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  • Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

    Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

    O mascote de carvão é uma das ferramentas da agenda energética dos Estados Unidos. Os críticos apontam riscos ambientais e para a saúde pública.

    O governo Trump está promovendo a indústria do carvão de uma forma inusitada: um pedaço de carvão em formato de personagem de desenho animado, com olhos grandes e roupas de mineiro, chamado Coalie (da palavra inglesa coal, que significa carvão em português). A apresentação da nova mascote do governo norte-americano — equipada com capacete, botas e luvas, aparentemente gerada por inteligência artificial — ocorreu por meio de uma publicação nas redes sociais feita por Doug Burgum, secretário do Interior dos Estados Unidos.

    Segundo Burgum, Coalie atuará como porta-voz da “Agenda de Domínio Energético Americano” de Trump, que transformou a liberação do chamado “Carvão Limpo e Bonito” em uma “prioridade”.

    A função atribuída a Coalie, com olhos grandes e um sorriso que remetem a um estilo japonês de desenho animado fofo, é representar o OSMRE (agência federal dos EUA, vinculada ao Departamento do Interior, responsável pela regulamentação das minas de carvão).

    Diversas imagens de Coalie aparecem no site do OSMRE, onde o pedaço de carvão é retratado posando alegremente com o que parece ser uma família gerada por IA, em pé sobre uma mesa de escritório durante uma reunião ou piscando o olho em uma mina de carvão abandonada que foi transformada em área de piquenique.

    A imagem de Coalie foi criada em 2018, quando uma gerente de redes sociais do OSMRE adicionou olhos esbugalhados a uma foto de carvão e, ao longo dos anos, passou a ser usada para informar o público sobre o que o departamento realmente fazia, segundo o Washingtonian.

    Notícias ao Minuto© OSMRE

    O uso público de Coalie para promover a agenda de Trump é a mais recente tentativa do governo de revitalizar a indústria do carvão, que sofreu um declínio acentuado na última década, apesar das promessas do presidente de reverter esse cenário.

    Apesar da estratégia de marketing, o carvão continua sendo o combustível fóssil mais poluente, um dos principais responsáveis pela crise climática e uma fonte de poluição atmosférica tóxica e letal para comunidades próximas quando queimado. Mineradores de carvão há muito tempo sofrem efeitos adversos, especialmente doenças pulmonares, após inalarem poeira por períodos prolongados.

    Notícias ao Minuto© OSMRE  

    Após a apresentação, diversos ativistas climáticos rapidamente criticaram a nova tentativa do governo de melhorar a imagem do combustível fóssil mais poluente, ignorando seus impactos no planeta e na saúde pública. Um dos críticos descreveu a iniciativa como “uma das formas mais hediondas de produzir energia que o nosso mundo já viu”.

    “É doentio… e típico desta administração e do governo dos EUA usar IA para dar uma aparência amigável a uma das formas mais hediondas de produzir energia que o nosso mundo já viu”, afirmou Junior Walk, ativista do Coal River Mountain Watch que documentou o impacto da mineração de carvão em sua comunidade, na Virgínia Ocidental, em declaração ao Guardian.

    “À medida que as mudanças climáticas nos empurram cada vez mais para o evento de extinção em massa que todos estamos vivendo, e mais amigos e vizinhos meus adoecem e morrem como resultado direto das atividades da indústria do carvão, continuarei assombrado pelo sorriso distorcido e pelos olhos enigmáticos de Coalie.”

    Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

  • Senado aprova programa Gás do Povo e envia aposta eleitoral para sanção de Lula

    Senado aprova programa Gás do Povo e envia aposta eleitoral para sanção de Lula

    A votação foi simbólica, ou seja, houve apoio majoritário à medida, uma das principais que o governo Lula vai apresentar como vitrine na eleição de outubro deste ano.

    FERNANDA BRIGATTI E CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (3), a MP (medida provisória) que cria o programa Gás do Povo, que vai substituir o pagamento do Auxílio-Gás pela retirada de botijões diretamente nos revendedores. O texto segue para a sanção do presidente Lula (PT).

