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  • Proposta de Dino e criação de código de ética no STF são complementares, avaliam entidades

    Proposta de Dino e criação de código de ética no STF são complementares, avaliam entidades

    Especialistas, contudo, consideram que aprovação de reforma sugerida por ministro é mais complexa. Lobby de carreiras jurídicas é obstáculo para aprovação de reformas, avalia Transparência Brasil

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A proposta de reforma do Judiciário apresentada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino complementa o projeto do presidente da corte, Edson Fachin, de criar um código de ética para o Supremo, sem rivalizar com ele, na avaliação de entidades de transparência e da advocacia.

    Contudo, a implementação de mesmo parte das 15 medidas apresentadas pelo ministro na segunda-feira (20) depende de aval do Congresso e do Executivo, o que cria obstáculos mais complexos do que a aprovação do código de ética -um conjunto de regras a serem obedecidas pelos membros do Supremo e que teria repercussão no restante do Judiciário.

    Fachin apresentou seu plano de criar um código de ética para o STF em fevereiro, na abertura do ano do Judiciário, após o escândalo do Banco Master atingir, no fim de 2025, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A proposta de Dino, esboçada em artigo no site ICL Notícias, veio uma semana após Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes serem citados em uma lista de pedidos de indiciamentos na CPI do Crime Organizado. O relatório que pediu os indiciamentos foi barrado na própria comissão e criticado por ministros do tribunal.

    O artigo de Dino não citou diretamente Fachin, mas tem tom crítico a certos posicionamentos do presidente do STF, como a necessidade de “autocontenção” dos ministros da corte.

    “Não há contradição necessária entre as propostas”, afirma Guilherme France, gerente de Pesquisa e Advocacy da ONG Transparência Internacional no Brasil. “De fato, a apresentação destas propostas parece sinalizar um crescente consenso, mesmo entre os ministros do STF, sobre a necessidade de reformas que promovam a ética e a integridade na Suprema Corte.”

    Nesse sentido, France avaliou como positiva a proposta de Dino de considerar punições tanto para juízes quanto para advogados que receberam como honorários recursos que não vieram de suas atividades.

    “Frente aos múltiplos escândalos de corrupção e conflitos de interesse recentes envolvendo bancas de advocacia, inclusive pelo recebimento de rendimentos sem aparente lastro de trabalho correspondente, é extremamente salutar incluir também a advocacia, que constitui função essencial para o sistema de Justiça, no pacote de reformas a ser considerado”, disse.

    Os pagamentos do Master ao escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, estão no centro da crise que envolveu a corte. O escritório nega irregularidades e afirmou que o contrato com o banco foi para a prestação de uma série de atividades de consultoria à entidade financeira agora liquidada.

    O especialista, porém, aponta que o caminho para viabilizar a proposta de Dino, que envolve mudanças na Constituição, tem uma complexidade maior. “Não se trata de um pacote de propostas que pode tramitar rapidamente em uma instância de poder e ser implementado”, disse ele, ao defender que a discussão envolva a sociedade civil e a academia.

    A diretora-executiva da ONG Transparência Brasil, Juliana Sakai, também entende que as duas propostas não são opostas entre si. “Elas partem de um diagnóstico semelhante de necessidade de mudanças no Judiciário”, afirma.

    Ela também faz a distinção de que a proposta de Fachin pode ser implementada de forma mais célere, dado que a reforma de Dino precisa passar pelo Congresso em um ano eleitoral.

    “Uma resposta rápida do Judiciário é oportuna neste momento de crise. Mas, como estamos vendo, isso não é tão simples de ser adotado, porque enquadraria uma série de conflitos de interesses dos ministros, que mal têm dado transparência às suas agendas -medida elementar num país democrático”, afirmou.

    Sakai destaca, entretanto, que uma eventual reforma do Judiciário teria de superar o poderoso lobby dos membros das carreiras jurídicas do Brasil, categoria que recebe penduricalhos e que conseguiu conter iniciativa do mesmo Dino, em fevereiro, de reduzir os supersalários.

    “O próprio ministro teve que recuar da sua acertada decisão inicial de fevereiro deste ano sobre penduricalhos, que definia verbas indenizatórias como reembolsos de despesas de serviço, para criar o superteto remuneratório de 170%, com a tese aprovada pelo plenário do STF. Se até um ministro do STF tem que ceder a essas forças corporativistas, é certo que a capacidade de captura do Congresso é muito maior”, avalia.

