Projeções para juros se mantêm elevadas após primeiro corte em quase dois anos, enquanto Banco Central sinaliza cautela diante das incertezas e dos impactos da alta do petróleo na economia.
A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela segunda semana consecutiva. Há um mês, a projeção era de 12,13%. Considerando apenas as 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o índice também se manteve em 12,50%.
Para o fim de 2027, a projeção seguiu em 10,50% pela 60ª semana consecutiva. No entanto, ao considerar somente as 78 estimativas mais recentes, houve alta de 10,50% para 10,75%.
O Comitê de Política Monetária cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75% ao ano, na reunião realizada no dia 18. Foi a primeira redução dos juros em quase dois anos. Apesar do movimento, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário econômico.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a baixa visibilidade do cenário durante coletiva sobre o Relatório de Política Monetária, em 26 de março. Segundo ele, o “conservadorismo” adotado pela autoridade monetária em 2025 busca ganhar tempo para avaliar os impactos da alta do petróleo sobre os preços internos.
“Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias”, afirmou Galípolo, destacando que a condução da política monetária seguirá cautelosa.
No relatório Focus desta segunda-feira, a projeção para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 11ª semana seguida. Já a estimativa para 2029 se manteve em 9,75% pela primeira semana consecutiva. Há um mês, a previsão era de 9,50%.
Focus: previsão para Selic no fim de 2026 segue em 12,50%; 2027 segue em 10,50%
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