    A votação foi simbólica, ou seja, houve apoio majoritário à medida, uma das principais que o governo Lula vai apresentar como vitrine na eleição de outubro deste ano.
    O texto foi aprovado pela Câmara nesta segunda (2). A MP foi editada pelo governo em setembro e perderia validade na próxima semana caso não tivesse sido aprovada nas duas Casas.

    Conforme prevê o programa aprovado pelo Congresso, os beneficiários passarão a retirar o botijão diretamente nas revendedoras participantes. Esses comerciantes receberão o pagamento em até dois dias. O texto prevê um prazo máximo de sete dias úteis para as lojas receberem.

    Têm direito ao botijão as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. A prioridade será para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Segundo o governo, cerca de 15 milhões de famílias serão beneficiadas.

    A regra estabelece que famílias de duas a três pessoas poderão retirar quatro botijões de 13 quilos por ano. Para famílias com quatro ou mais pessoas, o limite é de seis botijões ao ano.

    Durante a votação, senador Magno Malta (PL-ES) apontou que tratava-se de uma medida eleitoreira e que as pessoas acreditavam que ganhariam um botijão por mês, o que não é o caso. “Vão usar isso politicamente, mas essa entrega é do Congresso Federal”, afirmou Damares Alves (Republicanos-DF), que também faz oposição a Lula.

    Até dezembro, o funcionamento do benefício era diferente -os beneficiários recebiam o valor equivalente ao preço médio do botijão na região em que moram. Até que todos tenham acesso ao botijão gratuito, o pagamento do valor será mantido. A previsão é que essa modalidade seja extinta apenas em 2027.

    Na Câmara, o relator da matéria, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que o recurso para a compra dos botijões às vezes não era utilizado para esse fim e defendeu o novo modelo.

    Até agora, o programa está rodando em todas as capitais e o governo prevê chegar a todos os municípios até o mês de março. A adesão voluntária tem preocupados integrantes o governo, como mostrou a Folha, mas a expectativa do setor é que mais comércios decidam participar conforme o programa avança.

    Levantamento do Sindigas (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) aponta que, na média, a adesão em todas as capitais está em 35%. Nas cidades incluídas na primeira fase do programa, a entidade calcula que 52% das revendas estejam cadastradas. Nas 17 que começaram em 26 de janeiro, a adesão está entre 25% e 30%.

    Ao passar pela Câmara, o escopo do programa foi ampliado e passou a incluir a possibilidade de instalação de biodigestores e outros sistemas de cocção de baixa emissão de carbono. Hugo Leal diz que a inclusão busca atender regiões rurais onde falta acesso ao botijão.

    Junto à essa possibilidade, o relatório de Leal também incluiu como público-alvo do programa as cozinhas solidárias e comunitárias, que poderão, segundo o texto aprovado, ser financiadas pelo Ministério de Minas e Energia, por entes subnacionais (estados e municípios) ou por recursos decorrentes de multas e termos de ajustamento de conduta (TACs) em infrações ambientais.

    “Os biodigestores são uma inovação que já existe, pode usar dejetos para produzir o gás, já existe em alguns lugares. A ideia é espalhar um pouco mais e incluir uma forma de financiamento, abrir a possibilidade de os biodigestores serem financiados”, diz o deputado.

    A lei que trata de crimes contra a ordem econômica também foi alterada na Câmara por meio da MP, no trecho que se refere ao uso do GLP em motores, saunas, caldeiras e para o aquecimento de piscina. Esses usos deixam de ser enquadrados na legislação, mantido apenas o veto para fins automotivos.

    Leal ainda incluiu em seu relatório, na Câmara, dois jabutis, como são chamadas propostas sem relação com o projeto original, que, segundo ele, foram acordados com integrantes do governo e na comissão.

    Os dois tratam de mudanças que chegaram a ser propostas pelo governo em MPs que não chegaram a ser votadas. O primeiro, na frente de energia, permite que agentes anteriormente desligados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e que ainda possuam débitos relacionados à repactuação do risco hidrológico (chamado de GSF) possam participar do chamado mecanismo concorrencial previsto no novo marco do setor elétrico.

