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  • Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

    Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

    Novo líder supremo do Irã adotou um tom desafiador em seu primeiro pronunciamento; Mojtaba Khamenei afirmou que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas vai continuar a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, adotou um tom desafiador em seu primeiro pronunciamento após assumir o lugar do pai, Ali, morto no primeiro dia da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra a teocracia.

    Mojtaba, 56, disse que suas forças continuarão fechando na prática o estratégico estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. É uma forma “de manter pressão sobre o inimigo”.

    O pronunciamento escrito foi lido na TV estatal. O usualmente recluso Mojtaba, ferido no primeiro dia da guerra, segue sem aparecer em público.

    O líder afirmou que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas vai continuar a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio. “Elas devem fechar”, disse. Também exigiu reparações pelos danos da guerra, sob pena de “destruir os ativos” americanos e israelenses.

    Ele também prometeu “vingar o sangue dos mártires, em especial dos de Minab”, em referência aos cerca de 180 mortos no bombardeio a uma escola na cidade homônima, a maioria estudantes.

    O tom duro, transparecendo sua ligação com o estamento militar da Guarda Revolucionária, só foi quebrado num raro aceno à oposição ao regime, que na virada do ano havia promovido os maiores protestos da história da teocracia instalada em 1979.

    “A unidade entre todos os indivíduos e estratos da nação não deve ser prejudicada. Isso será alcançado deixando de lado os pontos de discordância”, afirmou, restando saber se ele falava sobre uma disposição de afrouxar seu aparato repressivo ou apelava àqueles que criticam o regime.

    Mojtaba (pronuncia-se “môdj-ta-bá”) não se manifestava desde o domingo (8), quando foi eleito líder por um colegiado de clérigos.

    Ele havia sido ferido no ataque que matou seu pai e outros cinco membros de sua família no primeiro dia do conflito, 28 de fevereiro. Segundo a mídia iraniana, ele quebrou o pé e sofreu escoriações leves na explosão do que analistas acreditam ter sido um míssil aerobalístico Blue Sparrow israelense.

    Dono de perfil discreto, ele sempre viveu à sombra do pai, cultivando conexões com o aparato de segurança comandado pela Guarda Revolucionária.

    Antes de sua morte, Khamenei, com mais de 80 anos e doente, tinha no clérigo radical Ebrahim Raisi seu sucessor presumido. Mas o então presidente morreu de forma misteriosa em um acidente de helicóptero em 2024, e nova eleição colocou o mais moderado Masoud Pezeshkian no poder.

    O enfraquecimento dos prepostos regionais de Teerã pelas guerras do pós-7 de Outubro de Israel e o conflito direto com o Estado judeu e os EUA em 2025 minaram ainda mais a teocracia, que viu os maiores protestos contra o regime na virada deste ano.

    Com a nova guerra e a morte do líder supremo, a Guarda e seu principal nome na política, o chefe do Conselho de Segurança, Ali Larijani, comandaram o processo sucessório.

    Alguns moderados se queixaram da falta de transparência esperada na eleição pela Assembleia dos Especialistas. Mojtaba nunca foi designado herdeiro pelo pai e o regime islâmico não prevê transferência hereditária de poder. Com isso, a Guarda ganhou ainda mais poder, ao menos neste momento.

    Já Pezeshkian, que nunca foi um presidente forte, viu sua posição ainda mais esvaziada. O pedido de desculpas aos vizinhos foi ignorado pelos militares, que redobraram ações no golfo Pérsico, e ninguém levou a sério sua oferta para parar a guerra em termos favoráveis -Trump é quem dá as ordens nesse quesito.

    A dúvida que fica agora é se Mojtaba irá de fato tomar o controle da situação e se conseguirá operar fora dos ditames da Guarda, que até aqui tem apenas escalado a guerra, na esperança de que o desgaste econômico devido ao impacto no mercado de petróleo pressione Trump.

    Nesta quinta, Larijani reforçou a promessa feita no pronunciamento do líder supremo, dizendo que “começar guerras é fácil, mas acabar com elas não se faz com alguns tweets”. “Não o deixaremos em paz até que admita seu erro e pague o preço”, escreveu Larijani.

