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  • Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre

    Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre

    Com uma arrancada nos minutos finais, o etíope Muse Gisachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong e venceu hoje (31) a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre.

    Kamosong vinha liderando a prova com folga, mas foi ultrapassado por Gisachew já próximo da linha de chegada, na Avenida Paulista. Kamosong terminou a corrida com o tempo de 44 minutos e 32 segundos, apenas quatro segundos a mais que o vencedor da prova, que fez o tempo de 44 minutos e 28 segundos.

    O brasileiro Fábio de Jesus Correia foi o terceiro colocado, fazendo o tempo de 45 minutos e 06 segundos.

    Na quarta posição chegou o queniano William Kibor, com o tempo de 45 minutos e 28 segundos. Já o também queniano Reuben Logonsiwa Poguisho fechou o pódio, na quinta posição, com 45 minutos e 46 segundos.

    A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.

     

    Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre

  • Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

    Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

    Cerca de 160 casos foram relatados desde o início do surto

    Pune, uma grande cidade no oeste da Índia, tem testemunhado um número crescente de casos de síndrome de Guillain-Barré desde o início do ano. Investigações apontaram para Campylobacter jejuni, um patógeno responsável por doenças transmitidas por alimentos e reconhecido como um fator-chave por trás da síndrome de Guillain-Barré em todo o mundo. Essa ligação foi estabelecida pela primeira vez na década de 1990 na China rural, onde os surtos da doença coincidiram com as estações das monções devido a crianças brincando em água contaminada por resíduos de aves.

    Os números mais recentes indicam que Pune presenciou 160 casos, com cinco mortes suspeitas. Atualmente, 48 pacientes permanecem em terapia intensiva, 21 estão em ventiladores e 38 receberam alta após o tratamento.

    Conforme mencionado, a disseminação da síndrome de Guillain-Barré ligada à Campylobacter jejuni e não é exclusiva da Índia. Além da China, em 2023, o Peru registrou mais de 200 casos suspeitos e quatro mortes em apenas sete meses, levando o governo a declarar uma emergência nacional de saúde. Dois terços dos afetados foram diagnosticados com infecções causadas por Campylobacter. 

    A enfermidade chamou a atenção dos brasileiros em julho de 2023, quando houve um surto na América do Sul. Na ocasião, o governo do Peru decretou estado emergência sanitária nacional devido ao “aumento incomum” de casos. Segundo os dados do Ministério da Saúde local, o país vizinho registrou 182 pacientes com a doença no primeiro semestre de 2023. Desse total, quatro morreram. Além disso, até um famoso desenvolveu a doença. No dia 11 de junho de 2024, o ator Reynaldo Gianecchini revelou que desenvolveu a condição. Em entrevista ao podcast PodDelas, o artista contou que a síndrome afetou parte de seus movimentos.

    De todas as doenças autoimunes que existem, a síndrome de Guillain-Barré é definitivamente uma das menos comuns. Essa condição, que afeta os nervos do corpo e causa fraqueza muscular que evolui para paralisia, é grave e pode matar. A boa notícia é que pode ser tratada com um rápido diagnóstico.

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  • Entenda por que operações do Banco Master com a Reag estão sob investigação

    ANA PAULA BRANCO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um relatório do Banco Central (BC) enviado ao TCU (Tribunal de Contas da União) aponta indícios de…
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    Entenda por que operações do Banco Master com a Reag estão sob investigação

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  • Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    A tendência é de reconciliação nas próximas semanas, mas os estresses ainda aparecem em conversas reservadas. De acordo com aliados, a relação ainda está longe do patamar do início da gestão de Alcolumbre.

    CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – De volta ao comando do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) alternou momentos em 2025 como principal fiador do governo Lula (PT) no Legislativo e atritos causados pelas indicações do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e de dirigentes das agências reguladoras.

    A tendência é de reconciliação nas próximas semanas, mas os estresses ainda aparecem em conversas reservadas. De acordo com aliados, a relação ainda está longe do patamar do início da gestão de Alcolumbre.

