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  • Djokovic bate van de Zandschulp e assegura ‘oitavas’ do Austrália Open

    Djokovic bate van de Zandschulp e assegura ‘oitavas’ do Austrália Open

    Djokovic, que além de igualar o recorde do suíço Roger Federer em número de presenças nas oitavas de final do torneio, também alcançou sua 400ª vitória em Grand Slams, superou Botic van de Zandschulp, número 141 do ranking, com parciais de 6-3, 6-4 e 7-6 (7-4), em 2h44min de partida.

    O sérvio, que se tornou ainda o recordista isolado de participações em oitavas de final ao alcançar a 70ª, deixando Federer para trás, vai enfrentar na próxima fase o vencedor do confronto entre o tcheco Jakub Mensik, 17º do mundo, e o norte-americano Ethan Quinn, 80º do ranking.

    Em busca de ampliar seus recordes de 24 títulos de Grand Slam e 10 conquistas no Aberto da Austrália, Djokovic segue sem perder um set em sua 21ª participação em Melbourne Park. Com a vitória desta quinta-feira, chegou também às 102 vitórias no torneio, igualando mais uma vez a marca de Federer.

     

    Djokovic bate van de Zandschulp e assegura ‘oitavas’ do Austrália Open

  • Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

    Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

    Uma campanha liderada por diferentes organizações conseguiu arrecadar mais de US$ 78 milhões (cerca de R$ 412 milhões) para comprar e preservar mais de 133 mil hectares -área equivalente a mais de 840 parques Ibirapuera ou quase 17 vezes o Parque Estadual da Cantareira.

    DOUGLAS GAVRAS
    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Desde dezembro do ano passado, a maior propriedade privada de Cochamó (a 1.060 km de Santiago), uma área praticamente inexplorada na Patagônia chilena, não está mais à venda.

    Uma campanha liderada por diferentes organizações conseguiu arrecadar mais de US$ 78 milhões (cerca de R$ 412 milhões) para comprar e preservar mais de 133 mil hectares -área equivalente a mais de 840 parques Ibirapuera ou quase 17 vezes o Parque Estadual da Cantareira.

    O Cerro Trinidad, uma das montanhas emblemáticas de Puchegüín, no Vale de Cochamó, Chile Valentina Thenoux Divulgação/Puelo Patagonia Uma fotografia de tirar o fôlego mostra uma pessoa solitária admirando uma paisagem montanhosa grandiosa e ensolarada, capturando a beleza imponente e a vastidão da natureza. A composição da cena é equilibrada, com a pessoa em primeiro plano, posicionada na parte inferior central, direcionando o olhar do espectador para o cenário épico.

    A história dessa área no sul do Chile remonta a 1920, quando o antigo Ministério das Terras e Colonização concedeu grandes extensões para desenvolvimento produtivo e povoamento de regiões do país.

    A concessão foi feita a uma empresa chamada Sociedade Agroflorestal Puchegüín, e a maior parte do local permaneceu intocada por anos, devido aos declives acentuados que dificultavam a exploração e o cultivo agrícola. Ao longo dos anos, a propriedade passou de mão em mão até chegar aos últimos herdeiros.

    Em 2022, quando a titularidade da terra foi definida, ativistas locais decidiram lançar uma campanha para comprá-la. A Conserva Puchegüín é uma iniciativa liderada pela organização Puelo Patagonia e inclui a The Nature Conservancy, a Fundação Freyja, a Patagonia Inc. e a Fundação Wyss.

    O sucesso da iniciativa na compra das terras encerrou anos de incerteza sobre o futuro da propriedade e marca o início de um novo capítulo em busca de proteção e gestão a longo prazo da área.
    Andrés Diez, diretor executivo da Puelo Patagonia, conta que a organização foi criada para tentar proteger a bacia do rio Puelo, na região de Los Lagos, da especulação imobiliária, impulsionada por um projeto hidrelétrico.

    Os ativistas se deram conta da importância dessa propriedade, tanto por suas características ambientais quanto por seu valor cultural para os moradores e pela presença de pinturas rupestres.

