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  • Lula tenta neutralizar ataque de Flávio Bolsonaro ao chamar CV e PCC de terroristas

    Lula tenta neutralizar ataque de Flávio Bolsonaro ao chamar CV e PCC de terroristas

    Lula reagiu nesta sexta-feira (29) à decisão do governo Donald Trump de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Ao discursar, afirmou que as facções “são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país”.

    CATIA SEABRA, CAIO SPECHOTO E THAÍSA OLIVEIRA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) buscou neutralizar os ataques de seu principal adversário na eleição de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao afirmar que facções criminosas são terroristas para as comunidades brasileiras.

    Lula reagiu nesta sexta-feira (29) à decisão do governo Donald Trump de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Ao discursar, afirmou que as facções “são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país”.

    O uso desses termos parte da perspectiva de que para a população, especialmente de baixa renda, o crime organizado já pratica o terror. O governo poderia ser acusado de defender criminosos caso simplesmente alegasse que essas facções não se enquadram no conceito clássico de organização terrorista.

    Com essa leitura, já na noite de quinta-feira (28), após anúncio da classificação americana, Lula avisou a auxiliares que declararia que PCC e CV são terroristas para o povo pobre e que vêm sendo combatidas internamente. Ele também acusou Flávio Bolsonaro de traição, o que repetiu, publicamente, no dia seguinte.

    Ainda segundo relatos, o presidente disse que não poderia se silenciar sobre a viagem do senador aos EUA para pedir a Trump intervenção no país.

    Integrantes da pré-campanha de Flávio afirmam que, por ora, a repercussão para o senador tem sido positiva nas redes sociais. Um parlamentar ouvido sob reserva diz que será preciso entender, porém, se o governo vai conseguir sustentar esse discurso e reverter nos próximos dias a maré positiva a Flávio.

    O grupo político do senador contava que o governo fosse defender sua posição contrária à classificação das facções como terroristas para que pudessem afirmar que Lula defende criminosos. O presidente criticou a classificação feita pelos Estados Unidos, mas tentou não deixar esse flanco aberto para ataques.

    “Esse tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira. Para o povo da periferia desse país eles são terroristas”, disse em discurso em Sergipe nesta sexta-feira (29). “São terroristas e nós vamos combater aqui dentro”, afirmou.

    Em seguida, o presidente brasileiro fez uma diferenciação entre aterrorizar a população e praticar o que é tradicionalmente identificado por especialistas como terrorismo. Na fala, citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    “Eles não são os terroristas que o Trump quer. O Trump quer o Osama Bin Laden”, declarou Lula.

    Bin Laden, morto em 2011 por forças americanas, era o líder da Al Qaeda, organização responsável pelo atentado contra as torres gêmeas de Nova York em 2001.

    A fala de Lula surpreendeu dirigentes petistas envolvidos com as campanhas do partido ouvidos pela Folha. Eles imaginavam que o presidente teria foco total no discurso de soberania nacional. Há dúvidas entre os petistas sobre como manter o discurso de que as facções são terroristas e ao mesmo tempo criticar a decisão de Trump.

    Ainda tentando evitar armadilhas, um trecho do discurso de Lula abriu brecha para críticas de bolsonaristas. Na noite desta sexta, Flávio divulgou um vídeo no qual tentar associar à defesa de criminosos uma fala em que presidente se refere às facções brasileiras como “nossos criminosos”.

    “Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, disse Lula, antes de se referir às facções como terroristas.

    Flávio explorou esse trecho da fala, na qual o presidente também diz estar “triste” pela decisão dos americanos para atacar o petista nas redes sociais.
    “Vocês já viram um presidente da República tratar integrantes de PCC e Comando Vermelho como ‘nossos criminosos’?”, disse Flávio.

    “‘Nossos criminosos, Lula? Não, seus criminosos. A soberania que a gente defende é a soberania do povo brasileiro, é a soberania das 50 milhões de pessoas que vivem sob o domínio de narcoterroristas.”

