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  • Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

    Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

    Mojtaba Khamenei não aparece em público desde o início da guerra e levanta dúvidas sobre saúde e comando do país. Inteligência dos EUA e de Israel tenta confirmar se ele está vivo e no controle do regime.

    Desde que foi nomeado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei não apareceu em público, o que tem gerado dúvidas dentro e fora do país sobre sua real situação. Ele assumiu o cargo no início de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em um ataque realizado por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro.

    Apesar de ocupar o posto mais alto da hierarquia iraniana, Mojtaba praticamente não foi visto desde o início do conflito. Até agora, todas as suas manifestações foram feitas apenas por meio de comunicados escritos ou mensagens lidas na televisão estatal, sem qualquer aparição em vídeo ou áudio.

    A ausência pública tem levantado uma série de questionamentos. Relatos indicam que o líder pode ter sido ferido durante os ataques que atingiram o complexo onde seu pai estava. Autoridades iranianas não detalham o estado de saúde, mas fontes ouvidas por veículos internacionais afirmam que ele estaria vivo, possivelmente com ferimentos, e ainda participando das decisões do regime.

    O mistério também mobiliza serviços de inteligência ocidentais. Informações divulgadas pela imprensa internacional indicam que agências como a CIA e o Mossad tentam confirmar se Mojtaba está, de fato, no comando do país ou se outras figuras do regime assumiram o controle na prática.

    A falta de aparições públicas, inclusive em momentos simbólicos como o Ano Novo persa, aumentou ainda mais as especulações. Analistas apontam que o silêncio pode estar ligado a questões de segurança, já que líderes iranianos se tornaram alvos diretos desde o início da guerra.

    Mesmo assim, o governo iraniano insiste que Mojtaba Khamenei está vivo e liderando o país. Ainda não há confirmação independente sobre seu paradeiro nem sobre sua condição de saúde, o que mantém o cenário cercado de incertezas.

    Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

  • Carrie Anne Fleming, de 'iZombie' e 'Supernatural', morre aos 51 anos

    Carrie Anne Fleming, de 'iZombie' e 'Supernatural', morre aos 51 anos

    Atriz participou de séries como “Supernatural”, “iZombie” e “Smallville” e morreu aos 51 anos após complicações de câncer de mama. A morte ocorreu em fevereiro e foi confirmada por colega de elenco neste fim de semana

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A atriz Carrie Anne Fleming, conhecida por papéis em “iZombie” e “Supernatural”, morreu em Sidney, aos 51 anos.

    A notícia da morte da atriz foi repercutida na tarde deste domingo (22) pela imprensa internacional, mas o óbito aconteceu em 26 de fevereiro. A morte foi confirmada à Variery por Jim Beaver, ator que trabalhou com ela em “Supernatural”.

    De acordo com Beaver, Carrie morreu devido a complicações de um câncer de mama. Carrie deixou uma filha, Madalyn Rose.

    A atriz fez participações em “iZombie”, “Supernatural”, “Smallville” e “Supergirl”. Fleming estreou no cinema e na televisão com um papel recorrente em “Viper” e em “Happy Gilmore”, de Adam Sandler.

    Em “Supernatural”, Carrie interpretou Karen Singer, esposa de Bobby Singer, interpretado por Jim Beaver. Durante cinco temporadas, interpretou Candy Baker em “iZombie”, da CW.

    Carrie Anne Fleming, de 'iZombie' e 'Supernatural', morre aos 51 anos

  • Preço do etanol sobe em 23 Estados, cai em 2 e fica estável no DF, afirma ANP

    Preço do etanol sobe em 23 Estados, cai em 2 e fica estável no DF, afirma ANP

    Levantamento da ANP mostra aumento no preço médio do etanol no país, com alta registrada na maioria dos Estados. Biocombustível segue mais vantajoso que a gasolina apenas em três regiões, enquanto paridade nacional indica perda de competitividade

    Os preços médios do etanol hidratado subiram em 23 Estados, caíram apenas no Acre e em Mato Grosso do Sul e ficaram estáveis só no Distrito Federal (DF) na semana encerrada em 21 de março. No Amapá não houve levantamento de preços. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

    Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu na comparação com a semana anterior, de R$ 4,64 para R$ 4,70 o litro (+1,29%). Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,12%, para R$ 4,52 o litro.

    A maior alta porcentual na semana, de 6,26%, foi registrada em Pernambuco, de R$ 5,43 para R$ 5,77 o litro. A maior queda ocorreu no Acre, de -12,58%, de R$ 6,20 para R$ 5,42 o litro.