    Apesar da declaração do líder supremo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quinta que muitos navios ainda podem passar pelo estreito de Hormuz se coordenarem com a marinha iraniana.

    “Após os eventos atuais, de modo geral, não podemos retornar às condições anteriores a 28 de fevereiro”, disse Baghaei em declarações divulgadas pela agência de notícias Mehr.

    Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

  • Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Companhia aérea também terá novo destino para Nova York e expansão de trajeto para Orlando; rotas que ligarão Rio à capital portuguesa terão início em 16 de setembro, com quatro viagens semanais

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Gol anunciou nesta quinta-feira (12) três novas rotas internacionais, com destino a Paris, Lisboa e Orlando (EUA). Os voos partirão do Galeão, no Rio de Janeiro, aeroporto que foi escolhido como novo hub para expansão da companhia aérea.

    Na semana passada a Gol já havia anunciado uma nova rota para Nova York, também partindo do Galeão. Para esses destinos, a empresa irá utilizar os novos Airbus A330-900 que serão incorporados à frota da empresa.

    A aquisição das aeronaves foi anunciada neste mês pelo Grupo Abra, controladora da Gol. A chegada dos novos aviões será feita de forma progressiva entre 2026 e 2027. Numa fase inicial, até cinco das sete aeronaves serão operadas pela Gol e duas pela Avianca.

    O Airbus A330-900 tem capacidade para mais de 290 assentos e inclui uma cabine de classe executiva. A aeronave tem corredor duplo e autonomia de cerca de 15 horas.

    Os voos que ligarão Rio a Lisboa terão início em 16 de setembro, com quatro frequências semanais de ida e volta, de início.

    Em Orlando, serão também quatro frequências semanais. Hoje o destino já é atendido pela companhia com voos de Boeing 737 MAX 8 partindo de Brasília e Fortaleza.

    A Gol ainda não anunciou data e frequência para os voos entre Rio e Paris. O trajeto para Nova York terá início em julho, com três voos semanais.

    Nesta quinta a empresa anunciou também uma nova classe, batizada de Business Insignia.

    Os clientes que aderirem a essa classe terão check-in e embarque prioritários, acesso aos lounges Gol Smiles e de parceiros em Nova York, Orlando, Paris e Lisboa, assento que vira cama (full flat bed), fone de ouvido com cancelamento de ruído, tela touchscreen individual de 16 polegadas e desembarque e entrega de bagagem prioritários.

    O menu da classe Business Insignia será assinado pelo chef Felipe Bronze. O serviço de bordo será dividido em três etapas no almoço e jantar, com opções de entrada, prato principal e sobremesas.

    Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

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  • Liza Minnelli diz que flagrou primeiro marido na cama com outro homem

    Liza Minnelli diz que flagrou primeiro marido na cama com outro homem

    Atriz relata episódio de traição em nova autobiografia sobre casamento com o cantor Peter Allen; artista afirma que os dois choraram juntos após o flagrante e mantiveram amizade depois do divórcio

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A atriz e cantora Liza Minnelli, 79, conta em sua nova autobiografia que ficou “sem chão” ao flagrar o primeiro marido, o cantor e compositor Peter Allen (1944-1992), na cama com outro homem. Os dois foram casados entre 1967 e 1974.

    O relato aparece no livro de memórias “Kids, Wait Till You Hear This”! (“Crianças, esperem só até ouvirem esta!”, em tradução livre), lançado recentemente. O trecho foi divulgado pelo site Fox News.

    Segundo Minnelli, o episódio ocorreu quando ela voltava para casa após uma ida ao shopping. Ao entrar no apartamento, encontrou o marido com outro homem na cama do casal. “Entrei no nosso apartamento e encontrei Peter transando passionalmente. Com um homem. Na nossa cama!”, relembrou.

    A atriz também descreve a dificuldade para processar o que havia visto. “Foi impossível para o meu coração absorver o que os meus olhos tinham visto. Enquanto o outro homem rapidamente se vestiu e desapareceu, me senti frágil e temerosa”, escreveu.