    O governo americano estudava havia meses a possibilidade de declarar as duas facções brasileiras como terroristas. As autoridades brasileiras avaliam que isso abre brecha para intervenções dos EUA no Brasil. Especialistas dizem que a classificação poderá desestimular investimentos estrangeiros no país.

    A classificação das duas facções como terroristas foi anunciada na quinta-feira. Nos dias anteriores, Flávio Bolsonaro esteve com Donald Trump e com outras autoridades dos Estados Unidos. Nas reuniões, defendeu a medida.

    Lula tenta neutralizar ataque de Flávio Bolsonaro ao chamar CV e PCC de terroristas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, diz porta-voz do governo Trump, que nega intervenção

    PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, diz porta-voz do governo Trump, que nega intervenção

    “Sabemos que estes dois grupos, o PCC e o CV, estão atuando dentro do Brasil, mas também em outros países. Inclusive identificamos suas atividades em 12 estados aqui nos Estados Unidos”, afirmou.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão presentes em 12 estados dos Estados Unidos, afirma o governo Donald Trump. A porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, porém, não soube especificar quais são essas federações em entrevista à Folha de S.Paulo.

    Segundo ela, a decisão de classificar as facções como terroristas foi tomada com base em avaliações de segurança nacional e integra a estratégia da administração Trump de utilizar “todas as ferramentas disponíveis” para proteger o território americano.

    “Sabemos que estes dois grupos, o PCC e o CV, estão atuando dentro do Brasil, mas também em outros países. Inclusive identificamos suas atividades em 12 estados aqui nos Estados Unidos”, afirmou.

    A decisão dos EUA foi anunciada dois dias após o pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participar de uma reunião com Trump, ocasião em que pediu pela designação das facções como grupos criminosos.

    A porta-voz do Estado afirma que Trump se reúne e fala com os políticos de todo o mundo, “mas ele toma as suas decisões de forma independente, sempre colocando o interesse dos EUA em primeiro lugar”.

    Questionada sobre a natureza da atuação das facções em território americano, Roberson afirmou que os grupos participam de atividades ligadas ao tráfico de drogas, tráfico de pessoas, contrabando e movimentação de recursos financeiros ilícitos. “Eles manejam fluxos e redes financeiras ilícitas. Apresentam uma ameaça não só para a segurança dentro do Brasil, mas também em outros países”, disse.

    A classificação anunciada pelo governo Trump não prevê qualquer tipo de intervenção militar, ressaltou a porta-voz. Segundo ela, trata-se de um instrumento legal previsto na legislação americana para combater organizações consideradas ameaças à segurança nacional.

    Entre as consequências estão as restrições de visto para pessoas que são membros dos grupos, também bloqueio de todos os seus bens nos Estados Unidos e a proibição de que qualquer pessoas nos Estados Unidos realize qualquer tipo de transação com os grupos.”

    Após a medida, o governo Lula lamentou a decisão. Em nota, afirmou que a segurança da população “é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”.

    Autoridades brasileiras argumentam que o combate ao crime organizado é uma questão de soberania nacional e criticam iniciativas que possam ser interpretadas como interferência externa. Roberson afirmou que Washington respeita as decisões do Brasil, mas defendeu uma atuação mais dura contra as facções.

    “Sempre estamos em comunicação com as autoridades brasileiras e incentivamos que tomem medidas mais rigorosas contra esses grupos, que estão causando muita violência e muito dano em todo o Brasil”, declarou. Questionada sobre quais seriam essas medidas que o governo deveria adotar, ela não especificou.

    “É responsabilidade do governo brasileiro avaliar”, disse ela. Ela citou ainda operações conjuntas entre os dois países e afirmou que mais de 17 toneladas de cocaína foram apreendidas no último ano em ações realizadas em parceria com autoridades brasileiras.