    “A área tem a característica notável de possuir florestas primárias, intocadas pelo homem, com milhares de anos, e que cobrem cerca de metade da propriedade. Nessas florestas, cresce uma espécie de árvore chamada alerce [também conhecida como cipreste da Patagônia, ou Fitzroya cupressoides], que também foi intensamente explorada na extração de madeira”, afirma Diez.

    Além de se organizar para a compra da propriedade, por meio de um site criado pelos organizadores, o grupo monitorou a fauna e a flora, criou regulamentações para o turismo e se manteve em contato com as comunidades locais, que são essenciais para o futuro modelo de gestão da área.

    A região de Puchegüín também abriga uma diversidade de espécies ameaçadas, como o marsupial “monito del monte” e o huemul (ou cervo sul-andino), um dos animais que aparecem no brasão nacional do Chile.

    O território compõe uma rede de áreas protegidas de 1,6 milhão de hectares entre o país e a Argentina, contribuindo para a biodiversidade, armazenamento de carbono e bem-estar das comunidades.

    Segundo a organização, até 20% da área poderá ser utilizada para práticas sustentáveis, enquanto pelo menos 80% ficarão sob proteção. A ideia é criar zonas de conservação em áreas usadas por comunidades, enquanto regiões ecologicamente sensíveis serão designadas para proteção.

    Diez lembra que a população que vive ao redor da propriedade é composta por famílias de colonos chilenos que chegaram à região há cerca de cem anos e têm um estilo de vida ligado à agricultura e à pecuária.

    “São pessoas do campo, andam a cavalo, têm suas tradições, sua cultura; sabem viver em contato com a natureza, e acreditamos que esse modo de vida ainda é relevante.”

    Hoje, a população pode visitar parte da área comprada, segundo conta o ativista. O circuito mais conhecido da região para trilhas é o La Herradura, que pode ser feito em cerca de sete dias. “A área já conta com sinalização, infraestrutura e estamos trabalhando para melhorá-la. E também há serviços oferecidos pelos locais, como alimentação, hospedagem ou passeios guiados a cavalo, que funcionam bem.”

    Segundo a organização, não há planos de compra de novas porções de terra, e a meta para os próximos anos é integrar Puchegüín à realidade da população local.

    “Vamos trabalhar para entender e desenvolver uma proposta que aborde tanto o aspecto social quanto o de conservação. Para isso, estamos pesquisando, trabalhando e coletando informações. Temos um prazo de dois anos para desenvolver um plano diretor com esse objetivo”, afirma Diez.

    Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

  • Caminhada de Nikolas tem mutirão de selfies e atrai políticos em busca visibilidade

    Caminhada de Nikolas tem mutirão de selfies e atrai políticos em busca visibilidade

    O parlamentar partiu na segunda-feira (19) de Paracatu, em Minas Gerais, e seguirá a Brasília, onde pretende chegar no domingo (25), após 240 km caminhados. Participantes da caminhada falavam em 400 apoiadores.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Na caminhada de Nikolas Ferreira (PL-MG), sobram celulares e falta estrutura para garantir a segurança de apoiadores. Nesta sexta-feira (23), o deputado saiu de um povoado em Cristalina, em direção à também cidade goiana de Luziânia em protesto contra a condenação dos acusados de tentativa de golpe de Estado.

    O parlamentar partiu na segunda-feira (19) de Paracatu, em Minas Gerais, e seguirá a Brasília, onde pretende chegar no domingo (25), após 240 km caminhados. Participantes da caminhada falavam em 400 apoiadores.

    A Folha acompanhou uma parte do trajeto nesta sexta. O clima de festa que inaugurou a manhã, às 8h30, foi se esvaindo entre os que caminhavam enquanto aumentava o número de quilômetros andados. Por volta das 13h, muitos perguntavam onde seria o almoço, e nem mesmo a assessoria do deputado sabia informar.