    O senador do Amapá, que já havia sido presidente do Senado e do Congresso de 2019 a 2021, voltou ao comando da Casa neste ano com um apoio amplo que incluiu o governo e o PT, mas também da maioria da oposição. Nos meses seguintes, tornou-se o principal aliado do Planalto no Legislativo.

    Senadores influentes da base governista avaliam que Alcolumbre foi responsável por angariar o apoio aos projetos de interesse do Executivo no Senado e foi mais importante nessa função inclusive do que os líderes do governo no Legislativo, a quem tradicionalmente cabe esse papel.

    Lula enfrentou dificuldades na Câmara dos Deputados e teve no Senado sua principal fonte de governabilidade no Legislativo.

    Senadores lulistas reclamam de falta de mobilização de correligionários do presidente da República para defender os projetos do governo e cobram mudanças para a reta final do mandato, principalmente às vésperas do período eleitoral.

    As interações entre os dois presidentes de Poder ao longo do ano, relatam políticos à reportagem, costumavam ser em tom informal. Na última semana, Lula disse se considerar amigo tanto de Alcolumbre quanto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    O anúncio da aposentadoria do agora ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso, em outubro, deu início a um afastamento entre Alcolumbre e o governo que evoluiu para uma crise política, agora em fase de resolução.

    O presidente do Senado e integrantes influentes da Casa queriam que o presidente da República escolhesse Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga aberta na Suprema Corte. Quando Lula anunciou, no fim de novembro, que tinha optado por Jorge Messias, a relação com Alcolumbre estremeceu.

    O Senado ainda não votou a indicação de Messias -ele só assumirá a cadeira no STF se for aprovado pela maioria da Casa. Um dos principais apoiadores do indicado de Lula, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), perdeu interlocução com Alcolumbre.

    No mesmo dia em que Lula anunciou seu escolhido para o STF, Alcolumbre informou à imprensa que colocaria em votação no Senado o projeto de aposentadoria especial de agentes de saúde, uma proposta com alto custo fiscal e que contrariava os interesses do Planalto.

    Aliados do petista entenderam o ato como uma retaliação. É comum se referir a projetos com impacto fiscal colocados em votação contra a vontade do governo como “pauta bomba”. Alcolumbre fez um forte discurso público rechaçando as críticas.

    O presidente do Senado disse que o governo teve seu apoio nos momentos mais difíceis e lembrou das vezes em que o Legislativo aumentou os gastos públicos a pedido do Executivo.

    “O [programa] Pé-de-Meia custa para o Estado brasileiro R$ 12 bilhões por ano, e nós votamos aqui para 4 milhões de estudantes, o que dá, nos próximos oito anos, quase R$ 100 bilhões”, disse Alcolumbre em 25 de novembro. “Não foi bomba”, afirmou ele. O senador disse que as acusações eram motivo de indignação.

    Alcolumbre repetiu os argumentos recentemente em conversas com o alto escalão do governo sobre corte de gastos públicos. O motivo foram declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrando responsabilidade fiscal do Congresso.

    Depois, no início de dezembro, o presidente do Senado reclamou com integrantes do governo por Lula ter dito que o Congresso havia sequestrado o Orçamento por meio das emendas -recursos que deputados e senadores podem enviar para obras em suas bases eleitorais.

    Os atritos começaram a esfriar nas últimas semanas. Lula teve conversas com senadores poderosos e próximos de Alcolumbre, como Weverton Rocha (PDT-MA), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).
    Ao mesmo tempo, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), aliado de Alcolumbre no Amapá, também trabalhou para reaproximar os chefes do Executivo e do Legislativo.
    Depois da última sessão do Congresso em 2025, Alcolumbre foi questionado se havia conversado ou se conversaria com Lula. “Se eu for convidado, eu vou”, respondeu. Os dois conversaram por telefone e, dias depois, encontraram-se pessoalmente.

    Lula agradeceu ao presidente do Senado pelos projetos de interesse do governo aprovados no Legislativo e voltou a defender que Pacheco concorra ao governo de Minas Gerais -mas ouviu que o mineiro não está com essa disposição.