    Segundo a porta-voz, a designação produz efeitos imediatos nos Estados Unidos, incluindo bloqueio de bens eventualmente vinculados às organizações, restrições de vistos para integrantes, proibição de transações financeiras com os grupos e criminalização do fornecimento de apoio material às facções.

    Roberson também negou que a medida tenha qualquer relação com as eleições presidenciais brasileiras de 2026. “É a decisão do povo brasileiro decidir quem vai ser o seu próximo presidente. Nossa prioridade é a segurança dos Estados Unidos”, afirmou.

    A representante do Departamento de Estado disse que a cooperação entre os órgãos de segurança dos dois países continuará normalmente, incluindo a atuação de agências americanas em parceria com autoridades brasileiras.
    *
    O QUE MUDA PARA O BRASIL?
    Os EUA classificaram o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações criminosas transnacionais. Na prática, a medida amplia o poder americano para investigar, rastrear dinheiro e realizar operações ligadas às facções -inclusive em outros países.
    E isso pode se reflerir em…

    MAIS CONTROLE SOBRE DINHEIRO
    Movimentações ligadas às facções passam a ter vigilância global maior.
    A classificação pode:
    – bloquear contas e bens
    – ampliar rastreamento financeiro internacional
    – pressionar bancos e fintechs
    – dificultar lavagem de dinheiro em dólar

    PRESSÃO SOBRE O BRASIL
    PCC e CV passam a ser tratados como ameaça internacional.
    A decisão aumenta a cooperação internacional contra o tráfico e pode elevar a pressão dos EUA por:
    – mais operações policiais
    – fiscalização em portos
    – combate à lavagem de dinheiro
    – compartilhamento de inteligência

    PORTOS E EXPORTAÇÕES NO RADAR
    Exportações podem enfrentar fiscalização mais rígida. O foco no tráfico internacional pode gerar:
    – mais inspeções em cargas brasileiras
    – vigilância reforçada em portos, como Santos
    – maior controle sobre empresas de logística

    DEBATE SOBRE SOBERANIA
    Críticos afirmam que a medida pode ampliar a influência americana sobre decisões brasileiras de segurança pública e inteligência financeira. Os EUA costumam aplicar sanções e investigações além do próprio território quando há uso do sistema financeiro em dólar.
    O temor é de aumento da pressão diplomática e econômica sobre o Brasil.

    HÁ RISCO DE INTERVENÇÃO?
    Especialistas consideram uma intervenção direta extremamente improvável. Mas a preocupação aparece porque os EUA já usaram classificações semelhantes em outros países para justificar:
    – sanções
    – operações internacionais
    – pressão diplomática
    O cenário considerado mais provável é de ampliação da cooperação e das investigações internacionais.

    O QUE NÃO MUDA
    – PCC e CV já são organizações criminosas no Brasil
    – A decisão não altera automaticamente leis brasileiras
    – Não há indicação concreta de ação militar dos EUA

    PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, diz porta-voz do governo Trump, que nega intervenção

  • Resgatadas mais quatro pessoas de gruta inundada no Laos; vídeo

    Resgatadas mais quatro pessoas de gruta inundada no Laos; vídeo

    As equipes de resgate retiraram os quatro homens que ainda se encontravam presos no interior de uma gruta no Laos. Há, no entanto, ainda duas pessoas desaparecidas.

    As equipes de resgate no Laos anunciaram neste sábado (30), o resgate dos quatro homens que estavam presos em uma gruta inundada há dez dias, um dia depois de um primeiro sobrevivente ter sido retirado com vida.

    As equipes conseguiram retirar as quatro pessoas que ainda permaneciam dentro da caverna, segundo autoridades tailandesas citadas pela Reuters.

    Um vídeo do momento foi compartilhado nas redes sociais, mostrando os sobreviventes emocionados.

    Veja acima o momento do resgate.

    As autoridades continuam as buscas por duas pessoas desaparecidas.

    Vale lembrar que, na sexta-feira, um dos sobreviventes também foi resgatado com segurança do interior da gruta.