    O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,86 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,99, foi observado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,34, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Rio Grande do Norte, de R$ 5,89 o litro.

    Competitividade

    O etanol era mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo na semana encerrada em 21 de março. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 70,68% ante a gasolina, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.

    Em Mato Grosso, a paridade era de 69,57%; em Mato Grosso do Sul, de 68,89%, e em São Paulo, de 69,11%. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

    Preço do etanol sobe em 23 Estados, cai em 2 e fica estável no DF, afirma ANP

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  • Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

    Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

    Presidente dos EUA afirma que negociações com o Irã avançaram e indica possível solução para o conflito. Decisão ocorre horas antes do fim do ultimato para reabertura da rota estratégica de petróleo

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a prorrogação do prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, afirmou que o país vai suspender, por cinco dias, os ataques a usinas de energia iranianas.

    A decisão foi divulgada poucas horas antes do fim do ultimato dado no domingo, que previa medidas mais duras caso a rota marítima não fosse liberada.

    Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas”, indicando a possibilidade de uma solução para o conflito. Segundo ele, as negociações devem continuar ao longo da semana.

    Apesar da declaração, o governo norte-americano não detalhou o conteúdo das conversas, e até o momento o Irã não confirmou oficialmente qualquer negociação com os Estados Unidos.

    Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

  • França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

    França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

    Resultado fortalece blocos progressistas às vésperas da disputa presidencial de 2027, enquanto extrema-direita avança em cidades médias, mas não consegue conquistar os principais centros urbanos do país.

    A esquerda manteve o controle das três maiores cidades da França nas eleições municipais realizadas neste domingo, incluindo Paris, a um ano da disputa presidencial de 2027. O resultado é visto como um sinal de resistência das forças progressistas diante do avanço da extrema-direita no país.

    Na capital francesa, o socialista Emmanuel Grégoire foi eleito com 50,52% dos votos, garantindo a continuidade de mais um mandato da esquerda no comando da cidade, que já governa Paris desde 2001. Ele derrotou a ex-ministra conservadora Rachida Dati, que ficou com 41,52%. Após a vitória, Grégoire afirmou que o resultado reforça o papel de Paris como símbolo de oposição ao avanço da direita e da extrema-direita no cenário nacional.

    Em Marselha, a segunda maior cidade do país, o atual prefeito Benoît Payan também foi reeleito com ampla vantagem. Ele obteve 54,34% dos votos e superou o candidato da extrema-direita, Franck Allisio. Payan destacou que a cidade demonstrou capacidade de resistir à pressão do partido Rassemblement National.

    Já em Lyon, terceira maior cidade francesa, o prefeito ecologista Grégory Doucet garantiu a vitória por uma margem apertada, com 50,67% dos votos, derrotando o empresário Jean-Michel Aulas, que era apontado como favorito nas pesquisas. O adversário questionou o resultado e afirmou que vai recorrer.

    Apesar de não conquistar as principais cidades, a extrema-direita ampliou sua presença em municípios de médio porte, especialmente no sul do país. O Rassemblement National (RN) venceu em cidades como Carcassonne, Menton e Cannes, consolidando avanços iniciados já no primeiro turno.

    Lideranças do partido comemoraram o crescimento e afirmaram que os resultados marcam o início de um novo ciclo político. Ainda assim, o RN segue enfrentando dificuldades para romper a barreira nas grandes metrópoles.

    Outro destaque foi a reeleição do ex-primeiro-ministro Édouard Philippe em Le Havre, no oeste da França. Cotado como possível candidato à presidência em 2027, ele aproveitou o resultado para reforçar um discurso de união contra os extremos.

    As eleições ocorreram em dois turnos, sendo que a segunda rodada foi necessária em cerca de 1.500 municípios. A participação dos eleitores ficou em torno de 57%, considerada baixa para os padrões franceses.

    França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

  • Castro deve deixar governo do Rio às vésperas de julgamento no TSE

    Castro deve deixar governo do Rio às vésperas de julgamento no TSE

    Renúncia ocorre antes de decisão que pode cassar mandato e torná-lo inelegível. Saída abre disputa na Alerj por governador interino e intensifica cenário político no estado às vésperas das eleições

    O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deve oficializar nesta segunda-feira sua saída do cargo, em meio à retomada de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na perda de seu mandato e em inelegibilidade.

    A decisão ocorre às vésperas da análise do caso envolvendo suspeitas de abuso de poder político e econômico, que já conta com votos favoráveis à condenação do governador. Ao deixar o cargo antes de uma eventual decisão, aliados avaliam que Castro tenta reduzir os impactos jurídicos do processo, embora especialistas apontem que a inelegibilidade ainda pode ser mantida.