    O grupo só chegou a um posto de parada para comer por volta das 15h. Enquanto alguns apoiadores e parlamentares aliados revezaram entre andar e seguir de carro, os que não tinham essa escolha se sentavam no acostamento da rodovia para descansar e contavam apenas com a distribuição de comida e água em alguns pontos do trajeto, feita por outros apoiadores.

    A única separação entre os manifestantes e a BR-040 era uma corda segurada por seguranças e apoiadores e o grito de policiais que tentavam conter a multidão. Empurrões a quem ficava na beira do acostamento eram comuns. Havia idosos e crianças junto ao grupo.

    A PRF (Polícia Rodoviária Federal) afirmou que a caminhada oferece “riscos de segurança”. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), lider do PT na Câmara, também publicou vídeo em que afirma que a manifestação “é crime e está colocando a vida de pessoas em risco”.

    Nikolas afirmou à Folha que escolheu fazer uma caminhada porque “não queria ficar na porta de nada, permanecer, fazer barraca, acampamento” porque “isso poderia dar uma abertura para quem quisesse atrapalhar o movimento”.

    Em 2022, bolsonaristas ficaram por semanas acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, pedindo por uma intervenção militar que mantivesse Jair Bolsonaro (PL) no poder. Foi do acampamento que partiram parte dos manifestantes posteriormente condenados pelo 8 de janeiro.

    Apesar de ter convidado pessoas para participar do movimento, o deputado admitiu que não planejou como o trajeto de 240 km seria feito e disse nem o PL foi avisado previamente.

    “A logística foi feita na hora. A gente saiu de Paracatu e a gente foi colocando no Google Maps para poder ver quantos quilômetros daria até chegar em Brasília.”

    O que havia de estrutura oficial foi garantido ao próprio deputado, que fez o percurso acompanhado por policiais legislativos e um carro que o separava dos que buscavam caminhar à sua frente. Outros veículos de forças de segurança também seguiram o público, mas com presença menos constante do que ao redor do deputado.

    No trajeto da caminhada pela manhã, Nikolas, 29, também foi auxiliado por uma das assessoras, que ficou ao lado dele com uma garrafa de bebida isotônica e um creme de corpo. Nas paradas, de acordo com um assessor do deputado e vídeos publicados nas redes, o deputado tirava os sapatos, colocava os pés no gelo e passava uma pomada usada para o alívio de dores musculares.

    Questionados sobre por que estavam ali, os apoiadores repetiam pedidos por “liberdade”, críticas ao “sistema”, ao PT e à imprensa. “Quero um país livre, um país honesto”, disse Valisnéria Cristina, de São José do Rio Preto (SP), que viajou com marido e amigos para acompanhar o grupo.

    Outra manifestante, que pediu para não ser identificada, disse que “o povo tá sendo impedido de expressar a sua liberdade”. Ela caminhava junto a seu filho criança e disse não seguiria por muito tempo.
    Ao longo da caminhada, os participavam filmavam e posavam para fotos enquanto andavam. Alguns levaram pelúcias, como a de um boneco de Bolsonaro ou um batom, em referência a manifestante que ficou conhecida como Débora do Batom e foi condenada por participação no 8 de Janeiro.

    Os presentes também interpelavam os políticos para tirar fotos. O mais buscado era Nikolas, cujo acesso era controlado pelos seguranças e assessores que ficavam ao seu redor. Assim que um manifestante conseguia uma foto ou vídeo com ele, ele era retirado do círculo protetor e voltava a caminhar mais longe do deputado.

    De acordo com o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), o movimento cresceu ao longo dos dias, até chegar a centenas de manifestantes. “Quem tá desde o início sabe como que começou, tinham 20 pessoas, 30 pessoas no máximo.” Ele define o protesto, chamado de Acorda Brasil, como um ato de “resiliência”.

    André Fernandes (PL-CE) fez críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal. “Não é normal que os mesmos juízes que condenaram pessoas inocentes do 8 de Janeiro estejam acobertando e defendendo os criminosos do caso Master do INSS”.