    A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) havia criado uma comissão para tratar de uma reforma do sistema de Justiça no último dia 14.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, disse o presidente nacional da entidade, Beto Simonetti.

    Mas o presidente da Ordem reivindica participação social no processo. “Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia, que é a profissão que leva ao Estado o pleito das cidadãs e dos cidadãos.”

    O presidente da seção paulista da Ordem, Leonardo Sica, afirmou, em nota à Folha de S.Paulo, que “a proposta apresentada pelo ministro Flávio Dino fortalece esse tema no centro do debate nacional” e que “o sistema de Justiça brasileiro enfrenta desafios conhecidos como morosidade, excesso de litigiosidade e necessidade de maior eficiência administrativa”.

    Embora avalie a proposta de Dino como “bem-vinda”, Sica faz o contraponto de que ela “não pode excluir a necessidade imediata de medidas igualmente relevantes, como a adoção de um código de conduta, mecanismos de autocontenção institucional, discussão sobre mandato para ministros do STF, revisão da competência criminal da corte e redução do chamado foro privilegiado”.

    A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) afirma que os juízes precisam participar das discussões e que é necessário ainda “cuidar para que o período eleitoral não contamine um debate que precisa ser técnico e feito com serenidade”.

    Proposta de Dino e criação de código de ética no STF são complementares, avaliam entidades

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  • Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovam acordo com a Paramount

    Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovam acordo com a Paramount

    Apesar de aprovação, negócio ainda não está fechado; aquisição ainda precisa passar por análises regulatórias

    Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda da empresa para a Paramount Skydance, aproximando a proposta de fusão – que transformaria a indústria do entretenimento – de sua conclusão. A Warner Bros. afirmou que os acionistas votaram de forma esmagadora para aprovar o acordo em sua assembleia extraordinária de acionistas realizada nesta quinta-feira.

    A Warner havia concordado anteriormente em vender seus estúdios e o HBO Max para a Netflix por US$ 27,75 por ação, o que levou a Paramount a lançar uma tentativa de aquisição hostil, indo diretamente aos acionistas com suas ofertas para adquirir a empresa inteira.

    Em fevereiro, a Paramount venceu a disputa de lances para comprar a Warner com uma oferta de US$ 31 por ação, que a Netflix disse que não igualaria.

    O acordo, no entanto, ainda enfrenta obstáculos regulatórios. A combinação das empresas colocaria dois estúdios tradicionais de cinema e TV, além de múltiplas redes de televisão a cabo, sob o mesmo controle – uma perspectiva que atrai escrutínio regulatório.

    A Warner Bros. espera que o acordo seja concluído no terceiro trimestre. Fonte: Dow Jones Newswires.

    *Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

    Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovam acordo com a Paramount

  • 'Não quero namorado, quero emprego', diz Milena sobre futuro após BBB 26

    'Não quero namorado, quero emprego', diz Milena sobre futuro após BBB 26

    Milena tomou café da manhã com Ana Maria Braga no ‘Mais Você’ e fez revelações sobre os planos futuros na televisão, garantindo que até o momento está se dedicando às publicidades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O amor não parece estar nos planos de Milena Moreira, agora fora do BBB 26. “Não quero namorado, quero emprego e publis. Estou esperando a Globo me chamar”, disse ela, em tom bem-humorado, para Ana Maria Braga no Mais Você.

    Também se disse animada em apoiar ONGs e causas sociais e usar sua imagem para alavancar essas iniciativas.

    Animada, ela recebeu na atração o carinho de uma ex-patroa, que a contratou para cuidar do filho. Sobre o jogo, a sister decretou que sente muita a falta de Ana Paula Renault e já foi “infernizar” a vida dela. Também disse ter muita saudade da casa e de Juliano Floss.

    Apesar disso, nas últimas semanas de BBB, ela tirou Floss de seu pódio para incluir Samira Sagr. Mas isso virou um arrependimento, já que ela disse não ter gostado de coisas que viu fora do programa.

    “Confiávamos nela, mas assisti a alguns vídeos e não gostei. Ela não jogava muito com a gente como eu imaginava, pegava nossas informações e levava ao outro grupo. Não trazia uma lealdade”, disse.

