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  • Bidu pede calma à torcida do Corinthians após protesto

    Bidu pede calma à torcida do Corinthians após protesto

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A derrota do Corinthians por 2 a 0 para o Coritiba, na noite de quarta-feira, provocou forte reação da torcida presente na Neo Química Arena. Após o apito final, os jogadores foram alvo de protestos e xingamentos.

    BIDU PEDE MEMÓRIA À TORCIDA

    Na zona mista, após a partida, o lateral-esquerdo Matheus Bidu reconheceu o direito de cobrança do torcedor, mas ressaltou que o histórico recente do time também seja levado em consideração. Segundo ele, os resultados negativos das últimas semanas não podem apagar o que o grupo construiu nos últimos meses.

    Torcedor tem total direito de criticar, eles pagam ingresso. Mas também não podem esquecer tudo que a gente fez nesses oito meses – Bidu, na zona mista

    A fala de Bidu faz referência ao período recente de conquistas do clube. Nos últimos meses, o Corinthians levantou três troféus: o Campeonato Paulista e a Copa do Brasilno ano passado, além da Supercopa do Brasil no início desta temporada.

    Esses resultados criaram uma relação de confiança entre equipe e arquibancada. O ambiente de lua de mel, no entanto, começou a ruir após a sequência de atuações abaixo do esperado nas últimas semanas.

    O incômodo já havia começado na eliminação corintiana no Campeonato Paulista, perdendo para o Novorizontino. O revés diante do Coritiba, porém, aprofundou o momento de instabilidade e provocou a primeira grande reação da torcida em casa neste ano.

    Bidu classificou a atuação como uma das piores do time recentemente. O lateral afirmou que o grupo se frustrou com o desempenho, principalmente porque o Corinthians teve um período e 11 dias de preparação para a partida.

    Foi uma noite que nada saiu como esperado. Trabalhamos bastante nesses dias e tentamos colocar em prática, mas não fomos efetivos – Matheus Bidu

    O lateral também admitiu participação no lance que originou o segundo gol do Coritiba. Lucas Ronier, responsável por balançar as redes para o Coxa, atacou o espaço justamente nas costas do ala corintiano.

    Teve uma falha ali que eu acabei não vendo o jogador. Agora é trabalhar para ajustar.Bidu, na zona mista

    PRESSÃO ANTES DO CLÁSSICO

    A derrota aumenta a pressão sobre o Corinthians antes do próximo compromisso. No domingo, a equipe enfrenta o Santos, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

    Bidu afirmou que o elenco precisa reagir rapidamente para retomar a confiança. O atleta reconheceu o peso do clássico.

    Todo jogo no Corinthians é importante, clássico ou não. A gente sabe da importância e vai trabalhar para buscar a vitória – Matheus Bidu

    Apesar do clima de frustração, Bidu evitou confronto com a torcida e reiterou que entende as críticas após o resultado negativo. Para o lateral, o caminho agora é reagir dentro de campo para recuperar a confiança das arquibancadas. A gente se frustra tanto quanto eles. Trabalhamos e nos doamos muito no dia a dia. Agora é trabalhar dobrado para dar essa resposta – Bidu, na zona mista

    O elenco corintiano inicia já nesta quinta-feira a preparação para o clássico com três dias de treinamentos antes da partida. O período será utilizado pela comissão técnica para tentar corrigir problemas apresentados nas últimas atuações e ajustar a equipe para a sequência da temporada.

    Bidu pede calma à torcida do Corinthians após protesto

  • 82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

    82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

    Motor da força de trabalho no Brasil, 8 em cada 10 brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, aponta estudos divulgados pela Nexus

    Pesquisa da Nexus revela que, de maneira geral, 73% dos millennials — jovens de 25 a 40 anos — são a favor do fim da escala 6×1, enquanto 17% são contra. No entanto, quando questionados sobre o fim da escala estar ou não condicionada à redução salarial, metade dos que eram contrários à proposta (9%) migram da desaprovação para a aprovação caso a nova regulamentação não implique redução salarial dos trabalhadores. Com isso, a taxa de aprovação da proposta, desde que não mexa nos salários, sobe para 82% nos jovens entre 25 e 40 anos, principal camada da população inserida no mercado de trabalho brasileiro.