    A Associação de Voluntários do Povo Laosiano, responsável pela operação de resgate, informou, segundo a BBC, que o morador foi retirado da caverna às 20h37, no horário local.

    Citado pela CNN Internacional, o pai do primeiro homem a sair da gruta no Laos expressou sua “mais profunda gratidão” às equipes de resgate.

    “Muito obrigado à equipe de resgate. Quero expressar minha mais profunda gratidão”, disse. “Meus irmãos, irmãs, filhos e netos, muito obrigado a todos por terem deixado seus trabalhos de lado e vindo de tão longe para nos ajudar.”

    Sete pessoas estavam presas em uma gruta inundada na província de Xaysomboun, no Laos, desde 20 de maio. O grupo estava preso a mais de 100 metros da entrada da caverna, em uma área profunda e de difícil acesso.

    Na quarta-feira, as equipes de resgate informaram que cinco das sete pessoas haviam sido localizadas.

    Nas operações participa o grupo Thailand Rescue Diver, da Tailândia, o mesmo que ajudou a localizar um grupo de 12 crianças que ficou preso em uma caverna em 2018 — caso em que todos também foram resgatados com vida.

    Segundo informações, os sete moradores de uma vila no Laos teriam entrado na caverna em 20 de maio em busca de ouro e para caçar animais selvagens. No entanto, devido às chuvas, a gruta inundou repentinamente, bloqueando a saída.

    Resgatadas mais quatro pessoas de gruta inundada no Laos; vídeo

  • Filho de Brad Pitt e Angelina Jolie retira oficialmente sobrenome do pai

    Filho de Brad Pitt e Angelina Jolie retira oficialmente sobrenome do pai

    Maddox Jolie-Pitt, filho de Angelina Jolie e Brad Pitt, decidiu remover legalmente o sobrenome do pai, passando a se chamar Maddox Chivan Jolie. Esta mudança reflete a crescente distância entre ele e Brad Pitt.

    Maddox Jolie-Pitt, um dos filhos de Angelina Jolie e Brad Pitt tomou medidas legais para deixar de ter oficialmente o sobrenome do pai.

    O jovem, de 24 anos, entrou com um pedido de mudança legal de nome para remover especificamente o sobrenome “Pitt” do seu nome, passando a chamar-se simplesmente “Maddox Chivan Jolie”, avançou o TMZ.

    Isto acontece pouco depois de ter retirado o sobrenome do seu nome artístico já que no filme “Couture”, um projeto protagonizado por Angelina e onde ele trabalhou como assistente de direção, assinou apenas como “Maddox Jolie” na ficha técnica. 

    Com esta ação, Maddox juntou-se a alguns dos seus irmãos que também deixaram de ter o nome do pai como Shiloh, que o removeu formalmente, ou até mesmo Zahara e Vivienne, que o retirou do programa de uma produção da Broadway na qual trabalhou.

    A distância entre pai e filhos parece estar cada vez maior desde que Angelina entrou com um pedido de divórcio em 2016 por “diferenças irreconciliáveis”. Na época houve alegações de abuso físico e verbal por parte de Pitt contra a atriz e os filhos durante um voo num avião privado.

    Zahara exclui sobrenome do pai em cerimônia

    Zahara, a filha mais velha de Angelina Jolie e Brad Pitt, de 21 anos, não usou o sobrenome do pai, Pitt, quando subiu ao palco para receber o seu diploma da faculdade Spelman College em Atlanta, este mês. O seu nome foi lido como “Zahara Marley Jolie” quando ela subiu ao palco.

    Além de Zahara, Angelina Jolie e Brad Pitt, de 62 anos, são pais dos gêmeos Vivienne e Knox, de 17 anos, da filha Shiloh, de 19 anos, e dos filhos Pax, de 22 anos, e Maddox, de 24 anos. Depois da separação dos atores, em 2016,  a relação de Pitt com os filhos ficou inexistente. 