    'Não quero namorado, quero emprego', diz Milena sobre futuro após BBB 26

  • Tênis de Mesa: São José dos Campos sediará WTT Star Contender em julho

    Tênis de Mesa: São José dos Campos sediará WTT Star Contender em julho

    A cidade de São José dos Campos, a 90 quilômetros da capital paulista, vai sediar o WTT Star Contender, torneio do circuito mundial de tênis de mesa, de 21 a 26 de julho. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (22) pela Confederação Brasileira de Tênis (CBTM), que organiza o  evento em parceria coma Federação Internacional (World Table Tennis). Pela terceira vez no Brasil, o torneio debutará no no estado de São Paulo.

    “Temos certeza de que o evento vai movimentar toda a região do Vale do Paraíba, que já reúne historicamente um grande número de praticantes da modalidade”, estima Vilmar Schindler, presidente da CBTM.

    No ano passado, o carioca Hugo Calderano, atual número 5 do mundo, foi o vencedor de simples da edição realizada Foz do Iguaçu (PR). As primeiras competições no país foram na categoria Contender, no Rio de Janeiro (2023 e 2024).

    “Jogar no Brasil é sempre algo especial para mim. Eu sinto a energia, o apoio, e isso me impulsiona. O Brasil construiu uma conexão real com o tênis de mesa nos últimos anos, e é empolgante ver mais um WTT Star Contender acontecendo aqui. Tenho certeza de que os fãs vão criar uma atmosfera incrível em São José”, projetou Calderano em depoimento ao site da CBTM.

     

     

    A expectativa é que o torneio reúna 80 atletas de elite nas disputas de simples masculina e feminina, além das chaves de duplas. A estrutura do evento será montada na área de eventos do Valeu Sul Shopping.

    Número 23 do mundo, a paulista Bruna Takahashi acredita que o torneio em São José dos Campos vá consolidar ainda mais a modalidade no país.

    “É muito empolgante ver o Brasil crescendo continuamente no calendário da WTT. Isso diz muito sobre a paixão pelo tênis de mesa aqui e o nível que o esporte está alcançando no nosso país. Ter um evento como esse em São José é um grande momento, e espero que os fãs compareçam em peso e tornem isso inesquecível”, disse Takahashi, campeã este ao ano lado de Calderano da chaves de duplas mistas do WTT Smash de Singapura.


    Tênis de Mesa: São José dos Campos sediará WTT Star Contender em julho

  • Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

    Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

    A defesa do Facebook e do WhatsApp Brasil pediu anulação do auto de infração expedido pela Superintendência-Geral (SG) do Cade e o afastamento da multa diária, no valor de R$ 250 mil

    O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve, por unanimidade, o auto de infração e a aplicação da multa diária contra a Meta, no caso que aborda o uso de chatbots de inteligência artificial (IA) no WhastApp.

    Em janeiro deste ano, a SG do Cade adotou medida preventiva e instaurou um inquérito administrativo para apurar se a Meta estaria abusando de sua posição dominante para favorecer sua própria inteligência artificial (Meta AI) e excluir concorrentes. As decisões vieram após denúncia apresentada em setembro de 2025 pelas empresas de chatbot Luzia e Zapia, que alegaram supostas infrações à ordem econômica por parte da Meta.

    Em meados de março, a SG verificou o descumprimento da medida preventiva ao observar que a Meta editou nova versão do Whatsapp Business Solution Terms, com disposições capazes de, ainda que indiretamente, produzir total ou parcialmente efeitos exclusionários.

    A defesa do Facebook e do WhatsApp Brasil pediu anulação do auto de infração expedido pela Superintendência-Geral (SG) do Cade e o afastamento da multa diária, no valor de R$ 250 mil, para que essa discussão possa efetivamente ocorrer no âmbito do inquérito administrativo.

    “O Facebook Brasil e o WhatsApp de forma alguma contestam a obrigação de cumprir com a preventiva. O que se contesta é a caracterização feita pela SG de que a precificação é uma violação dessa medida”, disse a advogada Marcela Mattiuzzo. “Trata-se de um preço economicamente racional, comercialmente justificado, consistente com modelos de negócio que foi colocado para API, e com que outras empresas que fazem uso da API efetivamente pagam pelo serviço, e que além disso, se sustenta perante um benchmarking de mercado”, completou ela, colocando que o próprio tribunal já afirmou que a precificação deveria ser discutida em sede de inquérito.

    O relator do caso, conselheiro Carlos Jacques, votou pela rejeição da impugnação apresentada, com a consequente manutenção integral do auto de infração, bem como pela continuidade da incidência da multa diária fixada até a efetiva comprovação do cumprimento integral da medida preventiva.