    A mesma coisa é observada com a geração Z, composta por jovens de 16 a 24 anos. Sem entrar no mérito do regime de trabalho, 69% se disseram favoráveis ao fim da escala 6×1 e 22%, contra. Porém, caso a redução nas horas trabalhadas não estivesse condicionada à diminuição salarial, 13% dos 22% contrários mudariam de ideia, subindo de 69% para os mesmos 82% o percentual de aprovação do projeto nessa faixa etária.

    Para chegar nesses dados, foram feitas duas perguntas aos entrevistados. Primeiro, questionou se eles eram favoráveis ou contrários ao fim da escala 6×1, sem tratar da questão salarial. Depois, para o percentual de millennials e de jovens da geração Z que aprovam a medida, perguntamos se eles aprovariam mesmo que ela implicasse redução do salário. Já para os jovens que se disseram contrários de início, foi perguntado se eles passariam a aprovar a redução da jornada desde que ela não implicasse diminuição proporcional dos salários.

    Com isso, 35% dos brasileiros entre 25 e 40 anos são totalmente favoráveis ao fim do 6×1, independentemente de isso impactar ou não o pagamento dos trabalhadores. Outros 42% só são favoráveis se a medida aprovada não implicar redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis, mas ainda sem ter opinião formada sobre a condicionante (manutenção ou redução dos salários).

    Já em relação aos jovens de 16 a 24 anos, 31% são totalmente favoráveis ao fim da escala 6×1, sem entrar no mérito do regime de trabalho e 47% apenas se a proposta não ocasionar diminuição salarial. Outros 4% são favoráveis sem a opinião formada sobre a condicionante.

    Quando perguntados sobre o fim da escala 6×1 sem tratar da questão salarial, os jovens de 25 a 40 anos foram a faixa etária que mais aprovou a proposta, com 73% favoráveis ao fim do regime de trabalho que estabelece 6 dias de trabalho, para apenas uma folga. Entre a geração Z  — 16 a 24 anos — foram 69% a favor do fim da escala e 22%, contra.

    A aprovação cai para 62% entre os brasileiros de 41 a 59 anos com 23% contra e atinge 48% entre a população com mais de 60 anos. Nessa faixa etária, chega a 25% a desaprovação do fim da escala 6×1. Na média geral, são 63% os brasileiros a favor do fim da escala 6×1, independentemente da questão salarial.

    “Quando observamos os números em detalhe, fica evidente que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão nesse debate. Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho. Ainda assim, a maioria dos millennials adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que ela não implique perda de renda”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

    METODOLOGIA

    A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs) entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p, com intervalo de confiança de 95%.

    82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

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  • Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

    Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

    Sem confirmar partido pelo qual vai concorrer ao cargo, ministra Simone Tebet citou pedidos do presidente Lula e vice Alckmin e ‘grata surpresa’ com votos dos paulistas em 2022

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira, 12, que concorrerá ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026.

    A ministra confirmou a intenção de concorrer ao cargo em entrevista a jornalistas em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Tebet disse que ainda não definiu o partido pelo qual disputará o cargo.

    Na declaração à imprensa, a ministra afirmou ter “eterna gratidão” ao Mato Grosso do Sul, seu Estado natal, pelo qual foi senadora e prefeita da capital.

    Segundo Simone, a candidatura ao Senado por São Paulo foi sugerida a ela pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

    Ainda de acordo com a ministra, a escolha de São Paulo como local da disputa também partiu da “grata surpresa” de constatar que, em 2022, os paulistas responderam por um terço dos votos que recebeu como candidata a presidente.

    Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta segunda-feira, 9, Tebet está empatada tecnicamente com o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), na disputa pelo Senado por São Paulo. No pleito deste ano, haverá a renovação de dois terços da Casa. Cada Estado elegerá dois representantes.

    Tebet foi cotada para disputar o governo de São Paulo e já havia declarado que concorreria pelo cargo sugerido pelo presidente. “Coloquei meu destino político na mão do presidente”, disse a ministra em 30 de janeiro.

    Enquanto Tebet será candidata ao Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a pedido de Lula, concorrerá ao Palácio dos Bandeirantes como oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição.

    Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

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  • Erika Hilton processa Ratinho e pede R$ 10 milhões por ataque transfóbico

    Erika Hilton processa Ratinho e pede R$ 10 milhões por ataque transfóbico

    Apresentador do SBT afirmou que deputada ‘não é mulher’ ao comentar eleição para comissão da Câmara; indenização pedida por Erika Hilton seria destinada a projetos de proteção a mulheres vítimas de violência de gênero

    Nesta quarta-feira (11), o apresentar Ratinho decidiu atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) ao comentar que a parlamentar foi eleita como Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ela recebeu 11 votos favoráveis no segundo turno de votação e alcançou a maioria simples dos votos.

    Em seu programa no SBT, a comunicador disparou: “Ela não é mulher, ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”, disse. Ratinho também atacou a drag queen Pabllo Vittar, mesmo a artista não estando relacionada ao assunto.

    Após a repercussão das falas consideradas preconceituosas, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o MPF (Ministério Público Federal) para investigar o apresentador e a emissora. Além do inquérito civil, a parlamentar pede a abertura de uma ação civil pública com indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos causados à população trans e travesti.

    Segundo o documento encaminhado ao MPF, o apresentador negou reiteradamente a identidade de gênero da deputada ao comentar sua eleição como presidente de uma comissão na Câmara. A representação sustenta que a conduta ultrapassa uma ofensa individual e atinge coletivamente mulheres trans e travestis ao negar a legitimidade de sua identidade de gênero e reforçar preconceitos. O texto destaca ainda que discursos desse tipo, quando veiculados por comunicadores de grande audiência, contribuem para legitimar a discriminação e agravar a vulnerabilidade social de pessoas trans no Brasil.

    A equipe da parlamentar informou que o valor pedido da indenização será destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com destinação a projetos e organizações de defesa dos direitos de mulheres trans, travestis e cisgênero vítimas de violência de gênero, especialmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade.

    A representação também destaca que é necessário que o apresentador e a emissora sejam obrigados a veicular retratação pública sobre o conteúdo transmitido em horário nobre e com duração equivalente ao da fala discriminatória. 

    Vale destacar que transfobia é crime no Brasil, equiparado ao racismo. Desde junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, que os atos de homofobia e transfobia se enquadram na Lei de Racismo (Lei 7.716/1989). 

    Erika Hilton processa Ratinho e pede R$ 10 milhões por ataque transfóbico

  • Trump diz que Irã não deve participar da Copa por ‘sua própria vida e segurança’

    Trump diz que Irã não deve participar da Copa por ‘sua própria vida e segurança’

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (12) que o Irã não deveria participar da próxima Copa do Mundo na América do Norte, poucos dias depois de dizer ao chefe da Fifa (Federação Internacional de Futebol) que eles seriam bem-vindos, apesar da guerra no Oriente Médio.

    “A seleção nacional de futebol do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, por sua própria vida e segurança”, disse Trump em sua plataforma Truth Social.

    As declarações de Trump vêm um dia depois de o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, afirmar que a seleção de seu país não irá participar da Copa do Mundo de 2026 por causa da morte do aiatolá Ali Khamenei, após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

    “Considerando que esse regime corrupto (dos Estados Unidos) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”, disse o ministro à televisão estatal.

    “Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, tais condições para participação não existem”, afirmou Donyamali.

    “Dadas as ações maliciosas que eles realizaram contra o Irã, eles nos forçaram a duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter tal presença”, acrescentou o ministro iraniano.

    As falas de Donyamali ocorreram poucas horas depois de o chefe da Fifa, Gianni Infantino, afirmar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia lhe prometido que receberia sem obstáculos a seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

    O Irã está no Grupo G da Copa e tem jogos previstos em Los Angeles e Seattle, contra Bélgica, Nova Zelândia e Egito.

    A reportagem apurou que, oficialmente, nenhuma decisão deverá ser tomada pela entidade até que o Irã oficialize a sua retirada do torneio. Quem tem poder de fazer isso é a Federação Iraniana.

    Nada deve mudar até que isso aconteça, inclusive a venda de ingressos.

    O Irã se classificou para a Copa pelas eliminatórias da Ásia ao lado de Arábia Saudita, Qatar, Japão, Jordânia, República da Coreia, Uzbequistão e Austrália (que disputa a vaga com seleções asiáticas, e não na Oceania).