    Ela lembra que Allen então se aproximou, a abraçou e os dois choraram juntos. “Ele se sentiu horrível e me disse pela primeira vez: ‘Liza, eu te amo mais do que qualquer outra pessoa no mundo… e sou gay’”, relatou. Peter Allen morreu em 1992, por complicações decorrentes de seu diagnóstico de AIDS.

    Liza Minnelli afirma ainda que, apesar do divórcio em 1974, os dois mantiveram uma relação de carinho e respeito nos anos seguintes. Após o fim do casamento com Allen, a atriz se casou com Jack Haley Jr., entre 1974 e 1979; com Mark Gero, entre 1979 e 1992; e com David Gest, entre 2002 e 2007.

    Liza Minnelli diz que flagrou primeiro marido na cama com outro homem

  • Nike lança camisa 2 do Brasil para a Copa em parceria com marca de Michael Jordan

    Nike lança camisa 2 do Brasil para a Copa em parceria com marca de Michael Jordan

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Nike apresentou nesta quinta-feira (12) a camisa azul da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026.

    De acordo com a fornecedora de material esportivo, o manto número 2 do Brasil é inspirado nos tons, padrões e estampas dos predadores mais rápidos e formidáveis do país.

    Produzido em parceria com a Jordan Brand, na primeira parceria da marca do ícone do basquete Michael Jordan com uma seleção de futebol, estará disponível para venda a partir desta sexta (13).

    “Para cada criança no Brasil que sonha com uma bola nos pés, essa parceria significa algo enorme”, disse Vinicius Junior. “Jordan Brand e a nossa seleção se unirem é mais do que futebol, é cultura e grandeza juntas. Quando o Jumpman aparece ao lado das nossas cores, isso mostra ao mundo a criatividade, a paixão e a energia que tornam o Brasil especial. Isso inspira a nova geração a jogar com estilo, liberdade e orgulho toda vez que entramos em campo.”

    De acordo com a Nike, a camisa é produzida a partir de 100% de resíduos têxteis, com uma inovação de resfriamento projetada para permitir maior circulação de ar entre a pele e o tecido.

    A tecnologia conta com zonas de malha elípticas distintas que tornam o fluxo de ar mais visível e intuitivo, ajudando os jogadores a se manterem secos quando o jogo esquenta. Além disso, o material é 11% mais leve e até 238% mais respirável, elevando o conforto e a performance em campo.

    O lançamento da nova camisa teve a participação de alguns jogadores da seleção, como Vini Jr, Estevão, Matheus Cunha e Marquinhos.

    A estreia do novo uniforme será no amistoso com a França, no dia 26 de março, no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos, às 17h (de Brasília).

    Jà o uniforme principal, amarelo, deve ser lançado nos próximos dias. Sua estreia será no amistoso contra a Croácia, dia 31, no Camping World Stadium, em Orlando, Estados Unidos, às 21h (de Brasília).

    Produção em três episódios traz depoimentos de Messi, Neymar e Roberto Carlos; plataforma de streaming prepara outras produções sobre futebol brasileiro para maio e junho

    Folhapress | 19:11 – 12/03/2026

    Nike lança camisa 2 do Brasil para a Copa em parceria com marca de Michael Jordan

  • Por que ANP vetou extração de suposto petróleo por homem no próprio sítio?

    Por que ANP vetou extração de suposto petróleo por homem no próprio sítio?

    No Brasil, qualquer recurso mineral presente no subsolo é de propriedade da União e é necessária autorização da ANP para exploração; o subsolo e os recursos minerais nele presentes são propriedade da União

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) está analisando o caso do agricultor Sidrônio Moreira que encontrou uma substância que se assemelha com o petróleo ao perfurar um poço em Tabuleiro do Norte (CE).

    Desde a descoberta, Moreira não tem mais mexido no poço, segundo o colunista do UOL Carlos Madeiro. No Brasil, qualquer recurso mineral presente no subsolo é de propriedade da União e é necessária autorização da ANP para exploração.

    No Brasil, o subsolo e os recursos minerais nele presentes são propriedade da União. Isso está garantido nos artigos 20 e 176 da Constituição Federal. A Carta Magna ainda estabelece que para explorar recursos minerais, é necessária a autorização da União.