    O voto, acompanhado pelos demais conselheiros, recomendou ainda que a Superintendência Geral, junto com a Assessoria Internacional do Cade promova, promova a cooperação internacional com outras jurisdições que estejam investigando a mesma conduta, e informem sobre as decisões proferidas no Brasil.

    O relator frisou que o argumento da SG diz respeito à atuação da Meta como monopolista no mercado primário de mensageria, prejudicando a atuação de rivais no mercado secundário de ferramentas de IA pelos chatbots.

    “Dessa forma, a alteração dos termos de uso e, principalmente, a imposição de tarifas para o uso da API do WhatsApp Business para chatbots de IA, seria uma forma de recusa de contratação e de descumprimento da medida preventiva imposta”, sustentou o conselheiro Carlos Jacques.

    “Assim, a SG considerou que os termos atuais do WhatsApp Business, incluindo a precificação por mensagens enviadas por chatbots de IA, não estariam cumprindo, com o comando legal da medida preventiva estabelecida pelo tribunal, a qual previu o retorno ao status quo anterior, vigente antes da entrada em vigor dos novos termos e condições”, argumentou.

    Citando violações das regras concorrenciais da União Europeia pela Meta ao excluírem provedores de chatbot de IA, o relator identificou “convergência internacional no entendimento de que a imposição de acesso oneroso nos termos propostos pela Meta significa, na prática, aumento de barreiras à entrada ou manutenção não ofertada”.

    “Dessa forma, no caso brasileiro, há uma desnaturalização do espírito da preventiva confirmada pelo tribunal. Seu descumprimento pelas autuadas, portanto, é evidente”, pontuou o conselheiro.

    Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

  • Ministro do STJ vê 'ilegalidade' na prisão de MC Ryan e manda soltar funkeiro

    Ministro do STJ vê 'ilegalidade' na prisão de MC Ryan e manda soltar funkeiro

    O ministro Messod Azulay Neto avaliou que não fazia sentido manter alguém preso por um período maior do que o solicitado pelos próprios responsáveis pela investigação

    O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay Neto acatou um pedido de habeas corpus e determinou liminarmente a soltura do MC Ryan SP nesta quinta-feira, 23. O funkeiro foi preso no último dia 15, durante a Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal (PF), que investiga uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do crime organizado por meio de rifas e bets ilegais.

    A decisão também beneficia outros alvos da Narco Fluxo, como o influenciador Diogo 305, o funkeiro Poze do Rodo e o dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, apontados pela PF como integrantes do esquema liderado por MC Ryan SP.

    A defesa de Ryan informou que “a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo da prisão temporária”.

    Para a Polícia Federal, MC Ryan SP é o líder da estrutura criminosa, suspeita de movimentar R$ 1,6 bilhão para o crime organizado.

    O funkeiro “foi identificado como líder e beneficiário econômico da engrenagem, utilizando empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para mesclar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais”, segundo a investigação.

    Na decisão, o ministro do STJ entendeu que a prisão foi fixada por um tempo maior do que o próprio pedido da Polícia Federal. Enquanto os investigadores sugeriram que a detenção durasse cinco dias, a decisão judicial autorizou 30 dias.

    Para o ministro, foi um erro. Messod Azulay Neto avaliou que não fazia sentido manter alguém preso por um período maior do que o solicitado pelos próprios responsáveis pela investigação. Por isso, determinou que a prisão deveria seguir o prazo de cinco dias.

    Como esse tempo já decorreu, a soltura de MC Ryan SP deve ser imediata, já que houve “flagrante ilegalidade” na decretação da prisão.

    A investigação da Operação Narco Fluxo, que prendeu 33 suspeitos na quarta-feira da semana passada, aponta que o esquema de lavagem de dinheiro tinha como operador-chave o contador Rodrigo Morgado, preso desde outubro de 2025 por prestar assessoria financeira ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A atuação de Morgado também incluiria auxílio direto nas finanças de MC Ryan.

    Ministro do STJ vê 'ilegalidade' na prisão de MC Ryan e manda soltar funkeiro

  • Itália recusa substituir Irã na Copa e detona Trump: “Vergonhoso”

    Itália recusa substituir Irã na Copa e detona Trump: “Vergonhoso”

    O Governo de Itália colocou, esta quinta-feira (23), totalmente de lado a possibilidade de a seleção nacional vir a substituir o Irã na Copa do Mundo, em resposta à proposta que Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos da América e ‘braço direito’ de Donald Trump, fez chegar ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.