    O Iraque classificou-se para a repescagem intercontinental, na qual vai enfrentar o vencedor de Bolívia e Suriname. Se o Irã oficializar sua desistência da Copa nos próximos dias, a expectativa é que Fifa aguarde o fim da repescagem para decidir o que fazer com a vaga.

    O regulamento da competição prevê que, em caso de exclusão de uma seleção já classificada, a entidade decidirá um substituto “a seu critério exclusivo” e tomará as ações consideradas necessárias.

    Trump diz que Irã não deve participar da Copa por ‘sua própria vida e segurança’

  • Juiz rejeita pedido de divórcio no Afeganistão: "Umas surras não matam"

    Juiz rejeita pedido de divórcio no Afeganistão: "Umas surras não matam"

    Um juiz rejeitou o pedido de divórcio de uma mulher vítima de violência doméstica, no Afeganistão, justificando que “umas surras não a vão matar”; decisão reflete uma alteração à lei talibã que legaliza que um marido bata na mulher

    No início deste ano, o governo talibã no Afeganistão legalizou, oficialmente, a violência doméstica, permitindo que os maridos espanquem as mulheres sem qualquer consequência, desde que não quebrem ossos ou deixem feridas abertas na esposa.

    O resultado desta alteração à lei é já bastante claro: uma mulher que queira se divorciar por ser vítima de violência doméstica tem o seu pedido negado.

    Foi o caso de Farzana (nome fictício). Ao The Guardian, a afegã contou que o marido sempre teve um temperamento difícil e que regularmente lhe batia e a humilhava, chamando-lhe “deficiente” por ter uma perna mais curta do que a outra. Farzana tolerou os abusos durante anos pelos filhos… até não conseguir mais.

    “Houve um dia em que eu estava muito doente e não tinha energia para cozinhar o jantar. Quando ele chegou a casa do trabalho disse: ‘Agora nem faz as tarefas domésticas?’. Respondi-lhe que estava doente, mas ele me bateu com o fio do carregador do celular”, contou Farzana. “As marcas nas minhas costas e nos meus braços permaneceram durante dias, mas nunca pensei sequer em tirar fotografias para usar em tribunal”, acrescentou.

    Depois do ataque, Farzana tomou a decisão de pedir um divórcio, mas quando chegou ao tribunal talibã acabou não só com o processo recusado, como com uma ‘bronca’ do juiz.

    “Um pouco de raiva e umas surras não a vão matar”

    “Quando eu disse que ele [o marido] me batia e me humilhava constantemente e me insultava e que eu queria um divórcio, o juiz perguntou: ‘Quer um divórcio só por causa disso? Não tem outra razão?’”, recordou Farzana.

    A afegã descreveu depois o último episódio de violência ao que o juiz perguntou, prontamente, se a mulher tinha provas da agressão.

    “Quando eu respondi que não ele me disse: ‘Era jovem e aproveitou o seu marido. Agora que ele está ficando mais velho está inventando desculpas para se divorciar dele, para que possa casar com outro. Volte para casa. Tem um bom marido, viva com ele. Um pouco de raiva e umas surras não a vão matar. O Islã permite que um homem bata na mulher se ela lhe desobedecer, para a disciplinar. Vá e não regresse a pedir um divórcio por coisas destas’.”

    Ao The Guardian, a ativista Shaharzad Akbar, atualmente diretora da organização de direitos humanos Rawadari, afirmou que casos como os de Farzana são comuns no Afeganistão. As mulheres têm de viver sujeitas a violência doméstica ou procurar justiça nos tribunais talibãs “onde são muitas vezes repreendidas e enviadas de volta às suas casas abusivas ou pior, são punidas por ‘desobedecer’ aos maridos”.

    Depois da decisão do tribunal, Farzana foi forçada a regressar ao marido que, depois do incidente, se tornou ainda mais violento. “Ele me diz: ‘Ou  aguenta ou morre’. Ele nem sequer me deixa ir a casa do meu pai”.

    Sentença de 15 dias para homens condenados por violência doméstica 

    A alteração à lei no Afeganistão foi apenas conhecida depois de o documento ser divulgado pela Rawadari e depois traduzido para inglês pela Rede de Analistas Afegãos.