    O outro incorpora o texto de uma outra medida provisória, a 1.315/2025, que amplia a renúncia fiscal do Executivo em R$ 800 milhões por meio da depreciação acelerada para indústria naval e de petróleo. A medida original também foi apresentada em setembro do ano passado, mas a comissão mista que a analisaria sequer foi instalada e perderia a validade em nos próximos dias.

    O plenário do Senado também aprovou nesta terça a MP que abre um crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões liberados no ano passado pelo governo Lula para que o Ministério da Agricultura e Pecuária reforçasse ações de vigilância.

    Em setembro, quando a medida provisória foi enviada, a pasta atuava no combate à gripe aviária (identificada no país alguns meses antes) e a outras pragas como a mosca-da-carambola, vassoura-de-bruxa da mandioca e monilíase do cacaueiro. A preocupação, à época, era com o risco de dispersão dessas pragas, que poderiam reduzir a disponibilidade de frutas, cacau e mandioca, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Senado aprova programa Gás do Povo e envia aposta eleitoral para sanção de Lula

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  • Val Marchiori fala sobre o tratatamento do câncer cinco meses após cirurgia

    Val Marchiori fala sobre o tratatamento do câncer cinco meses após cirurgia

    Em um carrossel publicado no Instagram, a empresária refletiu sobre as mudanças desde o diagnóstico e descreveu o período como um divisor de águas. Hoje faz cinco meses que a minha vida mudou. Cinco meses desde a cirurgia para retirada de um tumor de mama. No dia 2, cinco meses atrás, comecei um caminho que não escolhi, mas que me transformou”, escreveu.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Val Marchiori, 51, usou as redes sociais para atualizar seguidores sobre o tratamento contra o câncer e anunciar que está prestes a concluir a fase de quimioterapia cinco meses após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor na mama.

    Em um carrossel publicado no Instagram, a empresária refletiu sobre as mudanças desde o diagnóstico e descreveu o período como um divisor de águas. Hoje faz cinco meses que a minha vida mudou. Cinco meses desde a cirurgia para retirada de um tumor de mama. No dia 2, cinco meses atrás, comecei um caminho que não escolhi, mas que me transformou”, escreveu.

    “Sempre fui forte, e continuo sendo. Mas depois de tudo isso, descobri em mim uma força ainda maior ,nascida da fé, do amor e do cuidado.”

    A empresária também destacou o papel central da família durante o período. Citou os filhos, Victor e Eike, além do marido, Amilton, a quem chamou de parceiro ímpar, presente e amoroso. Ela ainda agradeceu à equipe médica responsável pelo acompanhamento.

    Na publicação, Val compartilhou que deve realizar a última sessão de quimioterapia nesta quinta-feira (5). “Depois vêm as rádios e os acompanhamentos, mas a quimio se encerra, e isso é vitória”, afirmou, referindo-se às próximas etapas do tratamento.

    Ao final do texto, a empresária direcionou uma mensagem a outras mulheres que enfrentam o mesmo diagnóstico. “O câncer não define quem somos. Ele não é o nosso corpo. Ele não é o nosso fim. Ele é um processo. “Para você, mulher que passa por isso agora: a vida não acaba com o diagnóstico. Ela muda. E pode se tornar ainda mais forte e preciosa.”

    Val Marchiori tornou público o diagnóstico no ano passado e, desde então, tem dividido com seguidores momentos do tratamento, incluindo as sessões de quimioterapia iniciadas em outubro de 2025.

    Val Marchiori fala sobre o tratatamento do câncer cinco meses após cirurgia

  • Aliado de Eduardo adota sobrenome Bolsonaro e defende candidato do PL contra Tarcísio em SP

    Aliado de Eduardo adota sobrenome Bolsonaro e defende candidato do PL contra Tarcísio em SP

    Apesar de integrar a base do governo paulista na Alesp, Gil apresenta uma postura crítica em relação a Tarcísio e cobra publicamente acenos do governador ao bolsonarismo.

    JULIANA ARREGUY
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Cotado para a disputa ao Senado nestas eleições, o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) adotou o sobrenome do clã, defendeu a pretensão presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e provocou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao dizer que o PL deveria apresentar uma candidatura própria no estado.