    Já senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse que a caminhada “não é para confrontar ninguém” e sim para “mostrar que o brasileiro tá indignado”. Ela estava vestindo uma camiseta que mostrava o ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos sobre golpe de Estado, atrás das grades com as mãos sangrando.

    Apesar de afirmar não querer que seu protesto fosse utilizado por “políticos”, a manifestação estava cheia deles. Havia vereadores de cidades do interior que foram eleitos com apoio de Nikolas ou buscavam conquistá-lo, além de deputados, senadores e pré-candidatos às eleições deste ano.

    O vereador de Governador Valadares (MG), Igor Erick (Mobiliza), afirmou que foi à caminhada porque a juventude “tem a esperança de um Brasil melhor.

    Entre as faixas com críticas a Lula e Alexandre de Moraes, outra que se repetiu foi em pedido ao voto impresso.

    Caminhada de Nikolas tem mutirão de selfies e atrai políticos em busca visibilidade

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  • Morre Francis Buchholz, baixista que marcou a banda Scorpions, aos 71 anos

    Morre Francis Buchholz, baixista que marcou a banda Scorpions, aos 71 anos

    Buchholz integrou a banda entre 1973 e 1992, período marcado pelo maior sucesso comercial da banda. Durante esses anos, participou de álbuns que se tornaram referências do hard rock, como “Blackout” (1982), “Love at First Sting” (1984) e “Crazy World” (1990), além de gravações ao vivo como “Tokyo Tapes” (1978).

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O baixista alemão Francis Buchholz, ex-integrante da banda Scorpions, morreu aos 71 anos. A informação foi confirmada pela família do músico e pelo próprio grupo por meio de comunicados publicados nas redes sociais.

    Buchholz integrou a banda entre 1973 e 1992, período marcado pelo maior sucesso comercial da banda. Durante esses anos, participou de álbuns que se tornaram referências do hard rock, como “Blackout” (1982), “Love at First Sting” (1984) e “Crazy World” (1990), além de gravações ao vivo como “Tokyo Tapes” (1978).

    Segundo a família, o músico enfrentava um câncer, mantido em sigilo durante o tratamento. Em nota assinada pela esposa, Hella, e pelos filhos, foi informado que Francis morreu em paz, cercado pelos familiares mais próximos.

    Após deixar o Scorpions no início dos anos 1990, Buchholz seguiu ligado à música, ainda que de forma mais discreta. Ele integrou projetos como a banda Dreamtide, colaborou com o Temple of Rock, de Michael Schenker, e lançou dois álbuns pelo projeto Phantom 5 entre 2016 e 2017.

    O grupo também prestou homenagem ao ex-baixista, destacando sua importância para a história do grupo e lembrando os anos de convivência e trabalho conjunto durante a fase mais marcante da carreira da banda.

    Morre Francis Buchholz, baixista que marcou a banda Scorpions, aos 71 anos

  • Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

    Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

    O empresário foi também presidente da companhia aérea desde a sua fundação, em 2001, até 2012, quando passou a comandar o conselho.

    JÚLIA MOURA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morreu neste sábado (24) o fundador e presidente do conselho de administração da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, aos 57 anos. Ele passava por um tratamento de câncer.

    O empresário foi também presidente da companhia aérea desde a sua fundação, em 2001, até 2012, quando passou a comandar o conselho.
    Júnior era aficionado pelo automobilismo. Ele foi piloto de carro de corrida e chegou a ser campeão da Copa Porsche.

    Antes de fundar a Gol, o empresário atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo de transporte terrestre de passageiros no Brasil.

    Em 2004, já na companhia aérea, tornou-se membro do conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012.

    Em nota, a Gol disse que “se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado.”

    “Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na Gol e continuam transformando a aviação no Brasil”, afirma a companhia.

    Morre Constantino Júnior, fundador da Gol

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  • Nova regra de devolução de Pix em casos de fraude passa a ser obrigatória

    Nova regra de devolução de Pix em casos de fraude passa a ser obrigatória

    A nova funcionalidade passará a ser obrigatória para bancos e demais instituições financeiras a partir do dia 2 de fevereiro, após um período de uso facultativo iniciado em 23 de novembro do ano passado.