    No caso do petróleo e gás natural, a exploração e produção podem ser feitas por empresas através de licitação pública -as chamadas rodadas de licitações, realizadas pela ANP-, sob os regimes de concessão ou partilha da produção”, disse a ANP (Agência Nacional do Petróleo), em nota.

    Mesmo sem explorar, proprietário pode receber pela exploração. O artigo 176 da Constituição ainda garante “participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra, na forma e no valor que dispuser a lei”. No entanto, a exploração e produção de petróleo é atividade exclusiva de empresas autorizadas pela ANP, conforme a Lei 9.478 de 1997.

    Ainda não há confirmação de que a substância seja petróleo. Ao ser comunicada pelo IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará), a ANP abriu um processo administrativo sobre o caso. Na terça-feira passada (3), a agência informou à família que deve enviar uma equipe técnica ao local para avaliação. “A data da ação ainda está sendo definida, mas espera-se que ocorra nas próximas semanas”, diz comunicado da ANP ao UOL.

    Agricultor descobriu substância em novembro de 2024. Segundo reportagem de Carlos Madeiro, Moreira perfurou um poço para evitar a dependência de carros-pipa durante as secas. No entanto, ao cavar cerca de 30 metros de profundidade, encontrou a substância viscosa parecida com petróleo. A empresa contratada por Moreira tentou abrir outro poço a 50 metros de distância, mas encontrou novamente o mesmo líquido.

    Substância é semelhante ao petróleo. O caso chegou ao Núcleo de Pesquisa em Economia de Baixo Carbono da Ufersa (Universidade Federal do Semi-Árido), que pesquisou e concluiu que o líquido é uma mistura de hidrocarbonetos com características muito semelhantes ao petróleo da região.

    Material segue em análise. A UFC (Universidade Federal do Ceará) está com uma amostra para uma pesquisa mais detalhada. Além disso, a ANP também deve coletar amostras.

    Por que ANP vetou extração de suposto petróleo por homem no próprio sítio?

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  • Moraes volta atrás e nega visita de conselheiro de Trump a Bolsonaro

    Moraes volta atrás e nega visita de conselheiro de Trump a Bolsonaro

    O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, encaminhou ao STF uma consideração afirmando que a visita de Darren Beattie a Jair Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconsiderou decisão anterior e negou visita do conselheiro do presidente americano Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    O magistrado considerou a manifestação do ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, encaminhada à corte. O ministro afirmou que a visita poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

    O americano chegou a ter o pedido de visita a Bolsonaro autorizado por Moraes, mas a defesa do ex-presidente requisitou que a data fosse alterada.

    Vieira afirmou que as autoridades americanas tinham requisitado apenas duas reuniões no Ministério das Relações Exteriores, mas que elas foram pedidas apenas na quarta (11). Nenhum dos encontros, prosseguiu Vieira, está confirmado pelo Itamaraty.

    Ainda, que não havia, até quarta, qualquer agenda diplomática registrada no Ministério das Relações Exteriores envolvendo Darren Beattie e que o pedido de visita ao ex‑presidente não se enquadra nos objetivos oficialmente comunicados pelo Departamento de Estado.

    Moraes afirma, então, que a realização da visita de Beattie a Bolsonaro “não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive poderia ensejar a reanálise do visto concedido”.

    Darren Beattie é crítico do governo Lula e de Moraes. Ele já chamou o ministro de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” contra Bolsonaro. Além disso, recebeu agradecimentos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após as sanções da Lei Magnitsky impostas ao ministro.

    O conselheiro de Trump estará em São Paulo e em Brasília para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, segundo apurou a Folha de S.Paulo, e deve se encontrar com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

    Beattie também vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre “fake news” e milícias digitais, que tramitam no Supremo sob a relatoria de Moraes.

    Ele ainda deve ter uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por ministros do STF indicados por Bolsonaro, com Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.