    Também o sondou sobre o clima para a indicação de Messias, mas essa parte da conversa não teve conclusão e a resolução ficará para a retomada dos trabalhos, em fevereiro.

    Aliados do presidente do Senado avaliam que a relação entre ele e Lula ainda não voltou a ser o que foi durante a maior parte de 2025, mas que a tendência atual é de melhora.

    Antes da indicação de Messias, governo e Senado já tiveram outros atritos, como o impasse em torno dos nomes dos diretores escolhidos por Lula para agências reguladoras. Esses cargos também precisam do aval dos senadores, e divergências atrasaram por meses as nomeações.

    Parte das agências e autarquias continua acéfala ou com cargos vagos, como a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e, a partir de janeiro, duas diretorias do Banco Central.
    Outro ponto de estresse com o governo foi a campanha de Alcolumbre nos bastidores para derrubar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um dos mais próximos de Lula. Ele foi inicialmente indicado pela cúpula do Senado, mas perdeu apoio após desentendimentos sobre projetos e cargos do ministério, e medidas provisórias do setor foram quase rejeitadas em meio a esse embate.

    O petista, porém, se recusou a demitir o auxiliar.

    Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

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  • Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

    Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

    Lançado pelo líder do regime, Xi Jinping, em 2012, o “sonho chinês” defende que uma nação mais jovem é o caminho para a prosperidade -o que significa, nas entrelinhas, manter o status de potência e avançar ainda mais economicamente, sobretudo em relação ao Ocidente.

    VICTORIA DAMASCENO
    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – Por mais de 35 anos os casais chineses só podiam, por lei, ter um filho, até uma diretriz entrar em vigor em 1º de janeiro de 2016 e autorizá-los, naquele momento, a ter dois. Hoje, dez anos após o fim da Política do Filho Único, a China ainda colhe os efeitos de décadas de restrição e enfrenta uma crise demográfica que dificulta a realização do chamado “sonho chinês”.

    Se, em 1979, quando foi criada, a política buscava conter um crescimento populacional visto como ameaça ao desenvolvimento social e econômico do país, hoje as lideranças do Partido Comunista batem cabeça para estimular o rejuvenescimento da população e garantir que a força produtiva continue sustentando o crescimento econômico.

    Lançado pelo líder do regime, Xi Jinping, em 2012, o “sonho chinês” defende que uma nação mais jovem é o caminho para a prosperidade -o que significa, nas entrelinhas, manter o status de potência e avançar ainda mais economicamente, sobretudo em relação ao Ocidente. O conceito também se opõe ao sonho americano, ao subordinar a realização individual ao sucesso coletivo e à liderança do PC.

    “A história demonstra que o futuro e o destino de cada um de nós estão intimamente ligados aos de nosso país e de nossa nação. Só podemos prosperar quando nosso país e nossa nação prosperarem. Alcançar o rejuvenescimento da nação chinesa é uma missão gloriosa e árdua, que exige o esforço dedicado do povo chinês, geração após geração”, disse Xi em discurso naquele ano. “Agora estamos mais próximos desse objetivo e mais confiantes e capazes de alcançá-lo do que em qualquer outro momento da história.”

    Mais de uma década depois, em outubro deste ano, durante as comemorações do aniversário de fundação da República Popular da China, o dirigente afirmou que “alcançar o grande rejuvenescimento da nação chinesa é uma causa sem precedentes”, indicando que atingir o objetivo ainda está distante.

    Desde que assumiu o cargo, Xi anunciou medidas para enfrentar a crise demográfica. Além de encerrar a política do filho único, em 2021 ampliou para três o número de filhos permitidos por casal. Outros incentivos, como subsídios nacionais para o cuidado de crianças pequenas e a redução dos custos associados à gravidez, também foram implementados.

    Apesar dos esforços, a natalidade na China segue em queda, apontando para uma população cada vez mais envelhecida e para uma sobrecarga econômica associada ao fenômeno.