    “Se um marido espancar a mulher de forma tão severa que resulte em ossos quebrados ou em feridas abertas, ou se manchas aparecerem no corpo dela, e a mulher levar o caso a tribunal, então o marido deve ser considerado um agressor”, pode ler-se na nova lei. “O juiz deve condená-lo a 15 dias de prisão”.

    Na prática, a lei afegã agora condena mais severamente abusos a animais do que a mulheres. Por exemplo, que for condenado a forçar cães ou aves a lutarem recebe uma sentença de cinco meses de prisão.

    O regime talibã regressou ao poder no Afeganistão em 2021. Desde então, o regime pôs em prática uma série de leis que restringem a liberdade das mulheres, impedindo-as de prosseguir os estudos para além do ensino básico e sendo banidas de praticamente todo o mercado de trabalho (devendo focar-se nos deveres domésticos). Uma mulher no Afeganistão não pode sequer sair à rua sem estar acompanhada por um homem.

    “Isto não é cultura. Isto não é religião. Isto é um sistema de segregação e de domínio. Devemos chamar o regime no Afeganistão pelo seu nome verdadeiro: um apartheid de gênero”, afirmou a vencedora do prémio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, nas Nações Unidas esta semana.

    A paquistanesa, vale lembrar, foi baleada por talibãs quando regressava da escola quando tinha apenas 15 anos. Desde então, tornou-se uma voz pelos direitos das mulheres na região.

    Juiz rejeita pedido de divórcio no Afeganistão: "Umas surras não matam"

  • Pupo garante vaga na elite; Sophia Medina cai e Herdy ainda sonha

    Pupo garante vaga na elite; Sophia Medina cai e Herdy ainda sonha

    (UOL/FOLHAPRESS) – O quarto dia de competições da etapa de Newcastle, na Austrália, última parada da temporada do Challenger Series da WSL, trouxe definições importantes na briga por vagas no Circuito Mundial. O destaque brasileiro ficou por conta de Samuel Pupo, que garantiu matematicamente seu retorno à elite do surfe mundial.

    Mesmo já eliminado da competição, Pupo assegurou a classificação após uma combinação de resultados ao longo do dia.

    O brasileiro acabou beneficiado pela eliminação do sul-africano Luke Thompson em sua bateria do Round de 32, o que confirmou sua presença entre os dez primeiros do ranking do Challenger Series.

    SOPHIA MEDINA SE DESPEDE

    Entre as mulheres, o dia marcou também a eliminação de Sophia Medina, irmã do tricampeão mundial Gabriel Medina.

    A brasileira terminou em quarto lugar na sétima bateria do Round de 32, somando 10,00 pontos, atrás da norte-americana Alyssa Spencer, da sul-africana Sarah Baum e da japonesa Amuro Tsuzuki.

    Para Sophia, apenas a vitória na etapa de Newcastle manteria vivas as chances de classificação para a elite mundial -cenário que acabou não se confirmando.

    HERDY SEGUE NA TORCIDA

    Outro brasileiro que se despediu da competição foi Mateus Herdy, eliminado em uma das baterias mais fortes do dia no Round de 32.

    O catarinense somou 14,90 pontos em uma bateria muito acirrada, ficando em terceiro lugar atrás do havaiano Finn McGill e do australiano Alister Reginato, que garantiram as vagas na fase seguinte.

    Mesmo com a queda, Herdy ainda mantém vivo o sonho de disputar pela primeira vez o Circuito Mundial.

    O brasileiro encerrou sua temporada com 19.660 pontos e atualmente ocupa a nona posição do ranking, dentro da zona de classificação -os dez primeiros garantem vaga na elite.

    Agora, Herdy terá de torcer contra dois norte-americanos e um havaiano que seguem vivos no evento e ainda podem ameaçar sua posição: Levi Slawson, Dimitri Poulos e Shion Crawford, que aparecem nas posições 12, 13 e 18 do ranking.

    DECISÃO SE APROXIMA

    A etapa de Newcastle segue em andamento e a janela do evento vai até 15 de março, quando serão definidos todos os classificados para o Circuito Mundial.

    A nova temporada da elite da WSL começa no dia 1º de abril, em Bells Beach, na Austrália, um dos palcos mais tradicionais do Tour.