    Moraes volta atrás e nega visita de conselheiro de Trump a Bolsonaro

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  • Miá Mello desembarca no Brasil após ficar presa 11 dias no Catar

    Miá Mello desembarca no Brasil após ficar presa 11 dias no Catar

    Miá Mello estava retida desde 28 de fevereiro após fechamento do espaço aéreo da região; volta da atriz ao Brasil foi impedida após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A atriz Miá Mello e o marido, Lucas Melo, finalmente embarcaram de volta ao Brasil nesta quarta-feira (11) , após 11 dias de espera em Doha, no Catar. O voo, operado pela Qatar Airways, chegou ao aeroporto de Guarulhos (SP) por volta das 5h de quinta-feira (12).

    Miá estava retida no país desde o dia 28 de fevereiro, quando o espaço aéreo da região foi fechado após ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. Ela e o marido estavam em escala em Doha depois de passarem férias na Tailândia justamente quando o conflito se intensificou.

    Durante a estadia forçada no país, a atriz compartilhou momentos nas redes sociais. Em um dos vídeos publicados no Instagram, relatou que o casal foi surpreendido por alertas do governo no celular e por interceptação de mísseis na região.

    Miá disse que se surpreendeu ao perceber que, em poucos dias, acabou aprendendo termos ligados à guerra. “O vocabulário que conquistei nesses cinco dias aqui no Qatar é algo muito curioso. Hoje a gente levou um susto quando os alarmes tocaram no celular, o que já preocupa no Brasil. Imagina aqui. Depois de duas horas, o alarme tocou de novo, mas para avisar que as coisas estavam mais tranquilas”, contou.

    A atriz também falou que a maior dificuldade estava sendo o afastamento dos filhos do casal Nina, de 16 anos, e Antonio, de nove. Ela comemorou a volta publicando uma foto com a família.

    Miá Mello desembarca no Brasil após ficar presa 11 dias no Catar

  • Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

    Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

    “Bastaria meia hora para que um apagão total atingisse toda a região”, disse Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional; Irã exporta energia elétrica para Iraque, Paquistão e Afeganistão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã disse que se os Estados Unidos cortarem a eletricidade do Irã, a Ásia Ocidental pode ficar no escuro.

    O líder do conselho de segurança, Ali Larijani, disse que toda a região vai ficar sem luz se os Estados Unidos cortarem a energia. O relato foi publicado na rede social X na manhã desta quinta-feira (12).

    “Bastaria meia hora para que um apagão total atingisse toda a região”, disse Larijani. O posicionamento acontece momentos após o líder norte-americano, Donald Trump, dizer que poderia cortar a eletricidade do Irã em uma hora.

    A escuridão, segundo Larijani, seria uma ocasião perfeita para rastrear e capturar soldados americanos em fuga na região. Trump disse que os EUA adiaram ataques contra locais de geração de energia do país persa.

    “Deixamos alguns dos alvos mais importantes para mais tarde, caso seja necessário”, disse Trump. Ele não descartou colocar os locais geradores de energia iranianos na mira de Washington.

    O Irã exporta energia elétrica para Iraque, Paquistão e Afeganistão. No entanto, também importa eletricidade da Armênia e Turcomenistão. O chefe iraniano não explicou como seria o apagão, mas com a rede interconectada, o corte poderia causar blackouts em cadeia e sobrecarga do sistema elétrico que liga os países.

    Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

  • Lula briga por preços de combustíveis após Bolsonaro vender refinarias

    Lula briga por preços de combustíveis após Bolsonaro vender refinarias

    Governo Lula lembrou que durante a gestão Bolsonaro, as refinarias brasileiras foram ‘quase dadas’ para outros países, sendo que agora o Brasil precisa pagar para ter alguns combustíveis refinados

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Ao anunciar o pacote para tentar diminuir a alta do diesel por causa da guerra no Irã, o governo Lula (PT) buscou culpar também a oposição pelo recente aumento dos preços dos combustíveis, ao vincular a falta de controle à privatização da BR Distribuidora no governo Jair Bolsonaro (PL). O impacto nas bombas, como mostrou a Folha de S. Paulo, tem preocupado o Planalto.