    Quando a política foi criada, em 1979, nasciam mais pessoas do que morriam. Eram registrados 17,8 nascimentos e 6,2 mortes por mil habitantes, o que levou o regime a considerar urgente a contenção do crescimento populacional. Já os dados mais recentes, de 2024, mostram que essa relação se inverteu, com a mortalidade chegando a 7,8 por mil, superando a taxa de nascimentos, de 6,8.
    Na prática, a China passou de um crescimento natural positivo de 11,6 por mil para um declínio populacional de cerca de -1, consolidando uma tendência que já se arrasta há anos.

    Para Yi Fuxian, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) e autor de “Big Country with an Empty Nest” (País Grande com um Ninho Vazio, em português), a China enfrenta uma crise demográfica e civilizacional sem precedentes. “Se esta crise não for resolvida, o chamado ‘sonho chinês’ não será um sonho de grande rejuvenescimento da nação chinesa, mas um pesadelo de colapso demográfico e civilizacional”, afirma.

    Um relatório de 2024 do Banco Mundial atribui parte da desaceleração da economia chinesa ao envelhecimento da população, apontando que, de 2003 a 2012, o crescimento médio anual foi de 10,5%, enquanto de 2013 a 2022 caiu para 6,2%.

    “Sem políticas e ajustes comportamentais que mitiguem esses efeitos, o envelhecimento pode reduzir ainda mais o tamanho da força de trabalho, diminuir a poupança das famílias -o que pode reduzir os recursos disponíveis para investimento e para o reequilíbrio da economia-, pressionar as finanças do governo e afetar negativamente a produtividade”, diz o documento.

    Remédios como reforma previdenciária, estímulo à participação feminina no mercado de trabalho e automação de processos industriais vêm sendo administrados. Ainda assim, as medidas têm se mostrado insuficientes para conter a crise e transformar o “sonho chinês” em realidade.

    O status da China como potência, para Yi, decorre de sua grande população. Em 1800, o país respondia por cerca de 34% da população mundial, segundo o projeto Our World in Data, uma parceria da Universidade de Oxford com a organização Global Change Data Lab. De 1950 a 1980, essa proporção permaneceu estável, em torno de 22%.

    Em 2025, porém, a China representa cerca de 17% da população global, segundo estimativas do Worldometer. O cenário é considerado desfavorável às ambições do PC.

    “Se a China tiver a sorte de estabilizar sua taxa de fecundidade em 0,8, sua população total cairá para 1 bilhão em 2050 e para 320 milhões em 2100, o que representaria, respectivamente, 11% e 3% da população mundial”, diz o pesquisador.

    Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

  • Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

    Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

    Entre as organizações proscritas estão algumas das ONGs mais reconhecidas do mundo, como a Médicos sem Fronteiras (MSF) e a ActionAid. Os grupos dizem que as novas regras estipuladas por Israel e comunicadas no início de 2025 violam leis de privacidade da União Europeia e podem colocar em risco a vida dos trabalhadores.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel vai proibir a atuação de 37 organizações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza a partir desta quinta-feira (1º) depois que as ONGs se recusaram a acatar novas exigências para operar no território -como fornecer a Tel Aviv informações detalhadas de seus trabalhadores palestinos.

    Entre as organizações proscritas estão algumas das ONGs mais reconhecidas do mundo, como a Médicos sem Fronteiras (MSF) e a ActionAid. Os grupos dizem que as novas regras estipuladas por Israel e comunicadas no início de 2025 violam leis de privacidade da União Europeia e podem colocar em risco a vida dos trabalhadores.

    Tel Aviv, por sua vez, acusa a MSF de contratar pessoas ligadas ao grupo terrorista Hamas e diz que a medida é necessária para que incidentes do tipo não se repitam. A ONG nega.

    Uma vez que as Forças Armadas israelenses controlam todo o acesso a Gaza por terra, mar e ar, grupos humanitários que prestam serviços à população no território palestino precisam seguir uma série de restrições estipuladas por Israel para operar no local.