    Flamengo e Cruzeiro entraram em campo com equipes modificadas em relação às finais dos Estaduais. O time carioca por opção técnica de Leonardo Jardim. A equipe visitante por conta dos desfalques de Kaio Jorge, Romero e William, lesionados

    Folhapress | 10:00 – 12/03/2026

    Pupo garante vaga na elite; Sophia Medina cai e Herdy ainda sonha

  • Taxas de juros avançam com IPCA acima do esperado e petróleo forte

    Taxas de juros avançam com IPCA acima do esperado e petróleo forte

    Dólar mais forte, petróleo em alta e inflação acima das estimativas pressionam as taxas. Mercado passa a apostar em corte menor da Selic na próxima reunião do Banco Central e acompanha leilão de títulos do Tesouro.

    Os juros futuros sobem em toda a curva na manhã desta quinta-feira (12), em meio à alta do dólar frente ao real, ao avanço do petróleo, que sobe mais de 6%, e após o IPCA de fevereiro registrar alta de 0,70%, acima da mediana das estimativas do mercado, de 0,63%.

    Com isso, o mercado tende a aumentar as apostas em um corte menor da taxa Selic na próxima reunião do Banco Central, de 25 pontos-base, para 14,75% ao ano, deixando em segundo plano a possibilidade de uma redução de 50 pontos-base.

    Os investidores também acompanham o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que deve ofertar lotes menores para evitar aumento da volatilidade no mercado. “Temos mais um difícil leilão para o Tesouro Nacional, em que a escalada da volatilidade deve atuar como fator negativo para a demanda”, afirma em relatório Luis Felipe Laudisio, cogestor da Warren Investimentos.

    Às 9h17 desta quinta-feira, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 13,785%, ante 13,652% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 marcava 13,340%, contra 13,163%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 estava em 13,61%, ante 13,47% no fechamento de quarta-feira (11).

    Taxas de juros avançam com IPCA acima do esperado e petróleo forte

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  • Israel ameaça tomar território do Líbano e expande ordens de retirada no sul

    Israel ameaça tomar território do Líbano e expande ordens de retirada no sul

    Israel ordena expansão das operações após onda de foguetes do Hezbollah. Exército amplia áreas de evacuação no sul do Líbano enquanto o conflito se intensifica e já deixou centenas de mortos e mais de 800 mil deslocados no país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As Forças Armadas de Israel receberam instruções para ampliar as operações militares no Líbano, afirmou nesta quinta-feira (12) o ministro da Defesa israelense, Israel Katz. A decisão ocorre após o Hezbollah lançar uma nova onda de ataques com foguetes contra o território israelense na noite de quarta-feira (11).

    Katz afirmou ter alertado o governo libanês de que, caso não consiga impedir as ações do grupo extremista, Israel poderá avançar por conta própria sobre o território. “O Hezbollah lançou ontem uma forte barragem de foguetes contra o Estado de Israel. As Forças de Defesa de Israel responderam com força em Dahiyeh e contra alvos do Hezbollah em todo o Líbano”, disse o ministro.

    Segundo ele, o governo libanês precisa controlar o território e evitar novos ataques. “Alertei o presidente do Líbano que, se o governo não souber controlar o território e impedir o Hezbollah de ameaçar as comunidades do norte e disparar contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos”, afirmou.

    Katz acrescentou que ele e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, determinaram que o Exército se prepare para ampliar as operações militares no país vizinho. O objetivo, segundo o ministro, é restabelecer a segurança nas comunidades do norte de Israel.

    Após as declarações, o Exército israelense emitiu novas ordens de evacuação para áreas do sul do Líbano, ampliando significativamente a zona que os moradores devem abandonar. As forças orientaram que a população se desloque para regiões ao norte do rio Zahrani.

    De acordo com um mapa divulgado na rede social X por um porta-voz militar, as áreas destacadas em vermelho indicam que cerca de 10% do território libanês já foi alvo de ordens de evacuação emitidas por Israel.

    O Hezbollah afirmou na noite de quarta-feira que disparou dezenas de foguetes contra Israel na maior operação do grupo desde o início do atual conflito. Em comunicado, a milícia declarou que a ofensiva foi uma resposta aos ataques israelenses contra cidades e bairros do sul de Beirute.