    “Em primeiro lugar, não é possível. Em segundo lugar, não é oportuno. Não sei o que é que vem primeiro, mas a qualificação decide-se em campo”, disparou o ministro do Esporte, Andrea Abodi, em declarações reproduzidas pelo jornal transalpino Il Giornale. Uma posição que mereceu o apoio por parte do responsável pela pasta da Economia, Giancarlo Giorgetti.

    “Considero isso uma coisa vergonhosa. Eu ficaria envergonhado”, disparou o responsável político, à margem de um evento que aconteceu no Palácio do Quirinal, em Roma. Isto, depois de a squadra azzurra ter falhado (surpreendentemente) o apuramento para um Campeonato do Mundo pela terceira vez consecutiva.

    A hipótese foi veiculada pelo próprio Paolo Zampolli, em conversa com o jornal Financial Times, horas antes: “Eu confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irã, no Mundial. Eu sou nativo da Itália, e seria um sonho ver os azzurri num torneio organizado pelos EUA. Com quatro títulos, eles têm o ‘pedigree’ para justificar a inclusão”.

    Seguiu-se, entretanto, uma notícia divulgada pela estação televisiva britânica BBC Sport, apontando que o organismo que rege o futebol internacional não teria qualquer intenção de retirar o Irã do Mundial2026, apesar da guerra com os Estados Unidos da América, que se prolonga já há mais de dois meses.

    Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo do Irã, garantiu, de resto, que o país está “totalmente preparado” para disputar o torneio, no qual se encontra integrado no Grupo G, juntamente com Nova Zelândia, Egito e Bélgica.

    EUA queriam ‘redimir-se’ após ofensas contra o Papa Leão XIV

    A publicação original citava fontes próximas do processo, que garantem que esta proposta não passou de uma tentativa de Donald Trump de remendar as relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, depois do ‘bate-boca’ público entre ambos, por conta da posição do Papa Leão XIV sobre a guerra no Médio Oriente.

    “Acho que ele não está fazendo um bom trabalho. Acho que ele gosta de criminalidade. Não gostamos de um Papa que diga que não há problema em ter armas nucleares”, afirmou o líder máximo norte-americano, em abril, em relação as intervenções públicas realizadas pelo compatriota sobre este tema.

    “Continuarei a manifestar-me abertamente contra a guerra, procurando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados, para encontrar soluções justas para os problemas. Há muitas pessoas sofrendo no mundo de hoje. Há muitas pessoas inocentes sendo mortas”, respondeu este.

    “Considero inaceitáveis as declarações do Presidente Trump a propósito do Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja Católica, e é correto e natural que peça a paz e condene todas as formas de guerra, interveio a transalpina, deixando Donald Trump “chocado”: “Pensei que ela tinha coragem, enganei-me”.

    Itália recusa substituir Irã na Copa e detona Trump: “Vergonhoso”

  • Consumo nos lares brasileiros sobe 3,2% em março ante igual mês de 2025, revela Abras

    Consumo nos lares brasileiros sobe 3,2% em março ante igual mês de 2025, revela Abras

    Avanço ocorreu em um contexto de maior disponibilidade de renda, com a liberação de recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e pagamentos do INSS

    O consumo nos lares brasileiros cresceu 3,2% em março na comparação com igual mês do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O indicador avançou 6,21% ante fevereiro e encerrou o primeiro trimestre com alta acumulada de 1,92%.

    O desempenho foi influenciado pela antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, além do efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias. Parte relevante do consumo ficou concentrada na última semana de março.

    O avanço ocorreu em um contexto de maior disponibilidade de renda, com a liberação de recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e pagamentos do INSS.

    “Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, afirmou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, em coletiva.

    Abrasmercado

    O Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março, a mais intensa do primeiro trimestre.

    Nos meses anteriores, as variações foram de +0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro.

    Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.

    Projeções e cenário

    Para os próximos meses, o cenário ainda apresenta risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta. “A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para alimentos”, disse Milan.

    No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional avançou 2,26% em março, passando de R$ 336,80 para R$ 344,40.

    A entidade vê suporte adicional ao consumo no segundo trimestre com medidas como a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS e o pagamento de restituições do Imposto de Renda, que tendem a reforçar a renda disponível das famílias.