    Durante fala no plenário da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) nesta terça-feira (3), Gil, um dos aliados mais próximos de Eduardo Bolsonaro, ironizou uma declaração de Tarcísio, na semana passada, de que seria positivo mais de um quadro de direita se lançar à Presidência da República, porque todos se uniriam contra o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno.

    “Essa mesma lógica vale para o Governo de São Paulo? Porque se vale para o Governo de São Paulo, vale a pena o Partido Liberal ter um candidato também, porque ajuda a chapa de [deputado] estadual, ajuda a chapa de [deputado] ferderal. O Partido Liberal é o maior partido do estado de São Paulo e o maior partido do Brasil”, disse Gil nesta tarde.

    O PL negocia a vice na chapa de Tarcísio em São Paulo. O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, tem defendido que o posto seja do presidente da Alesp, o deputado André do Prado, seu afilhado político.

    A declaração de Tarcísio sobre a união no segundo turno ocorreu na quinta (29) após ele ter visitado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no batalhão da PM do Distrito Federal conhecido como Papudinha. Segundo o governador, o próprio Bolsonaro teria visto com bons olhos a filiação do governador Ronaldo Caiado (GO) ao PSD, acrescentando que todos estariam juntos contra Lula.

    A união contra a reeleição do petista, ainda que na reta final das eleições, tem sido pregada por líderes de partidos da direita e centro-direita. No entanto, Gil integra um grupo de bolsonaristas que tem criticado apoio a qualquer candidatura presidencial que não a de Flávio.

    Apesar de integrar a base do governo paulista na Alesp, Gil apresenta uma postura crítica em relação a Tarcísio e cobra publicamente acenos do governador ao bolsonarismo.

    Em sua fala no plenário da Alesp, o deputado criticou pessoas que se elegeram sob a bandeira bolsonarista e que não manifestaram, ainda, solidariedade a Bolsonaro, que está preso, ou à candidatura de Flávio.

    Nesse contexto, ele acrescentou ter adotado o sobrenome da família em seu nome parlamentar como forma de responder a uma provocação de deputados da oposição, que teriam lembrado que, em 2018, parlamentares pediram para incluir Lula em seus respectivos nomes após a prisão do petista na Operação Lava Jato.

    “Eu disse que nao tenho problema nenhum de colocar no meu nome parlamentar o nome do presidente Bolsonaro”, disse Gil.

    O deputado negou que a mudança de nome tenha interesses políticos. Ele é cotado ao Senado na vaga que, a princípio, seria destinada à candidatura de Eduardo Bolsonaro, mas que deixou de ser uma opção após a mudança dele para os Estados Unidos.

    A indicação de Gil ao Senado é apoiada por Eduardo em um cenário de indefinição da direita em São Paulo, e de maior concorrência dentro do próprio PL. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por exemplo, tenta viabilizar o nome da deputada federal Rosana Valle para a disputa, enquanto os deputados Mario Frias e Marco Feliciano também são opções consideradas pela cúpula partidária.

    “Coloco [o sobrenome Bolsonaro] no meu nome parlamentar não como maneira politiqueira de fazer o uso indevido do nome do presidente Bolsonaro, mas marcando posição: aqui, sim, nós defendemos o presidente Bolsonaro e sua família. Não importa se com o nome ou não, isso não diz se somos bolsonaristas”, acrescentou Gil.

    Procurado pela Folha de S.Paulo, o deputado não respondeu mensagens nem atendeu as ligações da reportagem.

    Aliado de Eduardo adota sobrenome Bolsonaro e defende candidato do PL contra Tarcísio em SP

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  • Paes diz que Lula vai revogar norma que permite aumento de passageiros no Santos Dumont

    Paes diz que Lula vai revogar norma que permite aumento de passageiros no Santos Dumont

    De acordo com Paes, Lula decidiu revogar uma decisão que aumentava o número de passageiros no aeroporto Santos Dumont. A ampliação era vista pelo prefeito como prejudicial ao aeroporto internacional do Galeão, com impacto no turismo local.

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (3), em um evento fora da agenda oficial, para tratar da situação dos aeroportos na capital fluminense.