    Segundo o governo israelense, aproximadamente 200 foguetes e cerca de 20 drones foram lançados contra o país durante a noite, em uma ação coordenada com ataques vindos do Irã, que teriam incluído também mísseis balísticos. O Hezbollah e o governo iraniano não confirmaram esses números.

    O ministro da Informação do Líbano informou que os ataques israelenses já deixaram pelo menos 687 mortos no país desde 2 de março. De acordo com Paul Marcos, entre as vítimas estão 98 crianças e 52 mulheres.

    Na quarta-feira, a ministra de Assuntos Sociais do Líbano, Haneen Sayed, afirmou que o número de deslocados internos já chega a 816 mil pessoas. Desse total, cerca de 126 mil estão abrigadas em centros de acolhimento.

    O Hezbollah entrou no conflito em apoio ao Irã, que foi alvo de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel no início do mês. O presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu afirmam que a ofensiva busca enfraquecer o programa nuclear iraniano e promover mudanças no regime do país.

    Durante os ataques, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto. Dias depois, seu filho Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do país.

    Israel ameaça tomar território do Líbano e expande ordens de retirada no sul

  • Real Madrid atropela City, e Henry se rende: “Temos que dar crédito”

    Real Madrid atropela City, e Henry se rende: “Temos que dar crédito”

    O Real Madrid deu um passo importante rumo às quartas de final da Liga dos Campeões ao vencer o Manchester City por 3 a 0 nesta quarta-feira (11), no estádio Santiago Bernabéu. A vitória foi construída com uma atuação decisiva de Ernesto Valverde, autor dos três gols da partida, marcados aos 20, 27 e 42 minutos do primeiro tempo.

    Após o apito final, o ex-atacante francês Thierry Henry, ídolo do futebol europeu e atualmente comentarista, elogiou a atuação do time espanhol. Mesmo conhecido por sua ligação com o Barcelona, clube que defendeu entre 2007 e 2010, Henry destacou a força coletiva do Real Madrid e a performance de Valverde.

    “Todo mundo sabe que eu tenho uma ligação forte com o Barcelona, mas precisamos dar muito crédito ao Real Madrid. Ninguém imaginava esse resultado, muito menos um hat-trick do Valverde. Se alguém disser que esperava isso, está mentindo”, afirmou o ex-jogador.

    Henry também destacou o esforço coletivo da equipe espanhola. Segundo ele, a postura defensiva e a entrega dos jogadores foram determinantes para o resultado. “É assim que se vencem jogos grandes. Todos estavam defendendo juntos. O Valverde merece esse momento porque sempre trabalhou muito pelo clube e agora marcou três gols, algo que nunca tinha feito antes.”

    O francês também chamou atenção para a atuação do jovem meio-campista Thiago Pitarch, de apenas 18 anos. “Quero falar do Pitarch. Observei ele durante todo o jogo e fiquei impressionado. Que partida ele fez. Correu por todo mundo. Eu nem sei o que colocam naquela camisa do Real Madrid.”

    Em tom bem-humorado, Henry brincou sobre o peso da camisa do clube espanhol na competição. “O que vou dizer é brincadeira, porque eu não quero vestir essa camisa, mas talvez se eu vestisse poderia até recuperar meu cabelo”, disse, arrancando risos no programa Golazo, da emissora americana CBS Sports.

    O ex-jogador afirmou que o Real Madrid parece se transformar quando disputa a Liga dos Campeões. “Quando eles entram em campo com essa camisa na Champions, parece que algo muda. É uma camisa pesada, cheia de história. Não é fácil jogar com esse peso, mas eles conseguem.”

    Manchester City e Real Madrid voltam a se enfrentar na próxima terça-feira (18), às 16h (de Brasília), no Etihad Stadium, em Manchester. A partida de volta vai definir qual das duas equipes avança para as quartas de final da principal competição de clubes da Europa.
     

    Flamengo e Cruzeiro entraram em campo com equipes modificadas em relação às finais dos Estaduais. O time carioca por opção técnica de Leonardo Jardim. A equipe visitante por conta dos desfalques de Kaio Jorge, Romero e William, lesionados

    Folhapress | 10:00 – 12/03/2026

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