    Com a saída antecipada, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) terá a responsabilidade de eleger, após um período de um mês, um governador interino que ficará à frente do estado até o fim do mandato, previsto para dezembro.

    O movimento também intensifica a disputa política no estado. O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que recentemente deixou o cargo, deve concorrer ao governo nas próximas eleições e criticou a decisão de Castro, afirmando que o adversário tenta evitar as consequências do julgamento.

    Além da escolha do novo governador, a Alerj poderá enfrentar uma série de decisões importantes nas próximas semanas, incluindo a eleição de um novo presidente da Casa e a definição de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cargos estratégicos para o cenário político fluminense.

    A saída de Castro também está ligada aos seus planos eleitorais. O governador pretende disputar uma vaga no Senado e, pela legislação, precisaria deixar o cargo até o início de abril para atender às regras de desincompatibilização.

    Castro deve deixar governo do Rio às vésperas de julgamento no TSE

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  • Alan Ritchson, de “Reacher”, é acusado de espancar vizinho nos EUA

    Alan Ritchson, de “Reacher”, é acusado de espancar vizinho nos EUA

    Segundo o TMZ, Alan Ritchson teria agredido homem após discussão em bairro de Nashville. Caso envolve suposta direção perigosa e terminou com denúncia à polícia. Não há prisões até o momento

    O ator Alan Ritchson, conhecido pela série “Reacher”, é investigado após se envolver em uma briga com um vizinho no estado do Tennessee, nos Estados Unidos. As informações foram divulgadas pelo site TMZ.

    De acordo com a publicação, imagens mostram o que seria o ator em confronto físico com outro homem em uma rua residencial. No local, duas crianças, que seriam filhos de Ritchson, aparecem próximas, em motocicletas.

    O vizinho, identificado como Ronnie Taylor, afirmou ao TMZ que o desentendimento começou no sábado, quando o ator teria passado pelo bairro, na região de Nashville, pilotando uma moto em alta velocidade e fazendo barulho. Segundo ele, houve troca de gestos ofensivos entre os dois.

    No domingo, por volta do meio-dia, Ritchson teria retornado ao local, novamente em alta velocidade, desta vez acompanhado de duas crianças em motos menores. Taylor disse que pediu para o ator parar com o comportamento, momento em que a situação teria evoluído para agressão física.

    Ainda segundo o relato ao TMZ, o homem afirmou ter sido atingido com socos e chutes, além de ter recebido golpes na cabeça durante a confusão. Ele diz que foi agredido pelo menos quatro vezes enquanto estava no chão, o que teria causado hematomas e inchaço.

    Taylor procurou a polícia para registrar a ocorrência, mas afirmou não ter ido ao hospital. Fontes policiais confirmaram que há uma investigação em andamento, mas até o momento não houve prisões.

    A equipe de Alan Ritchson foi procurada pela publicação, mas não se manifestou até agora.

     

    Alan Ritchson, de “Reacher”, é acusado de espancar vizinho nos EUA

  • Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

    Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

    Cerca de 70 pessoas foram atingidas após desabamento em espaço com 140 convidados. Seis ficaram feridas com mais gravidade e foram levadas ao hospital. Autoridades investigam possível superlotação no local.

    Cerca de 70 pessoas foram atingidas após o desabamento do piso de um espaço para casamentos nos Estados Unidos, no sábado. O acidente ocorreu no The Preserve, em New Hampshire, durante um evento que reunia aproximadamente 140 convidados.

    De acordo com as autoridades, seis pessoas ficaram feridas com maior gravidade e precisaram ser levadas ao hospital, mas não correm risco de morte. A maioria dos demais envolvidos foi atendida no local.

    Segundo relatos, o chão da estrutura cedeu repentinamente, fazendo com que dezenas de convidados caíssem. Imagens divulgadas pelo corpo de bombeiros mostram a dimensão do acidente e levantaram questionamentos sobre a capacidade do local para receber tantas pessoa

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    A principal suspeita é de que o espaço estivesse acima do limite de ocupação, o que pode ter contribuído para o desabamento. Uma investigação foi aberta para apurar as causas do incidente

    Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

  • Meta desenvolve IA para ajudar Zuckerberg a tomar decisões

    Meta desenvolve IA para ajudar Zuckerberg a tomar decisões

    Ferramenta em teste permite ao CEO acessar informações estratégicas com mais rapidez, sem depender de executivos. Projeto reforça aposta da empresa em inteligência artificial para aumentar produtividade e reduzir a estrutura interna

    A Meta, dona de plataformas como Facebook e Instagram, segue ampliando os investimentos em inteligência artificial com o objetivo de aumentar a produtividade interna e acelerar processos. Entre as iniciativas em desenvolvimento está um agente de IA criado para auxiliar diretamente o CEO da empresa, Mark Zuckerberg.