    A partir de fevereiro, entra em vigor a versão atualizada do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para possibilitar o rastreamento e a devolução de valores transferidos via Pix em situações de fraude, golpes ou coerção. A nova funcionalidade passará a ser obrigatória para bancos e demais instituições financeiras a partir do dia 2 de fevereiro, após um período de uso facultativo iniciado em 23 de novembro do ano passado.

    Lançado em 2021, cerca de um ano após a criação do Pix, o MED surgiu como uma forma de acelerar a restituição de recursos a clientes prejudicados por crimes financeiros. No entanto, em 2022, o Banco Central e as instituições financeiras identificaram limitações no modelo original do sistema. Até então, o bloqueio e a tentativa de devolução dos valores aconteciam apenas na conta que recebeu inicialmente o dinheiro. Como os golpistas costumam agir rapidamente, era comum que os recursos fossem transferidos para outras contas antes que qualquer bloqueio fosse efetivado.

    Com a atualização, o MED passa a acompanhar o chamado “caminho do dinheiro”, identificando possíveis rotas utilizadas após a primeira transferência. Dessa forma, o sistema consegue rastrear valores que tenham sido movimentados entre diferentes contas. Essas informações são compartilhadas entre as instituições financeiras envolvidas nas transações, ampliando as chances de recuperação dos recursos. A expectativa é que, com essa mudança, a devolução possa ocorrer em até 11 dias após a contestação feita pelo cliente.

    Outra inovação associada ao MED é o chamado “botão de contestação”, disponível desde 1º de outubro. Essa funcionalidade permite que o usuário registre uma contestação diretamente no aplicativo do banco, sem a necessidade de atendimento humano, sempre que identificar uma transação realizada sob fraude, golpe ou coerção. O objetivo é tornar o processo mais rápido e eficiente, acelerando o bloqueio dos valores nas contas usadas pelos criminosos.

    Segundo o Banco Central, o botão foi desenvolvido para simplificar o processo de contestação do Pix, tornando-o totalmente digital. No entanto, seu uso é restrito a casos de crimes financeiros. Ele não pode ser acionado em situações de erro no envio, como digitação incorreta da chave Pix, nem em casos de arrependimento após a transferência.

    Para solicitar a devolução de um Pix, o usuário deve registrar a reclamação junto à sua instituição financeira em até 80 dias após a realização da transação. A partir disso, o banco avalia o caso. Caso entenda que há indícios de fraude, os valores disponíveis na conta do recebedor são bloqueados. A análise deve ocorrer em até sete dias. Se for concluído que não houve crime, o dinheiro é desbloqueado. Se a fraude for confirmada, a devolução ocorre em até 96 horas, de forma integral ou parcial, conforme o saldo existente na conta do fraudador.

    Quando a restituição é apenas parcial, o banco do recebedor deve realizar novos bloqueios ou devoluções sempre que houver entrada de recursos na conta, até que o valor total seja devolvido ou até o limite de 90 dias a partir da data da transação original.

    Nova regra de devolução de Pix em casos de fraude passa a ser obrigatória

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  • Fachin foi cobrado por ministros do STF a fazer nota em defesa de Toffoli

    Fachin foi cobrado por ministros do STF a fazer nota em defesa de Toffoli

    Nas conversas travadas ao longo dos últimos dias para tentar estancar a crise de imagem do STF, esse grupo de ministros sugeriu a Fachin que um gesto institucional da presidência era fundamental para evidenciar o “espírito de corpo” da corte.

    CATIA SEABRA E LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A primeira manifestação pública do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, sobre a crise do Banco Master ocorreu após cobranças de uma ala da corte para que ele saísse em defesa do relator da investigação, ministro Dias Toffoli.

    Nas conversas travadas ao longo dos últimos dias para tentar estancar a crise de imagem do STF, esse grupo de ministros sugeriu a Fachin que um gesto institucional da presidência era fundamental para evidenciar o “espírito de corpo” da corte.

