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  • Austrália vai receber apenas submarinos nucleares usados dos EUA

    Austrália vai receber apenas submarinos nucleares usados dos EUA

    A Austrália e os Estados Unidos anunciaram no sábado que os dois países irão “racionalizar” o acordo Aukus relativo à aquisição por Camberra de submarinos de propulsão nuclear, que deixará de incluir qualquer submarino novo.

    Os dois países se reuniram durante o Diálogo de Shangri-La, em Singapura, encontro que reúne autoridades de defesa e especialistas de cerca de 40 países.

    Dentro da parceria de defesa AUKUS, firmada em 2021 e que também inclui o Reino Unido, a Austrália deverá receber pelo menos três submarinos de propulsão nuclear da classe Virginia, fornecidos pelos Estados Unidos, nos próximos 15 anos.

    Em comunicado conjunto, o vice-primeiro-ministro australiano Richard Marles, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o secretário de Defesa britânico, John Healey, confirmaram a revisão do acordo relacionado aos submarinos.

    “O vice-primeiro-ministro e os secretários receberam com satisfação a proposta para simplificar a aquisição australiana de submarinos da classe Virginia, racionalizando a gestão da cadeia de suprimentos, os requisitos operacionais e de manutenção, além de otimizar custos”, informa o comunicado.

    “A nova abordagem permitirá que a Austrália adquira três submarinos da classe Virginia já em operação, em vez de uma combinação entre embarcações novas e usadas”, acrescenta o texto.

    Inicialmente, a Austrália esperava receber dois submarinos usados da classe Virginia e um novo.

    Atualmente, a Marinha dos Estados Unidos conta com 24 submarinos dessa classe, mas os estaleiros norte-americanos vêm enfrentando dificuldades para cumprir a meta de produção de dois novos submarinos por ano.

    Nos Estados Unidos, surgiram questionamentos sobre a decisão de vender submarinos nucleares à Austrália antes de reforçar a própria capacidade militar do país.

    O programa de submarinos da AUKUS é peça central da estratégia de defesa australiana e poderá custar até US$ 235 bilhões ao longo de 30 anos, segundo estimativas do governo australiano.

    Austrália vai receber apenas submarinos nucleares usados dos EUA

  • A Meta IA vai servir para mais do que conversar no WhatsApp

    A Meta IA vai servir para mais do que conversar no WhatsApp

    A Inteligência Artificial da Meta que está incluída no WhatsApp, a Meta AI, poderá ser usada pelos utilizadores da app de mensagens para carregarem arquivos e fazer questões sobre os conteúdos compartilhados.

    Parece que a Meta quer tornar seu assistente de inteligência artificial — o Meta AI — ainda mais útil para os usuários do WhatsApp. Segundo informações, a empresa está trabalhando em um novo recurso que permitirá o envio de arquivos, como fotos e documentos, diretamente para a ferramenta.

    De acordo com o site WABetaInfo, a Meta está desenvolvendo uma funcionalidade que permitirá aos usuários do WhatsApp enviar arquivos diretamente para a Meta AI. A partir disso, será possível fazer perguntas sobre o conteúdo das imagens enviadas ou sobre informações presentes em documentos PDF. Também será possível compartilhar arquivos recebidos em conversas dentro do próprio aplicativo.

    O recurso foi identificado na versão beta do WhatsApp para iOS e já está disponível para alguns usuários que participam dos testes da plataforma.

    “Compartilhar um documento com a Meta AI facilita o acesso a informações precisas e relevantes”, afirma o WABetaInfo. “Em vez de copiar e colar textos ou descrever manualmente o conteúdo, os usuários podem simplesmente enviar o arquivo diretamente. Isso permite que a inteligência artificial analise o documento com mais contexto e ofereça respostas mais específicas. Se houver um problema ou uma dúvida no documento, a Meta AI poderá ajudar passo a passo com uma solução.”

    O site também destaca que a novidade deixa a experiência mais natural e alinhada à forma como os usuários já trocam arquivos em conversas individuais ou em grupos. Antes, muitas pessoas precisavam tirar prints ou enviar imagens para obter respostas semelhantes da IA. Com o envio direto de documentos, a interação tende a ficar mais rápida e precisa.

    Ainda não está claro quando o WhatsApp vai liberar o recurso para todos os usuários. No entanto, quando isso acontecer, a expectativa é que ele também chegue aos aparelhos Android.

    A Meta IA vai servir para mais do que conversar no WhatsApp

  • Centro de detenção de imigrantes em New Jersey é palco de confrontos

    Centro de detenção de imigrantes em New Jersey é palco de confrontos

    A área em redor do centro de detenção de imigrantes Delaney Hall, em New Jersey, foi hoje palco de confrontos entre manifestantes a favor e contra as políticas de migração do Presidente norte-americano, Donald Trump.

    Os distúrbios começaram, segundo a imprensa local, quando um grupo favorável ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) apareceu neste sábado próximo ao Delaney Hall, onde manifestantes estão acampados há mais de uma semana em protesto contra as supostas condições desumanas enfrentadas por imigrantes detidos no centro.

    Um grupo de agentes federais com escudos antimotim — alguns armados com rifles — e apoiado por um veículo blindado também estava posicionado na entrada da instalação. A presença reforçada ocorreu depois dos confrontos registrados nesta semana entre agentes do ICE e manifestantes contrários ao presidente Donald Trump.

    Na sexta-feira, em resposta aos protestos violentos que terminaram com nove prisões, a governadora democrata de Nova Jersey, Mikie Sherrill, anunciou a criação de uma área protegida destinada a manifestações pacíficas em frente ao centro.

    A governadora afirmou que quer evitar a repetição do que aconteceu em janeiro passado em Minneapolis, quando agentes de imigração mataram dois cidadãos norte-americanos durante protestos contra operações policiais.

    Deputados, ativistas e familiares estão em vigília no local há mais de uma semana, cobrando respostas sobre a situação dentro da unidade — administrada por uma empresa privada — que abriga cerca de 300 imigrantes. Alguns dos detidos iniciaram uma greve de fome após denunciarem as condições consideradas desumanas.

    O Delaney Hall, o maior centro de detenção do ICE na costa leste dos Estados Unidos, com capacidade para mais de 1.000 pessoas, é operado pelo GEO Group por meio de um contrato de 15 anos avaliado em US$ 1 bilhão.

    Desde o início da campanha de deportações em massa promovida por Trump, o centro tem sido alvo de críticas devido à superlotação.

    Pelo menos 17 imigrantes morreram sob custódia do ICE desde o início do ano. No entanto, uma investigação recente da CNN aponta que quase 50 detidos morreram desde que Trump assumiu a presidência — o maior número de mortes registrado em pelo menos duas décadas.

    Centro de detenção de imigrantes em New Jersey é palco de confrontos

  • Fogo, destruição e muito mais. Cenário de terror na comemoração do PSG

    Fogo, destruição e muito mais. Cenário de terror na comemoração do PSG

    As ruas da França foram palco de cenas de violência entre a madrugada de sábado e domingo, após uma série de episódios que acabaram marcando negati…
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    Fogo, destruição e muito mais. Cenário de terror na comemoração do PSG

  • Hematomas nas mãos de Trump? Relatório médico explica o porquê

    Hematomas nas mãos de Trump? Relatório médico explica o porquê

    A Casa Branca divulgou os resultados do exame médico de Donald Trump, revelando a causa das manchas negras nas suas mãos. O médico do presidente explicou que os hematomas são benignos e relacionados ao uso de aspirina.

    A Casa Branca divulgou os resultados do mais recente exame médico realizado em Donald Trump — e o documento traz, finalmente, a explicação para os hematomas que frequentemente aparecem nas mãos do presidente norte-americano.

    Na terça-feira, 26 de maio, a força-tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos realizou uma “avaliação preventiva abrangente” em Trump, que incluiu análise de exames laboratoriais e uma revisão completa do seu histórico médico.

    Três dias depois, na sexta-feira, 29 de maio, após Trump afirmar que o exame havia corrido “de forma perfeita”, o presidente autorizou a divulgação dos resultados — e foi nesse relatório que surgiu a explicação.

    No documento, citado pela revista People, o médico de Trump, Sean Barbabella, afirmou que os hematomas são “compatíveis com uma irritação leve dos tecidos moles, relacionada a apertos de mão frequentes, em um contexto de uso de aspirina para prevenção cardiovascular”.

    “Isso representa um efeito comum e benigno da terapia com aspirina. Nenhuma lesão ou crescimento suspeito foi identificado”, escreveu Barbabella.

    A publicação do relatório ocorreu depois de notícias divulgadas na terça-feira informarem que Donald Trump havia estado novamente no hospital — a terceira visita desde o início do mandato. A Casa Branca afirma que a ida teve como objetivo justamente a avaliação médica citada.

    Desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2025, Trump foi fotografado diversas vezes com hematomas visíveis, especialmente nas mãos. A situação — que, em algumas ocasiões, ele teria tentado disfarçar com maquiagem — levantou questionamentos sobre seu estado de saúde, que ele próprio garante estar “perfeito”.

    “O presidente Trump tem hematomas na mão porque está constantemente trabalhando e apertando mãos todos os dias”, chegou a afirmar a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no ano passado, durante a visita de Emmanuel Macron à Casa Branca.

    Já em março, Trump voltou a chamar atenção por uma condição física que gerou dúvidas sobre sua saúde. Na ocasião, apareceu com uma irritação na pele no lado direito do pescoço. Seu médico pessoal afirmou que a vermelhidão era consequência do uso de um novo creme dermatológico.

    Donald Trump, de 79 anos, completa mais um aniversário no próximo dia 14 de junho. O presidente, empossado em janeiro de 2025, tornou-se o presidente mais velho a assumir o cargo nos Estados Unidos.

    Hematomas nas mãos de Trump? Relatório médico explica o porquê

  • Atriz de 'Succession', Sarah Snook estrelará minissérie de 'Os Passáros', clássico de Hitchcock

    Atriz de 'Succession', Sarah Snook estrelará minissérie de 'Os Passáros', clássico de Hitchcock

    No clássico do mestre do suspense, a história acompanha Melanie Daniels, uma socialite que viaja para a cidade californiana de Bodega Bay em busca de seu interesse romântico, o advogado Mitch Brenner. Lá, contudo, ela e os moradores locais se veem no meio de uma série de ataques violentos de pássaros.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O clássico ‘Os Pássaros’ (1963), filme de Alfred Hitchcock, deverá ganhar uma nova versão para o streaming, em formato de minissérie. A produção terá como estrela principal a atriz australiana Sarah Snook, que despontou como a Shiv de “Succession”, da HBO.

    No clássico do mestre do suspense, a história acompanha Melanie Daniels, uma socialite que viaja para a cidade californiana de Bodega Bay em busca de seu interesse romântico, o advogado Mitch Brenner. Lá, contudo, ela e os moradores locais se veem no meio de uma série de ataques violentos de pássaros.

    Na minissérie estrelada por Snook, de acordo o Deadline, a atriz deverá fazer o papel da juíza Myra Massey, que retorna à sua cidade natal no Alasca para uma audiência de rotina sobre uma morte e descobre que a vítima é um amigo de infância.

    Ao se deparar com o caso, Myra tenta desvendar o mistério enquanto luta para sobreviver a uma estranha onda de ataques de pássaros. A minissérie, da Universal International Studios, é roteirizada por Tom Spezialy, de The Leftovers e Watchmen.

    O projeto traz mais uma protagonista para Snook, que já recebeu três indicações ao Emmy por seu papel em Succession, vencendo na premiação em 2023 como melhor atriz em série dramática. Em janeiro deste ano, a australiana estreou como Marissa, em “All Her Fault”, minissérie do Prime Video sobre uma executiva que descobre que seu filho foi sequestrado quando vai buscá-lo na casa de um amigo.

    Atriz de 'Succession', Sarah Snook estrelará minissérie de 'Os Passáros', clássico de Hitchcock

  • Anthropic revela novo modelo de IA mais "honesto"

    Anthropic revela novo modelo de IA mais "honesto"

    Além do Opus 4.8, a Anthropic afirmou que “nas próximas semanas” disponibilizará um novo modelo de Inteligência Artificial comparável ao Mythos – que tem sido usado sobretudo na área da cibersegurança.

    A Anthropic anunciou oficialmente o lançamento do Opus 4.8, a versão mais recente do seu modelo de inteligência artificial. A novidade chega pouco mais de um mês após o lançamento da versão anterior e, segundo a empresa, promete enfrentar o que é apontado como um dos principais problemas dos atuais chatbots: as chamadas “alucinações”, quando a IA apresenta informações incorretas com confiança.

    “Os primeiros usuários que testaram o modelo relataram que o Opus 4.8 tem maior probabilidade de sinalizar incertezas sobre o próprio funcionamento e menor probabilidade de fazer afirmações sem fundamento”, afirmou a Anthropic, destacando que quem utilizar o Claude Opus 4.8 verá menos respostas inventadas ou imprecisas.

    Além de dizer que o modelo está mais “honesto”, a Anthropic afirma que o Opus 4.8 também demonstra melhor capacidade de julgamento durante as interações com os usuários.

    Mas essa não foi a única novidade anunciada pela empresa. A Anthropic informou ainda que pretende lançar “nas próximas semanas” um novo modelo comparável ao seu Mythos, que vem sendo usado principalmente na área de cibersegurança.

    Anthropic levanta US$ 65 bilhões em investimentos
    A Anthropic informou na quinta-feira que levantou US$ 65 bilhões em financiamento privado, elevando sua avaliação de mercado para US$ 965 bilhões.

    Com isso, a empresa — fundada há cinco anos e responsável pelo chatbot Claude — passa a ser uma das startups mais valiosas do mundo.

    O anúncio coloca a Anthropic à frente da OpenAI, criadora do ChatGPT, tanto em valor de mercado quanto em faturamento.

    A empresa informou ainda que está registrando uma receita anualizada de US$ 47 bilhões, impulsionada pela venda da sua tecnologia para pessoas e organizações que utilizam Claude para programação, produção de conteúdo e tarefas pessoais.

    A Anthropic foi fundada em 2021 por ex-líderes da OpenAI. Agora, tanto ela quanto a OpenAI e a SpaceX, de Elon Musk, devem abrir capital em breve na bolsa de Nova York.

    As três empresas continuam operando no prejuízo, o que vem alimentando preocupações sobre uma possível bolha especulativa no setor de inteligência artificial.

    “Esse investimento vai nos ajudar a atender à demanda histórica que estamos vivendo, continuar na fronteira da pesquisa e levar Claude a ainda mais lugares”, afirmou o diretor financeiro da Anthropic, Krishna Rao.

    Anthropic revela novo modelo de IA mais "honesto"

  • Homem é filmado transportando ovelha em moto na França; vídeo

    Homem é filmado transportando ovelha em moto na França; vídeo

    Um motociclista foi filmado em Lyon, em França, transportando uma ovelha viva com ele na moto. O vídeo, que viralizou nas redes sociais, também chegou ao governo local, que alertou as autoridades para o caso.

    Um homem foi filmado pilotando uma moto em uma rodovia de Lyon com uma ovelha viva sentada à sua frente.

    As imagens circulam nas redes sociais desde o ocorrido, em 26 de março. No vídeo, é possível ver a ovelha deitada sobre a parte dianteira da moto, presa entre o condutor e o guidão.

    Em vários momentos, o animal aparece balindo e, por vezes, parece até tentar se soltar do veículo. No fim do vídeo, o motociclista ainda empina a moto, fazendo a manobra conhecida como “grau”.

    As imagens foram gravadas à noite por outro motociclista, segundo o jornal Le Parisien, em uma rodovia de Lyon, nas proximidades de Vénissieux.

    Pode ver o vídeo abaixo:

    De acordo com o mesmo jornal, a prefeitura do Rhône tomou conhecimento do caso e encaminhou o incidente às autoridades.

    No vídeo também aparece a legenda “Eid mabrouk à tous”, expressão que significa “Feliz Eid a todos”. Segundo o veículo francês, a mensagem faria referência ao Eid al-Adha, celebração muçulmana que acontece entre 26 e 30 de maio.

    De acordo com a tradição, durante o Eid al-Adha um animal é sacrificado e sua carne é dividida entre familiares e pessoas em situação de vulnerabilidade.


    Homem é filmado transportando ovelha em moto na França; vídeo

  • Aliados de Lula pedem que PGR investigue Flávio Bolsonaro por possível atentado à soberania

    Aliados de Lula pedem que PGR investigue Flávio Bolsonaro por possível atentado à soberania

    Em nota, o coordenador geral da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, afirmou: \”Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção\” (leia a nota completa ao fim da matéria).

    Um grupo de deputados do PSOL e da Rede pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por possível atentado à soberania nacional. A representação cita a atuação do parlamentar junto ao governo Donald Trump em defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho(CV) como organizações terroristas.

    Em nota, o coordenador geral da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, afirmou: \”Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção\” (leia a nota completa ao fim da matéria).

    Na representação, os parlamentares aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que Flávio e outros integrantes da família Bolsonaro têm atuado para estimular a intervenção do governo dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil, o que, segundo eles, é uma afronta à soberania do País.

    O documento cita a visita de Flávio ao presidente americano, Donald Trump, na última terça-feira, 26, quando o senador afirmou ter defendido a designação dos grupos criminosos PCC e CV como organizações terroristas globais. No dia seguinte, o senador se reuniu com o secretário de Estado, Marco Rubio, com quem também discutiu o tema.

    A designação foi anunciada pela gestão Trump um dia após o encontro com Rubio. A medida, contudo, já vinha sendo estudada há meses pelo governo americano. Nas redes sociais, Flávio comemorou a decisão: \”Grande dia!\”.

    Para sustentar a tese de que Flávio influenciou a decisão, a representação dos deputados do PSOL e da Rede cita reportagem do jornal The New York Times segundo a qual a decisão do governo Trump foi tomada após \”meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro, um aliado próximo de Trump\”.

    O documento – assinado pelas deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ), Luizianne Lins (Rede-CE) e pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) – afirma que a designação pode causar \”impactos relevantes\” no País.

    Segundo eles, além de possibilitar a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, a classificação abre, sob o direito interno norte-americano, a possibilidade jurídica de intervenção militar dos Estados Unidos em áreas de atuação dessas organizações, à revelia do governo brasileiro.

    Os deputados argumentam também que a Constituição Federal é explícita ao determinar que compete privativamente ao Presidente da República \”manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos\” e \”celebrar tratados, convenções e atos internacionais\”. Por isso, os parlamentares sustentam que, ao viajar para Washington e supostamente obter uma decisão administrativa do governo americano com efeitos concretos sobre o Brasil, Flávio Bolsonaro teria \”usurpado competência privativa do Chefe do Poder Executivo, caracterizando, em tese, invasão da esfera de competência diplomática da União\”.

    Segundo os deputados, Flávio teria usado seu mandato como senador para \”em solo estrangeiro, convidar um governo estrangeiro a intervir nos assuntos internos do Brasil, com impacto direto sobre a soberania nacional, o sistema financeiro, o processo eleitoral e a integridade territorial do País\”, no que seria uma \”negociação contra os interesses do próprio país.\”

    Na representação, os deputados pedem à PGR a instauração de inquérito policial federal para apuração do caso e adoção das medidas administrativas e civis pertinentes. Também solicitam a comunicação dos fatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que se avalie a existência de elementos configuradores de abuso de poder ou influência estrangeira no processo eleitoral.

    Nota do coordenador geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro:

    A representação do PSOL e da Rede contra o senador Flávio Bolsonaro é mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político. É inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo. O mesmo campo político que hoje clama por \”soberania\” foi o que, durante anos, viajou o mundo denunciando o próprio país e buscando interferência estrangeira por razões ideológicas. Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção. Enquanto a esquerda protege quem mantém relações de intimidade com o crime, nós continuaremos focados em desarticular as organizações que hoje dominam territórios e fazem reféns milhões de brasileiros. A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo.

    Aliados de Lula pedem que PGR investigue Flávio Bolsonaro por possível atentado à soberania

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Hegseth diz que reforço militar chinês na Ásia dá "razões para alarme"

    Hegseth diz que reforço militar chinês na Ásia dá "razões para alarme"

    O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou hoje que há “razões legítimas para alarme” face ao reforço militar chinês na Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos desejam um “equilíbrio estável” e rejeitam qualquer “hegemonia”.

    Olhando para a região hoje, existem motivos legítimos de preocupação diante da dimensão histórica do fortalecimento militar da China e da expansão de suas atividades militares na região e além dela”, declarou Pete Hegseth em Singapura, durante o Diálogo de Shangri-La, importante fórum dedicado a temas de defesa.

    Os Estados Unidos não buscam uma “confrontação desnecessária na região”, destacou durante seu discurso, feito diante de uma audiência composta por especialistas militares e ministros.

    O Diálogo de Shangri-La reúne, ao longo de três dias, até domingo, altos representantes políticos e militares, além de especialistas e pesquisadores de cerca de 45 países.

    Realizado anualmente, o fórum alterna discursos, mesas-redondas e encontros reservados no hotel Shangri-La. O ambiente é considerado propício para discussões estratégicas, inclusive entre países rivais, tanto em sessões públicas quanto em reuniões privadas longe dos holofotes.

    “O que buscamos (…) é, na verdade, um equilíbrio estável que funcione tanto para os americanos quanto para os nossos aliados”, afirmou ainda Hegseth.

    “Um equilíbrio de forças favorável, mas duradouro, no qual nenhum Estado — incluindo a China — possa impor sua hegemonia nem ameaçar a segurança ou a prosperidade da nossa nação e de nossos aliados”, acrescentou Hegseth, que neste ano lidera uma ampla delegação norte-americana.

    Por outro lado, a China enviou pelo segundo ano consecutivo apenas uma equipe de especialistas militares e pesquisadores, sem a presença do ministro da Defesa, Dong Jun.

    Hegseth diz que reforço militar chinês na Ásia dá "razões para alarme"