    Segundo informações do The Wall Street Journal, o sistema ainda está em fase inicial, mas já vem sendo utilizado para agilizar o acesso a dados e informações estratégicas. A ferramenta permitiria que Zuckerberg obtenha respostas que, normalmente, dependeriam de consultas a executivos e líderes de diferentes áreas da companhia.

    A criação de agentes de inteligência artificial para tarefas específicas faz parte de uma estratégia mais ampla adotada pela Meta, que busca integrar esse tipo de tecnologia em diversas etapas do trabalho interno. A ideia é tornar as equipes mais enxutas e aumentar a eficiência dos funcionários.

    A empresa não comentou oficialmente o projeto, mas já havia sinalizado publicamente a intenção de apostar em soluções baseadas em IA. Em uma apresentação de resultados financeiros no início do ano, Zuckerberg afirmou que a Meta está investindo em ferramentas próprias para tornar os colaboradores mais produtivos e otimizar a estrutura organizacional.

    A iniciativa reforça o movimento das grandes empresas de tecnologia em utilizar inteligência artificial não apenas em produtos voltados ao público, mas também como ferramenta interna de gestão e tomada de decisão.

    Meta desenvolve IA para ajudar Zuckerberg a tomar decisões

  • Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo

    Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo

    Bombardeios na capital iraniana e ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz elevam tensão global. Preço do petróleo dispara, bolsas caem e conflito se expande para o Líbano, com milhares de mortos e crise humanitária crescente.

    Israel intensificou nesta segunda-feira (23) a ofensiva contra o Irã com uma nova série de bombardeios sobre alvos estratégicos em Teerã, ampliando uma guerra que já se estende por semanas e ganha dimensão regional.

    A resposta iraniana veio no mesmo tom. Autoridades de Teerã ameaçaram bloquear totalmente o Golfo Pérsico com minas navais caso ataques atinjam suas áreas costeiras ou ilhas, além de ampliar ofensivas contra infraestruturas de energia em todo o Oriente Médio.

    O conflito, que começou após ataques coordenados de Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos, já se espalhou por diferentes países e envolve diretamente rotas estratégicas para o fornecimento global de energia.

    Nos últimos dias, o Irã intensificou os ataques com mísseis e drones contra Israel. No sábado (22), projéteis atingiram cidades no sul do país, como Dimona e Arad. Em Dimona, que fica próxima a um complexo nuclear israelense, houve impacto em áreas urbanas, deixando dezenas de feridos. Os ataques conseguiram atravessar parte do sistema de defesa aérea, o que levantou questionamentos sobre a eficácia da proteção em cenários de ofensiva mais intensa.

    Ao mesmo tempo, o Estreito de Ormuz se tornou o principal ponto de tensão. O Irã restringiu a passagem de embarcações e ameaça fechar totalmente a rota, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. A medida já pressiona o mercado internacional e aumenta o risco de uma crise energética.

    Diante da escalada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã para reabrir completamente o estreito em até 48 horas. Caso contrário, ameaçou atingir diretamente instalações energéticas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que poderão ampliar os ataques e considerar infraestruturas em toda a região como alvos legítimos.

    Os reflexos econômicos já aparecem nos mercados internacionais. Em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz e ao temor de interrupção no fluxo de petróleo, o barril do Brent chegou a US$ 113,76 e o WTI a US$ 101,32 nesta segunda-feira. Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, caiu cerca de 3,5%, acompanhando perdas em outros mercados da região, pressionados pela alta do petróleo e pelo risco de inflação global, segundo a Reuters.

    A escalada militar também avançou para o Líbano. Israel ampliou os ataques contra o Hezbollah, bombardeou pontes sobre o rio Litani e intensificou operações no sul do país. Segundo a Reuters, autoridades israelenses indicam que a ofensiva pode se prolongar por semanas, elevando o risco de expansão do conflito.

    No campo humanitário, o impacto é crescente. No Líbano, mais de 1.000 pessoas morreram e cerca de 1 milhão foram deslocadas desde a intensificação dos ataques, de acordo com autoridades locais. Já no Irã, estimativas reunidas pela Reuters apontam mais de 1.300 mortos no país, com números totais do conflito superando 2.000 vítimas.

    Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo