Blog

  • Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

    Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

    O Estreito de Hormuz é um trecho de água difícil de atacar e o Irã tem se aproveitado da geografia do local; ao menos 17 navios de carga e petroleiros foram atingidos no Golfo e no estreito, segundo o New York Times

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Estreito de Hormuz, uma rota marítima crucial por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, está praticamente paralisado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A retomada da via marítima, por sua vez, tem sido apontada por analistas como uma situação complicada.

    O Estreito de Hormuz é um trecho de água difícil de atacar. No ponto mais estreito, Hormuz tem cerca de 33 quilômetros de largura e os navios precisam fazer uma curva em frente às ilhas iranianas e a costa montanhosa que fornece cobertura para as forças iranianas, de acordo com a corretora de navegação SSY Global.

    Um único soldado em uma lancha rápida “pode disparar um míssil teleguiado contra um superpetroleiro em baixa velocidade ou plantar uma mina magnética em seu casco”. Essa é a definição do jornal The New York Times sobre as dificuldades no local. Para o tenente-general S. Clinton Hinote, aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos, é um “problema difícil de se resolver”. Ainda que os Estados Unidos pudessem utilizar uma tecnologia para mitigar possíveis ataques iranianos, não conseguiriam impedi-los completamente.

    O Irã tem se aproveitado da geografia do local. Até agora, ao menos 17 navios de carga e petroleiros foram atingidos no Golfo e no estreito, segundo o New York Times. O Irã teria assumido a responsabilidade pela maioria desses ataques. Além disso, as forças armadas iranianas implementaram mísseis, drones e acredita-se que também estão atuando com minas navais, segundo uma fonte ouvida pelo jornal. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que qualquer navio que passar pelo estreito será alvejado.

    A Guarda Revolucionária do Islâmica ainda tem muitas armas em seu arsenal para causar danos. Ainda que a marinha convencional do Irã tenha sido em grande parte destruída, a Guarda Revolucionária Islâmica tem embarcações de ataque rápido, embarcações de superfície sem tripulação, lanchas, minissubmarinos, minas e até motos aquáticas com explosivos.

    As minas navais teriam vantagem. Como as vias são estreitas e a água no seu ponto mais estreito tem apenas 60 metros de profundidade, as instalações desses campos são favorecidas para atingir alvos de uma maneira mais certeira. Estima-se que o Irã tenha cerca de 5 mil minas navais, de acordo com a agência de inteligência de defesa dos Estados Unidos.

    Financeiramente, o risco de navegar por lá não vale a pena. Depois de alguns ataques, o custo de um seguro para uma embarcação disparou, segundo o New York Times. Um especialista ouvido pelo jornal estimou que o valor da cobertura poderia ultrapassar US$ 300 bilhões (equivalente a R$ 1,5 trilhões). A maior parte do tráfego foi interrompida, em parte por precaução e também pelo valor do seguro.

    O tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz caiu 97% em comparação com o período anterior à guerra. Essa análise é do grupo de inteligência marítima Windward. O bloqueio marítimo iraniano afeta diretamente a economia global. O Estreito de Hormuz transporta 20% da produção mundial de petróleo e gás natural. Com a queda nas entregas, o preço do barril Brent subiu mais de 42%.

    A interdição serve como arma econômica contra Trump. “Se o Trump resolver parar a guerra e disser que ganhou, o Irã não vai abrir o estreito de Hormuz. Há hoje um grande incentivo ao regime iraniano de manter o estreito fechado para os navios aliados dos EUA. A partir de agora, Teerã quer infligir o máximo de danos econômicos”, diz Gunther Rudzit, professor de relações internacionais da ESPM.

    “Se Trump parar a guerra com o Estreito de Hormuz fechado, o eleitor vai pensar que o país entrou na guerra sem planejamento, o que é verdade. E, se isso ocorrer, vai ser uma humilhação para o Trump e mesmo para o controle republicano no Senado”, disse Gunther Rudzit, professor da ESPM.

    Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

  • Fux altera regras de eleição indireta no RJ e atinge pré-candidatos a mandato-tampão

    Fux altera regras de eleição indireta no RJ e atinge pré-candidatos a mandato-tampão

    Ministro do STF afirma que prazo de desincompatibilização de 6 meses deve ser respeitado mesmo em pleito não planejado; magistrado também defende votação secreta para evitar interferência do crime organizado na eleição

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O estado de São Paulo confirmou no último dia 11 o primeiro caso de sarampo de 2026: um bebê de seis meses que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia em janeiro. A criança não estava vacinada porque ainda não tinha chegado à idade recomendada para receber o imunizante.

    A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, só é aplicada a partir dos 12 meses. A razão é biológica: bebês recebem anticorpos da mãe durante a gestação, e esses anticorpos interferem na resposta imunológica à vacina nos primeiros meses de vida. “A mãe que já teve a doença ou já tomou a vacina passa os anticorpos na gravidez para o filho. Por isso a gente só recomenda vacinar depois de 12 meses”, diz o infectologista pediatra Renato Kfouri.

    Isso não significa que o bebê está completamente protegido pelo anticorpo materno nesse período. “Nem sempre eles são suficientes para prevenir a doença”, diz Kfouri. É essa janela que torna crianças menores de um ano especialmente vulneráveis quando expostas ao vírus.

    Para bebês entre seis meses e um ano que vão a regiões com transmissão ativa do sarampo, especialistas recomendam uma estratégia chamada “dose zero”: aplicar a vacina antes do primeiro aniversário. Ela oferece proteção parcial, não substitui as duas doses do calendário regular -feitas aos 12 e 15 meses- e por isso não é contabilizada no esquema vacinal.

    O número de casos de sarampo nas Américas cresceu 32 vezes entre 2024 e 2025, o que levou a Opas, escritório regional da OMS, a emitir um alerta e pedir ação imediata dos países. Em 2025, foram 14.891 casos em 13 países do continente.

    A Bolívia registrou 597 casos e continua com transmissão ativa. Nos Estados Unidos, a situação é epidêmica, em meio à desconfiança pública nas vacinas impulsionada pelo governo Donald Trump. O país registrou 2.242 casos no ano passado, com três mortes. No Brasil, foram 38 casos confirmados em 2025, dez deles contraídos fora do país.

    “Entre seis meses e um ano, você avalia se esse bebê está indo para uma situação de risco. Sem dúvida, ele deve fazer essa dose extra para ir com mais segurança”, afirma Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

    Antes dos seis meses, a vacina não tem indicação: a concentração de anticorpos maternos ainda é alta para permitir qualquer resposta imunológica. Há quem defenda que, nesse caso, a melhor decisão é simplesmente não viajar. “Se a criança não está com a vacinação completa, a ida a qualquer lugar é arriscada”, diz o imunologista Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Einstein Hospital Israelita.

    A dose zero, no entanto, não faz parte do calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e só é ativada na rede pública em situações de surto no Brasil.

    “A ação é programática. Não temos essa recomendação de vacinação extraordinária e individualizada”, afirma Eder Gatti, diretor do PNI no Ministério da Saúde. Algumas cidades têm centros públicos de medicina do viajante que podem avaliar o caso individualmente, mas não é regra. Para a maioria das famílias, a dose precisará ser obtida na rede privada.

    Além do sarampo, o calendário do SUS (Sistema Único de Saúde) para o primeiro ano de vida oferece até os seis meses vacinas contra hepatite B, tuberculose, poliomielite, rotavírus, coqueluche, tétano, difteria, meningite por Haemophilus, pneumonia e meningite C. Aos seis meses entra a vacina contra gripe -duas doses com intervalo de um mês da primeira vacinação. Aos nove meses, a vacina contra febre amarela, prevista no calendário nacional para toda a população é especialmente relevante para viagens a áreas com transmissão ativa da doença, como partes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

    A SBIm recomenda vacinas adicionais ou com formulações mais abrangentes do que as oferecidas pelo SUS -como a pneumocócica 20-valente, no lugar da 10-valente disponível nos postos-, mas o calendário básico público já cobre as principais doenças preveníveis na infância.

    A preocupação não se limita a viagens internacionais. O Brasil tem perfis epidemiológicos muito diferentes entre suas regiões: áreas com risco de febre amarela, dengue, malária e leishmaniose exigem atenção específica conforme o destino.

    “Vacinação em dia é garantia de proteção para coqueluche, pneumonia, diarreia por rotavírus, febre amarela, gripe. Não muda nada viajar dentro ou fora do Brasil”, diz Kfouri.

    A orientação dos especialistas converge em um ponto: consultar o pediatra antes de qualquer viagem com bebê, verificar o perfil epidemiológico do destino e avaliar se há alguma dose que possa ser antecipada.

    Fux altera regras de eleição indireta no RJ e atinge pré-candidatos a mandato-tampão

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Fulvio Stefanini recebe alta após infecção e confirma retorno aos palcos

    Fulvio Stefanini recebe alta após infecção e confirma retorno aos palcos

    Ator Fulvio Stefanini, de 86 anos, havia suspendido sessões da peça ‘O Pai’ no último fim de semana; veterano tranquiliza público e retoma apresentações no Rio nos próximos dias

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Depois de um susto recente com a saúde, o ator Fulvio Stefanini já está de volta em casa e pronto para retomar a rotina. Aos 86 anos, o veterano recebeu alta hospitalar após tratar uma infecção bacteriana que o afastou temporariamente dos palcos.

    A recuperação foi confirmada pelo próprio artista em um vídeo divulgado pela produção do espetáculo “O Pai”. Animado, ele fez questão de tranquilizar o público e reforçar o retorno imediato às apresentações.

    “Olá, meus amigos! Estou completamente recuperado e pronto para fazer o espetáculo na sexta-feira. É uma peça premiadíssima. Temos um encontro marcado -sexta, sábado e domingo. Conto com vocês!”, disse.

    Durante o período de internação, Stefanini precisou cancelar as sessões do último fim de semana da montagem, em cartaz no Teatro TotalEnergies, na região da Glória, no Rio de Janeiro.

    A peça é baseada no texto do dramaturgo francês Florian Zeller, que também levou a história para o cinema na adaptação estrelada por Anthony Hopkins. No palco, a trama mergulha nos dilemas de uma família diante do avanço do Alzheimer, abordando decisões difíceis sobre cuidado, autonomia e afeto.

    Na versão brasileira, o elenco reúne nomes como Lara Cordulla, Deo Patricio, Carol Mariottini e Leo Stefanini, que também assina a direção da montagem. O espetáculo segue em cartaz até 22 de março, com sessões às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 17h.

    Na sexta-feira (20), logo após a sessão, o público também poderá acompanhar um bate-papo especial com a psicanalista Luiza Scarpa, que aborda os impactos do envelhecimento e da Alzheimer, tema central da montagem.

    Fulvio Stefanini recebe alta após infecção e confirma retorno aos palcos

  • Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

    Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

    Governo argentino critica gestão da organização durante a pandemia e alega a falta de independência da entidade; especialistas temem que decisão isole país vizinho em campanhas de saúde pública e vacinação

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou que a Argentina não faz parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) desde terça-feira (17).

    A decisão de deixar a organização já havia sido anunciada em 5 de fevereiro de 2025, após a saída dos Estados Unidos da OMS, e agora foi oficializada, segundo o governo de Javier Milei.

    A Casa Rosada justificou essa saída citando críticas à gestão da OMS durante a pandemia da Covid-19 e alegando a falta de independência da organização.

    Quando o governo anunciou a intenção de deixar a organização, especialistas alertaram que esse movimento pode levar a um menor acesso a medicamentos e vacinas, perda de apoio técnico e financeiro e isolamento no cenário científico internacional.

    Deixar a OMS poderá levar a um cenário de custos mais altos para o acesso a vacinas e tratamentos, além de deixar o país mais vulnerável a crises de saúde.

    O ministro Quirno afirmou que a Argentina continuará a cooperar internacionalmente em saúde por meio de acordos bilaterais, preservando sua soberania em políticas de saúde.

    Milei foi um dos principais críticos das orientações da OMS durante a pandemia, quando ele ainda não era presidente. A saída foi discutida publicamente, sendo descrita pelo chefe de Gabinete, Manuel Adorni, como uma defesa da soberania nacional.

    O grupo político do presidente argentino, A Liberdade Avança, argumentou que a OMS não cumpriu seu propósito durante a pandemia, criando quarentenas e políticas que, segundo eles, comprometeram a soberania nacional.

    Em junho de 2024, a Argentina começou a sinalizar sua retirada ao não aderir a um tratado pandêmico da OMS e declarou que não aceitaria acordos que afetassem sua soberania.

    Um relatório do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), principal instrumento de pesquisas científicas do país, indica que a saída poderá isolar o país da comunidade científica.

    A OMS, fundada em 1948 e localizada em Genebra, na Suíça, é responsável por coordenar esforços internacionais em saúde pública. Conta com 194 países membros e tem como missão promover a saúde e coordenar respostas a emergências globais de saúde.

    Essa postura da Argentina se alinha à decisão dos Estados Unidos, que também anunciou sua saída da organização no início de 2025.

    Só que diferentemente dos EUA, a Argentina depende de colaboração internacional para seus programas de saúde.

    Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

  • BC reduz Selic em 0,25 ponto, a 14,75% ao ano, no primeiro corte de juros da gestão Galípolo

    BC reduz Selic em 0,25 ponto, a 14,75% ao ano, no primeiro corte de juros da gestão Galípolo

    Copom confirma plano mesmo com guerra no Irã, mas evita sinalizar seus próximos passos; última queda da taxa básica de juros tinha sido registrada em maio de 2024, sob Campos Neto

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Copom (Comitê de Política Monetária) iniciou nesta quarta-feira (18) o ciclo de corte de juros e reduziu a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Essa foi a primeira queda sob a gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central.

    Apesar das incertezas provocadas pela guerra no Irã, o colegiado do BC confirmou o plano traçado no encontro anterior, em janeiro, quando sinalizou a intenção de iniciar a flexibilização da política de juros na reunião de março.

    O comitê evitou sinalizar qual será a intensidade dos próximos cortes, citando “forte aumento da incerteza”. A ideia é ter mais clareza da profundidade e da extensão dos conflitos no Oriente Médio antes de definir os próximos movimentos.

    Votaram sete dos nove membros em decisão unânime. Ainda não foram indicados os substitutos dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), cujos mandatos terminaram em 31 de dezembro de 2025.

    Às vésperas do encontro, cresceu no mercado financeiro a aposta de uma redução menor de juros no primeiro movimento, de 0,25 ponto percentual, diante da disparada dos preços do petróleo. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o consenso era de corte de 0,5 ponto percentual.

    Levantamento feito pela Bloomberg mostrava que, dentre 30 instituições consultadas, 19 previam queda da Selic para 14,75%, dez projetavam redução para 14,5% e uma acreditava na manutenção da taxa básica em 15% ao ano pela sexta vez seguida.

    Diante da incerteza no ambiente global, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) decidiu manter os juros entre 3,5% e 3,75%, pela segunda reunião consecutiva.

    A turbulência no cenário externo também colaborou para o BC dar um primeiro passo mais conservador, apesar da pressão crescente do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos setores produtivos pela queda dos juros.

    Esse foi o primeiro corte da Selic em quase dois anos. A última queda tinha sido registrada em maio de 2024, quando Roberto Campos Neto ainda era presidente do Banco Central.

    O alívio naquela época durou pouco e, na sequência, foi executado um ciclo de alta que alçou, em junho de 2025, a taxa básica de juros ao nível de 15% ao ano. Desde então, a Selic ficou estacionada nesse patamar -o mais alto desde julho de 2006.

    A manutenção dos juros elevados por um longo período ajudou o BC a levar a inflação em direção à meta. No acumulado de 12 meses até fevereiro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 3,81%.

    O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    Nas últimas semanas, cresceram os riscos sobre os preços no curto prazo. O barril do petróleo chegou a ficar próximo de US$ 105 na terça-feira (17) em mais um dia de preocupações com a continuidade do confronto dos EUA e de Israel contra o Irã.

    Para conter a alta de preços de combustíveis, o governo Lula zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel até o fim do ano, ao custo de R$ 20 bilhões. Também autorizou um subsídio de até R$ 10 bilhões para bancar parte do preço do diesel.

    Os efeitos sobre a inflação no médio prazo são incertos, e as projeções para a economia brasileira ainda não sofreram deterioração significativa. Segundo os dados coletados pelo boletim Focus, divulgado na última segunda (16), os analistas projetam que o IPCA feche 2027 e 2028 em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

    Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o Copom já trabalha com a inflação do terceiro trimestre de 2027 na mira. O colegiado voltará a se reunir nos dias 28 e 29 de abril, no terceiro dos oito encontros previstos para o ano.

    BC reduz Selic em 0,25 ponto, a 14,75% ao ano, no primeiro corte de juros da gestão Galípolo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Breno cita frustração com eliminação, mas diz que não faria nada diferente no BBB 26

    Breno cita frustração com eliminação, mas diz que não faria nada diferente no BBB 26

    Biólogo admite ter se colocado em risco para proteger outras pessoas dentro da casa do ‘Big Brother Brasil’; sereno, Breno Corã diz que público talvez não tenha entendido seu jogo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Eliminado do BBB 26 (Globo) em paredão com Ana Paula Renault e Leandro Rocha, o biólogo Breno Corã diz que não se arrepende de nenhuma atitude no programa, embora seja frustrante não continuar na competição.

    Segundo ele, parte do público pode não ter entendido o seu jogo. “Eu não tinha grupo, mas tinha um jogo claro. Mas sei que não ter grupo pode transparecer falta de posicionamento”, contou ele em entrevista a Ana Maria Braga.

    Mas seieriência foi extraordinária, mas a frustração de ter saído é grande. Me coloquei em risco por querer proteger o outro, mas eu não faria nada de diferente”, reforçou.

    Em determinado momento do papo, num game promovido pela apresentadora, Breno diz que torce muito pela eliminação de Alberto Cowboy. “Ele é estrategista e um concorrente lá dentro.”

    Já sobre a vida amorosa, ele falou sobre a “amizade colorida” com Marcelo Alves. “Ele foi a única pessoa que falou comigo por videochamada. Mas é uma pessoa que tenho carinho e beija bem demais.”

    Breno cita frustração com eliminação, mas diz que não faria nada diferente no BBB 26

  • Lagoinha fecha igreja comandada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro

    Lagoinha fecha igreja comandada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro

    Unidade, em bairro nobre de Belo Horizonte, encerrou suas atividades neste domingo (15); encerramento ocorre dias após segunda prisão de operador financeiro ligado ao Master

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A unidade Belvedere da Igreja Batista da Lagoinha, localizada numa região nobre de Belo Horizonte, encerrou suas atividades neste domingo (15). Era nela que o empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pastoreava.

    O fim das atividades no templo, confirmado à reportagem pela assessoria de comunicação da igreja, acontece menos de duas semanas após Zettel voltar a ser preso em operação da Polícia Federal que investiga “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

    Segundo as investigações, ele era operador financeiro de Vorcaro e virou figura central nas investigações que apuram fraudes bilionárias no Banco Master.

    A Lagoinha não explica o motivo do fechamento do templo, inaugurado com pompa meses antes da primeira prisão de Zettel, ainda em 2025. Natalia Vorcaro, irmã de Daniel e esposa de Zettel, também era pastora lá.

    A assessoria repassou o contato de Natalia para comentar as razões do fechamento, apontando-a como atual responsável pelo templo de Belvedere. Ela não respondeu até a publicação desta reportagem

    A própria igreja disse ao jornal, no começo do mês, que o pastoreio de Zettel era voluntário e restrito a essa unidade. Também frisou que a Lagoinha Global, selo da denominação, é composta por igrejas locais com uma liderança própria, “responsável pelas decisões administrativas e jurídicas” de seu templo.

    O CNPJ da Lagoinha Belvedere, aberto em setembro de 2024, ainda está ativo. Zettel consta como presidente da entidade jurídica.

    Ele foi afastado do cargo em novembro, “assim que surgiram as primeiras informações públicas relacionadas ao caso investigado”.

    No mesmo fim de semana em que a Belvedere fechava, emergiu nas redes um vídeo do pastor Luciano Barreto pedindo perdão. Dos principais líderes da Lagoinha, ele elencava motivos para tanto na unidade de Alphaville, em São Paulo.

    Um deles foi associado por fiéis às suspeitas de conexão entre a igreja e o escândalo do Master: “Nós queremos pedir perdão pelas vezes onde o dinheiro não foi administrado com sabedoria para investir no reino de Deus”.

    Vorcaro tinha relações próximas com os Valadão, família que comanda a Lagoinha -da valsa de 15 anos da filha do ex-banqueiro, dançada com o primogênito do pastor André Valadão, ao casamento entre Zettel e Natalia Vorcaro, celebrado por André.

    Lagoinha fecha igreja comandada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

    Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

    A deputada Fabiana Bolsonaro, do PL, decidiu atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara

    Na tarde desta quarta-feira (18), a deputada estadual paulista Fabiana Bolsonaro (PL) fez ‘blackface’ (quando alguém se pinta para representar uma pessoa negra, de forma pejorativa) no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), em protesto transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

    Fabiana Bolsonaro alegou que Erika Hilton está “roubando um espaço” das mulheres cisgênero ao assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A parlamentar citou uma suposta “transição de raça” comparando com a transição de gênero.

    Protesto transfóbico

    “Agora, aos 32 anos, decido me maquiar. Me pintando de negra, sinto na pele a dor que uma pessoa negra sentiu? O racismo? Eu estou negra agora?”, questionou.

    “Não adianta eu me maquiar, eu não sei as dores que vocês passaram. Não adianta eu fingir algo, eu não sei as dores”, em analogia para dizer que Hilton não poderia representar as mulheres cisgênero na Câmara. “Eu me reconheço como negra, por que eu não posso presidir a comissão sobre racismo? Por que eu não posso cuidar dessa pauta?”, disse.

    A parlamentar defendeu ainda que seja criada uma comissão separada para pessoas trans: “Uma trans está tirando o espaço de uma mulher [cis]. Que crie a sua categoria, a sua comunidade. E tem muitas pessoas trans que precisam dessa defesa. Para vocês crescerem, não precisam nos engolir”.

    Erika Hilton

    Vale destacar que em diversos municípios pelo Brasil, há muitas comissões dos Direitos da Mulher liderada apenas por homens. A questão de gênero nunca foi debatida pela direita e extrema-direita, que agora usa Erika Hilton para ter visibilidade. A deputada do PSOL é uma das parlamentares que mais apresentou e aprovou projetos voltados para mulheres.

    Fabiana Bolsonaro

    Fabiana de Lima Barroso, que adotou o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como forma de identificação política, foi vice-prefeita de Barrinha, no interior de São Paulo, antes de se eleger para a Alesp.

    Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

    Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

    Ação afirma que uma paciente segue no quarto e que a equipe tentou concluir a alta de forma segura; hospital diz que o impasse consome tempo de funcionários e recursos destinados a outros atendimentos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um hospital da Flórida entrou na Justiça para retirar uma ex-paciente que, mesmo após receber alta, continua ocupando um quarto de internação.

    O Tallahassee Memorial Hospital (TMH), em Tallahassee, pede uma ordem judicial para remover a mulher, dispensada em 6 de outubro de 2025. Detalhes de documentos do processo foram divulgados pelo USA Today e pela revista People.

    A ação afirma que a paciente segue no quarto e que a equipe tentou concluir a alta de forma segura. O hospital diz que o impasse consome tempo de funcionários e recursos destinados a outros atendimentos.