    As Nações Unidas condenaram a medida. “A suspensão (…) é revoltante”, disse em nota o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, o austríco Volker Türk. “Trata-se do episódio mais recente em um padrão de restrições ilegais ao acesso humanitário, incluindo a proibição de Israel à UNRWA [agência para refugiados palestinos da ONU, que Israel acusa de ligações com o Hamas]”.

    “Insto todos os Estados-membros, em especial aqueles com influência, a tomar medidas urgentes e insistir que Israel permita a entrada imediata e irrestrita de ajuda humanitária em Gaza. Suspensões arbitrárias pioram ainda mais o que já é uma situação intolerável para a população de Gaza”, afirmou Türk.

    Em comunicado, os ministros das Relações Exteriores de dez países desenvolvidos expressaram “grave preocupação” com a situação humanitária em Gaza. “Com o inverno se intensificando, civis em Gaza enfrentam condições terríveis, com chuvas e baixas temperaturas”, diz o texto assinado por Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.

    “A situação é catastrófica. 1,3 milhão de pessoas ainda precisam de abrigos, mais da metade da infraestrutura médica não funciona plenamente e enfrenta escassez de suprimentos e equipamento. O colapso total do saneamento básico deixou 740 mil pessoas vulneráveis a enchentes tóxicas”, diz a nota, que pede a suspensão de “restrições desmedidas [de Israel]”.

    Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

  • Morre o empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Club, aos 74 anos

    Morre o empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Club, aos 74 anos

    Em nota, a família declarou que Oscar viveu intensamente e foi fiel às suas convicções e à sua liberdade. Em setembro do ano passado, a boate, ponto de encontro de garotas de programa, completou 30 anos e promoveu uma grande festa, que lotou seus salões.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nome tradicional da noite paulistana e dono da casa noturna Bahamas Club, o empresário Oscar Maroni morreu nesta quarta (31), aos 74 anos. A confirmação veio por parte da assessoria pessoal dele.

    Em nota, a família declarou que Oscar viveu intensamente e foi fiel às suas convicções e à sua liberdade. Em setembro do ano passado, a boate, ponto de encontro de garotas de programa, completou 30 anos e promoveu uma grande festa, que lotou seus salões.

    “Mais do que um empresário, foi um homem que marcou seu tempo e deixou uma história que jamais será esquecida. Agradecemos todas as manifestações de carinho e respeito neste momento de dor”, diz um trecho.

    A causa da morte não foi revelada, mas ele tinha Alzheimer e no último ano estava internado em uma casa de repouso na capital paulista.

    Os filhos do empresário entraram com pedido de curatela, que responsabiliza um dos herdeiros por administrar o patrimônio do pai. Maroni deixa quatro filhos: Aritana, Aratã, Acauã e Aruã. Aritana é ex-participante dos reality shows Masterchef (Band), A Fazenda (Record) e Power Couple (Record)

    O velório será restrito a familiares e amigos próximos.

    Morre o empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Club, aos 74 anos

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  • As melhores músicas para tocar à meia-noite do Ano Novo

    As melhores músicas para tocar à meia-noite do Ano Novo

    Celebre a chegada do Ano Novo com a trilha sonora perfeita para a virada

    Os últimos segundos do ano merecem mais do que apenas música de fundo, precisam de uma canção que torne o momento inesquecível. Seja para a contagem regressiva com os amigos, um brinde ou para dançar até altas horas da madrugada, a música certa pode definir o tom para o ano que se inicia. De clássicos atemporais a hinos modernos, estas músicas de Ano Novo são perfeitas para tocar quando o relógio marcar meia-noite.

    Clique para descobrir as canções que farão da sua celebração um sucesso absoluto.

    As melhores músicas para tocar à meia-noite do Ano Novo

  • Governo Lula vai pleitear que carne já embarcada fique fora de novas cotas chinesas

    Governo Lula vai pleitear que carne já embarcada fique fora de novas cotas chinesas

    Nesta quarta-feira (31), o Ministério do Comércio da China anunciou que, a partir de 1º de janeiro, adicionará tarifas de 55% sobre as importações de carne bovina de países como Brasil, Argentina, Uruguai e Estados Unidos que excedam uma determinada quantidade.

