    O DIREITO VALE PARA TODOS OS TRABALHADORES?

    A legislação prevê regras diferentes conforme o tipo de vínculo profissional.

    Empregados com carteira assinada têm direito garantido pela CLT. Trabalhadores temporários também possuem o mesmo direito, já que a legislação específica dessa modalidade assegura as proteções trabalhistas previstas para empregados formais.

    Já no caso de estagiários, não há previsão legal específica que garanta ausência para exames preventivos. A liberação depende de acordo com a empresa ou órgão onde o estágio é realizado.

    Para trabalhadores autônomos ou contratados como pessoa jurídica (PJ), o direito depende do que estiver estabelecido no contrato de prestação de serviços. Sem previsão contratual, as horas não trabalhadas podem ser descontadas ou precisar ser compensadas.

    É POSSÍVEL FALTAR PARA ACOMPANHAR FAMILIARES EM EXAMES?

    A legislação permite a ausência em algumas situações específicas, mas com regras diferentes das previstas para exames do próprio trabalhador.

    O empregado pode se ausentar pelas horas necessárias para acompanhar a esposa ou companheira em até seis consultas médicas ou exames durante a gravidez.

    Também é permitido faltar por um dia por ano para acompanhar filho de até seis anos em consulta médica.

    Já o direito de até três dias por ano é exclusivo para exames preventivos de câncer realizados pelo próprio trabalhador.

    Em alguns casos, convenções coletivas firmadas por sindicatos podem ampliar esse direito, permitindo faltas para acompanhamento de outros familiares em consultas ou tratamentos.

    EXAMES OCUPACIONAIS TAMBÉM DÃO DIREITO À AUSÊNCIA?

    Sim. Quando os exames fazem parte do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional da empresa, eles devem ser realizados durante o expediente de trabalho, sem necessidade de compensação.

    Caso esses exames sejam realizados em dias de folga, o trabalhador pode ter direito a compensação ou pagamento de horas extras.

    Entenda o direito trabalhista de faltar até três dias no ano para fazer exames

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  • Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

    Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

    Para Geraldo Alckmin, a atual jornada de 44 horas tende a ser revista gradualmente, impulsionada pelo aumento da produtividade

    O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo, 26, que a alteração na escala 6×1 de trabalho no Brasil é um processo natural e visto em várias partes do mundo, diante do avanço tecnológico e da modernização dos setores produtivos. Segundo ele, a atual jornada de 44 horas tende a ser revista gradualmente, impulsionada pelo aumento da produtividade.

    Durante coletiva de imprensa após a abertura oficial da 31ª Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), Alckmin citou o agronegócio como exemplo dessa mudança. Ele lembrou que, no passado, o corte de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto era feito manualmente, exigindo a queima prévia da lavoura, o que deixava a cidade coberta pela fumaça. Hoje, com a proibição da prática de queimada e a mecanização da colheita, o cenário mudou completamente, com colheita de cana crua.

    De acordo com o vice-presidente, a substituição da atividade manual por máquinas acabou, também, alterando o perfil dos trabalhadores no campo. “Não temos mais cortador de cana. Temos tecnólogo e especialista em agricultura de precisão”, afirmou. Para ele, a inovação tecnológica permite produzir mais com menos mão de obra, exigindo qualificação profissional e novas funções no setor, o que permitiria, portanto, a redução da escala semanal de trabalho, tema ainda polêmico no agronegócio.

    Alckmin ressaltou, porém, que a transição precisa respeitar as características de cada segmento econômico. Ele observou que diversos setores já operam com jornadas de 40 horas semanais, enquanto outros ainda demandam adaptações específicas.

    O vice-presidente defendeu que o tema seja debatido no Congresso Nacional, responsável por construir uma solução equilibrada sobre o tema. “A tendência é nós sairmos da escala 6 por 1, mas há setores com especificidades. Cabe ao Congresso debater e buscar a melhor solução”, declarou.

    Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

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  • Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

    Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

    Com o Estreito de Ormuz fechado, o Brent registra alta de mais de 2%, refletindo preocupações com a oferta global e a instabilidade na região do Golfo

    O preço do petróleo começou a semana em alta com o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, que mantém restrições à navegação no Golfo. O Estreito de Ormuz continua fechando, prejudicando o tráfego de petróleo para o mundo.

    No início do pregão asiático, o Brent avançou com força, enquanto o dólar registrou leve alta. O barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 2% e atingiu US$ 101,32, refletindo preocupações com a oferta global diante das tensões na região.

    Analistas avaliam que o comportamento dos mercados ao longo da semana deve seguir sensível a qualquer avanço ou retrocesso nas negociações diplomáticas, além de novos desdobramentos envolvendo o fluxo de petróleo na região do Golfo, um dos principais corredores energéticos do mundo.

    Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

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