    Como mostrou a Folha, o presidente do STF vem enfrentando um impasse sobre como marcar posição a favor da ética -e avançar com o debate sobre a implementação de um código de conduta- sem que isso pareça uma provocação aos colegas, o que pode gerar uma crise interna e o seu isolamento.

    Pelo menos três ministros resistem à fixação das diretrizes e entendem que as discussões devem ser pausadas até que as tensões arrefeçam. A avaliação é de que a ofensiva de Fachin a favor do código acontece em um momento delicado e pode dar munição a novas críticas do bolsonarismo.

    Por isso, o conselho dado a Fachin foi no sentido de que, ainda que de forma temporária, ele deixasse essa pauta de lado e priorizasse uma deferência a Toffoli, especialmente depois que a PGR (Procuradoria-Geral da República) arquivou uma representação que buscava afastá-lo da relatoria do caso Master.

    Na nota divulgada à imprensa na noite de quinta-feira (22), Fachin escreveu que Toffoli faz “a regular supervisão judicial” das investigações sobre as fraudes financeiras e disse que as críticas são legítimas, mas que o STF “não se curva a ameaças ou intimidações”.

    Não houve menção explícita ao código de ética. Apesar de frequentemente tratar desse assunto com os ministros, Fachin optou por dizer apenas que “todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, mas jamais destruídas”.

    Interlocutores de Fachin afirmam que a nota do presidente do STF em defesa de Toffoli foi formatada a partir das sugestões dadas pelos colegas e que ele buscou traduzir, em um só texto, as visões de cada um.

    A nota foi publicada em meio às alegações de suspeição e a defesa dentro da corte de que ele remeta as investigações à primeira instância.

    Essa solução é vista por ministros do STF como uma espécie de “saída honrosa”: já que não há, por ora, linha investigativa que aponte para a participação de autoridades com foro privilegiado, essa seria uma forma de tirar a corte do foco da crise e manter válidos os atos assinados pelo relator até aqui.

    Toffoli tem dito a auxiliares que sua imparcialidade não está em jogo e que não há motivo para se afastar do caso. Ao mesmo tempo, indicou que os próximos passos da investigação -como os depoimentos que serão colhidos na próxima semana- podem apontar para o envio do processo ao primeiro grau.

    Fachin foi cobrado por ministros do STF a fazer nota em defesa de Toffoli

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  • Vorcaro diz à PF que diretor do BC apoiou venda do Master 'até determinado momento'

    Vorcaro diz à PF que diretor do BC apoiou venda do Master 'até determinado momento'

    “A própria diretoria de fiscalização tinha interesse em criar uma solução de mercado até um determinado momento e evitar esse caos que está se instaurando no país”, afirmou. O diretor de fiscalização da autoridade monetária, Ailton de Aquino, chegou a prestar depoimento à PF sobre o caso do Master.

    LUÍSA MARTINS E JOSÉ MARQUES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse à PF (Polícia Federal) que a diretoria de fiscalização do BC (Banco Central) apoiava uma solução de mercado “até um determinado momento”, mas que “forças internas” queriam a instituição financeira fora do setor e “acabaram vencendo”.

    “A própria diretoria de fiscalização tinha interesse em criar uma solução de mercado até um determinado momento e evitar esse caos que está se instaurando no país”, afirmou. O diretor de fiscalização da autoridade monetária, Ailton de Aquino, chegou a prestar depoimento à PF sobre o caso do Master.

    De acordo com o Banco Central, foi a área de Aquino a responsável pela identificação de inconsistências nas operações do banco, assim como a iniciativa de comunicar supostos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal.

    Procurado pela Folha para comentar as declarações de Vorcaro, o BC não comentou.

    O depoimento foi concedido à PF em 30 de dezembro, no STF (Supremo Tribunal Federal) e precedeu uma acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa. A investigação é conduzida na corte pelo ministro Dias Toffoli.