    RICARDO DELLA COLETTA
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve pedir às autoridades da China que a carne bovina brasileira já embarcada e que no momento está em trânsito não entre na cota recém-anunciada pelo país asiático para fins de aplicação de tarifas.

    Nesta quarta-feira (31), o Ministério do Comércio da China anunciou que, a partir de 1º de janeiro, adicionará tarifas de 55% sobre as importações de carne bovina de países como Brasil, Argentina, Uruguai e Estados Unidos que excedam uma determinada quantidade.

    No caso do Brasil, a cota para 2026 será de 1,1 milhão de toneladas. Isso significa que o que superar esse patamar estará sujeito a uma tarifa de 55%.

    O pedido para que o produto já embarcado não seja considerado no cálculo da cota é uma das medidas que o governo Lula pretende adotar para tentar aliviar o impacto do tarifaço chinês. Segundo pessoas com conhecimento do setor, pode haver entre 100 mil e 150 mil toneladas de carne nessa situação.

    Outra ação que será estudada nos primeiros dias de 2026 será solicitar à China algum tipo de compensação às salvaguardas impostas. Uma das hipóteses é pedir a Pequim acesso preferencial a miúdos de bovinos e suínos, um pleito antigo do Brasil.

    De acordo com dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), o Brasil exportou cerca de 1,7 milhão de toneladas de carne bovina para a China em 2025, a grande maioria in natura.

    Isso significa que a sobretaxa chinesa, se mantido o patamar deste ano, poderia afetar mais de 500 mil toneladas do produto.

    Apesar do cálculo, pessoas que acompanham o setor destacam que 2025 foi um ano extremamente positivo para as exportações brasileiras para a China, impulsionadas, entre outros fatores, pelo tarifaço aplicado por Donald Trump -Pequim pode ter absorvido parte da carne que iria para os Estados Unidos.

    Em nota, a Abiec e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) disse que as tarifas chinesas tornam necessários “ajustes ao longo de toda a cadeia, da produção à exportação, para evitar impactos mais amplos”.

    “A Abiec e a CNA seguirão acompanhando a implementação das medidas, atuando diretamente junto ao governo Brasileiro e às autoridades chinesas para reduzir os danos que essa sobretaxa causará aos pecuaristas e exportadores brasileiros e para preservar o fluxo comercial historicamente praticado”, disseram as entidades, em nota.

    O governo da China anunciou a sobretaxa sob a justificativa de proteção do seu mercado interno.

    Os preços da carne bovina na China têm apresentado tendência de queda nos últimos anos devido ao excesso de oferta e à fraca demanda decorrente da desaceleração da segunda maior economia do mundo, segundo analistas.

    Ao mesmo tempo, as importações dispararam, tornando o gigante asiático um mercado crucial para países produtores de carne bovina, como os da América Latina e a Austrália.

    Pesquisadores chineses concluíram que a compra de carne bovina estrangeira prejudicou a indústria nacional, afirmou o Ministério do Comércio em um comunicado à imprensa justificando sua decisão.

    A investigação oficial abrangeu carne bovina fresca, congelada, com osso e sem osso, de acordo com a mesma fonte, afirmando que as tarifas adicionais serão aplicadas por três anos, até 31 de dezembro de 2028.

    Governo Lula vai pleitear que carne já embarcada fique fora de novas cotas chinesas

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  • Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º

    Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º

    Repetindo o resultado do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira novamente alcançou o pódio da Corrida Internacional de São Silvestre, ficando na terceira colocação. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 42 segundos.

    A corrida foi vencida pela atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 09 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre, que liderou toda a prova, mantendo um ritmo forte e grande distância das demais atletas.

    A queniana Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova fazendo o tempo de 52 minutos e 30 segundos.

    O quarto lugar é da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga. Já a quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.

    Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre . A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.

     

    Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º