    A crítica à privatização realizada logo no primeiro ano da gestão do pai do pré-candidato de oposição a Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), constou dos discursos dos três ministros que falaram durante o anúncio do pacote: Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

    Infelizmente o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais, do governo anterior, fez com que diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil”, disse Silveira. “Foi um crime lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, se desfazer da nossa BR Distribuidora”, seguiu o ministro de Minas e Energia.

    Haddad afirmou que a saída da Petrobras da parte final da cadeia dos combustíveis levou o governo atual a propor, via medida provisória, uma legislação para punir o armazenamento de combustível injustificado e o aumento abusivo do preço.

    “Essa nossa preocupação, é preciso enfatizar, é com o fato de que a Petrobras não detém mais uma distribuidora importante de combustíveis”, declarou.

    Rui Costa concordou com o colega e disse que a privatização “piorou muito” o aumento especulativo nas bombas. Segundo ele, a Petrobras “ajudava a puxar para baixo os preços do consumidor”. “Mesmo com a participação pequena [na distribuição e varejo], a gente tinha ali uma referência de preço”, afirmou.

    No anúncio, Lula preferiu fugir do tema e centrou o discurso no aumento do preço dos combustíveis no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos, e no pacote de medidas que exigiram do governo “um sacrifício enorme para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro”.

    Com as medidas, válidas até 31 de dezembro, o governo estima redução de R$ 0,64 no litro do diesel vendido na bomba.

    O presidente fez ainda uma cobrança velada para que seus adversários sigam o exemplo e também reduzam os impostos, ao sugerir que seria bom “contar com a boa vontade dos governadores dos estados para baixar um pouco do ICMS dos combustíveis”.

    A fala, segundo aliados do petista, mirou tanto os governadores que já se anunciaram como pré-candidatos à Presidência, como Romeu Zema (Novo), Ratinho Jr. (PSD), Eduardo Leite (PSD) e Ronaldo Caiado (PSD), como outros que fazem oposição e costumam criticar o governo do PT por aumentar impostos, a exemplo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O pacote inclui um ponto polêmico, para além do impacto para as contas públicas: Lula determinou, por decreto, que os postos divulguem informações sobre a redução do imposto. Iniciativa semelhante foi adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando ele forçou um corte no ICMS dos estados e determinou que os postos publicassem os valores antes e após a medida do governo federal.

    Na época, o PT e outros partidos de esquerda entraram na Justiça para barrar a divulgação -em ação assinada pelo advogado de Lula e hoje ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin. O processo caiu sob relatoria do ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro, que rejeitou a ação dizendo não ser o instrumento jurídico adequado.

    No PT, o pacote foi visto como um primeiro teste para conter o preço dos combustíveis e o possível impacto do diesel na inflação de outros produtos, como alimentos.

    O tema preocupa o governo e o partido pelo potencial de ampliar o mau humor dos eleitores com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do período eleitoral. Entre os petistas, há um temor também sobre o custo da gasolina, que ficou de fora das medidas.

    Já o líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto Silva (PL-PB), acusou Lula de zerar o PIS/Cofins do diesel e prometer uma subvenção de R$ 10 bilhões para o setor com interesses eleitoreiros. “Aposto com você: se não tivesse eleições, ele não tinha feito isso aí”, disse.

    Lula briga por preços de combustíveis após Bolsonaro vender refinarias

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  • CPMI do INSS aprova convocação de cunhado e ex-namorada de Vorcaro

    CPMI do INSS aprova convocação de cunhado e ex-namorada de Vorcaro

    Comissão reagendou depoimentos que estavam marcados para esta quinta-feira (12); Cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha, Zettel foi apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do Master

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os descontos de mensalidades associativas não autorizadas dos benefícios de milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (12), a convocação do empresário Fabiano Zettel.  

    Cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha, Zettel foi apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do Master. Segundo um dos autores do requerimento aprovado, o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), a instituição “supostamente” firmou contratos de créditos consignados irregulares com beneficiários do INSS.

    Zettel foi preso em meados de janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

    “Há indícios relevantes de que fraudes em operações de crédito consignado, ofertadas a aposentados e pensionistas do INSS, tenham ocorrido por meio de acordo de cooperação firmado entre o Banco Master e o INSS, com possível participação de dirigentes, intermediadores e correspondentes bancários”.