    Filho de Brad Pitt e Angelina Jolie retira oficialmente sobrenome do pai

  • Fundador da "Amazon da China" promete não substituir funcionários por IA

    Fundador da "Amazon da China" promete não substituir funcionários por IA

    Apesar de a JD.Com estar testando várias tecnologias que permitirá automatizar alguns dos seus processos de trabalho, o fundador da “Amazon da China” afirma que a intenção não passa por substituir trabalhadores.

    O fundador e presidente da gigante chinesa de comércio eletrônico JD.com — considerada por muitos como a “Amazon da China” — afirmou em uma mensagem dirigida aos funcionários da empresa que não demitirá nenhum dos 900 mil trabalhadores para substituí-los por ferramentas de inteligência artificial ou outros tipos de automação.

    De acordo com a Bloomberg, Liu Qiangdong disse aos funcionários que “fará tudo o que for possível para proteger o emprego de centenas de milhares de trabalhadores”, referindo-se especialmente aos que atuam nos armazéns da JD.com.

    “A JD.com não vai demitir um único trabalhador da linha de frente para substituí-lo por uma máquina”, afirmou Liu Qiangdong.

    Apesar dessa promessa, sabe-se que a empresa chinesa vem testando múltiplas tecnologias para automatizar parte de seus processos. O fundador da JD.com afirma, no entanto, que essa estratégia não tem como objetivo substituir trabalhadores.

    É importante destacar também que a promessa de Liu Qiangdong ocorre em um momento em que o governo chinês já demonstra preocupação com empresas que substituem funcionários por ferramentas de inteligência artificial.

    China desencoraja substituição de trabalhadores por IA

    As autoridades chinesas têm desencorajado empresas a substituir trabalhadores por inteligência artificial, em uma tentativa de equilibrar a adoção de novas tecnologias com a necessidade de manter a estabilidade social, em um país onde o desemprego entre jovens permanece elevado.

    Segundo o Wall Street Journal, o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng se reuniu no verão passado com grandes empregadores do país, incluindo empresas de tecnologia, bancos e fabricantes de automóveis, para discutir o impacto da IA no mercado de trabalho.

    Embora algumas empresas apontem que a tecnologia pode criar empregos nos próximos anos, também alertam que a adoção total da IA pode eliminar mais de 30% dos postos de trabalho existentes.

    De acordo com fontes citadas pelo jornal, isso levou Pequim a emitir, no fim do ano passado, orientações para que empresas de tecnologia evitem demissões relacionadas à adoção de IA.

    A preocupação surge em um momento em que a segunda maior economia do mundo enfrenta dificuldades persistentes no mercado de trabalho. A taxa de desemprego entre jovens urbanos de 16 a 24 anos, excluindo estudantes, ficou em 16% em abril.

    “A China está tentando equilibrar duas prioridades fundamentais: estabilidade social e crescimento da produtividade. A IA, como tecnologia potencialmente transformadora, pode obrigar Pequim a tomar decisões difíceis”, afirmou Kyle Chan, pesquisador da Brookings Institution, citado pelo WSJ.

    Apesar das restrições, o governo chinês continua incentivando a adoção da IA. A estratégia “IA+”, lançada em agosto passado, prioriza o uso da tecnologia em setores como manufatura e logística, considerados menos sensíveis à substituição de trabalhadores qualificados de escritório.

    Segundo fontes, as autoridades também passaram a exigir que empresas justifiquem demissões e, em alguns casos, comprovem que cortes de pessoal não estão diretamente ligados à substituição por sistemas de IA.

    Casos recentes reforçam essa postura.

    Em Hangzhou, no leste da China, um supervisor de controle de qualidade de sobrenome Zhou processou a empresa onde trabalhava após ser substituído por um sistema de IA. O tribunal deu ganho de causa ao funcionário e determinou uma indenização de cerca de 38 mil dólares (aproximadamente 32,6 mil euros) por demissão indevida.