    Vorcaro afirmou à delegada Janaína Palazzo que foi surpreendido pela ordem de prisão porque o BC acompanhou toda a operação de venda do Master ao BRB. “Não tinha nada que acontecesse no banco que o Banco Central não acompanhasse ou que não soubesse”, declarou o dono da instituição financeira.

    “O grande problema que aconteceu nessa história, infelizmente, é que dentro do Banco Central existiam pessoas que queriam uma solução de mercado e existiam outras pessoas, departamentos, que queriam que acontecesse o que aconteceu”, afirmou ele, em depoimento no dia 30 de dezembro.

    O banqueiro alegou que o BC “acompanhava diuturnamente” o Master e as operações envolvendo carteiras de crédito consignado da empresa Tirreno. “Esse negócio, antes de iniciar, foi comentado com o Banco Central, como cada passo que a gente tomava no banco foi comentado com o Banco Central”.

    De acordo com ele, houve uma notificação do BC em março para que o Master respondesse questões sobre a contratação de associações para fazer a cobrança da carteira -mas que, depois de as explicações terem sido entregues, não houve outro comunicado apontando para possíveis irregularidades.

    “Então, na verdade, não existia uma determinação ou não existia um entendimento de que havia um problema real com as carteiras”, argumentou Vorcaro. “E de repente em 17 de novembro eu sou preso, sem nenhuma outra pergunta depois de março. É a dúvida que fica para mim.”

    A PF ouve nas próximas segunda e terça-feiras outros oito investigados na Operação Compliance Zero. Toffoli afirmou que os depoimentos são necessários “para o sucesso das investigações” e “como medida de proteção ao sistema financeiro nacional”.

    Vorcaro diz à PF que diretor do BC apoiou venda do Master 'até determinado momento'

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  • Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

    Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

    O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2023, quando Bruna foi morta por estrangulamento em um apartamento localizado na Liberty Street, região central da cidade, onde Miller morava.

    O brasileiro Miller Pacheco, natural de Formiga, no estado de Minas Gerais, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos. A sentença foi anunciada nesta sexta-feira (23) pelo Tribunal Criminal Central de Cork, na Irlanda, um dia após a condenação formal, segundo informações repassadas pela família da vítima. O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2023, quando Bruna foi morta por estrangulamento em um apartamento localizado na Liberty Street, região central da cidade, onde Miller morava.

    Durante a audiência que definiu a pena, o réu aceitou a condenação e pediu desculpas aos familiares de Bruna. De acordo com a legislação irlandesa, crimes de homicídio resultam obrigatoriamente em prisão perpétua. A irmã da vítima, Izabel Fonseca, afirmou que a rigidez da Justiça no país traz um sentimento de alívio à família, por haver a convicção de que a pena será cumprida integralmente. Segundo o jornal “The Journal”, o advogado de defesa, Ray Boland, informou que Miller não irá recorrer da decisão e quis manifestar arrependimento pela dor causada à família Fonseca.

    Ao proferir a sentença, a juíza Siobhan Lankford descreveu Bruna como uma jovem excepcional e destacou que o crime foi motivado pela incapacidade do réu de aceitar o fim do relacionamento. Para a magistrada, a vítima deixou claro que tinha o direito de seguir sua própria vida e que não pertencia a ninguém. Uma gravação apresentada ao tribunal mostrou Bruna afirmando que apenas ela tinha controle sobre suas escolhas, embora o conteúdo não tenha sido divulgado. A prima da jovem, Marcela Fonseca, resumiu o caso ao dizer que a vida de Bruna foi tirada porque ela não teve o direito de seguir em frente.

    Bruna e Miller mantiveram um relacionamento de cerca de cinco anos no Brasil. Formada em Biblioteconomia, Bruna se mudou para a Irlanda em setembro de 2022, acompanhada da sobrinha, em busca de novas oportunidades. Miller chegou ao país dois meses depois. Pouco tempo após a chegada dele a Cork, o casal se separou definitivamente, repetindo uma ruptura que já havia ocorrido meses antes, ainda no Brasil.