    De acordo com Paes, Lula decidiu revogar uma decisão que aumentava o número de passageiros no aeroporto Santos Dumont. A ampliação era vista pelo prefeito como prejudicial ao aeroporto internacional do Galeão, com impacto no turismo local.

    “Contra fatos não há argumentos e os números não mentem: as medidas tomadas pelo presidente Lula no início de seu mandato permitiram a recuperação do aeroporto do Galeão, aumentando o número de turistas e negócios para o Estado do Rio! Mais uma vez meu muito obrigado ao presidente @LulaOficial pela defesa permanente dos interesses do Rio de Janeiro!”, escreveu ele no X (antigo Twitter).

    Para a gestão Paes, a decisão da Anac (Agência Nacional de Aviação) que ampliava o número de passageiros que utilizam o Santos Dumont, localizado na região central do Rio, teria o objetivo de beneficiar a estatal federal Infraero, por ser um dos últimos grandes aeroportos do país que não foi concedido à iniciativa privada e que permanece sob seu comando.

    Essa iniciativa, na avaliação de Paes, ameaçava as medidas adotadas desde 2023 para fortalecer o aeroporto internacional do Galeão, que terá seu leilão de concessão realizado em março de 2026.

    Como mostraram dados da Anac de 2024, a movimentação de passageiros no Galeão, que fica na zona norte do Rio, aumentou depois que começaram a ser feitas restrições aos voos no Santos Dumont.

    Desde 2023, foi imposto um limite de até 6,5 milhões de passageiros por ano no aeroporto da região central, como forma de reduzir o inchaço do terminal e dividir a demanda com o Galeão, que fica mais distante do centro do Rio. Essa restrição, porém, tinha caráter temporário.

    No fim de dezembro do ano passado, também pelas redes sociais, Paes disse que conversou com o ministro do Mpor (Ministério de Portos e Aeroportos), Silvio Costa Filho, e que teria uma reunião na segunda semana de janeiro para discutir o assunto. “Agradeço ao Presidente Lula que acompanha o assunto com a máxima atenção e sensibilidade em defesa dos interesses do Rio de Janeiro”, escreveu.

    Em junho de 2025, um acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União) já mencionava a possível elevação do limite ainda naquele ano para cerca de 8 milhões de passageiros, depois 9 milhões em 2026, seguido por 10 milhões em 2027, até a retirada completa de um teto nos anos seguintes, dentro do limite operacional do terminal.

    Paes diz que Lula vai revogar norma que permite aumento de passageiros no Santos Dumont

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  • Após discurso de Bad Bunny contra o ICE, porta-voz da Casa Branca ironiza protesto

    Após discurso de Bad Bunny contra o ICE, porta-voz da Casa Branca ironiza protesto

    Em entrevista a jornalistas, nesta terça-feira (3), ela afirmou que a fala do astro é irônica. “Eu acho que é ironico e, francamente, triste ver celebridades que vivem em condomínios fechados, com segurança privada, milhões de dólares para gastar para os proteger tentando demonizar os servidores públicos da área de aplicação da lei”, disse Leavitt.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada sobre o discurso do cantor porto-riquenho Bad Bunny, no Grammy, que pediu pelo fim do ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos.

    Em entrevista a jornalistas, nesta terça-feira (3), ela afirmou que a fala do astro é irônica. “Eu acho que é ironico e, francamente, triste ver celebridades que vivem em condomínios fechados, com segurança privada, milhões de dólares para gastar para os proteger tentando demonizar os servidores públicos da área de aplicação da lei”, disse Leavitt.

    Bad Bunny fez um discurso de forte caráter político ao subir no palco para receber o gramofone de melhor álbum de música urbana, antes de ser coroado com o principal prêmio da noite, o de álbum do ano. “Antes de dizer obrigado, eu quero agradecer a Deus e quero dizer fora ICE”, disse ele.

    “Não somos selvagens, animais ou alienígenas. Somos seres humanos e somos americanos. O ódio acaba se tornando mais poderoso quando você se prende a ele. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Precisamos ser diferentes. Se lutarmos, precisamos lutar com amor.”