    No requerimento, Duarte Jr. especificou que a convocação de Zettel busca “esclarecer possível envolvimento dos negócios familiares, do Master, de igrejas e outros empreendimentos” e também as suspeitas de fraude na concessão de empréstimos consignados e descontos ilegais em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

    Outros

    Os integrantes da CPMI do INSS também aprovaram a convocação da ex-namorada de Vorcaro Martha Graeff. Segundo o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), a empresária e influenciadora digital conhece a rede de contatos do banqueiro e teria testemunhado ou ouvido relatos de Vorcaro sobre supostas conversas dele com várias autoridades públicas, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    Também foram aprovadas as convocações das seguintes pessoas:

    • Ângelo Antônio Ribeiro da Silva: ex-diretor do Banco Master e da Master Holding Financeira;
    • João Vitor da Silva, sócio-Administrador da empresa Spyder Consultoria e Intermediação;
    • Luiz Antônio Bull: ex-diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos, Operações e Tecnologia do Banco Master.
    • Lucineide dos Santos Oliveira, diretora da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), entidade suspeita de cobrar, indevidamente, mensalidades associativas de aposentados;
    • Marcos de Brito Campos Júnior, ex-superintendente do INSS no Nordeste e ex-diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit);
    • Mauro Caputti Mattosinho, piloto de avião;
    • Renato de Matteo Reginatto, advogado.

    Requerimentos rejeitados

    Por maioria dos votos dos integrantes do colegiado, foram rejeitados os requerimentos de convocação da publicitária Danielle Miranda Fonteles e da empresária Roberta Moreira Luchsinger. De acordo com o relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o depoimento de Danielle poderia auxiliar “na elucidação de movimentações financeiras de vulto envolvendo o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, vulgo ‘Careca do INSS’, apontado como o principal articulador do esquema de fraudes no INSS”.

    Já Roberta é apontada por Gaspar como um “elemento vinculado ao núcleo político da organização criminosa liderada por Antunes”, alguém “essencial para a movimentação de valores e a gestão de contas empresariais que serviam como instrumentos de lavagem de capitais”. “Seu testemunho é crucial para detalhar a circulação dos recursos ilícitos e a fase de ocultação”, argumentou Gaspar no requerimento que foi rejeitado. De acordo com parlamentares da oposição, Roberta também é amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e, nas palavras de Gaspar, “detém informações sensíveis sobre a proximidade e a articulação do ‘núcleo político’ [do esquema fraudulento] com figuras influentes”.

    Retiradas da pauta por acordo, não foram votadas as propostas de convocação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do ex-policial civil Rogério Giglio Gomes. A expectativa é que os requerimentos sejam analisados na próxima semana.

    Depoentes

    Nenhuma das quatro pessoas convocadas a depor nesta quinta-feira compareceu. De acordo com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a empresária Leila Mejdalani Pereira, presidente do clube Palmeiras e do Banco Crefisa, que já deveria ter deposto na última segunda-feira (9), alegou, “de modo equivocado”, que uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, teria anulado sua convocação.

    ‘Em que pese ela estar convocada desde a semana passada e ter faltado injustificadamente à primeira convocação, o ministro vedou a condução coercitiva, permitindo que, caso ela faltasse [de novo], solicitasse uma nova data. Sendo assim, esta presidência, diante de mais uma interferência do STF no trabalho deste Parlamento e desta comissão, não tem alternativa que não designar, pela terceira vez, uma data para a oitiva da senhora Leila”, comentou Viana, marcando a oitiva da empresária para a manhã da próxima quarta-feira (18).

    Viana também remarcou para a próxima semana o depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, executivo do C6 Bank, que alegou que já tinha compromissos inadiáveis agendados para hoje, mas comparecerá na quinta-feira (19).

    Já a diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Lea Bressy Amorim, apresentou atestado médico para não comparecer. O tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (Cbpa), Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, segue preso e não foi autorizado pela Justiça a comparecer ao Congresso Nacional.

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