    Em outro caso semelhante, em Pequim, um trabalhador responsável pela coleta de dados cartográficos perdeu o emprego após a automação de suas funções e também venceu o processo contra o empregador. As autoridades locais usaram o caso para reforçar que a IA não é justificativa válida para demissões e que as empresas devem priorizar treinamento e recolocação profissional.

    Ao mesmo tempo, gestores de recursos humanos de empresas de tecnologia reconhecem que algumas funções já estão sendo reduzidas devido ao avanço da IA, enquanto outras estão sendo redefinidas para tarefas mais complexas e de interação humana.

    O impacto parece ser especialmente sentido entre trabalhadores mais jovens. John Xie, fundador de uma empresa de software em Guangzhou, afirmou ao jornal que criou agentes de IA capazes de substituir estagiários e funcionários com até dois anos de experiência.

    “Me preocupo sinceramente com os jovens. Recém-formados precisam de anos para ganhar experiência, mas a IA pode dominar essas mesmas habilidades em poucas semanas ou meses”, disse.

    Fundador da "Amazon da China" promete não substituir funcionários por IA

  • Revelado o verdadeiro motivo da saída de Guardiola do City: “Chega”

    Revelado o verdadeiro motivo da saída de Guardiola do City: “Chega”

    Tijjani Reijnders concedeu uma longa entrevista à edição deste sábado do jornal De Telegraaf, na qual falou sobre diversos assuntos — começando pela decisão de Pep Guardiola de deixar o comando técnico do Manchester City, cargo que ocupava desde 2016.

    “Ele é um treinador muito intenso e um gênio do futebol. De certa forma, é uma pena que eu só tenha podido trabalhar com ele por uma temporada, mas foi uma escolha dele”, afirmou o jogador de 27 anos, que chegou ao Etihad Stadium na última janela de transferências, vindo do AC Milan por cerca de 55 milhões de euros.

    “Ele nos disse que já não tinha mais energia para decepcionar os jogadores quando eles não eram convocados ou não entravam em campo. Depois de dez anos, chega um momento em que basta. E eu entendo isso. Ele sempre tentou tirar o melhor do grupo”, acrescentou.

    Reijnders também comentou as saídas de outros nomes importantes do clube.

    “Além do treinador, Bernardo Silva e John Stones também se despediram. São três pessoas que significaram muito para o Manchester City. Me sinto orgulhoso e feliz por ainda ter podido jogar sob o comando deles e ao lado deles por mais um ano.”

    “Não vamos exagerar…”

    Na sequência da entrevista, Reijnders falou sobre a Copa do Mundo FIFA, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Convocado por Ronald Koeman, o meio-campista defenderá a seleção dos Países Baixos.

    O jogador demonstrou entusiasmo e também minimizou as preocupações pelo fato de ter disputado apenas quatro partidas desde a última pausa para jogos de seleções, em março.

    “Eu acho que sou um jogador que não precisa de muito ritmo de jogo para render bem, porque sempre dou tudo de mim e consigo seguir em frente. Também não vamos exagerar. Fui titular em metade dos jogos da Premier League e joguei 50% dos minutos. Mesmo não tendo atuado na final da Copa da Inglaterra, desempenhei um papel importante”, afirmou.

    A seleção neerlandesa está no Grupo F e enfrentará o Japão em 14 de junho, no AT&T Stadium, em Arlington; a Suécia em 20 de junho, no NRG Stadium, em Houston; e a Tunísia em 26 de junho, novamente no AT&T Stadium.

    Questionado sobre até onde os Países Baixos podem chegar no torneio, Reijnders preferiu evitar previsões.

    “É claro que existem muitas seleções fortes, mas somos difíceis de vencer, e os outros países não nos subestimam. Isso é um bom sinal. Diz muito o fato de termos conquistado dois empates contra a Espanha na Liga das Nações da UEFA”, concluiu.