    Consumo nos lares brasileiros sobe 3,2% em março ante igual mês de 2025, revela Abras

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  • 'Emprego não arrumei, estou esperando dona Globo decidir', diz Milena

    'Emprego não arrumei, estou esperando dona Globo decidir', diz Milena

    Milena tomou café da manhã com Ana Maria Braga no ‘Mais Você’ e fez revelações sobre os planos futuros na televisão, garantindo que até o momento está se dedicando às publicidades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Milena foi a vice-campeã do BBB 26 (Globo) e participou hoje do Mais Você. A Pipoca se emocionou ao falar do reality. “BBB muda vidas, tenho apego à casa. Sinto falta da Ana, do Juliano. Aqui tenho controle do que acontece. Lá o incrível era isso. Lá é para se redescobrir. O BBB, para mim, é tudo. É mudança, é sonho, é vida”, declarou.

    Ela contou que estava com o pijama que ganhou no programa. “É o pijama da produção, é a única peça que podemos trazer aqui para fora. Isso aqui dá para sair, não é pijama. As meninas do figurino arrasam”, opinou.

    Ana Maria exibiu o reencontro dos “Eternos” ontem e perguntou o motivo de ela estar envergonhada. “Mais Você é patrimônio histórico brasileiro, não é puxando seu saco, não”, revelou.

    Questionada sobre sua carreira, a participante indicou seu desejo de trabalhar na emissora. “Várias publis. Emprego não arrumei, estou esperando dona Globo decidir”, enfatizou. Na sequência, a apresentadora falou que ela “fazia cagadas e era impossível não rir com ela”.

    'Emprego não arrumei, estou esperando dona Globo decidir', diz Milena

  • Gilmar Mendes defende inquérito das fake news: 'vai acabar quando terminar'

    Gilmar Mendes defende inquérito das fake news: 'vai acabar quando terminar'

    “Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som”, destacou o ministro do STF

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu nesta quarta-feira, 22, que o inquérito das fake news continue aberto “pelo menos até as eleições” deste ano. Segundo ele, a investigação se mantém relevante diante de ataques à Corte.

    “Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado, veja por exemplo a coragem, eu diria a covardia, do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte, pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crimes. Isto pode ser deixado assim? Acho que não, é preciso que haja resposta”, disse em entrevista ao Jornal da Globo, da TV Globo.

    O ministro se refere ao relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), em que pediu o indiciamento de Gilmar e também dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por ações e omissões no caso Master. O parecer foi rejeitado pela comissão.

    “Eu acho que foi um momento importante do Supremo ter aberto o inquérito e de mantê-lo pelo menos até as eleições, acho que é relevante”, completou.

    O inquérito das fake news é uma investigação sigilosa aberta sob a justificativa de apurar ataques contra o STF e seus integrantes e ameaças à independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito.

    Ele completou sete anos no mês passado e, como mostrou o Estadão, tem funcionado como um instrumento do Supremo para se proteger e reagir a investidas externas.

    Entre suas controvérsias estão ter sido instaurado de ofício (por iniciativa própria) pelo ministro Dias Toffoli, quando era presidente da Corte; ter relator escolhido pelo presidente do STF; sigilo não flexibilizado; e condução por um juiz, o ministro Alexandre de Moraes, em vez de um delegado.

    Durante a entrevista ao Jornal da Globo, Gilmar Mendes também comentou seu embate com o ex-governador mineiro e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo).

    O ministro solicitou que Moraes inclua Zema no inquérito das fake news, por compartilhamento de vídeo com sátira aos ministros da Corte. A peça aborda as relações de ministros do STF com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

    O decano da Corte negou que o pedido serve para inflamar ânimos. “Acho que todos nós que atuamos na vida pública temos que ter responsabilidade e não podemos fazer esse tipo de brincadeira. Ele (Zema) tenta sapatear, talvez aproveitando do momento eleitoral. Isso precisa ser aferido”, afirmou.

    Desde a segunda-feira, 20, o ex-governador mineiro publicou mais de dez novos vídeos com críticas ao STF em seu perfil no Instagram. Ele diz estar sendo vítima de perseguição e afirma que irá “até o fim” em suas colocações.

    “Quero ver quem é que vai me calar, só se arrumar um esparadrapo gigante e colocar na minha boca à força. Caso contrário, eu vou continuar falando que o STF se transformou no Supremo Balcão de Negócios”, disse Zema.

    Gilmar Mendes defende inquérito das fake news: 'vai acabar quando terminar'

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