    O órgão tem sido alvo de críticas devido às operações contra imigrantes. Antes de Leavitt, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tinha atacado o Grammy e ameaçado processar o anfitrião da premiação, Trevor Noah.

    O incômodo de Trump foi decorrente de uma fala do apresentador na cerimônia deste domingo (1º) sobre suposto envolvimento do líder americano com Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais.

    “O Grammy Awards é o pior, praticamente impossível de assistir!”, escreveu. Noah disse, incorretamente sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram tempo na Ilha de Epstein. Errado!!! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha de Epstein, nem perto dela”, publicou Trump em sua rede, a Truth Social.

    Após discurso de Bad Bunny contra o ICE, porta-voz da Casa Branca ironiza protesto

  • Thammy e Andressa Miranda falam sobre gravidez do segundo filho

    Thammy e Andressa Miranda falam sobre gravidez do segundo filho

    O casal divulgou nesta terça-feira (3) um ensaio fotográfico em família, no qual Andressa aparece grávida de Vicente ao lado de Thammy e do primogênito, Bento, de cinco anos.

    ADRIELLY SOUZA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A contagem regressiva para a chegada do segundo filho ganhou destaque nas redes de Thammy Miranda, 43, e Andressa Ferreira, 36.

    O casal divulgou nesta terça-feira (3) um ensaio fotográfico em família, no qual Andressa aparece grávida de Vicente ao lado de Thammy e do primogênito, Bento, de cinco anos.

    Mais do que celebrar a nova fase, o casal aproveitou a postagem para deixar um recado sobre os ataques que costumam receber. “Sabe por que muitas vezes eu não respondo comentários maldosos? Porque a Bíblia me ensina a não pagar o mal com o mal”, diz a legenda. Em seguida, a mensagem que sintetiza a visão dos dois sobre parentalidade: “Família se faz de amor, não de DNA”.

    Desde o nascimento de Bento, em 2020, o casal passou a falar com mais frequência sobre os desafios de criar um filho sob os holofotes e lidar com críticas nas redes sociais.

    A chegada de Vicente, aliás, já vinha sendo planejada havia alguns anos. Thammy e Andressa recorreram à fertilização in vitro para ter o primeiro filho e já possuíam embriões congelados, o que facilitou o processo da segunda gestação.

    A publicação recebeu mensagens de apoio de fãs e amigos, que celebraram a nova etapa do casal.

    Atualmente, Thammy concilia a vida familiar com projetos profissionais e políticos, enquanto Andressa segue atuando como modelo e influenciadora.

    Thammy e Andressa Miranda falam sobre gravidez do segundo filho

  • STM recebe pedido de expulsão de Bolsonaro e militares condenados por trama golpista

    STM recebe pedido de expulsão de Bolsonaro e militares condenados por trama golpista

    O tribunal militar vai avaliar os casos de Bolsonaro, que é capitão reformado, dos generais da reserva Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira e do almirante Almir Garnier.

    ANA POMPEU
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O STM (Superior Tribunal Militar) recebeu nesta terça-feira (3) as representações de perda de patente dos cinco militares do núcleo crucial da trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    O tribunal militar vai avaliar os casos de Bolsonaro, que é capitão reformado, dos generais da reserva Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira e do almirante Almir Garnier.

    Diferentemente do andamento no STF (Supremo Tribunal Federal), com o núcleo central sendo julgado em em uma ação penal, no STM cada um dos fardados terá o caso relatado por um ministro diferente. Pelo funcionamento da corte, quando o procurador coloca a representação no sistema, a distribuição a um relator já é automática.

    O entendimento é que, embora os casos tenham sido analisados em conjunto pelo STF, o STM julga o comportamento dos militares, portanto, não haveria justificativa para a reunião dos casos sob uma única relatoria.

    O tribunal vai avaliar se os militares cometeram atos considerados indignos para oficiais. Essa decisão tem como repercussão a cassação das patentes. Após a conclusão e esgotamento dos recursos, o STM comunica a decisão ao comandante da Força respectiva.

    Estão sujeitos a esse tipo de ação oficiais das Forças Armadas condenados, sem mais direito a recursos, a pena privativa de liberdade superior a dois anos por crime militar ou comum.

    A presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, recebeu os ofícios enviados pelo Supremo sobre o trânsito em julgado em 26 de novembro.

    A partir de então, o tribunal aguardou as representações sobre os casos da Procuradoria-Geral da Justiça Militar e agora deve distribuir cada caso aos relatores e pautar os julgamentos quando os votos dos ministros estiverem prontos.

    Há a expectativa de que não haja pedido de vista dos processos. Mas os julgamentos podem ter andamentos diferentes, tanto pelo fato de os casos serem distribuídos a relatores diferentes quanto pelo desentendimento recente entre ministros envolvendo discussão sobre participação de militares em golpe de Estado.

    Por causa desse recorte, não será analisado o caso do delator Mauro Cid, tenente-coronel que recebeu pena de dois anos no STF.

    Os condenados na Justiça Militar são expulsos das Forças, declarados “mortos fictícios” e deixam pensão para os familiares.
    O STM é composto por 15 ministros: 5 civis e 10 militares (quatro do Exército, três da Marinha e três da Aeronáutica).

    Entre eles, estão colegas de farda e ex-subalternos dos militares da trama golpista.

    Heleno foi instrutor na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) de dois dos quatro ministros-generais da atual composição da corte, os cadetes Odilson Sampaio Benzi e Marco Antônio de Farias.

    Paulo Sérgio foi comandante do Exército por 13 meses, de 31 março de 2021 a 1º de abril de 2022. Nesse período, teve em seu Alto Comando dois dos quatro ministros que ocupam as cadeiras destinadas ao Exército, os generais Lourival Carvalho Silva e Guido Amin Naves.

    Garnier esteve no Almirantado -colegiado de almirantes da mais alta patente- com os três ministros do STM oriundos da Força Naval, os almirantes-de-esquadra Leonardo Puntel, Celso Luiz Nazareth e Cláudio Portugal de Viveiros.

    As relações pessoais dos ministros com os condenados e o histórico profissional dos generais implicados na trama golpista devem permear o julgamento, avaliam três integrantes do STM ouvidos pela reportagem.

    Condenado a 21 anos de prisão, Heleno é citado como um dos generais mais respeitados no Exército. Ele foi uma das principais referências da Força nos últimos 20 anos, com atuação destacada no Haiti e no Comando Militar da Amazônia.

    No caso de Braga Netto, a situação é tida como menos favorável pelo fato de ele ter proferido ataques aos chefes do Exército e da Aeronáutica contrários ao golpe e, segundo a acusação, financiado um plano para assassinar o ministro do STF Alexandre de Moraes, o que o militar nega.

    A decisão da corte militar sobre as patentes ocorrerá em julgamento público no plenário.

    A análise no STM será feita após desentendimentos públicos entre ministros da corte no segundo semestre do ano passado.

    No final de outubro, o ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, tenente-brigadeiro da Aeronáutica, fez críticas públicas à presidente do STM após ela pedir desculpas às vítimas da ditadura militar. Ele disse que ela deveria “estudar um pouco mais da história do tribunal para opinar sobre a situação do período histórico”.

    Elizabeth rebateu afirmando conhecer bem a história da ditadura e disse não aceitar o “tom misógino” usado pelo colega.

    O regimento interno do tribunal define que, em casos de empate, cabe à presidente adotar a decisão mais favorável ao réu.

    STM recebe pedido de expulsão de Bolsonaro e militares condenados por trama golpista

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  • Trump pode estar sofrendo de logorreia?

    Trump pode estar sofrendo de logorreia?

    O presidente dos EUA está apresentando sinais de demência?

    As preocupações com a saúde mental do presidente Donald Trump voltaram a ser levantadas por profissionais da saúde. Recentemente, seus discursos tornaram-se mais desconexos e bizarros, frequentemente improvisados ​​e quase incoerentes. Esses sintomas levaram alguns psicólogos a sugerir que Trump sofre de logorreia, uma condição da fala que causa excesso de palavras e repetição. Mais preocupante ainda, profissionais da saúde apontam a demência como a causa dos deslizes de Trump ao microfone. Então, será que o presidente dos Estados Unidos está realmente começando a perder suas capacidades cognitivas?