    O processo também relata que o hospital ofereceu ajuda prática para viabilizar a saída. Entre as medidas, o TMH diz ter buscado contato com familiares e alternativas de transporte.

    O hospital sustenta que a permanência impede que o leito seja usado por pacientes que precisam de cuidados agudos. A instituição afirma ter número limitado de leitos de internação.

    O QUE O HOSPITAL DIZ

    O TMH disse que não comenta o caso por estar em andamento na Justiça. Procurado pela revista People, o hospital não detalhou o histórico da paciente nem as razões para ela permanecer no local.

    O USA Today relata que o pedido inclui autorização para o Escritório do Xerife do Condado de Leon ajudar na remoção. O jornal afirma que a ex-paciente não respondeu aos contatos feitos para comentar o caso.

    Negociação com universidade ocorre em paralelo

    O processo ocorre enquanto o TMH negocia um acordo com a Florida State University para criar um centro médico acadêmico em Tallahassee. Segundo o USA Today, em 11 de março a cidade votou para transferir o hospital para a universidade.

    O jornal diz que não está claro o quão incomum é esse tipo de situação e com que frequência o TMH recorre a medidas desse tipo. A instituição, ainda de acordo com o veículo, recusou comentar além da nota enviada à People.

    Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

  • Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Governador de MG aumenta críticas ao Supremo como estratégia para tentar crescer em pesquisas; Gilmar afirmou em sessão que gestão do mineiro sobrevive graças a liminares concedidas pelo tribunal

    BELO HORIZONTE, MG (CBS NEWS) – Governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) voltou a criticar nesta quarta-feira (18) o Supremo Tribunal Federal (STF) e comparou a atuação da corte à de um papa pedófilo.

    Zema, que ainda patina nas pesquisas eleitorais, tem adotado nas últimas semanas um discurso de confronto com o Supremo em meio às polêmicas do caso Master que cercam o tribunal.

    “O que nós estamos assistindo no Brasil, eu não me lembro de ter assistido à mais alta corte, que deveria ser referência. Olha o que ela está aprontando. É como se nós tivéssemos um papa pedófilo. O que esperar dos padres?”, afirmou o governador em evento do agronegócio em Belo Horizonte.

    O governador mineiro, que vai passar o cargo no próximo domingo (22) ao vice, Mateus Simões (PSD), criticou o Supremo após ser questionado sobre como levaria a bandeira do agronegócio para a pré-campanha à Presidência.

    Como mostrou a coluna Painel, Zema e o partido Novo têm buscado ocupar o espaço dos bolsonaristas nas críticas ao Judiciário.

    Estrategistas do governador mineiro avaliam que os partidários de Flávio Bolsonaro (PL) têm adotado cautela nos ataques ao Judiciário, com o intuito de demonstrar moderação junto ao eleitor de centro.

    O acúmulo de críticas de Zema ao STF chegou a ser alvo de comentários do ministro Gilmar Mendes em sessão do Supremo no início do mês.

    “É chocante ver um governador como o de Minas Gerais, que levou o estado a uma debacle econômica, mas está sobrevivendo graças a liminares dadas por este tribunal, atacar o tribunal. Eu fico pensando ‘Pai, eles não sabem o que fazem’”, disse o decano.

    Gilmar se referia a uma decisão do STF ainda do fim do governo do antecessor de Zema, Fernando Pimentel (PT), que liberou o estado de pagar suas dívidas com a União.

    A liminar foi renovada ao longo do governo Zema até a entrada do estado no Regime de Recuperação Fiscal -também por decisão do Supremo.

    Minas Gerais encerrou 2025 com R$ 177 bilhões em dívidas junto à União, alta de 40% em valores corrigidos pela inflação em relação a 2018, último ano antes de Zema assumir o cargo.

    A gestão estadual afirma que não contraiu novas dívidas no período e que a alta é justificada pela incidência de juros e outros encargos. Também diz que um indicador que mede a capacidade de pagamento do estado melhorou durante o governo Zema.

     

    Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política