    Revelado o verdadeiro motivo da saída de Guardiola do City: “Chega”

  • ONU confirma 18 mortos e 134 casos em surto de ebola na RDCongo

    ONU confirma 18 mortos e 134 casos em surto de ebola na RDCongo

    O surto de ebola com origem na República Democrática do Congo continua “evoluindo rapidamente” em casos, extensão geográfica e transmissão interfronteiriça, de acordo com o mais recente balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O vírus continua avançando pelo território ugandense. Segundo a Organização Mundial da Saúde, já são 18 mortes e 134 casos confirmados. No total, porém, 223 mortes e 906 casos seguem sendo investigados como suspeitos.

    Desde o balanço divulgado em 21 de maio, a OMS confirmou mais 49 casos e oito mortes. Além disso, outros 160 casos suspeitos e 47 mortes possivelmente atribuídas ao vírus foram incluídos nos registros da ONU nos últimos sete dias.

    Há ainda um caso confirmado envolvendo um homem dos Estados Unidos, que tratou pacientes na República Democrática do Congo e atualmente recebe atendimento médico na Alemanha.

    Na avaliação divulgada na sexta-feira, a OMS voltou a destacar as enormes dificuldades enfrentadas pelas equipes de saúde na província de Ituri, epicentro do surto, e também na região vizinha de Kivu do Norte. Entre os principais desafios estão falhas no rastreamento e monitoramento de contatos, insegurança e limitações nos sistemas de isolamento e atendimento aos pacientes.

    Ituri concentra 88% dos casos confirmados — 110 no total. O maior número foi registrado em Bunia, com 37 casos, seguida por Rwampara (33), Mongbwalu (20) e Nyankunde (10).

    Das 17 mortes entre os casos confirmados na República Democrática do Congo, 10 foram de homens — nove com mais de 15 anos e um com menos de 15 — e sete de mulheres, sendo cinco com mais de 15 anos e duas com menos de 15.

    Até 27 de maio, haviam sido identificados 2.635 contatos nas províncias de Ituri e Kivu do Norte.

    Rolando Gómez, chefe do Escritório de Imprensa e Relações Externas do Serviço de Informação das Nações Unidas, alertou que a crise de violência na região continua extremamente grave. Segundo ele, cerca de 150 civis foram mortos apenas na província de Ituri nos últimos dias.

    Em Uganda, desde a última atualização de 21 de maio, foram registrados mais sete casos confirmados.

    Até sexta-feira, o país somava nove casos confirmados, incluindo uma morte.

    Até 26 de maio, haviam sido identificados 436 contatos relacionados a esses casos, todos sob monitoramento.

    ONU confirma 18 mortos e 134 casos em surto de ebola na RDCongo

  • Alexander Zverev se classifica para as oitavas de final de Roland Garros

    Alexander Zverev se classifica para as oitavas de final de Roland Garros

    Alexander Zverev, número 4 do ranking mundial, venceu Quentin Halys, atual 90º colocado, por 6/4, 6/3, 5/7 e 6/2, em 3h07 de partida, garantindo sua nona classificação consecutiva para as oitavas de final em Roland Garros — fase em que foi eliminado apenas uma vez, em 2020.

    Na próxima rodada, Zverev, o tenista mais bem colocado ainda na disputa, enfrentará o neerlandês Jesper de Jong, que derrotou o russo Karen Khachanov, cabeça de chave número 15.

    Com a vitória, De Jong se tornou o terceiro “lucky loser” a alcançar as oitavas de final de Roland Garros na Era Aberta — e o primeiro desde David Goffin, em 2012.

    Alexander Zverev se classifica para as oitavas de final de Roland Garros

  • EUA atacam nova embarcação no Pacífico e matam os três tripulantes

    EUA atacam nova embarcação no Pacífico e matam os três tripulantes

    O Comando Sul dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira que uma força militar conjunta realizou um ataque letal contra uma embarcação ligada a organizações classificadas por Washington como terroristas, matando os três tripulantes da embarcação.