    Trump pode estar sofrendo de logorreia?

  • Portabilidade de crédito já pode ser feita de forma digital

    Portabilidade de crédito já pode ser feita de forma digital

    Fora do ambiente do open finance, a portabilidade de crédito costuma levar de 20 a 25 dias. Com a nova funcionalidade, o consumidor ganha mais agilidade, transparência e poder de escolha na hora de renegociar seus empréstimos.

    A partir desta semana, os correntistas podem pedir a portabilidade de crédito via open finance, com a transferência de empréstimos entre instituições financeiras de forma totalmente digital, diretamente pelos aplicativos dos bancos. Lançada dias após o open finance completar cinco anos, a novidade marca um novo passo na ampliação da concorrência no mercado de crédito.

    Fora do ambiente do open finance, a portabilidade de crédito costuma levar de 20 a 25 dias. Com a nova funcionalidade, o consumidor ganha mais agilidade, transparência e poder de escolha na hora de renegociar seus empréstimos.

    Nesta fase inicial, o serviço está disponível apenas para operações de crédito pessoal sem consignação, conhecido como crédito “clean”. A expectativa é que, gradualmente, outras modalidades sejam incorporadas ao sistema, ampliando o alcance da funcionalidade.

     

    Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (3), a presidente-executiva da Associação Open Finance Brasil, Ana Carla Abrão, classificou o lançamento como um marco para o ecossistema financeiro. Segundo ela, o objetivo é tornar o mercado mais transparente, comparável e acessível para o consumidor.

    “A ideia é chegar ao crédito imobiliário, ou seja, abarcar o mercado de uma maneira muito ampla do ponto de vista de portabilidade”, explicou Abrão. 

    De acordo com o cronograma atual, a portabilidade do consignado do INSS deve entrar em operação a partir de novembro de 2026.

    Lançado em 1º de fevereiro de 2021, o open finance é o sistema que permite o compartilhamento padronizado e seguro de dados financeiros entre instituições, sempre com o consentimento do cliente. Criado pelo Banco Central (BC), o modelo ampliou o antigo open banking ao incluir não apenas dados bancários, mas também informações de crédito, investimentos, seguros e previdência.

    Redução de juros

    A troca de dados proporcionada pelo open finance pretende aumentar a concorrência, melhorar ofertas e dar mais controle ao consumidor sobre sua vida financeira. 

    Segundo a Ana Carla Abrão, a ferramenta tem espaço para reduzir juros, especialmente no crédito sem garantia (sem ativos usados para cobrir eventuais inadimplências).

    Atualmente, o crédito sem garantia apresenta grande variação de taxas, com juros de 4% até 20% ao mês. Com ofertas padronizadas, a presidente da Associação Open Finance Brasil diz que o cliente consegue visualizar com clareza a economia nas parcelas e no custo total do contrato.

    O open finance já soma cerca de 100 milhões de consentimentos únicos ativos, o equivalente a cerca de 30 milhões de pessoas com ao menos uma conta conectada. Para a associação, a portabilidade tende a impulsionar ainda mais o uso do sistema e estimular a competição entre as instituições financeiras.

    Como pedir a portabilidade de crédito no open finance

    •      Acesse o aplicativo do banco para o qual deseja levar o empréstimo;
    •      Entre no menu de crédito e autorize o compartilhamento de dados via open finance;
    •      Visualize os contratos elegíveis, que nesta etapa são apenas de crédito pessoal sem consignação;
    •      Compare as condições do contrato atual com a nova oferta, incluindo prazo, valor das parcelas e custo total;
    •      Baixe e leia o contrato, se desejar, antes de tomar a decisão;
    •      Aceite a proposta e assine digitalmente, usando o método adotado pela instituição (token, SMS, biometria, entre outros);
    •      Aguarde a conclusão, que pode levar até cinco dias úteis, três dias para eventual contraproposta do banco original e dois dias para liquidação.

    Portabilidade de crédito já pode ser feita de forma digital

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