    No dia do crime, Bruna foi ao apartamento do ex-companheiro para participar de uma chamada de vídeo com um familiar que cuidava do cachorro que o casal teve no Brasil. Horas antes, ambos estiveram em uma festa de réveillon. Por volta das 6h30 da manhã, a polícia foi acionada após Bruna ser encontrada desacordada no local. Apesar das tentativas de reanimação feitas por paramédicos, ela não resistiu. Exames posteriores apontaram que a jovem foi estrangulada e espancada. Moradores do prédio relataram ter ouvido gritos por volta das 4h15 da madrugada. Miller foi preso no mesmo dia, negou o crime inicialmente e permaneceu detido sem direito a fiança.

    O último contato de Bruna com a família ocorreu nas primeiras horas de 2023, durante uma chamada de vídeo em que aparentava estar bem. Nascida em 11 de maio de 1994, em Formiga, Bruna era descrita por amigos e familiares como batalhadora, discreta, religiosa e carismática. Formou-se em Biblioteconomia em 2018, pela Universidade de Formiga, e tinha planos de crescimento pessoal e profissional. Segundo a irmã, Bruna sempre acreditou que, mesmo diante das dificuldades, era preciso tentar novamente.

    Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

  • Bárbara Borges diz que não foi convidada para show de despedida de Xuxa

    Bárbara Borges diz que não foi convidada para show de despedida de Xuxa

    A ex-paquita contou aos seguidores que não recebeu convite para participar do show “O Último Voo da Nave”, que marca a despedida de Xuxa dos palcos.

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Pouco mais de um ano após o início da polêmica, a confusão envolvendo Bárbara Borges e Xuxa Meneghel segue rendendo novos capítulos. A ex-paquita contou aos seguidores que não recebeu convite para participar do show “O Último Voo da Nave”, que marca a despedida de Xuxa dos palcos. A apresentação está marcada para 25 de julho, no Allianz Parque, em São Paulo.

    Integrante do grupo Paquitas New Generation, Bárbara afirmou que não foi chamada para o evento e disse compreender o motivo. “Até entendo o porquê, ainda mais depois do documentário das paquitas. Mas também fico pensando: a Nessa (Vanessa Melo) não participou do documentário e foi convidada. Pois é”, comentou, ressaltando ter se sentido ignorada. “Não teve nenhuma pergunta, nenhum convite. Mas faz parte do sistema.”

    Após o lançamento do documentário “Pra Sempre Paquitas”, Bárbara fez um desabafo nas redes sociais em setembro de 2024. Ela contou na época ter chorado ao assistir à produção e afirmou que, durante o período em que foi paquita, “Marlene {Mattos, a diretora] fez ajustes na conduta profissional com as assistentes de palco, e Xuxa seguiu na omissão, cegueira e egocentrismo”. Segundo a atriz, as declarações desagradaram a apresentadora, o que teria esfriado a relação entre as duas.

    Bárbara reforçou que guarda com carinho as lembranças da época em que foi paquita. “Nunca vou deixar de me expressar com o coração. Não guardo rancor nem mágoa, de verdade. Tudo o que fiz foi expressar e colocar para fora os meus sentimentos. Sei que muitas pessoas não me compreenderam, mas faz parte da vida”, afirmou. Ela contou que continua sendo questionada sobre sua relação com a mãe de Sasha.

    Perto de completar 47 anos, a atriz disse que ser paquita foi a realização de um sonho. “Estou no meu inferno astral, próxima do meu aniversário, então estou botando tudo para fora. Sempre fiz questão de fazer parte do mundo da Xuxa, que foi minha grande ídola a vida inteira”, recordou a vencedora de A Fazenda 14, exibida em 2022 pela Record.

    Bárbara também avaliou de forma positiva o período em que integrou o grupo. “Enquanto fui paquita, vivi o melhor daquela época. No pós-paquita, também fiz questão de continuar por perto. Guardo tudo isso com muito carinho e gratidão, mas hoje não faço mais questão.”

    Bárbara Borges diz que não foi convidada para show de despedida de Xuxa