    A operação foi realizada pelo Comando Sul no âmbito da Operação Lança do Sul, quando a embarcação navegava em águas internacionais do Oceano Pacífico, próximo à Colômbia.

    O ataque resultou na morte de três homens identificados pelo comando militar como “narcoterroristas”. Nenhum integrante das forças norte-americanas ficou ferido.

    Esse foi o terceiro ataque desse tipo nesta semana. O primeiro, divulgado na terça-feira, deixou dois sobreviventes — algo incomum nessas operações que, desde o início em agosto, deixaram menos de 10 sobreviventes e quase 200 mortos.

    Os Estados Unidos lançaram a missão em setembro do ano passado na área de responsabilidade do Comando Sul, com o objetivo declarado de aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em uma operação militar norte-americana em Caracas e levado para Nova York no último dia 3 de janeiro.

    Paralelamente, Washington conduz desde então uma campanha de ataques no Pacífico e no Caribe contra embarcações apresentadas como envolvidas em atividades de tráfico de drogas supostamente destinadas aos Estados Unidos.

    O governo do presidente Donald Trump nunca apresentou provas concretas que comprovassem que as embarcações alvo estavam, de fato, envolvidas no tráfico.

    Especialistas e representantes da Organização das Nações Unidas classificaram as mortes como execuções extrajudiciais.

    Segundo a imprensa norte-americana, um órgão interno de fiscalização do Departamento de Defesa vai investigar a legalidade dos ataques realizados no Pacífico e no Caribe.

    O objetivo é verificar, especialmente, se os chamados “ciclos conjuntos de seis fases de direcionamento” estão sendo seguidos corretamente.

    De acordo com uma fonte ouvida pela emissora NBC, essas etapas vão desde a definição do alvo até a avaliação do ataque, incluindo análise de inteligência e a tomada das decisões finais.

    EUA atacam nova embarcação no Pacífico e matam os três tripulantes

  • Penélope Cruz sofreu aneurisma cerebral durante gravações

    Penélope Cruz sofreu aneurisma cerebral durante gravações

    Penélope Cruz revelou que foi diagnosticada com um aneurisma cerebral durante as filmagens de “La Bola Negra”. A atriz compartilhou a sua experiência e como isso mudou sua perspectiva de vida.

    A atriz Penélope Cruz levou um grande susto ao ser diagnosticada com um aneurisma cerebral durante as gravações do filme La Bola Negra, lançado recentemente no Festival de Cinema de Cannes.

    A atriz espanhola, de 52 anos, revelou que chegou a pensar que iria morrer ao receber o diagnóstico. Em entrevista à Variety, a esposa de Javier Bardem contou que descobriu o problema durante as filmagens.

    “Estávamos prestes a entrar em cena, eu estava colocando minha peruca, e me disseram: ‘Ao que tudo indica, você tem um aneurisma cerebral’. Achei que estava prestes a morrer. Foi algo completamente surreal na minha vida”, relatou.

    No dia seguinte, Penélope recebeu autorização médica confirmando que poderia continuar cantando e dançando durante as gravações. Ainda assim, segundo a atriz, a experiência mudou sua perspectiva sobre a vida.

    “Pensei: ‘É um verdadeiro milagre’”, confessou.

    Em La Bola Negra, Penélope interpreta uma dançarina de cabaré que se apresenta para soldados durante a Segunda Guerra Mundial. A atriz descobriu o aneurisma momentos antes de gravar uma cena de dança.

    O longa conta com um elenco de peso, incluindo Glenn Close, Miguel Bernardeau, Lola Dueñas e Carlos González. O filme foi dirigido por Javier Ambrossi e Javier Calvo.

    Penélope Cruz venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2009 por sua atuação em Vicky Cristina Barcelona. Ela é casada com Javier Bardem desde 2010, e os dois são pais de Leo, de 15 anos, e Luna, de 12.

    Penélope Cruz sofreu aneurisma cerebral durante gravações